Certamente muitos tiveram oportunidade de acompanhar o programa do Luciano Hulk no sábado, onde num dos seus quadros ele trouxe uma família bem burguesona da cidade, mesmo não sendo oriundos de uma capital, mas, uma familia acostumada ao modernismo da vida atual, para passar alguns dias visitando e trabalhando nas comunidades humildes e carentes da região amazônica e localizadas em tôrno de Santarém.
E nessa visita foi exposto um trabalho que sem dúvida merece muitos aplausos e ao mesmo tempo sentir um sabor de tristeza.
Aplausos porque ainda se observa ONGS com espirito humanitário desenvolvendo um trabalho que poucos fazem e certamente, mesmo localmente, nem todos conhecem.
O Saúde e Alegria traz a essas comunidades um fio de esperança, uma luz para que possam ter sobrevida. Afinal atender 30 mil pessoas dando-lhes essa oportunidade dessa sobrevida com certeza não é fácil.
A tristeza fica por conta da total ausência do Governo. Certamente se existisse a presença dele a participação do Saúde e Alegria não seria tão intensa ou talvez necessária. Porém, nada disso ocorre e senão fossem eles, seus barcos, seus médicos, seus enfermeiros, seus professores, seus orientadores, o esquecimento, o deixar de lado, com certeza seriam as marcas dessas comunidades que lutam para poderem produzir e fazer com que suas produções lhes tragam algum numerário e assim poderem viver e continuarem. Através deles ainda são vistos como gente.
Por isso, esse trabalho do Saúde e Alegria passa a ser de extrema importância e isso foi mostrado em pinceladas pequenas , mas o suficiente para que se alcançasse o quanto é necessário sua presença junto a esses ribeirinhos.
Certamente muitos de fora que assistiram e nunca imaginaram que aqui houvesse comunidades tão carentes e tão desprotegidas, e que , por falta total de ausência dos governos, praticamente sobrevivem graças aos cuidados de uma Organização Não Governamental. Ainda bem.
Não se trata de nenhuma propaganda .
A realidade e a verdade tem que ser dita.
Quem me conhece sabe o quanto critico sou da presença de muitas delas seja por aqui, seja em outras partes do País. Porém há de se separar o jôio do trigo. Há Ongs e Ongs e sempre dissemos isso. Tive oportunidade de conhecer e acompanhar outras no Estado de São Paulo, atuando em periferias, em favelas, que são organizações que tranalham de forma tão intensa quanto e correndo de um lado para outro atrás de recursos. Há um espirito de vontade em ajudar, em fazer com que os mais necessitados tenham algum amparo. São verdadeiras. Porém, como em qualquer setor, existem os "bad boys" e certamente nas Ongs isso nao difere. Existem os chamados "vagabundos sem causa", que nada fazem, tudo acusam ,não trazem nenhum beneficio e não executam nenhum trabalho social efetivo justificando os enormes recursos que recebem muitas vezes advindos sabe lá de onde. Isso seremos e continuaremos criticos. Afinal ainda carrego de uma delas a cusparada recebida no rosto durante uma de suas manifestações pirotécnicas.
Conheço um pouco do Saúde e Alegria. E o programa veio ratificar meu apreço pelo trabalho que é grande e que merece aplausos. Conheço algum dos seus membros e eles sabem que minha posição é verdadeira em relação a essa opinião.
Como ex-integrante da Fundação esperança apenas sinto que muitos dos trabalhos hoje desenvolvidos pelo Saúde e Alegria eram obras levadas adiante por D. Thiago Ryan - fundador da Fundação Esperança e que lamentavelmente foram sendo deixados de lado ao longo dos anos por mudança de foco. Ainda bem que o Saúde e Alegria cobriu essa lacúna .

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