sábado, 3 de julho de 2010

Obrigado Dunga (2)

Papai Noel fez o seguinte comentário sobre essa postagem:
Obrigado Papai Noel pela audiência e pelos comentários sempre pertinentes.

Caro Antenor
Isso é o que você sente e, creio eu, o que a grande maioria dos brasileiros sentiu ontem ao ver um arremedo de time no segundo tempo, simplesmente amedrontado com o esboço de reação do adversário.

No fundo, contudo, o que me fica é a certeza de que, há muito tempo nós deixamos de ser diferenciados nesse esporte. Essa seleção até poderia sr um pouco diferente, mas não acredito que seria poderosa como já foi no passado. E há um outro aspecto que me ocorreu hoje, ouvindo a transmissão do jogo entre Uruguai e Gana.

O narrador Milton Leite comentou que nesta copa, o drible está mais ou menos em quadragésimo lugar entre os ítens de destaque. E complementou observando que a impressão é que ninguém quer se arriscar.
E, de repente, me ocorreu que deve ser exatamente isso.
Cada um está ali cuidando de seus próprios interesses, de sua carreira milionária, de seu futuro como astro internacional. Arriscar-se pode significar um tropeço, uma marca indesejável no perfil e, consequentemente, gerar prejuízos. Ousar para quê?

O tal português Cristiano Ronaldo e seu jeito de galã de novela não se arriscou em momento algum, apesar de ter sido considerado a grande esperança da sua seleção. Tentar e errar?
De forma alguma. É muito mais produtivo para seus interesses pessoais fazer o mínimo, o burocrático, o seguro.

E, depois do jogo da desclassificação, hove quem se lembrasse de Didi em 58 quando, depois de o Brasil tomar o primeiro gol da Suécia, colocou a bola debaixo do braço e caminhou até o centro do campo pausadamente dizendo: "vamos virar esse negócio".
Só espero que o mestre Didi não tenha se ofendido com a tentativa de comparação.
Até porque, não foi uma comparação. Foi só uma pequena demonstração de como as coisas mudaram.

Papai Noel

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