domingo, 22 de julho de 2012

Gerentona?

Elio Gaspari (*) 

Não deu outra: o governo produziu um surto grevista no serviço público federal. Estão paradas, há dois meses, 56 universidades federais, e há funcionários em greve em pelo menos 15 repartições de 26 estados. 

Chegou-se a essa situação porque a doutora Dilma e seus comissários acharam que podiam enfrentar as reivindicações com onipotência e embromatina. 

O surto começou em junho com a greve dos professores de universidades federais. Era uma paralisação parcial, e o governo disse que o problema deveria ser negociado no Ministério do Planejamento, onde a comissária Miriam Belchior informava que não trataria com grevistas. 

Era o Modelo Scania. Em 1978 ele produziu um surto grevista no ABC de São Paulo e dele emergiu um sujeito chamado Lula. 

Ao escolher esse caminho, a doutora Dilma cometeu uma imprudência semelhante à do industrial que, diante de uma greve, manda o assunto para uma discussão entre o sindicato e a diretoria financeira da empresa. De lá, só sai uma resposta: não há dinheiro. 

A onipotência ruiu numa sexta 13, quando a comissária Belchior apresentou uma proposta aos grevistas. Em quase todos os casos, além de aumentos salariais, os servidores querem planos de carreira prometidos e jamais apresentados. 

O comissariado do Planalto quer a coisa (acabar com a greve) e seu contrário (preservar a incolumidade política dos ministros cujas áreas são afetadas pelo movimento). 

Aí entra a embromatina. O ministro da Educação sumiu. O da Saúde emudeceu, com servidores da Anvisa parados e com a Funasa parcialmente paralisada. O do Trabalho não se sabe onde está. O comissário dos movimentos sociais, Gilberto Carvalho, passou por perto, afastou-se e reapareceu, falando em “equacionar as contas”, sem que se saiba o que isso quer dizer. 

Com as greves espalhadas pelas agências reguladoras, pelo Incra, pelo IBGE e em pelo menos seis ministérios, somando algo entre 150 mil servidores, segundo o governo, e 500 mil, segundo os grevistas, o Planalto soltou o espantalho da crise econômica refletida no pibinho. 

É um truque velho. Generaliza o problema com o propósito de não discutir a pauta específica. 

A crise europeia nada teve a ver com o engavetamento dos planos de carreira dos professores universitários brasileiros. Se um servidor do Judiciário está sem aumento há três anos ou espera pelo plano de carreira há outros tantos, essa argumentação chega a ser desrespeitosa. Ele pode até discordar da extensão das reivindicações do sindicato, mas não quer ser tratado como bobo. 

Foi Miriam Belchior quem travou as negociações? Mercadante ficou longe? Padilha se manteve calado? Tudo isso é verdade, mas só aconteceu porque a gerentona Dilma Rousseff desenhou uma estratégia cataléptica que estimulou as greves e acrescentou um desnecessário elemento de tensão. 

Dificilmente Lula tomaria esse caminho, parecido com o dos generais ou com a severidade de Fernando Henrique Cardoso na greve dos petroleiros de 1995. 

Na última opção preferencial pela embromatina, o Planalto ameaça cortar os salários dos grevistas. Nem Ronald Reagan, o exterminador de sindicatos, seria capaz de deixar 55 mil professores sem dois meses de salários. Se a ameaça fosse séria, teria eficácia em junho. 

É uma parolagem sempre repetida, jamais cumprida. Exatamente por isso, as greves no serviço público são duradouras e no setor privado são breves. 

(*) Jornalista e Escritor

O nada

Luis Fernando Veríssimo 

‘Nothing comes from nothing/nothing ever could..." (Nada vem do nada/nada poderia vir…) 

A frase não é de nenhum físico ou filósofo. É do musical “A noviça rebelde” e seu autor é Richard Rodgers, que no caso, além da música, fez a letra, em vez do seu parceiro Oscar Hammerstein (se pode-se confiar no Google). 

Rodgers, sem querer, tocou num ponto muito discutido entre as pessoas que se interessam pelo Universo e como ele ficou deste jeito. 

Em todas as teorias sobre a criação e a expansão do Universo sempre se chega a um ponto em que ou você aceita que algo se criou do nada ou você abandona qualquer especulação cientifica e vai criar galinhas. 

Hoje a própria hipótese de tudo ter começado com um Big Bang, que você e eu pensávamos que não era mais hipótese e sim uma verdade indiscutível, está sendo discutida. E o problema é o que fazer com o nada. O que havia antes do Grande Pum era o nada ou antes — só para complicar — não havia nem o nada? 

Os físicos dizem que o próprio tempo começou com o estouro inaugural que formou o Universo em segundos e portanto não faz sentido falar-se em “antes”. Mas se antes não havia nem antes havia um nada absoluto, do qual, desmentindo o Richard Rodgers, criou-se o Universo. Houve um tempo em que pensar muito sobre tudo isso chamava-se “puxar angústia”. 

A descoberta do tal bóson de Higgs foi um feito extraordinário da física. Intuíram a sua existência, concluíram que ele precisava existir mesmo que nunca o tivessem visto, foram atrás e o encontraram. Chegou-se mais perto da chamada teoria unificada do Universo que já era o sonho do Einstein — agora só restam umas duzentas perguntas para serem respondidas. E o nada continuará incomodando. 

A mãe do Woody Allen, num dos seus filmes semiautobiograficos, impacienta-se com a preocupação excessiva do menino com o Universo e pergunta: “O que você tem a ver com o Universo?” 

Muita gente prefere fazer como aquele inglês que passa por um campo de batalha sem se abaixar ou tomar qualquer outra precaução com as balas que voam ao seu redor, pois é um estrangeiro e a guerra não lhe diz respeito. 

Não temos como nos precaver contra o que o Universo nos reserva, mas ele decididamente diz respeito a todos. Até criadores de galinhas... 

Hei Santarém, veja o que os outros fazem com um porto ...

Itajaí, em SC, prospera com porto e cresce 700% em dez anos  

Folha de São Paulo 

A truculência dos caminhões de contêineres contrasta com a sofisticação das lojas de decoração de luxo que proliferam por Itajaí, cidade catarinense que, impulsionada pelo porto, cresceu 700% em dez anos. 

Ao lado de Navegantes, a cidade abriga o Complexo de Itajaí, segundo maior porto em movimento de contêineres do país -1 milhão em 2011, atrás apenas de Santos. 

O porto representa hoje 60% da economia da cidade e superou a importância da pesca, que há 15 anos era a principal atividade. 

A prosperidade de Itajaí, segunda economia de Santa Catarina (atrás de Joinville) e 40ª do país, pode ser vista nos resorts de luxo, nas 70 lojas de decoração e nas concessionárias - a cidade tem dois veículos por habitante. 

Entre 2008 e 2011, a área requisitada na prefeitura para construção duplicou e superou 2 milhões de metros quadrados. 

A consequência foi a alta no custo para erguer uma casa: 130% em três anos.
Só na praia Brava, a mais badalada de Itajaí, três resorts estão em construção. O preço de um imóvel chega a R$ 13 milhões. 

A procura é maior que a oferta. Um dos resorts, da incorporadora Taroii, terá 157 imóveis, mas já conta com 300 reservas. 

"Esses imóveis são procurados por pessoas que foram morar em Itajaí, têm dinheiro para gastar e não encontravam empreendimentos de alto padrão", diz Carlos Trossini, presidente da Taroii. 

CLUSTER LOGÍSTICO  
"Hoje o Complexo de Itajaí é um 'cluster' logístico", diz Carlos Bottarelli, conselheiro da Portonave, empresa que, em 2007, construiu o porto na margem esquerda do rio Itajaí-Açu, em Navegantes. 

A construção deu fôlego para Itajaí, na outra margem, continuar operando. Além de ter chegado ao limite, o terminal sofre com enchentes - em 2008, uma cheia destruiu dois berços de atracação e engoliu 80% da cidade. 

O "cluster" é cortado pela recém-duplicada BR-101, cravejada de armazéns, que podem estocar 180 milhões de toneladas. Conta ainda com o aeroporto de Navegantes. 
Para Onézio Gonçalves Filho, secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, é a boa estrutura logística que atrai as empresas, pois facilita a exportação. 

Também ajuda a presença da Petrobras, que abre a possibilidade de negócios para o pré-sal. 

A BR Foods e a Flora estão no primeiro caso, e a construtora de plataformas de petróleo Exterran, no segundo. 

A cidade recebeu 33% mais empresas entre 2008 e 2011, quando Navegantes entrou em operação plena e ajudou a puxar a economia de Itajaí. 
Uma delas foi a fabricante italiana de iates Azimut, que produziu os barcos de Neymar e de Ivete Sangalo. 

Nota do Blog : Enquanto aqueles que tem oportunidade de possuirem um porto almejam progresso, renda, emprego, aqui em Santarém ficam atrás de nota de repúdio porque não aceitam um porto. Isso para uma cidade que não tem dinheiro, vive de esmolas, tem esgoto a céu aberto em pleno centro da cidade, não tem indústrias, não gera empregos, enfim não se esforça para almejar alguma coisa melhor do que ficar de pinico nas mãos às pedir esmolas para governos federal e estadual até mesmo para re-asfaltar uma rua da cidade. Tomem vergonha senhores dirigentes, ponham para correr e para trabalhar os eco-chatos que travam o seu desenvolvimento e usem o porto de forma racional com ambição sadia de gerar receitas, empregos e desenvolimento.Perguntem se em Itajái tem ongueiros literalmente enchendo o saco e travando o progresso.

sábado, 21 de julho de 2012

Pior é que a cada ano, a coisa piora .....


Fantástico Walt Disney

Desenho Animado de 1950: uma verdadeira raridade

Respondendo a um pedido do governo Americano que buscava a todo custo uma aproximação com o Brasil, WALT DISNEY criou (entre outros) este curta metragem antológico. 

Era o fim da 2ª grande guerra mundial e o governo americano temia que o Brasil pudesse se tornar um país comunista. 

Esta pequena maravilha foi criada no início dos anos 50, inteiramente à mão, sem computadores nem outro tipo de ajuda como os efeitos especiais do cinema de hoje em dia. 



Abram, se deleitem,e tenham uma ideia do que é um gênio como Walt Disney 

Revista que ataca PT por caso Celso Daniel é apreendida em SP

Terra 

A publicação desta semana da revista Free,que traz em sua matéria de capa uma reportagem sobre um suposto esquema de corrupção comandado pelo PT, que teria relação com o assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, em 2002, teve vários exemplares apreendidos nesta quinta-feira, em Mauá. 

Devido ao fato, os diretores da publicação registraram um boletim de ocorrência - divulgado no Facebook da publicação - no 1o. distrito de Mauá pelos diretores da Revista Free SP após a constatação de abuso de poder por parte do secretário Carlos Tomaz na apreensão de revistas e de um carro da distribuição. 

De acordo com a matéria apresentada na revista - distribuída gratuitamente no metrô de São Paulo e nas regiões próximas às estações -, cuja chamada de capa tem como título "Muito além da morte", a organização do esquema criminoso, que atualmente seria comandado pelo prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, teria como objetivo manter o PT no poder.

Em nota, o diretório estadual do PT em São Paulo rebateu o conteúdo da revista, classificando-o como leviano. O partido criticou a exploração do caso Celso Daniel, cujo assassinato já foi esclarecido pela polícia sem remeter a questões político partidárias, segundo a direção petista.

 "Quanto ao festival de calúnias e difamações, o PT paulista está tomando todas as providências legais cabíveis e os responsáveis responderão pelos seus atos", termina a carta. A ação teria caráter político uma vez que a prefeitura da cidade é comanda pelo PT.

Cheirando queimado ...

A pressa dos sherloques torna ainda mais estranho o assassinato do agente da Polícia Federal que investigou Cachoeira

Augusto Nunes (*)

O juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima, que autorizou a Polícia Federal a gravar clandestinamente as conversas entre Carlinhos Cachoeira e seus subordinados, e depois decretou a prisão do bando, afastou-se do caso depois de sofrer ameaças de morte.

A procuradora Léia Batista, representante do Ministério Público de Goiás na apuração do caso, também foi ameaçada de morte. Pediu proteção ao Conselho Nacional de Justiça.

Citado em várias conversas gravadas pela Operação Monte Carlo, o delegado Hylo Marques Pereira, da Polícia Civil de Goiás, está desaparecido há seis dias.

Nesta terça-feira, o agente da Polícia Federal Wilson Tapajós Macedo, um dos participantes da Operação Monte Carlo, foi morto com dois tiros em Brasília, ao lado do túmulo do pai. Sobre o episódio, o jornalista Carlos Brickmann escreveu, sob o título “Coisa estranha”, a nota transcrita em itálico:

Um especialista em Polícia Federal, daqueles que já viram urubu ficar branco e passarinho comer onça, estranha muito o assassínio do agente federal num cemitério de Brasília. Considera pouco habitual um agente visitar o túmulo dos pais num dia normal, no horário de serviço. Talvez houvesse ali um encontro marcado.

O fato é que o assassínio de um agente envolvido em investigações de tamanho porte gera necessariamente uma cachoeira de suspeitas.

O comentário de 1 minuto para o site de VEJA registra que, minutos depois do assassinato, os policiais de Brasília incumbidos de apurar o caso haviam decidido que ocorreu um latrocínio ou um crime passional. A menos que tivessem resolvido o mistério antes que a morte acontecesse, deveriam ter acrescentado de imediato duas outras hipóteses bem mais convincentes: vingança e queima de arquivo.

Só pensaram nisso nesta sexta-feira, quando as sombras que envolvem a história foram escurecidas por outra tragédia: Fernando Spuri Lima, 34 anos, escrivão da Polícia Federal e colega de trabalho de Tapajós, foi encontrado morto com um tiro na testa na casa onde morava em Brasília. O delegado encarregado de apurar o que houve já avisou que foi “um suicídio clássico”. Mais um caso exemplar de açodamento. Mais uma conclusão comprometida pela ligeireza esperta ou pela superficialidade irresponsável.

A Polícia Federal tem o dever de descobrir os motivos e identificar os autores da execução de um dos participantes da Operação Monte Carlo. Ainda que estejam fora dessa, Cachoeira e os oficiais graduados da quadrilha precisam permanecer na cadeia. Presos, eles continuam mobilizando comparsas em liberdade para a destruição de provas e obstrução da Justiça. Soltos, comandarão o serviço sujo com maior eficiência.

O advogado Márcio Thomaz Bastos seguirá reivindicando a soltura do cliente de R$ 15 milhões. O Brasil decente está obrigado a manter sob estreita vigilância os desembargadores e ministros que julgam os pedidos de habeas corpus formulados quase diariamente pelo doutor preferido da bandidagem dolarizada.

Quem libertar Cachoeira antes da hora é mais que um mau juiz. É cúmplice.

(*) Jornalista e Ex-Diretor do Jornal do Brasil, do Jornal Gazeta Mercantil e Revista Forbes. Atualmente na Revista Veja

Ontem foi Dia do Amigo e deixamos passar essa. Desculpem....

Isso que é amizade. Ultrapassa fronteiras, desafia a Interpol, transpassa por cachoeiras, reforça que mensalão é apenas um mês grande e nada como um cargo em alguma secretaria ministerial que não faça esse elo ser mais resistente que uma rocha.

Estatuto da criança e adolescente protege ou acoberta infratores?

Edilberto Sena (*)

O Estatuto dos direitos humanos só foi assumido pelas nações em 1948, mesmo assim de lá para cá as violações dos direitos de tantos povos e pessoas tem sido constantes. Já o Estatuto da Criança e do Adolescente só foi estabelecido há 22 anos. Mas até hoje continua tendo rejeição por parte de tantos adultos.

Muitos clamam pela diminuição da idade penal. Há os que consideram um adolescente de 16 anos com o mesmo grau de responsabilidade como um adulto de 25 anos. O raciocínio míope é de que se uma adolescente é capaz de cometer um crime considerado bárbaro, dever ser punida igual como uma mulher de 27 anos que comete delito semelhante.

No entanto, o ECA compreende que a maturidade psicológica de um adolescente de 17 anos é bem diferente da suposta maturidade de uma pessoa que tenha vivido 10 anos na frente. Então, não se pode aplicar o mesmo julgamento penal para idades tão diferentes, mesmo que o delito seja semelhante. O adolescente teve menos tempo de adquirir consciência da gravidade do delito como se supõe que o adulto tenha tido. Isto é o que muitos não querem admitir.

Ficam revoltados com a gravidade o fato criminoso de um adolescente, sem levar em conta outros fatores da vida dele, ou dela. O ECA surgiu exatamente para respeitar os direitos da criança e do adolescente, vivendo em processo de amadurecimento de personalidade, mas em meio ao mundo dos adultos, que plenos de consciência de seus atos, cometem delitos de menor ou maior gravidade. O estatuto não existe para encobrir as infrações do adolescente, mas para ajudar na sua educação, incluindo nos casos de cometer delito.

É injusto tratar um adolescente como um adulto, quando ele ou ela ainda não teve tempo de amadurecer. Ainda mais vivendo numa sociedade onde os valores da ética são ignorados na vida pública e por muitos adultos.

(*) Sacerdote e Diretor da Rádio Rural de Santarém (PA)

Candidatos únicos em 113 cidades aliam até PT e PSDB

Cidade de Piçarra no Pará (*)
Terra

Os moradores de aproximadamente 2% dos munícipios brasileiros já sabem quem deverá ser o próximo prefeito de sua cidade. Não se trata de nenhum exercício de vidência. Das 5.568 cidades que terão eleições neste ano, 113 terão apenas um candidato à prefeitura. Nestes locais os partidos se uniram em torno de um nome, gerando coligações extremas como o PT e o PSDB no mesmo palanque. O levantamento foi feito com base nas informações preliminares do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

São cidades de todas as regiões do País. Com população que varia de 1 mil a 30 mil habitantes, esses municípios fogem da média de candidato/vaga no restante do País: 2,7, segundo o TSE. Pode até ser estranho, mais uma eleição sem adversários é considerada normal. "Não há vedação em casos assim. É uma eleição normal, como outra qualquer", afirma a assessoria do Tribunal.

Governo do estado: trabalhando pela nossa insegurança

Blog do Trágico e Cômico para o Jornal da Tarde/SP
Você pode dizer que seria leviano de minha parte dizer que foi o governador quem puxou o gatilho contra o publicitário em SP ou contra o rapaz em Santos. Acontece que mesmo os policiais que efetuaram os disparos tampouco puxaram o gatilho sozinhos. O governo é o causador principal destas mortes e deve ser responsabilizado por isso. O problema da polícia é essa mentalidade do “atire antes, interrogue depois”. E traficantes, sequestradores e ladrões — os verdadeiros criminosos — se beneficiam demais disso na hora de apresentar suas defesas.

Depois do ocorrido, chega a ser ridículo ver o nosso governador Alckmin proferindo esse velho discurso protocolar de “apurações e punições severas”. Se for severa mesmo, ele tem que prestar esclarecimentos à população. Tem que explicar porque os policiais são tão mal remunerados, mal preparados, mal treinados e mal equipados. Estive recentemente numa delegacia para fazer um simples boletim de ocorrência e presenciei o sucateamento em que se encontra todo o aparato policial (leia o relato aqui).

Alckmin não chegou ontem ao cargo em que está. Governou o estado de 2001 a 2006 e agora em 2011/2012. Ou seja, teve tempo mais do que suficiente para modernizar, treinar e capacitar a polícia. A ironia disso tudo é que ele vai tentar se reeleger em 2014 com o mesmo discurso de 2002 e 2010, prometendo “investimentos pesados” em segurança pública. E os paulistas vão continuar recorrendo à segurança privada para se proteger

Pode ser legal mas é imoral e indecente

Demóstenes volta a trabalhar no Ministério Público de Goiás

O Globo

O ex-senador goiano Demóstenes Torres (sem partido), que teve seu mandato cassado na semana passada devido ao envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, voltou a trabalhar nesta sexta-feira no Ministério Público de Goiás (MP-GO). Demóstenes perdeu seu mandato e, um dia depois, reassumiu o cargo de Procurador de Justiça no MP-GO, do qual estava licenciado há 13 anos. Na ocasião, ele solicitou um abono funcional de cinco dias, um direito dele, para fazer a mudança para Goiânia e, com isso, recomeçar no emprego. O prazo venceu e Demóstenes já voltou a trabalhar como procurador.

O ex-senador ainda corre o risco de perder o emprego. Na última sexta-feira, a Corregedoria-Geral do MP-GO instaurou uma reclamação disciplinar para apurar a conduta de Demóstenes. Ele é acusado de ser o principal operador político do bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso em fevereiro pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo. Demóstenes estará sujeito às penas que vão de advertência a demissão. O prazo para concluir o processo disciplinar é de 120 dias, prorrogáveis por igual período.

Embora a maioria dos senadores tenha avaliado que Demóstenes quebrou o decoro e, por isso, não tinha mais condições de continuar no Parlamento, ficando inelegível até 2027, não há impedimento legal para que ele exerça a função de procurador. Por outro lado, a Lei Orgânica do MP goiano abre a possibilidade de afastamento antes da conclusão do procedimento disciplinar.

O procurador-geral de Justiça de Goiás, por solicitação do corregedor e ouvido o Conselho Superior do Ministério Público, pode afastar um membro que esteja sob investigação interna, mas sem prejuízo de seus vencimentos e vantagens. Além disso, o afastamento é limitado a 60 dias, prorrogáveis por mais 60. Em Goiás, o Ministério Público é comandado por Benedito Torres Neto, que está impedido de analisar os casos envolvendo seu irmão, o ex-senador Demóstenes. Nesse caso, ele é substituído pelo procurador de Justiça Pedro Tavares Filho, decano do Colégio de Procuradores do MP-GO.

Quando foi anunciada na semana passada, a volta do ex-parlamentar ao Ministério Público causou perplexidade em alguns juristas e representantes da sociedade, como a coordenadora do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Jovita Rosa, e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro, Wadih Damous.

Nota do Blog : Viva o Brasil! Viva o País do Faz de Contas ... Tudo normal. E o moço irá julgar pessoas que são ou se envolvam com bandidos sendo ele um cassado exatamente por ter se envolvido com um bandido. E vamos que vamos. E ainda não irá perder seus salários mesmo que for afastado.

Novo celeiro do mundo

Opinião do Estadão

Há tempo destacada, a participação do Brasil na produção mundial de alimentos deverá ser ainda maior nos próximos anos. O Brasil integra um pequeno grupo de países produtores agrícolas - do qual fazem parte Rússia, Ucrânia, China, Indonésia e Tailândia - que responderá pela maior parte da produção adicional necessária para alimentar a população mundial até 2050.
Até lá, de acordo com projeções da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), para atender à demanda, a produção mundial terá de crescer 60%.

Nos próximos anos, outros países em desenvolvimento deverão se integrar a esse grupo, mas será cada vez menor a contribuição dos países industrializados para prover o alimento adicional de que o mundo necessitará no futuro.

Para evitar a fome no mundo, na metade deste século, a produção anual de cereais deverá ser 1 bilhão de toneladas maior do que a registrada em 2007 e a de carne precisará aumentar 200 milhões de toneladas. O relatório das duas organizações internacionais, com as projeções para a produção agrícola entre 2012 e 2021 - e que estende algumas delas para 2050 -, leva em conta o crescimento da população mundial, do índice de urbanização e do nível médio de renda no período.

Um dado preocupante do estudo é a redução do ritmo do crescimento anual da produção agrícola mundial, que alcançou 2% nas últimas décadas, mas deverá cair para 1,7% nas próximas. Ainda assim, será um crescimento maior do que o previsto para a população mundial, razão pela qual a produção por habitante continuará crescendo ao ritmo de 0,7% ao ano, estimam a OCDE e a FAO.

Na próxima década, o Brasil deverá registrar o maior crescimento de produção agrícola em todo o planeta. Até 2019, segundo o estudo, a produção brasileira deverá crescer 40%, bem mais do que o aumento estimado para a produção da Rússia, da Ucrânia, da China e da Índia.

Embora com resultados inferiores aos do Brasil, outros países da América do Sul também aumentarão de maneira expressiva sua produção. Desse modo, como observou o diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, "a América do Sul está se convertendo em um grande celeiro" do mundo.

Estudo anterior da OCDE, divulgado no início do ano, mostrou com clareza a evolução da agricultura brasileira da segunda metade do século passado até hoje, destacando o expressivo aumento da produtividade, sobretudo a partir de 1970. Entre 1961 e 2007, enquanto a produtividade de países industrializados como França, Inglaterra e Estados Unidos aumentou menos do que a média mundial do período, de 1,48% ao ano, a do Brasil cresceu 3,6% ao ano, mais do que a média da América Latina, de 2,6%, e dos países em desenvolvimento, de 1,98%.

Na última década, os ganhos alcançados por alguns países, como Rússia e Ucrânia, foram maiores do que os do Brasil, mas esses países tinham um nível de produtividade muito baixo, daí seu crescimento mais rápido no período. Outros países conhecidos por sua forte presença no comércio mundial de produtos agrícolas, como Austrália, Canadá e México, além da Coreia do Sul, ao contrário, ficaram menos eficientes.

É reconhecido o papel fundamental de alguns fatores para o aumento veloz e contínuo da produtividade agrícola no Brasil. O avanço da pesquisa liderado pela Embrapa, com o desenvolvimento de variedades mais adequadas às condições brasileiras e o emprego de técnicas mais produtivas, é um deles. O aumento das exportações, que passou a exigir mais volume e mais qualidade, a preços competitivos, é outro. Os preços internacionais igualmente contribuíram para dar mais eficiência à agricultura do País. Por fim, a nova mentalidade do produtor rural permitiu a adoção de novos métodos de gestão e gerou um conhecimento mais acurado do mercado.

Melhor estaria o campo no Brasil, e poderia aumentar ainda mais rapidamente seus resultados, se dispusesse de infraestrutura e serviços logísticos que lhe garantissem custos competitivos para levar sua produção até o porto.

Outra demonstração de ineficiência de Massa

Fernando Alonso crava a pole para o GP da Alemanha; Felipe Massa larga em 14º

UOL

Neste sábado, Fernando Alonso garantiu a pole position para o Grande Prêmio da Alemanha de Fórmula 1.

Com pista molhada, o piloto espanhol cravou 1min40s621 para ficar com o melhor tempo do Q3. Alonso vai dividir a primeira fila com Sebastian Vettel, que cravou 1min41s026. Mark Webber foi o terceiro mais rápido com 1min41s496, mas sofreu punição de cinco lugares no grid após trocar seu câmbio e vai ceder sua posição para Michael Schumacher.

Os dois pilotos brasileiros pararam no Q2. Felipe Massa vai largar em 14º na corrida deste domingo, enquanto Bruno Senna vai sair em 15º.

Nota do Blog: Felipe "Falta Braço" Massa mais uma vez demonstrou sua extrema deficiência técnica principalmente em relação ao seu companheiro de equipe, anos luz mais competente do que ele.

A chuva começou no início do chamado "Q2" onde 18 carros disputam quais os 10 que passarão para o chamado "Q1" e consequentemente quem será o pole position.
Os dois pilotos da Ferrari sairam juntos com Felipe Massa à frente. O engenheiro do Felipe o alertou pelo rádio que apesar dele ter gasolina para dar 3 voltas mas era de extrema importância que ele tentasse obter sua classificação já na primeira volta porque a chuva iria aumentar. A própria televisão nos mostrou os dois carros na mesma imagem, sendo que um literalmente apanhando para deixar o carro na pista e o outro numa performance traquila e até evitando uma batida . Resultado da volta : Felipe ficou fora dos 10 primeiros e Alonso ficou em 4a lugar ,  para em seguida entre os dez mais uma vez largar na pole. Nem a televisão mostrando com clareza o irritante Galvão Bueno mencionou o fato de que o piloto brasileiro está bem aquém do seu companheiro espanhol Fernando Alonso.

Não se trata de crucificar o brasileiro, porém é por demais nítido a diferença de qualidade técnica entre um e o outro andando com um mesmo carro. Desculpem os leitores mas um dirige uma Ferarri e dela extrae tudo que ela pode conceber, e o outro mal dirige um Fusquinha 69 de tala larga e insiste em querer achar que está dirigindo uma Ferarri.
Os resultados das provas por sí só já dão conta do desnível de qualidade tecnica que acaba influindo por demais no resultado para a equipe.

Já o Bruno "Quase Piloto" Senna deve fazer com que o tio se revire no túmulo. O grande Ayrton , o rei da pista molhada, assiste seu sobrinho literalmente patinando como um principiante, principalmente que o seu companheiro de equipe novamente mostra melhores condições e sai bem na frente.

Lamenta-se repetir mas os atuais pilotos brasileiros nem de longe lembram os grandes pilotos que já tivemos Emerson, Pace, Piquet, Sena e mesmo o Rubinho em alguns periodos de Ferrari quando chegou a ser vice-campeão.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Carta-Resposta para jornalista Miriam Leitão da Globo

Resposta do General de Divisão Reformado do Exército Francisco Batista Torres de Melo à Miriam Leitão  

A verdade sufocada  

À Senhora Jornalista Miriam Leitão 

Li o seu artigo "ENQUANTO ISSO", com todo cuidado possível. Senti, em suas linhas, que a senhora procura mostrar que os MILITARES BRASILEIROS de HOJE, são bem diferentes dos MILITARES BRASILEIROS de ONTEM. 

Penso que esse é o ponto central de sua tese. Para criar credibilidade nas suas afirmativas, a senhora escreveu: "houve um tempo em que a interpretação dos militares brasileiros sobre LEI E ORDEM era rasgar as leis e ferir a ordem. Hoje em dia, eles demonstram com convicção terem aprendido o que não podem fazer". 

Permita-me discordar dessa afirmativa de vez que vejo nela uma injustiça, pois fiz parte dos MILITARES DE ONTEM e nunca vi os meus camaradas militares rasgarem leis e ferir a ordem. Nem ontem nem hoje. Vou demonstrar a minha tese. 

No Império, as LEIS E A ORDEM foram rasgadas no Pará, Ceará, Minas, Rio, São Paulo e Rio Grande do Sul pelas paixões políticas da época. AS LEIS E A ORDEM foram restabelecidas pelo Grande Pacificador do Império, um Militar de Ontem, o Duque de Caxias, que com sua ação manteve a Unidade Nacional. Não rasgamos as leis nem ferimos a ordem. Pelo contrário. 

Vem a queda do Império e a República. Pelo que sei, e a História registra, foram políticos que acabaram envolvendo os velhos Marechais Deodoro e Floriano nas lides políticas. A política dos governadores criando as oligarquias regionais, não foi obra dos Militares de Ontem, quando as leis e a ordem foram rasgadas e feridas pelos donos do Poder, razão maior das revoltas dos tenentes da década de 20, que sonhavam com um Brasil mais democrático e justo. 

Os Militares de Ontem ficaram ao lado da lei e da Ordem. Lembro à nobre jornalista que foram os civis políticos que fizeram a revolução de 30, apoiados, contudo, pelos tenentes revolucionários, menos Prestes, que abraçou o comunismo russo. 

Nota de Repúdio (3)

Recebemos do leitor que assina Roberto Aquino de São Paulo o comentário abaixo a respeito da postagem " Nota de Repúdio".
Agradecemos a audiência.

Roberto Aquino/SP disse ....
Sou paraense com muito orgulho mas o que a leitora Sonia de Manaus postou está mais do que correto. Nossos governantes não lutam para que tenhamos emprego em nosso Estado e como eu tantos outros paraenses fomos obrigados a migrar para outros estados para conseguir um emprego. Graças a Deus estou em SPo junto com a minha família mas como paraense gostaria de estar pertos dos meus familiares e amigos na minha querida Ananindeua. E ao ler uma nota dessa fica-se envergonhado de que uma cidade que nem Santarém carente de tudo, negue a entrada de uma empresa grande e que possa gerar novos empregos e a vinda de outras. Lamenta-se como ainda estamos tão atrasados. E por isso certamente mais e mais paraenses serão obrigados a fugir de suas cidades para obterem emprego.

Desafio de como garantir alimentos para o futuro

Índice mostra a situação global frente ao desafio de garantir alimentos 

Divulgado pelo Economist Intelligence Unit e a DuPont, o Global Food Security Index avaliou 105 países, incluindo o Brasil. 
 
O Economist Intelligence Unit (EIU) e a DuPont divulgaram no último dia 10 de julho, os resultados do Global Food Security Index, uma ferramenta inédita e interativa que analisa os maiores desafios e vulnerabilidades relativos à segurança, acessibilidade e qualidade alimentar em 105 países, incluindo o Brasil. 

O estudo foi solicitado pela DuPont ao EIU com o objetivo de traçar um panorama global sobre a questão alimentar. Ellen Kullman, CEO da DuPont, afirmou que estabelecer métricas globais é uma tarefa essencial para resolver os desafios nesse campo. 

"Sempre soubemos que a medição leva à realização", disse Kullman. "À medida que conversávamos com governos, ONGs e organizações de agricultores no mundo todo, percebíamos que não existia uma linguagem comum em torno desse tema. Para combater com eficiência as principais causas da fome, precisamos traçar um caminho comum, que nos ajude a tratar questões-chaves, como acessibilidade, disponibilidade, qualidade nutricional e segurança alimentar", destacou Kullman. "Literalmente, bilhões estão sendo investidos na questão alimentar, mas, até hoje, não havia uma ferramenta que servisse como referência mundial para medir o impacto desses investimentos e esforços em cada localidade". 

Resultados do Brasil
O Brasil aparece na 31ª colocação no ranking geral divulgado pelo EIU, e está acima da média global em todas as categorias avaliadas: acessibilidade, disponibilidade, qualidade e segurança alimentar. 

Os pontos fortes do País apontados pelo índice estão relacionados ao compromisso com padrões nutricionais e programas para segurança alimentar. 
O Brasil também teve alta pontuação nos seguintes quesitos: 
- volatilidade da produção agrícola, 
- proporção da população abaixo da linha da pobreza, 
- tarifas de importação agrícola, 
- consumo de alimentos como parte dos gastos domésticos, 
- diversificação da dieta, 
- fornecimento suficiente 
-  acesso a financiamento agrícola. 

Cidade de Cotriguaçu/MT terá agricultura ‘verde’

Mato Grosso viu-se obrigado a mudar suas políticas agropecuárias para se enquadrar no programa MT Legal, sob pena de não receber mais benefícios por parte da União e de financiamentos internacionais. 

O Estado é grande produtor de grãos e gado de corte entre outras atividades agropecuárias que apresenta níveis comerciais. No entanto, todo este avanço comercial trouxe grandes danos aos municípios mato-grossenses, entre eles o fato de estarem taxados na operação Arca de Fogo, que teve por objetivo detectar os grandes focos de desmates e queimadas no Brasil. 

Dentre os 44 estados e municípios com os índices de queimadas e desmatamentos mais preocupantes lotados na lista do Ministério do Meio Ambiente (MMA), 22 municípios mato-grossenses receberam este destaque pouco desejado. Para ajudar estas cidades a se recuperarem o Termo de Cooperação Técnica do MT Legal viabiliza a execução do cadastro das propriedades rurais com ações de reflorestamento de reservas e recuperação de áreas degradadas. 

Caso isso não ocorra o programa MT Legal determinou que qualquer tipo de desmatamento praticado desde dezembro de 2007 é ilegal e que as propriedades correm o risco de serem embargadas. Dessa forma as propriedades ficam impedidas de receber qualquer tipo de financiamento agropecuário de instituições oficiais. 

Os trabalhos vêm sendo feito em alguns municípios e o programa estadual se espelhou no de Lucas do Rio Verde, feito há mais de dois anos, em parceria com empresas do agronegócio e organizações não governamentais ligadas ao Meio Ambiente. 

De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Lucas do Rio Verde, Edu Pascoski, este foi um projeto que teve dificuldades ao ser implantado, pois havia grande resistência por parte dos produtores.
“Fizemos muitas palestras, visitamos as propriedades mostrando os prós do projeto. Contudo, o fator que mais incentivou foi o fato da exigência de legalidade para se comercializar os produtos. Com o cinto apertado à saída foi legalizar. Hoje, podemos dizer que Lucas produz com sustentabilidade”, avalia. 

Já Cotriguaçu, município localizado a noroeste do Estado, busca ainda implantar as ações do projeto. A cidade está entre as inclusas no arco do desmatamento, já que a criação de gado de corte é uma de suas principais atividades. A secretária de Agricultura e Meio Ambiente do município, Elaine Castanha Bonavico, diz, que, apesar de ainda não terem assinado nenhum documento fechando o acordo, a cidade atribui atividades que diminuem os impactos ambientais sofridos até então. “Iniciamos o processo de cadastramento dos produtores e as palestras que incentivam deixamos claro o fator do comércio restrito para aqueles que não aderirem, por este fator estamos com boa aceitação” declara. 

A secretária disse ainda que, se tiver uma boa parceria com a próxima gestão, a expectativa é que, em no máximo dois anos, possam sair da lista dos que mais agridem o meio ambiente. Os governos federal e estadual vão trabalhar juntos para a recuperação destes ambientes a fim de que se tornem bons exemplos em breve.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Quanto irá custar ao País uma medalha olímpica

O preço da vitória: veja quanto cada país pagará por medalhas de ouro

Terra

Alcançar o topo do pódio, a glória olímpica, também tem seu preço. Para citar alguns casos, Argentina, México e Brasil pagarão aos esportistas que receberem medalhas de ouro muito mais que os Estados Unidos. Confira os prêmios ao redor do mundo e algumas curiosidades.

O presidente do Comitê Olímpico Argentino, Gerardo Werthein, contou no Twitter os valores que serão pagos aos atletas do seu país em caso de pódio em Londres. Cada medalha de ouro valerá 150 mil pesos (R$ 60 mil), a prata premiará 100 mil pesos (R$ 40 mil) e o bronze, 60 mil pesos (R$ 24 mil).

Além disso, a Argentina também dará prêmios às equipes que possam sair vitoriosas. Haverá 1 milhão de pesos (R$ 400 mil) pelo ouro, 700 mil pesos (R$ 280 mil) pela prata e 500 mil pesos (R$ 200 mil) pelo bronze.

O dinheiro é proveniente do Conselho Nacional de Alto Rendimento Esportivo (Enard, na sigla em espanhol). A entidade é financiada por um imposto de 1% da arrecadação das empresas de telefonia celular. Ao redor do mundo

Os EUA, uma das grandes potências mundiais do esporte, oferece um prêmio de US$ 25 mil (R$ 50 mil) a cada campeão olímpico. Aqueles que conquistarem uma prata terão a premiação de US$ 15 mil (R$ 30 mil), enquanto o bronze valerá US$ 10 mil (R$ 20 mil).

Já o México, assim como a Argentina, também supera o seu vizinho do norte. Cerca de 500 mil pesos mexicanos (R$ 72 mil) vão ao possível ganhador em Londres 2012. O pódio é completado com 250 mil pesos (R$ 36 mil) por cada prata e 125 mil pesos (R$ 18 mil) pelos bronzes.

Entretanto, a projeção de medalhas de ouro dos Estados Unidos é arrasadora. Estima-se que a delegação americana consiga 37 medalhas de ouro, segundo o banco norte-americano Goldman Sachs. A Argentina baseará suas esperanças de vitória somente nas "Leonas" do hóquei na grama, enquanto o México sonha com um ouro de María del Rosario Espinoza, do taekwondo.

Em Londres, o Brasil começa a preparação para receber os Jogos do Rio 2016. Contudo, não tira o foco da Olimpíada 2012 e já conta com prêmios para seus nadadores. Se Cesar Cielo ou Thiago Pereira saírem com o ouro da piscina londrina, receberão R$ 100 mil. Em caso de prata, a bonificação será de R$ 50 mil, e cada bronze valerá R$ 30 mil.

O país que oferece mais dinheiro aos seus esportistas que levarem o ouro olímpico é a Itália, com uma oferta de R$ 365 mil. A Rússia, forte competidora no quadro de medalhas, pagará R$ 262 mil para cada atleta que chegar ao topo do pódio. Veja outros valores da premiação por medalha de ouro no resto do mundo: Coreia do Sul, R$ 105 mil; França, R$ 100 mil; Japão, R$ 56 mil; e Austrália, R$ 32 mil.

O Reino Unido, anfitrião dos Jogos, confirmou que não dará sequer uma libra para quem conquistar medalhas. O incentivo está no que poderão conseguir, a curto ou médio prazo, através de patrocinadores.

Por outro lado, o magnata da mineração Andrew Kam disse que oferecerá uma barra de ouro no valor de US$ 630 mil (R$ 1,260 milhões) ao membro da equipe de badminton da Malásia que se consagrar campeão olímpico.

Entre tantas, uma vergonha a mais qual a diferença

Greve de professores das universidades federais completa 2 meses

Folha de São Paulo

As universidades federais devem decidir em assembleias ainda esta semana se irão continuar com a greve. A greve completa nesta terça-feira dois meses e afeta 57 das 59 universidades federais aderiram a greve, além de 34 dos 38 institutos, de acordo com a categoria.

A Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) divulgou ontem (16) um comunicado em que reprova a proposta do governo federal de reajuste para os professores de universidades e institutos federais.

A UFPI (Universidade Federal do Piauí) e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) já fizeram assembleia e decidiram por não aceitar a proposta do governo e manter greve. Os docentes da UFF (Universidade Federal Fluminense) devem votar hoje à tarde. Grande parte das assembleias estão marcadas para quarta e quinta-feira desta semana.

Os resultados das assembleias deverão ser repassados para a Andes, que voltará a se reunir com representantes do governo federal na próxima segunda-feira (23).

A proposta do governo prevê reajuste salarial entre 12% e 40% aos docentes em três anos. Somado a aumento já concedido em março, o reajuste máximo chega a 45%. O sindicato, porém, afirma que os cálculos do governo foram feitos sobre um valor já defasado e que desconsidera a inflação do período.

A Andes afirma ainda que o maior percentual proposto atingiria uma porção muito pequena de professores. Os maiores reajustes serão concedidos a docentes com maior titulação. Doutores, por exemplo, terão de 30% a 40%. Já os professores com título de mestre, de 25% a 27%.

Nota do Blog: Melhorar o salário dos professores e consequentemente o ensino não é foco dos nossos governantes. Para isso não há dinheiro. Então ficam de greve, problema para os professores, para as instituições e principalmente para os alunos. E voces acham que eles estão preocupados? Estão preocupados se os está dios irão ficar prontos para a Copa do Mundo ou então preocupados com suas coligações para as próximas eleições. Educação, salário de professor .... isso deixa para depois. Politicos uma raça de incompetentes e na sua grande maioria de desqualificados. Uma vergonha .

Conseqüência do aquecimento global

Iceberg com o dobro do tamanho de ilha de NY se desprende de geleira

Terra

Um enorme iceberg se desprendeu de uma geleira na Groenlândia, segundo imagens de satélite da agência espacial americana Nasa, no que seria o mais recente indício dos efeitos do aquecimento global. As imagens divulgadas nesta quarta-feira mostram um bloco gigante de gelo, o dobro do tamanho da ilha de Manhattan, nos Estados Unidos, desprendendo-se da Geleira Petermann, na costa noroeste da Groenlândia. A geleira já havia perdido um iceberg com o dobro desse tamanho em 2010.

A Nasa afirma que a rachadura na geleira era visível desde 2001, e que o seu satélite de observação Aqua registrou o rompimento entre 16 e 17 de julho. O oceanógrafo Andreas Muenchow, da Universidade de Delaware, afirmou que a maior parte do desprendimiento dos icebergs ocorre a 600 metros de profundidade, onde a água é mais quente do que na superfície.

"Mas, ao contrário do que se poderia pensar, a perda deses bloco de gelo terá pouco efeito direto nos níveis do oceano, já que a plataforma de gelo flutuante entre 100 e 150 metros de espessura se encontra em águas oceânicas próximas do ponto de congelamento", explicou em seu blog icyseas.org. Muenchow destacou que as águas do Atlântico que estão derretendo a geleira parecem estar mais quentes, segundo registros feitos até 2003.

A cobrança do erro

Janio de Freitas (*)  

Grande parte, talvez a maior, da culpa pelos motivos da greve de cerca de 150 mil funcionários públicos, com possível adesão de milhares mais, é da própria CUT que comanda o movimento. Culpa que contamina a greve e enfraquece as exigências do funcionalismo para retomar suas atividades. 

A CUT dá sinal de vida, com a greve. Mas só pode fazê-lo porque passou como morta os oito anos do governo Lula. O imobilismo servil foi a sua política então. 

Ou o governo concedeu, por iniciativa própria, tal ou qual benefício em remuneração ou em condições de trabalho, ou o funcionalismo e tais condições ficaram largados a si mesmos: sindicatos curvados à CUT e a grande central "única" dos trabalhadores a detê-los com seu imobilismo indiferente. 

Não foi no ano e meio do atual governo que se acumularam os motivos para as greves reunidas pela CUT rediviva. 

As reivindicações de hoje vêm do que faltou ontem e anteontem. Por ausência de política ativa e de ação combativa da representação trabalhista. 

Afinal, como entidade dos trabalhadores, a função estrita da CUT é defender o máximo de justiça alcançável, nas circunstâncias de cada momento, para os que mantêm a sociedade com o seu trabalho. O que é a mais avançada forma de política. 

A CUT preferiu passar-se, no governo Lula, por partido político convencional. Assim como o PSDB e o DEM buscavam obstruir projetos sociais do governo, a CUT obstruiu sua função reivindicatória. 

Não precisava fazê-lo, para apoio e proteção ao governo. Houvesse batalhado por correções moderadas, mas capazes de evitar perdas excessivas, não teria prejudicado o governo e não haveria a greve atual. 

Hoje, a reposição, de uma vez só, de tudo o que ficou para trás, não é admitida pelo governo. Com o argumento, cuja contestação não é fácil, de que o custo iria contra os esforços da política econômica anticrise. 

Logo, o acúmulo de perdas permitido pela CUT prejudicou o funcionalismo antes e o prejudica outra vez, com a provável solução do parcelamento das reposições.

E greve de funcionalismo público, consiga ou não favorecer o funcionalismo, é sempre contra o público. Ou seja, contra a população que não nega ao funcionalismo correções e vencimentos em dia, assegurados pelos impostos e contribuições sufocantes e irremediáveis. 

A Troca 
A presidência da Câmara não se destinará ao PMDB por concessão do governo, como está bastante noticiado, para obter as aprovações de duas medidas provisórias e da Lei de Diretrizes Orçamentárias. 

Vem de longe um acordo de revezamento PT/PMDB, as duas bancadas majoritárias, para ocupar a presidência. 

(*) Jornalista é colunista e membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo 

Relaxamento santareno com obras públicas

Antenor Pereira Giovannini (*) 

Certamente deve ser uma praxe na qual as obras públicas de um modo geral sejam literalmente levadas num português chulo “nas coxas”. Todo dia a mídia sempre nos abastece de informações a respeito desse descaso. 

Aqui em Santarém não é diferente. Uma cidade na qual já existe uma enorme dificuldade em se obter recursos sendo absurdamente dependente de concessões estadual ou federal há muito pouco ou quase nenhum interesse em um acompanhamento sério, rígido tal qual o dinheiro fosse próprio. Aliás, essa regra se aprende em qualquer empresa privada onde qualquer dinheiro endereçado para realização de uma obra seja de que tamanho for, é acompanhado de forma intensa evitando-se desperdício e principalmente serviço errado. 

Em obra pública a coisa vai sendo levada de roldão. Pelo menos é essa impressão que é passada quando se observa algumas obras públicas na cidade sendo feitas de maneira relaxada. 

Um exemplo são as obras de recapeamento de ruas. Santarém tem ruas com mais buracos do que habitante o que causa um transtorno em se locomover e algumas das principais ruas vem de forma lenta sendo recapeadas, porém, pela má qualidade de gestão das obras nota-se que muitas delas em breve já estarão deterioradas, principalmente pela falta de escoamento de água fazendo com que em várias esquinas a água originária de ruas transversais sem alternativa, corta o leito dessas ruas recém re-asfaltadas fazendo com que o tráfego intenso já apresente deterioração que em breve se tornarão buracos. 
Exemplo Rua Turiano Meira. É visível a deterioração nas diversas esquinas. 

Outro exemplo é a Av. Mendonça Furtado que se imagina tenha sido licitada para seu re-asfaltamento na sua totalidade. Porém, o novo asfalto pára bem próximo a Praça dos Três Poderes exatamente onde há um enorme fluxo de ônibus que diariamente transitam por aquela região. 
 Conclusão são buracos e buracos que a cada dia aumentam de tamanho sendo que na conversão da praça pelo excesso de trânsito novos buracos se formam. 

Não seria muito mais prudente terminar todo esse trabalho de re-asfaltamento para depois acertar o que fosse necessário ao longo do trecho? Alguém viu? Acompanhou? 

Outra demonstração de pouco caso e desinteresse pelo bem estar dos moradores é na esquina da Rua Tropical com Rua Gonçalves Dias no bairro de Santana. As crateras formadas pela água impedem qualquer ação de trânsito obrigando a que carros pequenos dêem à volta pelo quarteirão sob possibilidade de ficarem entalados diante do tamanho das crateras. 

Um absurdo. Alguém viu? Alguém se mexeu? E a Tropical foi uma das ruas re-asfaltadas alguns anos e a própria Gonçalves Dias teve aquele serviço porco de tapar-buracos alguns meses atrás, mas, com um serviço daquela qualidade somente poderia acontecer o que se observa nos dias de hoje. 

E estamos apenas observando as ruas, fica-se imaginando as demais obras. 

Mas, isso deve ser uma febre geral quando temos licitação para serviço público x liberação de recursos x conclusão das obras ...quanto mais “nas coxas” melhor. 

(*) Aposentado e morador em Santarém 

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O autêntico habitante do País do Faz de Contas

Vejam a foto do Delúbio: não parece que ele está gozando com a nossa cara? Pois ele está. Saiba como 

Ricardo Setti (*) 

Tudo seguiu o figurino previsto: Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT, assumiu sozinho, como se não existisse mais nada nem ninguém envolvido, a responsabilidade pela distribuição de dinheiro ilegal a políticos e a partidos da chamada “base aliada” do governo no Congresso durante o governo Lula — o escândalo do mensalão, que veio à tona em 2005. 
 
Assumiu, sim, mas, segundo ele, o dinheiro repassado não teve a mais remota relação com o que chama de “o falacioso mensalão”. Não houve compra de apoio para o governo no Congresso, nem nada parecido — alega. O que houve foi distribuição de dinheiro para fazer frente a supostas “despesas de campanhas eleitorais”. Portanto, ele se declara inocente das acusações de ter praticado os crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha, constantes da denúncia do procurador-geral da República, apresentada em 2006 e recebida pelo Supremo Tribunal Federal em 2007. 

Tudo com a bênção de Lula 

O jornal O Estado de S. Paulo havia antecipado que, com a bênção do ex-presidente Lula, o chamado “núcleo central da quadrilha”, conforme definiu o então procurador Antonio Fernando de Souza, decidiu que fazer Delúbio assumir responsabilidade por irregularidade menor (distribuir para cobrir despesas eleitorais dinheiro não declarado, mas de origem supostamente legal) seria a tática utilizada para livrar a cara dos 38 demais mensaleiros. Teriam particiado da decisão, entre outros, o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino. 

Em magras 35 linhas de um memorial apresentado ao Supremo por seus advogados, o ex-tesoureiro declara, em juridiquês, que “restou comprovado que o dinheiro utilizado para pagamento de dívidas de campanha foi obtido por meio de empréstimos, junto ao Banco Rural e ao banco BMG”. 

Prudentemente, esqueceu que a CPI dos Correios — que investigou o mensalão — concluiu que o dinheiro teve origem em repasses ilegais de órgãos do governo para empresas do empresário Marcos Valério que, delas, fez o dinheiro andar para o caixa do PT e para as mãos de vários políticos. 

A foto de Ed Ferreira acima é muito feliz. Parece que Delúbio está gozando com a cara de todos nós — o que ele, de fato, faz, ao praticar essa manobra. 

(*) Jornalista e colunista da Revista VEJA

Gastança e ineficiência

Opinião do Estadão 

O governo federal gastou no primeiro semestre R$ 40,6 bilhões a mais que um ano antes, em valores correntes. É uma soma quase igual à prevista no Orçamento de 2012 para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a mais vistosa promessa de realizações da presidente Dilma Rousseff (R$ 42,6 bilhões). Aquele dinheiro foi destinado quase integralmente ao custeio. Pouco se cuidou da expansão e da modernização da capacidade produtiva. Quanto a isso, nenhuma grande novidade. 

O investimento público está emperrado há muitos anos e assim deve continuar enquanto se mantiverem os atuais padrões da administração. O crescimento do custeio foi ocasionado principalmente pelo aumento do salário mínimo, de 14,1%, e seus reflexos nas contas da Previdência, como observou o economista Mansueto Almeida, especialista em contas públicas. 

Segundo ele, "políticas bem-intencionadas" têm feito crescer o custeio. Não se trata, acrescentou, nem de roubo nem de gastos excessivos com passagens aéreas. Há uma dose de verdade e uma porção muito maior de benevolência nessa explicação. 

Para começar, há algo mais que boas intenções nos seguidos aumentos reais do salário mínimo e na consequente expansão dos gastos previdenciários. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu os caminhos mais simples, menos trabalhosos e politicamente mais rentáveis, a curto prazo, para promover a elevação da renda na base da pirâmide social. Reajustou o salário mínimo com generosidade e transferiu renda diretamente a milhões de famílias, mas pouco fez para garantir dois outros objetivos de maior alcance: o crescimento sustentado por muitos anos e a preparação dos pobres para ganhar a vida com segurança numa economia em transformação. 

As dificuldades de preenchimento de vagas na indústria são uma prova disso. Somam-se a isso a baixa competitividade e o estreito potencial de crescimento da economia nacional, problemas reconhecidos e discutidos internacionalmente. 

A preferência pelas ações fáceis e de alcance limitado foi mantida pela presidente Dilma Rousseff. Ela pode ter introduzido alguns controles, limitando, por exemplo, os gastos com passagens aéreas, mas isso pouco alterou a qualidade da administração federal. Os desperdícios continuam. O aumento da folha de salários só seria justificável se fosse acompanhado de um ganho de eficiência na máquina federal. Não há sinal desse progresso. O aparelhamento e o loteamento continuam. Ministros foram defenestrados quando sua permanência se tornou muito difícil, no meio de escândalos, mas, de modo geral, os partidos da base conservaram suas áreas de influência nos Ministérios. 

A qualidade da gestão pouco mudou. O Tribunal de Contas e a Controladoria-Geral da União continuam mostrando desmandos em contratos, projetos e convênios. As aventuras da construtora Delta, maior empreiteira das obras do PAC no governo anterior e no começo do atual, são apenas uma ilustração muito viva dos padrões seguidos no uso do dinheiro público. Alguém terá notado algum sinal de mudança nesses padrões? 

O caminho simples e compatível com uma administração aparelhada, loteada e ineficiente também se reflete na execução dos programas e projetos. É muito mais fácil aumentar salários, inflar as despesas da Previdência, contratar pessoal e transferir benefícios e subsídios do que planejar, projetar e executar obras e ações modernizadoras. A lenta realização de investimentos, também apontada na análise do economista Mansueto Almeida, é parte desse quadro. Não é um componente separado, mas um complemento de uma política voltada, principalmente, para o aumento do custeio. 

A baixa execução de investimentos tem sido mostrada com clareza, há muito tempo, nos levantamentos da organização Contas Abertas, também especializada em contas públicas. No primeiro semestre deste ano, o desembolso de investimentos, no valor de R$ 18,5 bilhões, foi ligeiramente maior que o de um ano antes, mas inferior ao de igual período de 2010, e correspondeu a apenas 21% do valor previsto no Orçamento-Geral da União. Políticas "bem-intencionadas" são insuficientes para desemperrar o País.