MT quer isonomia em relação à reserva legal
A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) exige que Mato Grosso receba um tratamento igualitário com relação à reserva legal, “pois hoje, por exemplo, a reserva legal do cerrado de Mato Grosso é de 35% e nos estados de Mato Grosso do Sul e Goiás é de 20%. Será que o nosso cerrado é diferente? Estamos insatisfeitos com o tratamento desigual que Mato Grosso recebe. Queremos isonomia, igualdade perante a lei”, afirma o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Acrimat, Vicente Falcão.
Agricultores e pecuaristas estaduais participaram ontem da audiência pública realizada em Cuiabá para discutir as alterações na legislação ambiental em vigor, que serão implantados com Código Florestal Brasil eiro.
Outro ponto polêmico e defendido pela Acrimat é a consolidação das áreas em produção.
Os produtores de Mato Grosso querem que as áreas que hoje produzem, “continuem como estão, pois voltar às condições anteriores torna o custo muito alto.
A sugestão dos produtores é que sejam recuperadas as áreas de preservação permanente degradas (APPDs)”. Na pauta de sugestão consta ainda que o governo estadual legisle as questões ambientais pertinentes ao Estado e o governo federal às suas unidades de conservação e terras indígenas. “O Estado conhece as particularidades de sua região e sempre que tomar uma decisão vai levar em considerações os impactos econômicos, sociais e culturais, o que hoje não acontece”, frisa Falcão. “Precisamos de segurança para trabalhar. Está na hora de o Brasil reconhecer que o produtor rural veio com os incentivos e cumpriu o seu papel de produzir alimento.
O produtor não merece o título de vilão que querem imputá-lo”.
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