quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Educação e respeito

Psiu, vocês viram a educação e o respeito por aí? 

Antenor Pereira Giovannini (*) 

gifwrap.asp (250×179)Se formos olhar nos dicionários iremos encontrar que educação engloba os processos de ensinar e aprender. Um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade. 

Já o respeito demonstra um sentimento de estima por pessoas ou entidades bem como ações e condutas representativas daquela estima. Pode ser um sentimento específico de consideração pelas qualidades reais do respeitado; Ser rude é considerado falta de respeito. 

 De qualquer modo, o que os dicionários nos mostram em letras bonitas e elegantes, na prática muito pouco ou quase nada disso observamos em nosso dia a dia. 
Desnecessário lembrar que tanto a educação como respeito se trás de casa, dos ensinamentos paternos e que levamos para a vida certamente amoldados e burilados nos anos que passamos nos bancos escolares. 

Se observa que essa falta de educação e de respeito não tem classe, não tem cor, não tem sexo, bem como não tem lugar. Ocorre a qualquer momento numa demonstração clara que a grande maioria do nosso povo não é educado e muito menos respeitoso. 
Seja em Santarém uma pequena cidade do interior do Pará ou em São Paulo uma das maiores metrópoles do mundo, o que diferencia é a proporcionalidade dos casos diante do tamanho das cidades, apenas isso. 

Enquanto em Santarém podemos observar imbecis dirigindo suas caminhonetes reluzentes e atirando latinhas de cerveja ou refrigerante ao longo da estrada de Alter do Chão, por São Paulo é absurdamente impressionante o quanto de má educação e a falta de respeito pode se observar num simples levar a Giovana para escola. 

Ainda sem carro a levo de metrô por duas estações sentido terminal do Tucuruvi onde as 07,00 da manhã há uma concentração absurda de pessoas nas plataformas que se destinam aos seus trabalhos. A orientação escrita e verbal feita insistentemente pelos microfones dão conta que a prioridade é de quem sai do trem para que depois os demais entrem. 
Pura perda de tempo. 

Tal qual uma manada de bois atrás de um pasto, ouse quem quer quiser sair nessa hora e senão usar a força e um pouco de brutalidade não se consegue deixar o vagão mesmo estando com uma criança. Educação e respeito inexistem. O que existe é um banco vazio e que ele ou ela precisam sentar e por isso, saia da frente, seu velho tolo e inútil. 

Ainda em torno do metrô onde se localizam diversos terminais de ônibus há uma nojeira completa . Todo tipo de lixo é jogado porque certamente não será nem o pai e nem a mãe de quem atirou que irá limpar aquela sujeira. 
Bitucas de cigarros, palitos, chicletes, papeis de todos os tipos e tamanhos. Torna-se indescritível o cenário que você é obrigado a pisar. A imbecilidade chega a tal proporção que diariamente é distribuído gratuitamente um jornal em todas as portas do metrô. Pega quem quiser. Deveria ser assim. Mas, há idiotas que apanham o jornal para 100/200 metros adiante simplesmente o jogarem fora no leito da calçada. Insano.   

Em outra situação o neto pede uma pizza numa pizzaria da esquina. Depois de uma demora absurda ao abri-la se depara com uma barata entre molhos, mussarela, e tomates. Ao levar de volta recebe do responsável como resposta um – Isso acontece .... Simples como se ter uma barata na pizza uma vez ou outra fosse normal. 

E se formos descrever as situações passaria ser um livro e não um texto. 

E nisso tudo chega-se a triste conclusão de quanto somos um povo primitivo, incivilizado, mal educado, e quase nenhum princípio de respeito ao próximo. E ninguém aqui está falando em respeitar em sentido religioso. O respeito simples que devemos ter ao saber que o nosso termina quando começa do outro. 

Mas, tais regras de há muito deixaram de ser observadas. 
Tais conceitos ficaram cada vez mais apenas nos livros e nos dicionários. Na prática é levar vantagem da forma como puder. 
Nossos políticos apregoam isso, nossas televisões apregoam isso expondo situações onde a cada dia essas palavras ficaram inúteis. Passa ser coisa de gente velha, coisa do passado,

Por isso, se alguém ver ou a educação, ou o respeito ou melhor ainda ambos, por favor os avise e tente convencê-los para que tentem uma vez mais fazerem parte dessa sociedade .
(*) Aposentado e agora morador em São Paulo (SP) .

2 comentários:

  1. Fabio Marin26/9/12 11:07

    Antenor, parabéns! Você conseguiu sintetizar o que sinto todos os dias em palavras! Infelizmente se você reclama, ainda te chamam de velho! educãção e respito virou coisa de velho, coisa do passado. Infelizmente. Parabéns pelo texto.

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  2. Laura de Campo Grande/Mato Grosso do Sul26/9/12 11:21

    Com certeza se eu vê-los darei seu recado. Aqui por Campo Grande também eles não estão. Nosso parques tão bonitos estão sujos e cheios de sujeira jogados por um povo sem educação. Motoristas, muitos parados na sinaleira abrem o vidro para cuspirem sem cerimônia. Coisa primitiva. No trânsito o que mais se observa são xingamentos e mostragem de dedos entre os motoristas. Afora nas estradas que ultrapassam pela direita, caminhões lhe jogam para o acostamento e por aí vai. Acho que vai ser difícil também vê-los por esses lados.

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