sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Grande craques negros

Hoje o Jornal O Globo publica uma seleção de jogadores negros que brilharam no futebol brasileiro em homenagem ao Dia da Consciência Negra.;
Certamente nenhuma seleção é unanime e certamente essa também não o será.

Vamos a ela:
- Goleiro : Barbosa . O goleiro que morreu duas vêzes. Depois do gol de Gigghia em 1950 no Maracanã nos fatídicos 2x1 para o Uruguai quando o Brasil perdeu a final da Copa com mais de 200 mil torcedores. E depois em 2000 quando morreu aos 79 anos. Seu melhor periodo atuando foi no Vasco da Gama onde jogou por 10 anos.


- Lateral Direito: Djalma Santos - o insuperável. Bicampeão do Mundo em 1958 e 1962 e participou da Copa de 1954. Seu grande periodo foi jogando pelo Palmeiras onde atuou por 10 anos seguidos.


- Zagueiro - Domingos da Guia - pai do Ademir da Guia. Jogou em muitos clube: Vasco da Gama - Flamengo - Corinthians - Boca Juniors da Argentina. Creio que seu melhor momento foi no Flamengo onde atuou por 7 anos. Faleceu em 2000.


- Zagueiro - Aldair - Foi campeão do Mundo em 1994. Jogou no Flamengo - Benfica e na Roma da Itália onde permaneceu por 14 anos e é um ídolo naquela cidade.


- Lateral esquerdo - Marco Antonio - Campeão do Mundo em 1970. Passou por vários clubes porém seu auge foi no Fluminense onde jogou por 7 anos.


- Meio de campo : Fausto - O "Maravilha Negra" começou no Bangú e passou por Vasco, Barcelona da Espanha, Nacional do Uruguai e terminou sua carreira no Flamengo. Faleceu em 1939.


- Meio de Campo - Didi - "o Folha Seca" "Principe Etíope" . Jogou no Fluminense por 7 anos e depois no Botafogo onde fez um ataque com Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagalo. Jogou no Real Madrid ao lado de Puskas e Di Stefano. Bicampeão do Mundo em 1958 e 1962. Suas faltas eram cobradas com uma pancada seca e em curva e por isso o apelido de Folha Seca. Faleceu em 2001.


- Atacante - Pelé - Não precisa escrever muito. Jogou por 18 anos no Santos. Foi bicampeão mundial por seleções e por clubes com o Santos. Fez parte de um dos ataques mais conhecidos Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pelé e Pepe.



- Atacante - Zizinho - "Mestre" como era chamado. Um maestro no meio do campo de qualquer equipe. Jogou 11 anos no Flamengo. Se transferiu para o Bangu e depois chegou a jogar no São Paulo. Faleceu em 2002


- Atacante - Jairzinho - Furacão da Copa - Campeão em 1970. Foi sua melhor fase quando atuava no Botafogo. Chegou a jogar pelo Cruzeiro de Belo Horizonte.



- Atacante - Leonidas da Silva - o inventor da bicicleta - jogou em muitos clubes mas se destacou no Flamengo onde jogou por 5 anos e depois de uma transação complicada para época jogou no São Paulo onde ficou por 9 anos. Faleceu em 2004.


Certamente sempre teremos outros jogadores negros que se destacaram e que poderiam fazer parte dessa seleção do O Globo. Veludo goleiro do Santos, Pompéia goleiro do América do RJ , Luiz Edmundo Pereira, Andrade (atual técnico do Flamengo)- Adílio -
Paulo César Cajú, Ronaldinho Gaúcho, Enéas, Denner, Vladimir, Edu do Santos, Coutinho e a lista poderia ficar enorme. Uma justa homenagem.

Um comentário:

  1. Caro Antenor:

    Embora eu não seja ainda um leitor contumaz de seu blog, mas como pretendo sê-lo, tenho aumentado minhas leituras dos artigos e demais publicações dessa sua coluna. Se assim venho fazendo, é porque tenho encontrado uma satisfação pessoal nessas leituras. A diversidade e a qualidade dos assuntos focados, confesso, talvez venha servindo como chamariz para essas investidas em seu blog.
    Como excelente exemplo recente, o artigo da Carta de Mãe para Mãe, no qual uma mãe, a do infrator, expõe seus receios sobre o futuro de seu filho, preso na FEBEM. Enquanto isso, a outra mãe, a do jovem assassinado pelo infrator, expõe suas agruras e suas odisséias, após a morte do filho, por assassinato. E aqui se degladiam pontos de vista sobre os chamados Direitos Humanos.
    Uma das características marcantes de nós, brasileiros, embora uma característica nada saudável, é a deturpação de conceitos. O conceito de Direitos Humanos, objeto de estudos de filósofos há séculos e séculos, teve sua origem (essa talvez seja a teoria mais consolidada) no conceito de Direito Natural, mas aquele direito natural proveniente da criação do homem por Deus. E na base desse conceito, porque divino, estaria o direito à vida. Um direito básico e valioso, no pensar dos arquitetos dessa corrente. O direito à vida é um direito fundamental. Em cima desse conceito, o filho infrator tem direito à vida, como um direito natural (ou divino). Isso talvez explique as razões de sua mãe lutar pela vida de seu filho bandido. Por sua vez, e sem que qualquer mílimetro tire a mesma importância, o filho assassinado da mãe que chora no cemitério tinha direito à vida e ninguém poderia tirá-la. É a ordem natural divina, ou o direito natural, ou, mais "modernamente", o Direito Humano. Mas é uma pena que esse conceito de Direito Humano venha se deturpando. Na essência, ele até que é bonito. Contribuiu para essa deturpação, creio eu, o antagonismo entre a nefasta ditadura militar, de 21 anos (a última), e a Teologia da Libertação, no seio da Igreja Católica. A Igreja, no seu papel, reivindicando o direito à vida dos torturados e dos desaparecidos; a ditadura, defendendo o direito à vida dos que morreram em defesa do regime militar. Ambos defendendo direito à vida, mas em campos opostos. O conceito de Direitos Humanos, de divino, passou a ter também uma forte conotação política. Como havia mais simpatia, e até mais substância, nos movimentos defendidos pela Igreja e por outros movimentos (ainda não se falavam em ONGs) que lutavam pelo fim da ditadura, e cabe aqui destacar o papel da mídia, mais propensa a esses movimentos do que defender a ditadura, venceu, diríamos assim, o lado de Direitos Humanos da Igreja e dos diversos movimentos pelo fim da ditadura. Acabada a ditadura, e sem uma grande causa política a defender (com justíssima razão) em termos de Direitos Humanos dos torturados e dos perseguidos (sem falar dos mortos), temos hoje o Direitos Humanos em defesa do bandido comum que mata. Quando confrontado com o Direitos Humanos daquele que foi morto, por assassinato, o choque e a revolta são grandes. Particularmente, penso que deveríamos estar falando mais e brigando mais pelos Direitos Civis, mais terrenos, mas não menos importantes. Se tivéssemos nossos Direitos Civis respeitados, e se todos, a começar pelos nossos governantes que são exemplos do que não se deve fazer, respeitassem um os direitos (civis) do outro, talvez não tivéssemos tantos bandidos comuns, tantos crimes a lamentar e tanta insegurança. Teríamos aí, naturalmente, o filho hoje bandido, como um cidadão, solto e com ficha limpa, trabalhando e estudando e com um futuro promissor pela frente. Por outro lado, a mãe que chora o filho morto, estaria com ele vivo e ele, vivo, estudando e trabalhando, normalmente, como qualquer cidadão, e igualmente com um futuro promissor pela frente.

    Gentil Gimenez
    seu leitor
    gentil@uol.com.br

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