sábado, 21 de novembro de 2009

Protesto com aplausos


Carta de Mãe para Mãe

Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.
Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.

Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc...
Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender seu protesto. Quero com ele fazer coro.
Enorme é a distância que me separa do meu filho.
Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo. Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família...
Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha para mim importante papel de amigo e conselheiro espiritual.

Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo-locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.
No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo...
Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu, que eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem.

Nem no cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas "Entidades" que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar "Os meus direitos"!
Talvez a gente consiga acabar com esta inversão de valores que assola o Brasil.

DIREITOS HUMANOS SÃO PARA HUMANOS DIREITOS

Nota do Blog - Uma realidade nua e crua. Nosso País concede mais direitos a vagabundos, desclassificados e que deveriam ficar alijados da sociedade por muito mais tempo, do que aqueles que ficam mutilados fisica e psiquicamente, são ultrajados nos seus mais simples direitos, tem sua privacidade aniquiliada, tem seus valores de vida colocados à prova, isso tudo quando não são simplesmente assassinados por delinquentes chamados juvenis e recebem desses Direitos Humanos afago, amparo e compreensão, enquanto àquele que sofreu com as atrocidades desses marginais, fica ruminando dia após dia seu drama e procurando em parentes, amigos, e até desconhecidos fôrça para simplesmente continuar a viver. Um exemplo claro estamos vivenciando hoje em dia quando o STF determina uma extradição de um assassino estrangeiro mas ainda depende da palavra e aval do presidente da República que ainda pode revogar essa decisão. Assassino não tem ideologia, não tem justificativas, não tem amparo em lugar nenhum. Assassino é assassino. Não se discute os motivos que o levaram a matar. Ninguém tem direito de tirar a vida de outro alguém. Em qualquer lugar do mundo. Não será agora que irão passar a mão num deles sob alegação de crime politico/ideológico ou que seja. Isso não há como existir. O cidadão tirou a vida de 4 pessoas. É assassino. Não há outra palavra no dicionário. Como assassino foi preso, julgado, condenado. Se foi na Itália, na Nova Guiné, no Polo Norte é lá que o cidadão terá que cumprir sua pena. Já temos muitos e muitos assassinos dentro e fora das prisões para se preocupar do que ficar dando guarida para assassino estrangeiro. Sob o título ou justificativa que quiserem. Por isso, essa carta de mãe para mãe, escrita em que época for, é um retrato fiel da visão que o País concede para quem mata/estupra/rouba/aniquila na maioria das vezes não somente com quem aquele que é atacado, mas com um família inteira e aqueles que ficam .

Nenhum comentário:

Postar um comentário