sábado, 27 de outubro de 2012

Visão mais do que certa



O "Fórum dos Leitores" do jornal O Estado de São Paulo , publicou dias atrás uma carta muitíssimo pertinente a respeito da eleição em 2º turno em São Paulo. Transcrevo-a: 

"Agradeço imensamente a Fernando Haddad por admitir que sua candidatura é parte do "projeto nacional" do PT. 
%3D%3FISO-8859-1%3FQ%3Fpalha%3DE7o%3D2Egif%3F%3D-731014 (300×300)Agradeço por escancarar que a meta de sua candidatura não é a administração municipal, para nela atuar com empenho e dedicação pela melhoria da qualidade de vida dos paulistanos. 
Agradeço por esclarecer que, para ele e seus colegas de partido, a Prefeitura não é um fim almejado em si mesmo, mas tão somente um meio, um caminho para chegar ao objetivo maior do "projeto nacional": a hegemonia e a perpetuação do partido no poder, em todas as suas instâncias, federal, estadual e municipal - o que no passado se buscou por meio do mensalão e hoje se articula de formas talvez mais sutis, porém não menos nefastas. Agradeço por tudo isso e torço para que tão cândida e sincera confissão de intenções alerte o máximo possível de eleitores para que reflitam se questionem sobre as consequências de eventual governo Haddad para todos nós, como paulistanos, paulistas e brasileiros". 

(a) Flávio Calichman, 
E-Mail : ibracal@uol.com.br. 
São Paulo.

Que a Terra nos seja leve !

Renato Gomes Nery (*) 

252305.jpg (243×300)Lembro-me dele quando era criança na pequena cidade onde morava. Vinha sempre em caravana de políticos em época de eleições fazer campanha. Meu pai era Presidente local do Diretório da UDN. Lá iam para nossa casa onde comiam, conversavam e faziam política. Era um tempo ingênuo e idealista como eram idealistas as pessoas e os políticos. 

Tenho dele a melhor imagem ou a essência do que havia de melhor da política e dos políticos. Foi Prefeito de Cuiabá, Deputado Federal. Vice-governador e Governador do Estado. Saiu do Governo do Estado, incompreendido devido a uma duvidosa e imposta divisão do antigo Estado de Mato Grosso. O cargo seguinte a que pleiteou foi vítima da maior infâmia política que conheço. Perdeu essa e outra eleição, afastando-se, em seguida, da política. E nos deixou há pouco tempo. 

Por que me lembro dele depois de tanto tempo? Pela sua preocupação social e uma delas era construir obras multiutilitárias. Ouvi dele uma vez que o Verdão tinha que ter sua destinação específica, mas que podia aportar outras atividades, como salas escolares. A rodoviária de Cuiabá construída por ele há quase 40 anos, continua atual e a servir plenamente a comunidade. É uma obra de quem tinha dimensão visionária do futuro. É um marco na arquitetura cuiabana e ainda nos servirá por muito tempo. É o testemunho de uma época em que a propina era palavra desconhecida e a política não era para servir-se, mas para servir a comunidade. 

Não era cuiabano e nem mato-grossense, mas nenhum filho desta Terra foi mais defensor das suas coisas, dos seus interesses e de suas tradições. Quiçá se todos os estrangeiros que aqui aportassem fossem iguais a ele! 

Recordo-me dele e olho com desalento para os cuiabanos e mato-grossenses que sucumbiram completamente à dominação estrangeira. E assistem passivamente à corrosão da corrupção incontida. Aos incentivos fiscais vergonhosos que governantes dão para si e para os seus protegidos em detrimento da maioria dos contribuintes, em prejuízo dos cofres públicos e da precária e vergonhosa situação da saúde, da educação, da segurança e das carências mil do nosso povo. Aos rios de dinheiro que são gastos e partilhados em obras duvidosas que comprometerão várias gerações. Ao circo de promessas que se tornaram as eleições municipais. À falta de perspectivas de futuro deste “Estado Solução”. E, sobretudo, assistem à destruição da nossa cepa, do nosso orgulho, da nossa honra, do nosso amor próprio e do nosso poder de reação. 

Que a terra nos seja leve!! 

(*) É advogado em Cuiabá. 
E-mail – rgnery@terra.com.br

Menor lucro da Petrobrás

Petrobras lucra R$ 5,6 bilhões no 3º trimestre, resultado abaixo da expectativa 

Folha de São Paulo 
abertura_petrobras.jpg (500×333)

Após registrar seu primeiro prejuízo em 13 anos no trimestre passado, a Petrobras voltou a lucrar entre julho e setembro deste ano. O lucro líquido foi de R$ 5,567 bilhões no período, resultado abaixo da espectativa de R$ 8 bilhões do mercado. 

O lucro líquido do trimestre passado foi 12% menor que o do mesmo período de 2011 (R$ 6,336 bilhões), mas a estatal se recuperou do prejuízo de R$ 1,346 bilhão do segundo trimestre deste ano --primeiro resultado negativo desde 1999. 

Na ocasião, gastos com poços secos e a variação cambial do período levaram a empresa ao resultado negativo. 

No balanço atual, a Petrobras informou que contribuíram para o resultado os reajustes no preço da gasolina e do diesel, ocorridos em junho e julho, e destacou o menor gasto com poços secos ou subcomerciais e melhorias dos indicadores operacionais de sua área de refino de combustível. 

Diferentemente do que ocorreu no trimestre anterior, a companhia informou que seu resultado não sofreu grande impacto das variações cambiais. 

"A reversão do resultado do trimestre anterior está relacionada aos reajustes nos preços da gasolina e do diesel, realizados em junho e julho, ao aumento da produção de diesel em nossas refinarias, aos menores gastos com poços secos ou subcomerciais e à estabilidade cambial", disse a presidente da Petrobras, Graça Foster, no balanço. 

No acumulado do ano, o lucro é de R$ 13,4 bilhões --queda de 52% na comparação com o mesmo período de 2011 (R$ 28,2 bilhões). 

Privilégio aos clubes

Opinião do Estadão 

De tempos em tempos, governantes e dirigentes de times de futebol no Brasil se articulam para privilegiar os clubes, notórios perdulários que vivem afundados em dívidas e que, por essa razão, são dependentes contumazes de favores políticos. O caso mais recente foi o projeto de lei encaminhado pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) à Câmara de São Paulo para anistiar os débitos de entidades esportivas que utilizam áreas públicas na cidade. O texto, cuja votação foi felizmente suspensa por liminar judicial, beneficiaria nove clubes, entre os quais Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Portuguesa, sem a necessidade de contrapartidas financeiras ou sociais. 

Na justificativa do projeto, Kassab disse que "o interesse público da propositura é patente", porque os clubes são "verdadeiros espaços de lazer" na cidade. Ora, o "lazer" a que se refere o prefeito é desfrutado não pelos cidadãos paulistanos em geral, mas por quem se dispõe a pagar mensalidades, já que essas entidades, convém lembrar, são privadas. O texto argumenta ainda que alguns dos clubes beneficiados têm "projeção internacional" e "contam com torcedores de seus respectivos times de futebol por todo o território nacional". Segundo Kassab, numa lógica tão tortuosa quanto o esquema tático da seleção brasileira, isso seria suficiente para revelar "o caráter social da manutenção da ocupação das áreas pelos clubes já existentes". 

Até 2006, a concessão de áreas públicas a entidades privadas era feita mediante pagamento mensal ou anual à Prefeitura. Esse aluguel, no caso dos clubes, chegava a 2,5% do valor venal dos imóveis. Mas Kassab, pressionado pelos clubes e por partidos de sua base na Câmara, substituiu a cobrança por contrapartidas sociais - que nunca foram prestadas. A manobra levou o Ministério Público a entrar com uma ação contra o prefeito, em 2011, por dano ao patrimônio público, ao ter deixado de cobrar as dívidas. Para o promotor José Carlos de Freitas, Kassab encaminhou o projeto - que dispensa as contrapartidas sociais e menciona apenas "contrapartidas ambientais ou de sustentabilidade" - para se livrar da condenação, eliminando os débitos que ele deveria ter executado. 

Os prejuízos para o Município não são pequenos. Só a Portuguesa deve cerca de R$ 13 milhões, segundo o promotor. Além disso, ao regularizar as áreas usadas pelo Palmeiras e pelo São Paulo na Barra Funda (zona oeste), dando-lhes mais 70 anos de concessão, Kassab inviabiliza o uso do terreno para a expansão da área verde da região, previsto pela própria Prefeitura como compensação pelo projeto de adensamento populacional da Operação Urbana Água Branca. O Corinthians, por sua vez, seria beneficiado também porque construiu um estacionamento em local público. 

Graças à confusão entre interesses públicos e privados que cerca a relação entre o futebol e o Estado, não é incomum que os clubes se julguem merecedores de benesses diversas à custa do erário. Não faz muito tempo, João Havelange, ex-presidente da Fifa, declarou que o governo não deveria mais "cobrar imposto disso ou daquilo" dos clubes. Tal renúncia fiscal, afirmou Havelange, seria "um oceano para o clube, mas uma gota d'água para a nação". Talvez movidos por esse espírito, os governos no Brasil sempre se inclinam a socorrer essas entidades esportivas privadas, que gastam fortunas com jogadores e técnicos, mas ignoram o INSS, a Receita Federal e o recolhimento do FGTS. Provavelmente foi com essa expectativa que dirigentes de Corinthians, São Paulo e Palmeiras expressaram seu apoio ao candidato petista à Prefeitura, Fernando Haddad. Em troca, como noticiou o Estado (24/10), esperam que a presidente Dilma Rousseff edite medida provisória que anistie suas dívidas de tributos federais. 

Não se questiona a importância do futebol na vida da maioria dos brasileiros, razão pela qual os maiores clubes do Brasil devem mesmo ser considerados uma espécie de patrimônio. Mas eles são entidades privadas e nada autoriza transformá-los em instituições acima da lei, cujas contas e dívidas sejam pagas com o dinheiro do contribuinte, goste ou não de esporte.

Motivos para não votar nem em Serra nem em Haddad

Blog do Trágico e Cômico para o Jornal da Tarde/SPo 
Antes de colocar as razões — como se elas não fossem bastante óbvias — sobre o meu não-voto em Serra e Haddad, algumas considerações. Primeiro de tudo, discordo dessa medição de “votos válidos” feita pelo TSE, pois desconsidera os votos nulos e brancos. 

Eu votei nulo em várias eleições — inclusive nesta — e considero todos os meu votos válidos (com trocadilho, por favor). Segunda coisa, só vota nulo dois tipos de eleitor: o que não sabe nada de política (e nem quer saber) e o que sabe até demais. Me considero parte desta segunda categoria. 

E terceiro ponto: não, também não acredito em “menos pior”. Voto, pra mim, é voto de opinião. E minhas opiniões sobre Serra e Haddad não são nada lisonjeiras. Considerações feitas, aqui vão as razões para não votar em nenhum dos dois. E os fortes que me sigam, se quiserem. 

Não voto no Serra porque: 
1) Serra é a continuação dessa gestão nefasta de Gilberto Kassab e só isso já seria motivo suficiente para descartá-lo como opção de voto; 
2) Se Serra não cumpriu a palavra quando disse em 2004 que ficaria até o final do mandato, por que o faria justo agora? É, portanto, perfeitamente legítimo que o eleitor lhe negue este voto de confiança; 
3) A exemplo do que aconteceu na campanha de 2010, Serra encampou novamente o discurso reacionário e intolerante dos religiosos fanáticos, contribuindo para que as campanhas fossem ainda mais retrógradas e menos propositivas. Ao dar mais este tiro no pé, mostrou que a lição de 2010 não foi aprendida e justificou mais uma vez sua rejeição recorde. 

Não voto no Haddad porque: 
1) Apesar de se apresentar como “o novo” na campanha, Haddad já começou abraçando a velha realpolitik do Lula, se coligando com Maluf e qualquer um que sentasse no balcão para negociar. Como bem disse o mestre Millôr Fernandes, quem se curva diante dos opressores mostra o traseiro aos oprimidos; 
2) Haddad hoje se coloca como crítico da administração atual, mas por muito pouco não fechou aliança com ele no início do ano. Eu seja, ao criticar tudo o que está errado na cidade (e olha que tem muita coisa errada), ele se sai como um hipócrita; 
3) Sua gestão no ministério da educação teve avanços como o ProUni, mas o incômodo tricampeonato de fraudes no ENEM tornou justificável a desconfiança em torno de seu nome. 

* Notem que nem foi preciso entrar no mérito das propostas que os dois defendem. Bastou analisar suas condutas antes e durante a campanha. Isso diz muito sobre o que eles são como pessoa. 

Presentes recíprocos

Cristovam Buarque (*) 

Os historiadores terão dificuldades para explicar como foi possível a sociedade brasileira desprezar tanto suas crianças. 
cristovam-buarque8a.jpg (256×180)
Como foi possível a sexta economia do mundo não ser capaz de cuidar decente e competentemente de suas crianças, deixando milhões delas fora da pré-escola, sabendo que centenas de milhares de mães são obrigadas a deixar seus filhos na primeira infância sob os cuidados de outros filhos, às vezes com 10 anos de idade, retirados da escola para este trabalho. 

Por que esta rica sociedade ainda tem fora da escola 3,5 milhões dos seus 50 milhões em idade escolar? E aqueles matriculados que, em sua grande maioria não frequentam, não assistem, não permanecem na escola e não aprendem? 

Por que apenas 40% terminam o ensino médio, e em cursos sem qualificação? Como foi possível tratar tão desigual a infância conforme a renda dos pais? 

E como explicar, que em pleno século XXI, centenas de milhares de meninos e meninas fiquem nas ruas do Brasil e cerca de 100 mil submetidos à exploração sexual? 

E como será possível explicar daqui a 20 anos, que nos últimos 20, pelo menos 10 mil crianças tenham sido assassinadas, uma média de 14 por dia? 

Os historiadores ficarão perplexos quando descobrirem que esse quadro persiste, apesar de o Brasil comemorar o Dia da Criança, em 12 de outubro, desde 1924. 

Alguns historiadores dirão que o maltrato e o abandono são lendas criadas sobre o passado. Outros darão explicações culturais: o imaginário egoísta e imprevidente da população brasileira, com alta preferência sobre o consumo material no presente, um povo que não respeita a atividade intelectual nem considera riqueza o acúmulo de conhecimento. 

Outros se limitarão a dizer que a sociedade dividida por uma histórica apartação social cuidava dos poucos filhos da minoria rica, deixando de lado as massas de crianças, filhas de pobres. 

Os historiadores terão dificuldades em explicar a indecência do abandono e estupidez, o sacrifício do maior potencial que uma sociedade dispõe: seu futuro, sob a forma de sua infância. 

Mas uma coisa os historiadores terão de reconhecer: o quadro de violência, ineficiência, corrupção, desigualdade e atraso civilizatório em 2012 decorrem da forma como foram tratadas as crianças de antes. 

O Brasil de hoje é o país construído pelas crianças de ontem; e o Brasil de amanhã tem a cara da maneira como tratamos nossas crianças de hoje. 

Se quisermos um bom futuro é preciso cuidar das crianças do presente, de uma maneira diferente daquela do passado. Como diz a ex-senadora Heloisa Helena: “O Brasil precisa adotar uma geração de suas crianças, do pré-natal ao final do ensino médio de qualidade para todos”. 

Essas crianças adotadas hoje adotarão o Brasil amanhã. O futuro do Brasil seria os cuidados delas para com o país, uma retribuição espontânea do que receberam no passado. 

(*) Engenheiro mecânico, economista, educador, professor universitário e senador da República pelo PDT

Nova ausência

Mais uma vez gostaria de me desculpar com os leitores do 'Rabiscos do Antenor' pela ausência e falta de notícias. 

Como já tivemos oportunidade de informar, mudamos de Santarém para São Paulo em razão da debilidade física de minha mãe, com 87 anos e vivendo atualmente numa casa de saúde nesta cidade. 

Porém, apesar de estarmos quase 70 dias na capital paulistana somente na semana passada conseguimos um local para nos instalar (eu e a Giovana) e ainda estamos em fase de desmonte de caixas. 
Ainda sem internet e sem computador torna-se difícil atualizar o blog. 

Estamos escrevendo numa maquininha emprestada e mesmo assim na madrugada devido a dificuldade de sinal durante o dia. 

Por isso, peço desculpas a todos e esperando em breve poder retornar à normalidade. 

Obrigado 

Rabiscos do Antenor

domingo, 7 de outubro de 2012

O Mensalão e o ex-presidente

Mensalão: votos de ministros ao condenar Dirceu forneceram mais elementos para envolver Lula no escândalo 
vj_entre_ricardo_setti1_mp4 w0.32875648187473416.jpg (620×349)

Ricardo Setti (*)  

Amigas e amigos do blog, não sei se vocês notaram, mas a histórica sessão do Supremo Tribunal Federal de ontem, quinta, que começou a condenar o ex-chefe da Casa Civil do lulalato José Dirceu pelo crime de corrupção ativa recolheu uma série de manifestações de ministros da Corte que, embora a respeito do ex-deputado, serviriam quase como uma luva para condenar… Lula, se estivesse incluído no processo. 

Ou servirá, se o procurador-geral da República, terminado o julgamento dos 38 atuais réus, recolher, de todo o oceano de provas e evidências trazidas à tona, adotar a corajosa — mas improvável — decisão de iniciar um inquérito sobre o envolvimento do ex-presidente na maracutaia. 

Vejam bem: conforme ressaltaram os jornalistas Laryssa Borges e Gabriel Castro na ampla reportagem de ontem sobre o tema, o site de VEJA mostrou que provas indiciárias, experiência de vida e a longa militância política de Dirceu foram utilizadas para formar a convicção em três dos quatro magistrados que consideraram o ex-chefe da Casa Civil como o grande corruptor do esquema do mensalão. 

Os ministros Joaquim Barbosa, Rosa Weber e Luiz Fux deixaram claro que chega a ser “fantasiosa” a tese de que o então braço direito de Lula se manteve alheio à engrenagem de corrupção montada por Delúbio Soares e pelo publicitário Marcos Valério. 

Os três, lembrou a reportagem, foram categóricos ao afirmar não acreditarem na inocência do ex-ministro e disseram que coube ao então chefe da Casa Civil coordenar cada ato dos integrantes do comando do PT José Genoino (presidente) e Delúbio Soares (tesoureiro) para liberação da dinheirama, proveniente dos cofres públicos, destinada a comprar o apoio de deputados de outros partidos. 

Com um voto contundente em favor das provas indiciárias, o ministro Luiz Fux demonstrou que elementos de dedução e até a experiência de vida permitem concluir não ser possível que Delúbio Soares tenha agido sozinho em todo o esquema e que José Dirceu estivesse alheio a tudo. “Quando os indícios encontram ressonância na prova dos autos, adquirem status de prova tão robusta que servem para o decreto condenatório, indícios e presunções podem autorizar o juízo da culpa do agente”, disse. 

Espetinho de camarão



Ingredientes 
16 camarões grandes 
Sal, 
pimenta-do-reino e limão a gosto 
2 colheres (sopa) de farinha de trigo 
2 ovos batidos 
6 colheres (sopa) de farinha de rosca 
2 colheres (sopa) de óleo 

Modo de preparo 
Limpe os camarões e tempere com sal, pimenta e limão. 
Deixe descansar por 30 minutos para tomar gosto. 
Coloque em espetinhos, passe na farinha de trigo, nos ovos e na farinha de rosca. 
Frite no óleo até dourar. 
Escorra em papel absorvente. 
Se desejar, sirva acompanhado de salada verde e fatias de limão. 
Sirva em seguida. 

sábado, 6 de outubro de 2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Tchau Schumi ....

Schumacher anuncia aposentadoria definitiva da F1 ao fim do do ano 

UOL 
f1-sakhir-2010-michael-schumacher-3.jpg (1280×861)
Michael Schumacher anunciou, nesta quinta-feira, no circuito de Suzuka, no Japão, a sua aposentadoria definitiva da F1 ao término da temporada de 2012. O heptacampeão mundial, que perdeu sua vaga na equipe Mercedes para Lewis Hamilton para a próxima temporada, havia deixado seu futuro em aberto após os recentes anúncios no mercado de pilotos. 

Depois de algumas especulações, incluindo um possível contato com a Sauber, o alemão, de 43 anos, acabou com o mistério e afirmou que encerrará a sua carreira na categoria após o GP do Brasil, no fim de novembro. Esta será a segunda vez que Schumacher anuncia sua retirada do Campeonato Mundial. Em 2006, após uma longa e bem-sucedida trajetória pela Ferrari, o alemão pendurou o capacete após ser derrotado por Fernando Alonso na luta pelo título. 

“Tinha dúvidas há algum tempo se eu tinha energia para continuar. Em 2006, disse que minhas baterias estavam esgotadas. Agora, elas estão no vermelho”, disse Schumacher. “Não sei se há tempo de recarregá-las, mas estou ansioso para aproveitar minha liberdade. Apesar de ainda me sentir apto a competir com os melhores pilotos, chega uma hora em que é preciso dizer adeus. Não é meu estilo continuar se eu não estou 100%, e, por isso, a decisão me deixa aliviado.” 

Schumacher admitiu que passou parte do ano indeciso com relação ao seu futuro, mas a contratação de Hamilton facilitou a escolha de seu futuro. “A equipe encontrou em Lewis uma opção, e isso me ajudou a tomar uma decisão. Obviamente, eu tinha a opção em definir a minha situação antes, mas eu estava indeciso. Não estava seguro sobre mim mesmo. Na vida, às vezes o destino se desenvolve sozinho, e foi assim que aconteceu”, filosofou. 

O alemão também confirmou que poderia continuar na categoria caso assim preferisse, mas a aposentadoria lhe pareceu a melhor escolha. “Se eu quisesse continuar, eu tinha opções. Mas, sinceramente, eu não tinha vontade. Veremos o que vem depois. Não faz sentido tentar tomar qualquer decisão agora.” Assim, Schumacher põe fim em sua trajetória após três anos na Mercedes, onde completou, até agora, 52 provas e conquistou, como melhor resultado, o terceiro lugar no GP da Europa de 2012 . 

“Não atingimos nossas metas, mas posso ficar feliz com as conquistas que tive em minha carreira no geral. Não tenho ressentimentos. Agora, gostaria de me concentrar no fim da temporada e aproveitar essas últimas seis corridas do ano.”

Dar ou não mesada para meninada ?

Mesada aumenta as chances de sucesso financeiro na vida adulta 

 Uol 

ser_mae_e-blog_cuiaba-blog_de_mae-blog_ser_mae_e_tudo-mesada_crianca-mesada_infantil-financas_na_infancia-dinheiro_crianca-roberta_pimentel.jpg (600×405)Muitos pais se perguntam se devem dar mesada aos seus filhos, em que momento e qual seria a quantia exata para cada idade. Entrevistamos a economista e coach financeiro da Mais Money, Christiane Monteiro Spíndola Marins, para falar sobre o assunto. 

De acordo com a especialista, a mesada traz vários benefícios ao entendimento da criança sobre o valor do dinheiro. “Além de desenvolver o senso de responsabilidade, a administração de uma mesada pode ensinar o quanto pode ser difícil fazer o dinheiro render quando não se tem controle sobre os próprios impulsos de consumo”, explica. Christiane ainda diz que “quanto mais cedo for introduzido esse processo, maior é a chance de uma vida adulta com saúde financeira”. 

Ela fala que primeiramente é preciso começar a educação financeira das crianças próximo aos dois anos de idade – quando começam a demonstrar desejos próprios – mostrando o processo da troca do dinheiro por produtos. “Também é interessante explicar para elas, por meio de conversas, jogos e brincadeiras, que nem tudo que querem ou assistem na TV é para comprar. É preciso estimulá-las a refletir e pensar sobre como utilizar o dinheiro”, recomenda. 

Christiane diz que quando a criança começa a levar dinheiro na escola, para comprar o lanche e até mesmo figurinhas e outros itens que deseja, pode ser o momento de inserir a semanada. “No começo, o ideal é que seja semanada para que a criança aprenda aos poucos como administrar o seu dinheiro. Depois desse período de adaptação, o dinheiro pode ser quinzenalmente e até chegar ao período mensal”, diz. 

“Os pais devem começar com pequenas quantias semanais e gradativamente ir aumentando o valor e as responsabilidades”, indica Christiane. A especialista ainda comenta que, como se deve mostrar para a criança a importância da conquista dos valores que recebem, é possível associar a semanada ou mesada a valores de pequenos trabalhos. “Entretanto, não é interessante associar esse dinheiro a desempenho escolar, pois o estudo deve ser incentivado pela importância que ele terá na vida dessas crianças”, alerta. 

A especialista lembra uma falha muito grande que acontece em algumas famílias. “Muitas crianças e adolescentes gastam além da conta e passam a recorrer sistematicamente aos pais para conseguir mais dinheiro. Se os pais cedem aos pedidos, o filho não aprende a controlar os impulsos e cria a ilusão de que pode gastar sem limites. Quando isso acontece, a mesada perde a sua função”, diz.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Carência de heróis ou fartura de ladrões?

Augusto Nunes (*) 

Terra+Brasilis_Augusto_Nunes.jpg (447×309)Brasileiro tem memória curta, logo esquece gatunagens protagonizadas por larápios influentes, concluíram os quadrilheiros do mensalão desde que Lula sobreviveu ao escândalo descoberto em 2005 e reelegeu-se no ano seguinte. 

Brasileiro vive engolindo sem engasgos caciques da tribo que rouba mas faz, acreditaram nos últimos sete anos os sócios do grande clube dos cafajestes disfarçado de Congresso e financiado pelo Planalto. 

A pátria de Macunaíma celebra heróis sem caráter desde a chegada das primeiras caravelas, provaram ensaios mambembes paridos por sociólogos com mais livros que neurônios na cabeça. 

No país do jeitinho, só otários de nascença agem honestamente, ensina desde o primeiro assalto aos cofres públicos o hino da Frente Nacional dos Ladrões, Vigaristas e Canalhas em Geral. 

A menos que a economia sofra algum enfarte, delinquentes de todos os partidos serão absolvidos pelas urnas mesmo se furtarem a poupança da avó ou o cofrinho da igreja da Candelária, garantiram analistas de pesquisas tão confiáveis quanto um parecer do consultor Palocci. 

Candidato que denuncia bandalheiras alheias fica com imagem de briguento e despenca nas pesquisas, descobriram marqueteiros que erram até na combinação terno-e-gravata. 

Combater a roubalheira nunca rendeu voto, o que decide eleição é programa de governo, endossou a oposição que não se opõe desde 2002. Melhor compor que lutar, vêm balbuciando poltrões promovidos a líderes oposicionistas por falta de coisa melhor: na Era da Mediocridade, os melhores e mais brilhantes são perseguidos como as ratazanas grávidas de Nelson Rodrigues. 

A Ópera dos Embusteiros seguiria seu curso se um juiz de verdade não atravessasse a partitura com a protofonia da Constituição e os acordes do Código Penal. 

Designado relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa limitou-se a cumprir seu dever. Analisou provas, evidências e depoimentosas, examinou os argumentos das partes envolvidas, enxergou as coisas como as coisas são, contou o caso como o caso foi, eviscerou o esquema criminoso e, amparado na lei, deixou claro que corrupção dá cadeia. 

Tanto bastou para virar celebridade nacional, atesta o segundo vídeo estrelado pelo relator do mensalão, publicado na seção História em Imagens. A reação de milhões de brasileiros demonstra que o que parecia desinteresse era descrença. Muito mais que a carência de heróis, é a fartura de ladrões impunes que transformou Joaquim Barbosa em ídolo da imensidão de indignados. 

Sem ter feito mais que a obrigação, um ministro sem medo tornou-se campeão de popularidade. E o julgamento de José Dirceu nem começou. 

(*) Jornalista e Ex-Diretor do Jornal do Brasil, do Jornal Gazeta Mercantil e Revista Forbes. Atualmente na Revista Veja

Enquanto isso, nos arredores do STF em Brasília ...

129_35-alt-amarildo2.jpg (500×356)
Blog do Noblat para O Globo - Charge Amarildo 

7 motivos para amar uma cidade

Ruth de Aquino para Revista Época  

RUTH+AQUINO+-+LOGO.jpg (180×220)O que é uma cidade? Não existe definição ideal. A cidade sou eu, é você. Se é o lugar onde se dorme, acorda, trabalha, caminha e trafega, onde se ama, briga e morre, a cidade é bem mais que um amontoado de concreto e verde – é uma experiência de bem-estar ou mal-estar. Alguns se tornam reféns de sua cidade, sequestrados por circunstâncias profissionais, financeiras e familiares. Alguns vivem onde desejam. É aí que os defeitos da cidade incomodam como traições de mulher amada. Só nós podemos criticar – forasteiros não. 

Cito dois pensadores visionários de cidades. 
Um é o inglês Ebenezer Howard (1850-1928), autor de Cidades-jardins de amanhã, em 1898. No século XIX, ele já se preocupava com ar fresco, água, superpopulação e migração do campo. Criou modelos de cidades utópicas, com vantagens urbanas e suburbanas, que significavam “uma nova esperança, uma nova vida, uma nova civilização”. Howard perguntava: “Para onde as pessoas irão?”. 
Uma questão mais atual que nunca. 

Outro pensador é o americano Lewis Mumford (1895-1990), que publicou em 1961 A cidade na história. Seus maiores medos eram o império do automóvel e a megalópole. 
Para Mumford, a cidade gigante ameaçava a saúde, a dignidade, os valores comunitários, ambientais e espirituais da população. “Antigamente”, dizia ele, “a cidade era o mundo, hoje o mundo é uma cidade”. 

Para esta edição especial de ÉPOCA, dedicada às cidades, busquei um professor apaixonado pelo centro urbano em seu sentido ancestral – servir o homem. 

O arquiteto e urbanista premiado Luiz Carlos Toledo listou “7 motivos para amar uma cidade”: 

Ayrton Senna eternizado pela McLaren

McLaren anuncia Ayrton Senna como o maior piloto da equipe 

O Globo 

ayrton-senna.jpg (300×455)Algo que já era uma verdade para milhões de fãs brasileiros ou não foi oficializado pelo site da McLaren, uma das mais importantes escuderias da Fórmula-1. Ayrton Senna foi o maior piloto da história da equipe inglesa. Esta publicou em seu site uma análise do jornalista especializado Alan Henry, que listou os 50 maiores nomes da escuderia, que tem oito títulos de construtores, 12 de pilotos, 180 vitórias, 718 GPs em 47 temporadas, desde 1966. 

O pesquisador não incluiu pilotos na ativa, como Lewis Hamilton, campeão pela equipe em 2008; Jenson Button, campeão pela extinta Brawn GP, em 2009; e Fernando Alonso, que pilotou pela escuderia de Woking em 2007. Para Henry, Senna foi o eterno número um da McLaren, com seus títulos em 1988, 1990 e 1991, tendo pilotado pela equipe de 1988 a 1993. 

Em 1994, quando de sua morte, era da Williams. Jenson Buton é punido Ao analisar o ídolo, Henry classificou-o como genial: “Seus feitos ao volante foram igualados por alguns contemporâneos, mas ele provavelmente foi o maior homem que já se sentou no cockpit de um carro de F-1”, escreveu o autor, sem deixar de citar no mesmo patamar o próprio pai da equipe, Bruce McLaren, que foi da Cooper entre 1958 e 1966 e deu a largada em sua própria equipe em 1966. Quatro anos depois, ele morreria em um acidente, em 1970. 

Em segundo na lista, está o finlandês Mika Hakkinen, que defendeu a escuderia entre 1993 e 2001 e foi bicampeão mundial de 1998 e 1999. 
O terceiro colocado é o francês Alain Prost, que pilotou para a equipe em 1980 e de 1984 a 1989, tendo sido tetracampeão em 1985, 1986, 1989 e 1993 (este pela Williams). 
Em quarto ficou o britânico James Hunt, da equipe entre 1976 e 1978 e campeão de 1976. O quinto neste grid é outro brasileiro, Emerson Fittipaldi, bicampeão em 1972 e 1974, que pilotou pela então vermelha e branca McLaren em 1974 e 1975. 

Segundo Henry, Emerson liderou a onda de talentos brasileiros que começariam a aparecer nos anos 70, embora, para o autor, tenha cometido o erro de trocar a equipe inglesa pela brasileira Copersucar Fittipaldi, que fecharia em 1980: “Tinha um estilo gentil e suave, equilibrando grande habilidade natural com o senso de percepção tática além do que seria de se esperar de alguém de sua idade.” 

Outros nomes foram os de Niki Lauda, tricampeão em 1975, 1977 e 1984, este último pela McLaren; Keke Rosberg, David Coulthard, Peter Revson e John Watson, fechando a lista dos dez primeiros. 

No GP do Japão, às 3h da madrugada do próximo domingo, Jenson Button, da McLaren, será punido com a perda de cinco posições no grid. 
A medida é uma punição por mudança não prevista no câmbio, segundo a equipe. O inglês, ganhador em Suzuka-2011, foi segundo em Cingapura na prova passada. A McLaren descobriu, depois da corrida, que o câmbio tinha o mesmo problema que levou o companheiro de equipe Lewis Hamilton a abandonar a prova quando estava na liderança. Button ocupa o sexto lugar no campeonato, com 119 pontos, contra os 194 do líder, Fernando Alonso, da Ferrari.

Uma realidade ...

425787_421510771244011_112178494_n.jpg (960×960)

Votar é uma decisão moral

Edilberto Sena (*) 

Padre-edilberto-e-seu-livro...jpg (400×296)No próximo domingo 140 milhões de brasileiros vão ser chamados a um ato cidadão. E por ser cidadão o ato será moral. Só no Estado do Pará serão 5 milhões de eleitores/as dos quais, 265 mil jovens que votarão pela primeira vez. 

Nos seis estados amazônicos, onde a Rede de Notícias da Amazônia está presente, são 12 milhões 926 mil eleitores que terão a responsabilidade de votar e preencher as Prefeituras e Câmaras de vereadores da Amazônia real. 

A Campanha Anticorrupção afirma e repete que “voto não tem preço, mas tem consequências”. Eis uma verdade nua e crua. As consequências podem ser positivas ou perversas e vão durar 4 anos a partir de janeiro próximo. Daí que o voto cidadão é uma decisão moral e não apenas político partidária. O fato de ser uma decisão moral implica responsabilidade ética, a busca da opção pelo justo e verdadeiro. 

O voto como troca de favores, ou por mera simpatia é imoral, indecente e para um cristão é pecado mortal. Acontece que ainda há um bom número de eleitores/as que, por não conseguir clarear quem dos candidatos merece o seu voto, ou por displicência na análise das qualidades deles, ainda muitos estão indecisos. Dois critérios devem guiar todos os eleitores/as até domingo, na hora de apertar o botão na urna. 

Para serem prefeito/a, e vereadores/as, os candidatos precisam ter honestidade em sua vida atual e passada e também competência administrativa e política. Nem toda pessoa honesta pode ser boa política e nem toda pessoa competente garante fazer um bom governo. A política brasileira tem revelado políticos bem competentes mas, que são fichas sujas. Por isso, são exigidos os dois critérios, honestidade no passado e presente, como também competência administrativa. 

Só os dois critérios garantem 4 anos de boa administração pública. Até domingo, 12 milhões de eleitores da Amazônia precisarão seguir esses dois critérios de julgamento.

(*) Sacerdote é Diretor da Rádio Rural de Santarém (PA)

O adversário

Eliane Cantanhêde (*) 

1630701.jpg (480×300)A semana que antecede as eleições é de Joaquim Barbosa, o menino negro do interior, filho de pedreiro, que se formou em direito, fez mestrado e doutorado nas melhores universidades, estudou línguas e está bagunçando o coreto do Supremo Tribunal Federal justamente no chamado "julgamento do século". Ao nomeá-lo, Lula escreveu certo por linhas tortas. Dizem que está arrependidíssimo. 

Joaquim é ministro de amor e ódio, de ame-o ou deixe-o. Adorado pela opinião pública --sobretudo em Brasília, onde continua sendo o "Joca" dos tempos de UnB--, é odiado por petistas de cúpula e de base, mexendo com a solenidade fria do STF e com as emoções quentes dos colegas. Especialmente dos mercuriais. 

Respaldado pela toga, justificado pelas dores de coluna, perdoado pelas origens e exposto pelas transmissões ao vivo, ele bateu boca e trocou adjetivos nada polidos com Gilmar Mendes (em outros julgamentos), com o revisor Lewandowski (virou uma guerra) e com o polemista Marco Aurélio (que ultrapassou limites, ao ver perigo na ascensão de Joaquim à presidência, em novembro). 

Algodão entre cristais, o presidente Ayres Britto faz o que pode, como vetar no site do tribunal uma nota do relator desancando Marco Aurélio em termos pouco usuais entre Excelências, ainda mais em público. 

Veja que a escolha de "adversários" por Joaquim não é ideológica nem partidária --é improvável que, na cabine indevassável, Gilmar e Lewandowski depositem o mesmo voto. Talvez seja mais por excesso de convicções e seu desdobramento quase natural: o voluntarismo. 

Pois será justamente Joaquim quem estará dissecando as entranhas do governo Lula e do PT nesta semana. Enquanto Lula e Dilma estiverem nos palanques e no horário nobre falando maravilhas de Haddad, Joaquim gastará tardes inteiras para contar os podres de José Dirceu e do partido do candidato. Guerra de audiências como nunca se viu. 

(*) Jornalista, é colunista da Folha de São Paulo

O bom, o mau e o feio - ética e estética

Nicolau da Rocha Cavalcanti (*) 

78-109--14--nicolau-cavalcante.jpg (78×109)Quando Abraham Lincoln era presidente dos Estados Unidos, apresentaram-lhe um possível nome para compor o seu Gabinete. Recusou a proposta dizendo: "Eu não gosto da cara dele". 

"Mas, sr. presidente, qual é a culpa do coitado por ter aquela cara?" 
"Todo homem acima dos 40 anos é responsável pela cara que tem." 

As propagandas eleitorais gratuitas sempre me fazem recordar esse episódio, que, se não é real, é bene trovato. É possível ver a ética pela estética? Não me refiro à estética da proporcionalidade do rosto, do bronzeado, do implante de cabelo, do silicone, da taxa de gordura; numa palavra, à estética da forma física. A questão é outra: as escolhas feitas ao longo da vida, as nossas decisões, transparecem no nosso rosto? Será que a história do Pinóquio tem um fundo de verdade? As minhas mentiras deixam marcas na minha cara? 

Atualmente, entendemos por ética um conjunto de valores subjetivos, organizados na medida e na hierarquia que cada um julgue relevante para uma vida digna. Mas não haveria uma ética comum, com independência do que cada um pensa? Deve haver, pois não é razoável, por exemplo, que alguém considere que mentir seja ético. Será possível entender como atitudes éticas a covardia, a ingratidão e a arrogância? 

A dignidade humana parece exigir sempre algumas qualidades morais, com independência das idiossincrasias ideológicas e culturais de cada um. Esse fato - que poderia parecer uma limitação para a nossa liberdade - é o que lhe confere sentido. As nossas escolhas são relevantes. 

O episódio de Abraham Lincoln faz-nos refletir não apenas sobre a nossa ética, mas também sobre a nossa estética. O que é a beleza humana? Que a garota de Ipanema seja bela ninguém discute. Mas há também uma beleza que provém da dignidade, e não se trata apenas de uma "beleza espiritual", não sensível. A pessoa, pelas suas opções, torna-se de fato bonita. Dá gosto olhar para o seu rosto. 

Seja qual for a idade, a prática de algum tipo de exercício físico sempre ajuda. Mas será que o ideal de beleza humana, especialmente na maturidade, não se apoia, sobretudo, nessa estética da dignidade? O que é um rosto bonito aos 50, aos 60 anos? São os cremes e as cirurgias que determinam? Ou são as atitudes e aquilo que os olhos expressam? 

É comum ouvirmos reclamações sobre a falta de ética dos homens públicos ou da sociedade em geral. Talvez pudéssemos manifestar essa mesma indignação falando da feiura que, infelizmente, muitas vezes encontramos: rostos que poderiam expressar humanidade, mas são artificiais, não em razão das plásticas, mas pela falta de sinceridade de vida. 

Exigir ética pode parecer mais fácil. Temos a impressão de que ela é um aspecto mais objetivo, mais mensurável. Já a beleza parece estar noutro âmbito. É sempre algo mais vital e exige do próprio observador a capacidade da contemplação. 

Contemplar a ética pela face da estética exige um aprendizado. Não basta uma régua. Já não se trata de medir ou de enquadrar, mas de observar. Nesse sentido, a Lei da Ficha Limpa ajuda a ver, pois regula o foco. Já não vale o "rouba, mas faz". No entanto, é ainda insuficiente. Não basta não ser assassino ou ladrão. Queremos mais dos nossos representantes. 

Esse aspecto também joga algumas luzes sobre o nosso conceito de ética. De uma forma ou de outra, a ética kantiana - configurada essencialmente por deveres - é uma ética de mínimos. Seria ético quem não infringisse as normas éticas, quem vivesse o código de ética da sua profissão. "Não matei nem roubei, logo, sou uma pessoa justa." Esse raciocínio está longe da percepção aristotélica da ética, que aponta para a perfeição do comportamento humano. Não basta abdicar do mal, é preciso ser bom de verdade. 

Novamente, vemos aqui a relação entre ética e estética. A beleza também nunca é apenas uma ausência de defeitos: tem sempre algo positivo. 
A sociedade capta essa relação ética e estética. Por exemplo, por que os ataques de um candidato ao seu concorrente podem ser um tiro no próprio pé, ainda que sejam verdadeiros? Porque atacar é deselegante, é feio; e pode ser facilmente percebido pelo eleitorado como antiético. 

De onde veio o mensalão

Opinião do Estadão 

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, responsabilizou diretamente o governo Lula pelo mensalão, ao proferir na segunda-feira o seu voto no julgamento do escândalo. Em nenhuma das 29 sessões anteriores se encontrará manifestação de igual contundência e impacto político, no corpo de um libelo de mais de uma hora sobre os efeitos da corrupção para as instituições e a sociedade. Textualmente: "Este processo criminal revela a face sombria daqueles que, no controle do aparelho de Estado, transformaram a cultura da transgressão em prática ordinária e desonesta de poder, como se o exercício das instituições da República pudesse ser degradado a uma função de mera satisfação instrumental de interesses governamentais e de desígnios pessoais". Note-se: Mello não se fixou no partido no poder, o PT, nem nos seus cúmplices na operação do esquema, mas nos condutores do governo. Só faltou chamá-los pelos nomes, sobrenomes e apelidos. 

Desse modo, ele foi muito além de seus pares na rejeição da patranha de Lula e sua gente de que os montantes distribuídos a pelo menos uma dezena de deputados federais no início do seu mandato se destinavam a cobrir dívidas de partidos aliados e a financiar futuras campanhas eleitorais, pelo mecanismo do caixa 2, usado "sistematicamente" no País, segundo o ainda presidente. Dos 10 ministros atuando no julgamento, apenas um, o revisor Ricardo Lewandowski, encampou essa versão pelo valor de face. Até o seu colega Dias Toffoli, que trabalhou para José Dirceu na Casa Civil e servia a Lula como advogado-geral da União quando o escândalo rebentou, entendeu que o mensalão foi concebido para comprar apoio parlamentar ao governo. (As ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber ainda não deram a conhecer a sua opinião.) "Não se pode cogitar de caixa 2 nem mesmo coloquialmente", fulminou o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto. "Ao contrário da roupa no tanque, quanto mais se torce a verdade, mais ela encarde." 

Na sessão que terminou pela condenação unânime dos políticos indiciados por corrupção passiva, notadamente o ex-presidente do PTB Roberto Jefferson e o do PL (atual PR) Valdemar da Costa Neto, foi Britto quem mais esteve perto, depois de Celso de Mello, naturalmente, de conectar o mensalão ao Planalto. Ao apontar a "arrecadação criminosa de recursos públicos e privados para aliciar partidos e corromper parlamentares", afirmou que o esquema fazia parte de um "projeto de continuísmo político idealizado por um núcleo político". Mello foi mais explícito ao falar em "altos dirigentes do Poder Executivo e de agremiações partidárias" - numa evidente referência aos principais réus políticos do processo, que começam a ser julgados hoje: o ex-ministro Dirceu, o presidente à época do PT, José Genoino, e o então tesoureiro da legenda, Delúbio Soares, acusados de corrupção ativa e formação de quadrilha. Adiantando-se a eventuais alegações dos seus defensores e correligionários, Mello observou que o STF está respeitando os direitos e garantias dos réus, sem "flexibilizar" uma coisa ou outra. 

Mas não deixou de assinalar, pouco depois, que a corrupção parlamentar - alimentada por "transações obscuras idealizadas e implementadas em altas esferas governamentais" - deve ser punida "com o peso e o rigor das leis", por configurar uma tentativa criminosa de manipular o processo democrático. A "aliança profana entre corruptos e corruptores", sendo os primeiros "marginais do poder", como os qualificou o ministro, constitui uma "perversão" da ordem graças a qual "o Estado brasileiro não tolera o poder que corrompe e nem admite o poder que se admite corromper". A exposição de Celso de Mello parece encarnar a virada de página na vida institucional do País que a Suprema Corte demonstra almejar, em última análise e em boa hora, com o julgamento do mensalão. 

Não apenas pelos seus votos, mas pelos princípios que os embasam, ao lado do exame dos fatos contidos nos autos, os ministros consagram o direito dos cidadãos de exigir, como destacou o decano, "que o Estado seja dirigido por administradores íntegros, legisladores probos e juízes incorruptíveis".

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Cacau gerando renda em São Felix do Xingú

Parceria vai usar cacau para gerar renda e preservação no Pará 

Coluna Sou Agro
cacau.jpg (650×399)

TNC, Cargill, Ceplac e cooperativa de produtores vão promover a cultura na região de São Félix do Xingu. Uma parceria entre ONG, empresa, governo e produtores rurais vai trabalhar para promover a produção do cacau no Pará, como apoio à geração de renda e à regularização ambiental das propriedades na região de São Félix do Xingu. 

A ONG The Nature Conservancy (TNC), a Cargill, a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac, ligada ao Ministério da Agricultura) e a Cooperativa Alternativa de Pequenos Produtores Rurais e Urbanos de São Félix do Xingu (Cappru) assinaram no último dia 13 de setembro um acordo de cooperação técnica para promover a cultura.

O acordo contém ações que incentivarão a recuperação de áreas degradadas de forma economicamente rentável, estimulando assim o cumprimento da legislação ambiental pelos pequenos produtores. 

Segundo os parceiros, a ênfase é nos imóveis rurais de pequeno porte.Além de recuperar áreas degradadas, o cacau tem grande potencial de geração de renda, já que a produtividade do fruto no Pará é superior à da Bahia, maior Estado produtor atualmente. 
O Pará é o segundo nessa lista. 

A Cargill é uma das maiores compradoras e comercializadoras de cacau do mundo.
Para a TNC, o interesse no projeto está na viabilização da recuperação ambiental que, sem o suporte da renda gerada pelo cacau, seria impossível de ser custeada pelos pequenos proprietários rurais.

De acordo com dados da Cappru citados pela Cargill, os produtores têm em média 5 hectares, ocupados principalmente com pecuária. Nessa área, com uma boa gestão, é possível ter cinco a oito cabeças de gado, ou mais de 5 mil árvores de cacau, produzindo um quilo de fruto por ano. 

Pelas contas da empresa, a renda gerada pelo cacau pode chegar a até R$ 40 mil por ano, dependendo do preço internacional, enquanto a pecuária é capaz de render R$ 5 mil na mesma área.
Além disso, o plantio de cacau em sistemas agroflorestais também possibilita a absorção dos gases de efeito estufa, colaborando assim para minimizar os efeitos do aquecimento global. 

O acordo entre as instituições tem validade de três anos e os próximos passos são a contratação e o treinamento de técnicos para iniciar as atividades nas áreas selecionadas do município.

Cultivo de seringa se consolida no MT

Gazeta Digital 

O Programa de Implementação da Heveicultura no Estado de Mato Grosso já plantou cinco mil hectares de seringueira em um intervalo de tempo de 3 anos em 15 Consórcios Intermunicipais nas áreas de agricultores familiares. 
seringueira1.jpg (260×195)O objetivo é implantar, no mínimo, 54 mil hectares até o ano de 2020. 

De acordo com o engenheiro florestal da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Antônio Rocha Vital, além da produção de borracha o programa prevê a recuperação de áreas degradadas e reserva legal com o plantio de seringueira em sistemas agroflorestais.

Este ano se destaca ainda porque mais de 200 agricultores plantaram duas mil hectares de seringueira. O cronograma prevê o plantio de seis mil hectares de seringueira por ano. Estão colocando módulos familiares de dez hectares, agrupados em assentamentos, áreas de produtores tradicionais e cooperativas. 
A intenção é atingir a produção de 80 mil toneladas de borracha por ano. 

Conforme Rocha, a expectativa é positiva, pois os agricultores contam com uma nova linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Eco), com prazo de 20 anos para pagamento e oito anos de carência, oferece condições para o cultivo da seringueira na agricultura familiar. 

Com limite de crédito de até R$ 80 mil por agricultor com direito a financiar R$ 15 mil por hectare, permitindo o cultivo de 5,3 hectares. 
A linha de crédito é um solicitação antiga dos estados de Mato Grosso, Goiás, Acre e Tocantins.

Considerada a terceira maior área do país, Mato Grosso tem aproximadamente 45 mil hectares de seringueira. Para fomentar o cultivo da cultura, os pesquisadores da Empaer, Antonimar Marinho dos Santos, Marilene Moura Alves e Dolorice Moreti, elaboram uma proposta para construção de viveiros para produção de mudas. Devido a carência de mudas de seringueira , a intenção é produzir clones resistentes para os agricultores familiares. 

A meta do programa é produzir mudas e repassar aos agricultores, como acontece nos outros estados. 
Os pesquisadores apresentam para o secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar (Sedraf), Carlos Milhomem, e diretoria da Empaer no dia 28 de setembro, a proposta para criação dos viveiros de mudas de seringueiras nos 15 Consórcios Intermunicipais. Vital, que trabalha com a cultura da seringueira há 34 anos, acredita que o Estado poderá se tornar o maior produtor de borracha do Brasil. 

Na sua opinião, a heveicultura tem como benefícios sociais a geração de emprego e o aumento da renda familiar oferecendo condições de vida para o produtor permancer no campo.

Para esclarecer sobre os dados da área plantada e produção de seringueira, a Empaer em parceria com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) realizam um levantamento do potencial no Estado. Até o final de 2012 será apresentado uma prévia sobre a área cultivada e produção“. 
É fundamental a apresentação correta do volume de borracha produzido no Estado.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Professor no Brasil ... profissão herói ...

Professor brasileiro ganha menos que metade do salário dos docentes dos países da OCDE

UOL 
professor_de_matematica_super_heroi_autocolante-p217794438814511832envb3_400.jpg (400×400)


Um professor brasileiro do fundamental 2 (6º a 9º anos) ganhou, em média, US$ 16,3 mil por ano em 2009. Enquanto isso, na média, um profissional com formação e tempo de experiência equivalentes recebeu US$ 41,7 mil nos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). 

Se for levada em consideração a situação do professor da rede pública, a comparação fica ainda pior. A média anual é U$ 15,4 mil. Os salários dos docentes brasileiros foram calculados, com base nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional Amostra de Domicílios) 2010 pela Metas - Avaliação e Proposição de Políticas Sociais a pedido do UOL. Já os dados da OCDE foram divulgados no começo de setembro no relatório anual Education at a Glance ("Olhar sobre a Educação" em tradução livre). 

“Salário é o principal [fator de atração para carreira docente]”, afirma o pesquisador Rubens Barbosa de Camargo, da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo). E os estudos - além da experiência prática - confirmam e reafirmam a importância do professor na qualidade da educação. 

“Há muitos licenciados [profissionais com licenciatura que podem dar aulas] que deixam a profissão. Melhorando o salário, não só atrai a juventude como pode trazer de volta esses professores”, diz Camargo. 

Para a economista Fabiana de Felício, da consultoria Metas - Avaliação e Proposição de Políticas Sociais, a questão que se coloca é: como selecionar bons professores se a profissão não é valorizada. “É uma atividade desgastante e [dar aula é] um compromisso inadiável. Tem de pagar um salário compatível [para que valha a pena ser professor]” , diz Fabiana. 

Diferença com outros profissionais Pelos cálculos da consultoria Metas, o salário médio de um professor da rede pública com curso superior e com, pelo menos, 15 anos de experiência (US$ 15,4 mil) não chega a metade (48,5%) da remuneração dos demais profissionais (US$ 31,7 mil) no Brasil. 

No caso dos profissionais do fundamental de modo geral a diferença é um pouco menor. O salário anual médio de um professor da rede pública (US$ 13,1 mil) é 54,7% do médio das demais profissões (US$ 24,4 mil) com a mesma formação e o mesmo tempo de serviço. 

Os números são ruins, mas já foram ainda piores. "Com a introdução do Fundef [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério] que depois virou o Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação], o professor deixou de ter salários acintosos", diz Camargo. 

É apenas mais um faz de contas ...

Dizem que a lei existe, o site existe (www.fichalimpa.org.br), mas na prática tudo vira pó, vira bobagem, vira faz de contas ... 

Vejam o que diz o site :

Ficha-Limpa.jpg (400×287)A Lei Ficha Limpa foi aprovada graças à mobilização de milhões de brasileiros e se tornou um marco fundamental para a democracia e a luta contra a corrupção e a impunidade no país. Trata-se de uma conquista de todos os brasileiros e brasileiras. Para garantir que essa vontade popular se reflita nestas e nas próximas eleições, a Articulação Brasileira contra a Corrupção e a Impunidade (ABRACCI), mantém o sítio Ficha Limpa – um instrumento de controle social da Lei Ficha Limpa e uma ação de valorização do seu voto!

Nota do Blog: Uma piada que ninguém ri e na realidade deveríamos chorar de vergonha de vivermos em um País que em primeiro lugar necessita ter uma lei de ficha limpa para candidatos a um cargo eletivo, e mais vergonha se fica que mesmo com a lei, na prática nada acontece já que um batalhão dos chamados "fichas sujas" estão todos devidamente inscritos para concorrerem a um cargo nas próximas eleições.  

Fuvest 2013 = 160 mil inscritos .....

Fuvest 2013 tem quase 160 mil inscritos; primeira fase acontece dia 25 de novembro

UOL 


man2013.jpg (160×210)A Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular), que seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo) e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, recebeu 159.603 inscrições para o vestibular 2013. 
O número, divulgado nesta segunda-feira (1º), representa um aumento de 8,6% em relação ao ano passado, quando foram recebidas 146.892 inscrições. 

Segundo a assessoria de imprensa da Fuvest, o número de inscritos no vestibular 2013 é o segundo maior da história da instituição, ficando atrás somente do ano de 2006, que teve 170.474 participantes - nesse ano, a Academia de Polícia Militar do Barro Branco ainda fazia parte do vestibular da Fuvest. 

Os candidatos devem acessar o site www.fuvest.com.br para imprimir os dados de inscrição, que serão necessários para identificar os locais de prova. 
A concorrência para todos os cursos do vestibular 2013 será divulgada após os resultados das provas de habilidades específicas antecipadas. 

Vagas 
O Conselho Universitário da USP aprovou em junho a tabela de vagas do vestibular 2013 da Fuvest e elevou em 130 o número de cadeiras a serem disputadas já na prova deste ano. 

Estarão em jogo 10.982 vagas para a USP, além de 100 vagas para o curso de medicina da Santa Casa, totalizando 11.082 vagas. 
As mudanças atingem principalmente a Escola Politécnica: o curso de engenharia de petróleo, em Santos, oferecerá mais 40 vagas, elevando o total a 50; já o de engenharia de minas, na capital, oferecerá mais 30, totalizando 40. 

No ano passado, o curso de ciências biológicas em Ribeirão Preto já havia sofrido modificações curriculares e de cadeiras, passando a oferecer, em 2013, 60 vagas (20 a mais do que no ano passado). 
A elas, soma-se o novo curso de bacharelado em administração, em Piracicaba, com 40 vagas diurnas  

Provas 
A primeira fase será no dia 25 de novembro, com início às 13h. 
A prova é composta por 90 questões de múltipla escolha, sendo o conteúdo das disciplinas do núcleo comum obrigatório do ensino médio: português, história, geografia, matemática, física, química, biologia, inglês, e algumas questões interdisciplinares. 
A duração da prova será de cinco horas. 

Na segunda fase os candidatos realizarão três provas analítico-expositivas, obrigatórias para todos os inscritos convocados, e acontecerá entre 6 e 8 de janeiro de 2013. 
A primeira prova é composta por uma redação e dez questões de interpretação de textos, gramática e literatura. 
Já na segunda, os candidatos realizarão as provas de história, geografia, matemática, física, química, biologia e inglês. 

Por fim, os candidatos realizarão a terceira prova, composta pelas disciplinas de acordo com o curso escolhido. 

A Fuvest alerta que, a partir de 1º de janeiro de 2013, estarão em vigor as normas do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa – Decreto 6583, de 29/09/08. 
A primeira chamada está prevista para 2 de fevereiro de 2013. 
Outras informações podem ser obtidas no site da Fuvest.

Falcão versus Ratinho

Ratinho é condenado a pagar R$ 300 mil a Paulo Roberto Falcão 

Terra 

O SBT e o apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como o Ratinho, foram condenados a pagar indenização de 500 salários mínimos (o que equivale a mais de R$ 300 mil) ao ex-jogador Paulo Roberto Falcão por danos morais. 
11.jpg (280×225)
A decisão foi publicada no site do Superior Tribunal de Justiça nesta segunda-feira (1). 

Falcão, que também já atuou como comentarista de futebol da TV Globo, acusou Ratinho e sua emissora de explorarem suas questões familiares de forma "vexatória" e "sensacionalista" em um de seus programas. 

Em um primeiro momento, os réus foram condenados a pagar R$ 1 milhão, mas em seguida apelaram contra o valor e conseguiram a redução