quinta-feira, 19 de março de 2015

Fenômeno da superlua acontece na madrugada desta sexta-feira

Exame.com 

Uma superlua vai acontecer na madrugada de quinta para sexta-feira. De acordo com especialistas, o fenômeno será visível de qualquer lugar com boas condições meteorológicas, mas a observação será prejudicada pelo Sol, já que a data coincide com o início da Lua nova. 

O movimento da Lua em torno da Terra é o que gera a ocorrência da superlua. 
Como a órbita do satélite é levemente elíptica, a Lua fica mais próxima da Terra em alguns momentos e mais distante em outras ocasiões. 

A superlua acontece quando a lua alcança o perigeu, o ponto mais próximo da Terra em sua órbita. As informações são de Roberto Costa, cientista do departamento de Astronomia da Universidade de São Paulo (USP). 

"O resultado dessa coincidência é que o disco da Lua parece um pouco maior no céu", afirmou ele em entrevista a EXAME.com. O fenômeno acontece quando há Lua cheia ou Lua nova. 

No caso da próxima sexta, a Lua estará entrando em sua fase nova às 6h38. 
Isso deve prejudicar o espetáculo. A superlua é mais interessante e mais fácil de ser observada quando ocorre na Lua cheia. 

Nesta sexta-feira haverá também um eclipse solar, mas ele não será visível no hemisfério sul. A próxima superlua cheia vai acontecer em 29 de agosto.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Pudim de Leite (Não vai ao forno)

Ingredientes: 
2 latas de leite condensado 
2 caixinhas de creme de leite 
1 xícara (chá) de leite 
1 envelope de gelatina em pó sem sabor
2 colheres (sopa) de açúcar para caramelar a fôrma 

Modo de Preparo: 
1°- Hidrate e dissolva 1 envelope de gelatina em pó sem sabor em 1 xícara (chá) de leite. 2° – Num liquidificador coloque 2 latas de leite condensado, 2 caixinhas de creme de leite e a gelatina já hidratada e dissolvida no leite e bata bem até formar uma mistura homogênea. 
3° – Transfira esta mistura para uma fôrma de pudim caramelada com 2 colheres (sopa) de açúcar e leve para gelar por +/- 3 h. Desenforme e sirva em seguida 

OBS.: Se quiser mais calda, numa panela coloque 1 xícara (chá) de açúcar e deixe derreter e ficar com cor de caramelo. Despeje 1 xícara (chá) de água, deixe o caramelo dissolver e chegar no ponto de calda grossa (10 minutos). Espere esfriar antes de jogar sobre o pudim. 

DICA 1: Mantenha as caixinhas de creme de leite na geladeira para que quando você for utilizá-las seu aproveitamento seja total. Quando você abrir a caixinha, o creme de leite vai estar firme e sairá todo de uma vez, sem precisar ficar raspando a embalagem. 

DICA 2: Se quiser acelerar o endurecimento do pudim coloque por 1h o pudim no freezer e depois transfira para a geladeira.

 DICA 3: Não aqueça o fundo da fôrma para desenformar o pudim, apenas passe uma faca levemente aquecida na lateral do pudim para ajudar a soltá-lo. Depois, vire a fôrma sobre o prato de servir e desenforme. 

Receita extraída do site Água na Boca

terça-feira, 17 de março de 2015

Milan à venda

Tailandês tenta comprar o Milan e planeja retorno de Seedorf e Maldini 

Globo.com 

A crise financeira e esportiva do Milan pode estar perto do fim. Bee Taechaubol, conhecido como "Mister Bee", pode ser o salvador de um dos clubes com mais títulos da história do futebol mundial. 

O empresário tailandês esteve em Milão duas vezes, se reuniu com o atual proprietário do clube, Silvio Berlusconi, e está interessado em comprar cerca de 25% a 30% das ações do emblema italiano por € 250 milhões (R$ 750 milhões). 

As negociações avançaram nas últimas semanas e as duas partes já teriam assinado um pré-acordo. Bee teria comunicado a Berlusconi os seus objetivos para o novo Milan e sugerido inclusive alguns nomes para formar a nova diretoria para o clube. 

Segundo o jornal “La Repubblica”, a intenção do empresário seria começar por uma minoria das ações, até porque Berlusconi não quer ainda ouvir falar na hipótese de ceder completamente o emblema que governa há quase 30 temporadas, mas com o decorrer dos anos escalar posições para se tornar no acionista majoritário do clube. 

Inicialmente, o empresário aceitaria injetar o dinheiro, mas em troca pediria uma parte do poder esportivo de um clube com grande apelo no continente asiático. Para isso, pelo que o GloboEsporte.com apurou, Bee Taechaubol pondera trazer os ex-jogadores Paolo Maldini e Clarence Seedorf de volta para o Rubro-Negro italiano. 

A ideia seria transformar o ex-defensor no novo diretor esportivo - cargo atualmente ocupado por Adriano Galliani -, enquanto o ex-meio-campista do Botafogo regressaria ao time que treinou na temporada passada e com o qual ainda tem um vínculo contratual, mas desta vez com a função de dirigente.

Seedorf e Bee Taechaubol aliás se conhecem muito bem, porque foi o tailandês quem criou o “Global Legends Series”, promovendo partidas beneficentes em países asiáticos entre velhas glórias do futebol mundial.
Seedorf e outros ex-jogadores do Milan participaram, por exemplo, no último duelo entre a equipe de Cannavarro e a equipe de Figo em dezembro em Bangkok. 

Procurada pelo GloboEsporte.com, a empresária de Seedorf, Deborah Martin, disse “nada saber” sobre o possível regresso do holandês ao Milan e se negou a prestar mais explicações, alegando o vínculo contratual que ainda liga Seedorf ao seu antigo clube e que proíbe o ex-meia a falar sobre os rossoneri. 

“Guru dos investimentos” 
Não é muito fácil saber mais informações sobre Bee Taechaubol na Europa, porque o empresário é famoso principalmente no seu país e ao largo da costa australiana, onde estudou e fomentou grande parte dos seus investimentos. 

A família de Bee é a proprietária da Country Group, uma empresa líder no setor da construção na Tailândia e Austrália, mas os investimentos de Bee variam desde o setor financeiro, imobiliário, publicidade, telefonia e também futebol, desde a criação do “Global Legends Series”. 

Recentemente, o irmão mais novo de Bee apresentou um projeto de cerca de R$ 3,150 bilhões para a construção do bairro residencial mais luxuoso da história de Bangkok, demonstrando que dinheiro não é um problema para esta família tailandesa, que não é a única interessada em adquirir uma parte das ações do Milan. 

Empresários da China e Singapura também sondaram Berlusconi, que só não venderá o clube se não quiser.

A verdadeira cor desse País

A eterna proteção e a verdadeira cor desse País 

Empresa chinesa que vai processar milho em MS pede licença para obras

Aprosoja 

A BBCA Brazil, empresa do grupo chinês BBCA, líder no processamento de produtos agrícolas em seu país, e que vai instalar uma planta industrial química a partir do processamento de milho e de cogeração de energia em Maracaju, já requereu a coordenadoria municipal de Política Ambiental do município a licença de instalação e operação para o canteiro de obras da planta. O pedido foi publicado no Diário Oficial do Estado na sexta-feira passada (13).

Segundo o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do empreendimento, a planta será construída na zona rural do município, próximo a rodovia 162. Segundo matéria publicada hoje no site Cana News, o investimento previsto é de aproximadamente R$ 640 milhões, conforme a prefeitura, e a previsão é que sejam gerados 600 empregos diretos e pelo menos 400 indiretos. 

Ainda de acordo com o Rima da BBCA Brazil, a planta terá duas unidades de processamento de milho. A unidade 1, deve processar 650 mil toneladas por ano e produzir 150 mil toneladas ano de ácido cítrico, 150 mil toneladas de lisina, 20 mil toneladas de óleo de milho, 30 mil toneladas de farelo de gérmen de milho, 78 mil toneladas de ração de proteína de milho, 80 mil toneladas de ração de fibra de milho e 45 mil toneladas de glúten de milho. 

Já a unidade 2, deve demandar como matéria-prima 600 mil toneladas de milho por ano e fabricar 300 mil toneladas de amido de milho, 60 mil toneladas de glicose, 60 mil toneladas de xarope de maltose, 20 mil toneladas de óleo de milho, 30 mil toneladas de proteína de milho, 100 mil toneladas de ração de milho e 20 mil toneladas de farelo de gérmen de milho. 

A planta também deve cogerar bioeletricidade, produzindo 60 mil kW/h. 
A termelétrica será composta por quatro caldeiras de 130 toneladas cada e um conjunto de duas turbinas de 30 mil kw cada. Grande quantidade de biogás será produzida no tratamento de águas residuárias. A capacidade de produção de biogás será de 3 mil m3h e o produto será utilizado na termelétrica, atendendo a mesma 300 dias por ano. 

Em 2013, quando foi apresentado o Rima do empreendimento, a companhia estimava que o lucro anual da planta seria de aproximadamente US$ 222,6 milhões por ano e apontou que Maracaju foi escolhida para receber a indústria em razão do município ser o maior produtor de milho da América do Sul e pela possibilidade do aproveitamento do porto de Porto Murtinho, no rio Paraguai, como logística para o escoamento da produção primeiro para o Uruguai e depois para a Ásia.

Conserva de alho


Blog Cura pela Natureza (www.curapelanatureza.com.br)

Muita gente não gosta do sabor forte do alho. E até dá para entender isso, pois de fato não é muito agradável ficar com hálito com cheiro de alho. A conserva de alho, porém, não tem esse problema.

Graças ao processo de fermentação, ela tem um sabor muito suave. 

Por isso esta conserva é uma das melhores opções para quem quer se beneficiar das propriedades medicinais do alho - que são muitas - sem ficar com nenhum aroma ruim na boca. E, por falar das propriedades medicinais do alho, que tal relembrá-las? 

Para começar, o alho é um potente antibiótico natural. 
Ele é rico em vitaminas do complexo B e sais minerais antioxidantes, como zinco e selênio e, por isso, é um excelente remédio para gripes e resfriados. 

O alho ainda regula a pressão arterial e reduz o nível de colesterol no sangue, prevenindo aterosclerose e doenças cardiovasculares. 
E tem mais:  o alho... - 

... estimula a secreção de insulina pelo pâncreas, reduzindo a glicose no sangue; 
... é um forte antioxidante, o que o torna um alimento anticâncer; 
... reduz o risco de infarto e doenças do coração; 
... combate bactérias e vírus; 
... elimina vermes e parasitas; 
... fortalece a imunidade.

A conserva de alho é uma receita muito simples. Aprenda agora a fazê-la: 

INGREDIENTES 
Meio quilo de alho descascado 
Meio copo (americano) de vinho branco seco 
Meio copo (americano) de água 
Meio litro de vinagre branco 
2 folhas de louro 
1 colher (sopa) de orégano 
2 colheres (sopa) de azeite de oliva 
6 grãos de pimenta-do-reino 
1 colher (sopa) de sal 

MODO DE PREPARO 
Comece levando ao fogo o vinho, o vinagre, a água, o azeite, o orégano, o sal, as folhas de louro e os grãos de pimenta-do-reino. 
Deixe cozinhar até levantar fervura. 
Acrescente o alho descascado. (Para descascar o alho com mais facilidade, deixe-o de molho em água fria por uma hora.) 
Cozinhe por mais três minutos. 
Desligue o fogo e deixe esfriar. 
Coloque em vidros de conserva bem esterilizados. 
Quando esfriar, agite os vidros e guarde-os na geladeira. 
Depois de cinco dias, a conserva estará pronta para consumo. 
Sugestão de consumo: em saladas, sanduíches, como um aperitivo ou como sua imaginação mandar.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Crise grave, mas sem saída

Eliane Cantanhêde (*) 

O Brasil tem agora o antes e depois de 15 de março de 2015. Mais de um milhão de pessoas foram às ruas para protestar contra a presidente Dilma Rousseff e contra o PT, que, desde 1980, era quem tinha força e capacidade de mobilização. 

Quem poderia imaginar que o PT mudaria de lado e passaria a ser alvo, após 30 anos de glórias e de jogar as ruas contra tudo e contra todos em nome da ética? 
Bastaram 12 anos de poder para o caçador virar caça. E isso tem um lado dramático. 
Mas cada um colhe o que plantou. 

À crise política, aos erros na economia, aos desmandos éticos, ao desmanche da Petrobras, soma-se o último fator que faltava: as ruas. 

Fecha-se o cerco. Não foi uma manifestação a mais, foi uma para entrar na história, tal a dimensão e a extensão. 

Em junho de 2013, a classe média assalariada explodiu nas ruas com uma pauta difusa – e confusa – de reivindicações e de acusações generalizadas contra “tudo o que está aí”. 
Já neste 15 de março de 2015, jovens e velhos, mulheres e homens, empresários e assalariados tiveram uma pauta bastante específica: a rejeição a Dilma, ao governo e ao PT. 

Registre-se uma grande ausência: a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não apareceu na sexta-feira nem no domingo, fosse para aprovar ou desaprovar qualquer dos dois movimentos. Mas o pior não foi isso: as multidões, com seus cartazes e slogans, simplesmente ignoraram Lula. Será que Lula, para o bem e para o mal, também não é mais o mesmo? 

Do outro lado, a palavra impeachment, que foi o mote original da convocação pelas redes sociais, foi perdendo apelo e se enfraquecendo ao longo do processo e praticamente desapareceu no dia “D”. O “Fora Dilma” é simbólico. O pedido de impeachment, bem mais concreto, sumiu. 

Tudo isso desaba sobre o PT num momento em que Dilma despenca nas pesquisas de opinião em todas as faixas e em todas as regiões e em que o governo deixa de ser um trunfo do partido para se transformar num fardo político. 
Por quê? 
Porque não tem o que dizer, não tem o que apresentar, não tem um horizonte melhor a oferecer. 

Diz a regra que, se você não tem o que dizer, é melhor ficar calado. 
Dilma quebrou essa regra no Dia Internacional da Mulher e ontem destacou os ministros José Eduardo Cardozo e Miguel Rossetto para responder à avalanche popular com os dois temas sacados em junho de 2013: reforma política e pacote anticorrupção. 
Dois anos depois, é tudo o que o governo tem a dizer? 

Como “defesa”, os ministros disseram que quem foi às ruas não foi o eleitor de Dilma, foi o eleitor de oposição. Isso escamoteia o desgaste real e perceptível da presidente recém-reeleita; é uma admissão de que a oposição está cada vez mais forte e mais organizada e confirma que o governo, incapaz de fazer alguma autocrítica, continua autista, isolado, talvez incapaz de ouvir a voz rouca das ruas. Pior: foi para o confronto e perdeu. 

O governo, via PT, CUT e UNE, pagou para ver e deu no que deu. Os atos de sexta-feira, organizados, foram relevantes, mas os protestos de ontem, espontâneos, mostraram que os irritados com o governo ultrapassam em muito os aliados do PT. 

É hora de o governo lamber as feridas e de a oposição avaliar seriamente como entrar no vácuo das manifestações. Espera-se que Dilma passe a ouvir, a conversar, a ceder, mas isso é querer que Dilma deixe de ser Dilma. Espera-se que o governo recomponha uma economia esgarçada e recupere a capacidade de articulação política com o Congresso, mas é preciso combinar com o PMDB. 

E da oposição, o que se espera? Aí está o x do problema. As manifestações foram contra o PT, mas não foram a favor da oposição. O PSDB parece não saber o que dizer, o que fazer e para onde ir, está sem rumo e a reboque das ruas. 

E isso leva a um diagnóstico bastante grave: a crise é gigantesca, mas sem saída. 

(*) Jornalista é colunista da Folha de São Paulo

Palhaçada global

Globo faz circo para exibir volta da F1, e o palhaço é você 

Marcos Chavarria (*) 

Começo de temporada é como rever aquele amigo que não dá as caras há tempos. 
Os meses de férias nos acostumaram com os domingos sem corridas e geraram uma pequena ansiedade em torno desta nova temporada. São muitas novidades. 
Tem brasileiro novo. Tem um Massa reforçado por um final de 2014 sólido. 
Tem troca-troca de pilotos em grandes equipes. Tem ronco mais alto do motor. 
Pouco antes do começo da corrida, tinha a impressão que 2015 seria um grande ano para a F1. 

No entanto, o sentimento que ficou, domingo, ao desligar a TV às 4h para ir dormir, foi: “esta não é a F1″. Um grid patético de 15 carros. Uma equipe imbatível que apenas desfila rumo à bandeirada. Uma escuderia tradicional destroçada por um motor novo que não anda. Tudo isso com o molho azedo de uma transmissão da Globo que transformou os milhões de fãs brasileiros da categoria em palhaços do circo da F1. 

A chamada ‘Balada VIP do Galvão’ beirou o surreal. Além do narrador, os comentaristas Luciano Burti e Reginaldo Leme transmitiram a prova através de uma bancada montada em um estúdio, apoiados pelo repórter Marcelo Courrege, único da equipe a estar na Austrália. Em um sofazão na frente deles, um desfile de celebridades que absolutamente nada tinham a acrescentar, com a exceção da piloto Bia Figueiredo. 

No melhor (pior?) estilo ‘Encontro com Fátima Bernardes’, Galvão interrompia a corrida a todo momento para dar voz aos convidados, o ex-jogador de vôlei Giba, os atores Marcello Antony e Thiago Rodrigues (este tive que procurar no Google para saber quem era), além do ex-piloto Raul Boesel como DJ – daqueles que tocam bate estacas suaves para lounges, tipo aquelas músicas de casas de sushi da moda, sabem? Embaraçoso. 

Rolou até papo sobre MMA durante a prova. Ao saber que Rafael dos Anjos havia sido campeão do UFC, Galvão se empolgou ao exaltar o esporte como um celeiro de feras brasileiras, de como o País formava campeões, que o MMA é do Brasil, que o Brasil ama o UFC, etc. E o pior: isso tudo com a tela divida. Enquanto a corrida rolava solta, a Globo nos presenteava com metade da tela mostrando o blá-blá-blá. 

A cena se arrastava, com as opiniões de Giba e dos atores sobre o MMA e o Brasil-il-il-il, até que o visivelmente constrangido Reginaldo Leme, sem cerimônias, cortava o papo com algum comentário pertinente sobre a prova. Obrigado, Reginaldo. 

Ao que interessa, a corrida 
O conteúdo da moldura esculpida pela Globo também ajudou a montar o quadro da depressão. A prova, que poderia ter um grid de até 20 carros, caso a novela Marussia/Manor tivesse um final feliz, acabou contando com apenas 15 alinhados no grid. Bottas, companheiro de Massa na Williams, minutos antes da prova, foi vetado pelos médicos da FIA em virtude de dores nas costas. Até aquele momento, eram 17 competidores. 

Magnussen, que correria no lugar do também lesionado Alonso, viu o seu motor Honda estourar ainda no caminho até o grid. Talvez tenha sido melhor assim, já que Button, seu companheiro de McLaren, terminou na última posição dos 11 carros que completaram a prova. Refeita, a parceria dos sonhos da era Senna-Prost começou como o maior dos pesados para McLaren e Honda. Como o motor não estava pronto para trabalhar no calor de Melbourne, os engenheiros resolveram o problema retirando potência do propulsor. Simples assim. 

Por fim, a Red Bull de Kvyat, com problemas no câmbio, também não teve condições de alinhar. Foi o menor grid desde o GP dos EUA de 2005, quando uma queda de braço entre fornecedoras de pneus fez com que apenas seis carros largassem. 

Parecia corrida de kart de aluguel. Diante do inflado sistema de pontuação, que premia os primeiros 10 colocados, então, o absurdo era ainda mais evidente. Com as quebras e acidentes ao longo da prova, quase que Button, que virava tempos mais de 5s mais lentos que as Mercedes no começo da prova, conseguiu pontuar, mesmo terminando duas voltas atrás. 

Ainda teve a inexistência de duelos entre os carros da Mercedes. Hamilton correu apenas para o gasto. Quando Rosberg começava a crescer no seu retrovisor, tratava de fazer umas 3 ou 4 voltas mais rápidas que o companheiro e a diferença aumentava novamente. Em nenhum momento o alemão chegou a ameaçar a vitória do bicampeão. 

E a briga Massa-Vettel pelo terceiro lugar também foi fria, gelada. O estreante pela Ferrari conseguiu ganhar a posição durante a parada nos boxes. O brasileiro viu o pódio escapar ao parar mais cedo que o rival e voltar para pista com tráfego, perdendo tempo enquanto o tetracampeão andava rápido com pista limpa. 

Cercada de expectativa, a estreia de Max Verstappen foi positiva, mesmo com a quebra. Aos 17 anos, ele quebrou o recorde de piloto mais novo a disputar uma corrida de F1. 
O menino chegou a ocupar a 5ª posição, durante as paradas nos boxes. (No meme acima, em inglês: “Ainda é melhor do que um dia na escola”) 

Se há uma coisa para se orgulhar, é a ótima estreia de Nasr, pela Sauber. 
O brasileiro guiou com o carro na mão, sem cometer erros, e terminou a prova em um brilhante 5º lugar, na frente, inclusive, de Ricciardo, que corria empurrado pela torcida local e chegou a ensaiar a ultrapassagem em diversos momentos. 

A deprimente primeira corrida do ano termina com pelo menos esta notícia boa. 
Por favor, GP da Malásia, lave a alma dos fãs! 

(*) É jornalista e tem uma coluna no portal Terra.

Onde estão os novos líderes?

Antenor Pereira Giovannini (*) 

Uma demonstração de civismo que de há muito não se via nesse País e com o agravante de ter ocorrido em paz, com serenidade e consciência. O discurso de que somente os eleitores contra a presidência é que foram às ruas é mais uma falácia de quem quer esconder o sol com a peneira. Não querer enxergar. 

Certamente milhares de eleitores da presidente estão descontentes com as mazelas, com os desvios, com a falta de transparência, da falta de punição exemplar aos corruptos, afora as questões de economia que afetam à todos sem exceção. 
Ou por acaso somente a elite irá pagar o abusivo aumento de luz que vem por aí? 
Ou o aumento de impostos não se torna uma bola de neve e irá sobrar para o povão pagar a conta? 

Enfim, se tivessem um pingo de consciência dariam ao povo uma resposta convincente para que acreditassem em mudanças radicais após essas manifestações. Porém, enviando dois paus mandados para discursarem, inclusive um falando diferente do outro, chega-se a conclusão que a esperança se torna pífia de que algo de impactante em prol da sociedade irá ocorrer. 

É óbvio que pedir impeachment da presidente nesse momento se torna extremamente difícil em termos jurídicos pela necessidade de amplas provas para sua retirada do cargo. Pode-se alardear que haja indícios de improbidade administrativa, eventual financiamento de dinheiro ilícito para campanha, etc, mas precisam provas e depois ainda passar pelo crivo do Congresso, do Senado ... e portanto, é um caminho muito longo e difícil. 

E vem a pergunta principal? Quem assumiria numa eventual saída da presidente? 
O vice- presidente, o presidente do Senado, o presidente da Câmara ? 
Convenhamos que se trata de uma brincadeira de mau gosto diante das eventuais possibilidades de substitutos tão claramente incompetentes e sem quaisquer condições para assumirem o cargo .. ou seja ruim com ela , pior sem ... 

Mas o que mais chama atenção é a total falta de novos líderes. 
O País não conseguiu nesses anos todos pós ditadura em formar líderes autênticos e principalmente com formação e estrutura para assumir grandes cargos. 
Velhos e repetidos nomes que ao longo dos anos vão se perpetuando no poder e sem qualquer interesse que as coisas mudem para que dessa forma eles continuem a fazer o que sempre fizeram ou seja Nada. 

Não existem jovens em que se pode visualizar qualquer indício que no amanhã se transformará num líder autentico . Sem renovação torna-se difícil imaginar que alguma coisa a curto prazo possa ser modificado e a pergunta vai continuar rodando .... 

Onde estão os novos líderes políticos desse País ? ... 

(*) Aposentado e morador em São Paulo

Protestos enfraquecem ainda mais o governo

Kennedy Alencar (*) 

Os protestos deste domingo enfraqueceram mais o governo Dilma Rousseff, que já vive crises política e econômica. 

Os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência) receberam a missão de falar com a imprensa a respeito das manifestações. Disseram que os atos foram vistos com naturalidade. Cardozo negou que o governo tenha se fragilizado. 

É claro que, publicamente, eles não admitiriam outro cenário. Mas, em conversas de bastidores, auxiliares do Palácio do Planalto têm consciência da erosão do capital político de Dilma, do PT e do ex-presidente Lula. 

Desde que foi eleita, a presidente vem perdendo força. Uma pesquisa do Datafolha realizada em fevereiro já indicava isso. E os atos de hoje mostram claramente o enfraquecimento gradual do governo. 

Dilma vive um ciclo vicioso: notícias ruins da política contaminam a economia e notícias ruins da economia contaminam a política. Nesta segunda, o mercado financeiro deverá reagir aos protestos. 

Cardozo insistiu neste domingo na palavra “diálogo”. Mas a presidente tem dito que está aberta a conversas desde que ganhou as eleições. Falta, de fato, começar a dialogar. 

Mais uma vez, o governo prometeu que irá discutir uma reforma política. É assim desde o governo Fernando Henrique Cardoso: quando há crise, o tema volta à tona. 
Mas para aprovar a reforma é preciso negociar com o Congresso Nacional, partidos políticos e oposição. Dilma não fez isso em junho e julho de 2013 nem quando foi reeleita. Ao contrário: tentou isolar o PMDB e colheu uma derrota na presidência da Câmara. 

O discurso do governo neste domingo é surrado, já foi usado em outras ocasiões. 
Parece mais uma tentativa para ganhar tempo enquanto Dilma e seus ministros elaboram alguma estratégia de ação. Mas esse é o estilo da presidente. Ela demora para tomar decisões e não delega tarefas a seus auxiliares. Cria uma paralisia no governo.

Dilma já poderia ter lançado o pacote de propostas de combate à corrupção anunciado hoje. Também já deveria ter indicado o substituto de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. 

Na economia, há duas frentes de ação: o governo vai tentar aprovar o pacote de medidas econômicas no Congresso Nacional e manter a fórmula de reajuste real do salário mínimo acima da inflação.

Mas é preciso restabelecer uma relação produtiva com os deputados e senadores. Isso pressupõe uma reforma ministerial. A atual equipe de Dilma já envelheceu. 
O ministério foi montado pra tentar enfrentar os desdobramentos da Lava Jato e isolar o PMDB. O resultado foi a união da crise econômica e política. Tudo que Dilma não precisa neste momento é mais uma crise, como uma onda de protestos de rua contra o governo para gerenciar. 

(*) É jornalista dedicado principalmente aos assuntos de política e economia

domingo, 15 de março de 2015

Real é a moeda que mais perdeu valor

Estadão

Em meio ao cenário econômico e político turbulento no Brasil, o dólar disparou e fechou ontem em R$ 3,26, a cotação mais alta desde 2 de abril de 2003, no início do governo Lula. A valorização da moeda americana foi de 3,36%, a maior alta porcentual em um dia desde 22 de setembro de 2011. Durante o dia, a moeda chegou a alcançar o pico de R$ 3,28. 

A valorização do dólar tem sido registrada em todo o mundo, por causa da percepção de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) está próximo de iniciar seu processo de elevação de juros. Só que, no Brasil, tem sido amplificada pelas preocupações com o cenário local e também pela ausência do Banco Central nos negócios. 

As informações que circulavam ontem entre os operadores de câmbio eram de que o governo não tentaria conter a valorização da moeda americana ante o real por entender que parte do movimento é especulativo. O BC, porém, considera que a disparada do dólar é exagerada. 

Com esse cenário, o real é a moeda que mais perdeu valor ante o dólar em 2015 até agora. O processo de ajuste da economia, iniciado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a crise entre Planalto e Congresso e a perspectiva de alta de juros nos EUA abriram espaço para um avanço de 22,39% do dólar ante o real no mercado à vista de câmbio internacional (Forex). É o movimento mais intenso entre 47 moedas monitoradas pelo Broadcast. 

No fim de janeiro, o dólar iniciou uma escalada ante o real em razão de declarações de Joaquim Levy. No dia 30 daquele mês, o ministro afirmou que não tinha a intenção de manter o câmbio "artificialmente valorizado". O comentário foi interpretado como uma indicação de que o governo não tinha, de fato, a intenção de continuar segurando as cotações por meio de operações de swaps (equivalente à venda de dólares no mercado futuro). 

Crise 
De lá pra cá, declarações de autoridades do governo reforçaram essa percepção. 
Ao mesmo tempo, a Operação Lava Jato, que investiga a Petrobrás, criou uma crise entre o Planalto e o Congresso, colocando em risco o ajustes fiscal defendido pela Fazenda. 
E os receios de que a nota de crédito do Brasil seja rebaixada se intensificaram, ainda mais depois que a Petrobrás perdeu o grau de investimento dado pela Moody's. 

Essa mistura explosiva fez o real sair da 23.ª posição de maiores perdas ante o dólar no fim de janeiro para a liderança do ranking neste mês. Nem os conflitos armados na Nigéria, com os terroristas do Boko Haram dominando parte do país, fizeram a Naira perder tanto valor. Nem a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, com o acréscimo da derrocada dos preços do petróleo neste ano, fizeram o rublo russo perder tanto valor. 

Especialistas dizem que o avanço do dólar - conduzido pelos negócios no mercado futuro, o mais líquido - não está ligado apenas à busca de proteção, mas principalmente aos especuladores, que se aproveitam do estresse para puxar as cotações.

sábado, 14 de março de 2015

Por que sair às ruas

Ruth de Aquino (*) 

Um bom motivo para participar de manifestações – a favor ou contra Dilma Rousseff – chega a ser pueril. Podemos sair às ruas porque ainda é possível protestar pacificamente no país sem ser preso. O Brasil ainda não virou uma Venezuela; o regime democrático ainda não caiu de “maduro” e algumas instituições não estão podres. Melhor aproveitar e exercer o direito à livre expressão – ou será que não? 

Um bom motivo para ficar em casa é não acreditar em nenhuma grande bandeira das manifestações pró e contra. Os grupos se confundem. Se existe algo que não identifica a grande massa de manifestantes e não manifestantes, é a ideologia. 
A maior burrice é rotular de “direita” ou “esquerda” quem vai numa ou na outra manifestação. Ou quem decide não sair às ruas. Quem são os fascistas? 
Em qual categoria ideológica se situam os que querem detonar, “com botas e chuteiras”, a política econômica atual de Dilma? Leia-se aí o MST de Stédile. 

Pergunte se são de esquerda ou de direita os garis em greve contra o reajuste anual ridículo de 3%, os caminhoneiros que bloqueiam as estradas, os favelados sem- casa-esgoto-creche-hospital, os policiais, os professores, os médicos, os comerciantes, os estudantes em fila por senha para estudar. Pergunte se são de esquerda ou de direita os desempregados pela incompetência oficial, ou todos nós que pagamos contas de luz e gasolina estratosféricas pela má gestão do governo. 

A resposta será: ah, vem para a vida real, sem esse papo de direita ou esquerda, somos a maioria sem voz, queremos um país que funcione, um governo que não assalte os cofres públicos, uma economia que favoreça o emprego e os empreendedores, sem descontrole da inflação, uma educação de qualidade para todos, uma saúde digna, uma aplicação honesta dos altos impostos que pagamos, uma infraestrutura que nos tire do Terceiro Mundo, uma política de segurança que não deixe as famílias à mercê de criminosos. Queremos bons exemplos de cima e fim da corrupção institucionalizada. 
É pedir muito? 

Se você é a favor da Petrobras e contra o roubo sistemático do PT à Petrobras, a qual manifestação deve aderir? Se você abomina o cinismo dos últimos pronunciamentos de Dilma Rousseff mas é contra o impeachment, deve sair às ruas em protesto ou ir à praia e ao futebol? Se você é contra Eduardo Cunha e Renan Calheiros – e, consequentemente, contra o domínio do pior PMDB –, qual manifestação deve escolher? Ou vai ficar no sofá, um direito seu? 

Se você acredita na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se você continua estarrecido com o depoimento frio do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco, relatando a distribuição sistemática de propinas milionárias ao PT desde a era Lula até a campanha de Dilma em 2010, como deve se comportar? Sai ou não sai às ruas? 
Leva suas panelas para o fogo ou para a janela? 

Se você se preocupa com a desigualdade social, deve se aliar ao MST e ir contra o ajuste fiscal de Dilma e Joaquim Levy? Mas aí você estará conspirando contra a presidente. Como ela disse na quinta-feira no Rio de Janeiro, o Brasil “esgotou todos os recursos para combater a crise”. Se empresários e sindicalistas se unem em São Paulo contra o ajuste, quem é burguês, quem é coxinha, mãozinha, perninha? 

Você acredita que o Brasil está nesse buraco por causa da “crise internacional” e porque Dilma fez tudo pelos pobres – na educação e na saúde? Você acredita na presidente quando ela diz que o governo do PT cortou gastos da máquina? Está faltando pau de selfie no Planalto – a presidente precisa se enxergar sem distorções de foco. Sobra cara de pau. Até o ex-tesoureiro da campanha presidencial de Dilma fez mea-culpa, disse que o PT errou. Quando Dilma assumirá alguma responsabilidade e pedirá desculpas à nação? 
A presidente nos pede “paciência”. A população deveria pedir à presidente “sinceridade”. Mas é pedir muito. 

Quem quer derrubar Dilma no grito esqueceu o que é uma ditadura, não respeita o voto democrático, não pensa no país nem no povo e ainda por cima é ingênuo. Está claro que manifestações por impeachment não são oportunas e não darão em nada. 

Quem apoia incondicionalmente uma presidente que fez desandar a economia e as alianças políticas, que resistiu durante meses a afastar a presidente da Petrobras e que mentiu e continua a mentir sobre índices e análises de seu desempenho com uma desfaçatez nunca antes vista não pensa no país nem no povo e ainda por cima é ingênuo. 

Pedir impeachment de Dilma não é golpismo, é tolice de desmemoriados. 
Acreditar em Dilma não é idealismo, é tolice de desmemoriados. 
Vamos tentar o caminho do meio. 
Saindo às ruas ou ficando em casa. 

(*) Jornalista é colunista da revista Época

quinta-feira, 12 de março de 2015

OAB em São Paulo declara apoio às manifestações ‘contra mazelas do País’

Estadão

A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB/SP) declarou apoio às manifestações anunciadas para domingo, 15, mas ressaltou que elas devem ser realizadas sem violência. 

Em nota oficial, subscrita por seu presidente, Marcos da Costa, a OAB/SP reiterou que “a liberdade de manifestação, que deve sempre ser exercida de forma pacífica, sem violência, é garantida pela Constituição e é inerente ao Estado Democrático de Direito”. Para a entidade dos advogados, é “direito do cidadão externar suas indignações, notadamente contra as mazelas de nosso país, devendo ser respeitado por todos, especialmente pelas autoridades públicas”. 

Em nota divulgada nesta quinta feira, 12, a OAB/SP declara solidariedade “às manifestações contra as práticas inaceitáveis de corrupção”. 

A entidade pede punição a corruptos e a corruptores. 
“Conclama as autoridades, especialmente o Poder Judiciário a, com independência e isenção, assegurados os preceitos constitucionais do direito à ampla defesa, presunção de inocência e o devido processo legal, da celeridade processual e da transparência, punir, nos termos da lei, os que cometeram esse crime tão odioso e que tanto prejuízo tem trazido para o desenvolvimento social e econômico de nosso país.” 

LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DA OAB EM SÃO PAULO 

“A Secional Paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, em face das manifestações anunciadas para ocorrer nos próximos dias em todo o país, vem reiterar que a liberdade de manifestação, que deve sempre exercida de forma pacífica, sem violência, é garantida pela Constituição do Brasil e é inerente ao Estado Democrático de Direito, sendo direito do cidadão externar suas indignações, notadamente contra as mazelas de nosso país, devendo ser respeitado por todos, especialmente pelas autoridades públicas.

A OAB SP se solidariza com as manifestações contra as práticas inaceitáveis de corrupção, conclamando as autoridades, especialmente o Poder Judiciário a, com independência e isenção, assegurados os preceitos constitucionais do direito à ampla defesa, presunção de inocência e o devido processo legal, da celeridade processual e da transparência, punir, nos termos da lei, os que cometeram esse crime tão odioso e que tanto prejuízo tem trazido para o desenvolvimento social e econômico de nosso país. 

Marcos da Costa 
Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Secional São Paulo
São Paulo, 12 março de 2015″

Disney anuncia sequência do filme 'Frozen'

O Globo 

A animação que conquistou o título de maior bilheteria do gênero em toda a história, faturou duas estatuetas do Oscar e virou uma febre entre crianças e adultos vai ter agora sua continuação. A Disney anunciou nesta quinta-feira que já está trabalhando com uma sequência de "Frozen - Uma aventura congelante". 

No twitter, a empresa escreveu: "Previsão: Inverno pela frente. @DisneyAnimation está desenvolvendo #Frozen2 com Chris Buck e Jennifer Lee." Buck e Lee dirigiram o primeiro filme e agora estão à frente deste segundo longa. 

Em novembro do ano passado a atriz e cantora Indina Menzel, que dubla a personagem Elsa no filme, havia sugerido em entrevista ao The Telegraph que uma segunda produção estaria em andamento, mas não houve nenhuma confirmação oficial. 
As expectativas diminuíram ainda mais há poucos dias quando Jennifer Lee chegou a dar sinais de que nada estaria sendo feito. 

A notícia que pôs fim à polêmica veio no mesmo dia em que a Disney confirmou que haverá um spin-off de Star Wars e divulgou a data de lançamento do episódio VIII da saga, 26 de maio de 2017.

terça-feira, 10 de março de 2015

A ressurreição do Palmeiras

Nova arena ressuscitou o Palmeiras. R$ 11,9 milhões em seis jogos no insignificante Paulista. R$ 50 milhões pela camisa. Cem mil sócios-torcedores são só o início. Meta é ficar entre os primeiros do mundo… 

Cosme Rímoli (*) 



1º)Internacional 130.205 sócios-torcedores. 
2º)Palmeiras,100.098. 
3º)Corinthians, 83.356. 
4º)Grêmio, 81.012. 
5º) Cruzeiro, 68.932. 
6º)Santos, 57.470. 
7º)Flamengo, 54.447. 
8º)São Paulo, 52.364. 
9º)Atlético Mineiro, 40.287. 
10º)Bahia, 24.012. 

Esses são números desta festiva manhã de terça para o departamento de marketing do Palmeiras. O clube chegou exatamente aos 39 minutos de hoje à marca de cem mil sócios-torcedores. Cem mil pessoas que pagam mensalidade para ajudar a equipe e conseguir vantagens na compra de ingressos. A materialização da fidelidade. 

São cerca de R$ 20 milhões anuais nos cofres. Fora os R$ 50 milhões em patrocínio, que tornaram a camisa do clube a mais valiosa da América Latina. Isso em plena crise mundial. São nada menos do que R$ 11,9 milhões em apenas seis jogos do insignificante Campeonato Paulista, na sua nova arena. Com direito a R$ 2,2 milhões na partida de sábado, contra o Bragantino. 

Não paga nem mais concentração. O Hotel Holiday Inn no Parque Anhembi troca 15 quartos e refeições por placas de publicidade na CT da Barra Funda. 
O clube faz campanha agora para que sócios-torcedores ingressem de verdade no clube. Passem a levar seus familiares. Há a confiança que famílias estejam dispostas a pagar R$ 25 mil. E virem sócias remidas, ou seja, sem necessidade de pagar mensalidade para o resto da vida. Se essa proposta fosse feita há dois anos, seria motivo de piada. 
Tanto eram a bagunça e a depressão que o clube vivia. 

O Palmeiras vive um momento de euforia administrativa como nunca na sua história. Embora tenha até o apelido de 'campeão do século XX', o clube nunca se preocupou em se modernizar. Formou esquadrões, com craques e muito talento. 
Duas equipes não ganharam os apelidos de academias por acaso. 

Mas o potencial do principal clube da colônia italiana no país nunca foi exercido. 
Muito pelo contrário. Acabou esquecido. Nem mesmo as dezenas de milhões de dólares que a Parmalat foram capitalizados. Acabaram gastos nas contratações de grandes atletas. A reestruturação sonhada no Centro de Treinamento da Barra Funda, com construção de hotel, piscina, modernas salas de musculação e fisioterapia ficou na promessa. 

segunda-feira, 9 de março de 2015

Olha o velhinho!

Luis Fernando Veríssimo (*) 

Um fenômeno novo na realidade brasileira é o ódio político, o espírito golpista dos ricos contra os pobres. O pacto nacional popular articulado pelo PT desmoronou no governo Dilma e a burguesia voltou a se unificar. Economistas liberais recomeçaram a pregar abertura comercial absoluta e a dizer que os empresários brasileiros são incompetentes e superprotegidos, quando a verdade é que têm uma desvantagem competitiva enorme. 

O País precisa de um novo pacto, reunindo empresários, trabalhadores e setores da baixa classe média, contra os rentistas, o setor financeiro e interesses estrangeiros. 
Surgiu um fenômeno nunca visto antes no Brasil, um ódio coletivo da classe alta, dos ricos, a um partido e a um presidente. Não é preocupação ou medo. É ódio. 

Decorre do fato de se ter, pela primeira vez, um governo de centro-esquerda que se conservou de esquerda, que fez compromissos, mas não se entregou. Continuou defendendo os pobres contra os ricos. O governo revelou uma preferência forte e clara pelos trabalhadores e pelos pobres. Não deu à classe rica, aos rentistas. 

Nos dois últimos anos da Dilma a luta de classes voltou com força. 
Não por parte dos trabalhadores, mas por parte da burguesia insatisfeita. 
 Dilma chamou o Joaquim Levy por uma questão de sobrevivência. Ela tinha perdido o apoio na sociedade, formada por quem tem o poder. 

A divisão que ocorreu nos dois últimos anos foi violenta. 
Quando os liberais e os ricos perderam a eleição não aceitaram isso e, antidemocraticamente, continuaram de armas em punho. 
E de repente, voltávamos ao udenismo e ao golpismo. 

Nada do que está escrito no parágrafo aí em cima foi dito por um petista renitente ou por um radical de esquerda. São trechos de uma entrevista dada à Folha de São Paulo pelo economista Luiz Carlos Bresser Pereira, que, a não ser que tenha levado uma vida secreta todos estes anos, não é exatamente um carbonário. 

Para quem não se lembra, Bresser Pereira foi ministro do Sarney e do Fernando Henrique. A entrevista à Folha foi dada por ocasião do lançamento do seu novo livro 
“A construção política do Brasil” e suas opiniões, mesmo partindo de um tucano, não chegam a surpreender: ele foi sempre um desenvolvimentista nacionalista neo-keynesiano. 

Mas confesso que até eu, que, como o Antônio Prata, sou meio intelectual, meio de esquerda, me senti, lendo o que ele disse sobre a luta de classes mal abafada que se trava no Brasil e o ódio ao PT que impele o golpismo, um pouco como se visse meu avô dançando semi-nu no meio do salão – um misto de choque (“Olha o velhinho!”) e de terna admiração. 

Às vezes as melhores definições de onde nós estamos e do que está nos acontecendo vêm de onde menos se espera. 

Outro trecho da entrevista: “Os brasileiros se revelam incapazes de formular uma visão de desenvolvimento crítica do imperialismo, crítica do processo de entrega de boa parte do nosso excedente a estrangeiros. 

Tudo vai para o consumo. É o paraíso da não nação”. 

(*) É escritor

Para Lula, Dilma deveria avaliar reforma ministerial já

Kennedy Alencar (*) 

Em conversas reservadas, o ex-presidente Lula tem dito que a presidente Dilma Rousseff deveria avaliar a possibilidade de fazer uma reforma ministerial. Para ele, o atual ministério, que tem apenas dois meses e alguns dias, envelheceu precocemente. 

Uma reforma ministerial seria feita para recompor pontes com o PMDB, dando ao vice-presidente Michel Temer maior espaço no governo e até uma eventual pasta, como aconteceu com o vice José Alencar, que foi ministro da Defesa no governo Lula. 
Há possibilidade de Lula e Dilma se encontrarem amanhã em São Paulo. 

O Planalto insistiu na ideia de que a lista de Janot dividiria a crise com o Congresso e que isso seria bom para Dilma. A crise se estendeu ao Congresso, mas piorou politicamente a situação da presidente. Ou ela recompõe de verdade a sua relação com o PMDB ou vai enfrentar uma série de derrotas no Congresso que agravarão a crise. 

O governo errou ao achar que poderia empurrar a crise para o Congresso. Isso irritou os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), porque foi uma demonstração de inabilidade política da presidente Dilma e de seus ministros. 

No entanto, Renan e Cunha tiveram uma reação mais política do que jurídica ao apontar suposta perseguição política do Ministério Público e uma ação do governo para colocá-los na lista. Renan e Cunha precisam dar explicações para as acusações. Ameaçar retaliar o governo no Congresso, a partir da posição de comando que eles possuem, seria um abuso político de suas atribuições. É preciso serenidade na condução da Câmara e do Senado. * 

Panelaço surpreendeu Planalto 
No pronunciamento de ontem à noite, a presidente Dilma Rousseff fez uma defesa correta da necessidade de ajuste fiscal. Falou em sacrifício temporário, pediu paciência e alfinetou a imprensa. Disse que a crise não era tão grave como retratada e voltou a atribuir ao cenário externo a responsabilidade pelas dificuldades internas. 

Um presidente deve transmitir otimismo, mas isso é diferente de dourar a pílula e de não reconhecer os próprios erros. O ajuste é importante sim, mas para corrigir equívocos que a presidente cometeu no primeiro mandato. Uma análise mais sincera talvez fosse mais efetiva. 

Não há problema em criticar a imprensa. Mas é importante lembrar que a imprensa não inventou a Operação Lava Jato nem foi responsável pela estratégia equivocada de isolar o PMDB no governo. O governo deveria fazer uma autocrítica e se preparar melhor. 
Os serviços de inteligência não mapearam as convocações para o panelaço e o buzinaço de ontem. O Palácio do Planalto foi surpreendido. 

As reações ao pronunciamento, com panelaço e buzinaço, sobretudo nas áreas nobres de algumas capitais, devem servir de alerta para o governo. Há uma piora no clima político em prejuízo de Dilma e do PT. Alguns xingamentos foram vergonhosos, ainda mais feitos no Dia Internacional da Mulher. 

Uma parcela algo fascista da sociedade tem saído do armário com desenvoltura e agressividade. Existe um setor que não aceita o resultado das urnas e, como disse o economista Luiz Carlos Bresser Pereira, tem ódio ao PT pelas medidas boas que o partido adotou em defesa dos mais pobres. 

Há setores dos protestos que têm desrespeito ao resultado eleitoral e desejam a saída da presidente Dilma do poder sem apego às regras institucionais e democráticas. 
No entanto, existem outros setores que protestam legitimamente contra a corrupção e contra o governo, dentro de limites civilizados e democráticos. 
Panelaço e buzinaço fazem parte da democracia. 

Há uma parcela que votou em Dilma que está desapontada. 
Será um erro o governo achar, como fez na época da Copa do Mundo, que se trata de um protesto de uma minoria de maior renda e maior escolaridade anti-PT. 
A campanha eleitoral tão dividida mostrou que o PT perdeu base social, sobretudo na classe C. O Datafolha já mostrou queda da popularidade da presidente e do governo. 

Nesta semana, haverá, na prática, dois protestos contra o governo. 
No dia 13, centrais sindicais e movimentos populares vão criticar medidas do ajuste. 
No dia 15, haverá um protesto contra o governo e a corrupção. Apesar da presença de neofascistas, mal-educados e golpistas, o panelaço e o buzinaço de domingo em cidades do país sinalizaram que os protestos do próximo domingo poderão ter uma força maior do que a imaginada pelo governo.

(*) É jornalista dedicado principalmente aos assuntos de política e economia

Bolo de laranja sem glúten e lactose

Blog Catraca Livre 

Ingredientes 
1 copo (250ml) de suco concentrado de laranja (tangerina ou maracujá também ficam deliciosos) 
3 ovos inteiros 
1/2 copo (100ml) de óleo de girassol (soja, canola ou milho servem também) 
1 caneca de açúcar ou 160g 
1 caneca ou 160g + 2 colheres de sopa de farinha de arroz 
1 colher de sopa de fermento em pó 

Preparo 
Sem segredo! 
Basta colocar os ingredientes (primeiro os líquidos, depois e aos poucos os secos) no liquidificador, deixando por último o fermento. 
Bata até ficar uma massa homogênea. 
Unte uma fôrma retangular ou redonda de aproximadamente 35cm com açúcar e leve ao forno pré-aquecido em 180ºC por 30 minutos ou até que fique dourado. 
Desenforme o bolo ainda morno e, se preferir, polvilhe açúcar de confeiteiro. 

Reparou que na receita utilizamos canecas ao invés da tradicional xícara de chá? 
É que a caneca (aquelas boas para tomar café com leite) tem um volume maior que a xícara de chá (equivale a aproximadamente 2 xícaras de chá rasas de farinha de arroz). Não deixe de testar essa receita de bolo leve e fofinho!

Morre Inezita Barroso, aos 90 anos, em São Paulo

UOL 

Morreu na noite deste domingo (8) a cantora e apresentadora Inezita Barroso, conhecida por sua defesa da cultura caipira, à qual dava espaço no programa "Viola, Minha Viola", que apresentou por quase 35 anos. 

A informação foi confirmada pelo perfil oficial da TV Cultura. Inezita estava internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 19 de fevereiro. 
Completou 90 anos no dia 4. A cantora deixa uma filha, Marta Barroso, três netas e cinco bisnetos. 

Ignez Magdalena Aranha de Lima, nome de batismo de Inezita Barroso, nasceu em 4 de março de 1925, no bairro da Barra Funda, em São Paulo. 
Filha de família tradicional paulistana, passou a infância cercada por influências musicais diversas, mas foi na fazenda da família, no interior paulista, que desenvolveu seu amor pela música caipira e pelas tradições populares. 
Formou-se em Biblioteconomia pela USP, e foi uma grande pesquisadora do gênero musical. Por conta própria, percorreu o Brasil resgatando histórias e canções. 

Além da cantora, foi instrumentista, arranjadora, folclorista e professora. 
Em cerca de 60 anos de carreira, gravou mais de 80 discos. 
Como intérprete, sua gravação mais famosa foi "Moda da Pinga", dos versos 

"Co'a marvada pinga é que eu me atrapaio/ 
Eu entro na venda e já dô meu taio/
Pego no copo e dali num saio/
Ali mesmo eu bebo, ali mesmo eu caio/ 
Só pra carregá é queu dô trabaio, oi lá!". 

Na televisão, Iniciou a sua carreira artística junto com a TV Record, onde foi a primeira cantora contratada. Depois, passou pela extinta TV Tupi e outras emissoras, até chegar à TV Cultura para comandar o "Viola, Minha Viola", onde apresentava desde os anos 1980. 

Inezita manteve a rotina de apresentações e gravações do programa até 2014. 
Em dezembro, ela chegou a ser hospitalizada após cair dentro da casa de sua filha, em Campos do Jordão, no interior de São Paulo. Desde então, não participou mais do seu tradicional programa de música sertaneja.

Marvada Pinga 
https://www.youtube.com/watch?v=vzYFkeCltPI

domingo, 8 de março de 2015

O Dia da Mulher não é homenagem bonitinha

CartaCapital 

O Dia da Mulher não é pra ser uma homenagem singela e bonitinha para as lindas mulheres sorridentes e fofinhas, ah, essas mulheres, tão lindas e tão geniosas, mas que os homens amam. É um dia pra botar todas as questões que precisam ser debatidas em pauta, é pra falar sobre a luta dos direitos da mulher, não sobre TPM e manicure. Não é pra ter um "tom leve". 

Tom leve não combina com assunto sério, daí tantas manifestações negativas a campanhas paternalistas. Algumas pessoas vêm com aqueles papos de que as reações são desproporcionais, que deixa disso, que não é tanto assim, que é frescura, que é exagero, que devemos também falar das mulheres "normais". Como se a única agressão que contasse fosse a física. Como se a única opressão que valesse fosse a explícita. Como se, por exemplo, um padrão de beleza massacrante também não fosse uma forma de opressão. 

Entendo que para as pessoas menos familiarizadas com o feminismo algumas coisas possam parecer exagero. Já fui assim também. Achava algumas reações exacerbadas, motivadas por "bobagem". Aí eu descobri duas coisas: primeiro: não temos o direito de cagar regras sobre como alguém se sente a respeito de algo. Segundo: nenhuma reação é exacerbada quando se trata de quebrar um paradigma milenar. Cada minicoisinha conta. 

Cada reclamadinha que a gente dá pode gerar questionamento em alguém - apesar de gerar chacota dos que nunca sentiram na pele o que a mulher passa e, por serem incapazes de empatia, minimizam qualquer manifestação com o papinho da feminista histérica. Querem uma feminista mansa, que não fale alto, que não incomode e fique no seu lugarzinho. Não, né? 

O dia 8 de Março é importante pelo simples motivo de que a mulher ainda é oprimida. O dia em que formos realmente tratadas como iguais poderemos transformar o dia em uma comemoração, mas, por enquanto, ainda é um dia para abrir os olhos da galera que prefere não saber, por exemplo, que sete de cada dez mulheres serão agredidas ao longo da vida - este é um dado da ONU - e que essas mulheres não estão longe. 

A violência acontece no seu prédio. Na sua rua. Pode ser que aconteça na sua família, com a sua sobrinha, sua vizinha, sua colega de trabalho, sua chefe, a chefe de sua chefe, uma juíza, enfim. Pode ser que aconteça com você. Violência contra a mulher não escolhe classe social. E a violência acontece porque ainda vivemos sob o patriarcado, onde a mulher está abaixo do homem. Sim, conquistamos muitas coisas, mas ainda não chegamos nem perto de realmente reestruturar o funcionamento da sociedade para que seja igualitária e justa. /;/;/;/ Temos um longo caminho pela frente. 

Enorme. 

Milhares de anos precisando de desconstrução e reconstrução. 

Milhares de paradigmas incrustados em nossas cabeças. 

Milhares de estereótipos para quebrar. 

Anos e anos e anos e anos de violência suportada em silêncio pra gritar.