quarta-feira, 14 de julho de 2010

Resta torcer

Um dia importante para a Cargill, para a cidade de Santarém, para o Estado e para o País.
Já iniciaram os trabalhos para apresentação do EIA_RIMA exigido pelo Ministério Publico Federal em uma audiência pública que ocorre desde 09,00 hs da manhã nas dependências do Iate Clube de Santarém.

Entendo que todos perdem com a saída da Cargill numa eventual não aprovação de seus documentos e conseqüentemente a paralisação de suas atividades na cidade.
É obvio que a empresa não somente pelo seu investimento, mas principalmente para todas as filiais do Mato Grosso que operam para atender a demanda de exportação através de Santarém. Além disso, o futuro de todos esses contratos que obrigatoriamente terão que ser reciclados para outros portos levando consigo todas as despesas advindas da mudança do porto.

A cidade perderá uma fonte de referencia para as demais empresas que quiserem aqui se instalar. Já saiu a Coca Cola e eventualmente a Cargill certamente é uma cidade aonde não se deve investir. Os produtores que são indutores desse processo serão obrigados a mudar e conseqüência levar seus familiares e todos os gastos pessoais que hoje são realizados na cidade.

O Estado que perde uma referencia de uma empresa séria e que através de seus impostos e exportações alavancam numerário que acabam sendo destinados ao Estado.

Ao País que hoje visualiza Santarém como mais um ponto de escoamento da safra agrícola, principalmente a de Mato Grosso, a maior do País, e que hoje observa seus altos custos para uma logística de mais de 2 mil km que poderiam ser reduzidos para 1000 km de distancia. Nada mais, nada menos do que U$ 100 milhões somente em frete o Brasil joga fora por não ter outro escoamento de safra do que Paranaguá e Santos.

Resta torcer para que as coisas dêem certo.

Escrevo como um entusiasta do desenvolvimento deste solo onde me instalei e que tenho uma filha e isso passa pela Cargill e pelas demais empresas que precisam e devem se instalar na região. Não escrevo como ex-funcionário.

Não se consegue progredir dependendo de esmolas estaduais e federais como Santarém se arrasta ano após ano. Precisamos de geração de empregos para absorver esse enorme número de jovens que saem de nossas Universidades a cada ano e são obrigados a irem embora disputarem com outros jovens de cada cidade um espaço de trabalho porque a sua cidade não oferece. Somente com empresas isso se consegue.

Caso contrário continuaremos esse “progresso” nas mãos de ongueiros, ambientalistas que preferem o pôr do sol, que mesmo sendo bonito, não traz e nem produz comida e muito menos empregos.

Rabiscos do Antenor

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