domingo, 26 de fevereiro de 2012

Nunca foi tão atual



"De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver se agigantarem os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto."






Rui Barbosa - jurista, político, advogado, jornalista, diplomata, escritor, filólogo, tradutor e orador

Emergências ou calamidades no Brasil

A cada cinco horas, Brasil ganha um novo município em emergência ou calamidade pública

UOL Notícias

Nos últimos cinco anos, um município brasileiro decretou situação de emergência ou estado de calamidade pública a cada cinco horas. É o que aponta levantamento feito pelo UOL, com base nos dados da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec) entre 2007 e 2011. Ao todo foram 8.442 portarias publicadas no “Diário Oficial da União” nesses cinco anos. Somadas aos 729 decretos já publicados este ano, o número supera a marca das 9.000 portarias, com a média de 4,8 decretos por dia.
 
O processo de reconhecimento de decreto de emergência ou calamidade dos municípios passa por três etapas. Na primeira, os prefeitos decretam a situação de emergência --caso precisem de ajuda-- ou estado de calamidade pública --quando afirmam não ter condições de reverter a situação sozinhos.

Os decretos valem por 90 dias, podendo ser renovados por igual período -180 dias é o período máximo. Após isso, caso seja necessário, é preciso apresentar toda uma nova argumentação.

Em seguida, cabe aos governos estaduais, por meio das defesas civis, homologarem o decreto e enviarem ao governo federal. Por fim, cabe à Defesa Civil reconhecer o decreto com a publicação no “Diário Oficial da União”. A oficialização é um passaporte para que os gestores possam contratar serviços ou realizar compras sem a necessidade de licitação.

Para conseguir ter uma situação excepcional reconhecida, o município precisa enviar um relatório de avaliação de danos, o avadan, com dados, números de atingidos e imagens da destruição. Segundo a Sedec, todos os relatórios passam por avaliação até a publicação no “Diário Oficial da União”.

Desde fevereiro de 2010, a Sedec autorizou o envio emergencial de R$ 2,7 bilhões aos Estados ou municípios afetados por catástrofes. Pelo menos 90% do dinheiro já foi liberado e serviu, em sua maioria absoluta, para restabelecimento da normalidade, socorro às vítimas e obras de reconstrução.

Com mais de 30 anos de atuação na área, o coordenador da Defesa Civil de Maceió, Antônio Campos de Almeida, disse que o número de decretos publicados no Brasil chama a atenção para a falta de capacidade técnica dos municípios, que levam o governo federal a não ter condições técnicas de analisar um pedido. Em muitos casos, é o Estado que envia técnicos e decreta diretamente a situação, o que teoricamente não é permitido por lei.

Lixo e sujeira. Santarém fede (2)

Recebi vários e-mails de leitores e amigos que não residem em Santarém impressionados com o texto do Dr. Helvécio Santos destacando Santarém com uma cidade suja e que cheira mal.

Não tive alternativa, de forma lamentável, em ter que concordar com cada palavra exposta no texto, sendo que não se consegue nem mesmo conceder alguma desculpa.

Ele expôs de forma transparente uma situação que a cada dia piora e nos traz apenas uma palavra: Vergonha.

Nossos dirigentes não conseguem ter a necessária visibilidade e principalmente habilidade administrativa em resolver um problema que não se restringe somente no eventual recolhimento do lixo que depositam junto do leito das ruas.

Já discutimos e escrevemos várias e várias vezes que tudo está atrelado a uma coisa que Santarém despreza e deixa de lado que é o Código de Postura. Como ele não existe (na prática e não na gaveta), muitas das coisas que ocorrem para que nossa cidade se torne suja e fedida, conforme o texto poderiam ser minimizadas com sua aplicação. Multas aos comerciantes, na reincidência fechamento do seu estabelecimento, e principalmente inibição de abertura de pequenos comércios para venda de alimentos sem qualquer tipo de higiene.

Interessante que a ANVISA (órgãos fiscalizador) faz freqüentes visitas aos comerciantes que se encontram instalados dentro da regras e ainda exigem novas melhorias com intenção de obter uma qualidade de higiene melhor. Ótimo, perfeito. Mas, a pergunta que fica é quanto aos inúmeros mini e pequenos comerciantes que atuam pela cidade e principalmente em torno do Mercadão com vendas de alimentos à população, sem qualquer condição mínima de higiene. Porque esses continuam atuando mesmo sendo visível suas parcas condições de higiene?

Alguém já disse que se trata de questão social. Ora bolas Quer dizer que o comerciante que paga seus impostos, concede empregos se vê obrigado a uma série de obrigações de higiene e o outro que fica com uma barriquinha no meio da rua, não paga impostos, não registra funcionários, pelo fato de não ter condições se enquadra na questão social e fica por isso mesmo, sendo que as possibilidades de contaminação alimentar não é levada em consideração?

Portanto, caros leitores lamento informar que o exposto no artigo retrata com fidelidade a atual situação da cidade no quesito limpeza, sujeira, esgoto a céu aberto, fedentina.

Pior ainda é não observar nenhuma atitude por parte de nossos administradores em querer resolverem a situação, haja vista de há muito ter sido incorporado o espírito de inércia, má vontade, desinteresse sempre sob alegação que se trata de uma situação que envolve o social e dessa forma tudo vale, tudo é permitido.

Ao Dr. Helvécio Santos nos resta parabenizá-lo pelo texto duro e objetivo sobre um assunto que a maioria faz vistas grossas e não gosta que seja comentado e muito menos criticado. 
Mas é uma realidade. Basta andar pela cidade e principalmente na região do Mercadão e observar toda a imundice, lixo, mau cheiro, ratos, baratas, urubus, que o ambiente propicia . 

Triste quadro quando por outrolado sempre apresentamos fotos de lugares maravilhosos que nossa região possui. 
É o contraste onde Deus pôs a mão e o homem que não quer pôr a mão.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Triste Judiciário: um breve retrato do STJ

Marco Antonio Villa (*)

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988. Poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no Supremo Tribunal Federal. No site oficial está escrito que é o tribunal da cidadania. Será?

Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes.

O tribunal tem 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de funcionários. São 2.741 efetivos.

Muitos, é inegável. Mas o número total é maior ainda. Os terceirizados representam 1.018. Desta forma, um simples tribunal tem 3.759 funcionários, com a média aproximada de mais de uma centena de trabalhadores por ministro!! Mesmo assim, em um só contrato, sem licitação, foram destinados quase R$2 milhões para serviço de secretariado.

Não é por falta de recursos que os processos demoram tantos anos para serem julgados. Dinheiro sobra. Em 2010, a dotação orçamentária foi de R$940 milhões. O dinheiro foi mal gasto. Só para comunicação e divulgação institucional foram reservados R$11 milhões, para assistência médica a dotação foi de R$47 milhões e mais 45 milhões de auxílio-alimentação. 

Os funcionários devem viver com muita sede, pois foram destinados para compra de água mineral R$170 mil. E para reformar uma cozinha foram gastos R$114 mil. Em um acesso digno de Oswaldo Cruz, o STJ consumiu R$225 mil em vacinas. À conservação dos jardins — que, presumo, devem estar muito bem conservados — o tribunal reservou para um simples sistema de irrigação a módica quantia de R$286 mil.

Se o passeio pelos gastos do tribunal é aterrador, muito pior é o cenário quando analisamos a folha de pagamento. O STJ fala em transparência, porém não discrimina o nome dos ministros e funcionários e seus salários. Só é possível saber que um ministro ou um funcionário (sem o respectivo nome) recebeu em certo mês um determinado salário bruto. 
E só. Mesmo assim, vale muito a pena pesquisar as folhas de pagamento, mesmo que nem todas, deste ano, estejam disponibilizadas. A média salarial é muito alta. Entre centenas de funcionários efetivos é muito difícil encontrar algum que ganhe menos de 5 mil reais..

Mas o que chama principalmente a atenção, além dos salários, são os ganhos eventuais, denominação que o tribunal dá para o abono, indenização e antecipação das férias, a antecipação e a gratificação natalinas, pagamentos retroativos e serviço extraordinário e substituição. Ganhos rendosos. Em março deste ano um ministro recebeu, neste item, 169 mil reais. Infelizmente há outros dois que receberam quase que o triplo: um, R$404 mil; e outro, R$435 mil. Este último, somando o salário e as vantagens pessoais, auferiu quase meio milhão de reais em apenas um mês! Os outros dois foram “menos aquinhoados”, um ficou com R$197 mil e o segundo, com 432 mil. A situação foi muito mais grave em setembro. Neste mês, seis ministros receberam salários astronômicos: variando de R$190 mil a R$228 mil.

Os funcionários (assim como os ministros) acrescem ao salário (designado, estranhamente, como “remuneração paradigma”) também as “vantagens eventuais”, além das vantagens pessoais e outros auxílios (sem esquecer as diárias). Assim, não é incomum um funcionário receber R$21 mil, como foi o caso do assessor-chefe CJ-3, do ministro 19, os R$25,8 mil do assessor-chefe CJ-3 do ministro 22, ou, ainda, em setembro, o assessor chefe CJ-3 do do desembargador 1 recebeu R$39 mil (seria cômico se não fosse trágico: até parece identificação do seriado “Agente 86”).

Em meio a estes privilégios, o STJ deu outros péssimos exemplos. Em 2010, um ministro, Paulo Medina, foi acusado de vender sentenças judiciais. Foi condenado pelo CNJ. Imaginou-se que seria preso por ter violado a lei sob a proteção do Estado, o que é ignóbil. Não, nada disso. A pena foi a aposentadoria compulsória. Passou a receber R$25 mil. E que pode ser extensiva à viúva como pensão. Em outubro do mesmo ano, o presidente do STJ, Ari Pargendler, foi denunciado pelo estudante Marco Paulo dos Santos. O estudante, estagiário no STJ, estava numa fila de um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil existente naquele tribunal. Na frente dele estava o presidente do STJ. Pargendler, aos gritos, exigiu que o rapaz ficasse distante dele, quando já estava aguardando, como todos os outros clientes, na fila regulamentar.. O presidente daquela Corte avançou em direção ao estudante, arrancou o seu crachá e gritou: “Sou presidente do STJ e você está demitido. Isso aqui acabou para você.” E cumpriu a ameaça. O estudante, que dependia do estágio — recebia R$750 —, foi sumariamente demitido.

(*) Historiador, possui Mestrado de Sociologia pela USP, doutor em História Socialé Professor Universitário na Universidade Federal de São Carlos 

Manjar com calda de morango

Ingredientes:

CALDA
300 g de morango cortados em quatro
3 colheres (sopa) de açúcar (36g)
2 colheres (sopa) de conhaque (26ml)
2 colheres (sopa) de aceto balsâmico (26ml)
½ colher (chá) de gengibre bem picadinho

MANJAR
½ l de leite (500 ml)
1 embalagem de base de manjar pronta

Modo de Preparo:

CALDA
Em uma panela, coloque os morangos, o açúcar, o conhaque e cozinhe por 3 minutos. Depois acrescente o aceto balsâmico, o gengibre e cozinhe por mais 1 minuto.

MANJAR
1) Em uma panela, leve em fogo médio o leite e a embalagem de manjar. Mexa por cerca de 8 minutos ou até que este se torne um creme consistente e cremoso.

2) Deixe esfriar e leve à geladeira em taças até a hora de servir. Sirva com a calda de morangos.

Dica: Sirva com gengibre cristalizado e/ou hortelã

Tempo de Preparo: 10 minutos
Rendimento: 8 porções

Lixo e sujeira. Santarém fede

Helvecio Santos (*)
Extraido do Blog do Jeso Carneiro  (www.jesocarneiro.com.br)

Inicialmente, para o que quero expor, devo dizer que distingo o lixo da sujeira. Lixo é o descartável imediato que colocamos em determinados locais para coleta pelo serviço público responsável ou empresa terceirizada.

Sujeira é o lixo acumulado, que já faz parte da paisagem, com o qual já se estabeleceu uma intimidade, razão porque o seu mal cheiro não nos incomoda mais. É o que convivemos, por exemplo, em frente à cidade, no que antes foi uma bela praia. Dito isto, vamos aos fatos!

Quando morava em Santarém, idos de 70, comprava verduras e legumes no Mercado Modelo com uma nissei chamada Margareth Shiba (não sei se é assim que se escreve). Eram tempos de dureza, mas, independente da grana, ela sempre me vendia os melhores exemplares, e não raras vezes, com seu inseparável sorriso e o sotaque oriental, dizia: “Leva! Depois paga”.

Nos últimos anos, lecionando no Álvaro Adolfo, trabalhando em um banco e jogando no meu LEÃO, a grana “bamburrou” (uso este termo como homenagem ao Sr. Elval Lins Rabello, por seu “20 Anos nos garimpos do Tapajós”) e ela não mais precisou arriscar seu patrimônio comigo. Neste novo cenário eu deixava a sacola, dizia o que queria e depois voltava.

Pagava e, na despedida, o sorriso sempre estava presente. Hoje, todas as vezes que volto a Santarém, lá vou eu cumprimentar, abraçar, ver a sua venda e ganhar o meu agradável sorriso.

Nas últimas visitas, cada vez mais, uma coisa me incomoda. Ela trabalha em um box a uns dez metros da porta que dá para a Tapajós e, mesmo o trajeto sendo curto, o mal cheiro e o calor são quase insuportáveis. Mas como tudo pode piorar, na parte central do Mercado há um pátio com mesas onde boxs servem refeições e impressiona como as pessoas podem comer ali.

Permanentemente, beirando o quadrilátero do pátio, corre um esgoto a céu aberto. Acho que a Margareth e todos os freqüentadores, e aqui me incluo, merecemos coisa melhor.

O Pintassilgo do Planalto volta ao picadeiro

Augusto Nunes (*)

Os 3 mil habitantes chamam de Ilhas Falkland o lugar onde moram, comunicam-se em inglês, têm cidadania britânica, pilotam carros com o volante instalado no lado direito, circulam por ruas e estradas que adotam a mão inglesa e, sempre que consultados, reafirmam quase por unanimidade que preferem que tudo continue como está.

Mas o governo brasileiro acaba de reiterar, pela voz de Celso Amorim, que os súditos de Sua Majestade merecem virar argentinos.

Chanceler de Lula durante oito anos, o arquiteto da política externa da cafajestagem recita desde 2003 o que não passa de uma rima pobre: as Malvinas são argentinas.

Agora ministro da Defesa de Dilma Rousseff, reapareceu no picadeiro para avisar que o Brasil apoia o bloqueio marítimo ensaiado por Cristina Kirchner (sempre orientada do Além pelo inesquecível Néstor) desde a descoberta de jazidas petrolíferas nas águas territoriais do arquipélago.

“A presidente Cristina Kirchner está certa”, garante o pequeno trapalhão que nunca perde uma chance de errar.

Em 1982, para unir a nação em torno da patriotada, o general-presidente Leopoldo Galtieri fantasiou-se de homem providencial e ordenou a ocupação militar das ilhas localizadas a mais de 500 quilômetros do litoral argentino.

A versão portenha do exército de Brancaleone foi destroçada em poucos dias e o fiasco precipitou o enterro da ditadura.

Pelo que anda dizendo, Cristina Kirchner se julga pronta para consumar a façanha esboçada pelo antecessor movido a uísque. Caso a companheira faça a opção pelo naufrágio, é certo que Amorim tentará embarcar na nau dos insensatos.

Se a maluquice for reprisada, o post reproduzido na seção Vale Reprise aconselha o Planalto a esconder de Amorim o uniforme de brigadeiro que o animaria a se meter em bloqueios aéreos.

O texto mostra o que o Pintassilgo do Planalto é capaz de fazer num voo de carreira. Se lhe permitirem lidar com caças de combate, vai acabar matando um bom punhado de pilotos britânicos.

Matando de rir.

*) Jornalista e Ex-Diretor do Jornal do Brasil, do Jornal Gazeta Mercantil e Revista Forbes. Atualmente na Revista Veja

A desindustrialização que ninguém quer ver

Ana Amélia diz que desindustrialização está assombrando o país

Em discurso nessa última quinta-feira (23), a senadora Ana Amélia (PP-RS) afirmou que a desindustrialização está assombrando o país já há alguns anos.

Para ela, medidas urgentes são necessárias, principalmente por parte do governo federal.
Ela cobrou da presidente Dilma Rousseff salvaguardas para a indústria brasileira frente à forte concorrência internacional.

A senadora lembrou que a presidente da República, durante a abertura da 29ª Festa Nacional da Uva, em Caxias do Sul (RS), prometeu e defendeu a necessidade de garantias comerciais para o setor viticultor brasileiro (cultivo de vinhas para a produção de uvas, sucos e vinhos).

" O Rio Grande do Sul é o maior produtor de vinhos e espumantes do Brasil.
Hoje, a cada dez espumantes vendidos aqui no Brasil, oito são de fabricação nacional. E notem que a concorrência é muito grande" - disse.

Ana Amélia acredita que a indústria brasileira precisa tornar-se mais competitiva para recuperar o espaço perdido no mercado mundial nos últimos anos.
Em sua opinião, essa recuperação passa por mais apoio e investimentos públicos, aperfeiçoamento dos sistemas tributário e fiscal e melhorias na infraestrutura.

A senadora acrescentou que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou que o setor industrial brasileiro ficou praticamente estagnado em 2011, com acréscimo de apenas 2,2% em postos de trabalho e crescimento industrial de 0,3%.

Exportações de arroz

Brasil deve promover o arroz para conquistar mercado internacional

Agrolink

A continuidade das exportações brasileiras de arroz para que o País possa escoar seus excedentes e conquistar definitivamente o seu espaço no mercado internacional foi o tema da palestra do presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Claudio Pereira, e do gestor da Unidade de Alimentos da Cooplantio, Camilo de Oliveira, durante os debates da 22ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em Restinga Seca.

Pereira enfatizou a situação vivida, no ano passado, pelo mercado brasileiro, quando houve uma superoferta do produto e em consequência, deprimiu os preços ao produtor, e muitos tiveram que vender seus produto abaixo dos custos de produção. “Com isso, o governo colocou em pleno funcionamento os seus programas de incentivo às exportações como o PEP e Pepro e conseguiu estimular as operações e tirar este arroz do Brasil”, disse o presidente do Irga.

O resultado foi o maior volume de exportações da história do País, em que o Brasil deve fechar até o final do mês de fevereiro, no ano/safra 2011/2012, em quase dois milhões de toneladas exportadas.

Pereira destacou que a partir de iniciativas conjuntas governo federal e estadual, APEX e Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), seja no levantamento de informações sobre mercado às indústrias, participação em feiras internacionais para promoção do produto brasileiro.

“Queremos diminuir a nossa dependência do PEP e nos tornanrmos um país exportador de arroz”, cita Pereira.

A próxima estratégia inclui a promoção de um encontro com importadores de dez países da Europa, África e Oriente Médio, durante a Expodireto, no mês de março, em Não-Me-Toque. Junto, ser]ao convidados jornalistas estrangeiros para que conheçam como se produz arroz no Estado.

Pereira inclui ainda, que deve ser promovida discussão séria a fim de estabelecer cotas para a entrada de arroz dos países do Mercosul, para que a exemplo dos demais países exportadores mundiais, a produção brasileira seja protegida.

Oliveira apresentou os principais desafios para que o Brasil possa se tornar competitivo no mercado mundial.
Segundo ele, o arroz é uma das principais culturas do Mundo e 90% é produzido e consumido nos países asiáticos, responsáveis por pouco mais de 7% das exportações. Ele traçou um perfil dos concorrentes brasileiros no cenário mundial, entre eles a Tailândia, que concorre com o produto brasileiro não em preço, mas em qualidade. Possui 50% da sua área cultivada com arroz, consumo de 100 quilos por habitante ao ano, duas safras e é o principal exportador mundial.

“Com as enchentes ocorridas no país houve redução de produção e queda do produto exportável de dez milhões para 7,5 mil toneladas".

Oliveira destacou ainda, a redução nos preços internacionais provocados pela Índia que após três anos fora do mercado, acumulou estoques, cresceu em produção e voltou forte ao mercado. “Mesmo que o seu produto tenha menor qualidade, este arroz vai para o principal mercado atendido pelo Brasil que é o africano”.

Um ponto positivo destacado por ele, é o aumento do consumo no continente de 2,6%, que deve ter um consumo este ano de dez milhões de toneladas.

Segundo ele, a palavra chave para o Brasil é continuidade e para isso, deve solucionar alguns gargalos como a logística.
Além disso, o país precisa incluir o arroz nas mesas de negociações com outros países.

Terminal de Itiquira já tem licença para operar

Terminal ferroviário de Itiquira (a 362 km de Cuiabá) já tem a Licença de Operação (LO). Documento foi expedido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), após inspeção in loco que ocorreu entre os dias 13 e 17 deste mês.

As informações são do secretário de Estado Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, ao afirmar que os trilhos da Ferrovia Senador Vicente Vuolo também passaram por vistoria técnica, porém a licença ainda não foi emitida pelo órgão.

A expectativa é que este documento seja liberado nos próximos dias. "Mesmo assim trabalhamos com uma pré-agenda para a inauguração oficial do terminal de cargas de Itiquira, que é para 17 de março", adianta Vuolo ao acrescentar que a unidade será administrada pela América Latina Logística (ALL) em parceria com a indústria Seara Alimentos.

A assessoria de imprensa da ALL confirma a liberação da LO, mas não a data para inauguração do empreendimento.

O Ibama foi procurado pela reportagem, mas até o fechamento desta edição a assessoria de imprensa não havia retornado as ligações e e-mails.

Segundo o secretário, o terminal ocupa uma área de 70 hectares e será bastante utilizado para o escoamento de grãos como soja e milho, madeira, entre outras commodities.

O investimento realizado pelas empresas soma cerca de R$ 40 milhões, acrescenta.
"O terminal de Itiquira está em uma posição estratégica e poderá atender a região Sul de Mato Grosso e a Norte de Mato Grosso do Sul".

Atualmente estão em operação em solo mato-grossense 100 km de ferrovia entre Alto Araguaia e Alto Taquari. Até Itiquira são mais 193 km.

Outra etapa no avanço dos trilhos da Ferronorte no Estado é a chegada do modal de transporte até Rondonópolis, em que serão acrescentados mais 260 km, trecho que já está em obras e que também contará com um terminal.

A previsão, segundo Vuolo, é que até a unidade seja concluída até o começo do ano que vem.

Após esta etapa, comenta Vuolo, será pleiteada a extensão do ramal ferroviário até Cuiabá (com mais 215 km), cujo trecho foi devolvido pela ALL ao governo federal e que atualmente é administrado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres.

Nota do Blog: Nunca se esquecendo, conforme já dissemos várias vezes aqui no blog, o plano original do Sr Olacyr de Moraes, primeiro proprietário desse projeto ferroviário, a obra terminaria no Entroncamento a 370 km de Cuiabá. Isso em 1989 quando foi lançado o projeto. Portanto, 23 anos depois a estrada que já passou por outros proprietários chega agora em Itiquira e precisa de mais 260 km até Rondonópolis e depois mais 215 para Cuiabá e finalmente 370 para o Entroncamento. Ou seja, faltam 845 km. Daqui uns 50 anos talvez tenham chegado. O que demonstra o interesse nacional na expansão ferroviária nesse Pais.

Exito de militares brasileiros em academia dos EUA

Brasileiros são os primeiros colocados em academia militar dos EUA

Do Blog 7 Mares [net7mares@gmail.com]

Os tenentes do Exército Clara Luz e Jackson Machado, alunos do IME (Instituto Militar de Engenharia), no Rio, foram os primeiros colocados na classificação geral em todas as matérias aplicadas à Engenharia que cursaram em West Point, a Academia Militar dos Estados Unidos.

Os dois foram os alunos brasileiros pioneiros no intercâmbio na escola de formação de oficiais dos EUA, onde passaram seis meses, no segundo semestre de 2011. Eles tiveram o melhor desempenho em suas turmas em West Point nas matérias técnicas, de Engenharia.

A petropolitana Clara, 24 anos, é aluna de Engenharia de Materiais no IME; Jackson, 23, mineiro de Juiz de Fora, cursa Engenharia Química. O destaque no exterior, na academia militar do mais poderoso exército do mundo, não chega a ser novidade para a dupla. Atualmente no quinto e último ano, eles foram selecionados para o programa por merecimento, justamente por serem os primeiros da turma também no IME.

“Cursamos matérias aplicadas à Engenharia. Nesses cursos, tivemos as melhores notas da turma. A base conceitual do IME é muito diferenciada e foi primordial para o nosso desempenho lá. Em West Point, o estudo é mais aplicado; aqui é mais conceitual”, afirmou Jackson. “A participação dos cadetes nas aulas é muito grande e eles mesmos se cobram muito. O sistema de avaliação é diferente do brasileiro”, explicou Clara, segundo quem, por vezes, o estudo lá era mais intenso que no Brasil, por conta do idioma.

Com cerca de 500 alunos de graduação, o tradicional instituto do Exército tem nove especialidades e éum dos 27 estabelecimentos de ensino superior – dentre 2.176 avaliados – com nota máxima no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia a qualidade do Ensino Superior no Brasil. Teve a 14ª melhor média do Brasil. A história do IME remonta a 1792, quando foi criada a “Real Academia de Artilharia e Desenho”, primeira escola de engenharia e a terceira das Américas, de acordo com o Exército Brasileiro.

West Point fica em Nova York e não é apenas uma academia militar. Seus 4.400 cadetes se formam como tenentes e ao mesmo tempo em um dos mais de 40 cursos de nível superior. Foi eleita a melhor faculdade dos EUA em 2009, pela revista Forbes; em 2011, foi avaliada pelo U.S. News & World Report como a melhor faculdade e o melhor programa de Engenharia – em ambos os casos, pelo terceiro ano consecutivo. Lá, as turmas são pequenas, com no máximo 18 alunos. Estudantes de Letras precisam fazer aulas de cálculo, e os de Física também cursam filosofia, por exemplo.

Outra beleza santarena

Praia da Ponta do Jutuba - Extraido do Face de Vania Pereira Maia

Amapá realiza mutirão de cirurgias em vítimas de escalpelamento

Folha de São Paulo

O governo do Amapá realiza no sábado (25) um mutirão para analisar os casos de vítimas de escalpelamento --pessoas que sofreram mutilações ou deformações quando tiveram o couro cabeludo puxado por eixos ou hélices de barcos. Esse tipo de acidente é comum em barcos da Amazônia sem proteção no motor.

Noventa e oito pessoas devem passar por avaliações com 14 cirurgiões. Segundo a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), que participa do mutirão, dependendo do caso as vítimas poderão passar por operações de restauração do couro cabeludo e das sobrancelhas e por reconstrução de orelhas.

Pelo menos 30% das vítimas cadastradas tiveram o couro cabeludo totalmente arrancado quando se aproximaram do eixo de motores de barco e tiveram os cabelos puxados pelo movimento de rotação do motor.

No mutirão, as vítimas também vão receber acompanhamento psicológico. Muitas pacientes são mulheres adultas que foram vítimas de escalpelamento quando eram crianças ou adolescentes.

De acordo com a SBCP, as cirurgias devem acontecer em abril ou maio, quando uma equipe de 25 cirurgiões voluntários de diferentes Estados será deslocada para Macapá para realizar os procedimentos.

A iniciativa também conta com a participação da DPU (Defensoria Pública da União), que realizou um cadastro das vítimas de escalpelamento no Amapá --há 124 pessoas cadastradas no Estado. Nem todas tiveram condições de comparecer ao mutirão devido a dificuldades de deslocamento.

Segundo a deputada Janete Capiberibe (PSB), autora de um projeto de prevenção de acidentes que em 2010 tornou obrigatória a instalação de cobertura nos motores e eixos que podem provocar mutilações, o número de acidentes diminuiu após a intensificação da fiscalização e do lançamento de campanhas educativas.

Em 2010, foram registrados dois casos de escalpelamento no Amapá. Em 2011, nenhuma mutilação foi registrada nos cerca de 30 mil barcos que navegam nos rios do Estado --destes, apenas 5.000 são registrados, segundo o governo.

De acordo com o vice-presidente da SBCP, Luciano Ornelas Chaves, o mutirão é uma oportunidade para jovens cirurgiões aplicarem diferentes técnicas de reconstrução.
"Essas juntas médicas vão ter a oportunidade de aplicar sete ou oito técnicas diferentes em um curto espaço de tempo. E em pacientes com um problema que não se vê todo dia. É uma bela chance para aprender", disse Chaves.

Serra convence?

Gilberto Dimenstein (*)

Mostrei nesta semana a experiência de Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba, que, rodeado de técnicos, está fazendo um carro elétrico, de papel, a ser compartilhado nas cidades, entrando na agenda de designers e urbanistas mundiais .

É por esse olhar que analiso e sinto a eleição da cidade de São Paulo, agora apimentada com a decisão de José Serra sair candidato.

Imagino como prefeito ideal para a cidade aquele que tem paixão pelas soluções locais, usando toda a inventividade para melhorar o cotidiano. Existe aí o prazer de mudar pequenas coisas todos os dias.

Quando entreguei um documento para Serra assinar se comprometendo a acabar seu mandato (o que, como sabemos, rasgou) tinha na cabeça apenas uma coisa: ajudar a educar o paulistano de que a prefeitura não era trampolim. Estava influenciado pela minha experiência de Nova York, onde testemunhei extraordinárias soluções locais, aplaudidas mundialmente.

A chance de vitória de Serra tem a ver, inicialmente, com sua capacidade de convencer a população que quer ser prefeito de São Paulo e vai drenar sua energia para fazer uma cidade melhor, encerrando aqui sua carreira. Vai conseguir convencer?

Se não conseguir, e o paulistano se sentir numa armadilha, tenho dúvidas até que ele chegue ao segundo turno.

(*) Jornalista é colunista da Folha de São Paulo

Sutil, fino e extremamente educado !

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mais um desmando com dinheiro público

Custo de estádio do DF dispara R$ 236 mi e vai subir mais; Tribunal de Contas vê "sobrepreço"

Uol Esporte

 
Estádio do DF - omais caro do País
No dia 26 de outubro de 2011, o UOL Esporte perguntou ao governo do Distrito Federal qual era a previsão de custo total da construção do Estádio Nacional Mané Garrincha, que está sendo erguido na capital federal para a Copa do Mundo de 2014. A resposta: R$ 671 milhões. Agora, em fevereiro de 2012, após nada menos que 11 aditamentos de contrato e o planejamento e execução de duas novas licitações, a conta já chega a R$ 907 milhões, um acréscimo de R$ 236 milhões. Só com isso, esta já seria a segunda obra de arena mais cara da Copa, atrás só da reforma do Maracanã (R$ 931 milhões).

Mas que o contribuinte distrital não se engane: a conta da arena para 70 mil pessoas, que está sendo construída integralmente com recursos públicos, está longe de fechar. Ainda faltam ser licitadas a compra do gramado e das arquibancadas do estádio, a construção de um túnel de 300 metros que sairá da arena e irá até um centro de convenções, obras de tratamento acústico, instalação de um sistema de comunicação visual, obras de urbanização e paisagismo do entorno do estádio, instalação de sistema de drenagem e irrigação do campo e, finalmente, um heliponto. O céu é o limite para o preço do Estádio Nacional Mané Garrincha.

Além das licitações que se acumulam, mais dois aspectos contribuem para o ritmo frenético de alta de custos. O primeiro é a quantidade de aditamentos que coleciona o contrato inicial. Já foram 11. Em um dos últimos, já previsto pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal em junho de 2011, e de fato realizado pelo governo distrital em setembro daquele ano, foi criado um terceiro turno de trabalho no canteiro, para que o estádio possa ser entregue no dia 31 de dezembro deste ano, e não mais na metade de 2013, como era inicialmente previsto.

O segundo é a malversação dos recursos destinados à obra. Em relatório do dia 9 de fevereiro deste ano, o TCDF apontou alguns procedimentos adotados pelo consórcio executor dos trabalhos (Construtora Andrade Gutierrez e Via Engenharia S/A) e pela Novacap, estatal do DF que banca a empreitada, que podem explicar em parte a escalada de custos. São eles, nas exatas palavras do órgão fiscalizador:

- Escolha de materiais sem o devido estudo de reaproveitamento, como por exemplo, a especificação de edital das fôrmas para concreto. O mercado disponibiliza modelos que podem ser reaproveitados 20 vezes. Mas, nessa obra, a Novacap especificou uma fôrma que só pode ser reutilizada três vezes;

- Duplicidade de custos de equipamentos que estão sendo alugados mensalmente, mas que também foram previstos em gastos com outros serviços, tais como “fornecimento e aplicação de concretos”, “montagem de grua”, “camada impermeabilizadora” e “armadura de aço”;

- Lentidão no atendimento à determinação de detalhamento dos custos relacionados a mobilização e desmobilização, utilização de percentual indevido de encargos trabalhistas, montante de vale transporte superdimensionado, pagamento indevido de insumos não aplicados na obra e sobrepreço em alguns itens;

- Notas de serviços evidenciando subcontratações que não foram submetidas à análise e a aprovação formal da Novacap, o que pode resultar na execução de serviços sem o devido rigor técnico, e com baixa qualidade;

- Falhas no controle da quitação dos encargos trabalhistas da mão de obra subcontratada.

Quem faz a escola é o aluno ...

"Achei que não passaria em nenhuma", diz estudante aprovada para medicina em oito instituições públicas

Uol

O medo de não passar em nenhum vestibular fez Mariana Silva Vilas Boas, 19, se inscrever em mais de dez processos seletivos e ser aprovada em oito instituições públicas para medicina, entre elas a USP (Universidade de São Paulo), onde vai estudar. “Eu não tinha segurança, por isso fiz tanto vestibular e passei desse jeito. Fiz muita prova e estudava por elas”, contou a jovem mineira, da cidade de Pouso Alegre, a cerca de 400 quilômetros de Belo Horizonte.

Além da USP, ela também foi aprovada na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), na UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora), na UFF (Universidade Federal Fluminense), na Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), na Famema (Faculdade de Medicina de Marília), na Univás (Universidade do Vale do Sapucaí), na FMIT (Faculdade de Medicina de Itajubá) e na Unifenas (Universidade José do Rosário Vellano). “Acho que de medicina foram essas”, disse a estudante um pouco confusa com tantas aprovações.

“Nunca pensei que iria passar na USP. Pensei que não tinha estudando do jeito certo. Sei que em São Paulo o pessoal leva muito a sério, achava que não tinha como competir. Aqui é mais direcionado para o vestibular da cidade, é outra realidade”, afirmou. No começo, Mariana não achava que ia passar nem nas faculdades particulares que prestou: “Nas particulares, o cursinho que pagou minhas inscrições e eu achava que não ia passar nem nessas. Depois, pensei que pudesse conseguir alguma federal, mas não achava que ia ser nas melhores”, contou.

Desânimo antes das aprovações
Além dos vestibulares, a estudante também fez a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e teve média 786, mas não ficou feliz com o resultado. “Eu acertei 168 questões. Quando corrigi meu Enem fiquei muito feliz, achei que minha média ia ser mais de 800. Então, quando vi minha nota fiquei muito mal mesmo.”

Sem rotina de estudos
“Não sou uma ‘nerd’, mas eu gosto de estudar, gosto de ler e gostava de assistir algumas aulas”, diz Mariana

Mariana estudou até a 3ª série do ensino fundamental em escola pública e depois conseguiu uma bolsa de estudos em uma escola particular, na qual concluiu o ensino médio. A bolsa não era integral, mas ela diz que sempre pagou “muito pouco no colégio”.

Como não conseguiu ser aprovada em nenhuma faculdade pública logo após terminar os estudos, ela entrou em um cursinho pré-vestibular, também com bolsa. "Como sempre estudei no mesmo colégio, resolvi mudar para variar um pouco, usar um material diferente e ter aulas com outros professores."

A caloura de medicina diz que não tinha uma rotina de estudos definida e, quando questionada sobre dicas que poderia dar aos vestibulandos, afirmou não ser "o melhor exemplo de rotina e metódos de estudo".

A estudante disse que até a metade do ano se dedicava mais e estudava quase o dia inteiro. “No meio do ano, desanimei muito porque não passei na federal. Todo mundo da sala passou em uma faculdade particular e eu não pude ir por falta de dinheiro. Eu já não ia muito às aulas, perdi meu ritmo. Não gostava muito de assistir todas as aulas. Como não podia sair da sala eu estudava sozinha, ficava lendo a teoria e fazendo meus exercícios ”, contou.

Mesmo com o desânimo, a jovem não desistiu de estudar e acredita que as aprovações se devem ao conteúdo que aprendeu no colégio, no cursinho e nos processos seletivos: "Fiz muitos vestibulares e estudava pelas provas. Eu vi muita questão parecida em vários exames, se não tivesse caido em uma prova eu não teria acertado na outra. Aprendi muito com isso também".

Ela disse que só ficou um pouco mais aliviada quando saiu a primeira aprovação, que foi na Unirio (por meio da nota do Enem). A estudante ficou satisfeita, mas ainda sonhava com outras instituições. “No dia seguinte saiu a UFMG, fiquei muito feliz com a aprovação, acabaram minhas dúvidas e angústias. Ai saiu a USP e eu já tinha arrumado apartamento para ficar em Belo Horizonte, não esperava de jeito nenhum passar na USP. Quando vi meu nome fiquei muito feliz, contei pra minha mãe na hora, depois achei que tinha confundido e passado na Santa Casa, até liguei em São Paulo para saber se era isso mesmo. Ainda não acredito, é muito bom pra ser verdade”, afirmou Mariana.

A estudante disse achar estranho a quantidade de aprovações e contou que teve alguém que vibrou mais do que ela: “Minha mãe gritou e chorou toda vez que eu passava em alguma faculdade, muito mais do que eu. Minha mãe e toda minha família. Não que eu não vibrasse, mas ela ficava muito louca toda vez que eu passava. Isso também foi uma surpresa para ela”.

Luto na música popular brasileira

Cantor Pery Ribeiro morre aos 74 anos no Rio

Folha de São Paulo

Filho da famosa cantora Dalva de Oliveira e do compositor Herivelto Martins, o músico Peri Martins de Oliveira, o Pery Ribeiro, morreu no final da manhã desta sexta-feira, aos 74 anos, no Hospital Universitário Pedro Ernesto, em Vila Isabel, zona norte do Rio.
 
Segundo a unidade, ele sofreu um infarto agudo do miocárdio e não resistiu.

O cantor estava internado no hospital há pelo menos uma semana. Médicos afirmam que ele tinha suspeita de endocardite --uma infecção na membrana da válvula cardíaca ou do endocárdio.

Pery Ribeiro teve o nome artístico sugerido e adotado pelo apresentador César de Alencar nos anos 50.

BIOGRAFIA
A primeira atuação profissional de Pery Ribeiro foi aos três anos, dublando o anão Dengoso no filme "Branca de Neve e os Sete Anões", dos estúdios Disney. Sua mãe, Dalva, fazia a voz de Branca de Neve.

Aos cinco, participou das filmagens de "It's All True", o filme inacabado de Orson Wells rodado no Brasil.

Depois de alguns 78 RPM, lançou o primeiro de seus mais de 20 álguns, "Pery Ribeiro e seu Mundo de Canções Românticas", em 1962. Nele, era acompanhado pelo violonista Luíz Bonfá.

Seus trabalhos mais importantes foram gravados pela Odeon entre 1962 e 1976 e focavam principalmente repertório de artistas da bossa nova, como Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Roberto Menescal e Baden Powell. Foi o primeiro artista a gravar "Garota de Ipanema", em 1963.

De 2006, "Cores da Minha Bossa" é seu último disco lançado.

No mesmo ano, publicou a autobiografia "Minhas Duas Estrelas", que serviu de referência para a minissérie "Dalva e Herivelto", da TV Globo.

Para relembrar vejam Pery Ribeiro cantando "Caminhemos" um primor da música popular brasileira composta pelo seu pai Herivelto Martins :

http://www.youtube.com/watch?v=oGO0Ftjz2mI

Piora a crise na Europa (II)

E no País do faz de contas, gasta-se a rodo com Copa do Mundo e Olimpíadas.

Nem mesmo os exemplos de fora, trazem nossos dirigentes para uma realidade que está na nossa porta e que todo cuidado é pouco.

Afinal quem adquire nossos produtos basicamente se localizam na Europa. Sem dinheiro, não há compras e sem comprasnão existe exportações. O que pode causar problemas em nossa balança externa.

Por que então seguir com essa megalômania dessa forma, onde observamos que nem mesmo um auditor do Senado não consegue visualizar as despesas que estão ocorrendo no País para Copa do Mundo de 2014, diante de tantas atrapalhadas e falta de contrôle?

Abre o olho Brasil !!!!

Piora a crise na Europa

Opinião do Estadão

A Europa continuará sendo um peso morto para a economia mundial, em 2012, segundo as novas projeções da Comissão Europeia, mais pessimistas que as divulgadas em novembro. Entre as maiores potências do mundo rico, só Estados Unidos e Japão deverão continuar exibindo algum dinamismo, se as tendências recentes se mantiverem. O panorama europeu, já muito feio, ficou pior com as novas estimativas divulgadas ontem. A produção da zona do euro deverá encolher 0,3% neste ano e alguma recuperação só deverá começar no segundo semestre. A estimativa anterior, já muito modesta, era de uma expansão de 0,5%. 
Para os 27 países da União Europeia, o crescimento previsto foi reduzido de 0,6% para zero, na média. Alemanha, França, Áustria, Eslováquia, Dinamarca e Reino Unido conservarão algum vigor e salvarão o conjunto de um resultado negativo.

Nas semanas anteriores, vinha crescendo na Europa um movimento a favor de uma nova estratégia de ajuste, menos recessiva e com mais espaço para medidas de estímulo à reativação econômica. Um documento com essa proposta foi enviado há poucos dias à Comissão Europeia por 12 chefes de governo, incluídos o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, e o do Reino Unido, David Cameron. Na véspera da publicação das novas projeções, circularam rumores, nos mercados, sobre a possibilidade de alguma redução das metas fiscais adotadas em países com grandes problemas orçamentários, como Grécia, Espanha, Portugal e Itália. O afrouxamento seria necessário, segundo uma autoridade europeia mencionada pela agência Reuters, por uma questão de realismo.

O caso grego é obviamente o mais dramático. Com a contração econômica de 2,8% prevista no último outono europeu, o governo já teria muita dificuldade, neste ano, para arrecadar o dinheiro necessário para complementar o aperto orçamentário. De acordo com a nova projeção, o encolhimento será, no entanto, de 4,4%. Embora em condições menos penosas, outros governos forçados a adotar duras medidas de estabilização fiscal também terão muita dificuldade para alcançar as metas orçamentárias nas condições agora previstas para o ano. As projeções de novembro indicavam, na União Europeia, contração econômica apenas para Portugal e Grécia. O grupo com perspectiva de resultado negativo agora inclui, além desses dois países, Bélgica, Espanha, Itália, Chipre, Holanda, Eslovênia e Hungria.

Como de costume, explicam os autores do relatório, a manutenção das políticas fiscais conhecidas até agora "com suficiente certeza" foi um dos pressupostos adotados para as projeções. Um aperto mais forte, no entanto, "parece necessário em alguns Estados-membros". Se medidas adicionais forem adotadas, "isso poderá elevar a confiança e aliviar a pressão dos mercados financeiros", de acordo com o documento. No curto prazo, admitem os autores, isso poderia prejudicar o crescimento econômico, mas os efeitos seriam positivos num período mais longo. Oficialmente, a Comissão Europeia mantém, portanto, a posição favorável a um forte aperto nesta fase - e ainda mais forte em alguns países - como condição para a reconquista da credibilidade financeira.

Para não deixar dúvida, o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn, defendeu a manutenção do aperto fiscal nos países mais sujeitos à pressão dos mercados. Numa entrevista ao Wall Street Journal, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, reforçou essa mensagem. Não se deveria, segundo ele, interpretar a piora das condições econômicas como um convite para relaxar as políticas de ajuste.

Mesmo com essas políticas, a situação poderia ser um pouco menos dramática se os europeus dispusessem de um fundo de resgate financeiro mais poderoso e adotassem a responsabilidade fiscal compartilhada, por meio da emissão de eurobônus. Isso daria maior segurança aos países mais pressionados e facilitaria a execução de seus programas de ajuste. Mas alguns líderes, especialmente os alemães, continuam apostando na cirurgia sem anestesia como o melhor tratamento para os males fiscais.

Conexão

Ministério Público diz que Teixeira é o elo entre empresa suspeita de superfaturar amistoso, federação, DF e desvio de R$ 1,1 milhão

Charge de Mário Alberto
Folha de São Paulo

Empresa ligada a Ricardo Teixeira, presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa-2014), desviou R$ 1,1 milhão do jogo Brasil x Portugal em 2008, segundo o Ministério Público.

A Promotoria pede na Justiça que a Ailanto, contratada pelo governo do DF sem licitação, devolva os R$ 9 milhões que recebeu para organizar a partida. "A Ailanto agiu com ânimo fraudulento e com nítida má-fé", afirma o Ministério Público na ação.

A empresa é ligada a Teixeira. Como a Folha revelou, uma das sócias, Vanessa Precht, deu cheques nominais de R$ 10 mil ao cartola meses depois do jogo, para arrendar uma fazenda de Teixeira, segundo a Polícia Civil do DF.

Além disso, uma empresa da Ailanto, a VSV, funcionou numa fazenda de Teixeira.
Pelo contrato com o DF, a Ailanto deveria realizar o jogo. Mas a Promotoria afirma que a Ailanto, mesmo tendo recebido o dinheiro, não arcou com todas as obrigações que constavam do contrato.

Segundo a ação, a Federação Brasiliense de Futebol reteve o valor arrecadado na bilheteria do jogo, realizado no Gama, de quase R$ 1,3 milhão. O dinheiro deveria ir para o governo distrital, mas foi desviado e usado para pagar despesas do contrato da Ailanto, "contrariando todas as diretrizes do processo de contratação", afirma o Ministério Público no processo.

Foram R$ 258 mil com ingressos e planejamento, R$ 153 mil em decoração, R$ 311 mil em transporte e hospedagem e R$ 211 mil com segurança. Com as despesas administrativas, o valor chega a R$ 1,1 milhão, pago pela federação e que a Ailanto, por contrato, deveria bancar, segundo o Ministério Público.

ENRIQUECIMENTO
A investigação levantou indícios de que a empresa foi montada só para poder receber o dinheiro do amistoso, "praticamente uma empresa ad hoc" -criada para legitimar um fim específico.

Segundo a investigação, a Ailanto foi criada por um especialista em montar pessoas jurídicas para depois repassá-las. Sandro Rosell, presidente do Barcelona, sócio de Vanessa e amigo de Teixeira, passou a controlá-la dois meses antes de começar a negociação com o governo.

Ela foi criada com capital social de R$ 800. Seis meses após o amistoso, uma goleada brasileira por 6 a 2, o capital foi para R$ 12 milhões -integralizado em dinheiro.
A polícia mapeou relações entre Ailanto, governo do DF e federação. O presidente da CBF é a conexão entre todos.

A proximidade entre o cartola e a empresa aparece também na contratação da Pallas Turismo por R$ 261 mil para hospedar atletas. A agência é de Wagner Abrahão, amigo de Teixeira e responsável pela comercialização dos ingressos VIP da Copa-14.

Foi com ele, inclusive, que o cartola viajou para Miami na última sexta-feira.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Brincando com dinheiro alheio

“Só saberemos o valor da Copa em 2015”, diz consultor

Blog Contas Abertas

No mínimo, sete portais informam sobre os gastos públicos previstos para a Copa do Mundo de 2014. Porém, nenhum deles consegue manter informações atualizadas e, por vezes, até são contraditórios.
Um dos especialistas que acompanha o assunto é Alexandre Guimarães, consultor legislativo do Senado Federal. Ele esteve nas 12 cidades-sedes com os membros da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados. Atendendo à convite, Guimarães visitou o Contas Abertas e concedeu uma longa entrevista.

Nota do Blog: Publicamos duas perguntas e duas respostas para que os leitores dos Rabiscos do Antenor possam avaliar a quantas andam as despesas para essa megalômania do Planalto em querer fazer Copa do Mundo em nosso País.
Uma vergonha que demonstra que estão literalmente brincando com dinheiro alheio.

CA - E sobre as comentadas obras de mobilidade urbana?
Guimarães – As obras de mobilidade urbana seriam o grande legado para a população em todas as cidades. Tratam-se de empreendimentos, em muitos casos, necessários. Porém surge um questionamento: os aeroportos serão expandidos, mas e as ligações das cidades com os aeroportos? Pouco está sendo realizado. Como será atendida essa relação com a maior demanda de turistas e o crescimento da população? Não dá para saber!

Nesse sentido, há obras pequenas, como uma via ou um BRT, já praticamente concluídas. Obras fáceis que seis meses antes da Copa certamente estarão terminadas. Mas há outras que ficarão na promessa, como é o caso dos VLT’s e do metrô em Belo Horizonte. Não acredito que esses empreendimentos saiam do papel. Se acontecer, vai ser pela metade, sendo concluídas algumas estações, das 20 que foram prometidas.

CA – No que diz respeito ao acompanhamento dos gastos para a Copa do Mundo por portais, algum é satisfatório?
Guimarães – Atualmente, nenhum. Nem o do Senado Federal, nem os do Ministério do Esporte e da Controladoria Geral da União. Basta consultar os sites no dia-a-dia para perceber que não há variações. Durante o período de férias, que acabamos de passar, é que não ocorreram mudanças mesmo. É como se não tivesse ocorrido nenhuma obra entre dezembro de 2011 e o início de fevereiro deste ano, apesar de sabemos que os estádios estão em andamento.

Os dados fornecidos pelo Ministério do Esporte (ME) e pela CGU, não representam a realidade e não batem com o que a imprensa divulga porque estão desatualizados. O próprio acompanhamento do ME é falho. Foi feito um em janeiro e outro em setembro de 2011, quando será o próximo? Vai ser realizado na véspera da Copa das Confederações? Vamos ter transparência nesses números em 2015, um ano depois da Copa do Mundo.

Nota do Blog (2) Fica a pergunta qual a empresa séria nesse País que trabalha sem orçamento e sem saber quanto está gastando em qualquer atividade que essa empresa esteja fazendo? Mas, como é dinheiro é publico e quem cuida é o próprio governo, vamos gastar e depois a gente vê a quantas andam as contas. 
País de faz de contas ...

Papagaio de puteiro

Uma senhora está farta de ficar sozinha a maioria do tempo e, procurando por companhia, resolve comprar um papagaio.

Então ela entra em uma loja e pergunta o preço do animal, quando o dono da loja diz:

- Olha, eu tenho esse papagaio aqui e lhe vendo por 20 reais!

Ela fica feliz com o preço e resolve levar o bichinho, mas o dono da loja adverte:
- Esse papagaio pertencia a um prostíbulo, antes de eu tê-lo comprado. Portanto, ele fala algumas grosserias de vez em quando, mas é muito esperto.

Como a senhora estava muito determinada a comprar o papagaio, leva o bicho e o coloca em uma gaiola logo na entrada de sua casa.
O bicho olha em volta , em seguida olha para a senhora e diz:

- Nova casa. Nova cafetina.
A mulher fica um pouco espantada mas depois acha engraçado.

As filhas da senhora chegam da escola e o papagaio diz:
- Nova Casa. Nova Cafetina. Novas Putas.
As meninas ficam espantadas, mas a mãe explica o caso e elas também acham engraçado.

Então o marido chega em casa à noite e o papagaio olha para ele e diz:
- Nova Casa. Nova Cafetina. Novas Putas. Oi Jorge!
Mudou de puteiro?

Indenização por ofensas

Paulo Henrique Amorim pagará R$ 30 mil por ofensa a apresentador da Globo

Folha de São Paulo

Paulo Henrique Amorim, da Record, terá de pagar uma indenização de R$ 30 mil por conta de ofensas proferidas em seu blog contra o colega Heraldo Pereira, da Globo.

Os dois apresentadores chegaram a um acordo na conciliação promovida pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e acabaram com o imbróglio, que se arrastava desde 2010.
Pelo combinado, Paulo Henrique terá de publicar nos próximos dias uma nota de retratação nos jornais Folha de S.Paulo e "Correio Braziliense".

Ele também terá de fazer uma doação de R$ 30 mil a uma instituição de caridade indicada por Heraldo.
O pagamento será dividido em seis parcelas de R$ 5 mil e começa a ser pago no próximo dia 15.

Por fim, o apresentador do "Domingo Espetacular" terá de retirar a publicação de seu blog e publicar a mesma retratação dos jornais com destaque e por pelo menos 21 meses.
A audiência de conciliação ocorreu no último dia 15.

No texto publicado em seu blog, Paulo Henrique Amorim dizia que Heraldo Pereira fazia bico na Globo e era um "negro de alma branca", além de questionar sua ética e dizer que ele trabalhava para o então presidente do STF, Gilmar Mendes.