Padre Edilberto Sena (*)
O Índice de Desenvolvimento Humano do Estado do Pará vai ladeira abaixo.
Uma das causas, e não a única, é a questão da educação de crianças e jovens.
Um Instituto de medir o nível da educação das escolas públicas fez uma verificação em todo o Brasil e, numa escala de 0 a 10, a qualidade da educação do Estado do Pará é de 3,6, o pior desempenho no país no índice de desenvolvimento na educação básica.
O Estado do Pará é o 4º ou 5º maior exportador de produtos primários, basicamente soja, madeira e energia elétrica. Mas é o 22º entre os 26 Estados brasileiros no Índice de Desenvolvimento Humano. Não é surpresa, portanto, que mais de um mil escolas estaduais estejam ameaçadas de ruir, que os professores façam constantes greves reivindicativas. Estes sintomas indicam que certas defesas não salvam a pátria.
Grandes empresas estrangeiras estão exportando milhões de toneladas de minério, como: bauxita, ferro, ouro, calcário. No entanto, o nível da educação não avança, ao contrário, decai. O comportamento criminoso dos vários governos municipais e estaduais revelam que nenhuma providência séria é tomada.
Um país com tão baixo nível de educação dificilmente chegará a ser um povo desenvolvido. Torna-se um povo medíocre, manipulável por políticos e empresários, porque não tem consciência crítica, não tem educação libertadora. É um país com seu povo mal formado, é um país submisso aos interesses alheios.
Santarém é um exemplo de município com baixo nível educacional. Aceitam seus habitantes humilhantemente, que se implantem portos em frente à sua bela cidade, permitem passivamente empresas olarias e madeireiras dentro da cidade, votam em políticos oportunistas e até ficha suja. Tudo por falta de consciência cidadã, por falta de educação de qualidade.
É um município com um triste presente e um sombrio futuro.

Isto é alarmante! O pior é que o povo local aprendeu a conviver passivamente com a "lambança" política. Triste. Muito triste. Temos muito potencial para crescer, mas não sabemos vender nem nosso açaí. Moro no Rio de Janeiro e compro água de açaí que vem de São Paulo. Lamentável...
ResponderExcluirMario Melo (Macaé-RJ)