quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Brasil e a Líbia

Eliane Cantanhêde (*)

A prioridade brasileira, neste momento, é retirar os brasileiros das áreas de maior risco na Líbia. Sem conseguir permissão do ditador Muammar Gaddafi para que aviões sobrevoem e principalmente pousem no país, o jeito foi recorrer a uma saída por mar.

Um navio de bandeira grega deve chegar entre hoje e amanhã a Benghazi, que fica no Mar Mediterrâneo e é o epicentro da revolta popular, para retirar pelo menos os 123 funcionários da construtora Queiroz Galvão. Há a possibilidade de outros aderirem à fuga. Ao todo, há cerca de 600 brasileiros hoje na Líbia, 400 deles concentrados na capital, Trípoli.

A intenção é que o navio desembarque os brasileiros em Malta, ilha ao sul da Itália, onde a construtora já teria um avião fretado pronto para trazê-los de volta ao Brasil. Agora, é torcer os dedos para a operação dar certo e para que os demais também fiquem a salvo.

Uma segunda preocupação brasileira --e, de resto, de todo o mundo-- é com o preço do petróleo. O do tipo Brent, calculado em Londres, já passa dos US$ 100 o barril, o que se torna ainda mais assustador quando Gaddafi ameaça explodir poços no país e jogar a situação no puro caos.

Com a herança de descaso fiscal deixada por Lula, a necessidade de cortes de R$ 50 bilhões no Orçamento, a inflação abusada e a tendência de juros altos, tudo o que não se quer é estouro no preço do petróleo e incertezas no cenário externo. Isso só pode ser bom para países exportadores, como a Venezuela de Hugo Chávez --aliás, amigão de Gaddafi.

A boa notícia é que o Brasil é produtor e autossuficiente. Por enquanto, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, dá uma versão tranquilizadora. Diz que a situação é "volátil" e não há razões estruturais para a alta do petróleo internamente.

Por último, o Brasil aderiu ostensivamente à pressão mundial, inclusive no Conselho de Segurança da ONU, para tentar evitar um massacre de grandes proporções na Líbia. Como lembrou o chanceler Antonio Patriota, há uma diferença fundamental entre a revolta no Egito e a de agora na Líbia: no primeiro, o Exército não investiu contra a população civil.

Ao se dizer "líder da Revolução", depois de 42 anos no poder, Gaddafi desafiou os líbios e o mundo ao ameaçar só sair "como mártir". Ninguém, porém, é mártir contra seu próprio povo.

Ele já perdeu apoio popular, cidades inteiras da fronteira com o Egito, qualquer boa vontade internacional. E vê escorrer pelas mãos a lealdade de seus diplomatas e de parte do Exército, cansados de um regime de um homem só.

Olhando de longe, o Brasil já tem uma certeza: é tudo uma questão de tempo. Cumpre-se, assim, a profecia: a revolta que começou na Tunísia, destronou Mubarak no Egito, está encerrando a era Gaddafi na Líbia e tem focos em outros países da região veio para valer. O mundo árabe já não é mais o mesmo.

(*) Jornalista e colunista da Folha, desde 1997

Simbolos italianos

Quem diria que a Itália de meus avós chegasse nesse ponto !!!

Texto sobre atual palhaçada no futebol

Clube dos 13 promete ir até o fim e diz que clubes são submissos à Globo

Wanderley Nogueira (*)

O Corinthians deixou o Clube dos 13 nesta quinta-feira e Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense e Coritiba, acenam com o mesmo caminho. Apesar do ato destes clubes, a entidade não pretende mudar seu modo de agir. É o que explicou o diretor executivo do Clube dos 13, Ataíde Gil Guerreiro, a este jornalista em entrevista à Jovem Pan.

“Eu vou até o fim”, avisou o dirigente, que vê Rede Globo como iniciadora dos problemas na discussão pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro nos anos de 2012, 2013 e 2014.

“Começamos esse processo tentando fazer as coisas de um modo racional. Tínhamos preocupação com o comportamento da TV Globo. Nós sentíamos que ela faria de tudo para evitar uma concorrência. Mas como estamos no meio empresarial, não acreditamos que a falta de ética dela chegaria a este nível. Como o futebol é importante, ela não queria correr riscos”, explicou Ataíde.

“A Rede Globo não quer correr o risco de abrir o envelope e poder perder ou ganhar. Neste momento em que poderia ser dado um upgrade na relação dos clubes,quando colocaríamos o futebol brasileiro nos trilhos, ela cooptou os clubes e eles fraquejaram”, disse.

Guerreiro aproveitou para criticar a postura do Corinthians, que por meio de carta anunciou sua saída alegando que o Clube dos 13 privilegiou a Record na negociação. “Não foi feito nada escondido, não demos privilégio a ninguém. Está na imaginação do Andrés Sanchez, que não conseguiu achar motivo para sua saída. Ele inventou esse tipo de coisa porque não conseguiu encontrar nada”, afirmou.

“Só para ficar bem claro, já refutei essas bobagens que o Andrés falou. Estávamos em reunião e, após longa reunião, notamos que seria justo dar 10% de preferência à Globo. Estavam lá presidentes de clubes, e dentro da transparência, informamos as três emissoras concorrentes”, explicou Guerreiro.

“Temos a obrigação de demonstrar o que estão fazendo. Cada presidente de Clube terá que dar satisfação a seus credores porque estão deixando de receber mais dinheiro. Por que gostam de se submeter à Globo?”, questiona.

“Você fica trabalhando por um ano e tudo vai por água abaixo. São submissos. Falta coragem. Se houvesse, a situação não estaria assim”, definiu o dirigente. “Tenho a confirmação da RedeTV e da Record de seguirem na concorrência. Continuamos na TV aberta com dois players. No dia 11 de março, eu abro os envelopes”, avisou.

Guerreiro aproveitou para destacar que a disputa pelos direitos de transmissão não significam a possibilidade de um campeonato alternativo ao Brasileiro. “Não tem esse risco porque o campeonato é da CBF. O que pode acontecer é a divisão da imagem. Mas não vai mudar o Campeonato Brasileiro”, explicou.

(*) Jornalista esportivo e desde 1977 atuando na Rádio Jovem Pan e responsável pelo Terra Esportes

Palhaçada em todos os setores

Que nosso País apresenta situações dignas de um picadeiro isso não é nenhuma novidade. A política nacional, principalmente, é um dos principais celeiros. Mas, o que chama atenção, é que setores menores ou menos importantes também têm seus momentos de circo.

Agora as luzes estão voltadas para o futebol mais precisamente a briga entre CBF, Clube dos 13, os principais clubes brasileiros e duas poderosas redes de televisão: Globo e Record.
A Globo, que de há muito detém a exclusividade de transmissão do Campeonato Brasileiro, se vê ameaçada pelo poder de crescimento da Record, inflada pelo dinheiro da Igreja Universal e que entrou na briga para conquista dessa chamada exclusividade para o campeonato de 2012.
Os principais clubes alegam que a imagem da Globo tem mais amplitude do que a Record e resolveram sair do Clube dos 13, apoiados pela CBF que opta pela Globo, independente do dinheiro a ser alavancado numa concorrência.

O problema que esses clubes (principalmente Corinthians, e os quatro do Rio de Janeiro – Flamengo, Botafogo, Vasco e Fluminense) devem todos eles cerca de R$ 60 milhões ao Clube dos 13, referente à antecipação de transmissão. Para saírem do Clube, tal qual quiséssemos sair de um Banco, é necessário que as dívidas estejam quites.
Dessa forma, o Clube dos 13 continua sua negociação através de licitações contando com a presença desses clubes. O que vai ocorrer depois caso alguma licitação seja aceita, não se sabe ao certo.

Um circo haja vista que os números dessas licitações não serem inferiores a R$ 500 milhões e que pode chegar a R$ 800 milhões, o que há de se convir que se trata de uma soma razoável de patrocínio, levando-se em conta os enormes furos financeiros que a maioria das agremiações passam, para quererem ao se individualizarem tentar negociar com a mesma emissora apenas de seus clubes ou quem sabe de outro tipo de associação tipo Clube dos 5 ou dos 6.

Mas, como futebol é um esporte onde também existem palhaços em grande estilo tentando trazer os focos para o seu lado, lá se vai mais um capitulo dessa novela Clube dos 13 e os clubes retirantes.

Isso é claro sem se esquecer a palhaçada da tal taça das bolinhas. Ficou na Caixa todos esses anos para decidirem que seria do São Paulo por ter 5 conquistas,  para uma semana depois, em função a esse imbróglio com a televisão e o clube dos 13, a CBF fazer um acordo com o Flamengo e proclamá-lo campeão de 1986 e conseqüentemente, o Flamengo se tornar o primeiro campeão 5 vezes e merecedor da famosa taça das bolinhas e com isso não há outra alternativa a não ser entra com ação judicial para fazer o São Paulo devolver a taça depois da fazer festa com direito a bolo e champagne.
 
Haja lona para tanto circo.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Legitimidade do Exame de Ordem

Renato Gomes Nery (*)

As manchetes, dos jornais de hoje, estampam a concessão de liminar pelo Juiz da 1ª Vara de Justiça Federal de Cuiabá para que o OAB/MT inscreva os 30 impetrantes de um mandado de segurança nos seus quadros, independente de Exame de Ordem. Esta questão não é nova e já foi fruto de outras liminares, por outros juízes, em diversas partes do Brasil. Já existe pronunciamento favorável ao Exame de Ordem pelo Supremo Tribunal Federal.

O Exame de Ordem que está sendo adotado por Conselhos de outras profissões, tem como objetivo principal a defesa da sociedade, em não deixar que profissionais despreparados, entrem no mercado trabalho para lidar com duas coisas muito preciosas para o ser humano: a liberdade e o patrimônio. E veja que mesmo o Exame de Ordem não tem evitado que muitas vezes isto aconteça, haja vista, o “mercado persa” que se transformaram os cursos de direito no Brasil.

Segundo o Almanaque Brasil – Editora Comunicação e Cultura, edição 12 – fev./2011, pág. 26 - o Brasil tem 1.240 cursos superiores na área de direito, enquanto que a soma de todos estes cursos no mundo somam 1.l00. Somente por estes números dão para ver o exagero e, por conseqüência a qualidade dos profissionais que são formados, com as raras e devidas exceções. Aqui, no Estado de Mato Grosso, temos cursos em cidades com menos de 20.000 habitantes. Ficamos somente imaginando a qualidade dos quadros de professores de instituições como estas para termos uma idéia dos profissionais que elas formam.

O Ministério da Educação - que libera a abertura dos cursos de direito - começou uma cruzada, no ano 2007, para combater as faculdades que oferecem cursos de má qualidade e já reduziu 24 mil vagas de Direito. Isto é muito pouco e é preciso fazer muito mais. O curso de direito é um dos mais complexos do conhecimento humano. O direito abrange uma seara sem fim e, portanto, não se podem fazer profissionais nesta área em “fornadas”, como se fossem pão. A irresponsabilidade desta situação sustenta o mercantilismo da maioria das faculdades particulares, sem compromisso com o saber e com o preparo na formação de bons profissionais.

A degradação da advocacia, da magistratura e de outras profissões do ramo de direito passam, também, pela precariedade dos Cursos de Direito. Os Conselhos e Direções da OAB já têm maioria composta, em todo o Brasil, de membros provenientes das faculdades particulares, notadamente professores, pois são nelas que existem mais alunos, portanto, mais advogados e mais votos. E até o Exame de Ordem, com passar do tempo, deverá ser vítima deste influxo que vai forçar para baixo a sua qualidade.

Como ficou demonstrado, o problema é mais complexo e mais grave do que se imagina e ficará muito pior se não houver Exame de Ordem. Que o bom senso prevaleça, como predominou em situações anteriores, quando foi mantido o Exame de Ordem. Que o Ministério da Educação continue com sua cruzada e feche literalmente cursos de má-qualidade. E que o Exame de Ordem não só seja mantido, mais aperfeiçoado para que a sociedade não venha sofrer as conseqüências do trabalho de profissionais mal preparados.

(*) Advogado em Cuiabá e Ex-Presidente da OAB/MT.


Somatom Spirit da Siemens em Santarém


AMAZÔNIA DIAGNÓSTICOS
DEPARTAMENTO DE MARKETING

PRÉ-LANÇAMENTO E INSTALAÇÃO DO SOMATOM SPIRIT – SIEMENS.

O AMAZONIA DIAGNÓSTICOS - CENTRO INTEGRADO DE DIAGNÓSTICO LABORATORIAL E IMAGEM, PIONEIRO NA REGIÃO EM TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA, COM MAIS DE TRINTA ANOS DE ATUAÇÃO NO MERCADO, MAIS UMA VEZ INOVA E SAI NA FRENTE SEMPRE INVESTINDO EM TECNOLOGIA DE PONTA, PARA OFERECER AOS SEUS USUÁRIOS CADA VEZ MAIS, QUALIDADE, CREDIBILIDADE E AGILIDADE NO ATENDIMENTO DE EXAMES LABORATORIAIS E POR IMAGEM.

JÁ CHEGOU EM SANTARÉM E ESTÁ SENDO INSTALADO NO CEDIT - O CENTRO DE DIAGNÓSTICO POR IMAGEM TAPAJÓS – O SOMATOM SPIRIT.

TRATA-SE DO MAIS MODERNO E SOFISTICADO EQUIPAMENTO DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA E EXAMES DE ALTA COMPLEXIDADE DA REGIÃO OESTE DO PARÁ E, QUE NOS PRÓXIMOS DIAS ESTARÁ DISPONIBILIZADO PARA ATENDIMENTO AO PÚBLICO.

Segundo a Drª Nádia Valéria, grandes investimentos foram necessários para trazer da Alemanha toda esta tecnologia, que vai brevemente proporcionar à classe médica e aos clientes Amazônia Diagnósticos, um ganho real em tempo de exame e a qualidade de imagem.O Spirit oferece benefícios clínicos para qualquer tipo de exame devido a melhor resolução de imagem, o que significa ver estruturas menores com maior precisão, velocidade na execução do exame e cobertura de volume, ou seja, grandes áreas do corpo podem ser examinadas de uma só vez.

A tecnologia multislice, que é a base de funcionamento deste novo equipamento, beneficia em especial algumas aplicações clínicas como, por exemplo, exames em pacientes poli-traumatizados que com este tomógrafo contarão com maior rapidez na realização dos exames e ampla cobertura de imagem em todas as extensões do corpo. Também se beneficiarão pacientes dispnéicos (aqueles com dificuldade de segurar a respiração durante a aquisição das imagens), com a realização do exame em apenas 25 segundos, casos de estadiamento de tumores e de uma forma geral todos os exames de angio-tomografia, uma vez que a maioria desses exames requer injeção de contraste. O equipamento é rápido ao ponto de acompanhar a velocidade do contraste que passa pelas artérias, proporcionando economia de contraste e conforto para o paciente, pois evita-se uma segunda injeção do fármaco para realizar o mesmo exame. É possível, por exemplo, fazer um exame de tórax inteiro, fígado nas três fases ou ainda das carótidas com apenas uma injeção de contraste para o estudo de cada órgão, especificamente.

O syngo®, sistema operacional que permite integração com diferentes modalidades de diagnóstico por imagem foi simplificado para o SOMATOM Spirit. O tomográfo em questão exige somente 17m2 para instalação e faz mais de 50 exames em uma jornada de 8 horas. “O equipamento oferece todos os diferenciais disponíveis hoje nos tomógrafos multislice da Siemens, benefícios traduzidos em redução de dose para o paciente, flexibilidade para equipe médica, além de menor custo para realização do exame com ganho de produtividade do serviço.

Nossos "Ditadores"

Blog do Juca Kfouri -
É como constata e pergunta aquele meu amigo:

Caíram os ditadores da Tunísia, do Egito e está caindo o da Líbia.
Quando cairão os da FIFA, da CBF e do COB?

A inflação assusta

Celso Ming (*)

A inflação vai ficando mais virulenta e, pior do que isso, a cabeça dos marcadores de preços está cada vez mais turbinada com a alta que vem pela frente. Ou seja, não é apenas a inflação que está ficando mais séria; é, também, a expectativa do mercado que vai se deteriorando, tornando ainda mais difícil o seu combate.

O IPCA-15 é apenas uma antecipação do que pode vir a ser a inflação do mês, mas apontou um avanço muito forte, de 0,97%, o maior desde 2003. Esse IPCA-15 é o mesmo IPCA, com uma diferença: mede a evolução dos preços também em 30 dias, só que captados no período que vai do dia 15 de um mês ao dia 15 do mês seguinte.

O IPCA-15 de fevereiro, divulgado nesta terça-feira pelo IBGE, mostrou que, em 12 meses, a inflação já é de 6,08%. E a Pesquisa Focus, do Banco Central, apontou segunda-feira que as projeções do mercado para a inflação deste ano, medida pelo IPCA, já estão em 5,79%. Mas os analistas começam a apostar em números mais próximos dos 7%. Se passar dos 6,5%, a meta estará estourada, já contada a área admissível de escape, de 2 pontos porcentuais.

O fato positivo é o de que o impacto dos alimentos no custo de vida já é mais baixo do que há algumas semanas. Foi de 1,21% e agora caiu à metade, para 0,57%. Em compensação, o governo e outros organismos encarregados da política anti-inflação têm de lidar com novos fatores adversos.
O primeiro deles é a estocada dos preços do petróleo. Aí há dois condicionantes trabalhando na mesma direção. O primeiro deles é a alta que já vinha vindo e que tem a mesma qualidade da esticada das commodities agrícolas. Reflete aumento do consumo.
Esse condicionante vai continuar atuando, embora mais devagar. O outro tem a ver com a crise no mundo islâmico, o chamado efeito dominó que vai arrastando um a um os governantes da região. Alguns desses países, como Líbia e Irã, são grandes fornecedores de petróleo. Uma paralisação prolongada da produção por lá pode derrubar a oferta e pressionar os preços. E, assim, mais cedo ou mais tarde, a Petrobrás, que já vai sangrando em seu caixa, poderá vir a ser obrigada a reajustar os preços dos derivados.

O segundo fator que trabalha contra o governo é o câmbio (âncora cambial). Quanto mais baixa for a cotação do dólar, mais fácil será segurar a inflação porque ajuda a baratear em reais os preços dos produtos importados. Com algumas interrupções de percurso, desde 2004, o câmbio vem derrubando a cotação do dólar em reais. Daqui para frente não se pode contar mais com esse efeito – até porque a decisão de política econômica é evitar maior valorização do real.
O outro fator que agora está trabalhando contra é a inflação externa. A crise derrubou o consumo e os preços. Até há alguns meses, o grande temor dos países industrializados era a deflação. A nova situação é o oposto disso. A alta dos alimentos, a escalada do petróleo e a reativação do consumo tendem a acelerar a inflação global e a obrigar os bancos centrais a voltar a puxar pelos juros.

A força da inflação aqui no Brasil exige ação do governo, sob pena de perder o controle. É a situação que aumenta a importância do corte de despesas públicas e, ao mesmo tempo, exige ainda mais aperto dos juros.

(*) Jornalista . Possui uma coluna de Economia publicada em vários jornais do País. 

Santarém também tem coisas lindas


Enseada da Ponta Grande – Rio Arapiuns – Santarém – Pa.


(Foto Podalyro Neto- Blog do Paju)



Situação do HM em Santarém

Deu no Blog O Estado do Tapajós On Line

Município assume postura intransigente frente ao Ministério Público Estadual

Erik L. Jennings Simões (*)

Acabou ainda pouco a reunião entre Ministério Público Estadual, o Município de Santarém e demais entidades, como a Câmara de Vereadores, para se discutir e oferecer uma resolução para os graves problemas que passam o atendimento a saúde no Hospital Municipal (HMS).
Para quem esperava alguma postura autoritária e intransigente por parte do MP, que seria até bem vinda frente à situação caótica do HMS, ficou surpreso em constatar que o autoritarismo e a intransigência vieram por parte do governo municipal.

O governo municipal, representado na reunião pelo atual secretário de saúde José Antonio Rocha, o Procurador do município Isaac Lisboa e Emmanuel Silva, jogaram toda responsabilidade dos problemas ao Estado do Pará, aos municípios da região e aos médicos. Além do mais, esses representantes se recusaram a assinar o Termo de Ajuste de Conduta proposto pelo MP. Mais ainda, não ofereceu nenhuma, NENHUMA, contra proposta ao que foi apresentado pelo MP. E, para quem acha que o MP pediu muito, pode ficar surpreso, ou com medo mesmo, ao saber que os procuradores do Estado somente estavam pedindo que tivessem medicamentos básicos no pronto-socorro, que tivessem rotinas médicas e de enfermagem estabelecidas, que a rede de oxigênio funcionasse… Que o direito a vida fosse mantido. O MP propunha que o direito a segurança dos médicos que prestam trabalho no hospital Municipal fosse garantido. O MP não estava pedindo nada acima do que já está estabelecido pela legislação deste País. Os prazos e sugestões foram abertos pelo MP, que mesmo assim não obteve sucesso em convencer o Município a aceitar o TAC. Os representantes do Município foram absolutamente intransigentes. Não quiseram acordo.

Para quem assistia a reunião ficou claro que o município de Santarém não assume sua parcela (grande por sinal) de culpa e responsabilidade em resolver a situação atual da saúde. Além do mais dava uma sensação que misturava pena e revolta, ver nosso vice-prefeito e secretário de saúde ser totalmente ignorado pelo procurador municipal, que na mesa assumiu o papel de “prefeito”, como bem criticou o vereador Erasmo Maia.
O Ministério Público foi absolutamente perfeito na reunião. Mostrou com dados fornecidos, pelo próprio município, que a saúde em Santarém está piorando nos últimos anos. Mostrou que a mortalidade infantil está crescendo, mostrou que a oferta para consultas de gestantes está caindo e que a mortalidade Peri-natal está subindo. Por outro lado o MP mostrou que os recursos só crescem!

O MP estava representado por Adler Sirotheau, Janaina Andrade, José Frazão de Menezes, Gilberto Lins e Alan Pierre. Os procuradores abriram negociação, alargaram prazos, fizeram várias concessões, mas não tiveram sucesso. O município de Santarém foi enfático: não.
No final da reunião, após muitos pedidos pelo MP, o Procurador Municipal aceitou LER, somente ler e dar alguma resposta, que também não ficou claro em que direção seria, a respeito da proposta do TAC sugerido pelo MP, em 72 horas.

O resultado da reunião foi desastroso. Principalmente para a classe médica, que pode testemunhar que trabalha para um “Patrão”, no caso o município de Santarém, que não quer nem acordo com uma instituição que defende os direitos coletivos, como é o caso do MP. Os médicos experimentaram uma sensação enorme de insegurança, pois agora sabem que o governo não lhes garante retaguarda. Uma coisa é trabalhar em condições precárias de trabalho, outra coisa é trabalhar em um caos e constatar que o maior responsável não reconhece sua responsabilidade e muito menos quer algum acordo no sentido de resolver a questão.
No meio desta confusão, com os papeis totalmente invertidos. Fica claro que existe um processo de desgaste do atual secretário, e que já vem ocorrendo há tempos, no sentido de que ele deixe o cargo. Mas, algumas perguntas ficam na cabeça de qualquer cidadão: precisava deixar chegar até este ponto para pedir a cadeira da secretaria de saúde?
Precisava se recusar ao menos lançar uma contra proposta ao MP, para deixar a situação ainda mais complicada para o atual secretário? Precisava banalizar a vida humana, num jogo de cargos e poder?

Para quem tinha alguma dúvida, que a questão de saúde de Santarém era caso de Polícia, depois desta reunião, resta a infeliz e lamentável certeza que o Cucurunã deveria ser um anexo do Hospital municipal de Santarém.

(*) Médico Neurocirurgião.

O tio está pobre, coitado !!!

Fortuna de Kadafi chega a US$ 70 bi
Estadão

Filho de um pastor beduíno, Muamar Kadafi usou o petróleo, corrupção e opressão para construir um fundo de investimentos de US$ 70 bilhões, que hoje tem seus tentáculos em todos os setores e regiões do mundo.

Ainda que o dinheiro venha do petróleo do país, o setor financeiro internacional considera a Autoridade de Investimentos da Líbia como uma empresa da família Kadafi. A eventual queda do ditador, portanto, poderia ter repercussões para dezenas de empresas pelo mundo.

Sem distribuir os recursos à população, a família Kadafi rapidamente acumulou uma fortuna e diversificou seus negócios. Seu fundo acumulou ainda lucros de US$ 2,5 bilhões em apenas quatro anos. Em 2010, comprou por quase US$ 400 milhões 3% das ações da Pearson, empresa que está por trás do Financial Times.

Na Grã-Bretanha, que hoje patrocina uma resolução na ONU contra Kadafi, o líbio ainda comprou uma série de propriedades. Na Rua Oxford, o ditador pagou mais de US$ 200 milhões pelo famoso edifício conhecido como Portman House.

Nos EUA, o Grupo Carlyle é parte dos parceiros do fundo de Kadafi, que também investe no setor têxtil da África. Em ações pelo mundo, o fundo ainda investiu US$ 1,5 bilhão. Na Áustria, a empresa de Kadafi comprou 10% da maior fabricante de tijolos do mundo, a Wienerberger.

Na Itália, a presença de Kadafi é ainda mais impressionante. Não por acaso, a bolsa de Milão é a que mais sofre com a crise em Trípoli. De ex-colônia italiana, a Líbia passou a ajudar empresas de Roma e Turim.

Em pelo menos três ocasiões, salvou a Fiat de graves problemas financeiros. A última vez foi em 2002, quando Kadafi comprou 2% da empresa. Os líbios detêm 7,5% do UniCredit, um dos maiores bancos da Itália, além de 2% no principal grupo industrial de armamento, Finmeccanica.

O líbio tem 7,5% das ações da Juventus, o time com maior número de títulos do futebol italiano. Isso, claro, para que seu filho fosse escalado para algumas partidas como jogador.

Na África, os investimentos em telecomunicações começaram em 2007, como em Uganda e outros sete países. Ainda comprou 24% da empresa Circle Oil, responsável pela exploração de gás no Egito, Marrocos, Namíbia, Omã e Tunísia.

No Brasil, os responsáveis pelo fundo buscam terras e afirmam que teriam US$ 500 milhões para gastar, segundo fontes da Câmara Brasil-Países Árabes..

Dicas de quem chegou lá !!!

Candidato não deve 'se desesperar', diz jovem que passou em 9 vestibulares de medicina
Uol -

A receita de Marcela Malheiro Santos, 17, pode ser simples, mas é certeira para passar no vestibular: segundo ela, o vestibulando não pode "se desesperar" na hora de se preparar para as provas. "Ele tem que ter consciência do que está fazendo, pegar as dicas dos professores e respeitar o momento de relaxar", explica.

Marcela Malheiro Santos, 17, foi aprovada em 9 vestibulares de medicina
Ela passou em medicina em nove faculdades que estão entre as principais do país, tais como USP (Universidade de São Paulo) - onde atualmente estuda -, Unesp (Universidade Estadual Paulista) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Ao todo, a jovem prestou 13 vestibulares.

A preparação da candidata começou no último ano do ensino médio: ela deixou o balé, o jazz e a patinação para se dedicar totalmente aos estudos. Pela manhã, frequentava as aulas do colégio e, de tarde, fazia exercícios do conteúdo aprendido. Nos finais de semana fazia simulados e, quando não havia testes, ia ao cinema ou saia para algum programa "leve" - nada de balada, portanto.

Depois de maio, no entanto, a jovem mudou o método de estudos: começou a fazer menos exercícios após as aulas e se focou mais em redações. "Eu não estava mais conseguindo acompanhar, fazia muitos exercícios... Então foquei bastante na redação, porque contava bastante nas provas. Isso foi bom porque não cheguei tão cansada [no final do ano, época das provas] e estava com resistência maior", diz.

Marcela conta que, apesar de ter focado os estudos para o vestibular somente no 3º ano do colégio, já havia sido treineira nos primeiro e no segundo anos do ensino médio. Essa experiência foi importante na hora de fazer o vestibular: "Você vê como é a prova sem a carga de ser uma prova de verdade, isso ajuda a ver como ela é, como é o ambiente e como você tem que se organizar para o vestibular".

Mesmo com tanto estudo e tantos vestibulares, ela explica que, na época dos exames, achava que não passaria. "Ninguém sai cem por cento confiante [das provas], eu achava que não tinha passado, que não daria. Na prova sempre ficava angustiada, é inevitável. Mas é bom não pensar muito nisso", diz.

Confira outras dicas da - agora - caloura de medicina:
- Prestar bastante atenção às aulas, principalmente às dicas dadas por professores sobre modelos de questões e assuntos que mais caem em provas;
- Fazer simulados para aprender a controlar o nervosismo e o tempo;
- Ler bastante textos editoriais, jornalísticos e treinar redação;
- Fazer mais de uma prova, para adquirir experiência e confiança.

Nota de repúdio

OAB-Pará divulga nota de repúdio referente ao ocorrido em Manaus onde o prefeito daquela cidade, sr Amazonino Mendes, de forma desequilibrada trouxe à tona um preconceito contra uma moradora de uma comunidade de risco, afora ofendê-la ainda reforçou sua descriminação contra o estado do Pará, de onde a moradora tem origem.
....
A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado do Pará vem de público manifestar seu repúdio a infeliz manifestação do excelentíssimo prefeito de Manaus, senhor Amazonino Mendes, que se portou com desdém em relação aos menos favorecidos pela sorte, além de proferir declaração de cunho, manifestadamente preconceituoso, ao laborioso povo do Estado do Pará.

Esperamos que a referida autoridade tenha a grandeza de se retratar, desculpando-se com os pobres, que também ajudaram a elegê-lo, bem como com o povo do Pará – que na pessoa de uma mulher, foi ofendido – a fim de manter o equilíbrio que se deseja entre os entes federativos.

Outrossim, a OAB-PA espera que a partir de agora, o referido agente político se paute em assuntos de real interesse a coletividade.
...

O preconceito vindo de cima

Manaus: prefeito manda moradora paraense morrer

O prefeito de Manaus (AM), Amazonino Mendes (PTB), discutiu dias atrás com uma moradora de uma comunidade onde morreram uma mulher e duas crianças soterradas sob um barranco.

O prefeito disse que as pessoas na comunidade Santa Marta, na zona norte da capital amazonense, ajudariam a prefeitura "não fazendo casas onde não devem", ao que uma moradora não identificada retrucou: "Mas a gente está aqui porque não tem condição de ter uma moradia digna". O prefeito respondeu: "Minha filha, então morra, morra".

Depois, a moradora disse que, se era assim, "então vamos morrer todos", ao que o prefeito questiona sua origem. Quando ela responde ser do Pará ele encerra a discussão dizendo: "Então pronto, está explicado". A discussão foi ao ar na íntegra no da jornal TV Amazonas, filiada da Globo.

A assessoria de imprensa da prefeitura não comentou o caso, mas disse que a Defesa Civil Municipal está cadastrando as pessoas na área de risco para providenciar casas alugadas.

Nota do Blog:  O que escrever lendo uma sandice dessas? Qual o sentimento que aflora quando uma autoridade traz à tona um preconceito tão estarrecedor, tão explicito? Pode alguém querer justificar o fato do prefeito se dirigir a uma comunitária, que, aliás, como tantas outras se encontra nessa situação por total falta de opção, da forma como se dirigiu, desejando seu mal e ainda por cima a ofendendo e conseqüentemente todo seu estado de origem, achando que pelo fato dela ser paraense, cabe-lhe a culpa de morar naquele local, ou ainda de querer morrer, como ele próprio vociferou.
Que tristeza saber que já não bastam os abestados preconceituosos que infestam as cidades do País, vem uma autoridade (imagina-se que seja) a expor publicamente esse preconceito descabido , sem propósito, desumano, de alguém que demonstra na reportagem ser um desequilibrado. Assistam o vídeo e tirem suas conclusões:

http://www.youtube.com/watch?v=a56rqAVjFfc

Peixe vence toxinas

Peixe dos EUA evolui para sobreviver no meio de toxinas
Folha de São Paulo/Associate Press

A maioria das pessoas pensa que a evolução ocorre ao longo de centenas ou milhares de anos, mas não é o que aconteceu com um peixe dos Estados Unidos. Bastaram 50 anos para que a espécie, parecida com um pequeno bacalhau, evoluísse com o propósito de se tornar mais resistente às toxinas que poluem o rio Hudson.

"Estamos falando de uma evolução muito rápida", comenta o professor de medicina ambiental da Escola de Medicina da Universidade de New York, Isaac Wirgin.

Peixe que vive no rio Hudson (EUA) evoluiu em 50 anos e se tornou resistente a toxinas sem ficar doente ou morrer
Segundo Wirgin, autor de um estudo publicado na versão on-line da "["Science"]':http://www.sciencemag.org, a variação de um gene garantiu ao peixe uma resistência ao bifenilpoliclorado (PCB), substância tóxica e cancerígena.

O peixe se tornou capaz de acumular grandes quantidades da química industrial sem necessariamente morrer ou ficar doente.
O rio Hudson recebeu durante 30 anos altas doses de PCB --a substância foi identificada pela primeira vez nas suas águas em 1947-- e ainda continua sob processo de limpeza.

"A questão seguinte é como eles fazem isso", comenta Adria Elskus, especialista que estuda a resistência de peixes a PCBs, mercúrio e outras dioxinas.

Uma segunda pergunta, feita pelo cientista que realizou o estudo, é sobre a contaminação de PBC por outras espécies, já que o pequeno bacalhau serve de comida para peixes maiores. Isso significa que há transferência da toxina pela cadeia alimentar e possivelmente para o homem.

A Líbia e o "companheiro"

Para que os brasileiros deixem a Líbia, basta um pedido de Lula ao amigo e irmão Kadafi

Augusto Nunes (*)

Desde domingo, centenas de brasileiros em perigo na Líbia aguardam o pouso do avião fretado pelo Itamaraty. Desde domingo, o chanceler Antonio Patriota espera sentado a autorização do governo local para o pouso em algum aeroporto. Desde domingo, Lula faz de conta que conhece só de vista o homem que há 42 anos manda e desmanda no país. O que espera Patriota para interromper a amnésia malandra e recordar ao ex-presidente os tempos em que entrava sem bater na tenda beduína onde Muammar Kadafi conversa, descansa e dorme escoltado pela guarda pessoal só de mulheres?


Há pouco mais de um ano e meio, na reunião da União Africana realizada em Sirte, na Líbia, Lula e Kadafi andaram protagonizando cenas que, infiltradas em qualquer dramalhão de cinema, fariam a plateia inteira chorar lágrimas de esguicho. “Meu amigo, meu irmão e líder”, derramou-se o convidado de honra, olhos nos olhos com o anfitrião, na abertura da discurseira. Kadafi pareceu especialmente comovido, naquele 1º de julho de 2009, ao ouvir o parceiro responsabilizar os países industrializados pelo “caráter perverso da ordem internacional”.


Foto do Blog Augusto Nunes

Em seguida, o orador acusou a imprensa em geral e os jornalistas brasileiros em particular de tratar com “preconceito premeditado” as relações amistosas entre os governos latino-americanos e as ditaduras da região. Só gente preconceituosa poderia fingir que não vê “a persistência e a visão de ganhos cumulativos que norteia os líderes africanos”, todos muito conscientes de que “consolidar a democracia é um processo evolutivo”. Kadafi ficou tão animado com o palavrório que no encontro seguinte, promovido na Venezuela, propôs uma aliança militar, “nos moldes da OTAN”, entre os liberticidas africanos e os companheiros cucarachas.

No momento, o terrorista vocacional não tem tempo para pensar nessas grandezas: está inteiramente absorvido pela guerra de extermínio movida contra o povo líbio. Mas atenderá imediatamente ao telefone se souber que é Lula quem está do outro lado da linha. E, se ouvir o pedido, não se negará a suspender por algumas horas o bombardeio aéreo da população civil para permitir que o avião do Itamaraty recolha os brasileiros. Ninguém recusa o que pede um amigo e irmão. (Se recusar, o Brasil colherá mais uma prova de que a política externa da cafajestagem, parida pelo que Ricardo Setti batizou de “lulalato”, serviu apenas para envergonhar o país governado por um megalomaníaco).

Além de acionar o ex-presidente, Antonio Patriota deve reforçar urgentemente o esquema de segurança da embaixada na Líbia. Assustado com o tamanho da rebelião popular, Kadafi tem consultado o companheiro Hugo Chavez sobre planos de fuga e refúgios seguros. O último a tratar desses assuntos com o imaginoso venezuelano foi o hondurenho Manuel Zelaya. Os dois decidiram que um bom esconderijo seria a embaixada brasileira em Tegucigalpa. Kadafi avisou nesta terça-feira que prefere morrer a deixar o país. Se Patriota não abrir o olho, o bolívar-de-hospício e o ditador acuado tentarão abrir em Tripoli mais uma Pensão do Lula.

(*) Ex-Diretor do Jornal do Brasil, do Jornal Gazeta Mercantil e Revista Forbes. Atualmente na Revista Veja.



Enquanto isso em Brasilia ....(1)

Recebemos do leitor Carlos Cezar da bela cidade de Apucarana no Paraná o seguinte comentário a respeito da postagem " Enquanto isso em Brasília".
Agradecemos a audiência do Carlos Cezar e concordamos que realmente nosso País carece de novos líderes políticos e principalmente com vontade de trabalhar.

carlos cezar de apucarana - paraná disse...

... se ainda fosse um velho ativo poderia se aceitar mas se trata de um inútil, interesseiro.
pobre país que não se recicla, não tem jovens lideres, tem carcaças de lideres que nunca foram lideres.

Receita da Coca-Cola

Receita da Coca-Cola que rodou a internet era falsa
Folha de São Paulo

Não foi desta vez que a misteriosa receita da Coca-Cola, a bebida mais consumida do mundo, foi descoberta (leia aqui). De acordo com uma apuração feita pela Folha, a lista de ingredientes que rodou a internet na semana passada não corresponde à realidade.

“Isso é uma lenda”, disse o engenheiro de alimentos Flávio Schimdt, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). A ideia era que era que ele tentasse reproduzir a receita para ver se ela fazia algum sentido.

Mas o primeiro ingrediente – extrato fluido de coca – nem sequer pode ser comercializado no Brasil, conforme informou a assessoria de imprensa da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Quem faz a fiscalização da indústria de alimentos no Brasil é o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. De acordo com sua assessoria, o ministério conhece todos os ingredientes usados no processo de fabricação da Coca-Cola e não permitira o uso do tal extrato de coca.

Mas se os ingredientes são conhecidos, qual é o segredo da Coca-Cola? É a proporção de cada item usado, informou a assessoria de imprensa da bebida. Até hoje, ninguém conseguiu reproduzir a quantidade exata para chegar à bebida.

A Coca-Cola informou também que os ingredientes estão na embalagem dos seus produtos. Eu, que não bebo o refrigerante, comprei uma garrafinha pra conferir. Está lá mesmo: água gaseificada, açúcar, extrato de noz moscada de cola, cafeína, caramelo e acidulante. Nada consta sobre extrato de coca.
A apuração sobre a suposta receita encontrada numa foto de um caderno de um amigo do criador da receita original, além de divertida, rendeu uma informação interessante que não poderia ficar de fora desse post.

Na busca por um “personagem” para minha suposta matéria, encontrei muitas pessoas viciadas em Coca-Cola.

Meu cunhado disse que não consegue ir a um compromisso importante sem tomar uma Coca-Cola antes (como fazem os fumantes com o cigarro). Um amigo de um amigo chega a tomar 4 litros por dia da bebida! Uma outra disse treme – literalmente - quando falta coca na geladeira. Não é à toa que as vendas da bebida só crescem: subiram 5% no ano passado – e 7% no Brasil.

Pode ser que a receita que rodou a internet seja o rascunho daquela que, depois, foi comercializada – e que está trancada num cofre em Atlanta, EUA. Mas a original mesmo ainda é um enigma.
Por enquanto, quem quiser fazer alguma receita de bebida em casa, pode arriscar a cerveja amanteigada de Harry Potter. De acordo com o professor Schimdt, da Unicamp, que já fez a bebida de Hogwarts para o seu filho, o gosto é bom.

Dilma e a imprensa livre

Opinião do Estadão

"Uma imprensa livre, pluralista e investigativa é imprescindível para um país como o nosso (...) Devemos preferir o som das vozes críticas da imprensa livre ao silêncio das ditaduras", disse a presidente Dilma Rousseff no evento comemorativo de 90 anos da Folha de S.Paulo. Não é a primeira vez que a chefe de governo faz profissão de fé na imprensa livre, fundamento básico da democracia. Essas mesmas palavras ela já havia dito quando, recém-eleita, concedeu a sua primeira entrevista coletiva. E voltou a repetir o compromisso, sempre que oportuno. Mas o pronunciamento feito na Sala São Paulo diante de uma plateia de 1.200 convidados tem um significado especial e relevante. Primeiro, pelo inequívoco sentido de alerta, quase uma palavra de ordem sobre a postura que os governantes devem manter em relação à imprensa, claramente explicitada na presença de todos aqueles com quem Dilma divide a responsabilidade de governar. E também, não menos importante, por tudo o que pode significar o simples fato de a presidente da República comparecer naquele evento e afirmar o que afirmou. Pode significar o resgate das relações de respeito e de compreensão mútua dos respectivos papéis que devem caracterizar a convivência entre o poder público e a mídia numa sociedade democrática. É com otimismo, portanto, que, com mais esse vigoroso pronunciamento, se constata que o passado recente de permanente beligerância do poder central contra a imprensa livre é página virada.

Seguidores fiéis do ex-presidente Lula, como o fez há pouco o ministro Gilberto Carvalho, têm sistematicamente desdenhado os elogios a Dilma Rousseff por parte de quem, como este jornal, não poupa críticas a Lula quando julga que as merece. Argumentam que o que se pretende é "desconstruir" a imagem do ex-presidente. Na verdade, não fazem mais do que repetir o que o próprio Lula tem afirmado sempre que surge a oportunidade. Mas não há como deixar de registrar, e aplaudir, a enorme diferença, que não é apenas de estilo, entre as posições firmadas por Dilma numa questão fundamental como esta, a da liberdade de imprensa, e as insistentes diatribes de Lula e seus prepostos contra o trabalho dos jornalistas e a favor do "controle social" da mídia.

A verdade é que há muitos anos não se ouviam, por parte do chefe da Nação, declarações tão auspiciosas sobre os fundamentos da pluralidade democrática e o verdadeiro papel da imprensa. Afirmou Dilma Rousseff: "A multiplicidade de pontos de vista, a abordagem investigativa e sem preconceitos dos grandes temas de interesse nacional constituem requisitos indispensáveis para o pleno usufruto da democracia, mesmo quando são irritantes, mesmo quando nos afetam, mesmo quando nos atingem. E o amadurecimento da consciência cívica da nossa sociedade faz com que nós tenhamos a obrigação de conviver de forma civilizada com as diferenças de opinião, de crença e de propostas".

Em sua intervenção, o diretor de redação do jornal, Otávio Frias Filho, lembrou que, em nome do leitor, os jornalistas exercem a função de fiscais do governo, tendo sempre um compromisso com a democracia e com o desenvolvimento do País.

Essa alusão aos pesos e contrapesos que mantêm o equilíbrio da convivência democrática acabou estabelecendo uma feliz relação dialógica com o discurso da presidente da República, o que abre nova e promissora perspectiva para o futuro da imprensa no País. Pois, se a mídia conhece a extensão de sua responsabilidade social e sabe que essa responsabilidade deve ser cobrada pela sociedade, cabe ao poder público ser fiador do ambiente de liberdade indispensável ao exercício pleno da atividade jornalística. Dilma Rousseff demonstrou firme convicção nesses princípios ao reiterar seu "compromisso inabalável com a garantia plena das liberdades democráticas, entre elas a liberdade de imprensa e de opinião". E foi além: "Um governo deve saber conviver com as críticas dos jornais para ter um compromisso real com a democracia. Porque a democracia exige, sobretudo, este contraditório, e repito mais uma vez: o convívio civilizado, com a multiplicidade de opiniões, crenças, aspirações". Um discurso realmente novo.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Enquanto isso em Brasilia ....

Colonos épicos

Xico Graziano (*) para O Estado de S.Paulo

A data, recentemente definida, quase ninguém conhece. Já do feito, extraordinário, se sabe melhor. Comemorou-se agora, em 21 de fevereiro, o Dia do Imigrante Italiano. Faz recordar uma verdadeira epopeia.
A história da imigração italiana se inicia em meados do século 19. Nessa época se conjugam alguns fatores determinantes para explicar o fenômeno: de um lado, na Itália, o processo de reunificação pátria e as difíceis condições de vida camponesa; de outro lado, no Brasil, o fim do tráfico negreiro e a expansão da lavoura cafeeira. Juntou-se a fome com a vontade de comer.

O pioneirismo na busca de alternativa ao trabalho escravo no Brasil coube a Nicolau de Campos Vergueiro, que em 1847 trouxe 180 famílias oriundas de vários países europeus para trabalharem em sua fazenda, no município paulista de Limeira. A "colônia de parceria" por ele proposta, porém, não funcionou, endividando os imigrantes. Ocorrida em 1857, a Revolta de Ibicaba revelou o fracasso da inédita experiência.
Mas em 1850, com a Lei Eusébio de Queiróz, se proibia o tráfico negreiro. Agudizava a escassez de mão de obra, comprometendo o novo ciclo de progresso que chegava com a lavoura do café. Em 1870 as plantações, varando o Vale do Paraíba, já chegavam às terras planas e roxas de Campinas. Com ajuda do governo, os fazendeiros fizeram propaganda, vendendo um eldorado além-mar para os camponeses italianos.

A partir de 1874 começam a chegar levas de italianos, em navios apertados, fugindo de seu passado miserável, esperançosos de nova vida. Cativados, e em parte iludidos, pelo paraíso da economia cafeeira, entram no País perto de 1 milhão de imigrantes entre 1884 e 1904. O ritmo diminuiu depois, quando aportam mais 282 mil imigrantes entre 1904 e 1923.
O ciclo do café coloca São Paulo no centro da economia brasileira. Com a Lei Áurea (1888), a libertação dos escravos abre definitivo espaço para a transformação da sociedade agrária-exportadora. Trabalho livre, mas nem tanto, surge então o "colonato do café". Uma invenção brasileira.

Menos quatro sem a teta

Procuradoria pede que ex-governadores da PB devolvam pensões
Folha de São Paulo

Quatro ex-governadores da Paraíba foram acionados na Justiça pelo Ministério Público Federal para que devolvam parte do dinheiro recebido do governo do Estado como aposentadoria especial.
Cícero Lucena (PSDB), José Maranhão (PMDB), Ronaldo Cunha Lima (PSDB) e Wilson Braga (PMDB) recebem o mesmo salário do atual governador --R$ 18.371 por mês-- por já terem ocupado o cargo. Braga, o mais longevo, tem o benefício há 24 anos.

Segundo a Procuradoria, os políticos exerceram cargos eletivos durante o recebimento da pensão e, por isso, seus vencimentos excediam o teto previsto na Constituição para agentes públicos.
Lucena, que foi governador por apenas nove meses, por exemplo, é senador desde 2007, com mandato até 2015 e salário de R$ 26,7 mil. Ele recebe a pensão do governo estadual há 16 anos.

José Maranhão, que tem a pensão desde 2002, foi senador entre 2003 e 2009 e governador novamente por mais dois anos. Ele deixou o cargo no mês passado, assim como Braga, que era deputado federal até janeiro.
Já Cunha Lima, que foi governador por três anos, recebe a pensão há quase 20, inclusive durante os cinco anos em que foi deputado federal.

O Ministério Público quer que os políticos devolvam o que estiver acima do teto durante os meses em que acumularam dois vencimentos. O órgão ainda não calculou quanto pode ser devolvido.
Maranhão, Braga e Lucena informaram, por meio de suas assessorias, que não iriam se manifestar até serem notificados pela Justiça. Ronaldo Cunha Lima não foi localizado pela reportagem.

Hoje, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entrou com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo o fim das pensões vitalícias a ex-governadores da Paraíba, a exemplo do que já fez com outros sete Estados.
Atualmente, o STF está analisando um pedido relativo às pensões do Pará, que pode definir também a validade das aposentadorias nos outros Estados.

Nota do Blog: Aplausos efusivos para a OAB pelo incessante e desafiador trabalho de cortar essa teta oficializada de liberação de dinheiro público para cidadãos que foram governadores por 17 meses como esse exemplo citado acima. Uma vergonha e que tem que ser combatido com vigor e persistência. Uma pena que nosso povo fecha os olhos e não provoca a mesma reação pelo telefone tal qual um Big Bosta Brother eliminado a cada terça-feira. Ah! Se os papeis se invertessem com esse número de telefonemas esses tais cidadãos empossados em algum cargo eletivo certamente iriam pensar um pouco mais antes de agirem.