domingo, 22 de novembro de 2009

Mais pilantragens


Empresas fantasmas
O Jornal Folha de São Paulo de hoje traz uma reportagem que nos mostra mais uma vêz a ação de bandidos e não deputados que se encontram na Camara.
Um arquivo secreto na qual o jornal teve acesso nos mostra que muitos deputados usam empresas fantasmas e consequentemente notas fiscais para se ressarcirem de despesas eventualmente realizadas.
O típico roubo na cara dura.
Aquilo que qualquer funcionarizinho de empresa de esquina que quando quer aumentar seu salário toda vêz que tem a oportunidade de realizar uma despesa por conta da empresa solicita que o emitente lhe faça uma Nota Fiscal com valor acima do gasto. Dessa forma, o excessedente da conta vai para o seu bolso.
Coisa de funcionário safado.
O mesmo fazem os senhores deputados na maior cara dura.
A reportagem cita uma empresa que emitiu notas no valor de R$ 115 mil reais para vários deputados e ex-deputados cujo endereço da empresa é uma simples casa em Luziânia (Goías) onde o proprietário do imóvel confirma que alí nunca funcionou uma empresa.
Outro apresenta Notas Fiscais de locação de carro de uma empresa que pertence ao seu advogado e cuja numeráção é toda de números baixos e sequenciais indicando que êle seja o único cliente da empresa.
Pior ainda é saber que o nosso Congresso criou uma verba indenizatória adicional mensal no valor de R$ 15 mil reais a título de Despesas de Trabalho . Coisa que existe somente em País de faz de conta. Com certeza em País sério isso não existe. O salário de um cidadão desse que quase nada faz pelo povo mas faz muito para sí próprio é de R$ 16,5 mil por mês e que com essa verbinha adicional, haja visto que trabalhar o cidadão pouco faz, ele consegue amealhar o dobro do seu salário todo santo mês, e ainda usando notas fiscais falsas ou de empresas fantasmas .
Safadeza explícita .
O que se imagina que deveria acontecer se fossemos um País sério. Tais deputados, e ex-deputados deveriam ser presos, processados, e além disso deveriam devolver aos cofres públicos todo o dinheiro ganho de forma ilícita com juros e correção.
Mas, conscientes de como tratamos esse tipo de assunto, tudo vira apenas mais um noticia no jornal, que dura mais um ou dois dias na mídia em geral, e se transforma numa grande pizza.
Na realidade nós não podemos reclamar em nada. Afinal fomos nós que colocamos essa corja de ladrões e corruptos na Camara Federal.

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