domingo, 8 de março de 2015

O deboche é perigoso

Cristovam Buarque (*) 

Nas últimas semanas, as autoridades brasileiras debocharam além dos limites. 
Cada dia a população tem nova surpresa. 

O presidente da Câmara oferece aos deputados o direito de custearem viagens de suas esposas com recursos públicos e apresenta o projeto para um novo edifício ao custo de R$ 1 bilhão; um juiz é fotografado dirigindo o carro de luxo de um réu; uma escola de samba ganha o título graças a financiamento de um ditador estrangeiro; a presidente da República coloca a culpa da degradação da Petrobras no antecessor que deixou o governo há 12 anos; outro ex-presidente ameaça colocar um exército na rua; o ministro da Justiça recebe advogados de réus do maior caso de corrupção da história; o ministro da Fazenda adota medidas totalmente opostas às promessas de campanha da candidata; o governo adota o slogan “Pátria educadora” mas corta parte importante do orçamento para a educação; as tarifas de eletricidade reduzidas no período eleitoral são substancialmente elevadas logo depois da eleição, o mesmo acontecendo com os preços dos combustíveis. 

Como se esses deboches ativos não bastassem, a classe política se comporta com um generalizado deboche passivo: não reconhece a dimensão da crise, não debate suas causas nem aponta caminhos para reorientar o rumo do Brasil. 

A sensação é de que a política está doente: não ouve, não vê, nem raciocina. 

Não ouve as vozes do futuro chamando o Brasil para um tempo radicalmente diferente, em que a economia deverá ser baseada no conhecimento, produzindo bens de alta tecnologia; em que a principal infraestrutura deverá ser educação, ciência e tecnologia. 

Não ouve as vozes do exterior que mostram que não há futuro isolado e que precisamos agir para ingressar no mundo da competitividade internacional, na convivência econômica e cultural com o mundo global. E, pior, não ouve o clamor das ruas que indicam a necessidade de romper com os vícios do presente e reorientar o rumo para um futuro com economia dinâmica e integrada, e uma sociedade harmônica e sustentável. 

A política tampouco vê as dívidas que os políticos têm com o país: com os pobres sem chance, com as crianças sem futuro e os jovens sem emprego; com a natureza depredada; a dívida decorrente da corrupção generalizada. Ao não reconhecer suas dívidas, a classe política não vê a raiva que está nas ruas. 

Tudo isso leva a um comportamento esquizofrênico, pelo qual, de tanto vender ilusões, o governo e seus partidos passam a acreditar nelas. E os demais políticos se acostumam a elas. 

Talvez esta seja a explicação para o deboche: não vemos, não ouvimos, nem pensamos. Até que o fim da paciência do povo nos desperte. Mas o custo poderá ser muito alto para a democracia, para a eficiência econômica, para a harmonia social e a sustentabilidade ecológica. Salvo se o despertar vier antes, com a descoberta de que o deboche é muito perigoso, como percebeu o presidente da Câmara, forçado a voltar atrás em sua decisão inicial. 

(*) É engenheiro mecânico, economista, educador, professor universitário e senador da República pelo PDT. 

sábado, 7 de março de 2015

A boca fechada de Dilma

Ruth de Aquino (*) 

Ela perdeu muito peso em poucos meses. Na balança do corpo, perdeu 15 quilos, desde novembro, graças a uma dieta argentina. Na balança do poder, Dilma Rousseff perdeu parte do apoio de seu principal aliado, o PMDB, e a confiança do país. Hoje, ela é uma mulher bem mais magra e uma presidente bem mais fraca. 

Está emparedada pelo Congresso, que se amotina por causas nobres e motivos espúrios. Está isolada do povo por não ter condições financeiras para manter um governo assistencialista e populista. Corta programas sociais para não ver o Brasil se desmilinguir. Com um Estado inchado que custa 40% do PIB – repetindo, um Estado que consome quase metade do PIB, um dos Estados mais caros do mundo –, Dilma sai à cata de dinheiro, arrecadando ainda mais impostos. Ela sabe que quebrou. 

Da mesma forma que reduziu a barriga e os quadris, Dilma terá de encolher o Estado e as estatais, coisa que já deveria ter feito em tempos gordos, antes da dieta. Em 2005, há dez anos, havia um projeto de ajuste fiscal de longo prazo, com uma meta de deficit zero nas contas públicas. Dilma achou “rudimentar” esse regime. Deu no que deu, o Estado ficou obeso, e só mesmo uma cirurgia radical nos salvará. 

Não será o médico argentino Máximo Ravenna que fará emagrecer a gulosa máquina petista. Esse método reduz apenas quilos, rapidamente, e visa queimar as reservas de gordura do corpo. Associa cardápio de baixa caloria a atividade física e acompanhamento psicológico. Dilma é obediente, ingere apenas 800 calorias por dia e ajusta seu figurino. No corpo, tinha muitas reservas a queimar. Já no país... 

Para ajustar as finanças, ainda bem que Dilma não chamou um argentino. 
O mago Joaquim Levy, sorridente e pragmático, precisa mostrar resultados rápidos na economia. O ajuste de Levy é draconiano, mas será que seu cliente, o governo do PT, se ajustará às regras da dieta? Ou se viciou no desperdício? Dilma e Levy precisarão se entender às mil maravilhas, porque, se houver uma quebra de discurso e de confiança entre médico e paciente, neste caso, quem sofrerá será nosso corpinho, quem sofrerá será o Brasil. 

Dilma prova hoje o sabor amargo de uma vitória eleitoral conquistada em cima de mentiras, ilusões, conchavos, acusações irresponsáveis e promessas vãs. 
O eleitorado militante petista está mais calado que a presidente. Se existe alguém, hoje, que não provoca inveja no Brasil, é Dilma. Também não inspira pena. 
Chegou aonde chegou por suas próprias pernas, arrogância, omissão e temperamento. Dilma II só pode culpar Dilma I. Também pode culpar seu criador, Lula, que a fez acreditar num futuro mirabolante. 

Metida no inferno astral, o que faz Dilma? Come menos e fala menos. Quase some. 
A imprensa a acusa de “letargia” e “inércia”. Chama a presidente de “zumbi” e “surda”. Parece telespectadora de si mesma. Vê a lista dos políticos acusados de corrupção, divulgada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, felizmente sem seu nome. Vê a paralisação dos caminhoneiros. Vê a greve de professores. Vê a revolta das mulheres dos sem-terra, armadas com facões. Vê despencar a venda de carros em fevereiro. Vê sua Medida Provisória devolvida por Renan Calheiros, logo quem. Vê que perdeu até a chance de indicar cinco novos ministros para o Supremo Tribunal Federal, porque a Câmara aumentou a idade máxima, no STF, de 70 para 75 anos. Vê um movimento nas ruas e redes sociais por seu impeachment. Vê o povo insatisfeito e temeroso com a volta da inflação e do desemprego. 

Pois eu acho que Dilma está certa ao se recolher. Comer menos, falar menos, evitar gafes, entender o que se passa, recosturar suas alianças, esperar passar a borrasca e não fazer besteira. Pode até divulgar fotos suas comprando doce de leite num supermercado no Uruguai, para parecer uma avó e dona de casa comum. Mas terá de trabalhar mais e direito nos 46 meses que lhe restam. Não basta se repaginar, ondular o cabelo e refazer os terninhos. Terá de se reinventar. Mudar a postura. E assumir responsabilidade real com a vida de 200 milhões de brasileiros e suas famílias. 

Dilma errou demais da conta. Mas a hora é de um pacto para evitar o pior panorama: uma recessão sem luz no fim do túnel. Não importa mais quem votou em Dilma ou contra ela. Importa o voto em nosso país, importa evitar uma crise institucional e econômica sem volta. Vale acompanhar o ensaio de uma aproximação entre setores do PT e do PSDB, unidos por dois interesses: tornar o PMDB um pouco mais humilde e salvar o Brasil. 
Há interlocutores no PSDB que Dilma já disse admirar e respeitar. Um deles é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas, por enquanto, é melhor ficar de boca fechada. 

(*) Jornalista é colunista da Revista Época

Diferentes utilizações do milho

Aprosoja 

O milho hidratado serve como meio de fermentação para a produção de penicilina e estreptomicina, além de outras aplicações no campo farmacêutico. 

O xarope de glicose de milho é usado na fabricação de cosméticos, soluções medicinais, graxas e resinas. 

Já nas fábricas de aviões e veículos, os derivados de milho são utilizados nos moldes de areia para a fabricação de fôrmas e peças fundidas. 

Também na extração de minério e petróleo o milho está presente, assim como em outras áreas pouco divulgadas, como as de explosivos, baterias elétricas, cabeças de fósforo, etc. 

Além disso, os amidos de milho entram na formulação de produtos de limpeza, filmes fotográficos, plásticos, pneus de borracha, tintas, fogos de artifício, papéis e tecidos. 

Lista aprofunda a crise

IstoÉ Independente 

"A tarefa de governar faz-se, a cada dia, mais complexa e difícil”. 
As palavras são de Getúlio Vargas, no célebre discurso do dia 7 de setembro de 1938, durante o Estado Novo, mas poderiam muito bem ter sido proferidas por Dilma Rousseff. 
A presidente da República inicia a semana mergulhada numa crise política e institucional sem precedentes na era petista no poder. Nem no ápice do escândalo do mensalão o governo esteve tão isolado. Um distanciamento para o qual ele mesmo contribuiu, através de manobras políticas atabalhoadas e de sérios equívocos administrativos cometidos pela presidente e seus auxiliares desde o início do segundo mandato. Nos últimos dias, a crise agravou-se em decorrência de uma aposta de elevadíssimo risco feita pelo Palácio do Planalto. Num esforço para conseguir escapar da agenda negativa, o governo jogou todas as suas fichas na divulgação da aguardada lista entregue pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao ministro do STF, Teori Zavascki. Apostava nos bastidores que, ao trazer integrantes da oposição e aliados que lhe causavam embaraços no Congresso, a relação dos 54 nomes – entre os quais 45 parlamentares, sendo 28 com pedidos de abertura de inquérito – implicados no escândalo do Petrolão tiraria Dilma das cordas e equilibraria o jogo político. A estratégia revelou-se um tiro no pé. 

A divulgação da lista de Janot, ao contrário do que acalentava Dilma e assessores, teve efeito explosivo no Planalto. Os vazamentos iniciais, que envolveram os nomes dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), instigaram ainda mais a ira dos já descontentes peemedebistas. Ao saber da inclusão de seus nomes, Renan e Cunha resolveram declarar guerra ao Planalto. 
A situação se deteriorou ao se conhecer o inteiro teor do documento enviado por Janot ao STF. Motivo: a relação empurrou cabeças coroadas da gestão Dilma para o epicentro do Petrolão. Figuram na lista, extraída a partir da delação de integrantes confessos do esquema de desvios bilionários de recursos da Petrobras, cinco ex-ministros do governo – Antônio Palocci e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Edison Lobão (Minas e Energia), Mário Negromonte e Aguinaldo Ribeiro (Cidades). E mais. Nas delações, a própria presidente Dilma foi mencionada. No entanto, a citação à presidente da República não foi considerada suficiente por Janot para ensejar um pedido de abertura de inquérito contra ela no STF. O procurador disse que a Constituição não permite que Dilma seja investigada por qualquer ato sem relação com o exercício do cargo de presidente, durante a vigência do mandato. Segundo Janot, as referências à presidente na Lava Jato são alusivas a fatos ocorridos antes de ela assumir o Planalto, em 2011, como a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, quando Dilma era ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras. A decisão, no entanto, está envolta em polêmica. “A exclusão do nome da presidente Dilma Rousseff da lista da Lava Jato não significa inocência”, reconhece Ophir Cavalcanti, ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “Se quisesse, Janot poderia ter pedido licença ao Congresso para investigar a presidente. 

Isto é Santarém

Praia do Capixauã - Santarém - Pará
Foto de Olavo das Neves 

Inflação explode

Inflação oficial acumula alta de 7,7% em 12 meses, a maior taxa desde 2005

Globo.com 


A inflação oficial do país, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 1,22% em fevereiro, depois de avançar 1,24% em janeiro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a maior taxa para meses de fevereiro desde 2003, quando ficou em 1,57%. 

No acumulado de 12 meses, o indicador acumula alta de 7,7%, a mais elevada desde maio de 2005, quando atingiu 8,05%. No acumulado de 2015, a inflação ficou em 2,48%, acima do percentual de 1,24% registrado em igual período de 2014. Em fevereiro do ano passado, o índice foi de 0,69%. 

“O aumento dos impostos [PIS, Cofins, IPI dos automóveis, imposto sobre cosméticos] teve influência significativa no IPCA de fevereiro”, afirma Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE. 

Gasolina é destaque 
O destaque do mês ficou com a gasolina. Os preços subiram 8,42%. Refletindo aumento nas alíquotas do PIS/Cofins, que entrou em vigor em 1º de fevereiro, a gasolina exerceu um impacto de 0,31 ponto percentual, sendo responsável, sozinha, por um quarto do IPCA, ou seja, 25,41%. 

Assim, os gastos com transportes subiram 2,2%, grupo que apresentou o mais elevado impacto no mês (0,41 ponto percentual), segundo o IBGE. "O impacto dos impostos [na gasolina] foi muito forte, pesou nas bombas e, em consequência, pesou no bolso do consumidor até mais do que ele se pudesse prever", diz Eulina. 
A reboque da gasolina, o etanol também aumentou 7,19%. 

“A estimativa [do aumento da gasolina] era 22 centavos por litro. E os preços anteriores a esse eram inferiores a R$ 3, em termo de preço médio. E neste mês de fevereiro, o que vimos é que nenhuma região teve preço médio inferior a R$ 3,10”, diz a coordenadora. 

De acordo com Eulina, o preço médio da gasolina em janeiro em Salvador era R$ 3,10 e passou a ser R$ 3,53 em fevereiro. No Rio, o preço médio era R$ 3,21 e em fevereiro ficou em R$ 3,38. Em São Paulo, passou custar R$ 3,10 e em janeiro era R$ 2,89. 

Segundo a coordenadora do IBGE, até 2013 os itens monitorados, como ônibus e energia, foram fundamentais para que a taxa de inflação não fosse maior. "Agora neste início do ano, a pressão dos monitorados tem sido forte, e isso tem modificado o perfil da inflação”, analisa Eulina. Cursos diversos, gasolina, cursos regulares, etanol, ônibus urbano, energia elétrica e automóvel novo, sozinhos, foram responsáveis com 0,90 ponto percentual do IPCA do mês, segundo Eulina. 

sexta-feira, 6 de março de 2015

Brasil quer reduzir barreiras externas a produtos agropecuários

Globo Rural 

O Ministério da Agricultura pretende atuar firme para reduzir as barreiras enfrentadas pelos produtos brasileiros no exterior, sejam sanitárias, fitossanitárias ou tarifárias. Uma força-tarefa foi criada na Pasta para dar celeridade aos milhares de processos que dependem de análise. Também estão estabelecidas as diretrizes do Planejamento Nacional de Defesa Agropecuária, programa que deverá ser lançado nos próximos meses. 

Esses, entre outros assuntos, foram discutidos na quarta-feira, (4/3), em Brasília (DF), durante reunião entre os ministros da Agricultura, Kátia Abreu; das Relações Exteriores, Mauro Vieira; e da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDCI), Armando Monteiro. Conforme Kátia Abreu, há 4 ou 5 anos o setor trabalha no planejamento para aprimorar e reorganizar todos os pontos da defesa agropecuária. "Vamos reduzir entraves burocráticos e avançar no nosso comércio exterior", afirmou ela, por meio de comunicado. 

A ministra disse que o País tem vantagens e citou o segmento de frutas. 
O Brasil é o único país do mundo que erradicou uma das principais pragas que atacam as macieiras (maçãs). A Argentina, grande exportador de maçãs, ainda não dispõe de atestado internacional de território livre desta praga. Por essa razão, o governo brasileiro poderá negociar a realização de inspeções no país vizinho, como determinam as regras de comércio exterior. 

Países aceitam essas inspeções para atestar a qualidade dos produtos e manter seus mercados. De acordo com a secretária de Relações Institucionais do Ministério da Agricultura, Tatiana Palermo, os principais obstáculos estão no mercado de carnes e de grãos. 

O ministério trabalha a fim de habilitar novos estabelecimentos para exportar carnes bovina, suína e aves e para aprovar novos transgênicos, em especial de milho e soja. Alguns dos mercados prioritários para o Brasil são: China, União Europeia, Estados Unidos, Rússia, Venezuela, Japão, Arábia Saudita, Coreia do Sul, Índia e África do Sul.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Olha o trem ....

Olha o trem: negociação promete uma revolução na logística do agronegócio nacional 

Revista Canavieiros 

O custo logístico do Brasil tem se tornado um obstáculo ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro, que vive constantemente a ameaça de sofrer um apagão logístico a cada safra recorde que se anuncia. Para evitar que isso aconteça, o País precisa solucionar sua estrutura de transporte, investindo em diferentes modais, evitando assim perder sua competitividade agrícola. A fusão entre a ferrovia ALL (América Latina Logística) e a Rumo Logística subsidiária do Grupo Cosan, surge como uma alternativa a este cenário ruim e promete fazer uma “revolução na logística do agronegócio nacional”, conforme já afirmou Rubens Ometto, presidente do Conselho da Cosan. 

A fusão resulta na formação de uma empresa gigante de logística – ferroviária e portuária - envolvendo investimentos de mais de R$ 8 bilhões até 2020, que serão aplicados em ampliação e duplicação da via e solução de gargalos, principalmente em trechos do Estado de São Paulo. “Nosso objetivo é aumentar a eficiência da operação ferroviária para a captação da maior quantidade possível de cargas, firmando contratos de longo prazo com os clientes e melhorando o nível do atendimento dos serviços”, afirmou Marcos Lutz, CEO da Cosan, em comunicado após a aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para a criação da empresa. 

A nova companhia nasce com 12,9 mil quilômetros de malha ferroviária, abrangendo os Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul; 19 milhões de toneladas de capacidade de elevação no Porto de Santos, 966 locomotivas, além de 28 mil vagões e 11,7 mil funcionários diretos e indiretos. 

A empresa irá operar com foco na expansão da capacidade de operação, redução de custos e aumento da eficiência operacional, no período inicial de integração, e atuará no transporte de grãos (soja e milho), açúcar, cítricos, celulose, fertilizantes, manufaturados e combustíveis. 

Negociação foi longa 
As negociações entre a Rumo e a ALL começaram em fevereiro de 2012, quando a Rumo manifestou interesse na operadora ferroviária. Na oportunidade, fez uma proposta de quase R$ 900 milhões para comprar 38,9 milhões de ações da ALL, o equivalente a 5,6% do capital total da companhia. Mas o contrato não evoluiu devido a várias divergências. 

A principal delas era um litígio bilionário devido a contratos para o transporte de açúcar, que não foram cumpridos, conforme alegou na justiça a Rumo. Um ano depois, a empresa de Rubens Ometto formalizou nova oferta à ALL, aceita em 15 de abril e aprovada pelas Assembleias Gerais Extraordinárias da Rumo e da ALL, realizadas em 8 de maio de 2014. 
A proposta previa que os acionistas da Rumo ficariam com 36,5% do negócio e os da ALL, controladores e minoritários, com 63,5%. Quatro dias depois, as empresas informaram que o litígio pelo não comprimento dos contratos celebrados em 2009 para o transporte de açúcar foi suspenso. 

Óculos para daltônicos

Cientista desenvolve acidentalmente óculos que corrigem daltonismo

UOL Saúde 

Foi durante uma partida de frisbee com um amigo, em Santa Cruz (EUA), que o engenheiro de materiais Don McPherson descobriu, sem querer, que uma de suas criações era capaz de corrigir a percepção de cores de daltônicos, como conta reportagem publicada no site "Smithsonian.com". 

McPherson é especialista em pesquisa de lentes e, no momento da partida, usava um par de óculos que havia desenvolvido para médicos utilizarem em cirurgias a laser. 
O objeto permitia aos cirurgiões diferenciar claramente o sangue dos tecidos durante seus procedimentos, porque as lentes eram capazes de absorver grande quantidade de luz. 
Por causa do efeito das lentes na visão e devido ao design atraente que os óculos possuíam, tanto cirurgiões quanto o próprio McPherson começaram a usar os óculos fora do ambiente de trabalho, substituindo os óculos de sol.

"As lentes faziam com que todas as cores parecessem incrivelmente saturadas. Faziam o mundo parecer muito brilhante", diz. 

Durante o tal jogo, em uma tarde do ano de 2005, o amigo de McPherson, que tem daltonismo, pediu os óculos emprestados, por mera curiosidade. Ao colocá-los no rosto, espantou-se com o que viu. "Consigo enxergar os cones!", disse, referindo-se aos cones de trânsito laranjas que estavam na rua. Pela primeira vez, ele conseguia distinguir as cores do cone das cores da grama e do concreto ao redor. 

O oftalmologista do Cema Hospital Especializado de São Paulo, Leonardo Marculino, afirmou que, apesar de não conhecer a tecnologia, ela deve ajudar quem tem graus leves da doença. 
"Nos casos mais leves, o paciente ainda consegue identificar que tal cor é tal cor, pela repetição, mesmo vendo uma cor diferente. Por isso, se certos filtros forem usados, provavelmente ele conseguirá ver a cor correta", explicou. Marculino acredita que em níveis mais graves, a técnica não surtiria efeito. 
"Nesses casos, os pacientes enxergam cores diferentes a todo momento. Uma hora ele acha que é vermelho, outra hora verde, outra marrom. Não há um padrão, então não há como corrigir", diz. Diante do deslumbramento do amigo com os óculos no rosto, a conclusão de McPherson foi rápida. As mesmas lentes usadas para absorver as cores do raio laser poderiam ser usadas para outro propósito: corrigir a luz para que daltônicos pudessem enxergar cores. Eureca! 

Após a descoberta, ele começou a pesquisar o daltonismo, algo sobre o qual sabia muito pouco. O passo seguinte foi conseguir uma autorização de institutos nacionais de saúde dos EUA para a realização de testes clínicos. Hoje, McPherson e dois colegas, Tony Dykes e Andrew Schmeder, possuem uma empresa especializada na fabricação desses óculos, a EnChroma Labs, que agora produz lentes de policarbonato entre US$ 325 a US$ 450 (R$ 936 a R$ 1.746). Os criadores afirmam que estão constantemente experimentando novas interações. /

Como funciona a 'mágica' McPherson explica que todas as pessoas têm três tipos de fotoreceptores nos olhos, também conhecidos como cones, que são sensíveis ao azul, verde e vermelho. O azul opera de forma relativamente independente, enquanto os cones vermelhos e verdes podem se sobrepor, o que afetaria a percepção de certas cores. 

Por exemplo, se 10 fótons (partículas de radiação eletromagnética, o que inclui a luz) sensibilizam o cone vermelho e 100, o cone verde, o objeto visto parece mais verde. 
Já no caso de um número igual de fótons alcançar os cones vermelhos e verdes, a cor percebida seria amarelo. Um problema surge quando a percepção dos cones de vermelho-verde se sobrepõe em demasia, situação que é verificada em 99% dos casos de daltonismo.
Assim, num cenário de cores próximas, em vez de amarelo, o indivíduo percebe pouca ou nenhuma cor. 

A tecnologia dos óculos desenvolvidos por McPherson funciona através da colocação de uma banda de absorção nas lentes que captura a luz, deixando passar apenas o suficiente para sensibilizar os fotoreceptores e corrigir defeitos na visão. Alguns usuários em quem os óculos funcionam descrevem a mudança representada pelo uso das lentes.
 "É muito estranho ver as coisas de forma diferente, pela primeira vez em 45 anos. Estou ansioso para ver o meu primeiro arco-íris", diz Marc Drucker, um dos clientes da marca. Porém, o recurso foi capaz de resolver o problema na visão de cerca de 80% dos clientes.

Dois meses que duraram séculos

Luiz Werneck Vianna (*) 

No tempo curto de dois meses, um abismo separa o que foi o primeiro governo Dilma deste que tarda em começar, ainda prisioneiro de práticas e concepções das quais não será fácil desembaraçar-se. Na política, como nos transatlânticos, mudanças inesperadas de rota são de operação complexa e demandam convicções firmes dos seus timoneiros. Eles devem, se desejarem evitar movimentos de amotinados, ser capazes de apresentar suas razões e demonstrar autenticidade e determinação na opção pela mudança de rumos. 

Pois é de tal grave natureza uma das ameaças que rondam o mandato presidencial, qual seja, o de perder o apoio do seu partido, do sindicalismo da CUT, de movimentos sociais, inclusive dos difusos como os que somente se fazem visíveis nas redes da internet, adversos à política que adotou em favor do ajuste fiscal, contrariando o que alardeou em alto e bom som no curso da campanha presidencial. A categoria dos intelectuais, a esta altura, parece irrecuperável, apesar das cambalhotas dialéticas com que alguns se eximem da crítica e da autocrítica. 

Decerto que tais riscos têm sua origem em escolhas feitas pela presidente, ao insistir, em sua campanha eleitoral, em caminhos já exauridos pela macroeconomia de sua lavra e do seu ministro da Fazenda. Verdade que um eventual reconhecimento prévio de um diagnóstico desse tipo, que não era estranho ao círculo do poder (Lula incluído) — evidente na opção, feita nas primeiras horas após a vitória eleitoral, pela descontinuidade da sua política econômica com a indicação de um nome antípoda à sua tribo doutrinária para a pasta da Fazenda —, ter-lhe-ia custado a reeleição. 

Assim, se no terreno da economia foi a mudança de cenário o que importou para a guinada de rumos em favor do ajuste fiscal, brusca mudança de rota a marcar a passagem do primeiro mandato presidencial para o segundo, no caso da política esse marcador tem origem nas ações da própria presidente. 

De um lado, por ter recusado manter-se alinhada às práticas tradicionais em seu partido, que tanto serviram a ela e ao seu antecessor, suportadas, no fundamental, pelo eixo PT-PMDB, ao apresentar uma candidatura de um quadro do seu partido, na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, contra o peemedebista Eduardo Cunha, um franco favorito, segundo avaliação então corrente. Como se sabe, sua derrota eleitoral destravou uma inédita rebelião parlamentar contra a interferência do Executivo no Poder Legislativo. 

quarta-feira, 4 de março de 2015

Cargill é a empresa que mais tem bilionários no mundo todo

Exame 

A Cargill é hoje a maior empresa privada dos Estados Unidos, com 75 negócios diferentes, 143.000 funcionários e presença em mais de 67 países.

Com sede em Minnesota e faturamento estimado de 134 bilhões de dólares anuais, a companhia é hábil em enxergar oportunidades. E em gerar bilionários. 

A família Cargill, que controla 88% do conglomerado agrícola criado em 1865, conta hoje com 14 bilionários na lista da Forbes, divulgada nesta semana. 

O número é maior do que qualquer outra família no mundo e inclui James Cargill II, Austen Cargill II e Marianne Liebmann. 

Aliás, se a Cargill fosse um país ela teria o mesmo número de bilionários de países como a Suécia e Israel, aponta a publicação. 

E, quanto mais os negócios vão bem, mais os herdeiros recebem. E o negócio ainda tem muito que prosperar. 

A companhia é hoje a terceira maior fornecedora de peru e oitava de carne suína do mundo, além de uma das maiores fornecedoras do McDonald´s.

Vitamina turbinada: banana com gengibre

Blog curapelanatureza.com.br 

Esta é uma vitamina de banana reforçada, pois contém gengibre, um poderoso ingrediente riquíssimo em qualidades. 
Só a banana já vale muito porque se trata de uma maravilhosa fruta, rica em nutrientes e em propriedades medicinais. 

E o que é que a banana tem de especial? 
Para começar, ela é uma excelente fonte de energia para o organismo. 
Nela, há boa quantidade de potássio, mineral que participa de todos os processos musculares do organismo, sendo por isso muito importante para o bom funcionamento do coração. 

E encontramos também dois outros minerais importantes: fósforo e magnésio. 
O primeiro compõe ossos e dentes e participa da digestão dos carboidratos. 
O segundo atua para produzir energia celular e é essencial para o relaxamento muscular, sendo especialmente indicado para pessoas estressadas. 

Mas os benefícios da banana não param aí: ela é um excelente remédio para superar a depressão, pois contém grande quantidade de triptofano, um antidepressivo natural que mantém os níveis de serotonina no cérebro e melhora o humor das pessoas. 

E, segundo pesquisas, a banana não produz colesterol nem causa obesidade. 
Além disso, ela reduz o risco de ataques cardíacos e contribui para reforçar a massa muscular e a energia, especialmente nas crianças. 

A fitoalexina é outra substância presente na banana. 
Ela funciona como um antibiótico natural e é uma possível inibidora do envelhecimento precoce, de inflamações e de doenças cardiovasculares. 

A fitoalexina é descrito como um poderoso agente antienvelhecimento e de prevenção de úlceras. O gengibre enriquece bastante a vitamina, pois acelera o metabolismo, o que contribui para a queima de gordura e dos excessos alimentares. 

Além disso, ele desinflama o organismo e combate bactérias e outras ameaças. 
Também ajuda a regular o colesterol e a nos dá mais disposição. 
E é um ótimo digestivo, combatendo gases e acalmando estômago e intestino. 

Ah, a receita pode ser ainda mais enriquecida com chia e castanha de caju, ricas em fibras, em vitaminas, em minerais e que também possuem forte atividade antienvelhecimento. 

Então agora você já deve entender por que chamamos a vitamina de banana e gengibre de "a vitamina turbinada", não é? 
Certamente. 

Agora só nos resta ensinar a receita...

INGREDIENTES 
2 bananas maduras 
300 ml de iogurte natural desnatado ou de água de coco 
1 pedaço pequeno de gengibre, de 1 a 2 cm, sem casca e ralado em pedaços bem finos 
1 colher (sobremesa) de semente de chia 
3 castanhas de caju picadas (opcionais) 

MODO DE PREPARO 
Bata muito bem no liquidificador todos os ingredientes. 
Não coe. 
E beba na hora.

Crime hediondo

Câmara aprova pena mais rígida e torna assassinato de mulher crime hediondo 

UOL 

Com a presença da ministra da Secretaria de Política para Mulheres, Eleonora Menicucci, a Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (3) o projeto que define feminicídio como circunstância qualificadora de homicídio. 

Dessa forma, o assassinato de mulher por condição de sexo passa a entrar na lista de crimes hediondos. Hoje, estima-se que ocorram mais de dez feminicídios por dia no País. O projeto vai para sanção presidencial. 

De acordo com o texto, considera-se razão de gênero quando o crime envolver violência doméstica e familiar e menosprezo ou discriminação à condição da mulher. 
A punição para homicídio qualificado é de reclusão de 12 a 30 anos. 
Enquanto isso, a pena para homicídio simples é de seis a 20 anos. 

O projeto ainda prevê aumento de pena para casos de feminicídio em um terço até a metade se o crime for praticado durante a gravidez ou nos três meses anteriores ao parto; contra menores de 14 anos, maiores de 60 ou vítimas com deficiência; e na presença de pais ou filhos. 

A condenação por crime hediondo também prevê o cumprimento da pena inicialmente em regime fechado e a progressão do regime só poderá acontecer após o cumprimento de dois quintos da pena, se o condenado for primário. 

No plenário, a ex-ministra da Secretaria de Direitos Humanos, a deputada Maria do Rosário (PT-RS), comemorou a proposta. "Vai penalizar mortes de mulheres em decorrência da violência, dos maus-tratos." No entanto, a medida amplamente defendida pela bancada feminista não teve consenso. "É precedente perigoso tratar as pessoas de maneira diferente. Podemos até concordar com a pena maior para morte de grávida, mas não entre homem e mulher", afirmou o deputado Evandro Gussi (PV-SP) à Agência Câmara. 

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estima que entre 2001 e 2011 aconteceram mais de 50 mil feminicídios no Brasil - cerca de 5 mil mortes por ano. 
O aumento de 2,3 para 4,6 assassinatos por 100 mil mulheres entre 1980 e 2010 colocou o Brasil na sétima posição mundial de assassinatos de mulheres, conforme justificativa para o projeto feita pela CPI da Violência contra a Mulher. 

Em dezembro, o Senado havia aprovado o mesmo texto. À época, a relatora do projeto, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), classificou a aprovação do texto como uma resposta às declarações do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), que havia afirmado que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque "ela não merece". 

Repercussão 
Para Marta Machado, professora da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas e pesquisadora do Núcleo Direito e Democracia do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, os números indicam a importância de diferenciar esse crime. 
"Chama muito a atenção, por exemplo, o nível de violência usado nesses crimes contra mulheres. É extremo, muito maior: tortura, desfiguração, 20 facadas. É um fenômeno diferente."

Ela espera que a ampliação das punições também reflita em áreas como o Tribunal do Júri. "O caso vai a júri e a gente tem ainda menos controle do que forma a decisão de um jurado. Os argumentos tradicionalmente machistas estão muito vinculados", reclama. 

Já a professora de Direito Penal e doutoranda em Direitos Humanos na USP Maíra Zapater discorda da eficácia. "O problema é que usar lei penal para assegurar direitos humanos da vítima não é a solução. O direito penal não tem caráter preventivo. A lei vai ser comemorada pelas mulheres, mas dificilmente vai reduzir o número de mulheres mortas", afirmou. 

Para Maíra, que pesquisa violência contra a mulher, a lei ainda exige a preparação dos profissionais da Justiça para tratar de questões de gênero. "O juiz, por exemplo, vai precisar saber o que é discriminação de gênero." 
Para a pesquisadora, a violência deve ser combatida com políticas educativas e sociais. 

terça-feira, 3 de março de 2015

Morre o sertanejo José Rico, da dupla com Milionário

Portal R7 


Milionário e José Rico
José Rico, da dupla com Milionário, morreu às 14 horas e 18 minutos desta terça (3), em Americana, no interior de São Paulo, cidade onde morava. De acordo com a assessoria de imprensa, o sertanejo, que tinha 68 anos, passou mal nesta manhã e foi internado às pressas no hospital Unimed, onde morreu. A morte foi causada por um ataque cardíaco. 

A dupla tinha uma série de shows agendados pra março. O próximo seria em uma exposição agropecuária em Laranjeiras do Sul (PR), no dia 6 de março. A última apresentação foi em Osasco, no dia 1º de março. 

No site oficial da dupla foi confirmada a causa da morte: parada cardíaca seguida de infarto do miocárdio. 

"É com muita tristeza no coração que nós da Cian Promoções viemos comunicar a todos os fãs que hoje uma das maiores vozes do País, o nosso cantor, compositor e intérprete José Rico já não está mais entre nós. Nesta tarde de terça-feira às 14h18 do dia 03 de março de 2015 foi confirmado o falecimento do cantor decorrente de uma parada cardíaca por consequência de infarto do miocárdio", disse o assessor de imprensa. 

As gargantas de ouro do Brasil 
A dupla Milionário e José Rico foi formada em 1970, em São Paulo. Ao todo, venderam mais de 35 milhões de discos e gravaram 29 álbuns. Embora pernambucano de São José do Belmonte, José Rico adotou esse nome por ter sido criado na cidade paranaense de Terra Rica. 

Ele é o responsável pela dupla ter apostado em música sertaneja diferenciada, com influência de sonoridades paraguaia, mexicana, gaúcha e cigana. 
Harpa e sanfona também fazem parte dos sucessos de Milionário e José Rico, que são conhecidos como "As Gargantas de Ouro do Brasil". 

A dupla gravou o primeiro disco em 1973, mas atingiu o sucesso em nível nacional com a música Estrada da Vida, que faz parte do LP Volume 5 (1977). O hit deu nome a um filme lançado em 1981, com Milionário e José Rico como protagonistas. 
Outros sucessos dos cantores são as músicas Sonho de Caminhoneiro, Faz um Ano, A Carta e Duas Camisas. 

Em 1991, após a gravação do vigésimo disco, a dupla anunciou a separação. Milionário se juntou a Mathias, da dupla com Matogrosso. José Rico tentou carreira solo, mas sem sucesso. O retorno aconteceu em 1994. 

Ao todo, Milionário e José Rico venderam mais de 35 milhões de discos e gravaram 29 álbuns. Embora pernambucano de São José do Belmonte, José Rico adotou esse nome por ter sido criado na cidade paranaense de Terra Rica. Ele inclusive mudou o nome em cartório

Utilização de lodo de esgoto na agricultura é analisada

Agro Link 

Uma publicação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa/ Meio Ambiente) (Jaguariúna, SP) discute sobre a questão do nitrogênio (N) disponível no solo quando se usa lodo de esgoto (resíduo sólido urbano gerado durante o tratamento de esgotos) como fertilizante orgânico. 

A aplicação deste resíduo em solo agrícola é regulamentada no Brasil pela Resolução nº 375/2006 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que define critérios e procedimentos para o uso agrícola de lodos de esgoto gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário e seus produtos derivados. 

A resolução contempla a recomendação da dose de lodo em função do teor e da disponibilidade de nitrogênio. Segundo os procedimentos, calcula-se a dose a ser aplicada no campo de três maneiras diferentes, em função dos seguintes parâmetros: poder de neutralização/acidificação; teor de metais pesados e teor e disponibilidade do nitrogênio. Das três doses obtidas, aquela que apresentar a menor quantidade de resíduo a ser aplicada ao solo deve ser adotada. 

Com exceção de lodos calados, o cálculo de dose com base na disponibilidade de nitrogênio é o mais utilizado. Neste caso, a dose ou taxa de aplicação é dada pelo quociente entre a quantidade de nitrogênio recomendada para a cultura a ser implantada e a quantidade de nitrogênio disponibilizada pelo lodo durante o ciclo da cultura.

As dificuldades estão centradas na estimativa da disponibilidade de nitrogênio proveniente não só do lodo, mas também da mistura solo e lodo. 

Este elemento está presente no lodo e solo preferencialmente na forma orgânica, não disponível para plantas. Portanto, deve ocorrer a mineralização do nitrogênio orgânico para que se garanta o fornecimento do nutriente para as plantas. O nitrogênio mineralizado corresponde ao nitrogênio disponível. 

Os autores Adriana M. M. Pires e Cristiano Alberto de Andrade alertam que este cálculo ainda pode ser melhorado em alguns pontos, evitando-se aplicação em excesso de nitrogênio no solo. Um dos problemas em destaque refere-se ao fato de que não é considerada a disponibilização de nitrogênio proveniente de aplicações anteriores de lodo de esgoto quando se calcula a dose a ser aplicada. 

A mineralização de nitrogênio em um solo onde lodo de esgoto foi adicionado continuará ocorrendo de forma mais lenta após o ciclo da cultura. Assim, se no próximo plantio não for considerada esta quantidade remanescente disponibilizada, pode-se estar aplicando excesso deste nutriente. 

Os pesquisadores salientam que "mesmo com lacunas no conhecimento, o cálculo de dose indicado na Resolução nº 375 do Conama tem sido utilizado com sucesso e, até que novos resultados sejam gerados, recomenda-se que continue sendo adotado". 

Vale ainda destacar que, dada a matriz orgânica do lodo de esgoto, os conhecimentos até então adquiridos em relação ao comportamento de nitrogênio quando adicionado ao solo via este resíduo podem ser utilizados para outros fertilizantes orgânicos.

Valorização das terras no Brasil

Preço médio das terras no Brasil teve valorização acima de 300% nos últimos anos 

Agro Link 

Estudo realizado pela Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (AGE/Mapa), em conjunto com pesquisador da Universidade de Brasília, aponta uma valorização média de 308% entre 2002 e 2013. Em termos comparativos, a taxa de inflação dada pelo IGP-DI da Fundação Getúlio Vargas (FGV), foi de 121,9% no mesmo período. 

A terra representa no Brasil 70,5% do valor dos bens existentes nos estabelecimentos agropecuários. Os demais valores são distribuídos em prédios, instalações e benfeitorias, lavouras permanentes e temporárias, matas e outros bens, como veículos, máquinas e animais. 

Segundo José Gasques, da AGE, um dos autores do estudo, cerca de 60% do valor das terras do país encontram-se em estabelecimentos acima de 200 hectares; estes somavam 252,4 mil estabelecimentos no Censo de 2006 e representam 5,0% do total dos estabelecimentos levantados pelo IBGE. 

O estudo concluiu que a produtividade agrícola tem forte correlação com o preço de terras de lavouras e de pastagem. Assim, o aumento da produtividade agrícola pode estimular a demanda de terra, como também arrefecer uma eventual pressão sobre o aumento do preço. Os preços dos produtos agrícolas, expressos pela relação de trocas da agricultura também forçaram a tendência crescente dos preços de terras de lavouras e de pastagens. 

Por fim, o crédito rural, especialmente o de investimento tem sido um dos fatores que têm contribuído para a valorização de terras no Brasil. O estímulo ao crédito de investimento através de programas e políticas específicas foi essencial para a elevação do preço de terras e para sua valorização.

Se houver guerra, vamos à luta!

Paulo Chagas (*)  para o Blog Alerta Total – (www.alertatotal.net) 


Caros amigos: 


Como todo o cidadão de bem, sempre fui obediente à lei e à ordem. 
Como soldado, além disso, sempre fui subordinado à hierarquia e à disciplina, mas, se no futuro próximo houver guerra, o que restará a fazer além de encarar a luta? 

Como ainda acredito que os bons sempre vencem, nada temo. 

Uma gangue de arruaceiros, bandidos, fanáticos, adesistas e corruptos, conduzindo uma massa de prisioneiros da fome e da ignorância colocou o PT, o Lula e a Dilma lá e permitiu coniventemente que eles quebrassem e desmoralizassem o Brasil. São esses mesmos traidores da Pátria que agora querem “ir à guerra” para garantir o poder sobre a massa falida em que transformaram o País! 

Não passam de hienas desesperadas tentando manter a posse do que resta da carcaça. 

O caos transformou o engodo em realidade, fez os menos ignorantes enxergarem o quanto foram ingênuos e coniventes com o mal, os somou aos que nunca acreditaram em mentiras e mudou o fiel da balança. 

Como consequência, lógica, legal e democrática, o caos trouxe–nos a possibilidade de alijar do poder, definitivamente, o PT e seus apaniguados, como já foi feito anteriormente pelo próprio PT por nada mais do que uma Fiat Elba!

É natural que os desmascarados não queiram entregar de bom grado os postos e privilégios com os quais se têm locupletado e lambuzado, desde o primeiro mandato da era pós moral, sob a liderança do desesperado Sr Lula da Silva e os muitos ladrões que o acompanham.

Se vivêssemos ainda no tempo em que o crime não compensava, em que a lei, a ordem e a honestidade de propósitos estavam acima de tudo, quando os homens de bem estavam no governo e os bandidos e terroristas na clandestinidade, na cadeia, no exílio ou no cemitério, nenhuma hiena com as qualificações do Sr Lula da Silva teria coragem para fazer qualquer tipo de ameaça à Nação. 

Se houver guerra, como quer o agitador mor e seus cúmplices, teremos que encará-la e ir à luta, com a convicção de que estaremos do lado certo e que teremos conosco os homens e as mulheres que foram preparados para lutar pelo que é direito com as armas do direito! 

Com certeza, desta vez, eles não precisarão usar a iniciativa que lhes outorga a lógica da vontade da nacional, porquanto, como em Berlim, “ainda existem juízes no Brasil”! 

(*) General de Brigada na reserva

Mudanças na aposentadoria. Vantagem para quem?

G. Carvalho Sociedade de Advogados 

O Governo Federal vem sinalizando com o fim de um inimigo antigo dos aposentados ou de quem pretende parar de trabalhar, o Fator Previdenciário, pelo menos é o que informa o ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, em entrevista ao Estado de S. Paulo. 

Contudo, a notícia não é motivo para alegria, pois o sistema não voltará a ser como era antes dessa sistemática criada em 1999 por uma nova fórmula que retarde as aposentadorias no Brasil. 
O Governo defende o conceito da fórmula do 85/95 como base de partida. Para se aposentar nesse conceito, deve-se somar a idade do contribuinte e o tempo de serviço, ou seja, a soma deve ser de 85 para mulheres e 95 para homens. 

Entenda 
Para o homem se aposentar com 60 anos, ele deverá ter trabalhado 35 anos, e para se aposentar com 65 anos, ter trabalhado 30 anos somando-se os 95. Já para a mulher se aposentar com 55 anos, ela deverá ter trabalhado 30 anos, somando-se os 85. 

Segundo o representante do governo, esse novo sistema já vem sendo debatido com as centrais sindicais e vem tendo boa aceitação. 

A principal argumentação é que o atual sistema é falido, que não funciona, e dizem que precisamos fazer uma grande reforma da Previdência. Contudo, existem estudos que apontam que muito dos problemas enfrentados decorrem de uma má gestão das verbas direcionadas à previdência. 

“O grande problema é que tudo tem sido realizado de forma fria e política, deixando para segundo plano o principal alvo dessas ações, que é o trabalhador brasileiro, qual sempre fica como parte mais fraca da corda. É sabido que houve má utilização do dinheiro da previdência e é no mínimo injusto o povo ter de pagar por isso”, alerta o Dr. Guilherme de Carvalho, presidente da G. Carvalho Sociedade de Advogados. 

 “Caso essa proposta seja aprovada e prejudique os trabalhadores, analisaremos todas as formas legais a fim de reverter essa situação a favor do trabalhador, como já buscamos e conseguimos sucesso em relação ao fator previdenciário”, avisa o Dr. Guilherme de Carvalho. 

Ainda segundo o representante do Governo, um ponto positivo é que não haveria uma idade mínima para se aposentar, assim como em boa parte dos países desenvolvidos. Segundo ele, o fator previdenciário é ruim porque não cumpre com o papel de retardar as aposentadorias. É preciso agora pensar numa fórmula que cumpra esse papel de retardar a aposentadoria.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Será que o Palmeiras ressurge?

Novo estádio faz o Palmeiras o clube que mais arrecada no Brasil. Sozinho, lucra mais que os campeonatos Carioca, Gaúcho e Mineiro. Com tanto dinheiro, cresce a chance de Valdivia ficar… 

Cosme Rímoli (*) 

Há um ambiente de festa no Palmeiras. Paulo Nobre está entusiasmado. Não é por causa do time. Mas por causa do novo estádio. A adesão da torcida está indo além de qualquer previsão. O clube esperava lucrar do início do até agora agora, com cinco partidas, cerca de R$ 5 milhões. Só que o erro foi enorme. A direção do clube subestimou a empolgação dos torcedores com os 19 reforços e a nova casa. Mesmo com o inútil Campeonato Paulista, chegou a um patamar de Libertadores da América. 

Os cinco jogos renderam R$ 9,7 milhões. Isso tendo compartilhado a arrecadação do primeiro jogo do torneio, com o Audax. Os números são espetaculares. Por causa do acordo com a WTorre, construtora do estádio. É completamente diferente de Corinthians e Odebrecht. Os corintianos terão de pagar o estádio em 12 anos. A arrecadação de seus jogos vai para um fundo que gere essa dívida que está em R$ 750 milhões e não para de crescer, por causa dos juros. 

Se Roberto de Andrade e Andrés Sanchez não conseguirem desatar o nó dos R$ 420 milhões em CDIs oferecidos pela Prefeitura, e bloqueados pelo Ministério Público, será o caos. A dívida subiria para mais de um milhão. Mesmo assim, a situação é caótica. Enquanto não se resolve, os juros só aumentam. 

O acordo palmeirense foi diferente. A W Torre vai explorar o estádio por 30 anos. 
Toda a arrecadação dos jogos de futebol fica com o clube de Palestra Itália. A construtora tem o naming rights e shows. Ao Palmeiras, apenas uma pequena porcentagem. Há uma grande brinca em relação às cadeiras, já que o texto do contrato dá dupla interpretação. 

Mesmo assim, só o dinheiro dos jogos é uma grande vitória palmeirense. 
Em 2014, os cinco primeiros jogos renderam muito pouco em comparação a este ano. 
R$ 400 mil contra o Linense; Penapolense, mais R$ 410 mil, São Paulo, R$ 911 mil; Audax, R$ 492 mil; Ituano, R$ 230 mil. São apenas R$ 2,4 milhões. Fora despesas altas com o aluguel do Pacaembu. Na sua nova casa, o Palmeiras ganhou R$ 7 milhões a mais. 

Lula, de esperança a forte ameaça à democracia

Ricardo Noblat (*) 

O que leva Dilma, aos 67 anos de idade, a ser tão rude com seus subordinados? A pedido de quem me contou, não revelarei a fonte da história que segue.

No ano passado, ao ouvir do presidente de uma entidade financeira estatal algo que a contrariou, Dilma elevou o tom da voz e disse: 

- Cale a boca. Cale a boca agora. Você tem 50 milhões de votos? Eu tenho. Quando você tiver poderá ocupar o meu lugar. 

Dilma goza da fama de mal educada. Lula, da fama de amoroso. Não é bem assim. Lula é tão grosseiro quanto ela. Tão arrogante quanto. 

Eleito presidente pela primeira vez, reunido em um hotel de São Paulo com os futuros ministros José Dirceu, Gilberto Carvalho e Luís Gushiken, entre outros, Lula os advertiu: 

- Só quem teve voto aqui fui eu e José Alencar meu vice. Não se esqueçam disso

Em meados de junho de 2011, quando Dilma sequer completara seis meses como presidente da República, ouvi de Eduardo Campos, então governador de Pernambuco, um diagnóstico que se revelou certeiro. 

“Dilma tem ideias, cultura política. Mas seu temperamento é seu principal problema”, disse ele. “Outro problema: a falta de experiência. E mais um: tem horror à pequena política. Horror”. 

Na época, Eduardo era aliado de Dilma. Nem por isso deixava de enxergar seus defeitos. 

“Dilma montou um governo onde a maioria dos ministros é fraca”, observou. “Todos morrem de medo dela. No governo de Lula, não. Ministro era ministro. Agora, é serviçal obediente e temeroso. Lula não pode fingir que nada tem a ver com isso. Afinal, foi ele que inventou Dilma”. 

Lula não perdoa Dilma por ela não ter cedido a vez a ele como candidato no ano passado. Mas não é por isso que opera para enfraquecê-la sempre que pode. 

Procede assim por defeito de caráter. Com Dilma e com qualquer um que possa causar-lhe embaraço. 

Se precisar, Lula deixa os amigos pelo meio do caminho. Como deixou José Dirceu, por exemplo. E Antonio Palocci. 

Pobre de Dilma quando Lula se oferece para ajudá-la. 

Na última quarta-feira, ele jantou com senadores do PT. Ouviu críticas a Dilma e a criticou. No dia seguinte, tomou café da manhã com senadores do PMDB. O pau cantou na cabeça de Dilma. 

Tudo o que se disse nos dois encontros acabou se tornando público. Em momento de raro isolamento, Dilma precisa de muitas coisas, menos de briga. 

Pois foi com o discurso belicoso de sempre, do nós contra eles, do PT e dos pobres contra as elites, que Lula participou de um ato no Rio em favor da Petrobras. 

Sim, da Petrobras degradada nos últimos 12 anos pelo PT e seus aliados. 

Pediu que seus colegas de partido defendessem a empresa e se defendessem da acusação de que a saquearam. 

E por fim acenou com a possibilidade de chamar “o exército” de João Pedro Stédile, líder do Movimento dos Sem Terra, para sair às ruas e enfrentar os desafetos do PT e do governo. 

Washington Quaquá, presidente do PT do Rio de Janeiro e prefeito de Maricá, atendeu de imediato ao apelo de Lula. Escreveu em sua página no Facebook: 

- Contra o fascismo, a porrada. Não podemos engolir esses fascistas burguesinhos de merda. Está na hora de responder a esses filhos da puta que roubam e querem achincalhar o partido que melhorou a vida de milhões de brasileiros. Agrediu, damos porrada. 

É o exemplo que vem de cima! 

Para o bem ou para o mal, este país carregará na sua história a marca indelével de um ex-retirante nordestino miserável, agora um milionário lobista de empreiteiras, que disputou cinco eleições presidenciais, ganhou duas vezes e duas vezes elegeu uma sem voto, sem carisma e sem preparo para governar. 

Lula já foi uma estrela que brilhava sem medo de ser feliz. 

Foi também a esperança que venceu o medo. 

Está se tornando uma forte ameaça à democracia.


(*) Jornalista é colunista do jornal O Globo e responsável pelo Blog do Noblat 

domingo, 1 de março de 2015

Uma carta de São Paulo para o Rio de Janeiro

Fábio Santos (*) 

“Olá querida irmã 

Estou muito feliz que tenha chegado tão bem aos teus 450 anos. 

Sei que é uma data importante e venho por meio desta carta te parabenizar. 

Sei que muita gente anda dizendo que não nos damos bem e que somos completamente diferentes, mas não ligue para isso, pois, apesar de nossos desentendimento, te quero muito bem. 

Sei que te chamam de Cidade Maravilhosa enquanto me apelidam de Pauliceia desvairada, mas és realmente muito linda e eu um pouco amalucada. 

Não deixo essas eternas comparações interferirem no afeto que existe entre nós. 
Como mais velha, muita gente me vê como sisuda e dura. 

Por outro lado, você – como todo irmão mais novo – é paparicado e às vezes até mimado. Mas em toda família é assim, não é mesmo? Uma mistura de admiração, ciúmes e disputa. 

Nossa última briguinha foi, veja só, por causa de água. 
Mas teve aquela sobre a morte do samba, do melhor futebol e aquela muito triste de 1932. Mas tudo bem, são águas passadas. 

Apesar de você ser 11 anos mais nova, fico orgulhosa de suas conquistas tão precoces 
Tem coisas que eu nunca consegui e confesso que lhe invejo, como ser capital federal, sediar a final de uma copa e até uma Olimpíada. 

Mas ostento com orgulho o palco da independência de nosso país, um dos capítulos mais importantes do Brasil 

Sei também que ambas possuem muitos motivos para lamentar, principalmente no que diz respeito aos nossos cidadãos da periferia, ou, no teu caso, do subúrbio. 
Temos muito a aprender uma com a outra e, juntas, poderemos evoluir com maior facilidade. 

Por fim, fico feliz em saber que muitos dos meus encontraram um lugar para morar por aí, da mesma maneira que recebo de braços abertos teus filhos. Irmãzinha, continue sempre assim: jovem, irreverente e maravilhosa. 

Em 450 anos, você fez o mundo inteiro te admirar e cantar o seu nome. 
Estou muito orgulhosa. 

Com carinho, da sua irmã mais velha 

São Paulo “ 

(*) Jornalista e paulistano