Aquecedor solar é alternativa para propriedades rurais
O aquecedor solar de garrafas PET, uma alternativa sustentável que preserva o meio ambiente e pode ser utilizada na propriedade rural, está presente na 2ª Feira da Agricultura Familiar e Empresarial de Camaquã (Fafec), que acontece paralelamente a 43ª Expofeira e 14ª Festa da Gastronomia do Arroz, no Parque de Exposições do Sindicato Rural.
Este é um projeto que a Emater/RS-Ascar desenvolve dentro da Frente Programática Responsabilidade Ambiental, em consonância com os Programas Estruturantes do Governo do Estado.
O equipamento trabalha a partir do princípio físico da densidade.
Dentro de garrafas PET, que servem como pequenas estufas, a água circula por canos, alojados em embalagens tetra pack, ambos pintados de preto. Os canos e as embalagens absorvem o calor da radiaç ão solar e aquecem a água. Neste momento, a densidade da água estará mais baixa, ou seja, o fluído, expandido, ocupará um espaço maior do que quando estava fria. “A água estará, aparentemente, mais leve e tenderá a subir, em direção à caixa d’água acoplada”, comenta Márcio Dalbem.
O termo-sifão é ativado desta forma e movimenta toda a água do sistema, até que os fluídos do aquecedor e na caixa d’água atinjam o equilíbrio térmico.
É necessário que a caixa d’água possua bom isolamento térmico, para isso pode ser usada espuma de poliuretano aliada a jornal, somente jornal e casca de arroz ou outros materiais que o produtor rural tenha à disposição.
Dentro da caixa há um mecanismo composto por válvula, bóias e canos, que n ão permite a mistura da água da rede de abastecimento com a já aquecida. “A água fria do abastecimento entra no fundo da caixa e ali permanece quando é necessário encher a caixa novamente”, explica Dalbem.
Alguns agricultores atendidos pela Emater/RS-Ascar já utilizam o aquecedor solar, que reduz em até 30% os gastos com energia elétrica.
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