sábado, 27 de agosto de 2011

Gente inocente !!!

Governador de MT é suspeito de compra irregular de terras

Folha de São Paulo

A Justiça Federal de Mato Grosso deu ordem de busca e apreensão de documentos em dois cartórios de Peixoto de Azevedo (MT) para investigar uma negociação de terras entre o governador do Estado e um cacique indígena.

Silval Barbosa (PMDB) declarou que em 2009, quando ainda era vice-governador, comprou 4.225 hectares do cacique da etnia terena Cirênio Reginaldo Francisco.

A propriedade foi o mais valioso bem informado por Silval à Justiça Eleitoral em 2010: R$ 600 mil, equivalente a 30% de seu patrimônio.
Em sua declaração, Silval diz que as terras foram adquiridas de Cirênio em parcelas.

Num vídeo em poder do Ministério Público Federal, o índio diz que jamais fez qualquer negócio com Silval: "Na dependência que nós estamos de dinheiro na nossa aldeia, se tivéssemos recebido R$ 600 mil nossa situação estaria muito melhor", diz ele.
Segundo a Folha apurou, o vídeo foi feito por um jornalista no último dia 9 e entregue ao Ministério Público.

No Cartório de Imóveis de Peixoto de Azevedo, a negociação está registrada no dia 29 de junho de 2009. Cirênio diz que só ficou sabendo do negócio em 2010, quando o TSE divulgou as listas de bens dos candidatos. "Fiquei surpreso. E não somente eu. Os comerciantes vieram nos cobrar [dívidas]."

No vídeo, Cirênio diz que tentou contato com o governador em janeiro deste ano. Em fevereiro, o mesmo cartório registrou um "distrato" de compra e venda, no qual o governador supostamente devolveu as terras ao índio.
"Não sei quem fez isso", diz o índio", que não reconhece suas assinaturas.

As terras foram registradas em seu nome em 2003. No vídeo, ele diz que a operação foi sugerida e conduzida por um "agrônomo da Funai e agentes do Incra".
"É forte, portanto, a suspeita de que o imóvel em questão tenha sido objeto de grilagem de terras federais", afirma o Ministério Público no pedido de apreensão de documentos do governador.

OUTRO LADO
Três dias antes do registro da negociação, Silval Barbosa foi a um lançamento na mesma cidade. O ponto alto foi o anúncio da transferência para o Estado da titularidade da Gleba Jarinã. As áreas adquiridas ficam na mesma gleba.

A defesa do governador negou relação entre os eventos. "São áreas distintas." Segundo Francisco Faiad, as terras foram oferecidas por um "intermediário".
O advogado afirmou que Barbosa pagou apenas a 1ª parcela: R$ 200 mil. "Como a situação não avançou em 2010, desfez o negócio."
Faiad disse ainda que as escrituras foram "devidamente assinadas". "Não houve nenhum negócio espúrio ou escondido."

A falta de foco na educação

Opinião do Estadão

O avanço das técnicas de avaliação escolar adotadas no País propiciou, nos últimos anos, o surgimento de mecanismos inéditos para avaliar a capacidade de ensino das escolas e o nível de aprendizado de seus alunos. Um desses novos mecanismos é a Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização), aplicada pela primeira vez no início do ano a 6 mil alunos de 262 escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais dos Estados. A prova de leitura e matemática foi feita com questões de múltipla escolha. Na de redação, o aluno tinha de escrever uma carta a um amigo, comentando as férias.

Realizada pela Fundação Cesgranrio, pelo Instituto Paulo Montenegro e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais em parceria com o Todos pela Educação - um movimento criado há quatro anos pela iniciativa privada -, a Prova ABC avalia o nível de alfabetização dos alunos do 3.º ano do ensino fundamental. E seus resultados comprovam mais uma vez a má qualidade do sistema educacional.

Segundo a Prova ABC, 44% dos alunos avaliados não têm os conhecimentos necessários em leitura; 46,6%, em escrita; e 57%, em matemática. Ou seja, metade das crianças que concluíram o 3.º ano do ensino fundamental não aprendeu o mínimo esperado para esse nível de ensino.

Isso significa que, aos 8 anos, essas crianças não entendem para que serve a pontuação ou o humor expresso em um texto nem conseguem identificar o tema de uma narrativa e as características dos personagens de uma história. Também não sabem ler horas e minutos em relógios digitais, não conhecem as quatro operações aritméticas e não sabem fazer cálculos que envolvem notas e moedas - como o troco em uma compra. E são incapazes de reconhecer centímetros como medida de comprimento.

Além disso, os resultados da Prova ABC confirmam o que já se sabia, isto é, que o rendimento dos alunos da 3.ª série do ensino fundamental tende a ser maior nas escolas privadas do que nas escolas públicas e a qualidade do ensino da rede escolar das regiões mais desenvolvidas, como a Sul e a Sudeste, é melhor do que a das escolas das Regiões Norte e Nordeste. Para os pedagogos, os anos de alfabetização são decisivos para a formação dos estudantes no ensino básico e superior. Quanto melhor for o desempenho dos estudantes nas primeiras séries do ensino fundamental, maior será sua capacidade de aprendizagem no futuro - e a principal conclusão da Prova ABC é que o alcance dessas premissas óbvias até hoje não foi compreendido pelas autoridades educacionais.

Tanto que, em vez de dar prioridade à elevação da qualidade do ensino infantil, fundamental e médio, o governo federal continua insistindo em agitar bandeiras mais vistosas, como o lançamento de novas universidades públicas - algumas criadas com base em critérios de marketing político, como as voltadas para o ensino da cultura afro-brasileira, e outras para atender a pedidos dos partidos da "base".

A exemplo dos demais indicadores educacionais, que se concentram nas últimas séries do ensino fundamental, a Prova ABC, voltada para as primeiras séries desse ciclo, atesta a incapacidade do governo de fixar prioridades. "Se o Brasil tivesse apostado em educação de forma maciça, inclusiva e sistemática, teríamos dado, anos antes, os passos necessários para que o nosso país tivesse pleno uso de seus potenciais econômicos e para que nossa população tivesse acesso a um padrão de conhecimento e, portanto, a um padrão de vida mais elevado", disse recentemente a presidente Dilma, no evento em que anunciou a criação de mais quatro universidades federais.

Além de comprovar os erros já cometidos pelo governo, essas palavras ajudam a entender por que o Brasil continua perdendo a corrida educacional. O que a Prova ABC mostra é que os problemas da educação não estão no acesso ao ensino superior, mas na formação deficiente proporcionada nos níveis infantil e fundamental. É isso que Dilma e seu ministro da Educação ainda não perceberam.

Antibiótico

Antibiótico ameniza sintomas de doença pulmonar, indica estudo

Folha de São Paulo

O uso de um antibiótico barato e amplamente disponível pode reduzir em 30% a frequência de crises em casos moderados e graves de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).

A conclusão é de uma pesquisa publicada ontem no periódico "New England Journal of Medicine".

A doença, que mata 33 mil brasileiros por ano, ataca principalmente os fumantes.
A pessoa para de respirar progressivamente. A DPOC é caracterizada por dois problemas (enfisema pulmonar e bronquite crônica) e se manifesta em quem se expõe ao fumo (85% dos casos) e a fumaça de fogão a lenha (15%).

O ESTUDO
Pesquisadores da Universidade do Colorado, nos EUA, observaram 1.142 pacientes com DPOC moderada e grave, caracterizada por episódios repetidos de aumento de tosse, catarro e falta de ar.

Entre eles, 570 receberam uma dose diária de 250 mg de azitromicina, além do tratamento usual com corticoide inalável e broncodilatador, enquanto os outros 572 receberam placebo.

Durante o ano da pesquisa, os participantes que receberam o antibiótico ficaram livres de crises por 266 dias, em média, em comparação com 174 dias entre os que receberam placebo.
O trabalho concluiu que a dose diária do antibiótico reduziu a frequência das crises e melhorou a qualidade de vida dos pacientes.

"O uso contínuo da azitromicina é uma prática médica muito bem estabelecida para reduzir infecções. Em algumas situações, o remédio é usado não com a expectativa de um efeito antibiótico, mas sim de um poder anti-inflamatório", afirma o pneumologista Alberto Cukier, do InCor (Instituto do Coração).

Segundo o médico, a droga atua nos mecanismos de inflamação e evita o aparecimento de novas infecções por causa disso.
No entanto, Cukier ressalta que o risco do uso continuado de antibiótico causa preocupação entre os médicos.

O pneumologista Carlos Fritscher, professor da Faculdade de Medicina da PUC do Rio Grande do Sul, afirma que a prática pode induzir a resistência bacteriana, favorecendo o surgimento de tipos mais agressivos de micróbios.

O antibiótico, hoje, só é usado em pacientes com casos mais graves de DPOC, afirma Fitscher, em conjunto com o tratamento contínuo com corticoides inaláveis.

EFEITO COLATERAL
Uma pesquisa publicada no ano passado no periódico "Chest" mostrou que o uso de corticoides inaláveis por pacientes com DPOC traz pouco resultado no controle das crises respiratórias.

Fritscher afirma que em torno de 60% dos pacientes com doença obstrutiva pulmonar crônica moderada ou grave usam produtos que contêm corticoide inalável.
"Em alguns pacientes, ele é uma peça-chave no tratamento para controlar a inflamação, mas o remédio não cura a doença. O enfisema pulmonar é irreversível", afirma Fritscher.
O médico afirma que parar de fumar reduz a intensidade das crises.

O gozado é que ninguém enxerga !!!

Quadrilha forja pagamento de taxas por 17 anos; Prefeitura sofre fraude recorde

Estado de São Paulo
O rombo causado pela quadrilha que forjava o pagamento de taxas para construção de prédios em São Paulo já passa dos R$ 50 milhões e pode chegar aos R$ 100 milhões, segundo a Corregedoria-Geral do Município. Trata-se do maior golpe já aplicado por particulares contra a Prefeitura em toda a história e já durava pelo menos 17 anos. Quatro pessoas foram presas por envolvimento no esquema.

A Prefeitura encontrou cerca de 900 documentos suspeitos. O mais antigo deles é de 1994 e envolve fraudes no carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). A guia de recolhimento de maior valor, R$ 14 milhões, é de janeiro, da Mesarthin Empreendimentos - consórcio que, segundo a Corregedoria, é formado por Zabo e Odebrecht.

Até agora, já se constatou que quatro construtoras, Marcanni, Zabo, Porte e Onoda, apresentaram à Prefeitura guias com autenticação bancária falsa para obter o aval para levantar edifícios acima do gabarito permitido na cidade - a chamada outorga onerosa. A investigação começou em junho, com denúncia da vice-prefeita Alda Marco Antônio.

Nesta sexta-feira, a Polícia Civil prendeu quatro envolvidos no esquema. Eles são acusados de fazer parte de uma quadrilha que pode ter mais de 20 integrantes. E de participar diretamente do esquema, indicando às construtoras como pagar a outorga onerosa com precatórios - títulos da dívida pública.

Pelo sistema, quando uma construtora quer levantar um prédio de área maior que a permitida na região, solicita autorização e paga à Prefeitura, por meio de guia. O valor vai para o Fundo Municipal de Urbanização. As guias do esquema sempre foram levadas à Prefeitura, e aceitas, com a autenticação do pagamento em bancos "fantasmas" - o dinheiro nunca chegou. A Prefeitura não sabe explicar como a fraude não foi percebida antes.

Guia permite obra mais alta
A outorga onerosa é uma autorização expedida pela Prefeitura para que uma construção seja feita acima dos limites de tamanho e altura estabelecidos pela legislação municipal.
Quando uma construtora quer levantar um prédio de área maior que a permitida na região, solicita autorização e paga à Prefeitura, por meio de uma guia. O valor vai para o Fundo Municipal de Urbanização. A concessão é responsabilidade das Secretarias de Desenvolvimento Urbano e de Habitação.

Nota do Blog: E nessa história toda aonde fica o Tribunal de Contas do Município. Deve existir, mas pelo jeito as auditorias devem ser realizadas (se o são bem entendido) literalmente nas coxas. Como pode uma falcatrua dessas passar 17 anos para ser descoberto. É o desmazelo com o dinheiro público.

Fim da faxina

A presidente mata a faxineira imaginária, rasga o avental e renuncia à vassoura

Augusto Nunes (*)

Cinquenta e sete anos depois do suicídio de Getúlio Vargas, a presidente da República matou uma faxineira imaginária durante o jantar no Palácio do Jaburu que reuniu o que há de pior nos dois maiores partidos da aliança governista. Em agosto de 1954, acuado por inimigos, Getúlio escapou do cerco com o mais dramático dos gestos. “Saio da vida para entrar na História”, escreveu no fecho da carta-testamento. “Nós viemos aqui pra bebê ou pra conversá?”, perguntou Dilma Rousseff na abertura da noitada com bons companheiros.

Na continuação do falatório, entre uma troca de sorrisos cúmplices com José Sarney e um olhar de inveja para a segunda-dama Marcela Temer, num impecável vestido azul, a presidente comunicou o falecimento da faxineira que nunca existiu. “Quando estou com o PMDB, eu me sinto em casa”, emocionou-se. Uma casa habitada pelo PMDB não sabe o que é limpeza. Mas Dilma deixou claro que está feliz com o casamento (em regime de comunhão de bens públicos) que a uniu ao que Ciro Gomes, num surto de lucidez, qualificou de “ajuntamento de assaltantes”.

No dia seguinte, durante a entrevista coletiva concedida 50 anos depois da renúncia de Jânio Quadros, rasgou o avental e devolveu a vassoura presenteada por líderes da oposição oficial e jornalistas políticos. Em agosto de 1961, Jânio consumou a decisão em sete linhas manuscritas e tentou justificá-la num documento que, embora castigasse a verdade, tratava com muita gentileza a gramática e a ortografia. Dilma só conseguiu ser compreensível ao juntar as 18 palavras que enterraram a fantasia: “Faxina, no meu governo, é faxina contra a pobreza. É isso que é a faxina do meu governo”. Resumo da ópera: está oficialmente encerrada a faxina ética que nem começou.

COLHEITA DE ESCÂNDALOS
Antes e depois do recado, Dilma serviu aos jornalistas uma assombrosa sopa de letras. “Essa pauta de demissões que fazem ranking não é adequada para um governo, essa pauta eu não vou jamais assumir”, começou a primeira resposta. “Não se demite nem se faz escala de demissão, nem se quer demissão todos os dias. Isso não é, de fato, Roma antiga”. É possível que Dilma acredite que Júlio César foi demitido a facadas. É possível que estivesse pensando em Salvatore Cacciola. É possível que tnão tenha entendido direito o filme de época que viu no cineminha do Alvorada. Nenhum jornalista procurou esclarecer a misteriosa alusão à capital do Império Romano. Todos pareciam intrigados demais com a discurseira em dilmês castiço, transcrita sem revisão pelo Blog do Planalto e reproduzida abaixo em itálico:

“Eu, qualquer, qualquer atividade inadequada, malfeito que for constatado no governo, mantida a presunção de inocência, eu tomarei providências”, . O que… Eu não sei de onde sai a informação de vocês, mas, tanto a forma como colocam a política do meu governo contra malfeitos, chamando-a de faxina, eu não concordo com isso, acho que isso é extremamente inadequado –e já disse isso para vocês uma vez… Eu acho o seguinte: que se combate o malfeito, não se faz disso meta do governo”.Depois da pausa para outra pergunta, Dilma voltou a enfurnar-se no matagal de vogais e consoantes: “Os restos, eu disse para vocês, são ossos do ofício da Presidência, e ossos do ofício da Presidência não se interrompem. A Lei é igual para todos. Não tem aqueles que estão acima da Lei, a Lei é igual para todo mundo”. Sem ter esclarecido o primeiro ponto nem mencionado o segundo, passou aos dois seguintes: “Terceiro: é importantíssimo você respeitar a dignidade das pessoas, não submetê-las a condições ultrajantes, e eu sei disso, porque eu já passei por isso. Quarto: a presunção da inocência”.

O Grande País do Faz de Contas (2)

28 de Agôsto de 2011


Contagem regressiva
Falta apenas um dia . Amanhã é o grande dia .
Dia que os mensaleiros ficarão livres de qualquer acusação em razão da prescrição da pena para os crimes de formação de quadrilha de que foram acusados.
Como já foi dito, depois disso não será possível responsabilizá-los e puní-los por esse delito que teria peso no conjunto do julgamento.
Graças ao Ministro Joaquim Barbosa que não conseguiu em 6 anos reunir elementos para que um elaborar um relatório que levasse o caso a julgamento.
Realmente 6 anos é muito pouco tempo.
Viva o Brasil da impunidade e principalmente da falta de vontade em punir.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Outra do Joãozinho

Na frase "EU SOU CORINTHIANO" qual é o tipo do sujeito? perguntou a professora.

Joãozinho respondeu: "Depende, se for sujeito simples é LADRÃO, se for composto é QUADRILHA, se for oculto é TRAFICANTE, mas se for indeterminado aí é TRAVESTI."
- E se for sujeito inexistente Joãozinho?

"Ai é LIBERTADORES".

Frase - 2 -


"O Brasil hoje não tem condições de receber uma Copa do Mundo. Quer dizer, tem condições de receber uma Copa do Mundo, nos moldes que a gente poderia receber. O Brasil só pensa em levar vantagem. Então se constroem estádios e mais estádios. As pessoas não querem, não têm escrúpulos, elas governam e lideram por interesses pessoais e não por interesse do povo", disparou, criticando os governantes: "As pessoas são eleitas pelo povo, mas a primeira coisa que elas pensam é o que eu fazer por mim, e não o que eu posso fazer pelo povo".

Rogério Ceni na mesma entrevista para o Estado de São Paulo respondendo a pergunta sobre a realização da Copa no Brasil

Frase


"É que era um estádio (o Morumbi) em que quem quer gastar é o São Paulo. Não dá certo. Não tem como. Se ainda tivesse alguma verba de fora, alguma coisa que desse... Mas quem vai construir é o São Paulo, mas a responsabilidade é do clube. Aí não dá para construir outro estádio, não tem R$ 1 bilhão pra gastar... Então não dá muito certo, né? Tem que ter dinheiro que a gente não tenha tanto controle porque, porque se tiver responsabilidade, não funciona para as pessoas que desejam construir novos estádios"


Rogério Ceni, goleiro do São Paulo em entrevista ao Estado de São Paulo respondendo porque o Morumbi foi vetado pela FIFA e resolveram construir o Itaquerão.



Seremos algum dia japoneses?

Ruth de Aquino (*) para a Revista ÉPOCA

O dinheiro e as barras de ouro estavam em cofres e carteiras de vítimas do tsunami no Japão. Em casas e empresas destruídas. Nas ruas, entre escombros e lixo. Ao todo, o equivalente a R$ 125 milhões. Dinheiro achado não tem dono. Certo? Para centenas ou milhares de japoneses que entregaram o que encontraram à polícia, a máxima de sua vida é outra: não fico com o que não é meu. E em quem eles confiaram? Na polícia, que localizou as pessoas em abrigos ou na casa de parentes e já conseguiu devolver 96% do dinheiro.

A reportagem foi do correspondente da TV Globo na Ásia, Roberto Kovalick. A história encantou. “Você viu o que os japoneses fizeram?” Natural a surpresa. Num país como o Brasil, onde a verba destinada às inundações na serra do Rio de Janeiro vai para o bolso de prefeitos, secretários e empresários, em vez de ajudar as vítimas que perderam tudo, esse exemplo de cidadania parece um conto de fadas. O que aconteceu em Teresópolis e Nova Friburgo não foi um mero e imoral desvio de dinheiro público. Foi covardia.

Político japonês não é santo. Mas digamos que, em alguns países, os valores da população são menos complacentes do que em nosso cordial patropi. E a impunidade não é regra. Em que instante a nossa malandragem deixa de ser folclórica e cultural e passa a ser crime de desonestidade? Por que a lei de tirar vantagem em tudo está incrustada na mente de tantos brasileiros? A tal ponto que os honestos passam a ser otários porque o mundo seria dos espertos?

A presidente Dilma Rousseff não parece fazer parte do time dos espertos. É o que tem atraído para ela um tsunami de simpatia popular. Você deve ter reparado. Ao discursar, Dilma não faz piada, não diz palavrão, nem comete analogias com o futebol. Ao contrário. Ela é a antítese do palanqueiro populista. Tem dificuldade em falar a linguagem do povão até quando coloca o chapéu das Margaridas, as trabalhadoras rurais. Promete “implantar, implementar, disponibilizar”.

Eles devolveram às vítimas do tsunami R$ 125 milhões. Precisamos – nós e a polícia – aprender a agir assim

Seu desconforto com o palco é evidente. Dilma lê. Não é bom para ela, porque os olhos baixam. A leitura torna o discurso mais frio e hesitante, porque há vírgulas. Ela tropeça nos travessões. Seu pensamento não flui. É pedir demais que ela se torne um dia uma oradora que arrebate multidões. Mas a ausência de carisma parece não importar ao brasileiro. O eleitor não aguenta mais a cambada que suga recursos de nossa Saúde, nossa Educação. Dilma parece um peixe fora do aquário de piranhas políticas. E por isso conquista.

“Quero reafirmar a importância concreta e simbólica do pacto que firmamos hoje. É o Brasil fazendo a faxina que tem que fazer, a faxina contra a miséria”, disse Dilma na sede do governo de São Paulo. Foi um discurso para calar quem tenta isolar a presidente. Ela quis mostrar que está acima das disputas palacianas e não está sozinha coisa nenhuma. O “pacto republicano” de Dilma é suprapartidário. As fotos do “flerte” com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso devem ter causado urticária ao PT. Onde está mesmo a “herança maldita”?

Leitores me pediram para encampar a campanha anticorrupção do gaúcho Pedro Simon. Esta coluna não precisa encampar nada. Simon disse: “A sociedade tem que liderar o movimento”. É patético o coro de “volta, Lula”, ensaiado pelos que comiam churrasco no Palácio da Alvorada e hoje se veem privados da picanha presidencial.

As redes sociais começam a se mobilizar. Cariocas marcaram para 20 de setembro um grande ato contra a corrupção, na Cinelândia, centro do Rio, onde 200 mil pediram em 1984 as Diretas Já. “Queremos evitar batuque, por isso não escolhemos a orla”, dizem os organizadores. Há a sensação de que o movimento precisa estar nas ruas para ganhar legitimidade.

Políticos incomodados tentam nos impingir o medo. Uma frente anticorrupção jogaria o país na anarquia ou na ditadura. Isso é conversa para brasileiro dormir. Um dia, todos precisaremos aprender que não se coloca no bolso, na bolsa, nas meias e nas cuecas um dinheiro que não nos pertence. É roubo.

(*) Jornalista

O Grande País do Faz de Contas

Dia 28 de Agosto de 2011 .

Marquem na agenda . Faltam 2 dias . Um grande dia.
Pelo menos para os integrantes do Mensalão e naqueles que acreditam nesses bandidos.

Nesse dia prescreve a pena para o crime de formação de quadrilha de que foram acusados os mensaleiros. Depois disso não será possível responsabilizá-los e puní-los por esse delito que teria peso no conjunto do julgamento.

Como diz um grande amigo, o processo está nas mãos do Ministro Joaquim Barbosa e tão logo decorra o prazo que já está nos extertores, o Rei dos Cínicos virá a público para dizer que, conforme já havia dito, o mensalão nunca existiu e foi invenção da "zelite" e da imprensa golpista (o PIG). Prova disso, dirá Simão Banana, é que a justiça não conseguiu, em 6 anos, reunir elementos que permitissem elaborar um relatório e levar o caso a julgamento.

E tudo se encerrará da única maneira possível no reino das bananas: com os macacos festejando e se refestelando nas bananeiras.
Ele está errado?

Pobre País da piada e do faz de contas. Nada é levado a sério.
Como o cidadão comum pode acreditar na Justiça Brasileira se um caso desses com a repercussão que teve, com os inúmeros dos depoimentos e principalmente investigações chega após 6 anos sem qualquer decisão. 

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Resgate histórico

Renato Gomes Nery (*)

Os jornais noticiam que o Aeroporto Marechal Rondon possui o(s) pior(s) banheiro(s) de todos os aeroportos do Brasil. Tiveram a pachorra de levantar este curioso dado, entre tantos outros que desmerecem aquele terminal aéreo que transporta mais de 2.000.000 de passageiros por ano, colocando-se como o 2º aeroporto do Centro Oeste em número de passageiros.

Este fato faz lembrar uma estória contada por um antigo militar sob as origens do referido aeroporto. Disse ele que o Ex-presidente João Goulart possuía uma fazenda no Município de Rondonópolis de nome Três Marias. E que esporadicamente a Primeira Dama Maria Teresa Goulart vinha visitar esta fazenda. E numa destas viagens um de seus filhos passou mal e ela teve que pousar aqui em Cuiabá no aeroporto que na verdade deveria ser na época um campo de aviação. E o banheiro do aeroporto deveria está em idênticas condições que se encontra o(s) banheiro (s) hoje. Péssimo. Ao sair do banheiro ela lamentou as condições do aeroporto e principalmente do banheiro. E teria afirmado, aos populares que se encontravam presentes, que ela iria mandar construir um aeroporto decente para Cuiabá.. 
E por este extravagante acaso histórico teria sido construído o Aeroporto Maria Teresa Goulart inaugurado em 1.964. Este fato, com diversas nuances, é confirmado por diversas notícias em jornais locais na Internet e pelo site do aeroporto que atestam o seu início e construção naquele ano.

Com o golpe militar de março de 1.964, por contingência histórica e, sob o impacto do suposto bem que estava entrando e do pretenso mal que estava saindo, se trocou o nome do Aeroporto para o atual nome do insuspeito Marechal Rondon. Se tudo isto aconteceu, conforme relatamos acima, está na hora de se colocar a história no seu devido lugar e dar a César o que é de César. E de se fazer justiça a quem realmente fez por merecer, restabelecendo o nome do Aeroporto, sem desmerecer o nome do Marechal Rondon que paira insuspeito sobre a história do Brasil é já é nome de tanta coisa por este País afora, inclusive de um Estado da Federação. Se este aeroporto, construído na década de 60, está obsoleto foi ele durante muitos lustros fundamental para o desenvolvimento do Estado. Daí o mérito da pretensa mentora e fiadora de sua construção.

E a ex-primeira dama continua viva e o seu filho que passou mal também. A homenagem é maior e mais rica enquanto os homenageados são vivos. Talvez esteja na hora de fazer esta remissão histórica, até para que alguns ressentimentos históricos sejam de vez enterrados, restabelecendo um fato histórico, fazendo-se a devida justiça. Eis aqui uma bandeira que poderia ser de todos e, principalmente, os do partido do Ex-presidente.

 É que as condições do (s) banheiro(s) atual (s) sejam, como no passado, um motivo insólito de transformação e possa produzir um aeroporto digno de atender o nosso povo e a todos que nos visitam. E que este episódio, assim como o similar do passado, seja o símbolo de um resgate da história que não está livre de ressentimentos, equívocos, inverdades e manipulações.

(*) Advogado em Cuiabá-MT. – E-mail – rgnery@terra.com.br

Um rio embaixo de outro rio

Rio de 6.000 km é descoberto embaixo do rio Amazonas

Agência Estado

Pesquisadores do Observatório Nacional (ON) encontraram evidências de um rio subterrâneo de 6.000 quilômetros de extensão que corre embaixo do rio Amazonas, a uma profundidade de 4.000 metros. Os dois cursos d'água têm o mesmo sentido de fluxo - de oeste para leste -, mas se comportam de forma diferente. A descoberta foi possível graças aos dados de temperatura de 241 poços profundos perfurados pela Petrobras nas décadas de 1970 e 1980, na região amazônica. A estatal procurava petróleo.

Fluidos que se movimentam por meios porosos - como a água que corre por dentro dos sedimentos sob a Bacia Amazônica - costumam produzir sutis variações de temperatura. Com a informação térmica fornecida pela Petrobras, os cientistas Valiya Hamza, da Coordenação de Geofísica do Observatório Nacional, e a professora Elizabeth Tavares Pimentel, da Universidade Federal do Amazonas, identificaram a movimentação de águas subterrâneas em profundidades de até 4 mil metros.

O dados do doutorado de Elizabeth, sob orientação de Hamza, foram apresentados na semana passada no 12.º Congresso Internacional da Sociedade Brasileira de Geofísica, no Rio. Em homenagem ao orientador, um pesquisador indiano que vive no Brasil desde 1974, os cientistas batizaram o fluxo subterrâneo de rio Hamza.

Características
A vazão média do io Amazonas é estimada em 133 mil metros cúbicos de água por segundo (m3/s). O fluxo subterrâneo contém apenas 2% desse volume com uma vazão de 3.000 m3/s - maior que a do rio São Francisco, que corta Minas e o Nordeste e beneficia 13 milhões de pessoas, de 2,7 mil m3/s. Para se ter uma ideia da força do Hamza, quando a calha do rio Tietê, em São Paulo, está cheia, a vazão alcança pouco mais de 1 mil m3/s.

As diferenças entre o Amazonas e o Hamza também são significativas quando se compara a largura e a velocidade do curso d'água dos dois rios. Enquanto as margens do Amazonas distam de 1 a 100 quilômetros, a largura do rio subterrâneo varia de 200 a 400 quilômetros. Por outro lado, a s águas do Amazonas correm de 0,1 a 2 metros por segundo, dependendo do local. Embaixo da terra, a velocidade é muito menor: de 10 a 100 metros por ano.

Há uma explicação simples para a lentidão subterrânea. Na superfície, a água movimenta-se sobre a calha do rio, como um líquido que escorre sobre a superfície. Nas profundezas, não há um túnel por onde a água possa correr. Ela vence pouco a pouco a resistência de sedimentos que atuam como uma gigantesca esponja: o líquido caminha pelos poros da rocha rumo ao mar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A faxina deve continuar?

Blog Trágico e Cômico para Jornal da Tarde/SP

Não precisa de enquete para a grande pergunta do momento: a faxina deve continuar nos ministérios? Como eu já expliquei aqui, para essa pergunta, só existem duas respostas e todos os setores da população já se posicionaram a respeito:

1) SIM – resposta apoiada pela sociedade civil e por quem pensa o país acima de seu partido

2) NÃO – resposta apoiada por corruptos, militantes pagos e quem quer ver o Brasil afundar de vez

Só falta agora a resposta da presidente. E aí, Dilma, o que vai ser?

Oito mil morsas invadem litoral do Alasca

Da Associated Press para Folha de São Paulo

O Laboratório Nacional de Mamíferos Marinhos divulgou nesta semana a foto de milhares de morsas reunidas no Point Lay, no noroeste do Alasca.

Pela estimativa, pelo menos 5.000 animais estavam no local e outros 3.000 se encontravam em um ponto mais distante.

Todas as morsas são originárias do Pacífico, que trocam as areias pelo mar de gelo como uma das consequências do aquecimento global.

Durante o inverno, as morsas são avistadas no Estreito de Bering. Os mais velhos da espécie permanecem no mar de Bering durante o verão, mas as mães e seus filhotes nadam em direção ao limite entre o mar de gelo durante o degelo, através do Estreito de Bering e o Mar Chukchi.

A primeira "migração" de morsas para o Point Lay ocorreu em 2007. Depois, elas retornaram em 2009. No ano passado, surgiram de uma forma sem precedentes.

As morsas são capazes de dar mergulhos de até180 metros de profundidade em busca de alimentos.

50 anos e um falso dilema

José Serra (*) para O Estado de S.Paulo

Faz hoje 50 anos que Jânio Quadros renunciou à Presidência, sete meses depois da posse. Fora eleito com mais de 48% dos votos e desfrutava grande autoridade e popularidade. Eu soube que ele existia ali pelos 10 anos de idade. Morava na Vila Bertioga, no Alto da Mooca, à época um bairro da periferia de São Paulo: sem rede de esgoto, nem pavimentação e iluminação na maior parte das ruas.

Eu acompanhava algo da política por jornal, rádio e xeretando as conversas dos adultos. Lembro-me de quando dona Rosa, mãe do meu melhor amigo, operária quando solteira, disse sobre a eleição para a Prefeitura de São Paulo: "Esse Jânio é sério, diferente dos políticos". Minha mãe votou nele, cujo rosto só conhecia de um santinho colado no bar da esquina. O tostão contra o milhão! A voz do candidato? Pelo rádio, era estranha, mal-humorada com os políticos, com um sotaque parecido com o do meu professor de Latim.

Vitorioso, JQ virou figura conhecida: magro, despenteado, vasto bigode, estrábico, terno e colarinho amassados, aparência de quem ainda vai tomar banho. Tive a primeira discordância explícita com meu pai, que não votava por ser estrangeiro, mas passou a detestar o novo prefeito: "Esse aí falava contra os ladrões, mas sua Prefeitura cobra "caixinha" no mercado" - ele tinha banca no Mercado Municipal. A discórdia piorou quando Jânio deixou logo a Prefeitura para se candidatar ao governo estadual, com meu "apoio" e o de dona Rosa. E atingiu o ápice quando concorreu a presidente. Dele foi meu primeiro voto. Achava que tinha feito bom governo, operoso e sem escândalos, e apoiara um sucessor melhor: Carvalho Pinto.

Plínio de Arruda Sampaio, auxiliar do novo governador, revelou que, à época, fizeram uma discreta investigação sobre possíveis irregularidades na sua administração e nada encontraram. O padrão dos anos 50 não durou até 1985, ao voltar à Prefeitura. Fez uma gestão que envergonharia o político de 30 anos antes.

Jânio foi o primeiro grande líder popular nacional fora do establishment. Não tinha sido projetado, como Adhemar de Barros, pelo Estado Novo nem fizera carreira, como Juscelino, com políticos e partidos do âmbito varguista. Ao assumir a Presidência, aos 44 anos, era um estranho em Brasília. A renúncia levou-me a participar pela primeira vez de manifestações de rua, mas não por sua volta, e sim pela posse do vice, João Goulart, o Jango. Naquele momento ninguém entendia por que um presidente forte e popular deixara o cargo.

Cheque especial

Bancos levam R$ 3,5 milhões por dia com cheque especial

Sílvio Guedes Crespo (*)

Os bancos no Brasil ganham R$ 3,5 milhões por dia concedendo cheque especial a clientes, segundo dados fornecidos pelo Banco Central e compilados pelo Radar Econômico e pela jornalista Yolanda Fordelone, do blog “No Azul”.

Esse valor corresponde aos juros a que as instituições financeiras cobram dos clientes com as concessões desse tipo de empréstimo a cada dia. Não desconta o que o banco perde, por exemplo, com inadimplência ou o que precisa deixar depositado compulsoriamente no BC.

As instituições financeiras cobraram, em média, uma taxa de 188% ao ano por empréstimos no cheque especial, segundo o BC, um percentual que não era visto desde 1999. Por dia, isso dá 0,29%, considerando juros compostos. Os bancos concedem diariamente R$ 1,179 bilhão em empréstimos de cheque especial.

(*) Jornalista econômico responsável pela coluna no Estadão "Radar Econômico"

Foi pessoal

Luiz Fernando Veríssimo

Em 1986, fomos atacados pelo Muamar Kadafi. Já conto.
1986, todos se lembram, foi o ano do desastre nuclear em Chernobyl. A radioatividade expelida pela explosão da usina russa se alastrou pela Europa e chegou à Itália e a Roma, onde passávamos uma temporada com os filhos. Para controlar a contaminação foi proibido o comércio de certos alimentos, que desapareceram do mercado. Fora isso, não fomos atingidos pela radiação — pelo menos que notássemos.

Aquele também foi o ano do metanol que os italianos estavam usando para adulterar o vinho, o que deu em mortes, protestos e processos. Também escapamos dos seus efeitos, talvez por sorte, pois bebíamos bastante vinho nacional. E 1986 foi o ano da morte por envenenamento, na prisão, de uma importante figura política cujo nome não recordo, um daqueles escândalos "al succo" que os italianos saboreiam de tempos em tempos e parecem sempre prestes a derrubar a república.

Não tínhamos nada a ver com a política local, aquilo não nos dizia respeito. Mas que estava sendo um ano estranho, estava.

Lembro da manchete de um jornal de Roma que dizia "Itália de todos os venenos". E, para culminar, em retaliação por alguma que a Itália tinha lhe feito, o Kadafi mandou um foguete contra a ilha de Lampedusa. Ninguém morreu, mas o território italiano foi atingido — e nós, na qualidade de hóspedes, também. Fiquei ressentido com aquele foguete contra a minha família. Quer dizer, tenho razões pessoais para celebrar a queda do Kadafi.

(Para responder ao ataque do Kadafi, um cômico italiano sugeriu que, aproveitando os efeitos de Chernobyl, lançassem alguns repolhos radioativos em Trípoli.)

OUTRO
Quinze anos depois, estava eu em Nova York cuidando da minha vida quando fui, de novo, sorrateiramente agredido. E o World Trade Center estava bem mais perto de mim do que a ilha de Lampedusa em 86. Entre todos os outros estragos que fizeram os aviões que derrubaram as torres gêmeas, interromperam minha viagem e agravaram minha paranoia, já aguçada pelo foguete do Kadafi.

Estes ataques contra mim estão virando rotina, gente. Não vou tolerá-los por muito mais tempo.

Imoral somos nós ....

'Tudo legal, moral e constitucional', diz Negromonte sobre contratação de empresa

O Estado de São Paulo

O ministro das Cidades, Mário Negromonte, comentou rapidamente nesta quinta-feira, 25, denúncia do jornal 'O Estado de S.Paulo' de que usou verba da Câmara quando era deputado para pagar empresa contratada para prestar serviço durante a campanha eleitoral. "Tudo legal, moral e constitucional. Tudo permitido. Não tem nada errado. Se não, não estaria aqui", disse, em fala brevíssima, após sair de um seminário da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), em São Paulo.

Negromonte entrou no carro e não quis dar explicações sobre o caso. Ele saiu da feira sem participar da entrevista coletiva na qual sua participação estava confirmada. A assessoria do ministro chegou a dizer aos jornalistas, em outro momento, que ele iria falar com a imprensa apenas se o assunto das perguntas fosse a Copa do Mundo. Nem para isso ele parou.

Nota do Blog: Está certo sr. Ministro. Imoral não é o senhor usar verbas públicas para campanhas políticas, imoral somos nós, palhaços , termos que creditar na fala de Vossa Excelência. Isso sim quen é imoral. Pobre País totalmente dominado pela safadeza, plea falta de princípios éticos e morais.

Nosso nível de educação

Ensino fundamental: 57% saem do 3º ano sem saber Matemática

O Estado de São Paulo

Dados da Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização), aplicada a crianças que concluíram o 3.º ano do fundamental, revelam que 56,1% dos alunos aprenderam o que era esperado em leitura para este nível do ensino e 42,8% em Matemática. O estudo apontou uma variação grande entre as regiões do País e as redes de ensino pública e privada.

A prova foi aplicada no 1º semestre a cerca de 6 mil alunos de escolas municipais, estaduais e particulares de todas as capitais e é uma parceria do Todos Pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro /IBOPE, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Os resultados foram apresentados na escalas do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), de 175 pontos. Ao atingir essa marca, o aluno consegue, em leitura, identificar temas de uma narrativa, localizar informações, identificar características de personagens e perceber relações de causa e efeito. Em matemática, com a pontuação eles conseguem dominar a adição, subtração e resolvem problemas que envolvem notas e moedas.

Em leitura, o desempenho dos alunos foi de 185,8 pontos na escala Saeb - 56,1% do total das crianças aprenderam o que era esperado. A tabela abaixo mostra a discrepância entre o rendimento de escolas privadas, em que 79% tiveram desempenho conforme as expectativas, e as públicas, em que o mesmo índice foi de 48,6%.

Já em matemática, a pontuação foi de 171,1, com 42,8% das crianças com resultado esperado. O índice chegou a 28,3% na região Norte, a pior, e a 55% na Sul, a melhor..

Os alunos também tiveram de fazer uma redação, em que foram examinados os seguintes critérios: grafia das palavras, adequação às normas gramaticais, segmentação de palavras e pontuação. De uma escala que vai de 0 a 100 pontos, o desempenho esperado dos alunos de 3º ano é de pelo menos 75 pontos.

Aposentadoria: Direito a revisão

INSS vai enviar carta a aposentado com direito a revisão

Folha de São Paulo

O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) irá enviar cartas para os aposentados e pensionistas que têm direito à revisão pelo teto. As cartas começarão a ser enviadas na primeira semana de setembro, segundo informou o Ministério da Previdência Social.

Além de informar a diferença no benefício a que os segurados terão direito --será informada a aposentadoria atual e a nova, já com o reajuste--, a carta também irá trazer o valor dos atrasados, que são as diferenças não pagas nos últimos cinco anos, e data desse pagamento.

Alguns beneficiários irão receber, apenas de atrasados, mais de R$ 19 mil. O reajuste médio no valor do benefício será de R$ 175. Antes, o INSS havia divulgado que seria de R$ 240, mas após cálculos o valor foi corrigido.

De acordo com a Previdência, as correspondências chegarão primeiro aos 107.352 aposentados e pensionistas que, seguramente, terão direito à revisão. Há outros 11 mil benefícios que estão em análise. Para estes, as cartas serão liberadas à medida que for confirmado o direito à revisão. O aumento no valor do benefício será dado em setembro, no pagamento referente a agosto.

ATRASADOS
Também há o caso daqueles que têm direito somente aos atrasados, por não estarem mais recebendo o benefício. Eles também irão receber a carta, informando a data e o valor dos atrasados, mas ainda não se sabe quando essas correspondências serão enviadas.

Cerca de 130 mil irão receber os atrasados.

O pagamento desses valores será feito em quatro lotes, de 31 de outubro deste ano a 31 de janeiro de 2013. A primeira liberação ocorre para quem tiver até R$ 6.000 para receber. O último, para quem irá ganhar mais de R$ 19 mil.

Têm direito à revisão os apo­sentados entre 5 de abril de 1991 a 31 de dezembro de 2003, que contribuíam com valores próximos ao teto da época.

EXTRATO
O extrato de pagamento do benefício de agosto já foi liberado pelo Ministério da Previdência. O documento pode ser consultado por meio do site do órgão. O banco no qual o aposentado recebe o benefício também concede o extrato, porém, o INSS informa que não são todos que já liberaram a consulta.

Com o holerite, o segurado deve comparar o pagamento da folha anterior com a atual. Ao contrário da carta, o reajuste pelo teto não virá detalhado porque o aumento foi incorporado no valor do benefício.

O extrato também informa o valor da antecipação de metade do 13º benefício, liberado neste pagamento.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Divisão do Pará (17)

Plebiscito será em todo o Pará

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na tarde de hoje (24) que toda a população do Pará deverá decidir em dezembro a respeito da divisão do Estado.

Segundo a decisão unanime do STF todo um estado deve ser consultado em plebiscito sobre a divisão de seu território e não apenas os cidadãos que vivem na área a ser desmembrada.

Negligência humana

Diretora de Santa Casa no Pará é afastada após morte de gêmeos

Folha de São Paulo

O governo do Pará decidiu afastar a diretora-presidente da Santa Casa de Belém (PA), Maria do Carmo Lobato, e a gerente de tocoginecologia do hospital, Florentina Balby, depois que uma grávida de 27 anos perdeu os filhos gêmeos, na terça-feira, após ter o atendimento recusado na instituição por falta de vagas.
.Uma junta de profissionais assumiu provisoriamente a Santa Casa, e Lobato será exonerada.

O governo do Pará divulgou uma nota nesta quarta-feira informando que os gêmeos morreram 48 horas antes do primeiro parto, segundo constatação do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves. O laudo sobre a causa das mortes deve ser concluído na sexta-feira.

Ontem, a manicure Vanessa do Socorro Santos, 27, procurou a Santa Casa --vinculada ao governo estadual-- e o Hospital de Clínicas Gaspar Vianna com fortes dores, mas não foi atendida. Ela estava no sétimo mês de gestação, e a gravidez era de risco.

Na manhã de hoje, cerca de 50 pessoas protestaram em frente à Santa Casa contra a atitude de um bombeiro, que deu voz de prisão a uma médica plantonista.
Segundo a polícia, ele alegou que a ginecologista Cíntia Lins foi omissa ao negar atendimento a Vanessa. Ela foi conduzida à delegacia e deverá ser intimada a depor.

O sindicato da categoria disse que a falta de vagas é um problema de gestão, e não culpa dos profissionais.

Nota do Blog: O assunto foi tratado de forma brilhante pelo jornalista Celso Arnaldo Araújo no texto anterior. Falta de vagas, falta de espaço deve estar ocorrendo não somente em Belém mas em vários hospitais do País. E a culpa cabe aos dirigentes e não aos profissionais do Hospital. Porém, sempre existem os quesitos bom senso e boa vontade e se tivessem tido isso esses gêmeos não perderiam a vida.  

Duas vidas perdidas e duas devastadas

A Rede Cegonha do Brasil Maravilha não livra da morte os filhos dos Raimundos e Vanessas do país real

Celso Arnaldo Araújo (*)

Raimundo Cícero e Vanessa do Socorro pagaram muito caro – duas vidas perdidas antes do primeiro choro, duas outras vidas devastadas pelo choro que será eterno. Só porque não tiveram a iniciativa de recorrer à cegonha reinventada por Dilma nos laboratórios do Brasil Maravilha, em vez de baterem à porta da Santa Casa de Misericórdia do Belém do Pará, na madrugada de ontem.

Grávida de gêmeos e portadora de lúpus, uma complexa doença autoimune, Vanessa fazia questão de seguir à risca a rigorosa rotina de controle da gestação recomendada pelos médicos da própria Santa Casa, onde fazia seu pré-natal. Era uma gravidez de duplo risco: pela moléstia de base e pela gemelaridade.

O casal estava ciente de que os bebês poderiam nascer antes da hora – e a faixa de maior risco era justamente por volta das 32 semanas atuais. Vanessa estava bem e, dadas as circunstâncias, os gêmeos até que se desenvolviam a contento, a esta altura talvez já fossem viáveis com um atendimento adequado – nos últimos anos, a neonatologia fez progressos notáveis em relação a prematuros, se o pré-natal é bem feito e o parto é seguido de cuidados intensivos.

Às 2 horas daquela madrugada, as primeiras pontadas — que às 3 haviam se tornado menos espaçadas e mais violentas. Podia ser a hora. Mas, mesmo se não fosse, Vanessa precisaria do socorro que seu nome chamava. Às 3 e pouco, Raimundo amparou-a em direção ao ponto de ônibus. Do distrito de Outeiro, periferia de Belém, ao centro da capital, foi uma hora e meia de terra batida, na melhor das hipóteses. É possível – sim, é possível – que a viagem tenha agravado as condições da gestação e aumentado o risco dos gêmeos.

Mas, da mesma maneira que entrada de pronto-socorro é o lugar mais perigoso do Brasil para marginais que se confrontam com a polícia – porque quase todos morrem, nos boletins de ocorrência, ao “darem entrada no pronto-socorro” – a entrada da Santa Casa de Misericórdia de Belém do Pará seria o lugar mais perigoso da face da Terra para os gêmeos de Vanessa e Raimundo. Estava amanhecendo em Belém – mas eles nunca veriam seus primeiros raios de luz.

“TUDO LOTADO”
À porta do hospital, o desespero do casal, ele em prantos, ela em dores, não convenceu o porteiro. Não podia deixar mais ninguém entrar porque estava “tudo lotado”, ordem dos médicos. Foi lá dentro confirmar e voltou com a mesma resposta: porteira fechada. Raimundo e Vanessa tinham ido em busca de uma “boa hora” para seus bebês. Era, porém, uma má hora para a Santa Casa. Quando uma maternidade de alto risco, de qualquer lugar do mundo, nega atendimento a uma paciente sua em trabalho de parto de gêmeos, há algo de profundamente errado – profundamente doentio.

O casal se dirigiu então, provavelmente de ônibus, ao Gaspar Viana, hospital da rede pública de Belém, em outro bairro da capital. Na porta, ouviu a mesma explicação dos guardiões da saúde. Não há vagas. E agora, Raimundo? A incerteza e a desesperança consumiram mais uma hora e meia da vida dos gêmeos – foi o tempo que o casal ficou na calçada, atônito. Mas o quadro de Vanessa se agravou, o serviço de resgate dos bombeiros foi acionado. Ciente do impasse, os soldados assumiram uma questão de honra: voltar à Santa Casa com a gestante — para isso, requisitaram uma viatura-ambulância. Parecia óbvio: na Santa Casa, Vanessa já tinha ficha com seu histórico médico, a lotação seria apenas um detalhe a ser superado, de qualquer jeito, numa circunstância tão dramática.

No interior da ambulância, e em frente à Santa Casa, enquanto os bombeiros intercediam pelo atendimento emergencial, a bolsa de água estourou. Um dos bebês nasceu – morto. Mas havia o segundo. Sob a pressão dos bombeiros, a equipe de plantão enfim permitiu a entrada de Vanessa – mas também não conseguiu salvar o irmão gêmeo do primogênito natimorto. Raimundo, auxiliar de cozinha, aos prantos: “Meus filhos morreram do lado de fora do hospital por falta de atendimento. Bateram a porta na nossa cara. Depois que meu filho morreu, fiquei desesperado e entrei. Tinha 15 médicos lá dentro”.

Um desses médicos, a obstetra Cynthia Lins, recebeu voz de prisão de um dos indignados bombeiros. Depois de prestar depoimento, foi solta. Na saída, com o cinismo próprio de funcionários públicos com estabilidade, negou ter havido a omissão que os fatos gritantes demonstram, sem necessidade do “rigoroso inquérito” de praxe. Os bebês podem até ter chegado mortos ao hospital da primeira vez — mas só um obstetra poderia atestar isso. E só um médico teria chance de salvá-los, se houvesse essa chance. A omissão de socorro é sempre potencialmente fatal, em princípio e por princípio.

Mas não foi omissão, repete a médica, foi excesso de gente: “Superlotação que nós se encontramos no momento”, afirmou ela ao Jornal Nacional, com uma gramática que nos soa familiar, quando comparada a uma declaração ouvida semana passada, durante a inauguração de uma unidade de saúde no interior do Ceará, naquele estilo já inconfundível:

“A Rede Cegonha é um tratamento da mãe antes do parto, durante a gravidez, no parto e depois no pós-parto, o tratamento da mãe e da criança. Em todas as fases, a gente olha duas pessoas que são essenciais para a saúde do povo brasileiro: a mãe a criança”.

Raimundo e Vanessa não devem ter escutado o discurso presidencial. Se tivessem ouvido, e conseguissem atravessar essa sequência de ideias tão tortuosa, achariam que a dona Cegonha que presta serviços ao Brasil Maravilha – ao contrário dos maus médicos de Belém, já afastados pelo governador Simão Jatene, e, de resto, do tenebroso serviço de saúde pública do Brasil Real — olharia com todo carinho para as duas pessoas mais essenciais da vida de Raimundo e Vanessa

(*) Jornalista

Blog também é cultura

24 de Agosto de 1954 - O Presidente do Brasil Getúlio Vargas se suicida

Neste dia, há 57 anos atrás,  o Presidente Getúlio Dornelles Vargas, gaúcho de São Borja e que havia sido chefe do governo provisório depois da Revolução de 30, presidente eleito pela constituinte em 17 de julho de 1934, até a implantação da ditadura do Estado Novo em 10 de novembro de 1937. Foi deposto em 29 de outubro de 1945, voltou à presidência em 31 de janeiro de 1951, através do voto popular. Em 1954, pressionado por interesses econômicos estrangeiros com aliados no Brasil como Lacerda e Adhemar de Barros, é levado ao suicídio . Com uma bala no peito ele atrasa o golpe militar em 10 anos e “sai da vida para entrar na história”...

Deixou uma Carta-testamento reproduzida abaixo :

A Carta Testamento de Getúlio Vargas é um documento endereçado ao povo brasileiro escrito por Getúlio Vargas horas antes de seu suicídio, em 24 de Agosto de 1954.

"Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.

E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História".´assinado Getúlio Dornelles Vargas - Presidente .

Kleber tucanou o periquito com um gavião

Do Blog Trágico e Cômico para o Jornal da Tarde/SP

Kleber é aquele tipo de jogador que gosta de fazer média com a torcida. Sempre posou de palmeirense, fez juras de amor ao clube, seguiu toda a cartilha do populismo boleiro. Mas aí ele começou a fazer corpo mole, forçou sua ida para o Flamengo e mostrou que raça é dinheiro.

E agora, ele tucanou o palmeirismo. Ou melhor, “gaviou”. Talvez ele tenha confundido o mascote original do time que, antes de virar porco, era um periquito… Ou seria um papagaio? Enfim, gavião não era com certeza.

Novo ataque de vírus na rede

Jornal da Tarde/SP

Internautas, atenção: foi detectado um novo tipo de ataque a computadores que usa arquivos com extensão PDF e SWF. Os documentos infectados exploram falhas de segurança dos programas Adobe Reader e Adobe Flash Player, que executam esses arquivos, para instalar códigos maliciosos no computador. O perigo foi identificado há duas semanas pela AVG Technologies, fabricante de softwares de segurança.

Segundo o diretor de marketing da AVG Brasil, Mariano Sumrell, as novas atualizações dos dois programas já são capazes de detectar as ameaças. Por isso, o conselho é sempre manter os programas atualizados, além do antivírus.

O ataque foi identificado em páginas falsas e em sites infectados pelos cybercriminosos. O usuário é direcionado para o endereço eletrônico por meio de links enviados via e-mail. “O simples fato de acessar a página já expõe o usuário ao vírus”, explica Sumrell.

Outra forma de contágio é abrir um arquivo infectado recebido por e-mail. Nesses casos, é importante tomar cuidado ao abrir mensagens de desconhecidos, principalmente com fotos, vídeos e links.
A atenção também é válida para e-mails de remetentes conhecidos, já que o computador de algum amigo ou familiar pode estar com vírus e sendo usado para enviar mensagens indesejadas.

Perigos
Caso o arquivo malicioso seja instalado no computador, o usuário pode ter seus dados pessoais, senhas e número de cartão de crédito roubados.

De acordo com o gerente da AVG Brasil, a maioria dos criminosos usa os ataques com objetivos financeiros. Dificilmente um hacker vai formular uma ameaça apenas para desconfigurar o computador da vítima.

“Quando uma brecha na segurança do sistema é descoberta, as empresas correm para cobrir essa falha. Por isso, é sempre importante manter os programas atualizados. O problema é que os usuários demoram para fazer essa atualização”, alerta Sumrell.

Além dos programas que executam os arquivos PDF e SWF, o usuário também deve se preocupar em manter o navegador atualizado, já que também pode ser alvo dos criminosos.

Para o professor Jeferson D’addario, da Faculdade Impacta de Tecnologia, o cuidado básico é manter o antivírus atualizado. E sempre desconfiar de e-mails enviados por bancos, empresas de análise de crédito e Receita Federal.

O internauta não deve fornecer informações pessoais por e-mail e sempre confirmar com a própria empresa a mensagem enviada.

Livro : O que sei de Lula"

O jornalista, comentarista de rádio e TV, escritor e poeta José Nêumanne Pinto conheceu Luiz Inácio Lula da Silva em maio de 1975. Desde então, tem mantido contato profissional e pessoal – de início, mais estreito, depois limitado ao noticiário – com o personagem que ele considera o maior líder político do Brasil em todos os tempos.

Nos últimos meses do segundo mandato do ex-dirigente sindical na presidência da República, Nêumanne resolveu escrever seu testemunho, com o qual pretende esclarecer o que fez dele o primeiro representante autêntico do homem do povo no poder mais alto. O que sei de Lula relata episódios inéditos e acompanha a trajetória do menino retirante do sertão de Pernambuco à Praça dos Três Poderes à luz de fatos reais, e não da poeira mitológica com que se tentou cobrir, ao longo dos últimos 36 anos, a verdade histórica, posta a serviço da doutrinação ideológica.

Já se encontra nas livrarias.