Soja ocupa 0,2% da área desmatada na Amazônia nos últimos 3 anos
Na temporada 2009/10, a soja ocupou 6.295 hectares de áreas desmatadas no Bioma Amazônico nos últimos três anos, de um total de 2,48 milhões de hectares de florestas que foram derrubadas no mesmo período, apontou um levantamento divulgado nesta quinta-feira pelos participantes da Moratória da Soja.
O cálculo, baseado em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indica que a produção de soja em áreas desmatadas da Amazônia ocupou somente o equivalente a 0,25 por cento do total desmatado nos últimos três anos basicamente nos Estados de Mato Grosso, Pará e Rondônia, destacaram os integrantes da Moratória da Soja.
A Moratória, um pacto firmado há quatro anos entre indústrias e tradings atuantes no Brasil, que desde então não compram o grão produzido em áreas desmatadas após 2006, é vista pelo governo e por ambientalistas como um importante movimento para evitar desflorestamento de novas áreas para a agricultura.
O movimento do setor privado também responde a uma demanda internacional, especialmente de europeus, principais compradores de farelo de soja do Brasil, que exigem um produto ambientalmente sustentável. "Pelos resultados do monitoramento do Inpe, a gente entende a dimensão real do problema em torno de novos desmatamentos associados a fazendeiros...
É importante (a área de soja no Bioma Amazônico), mas não dá pra dizer que novos desmatamentos estão associados à soja", afirmou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, durante evento do setor privado para a apresentação anual dos resultados do acordo. "O grande mérito da moratória foi colocar um freio no processo de desmatamento", acrescentou Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace.
Cerca de 7 por cento da soja produzida no Brasil, o segundo produtor mundial do grão, está no Bioma Amazônico, que se estende por cerca de 50 por cento do território brasileiro. Mas quase a totalidade da oleaginosa é cultivada em áreas desmatadas antes de 2006.

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