quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Contando com o ovo antes da galinha

Sérgio Cabral diz que com nova regra dos royalties Rio fecha as portas e não faz Copa nem Olimpíadas 

O Globo 


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Charge do IQUE 
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), disse na manhã desta quarta-feira ter certeza que a presidente Dilma Rousseff vai vetar a nova distribuição dos royalties do petróleo aprovada na Câmara dos Deputados. 

Segundo ele, o projeto levará o estado a perder, no ano que vem, R$ 4 bilhões em receitas. Confira as mudanças na distribuição dos royalties. O governador voltou a afirmar que a nova regra inviabiliza as finanças públicas e leva o estado à “bancarrota”. 

O projeto de lei em si gera um colapso nas finanças públicas do estado. É absolutamente inviável. O estado fecha as portas, não faz Olimpíadas, não faz Copa do Mundo, não paga servidor público, aposentado, pensionista. Enfim, sofre um abalo — afirmou, ao chegar à sede do Ministério da Fazenda em Brasília para discutir a nova cobrança do ICMS interestadual. O governador disse, no entanto, estar certo de que a presidente Dilma Rousseff vetará o texto aprovado na Câmara dos Deputados. 

— Estou absolutamente tranquilo de que a presidenta vai vetar. Ela já anunciou isso publicamente. O projeto de lei é inconstitucional — afirmou O governador disse estar se baseando em declarações de Dilma de que ela vetaria o projeto caso ele tratasse de contratos já assinados, de receitas advindas de campos de petróleo já leiloados, que ela vetaria. 

— Há duas questões que se destacam. A primeira é que qualquer coisa que invada o já contratado e leiloado seria vetado. Outra questão é ignorar o artigo 20 da Constituição que prevê indenização para os estados produtores quando iguala todos — disse. O governador evitou falar em entrar na Justiça contra a mudança e disse que essa decisão só poderia ser tomada no caso de uma lei sancionada, não de um projeto de lei. — Vamos passo a passo — afirmou. 

O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, considerou que a decisão na Câmara foi "desequilibrada" e que rompe o pacto federativo. Segundo ele, o impacto para o estado entre 2013 e 2020 será de R$ 11 bilhões. Ele também disse estar confiante de que a presidente vai vetar o texto. 

— Caso aconteça alguma dificuldade e o Congresso derrube o veto, estamos preparados para ir ao Supremo defender nossos direitos. É necessário que a gente trate com o governo federal uma coordenação dos assuntos federativos — garantiu. O governador afirmou que há outros assuntos em discussão que prejudicam o estado, como a nova cobrança do ICMS. 

— Há pelo menos 10 projetos no Congresso sendo discutidos que alteram as nossas receitas e aumentam as nossas despesas -— disse. 

Já o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que apoia a discussão dos critérios de participação na distribuição dos royalties. No entanto, defendeu que as novas regras devem valer apenas para os novos contratos. 

— Essa é a nossa posição. Agora, é preciso aguardar para saber qual será a posição do Executivo — disse. Nesta terça-feira, os deputados aprovaram o texto do Senado do projeto que redistribui entre União, estados e municípios royalties e participação especial, que são os tributos provenientes da exploração do petróleo. 

O projeto segue agora para sanção da presidente. Esses tributos são valores que os entes da federação recebem como compensação por danos ambientais. Para governos como o do Rio de Janeiro, o problema é que os estados e municípios produtores têm a sua parcela de royalties e os não produtores aumentam sua fatia.

Isso é por causa da saúde? ... da educação? não por causa de um time de futebol ..

Coquetéis Molotov, bombas caseiras, carros blindados, jogadores contratando seguranças com medo de apanhar. Ameaça de morte ao presidente Tirone. Barcos jurando que, se for ameaçado, vai embora. O Palmeiras virou caso de polícia há muito tempo… 
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Cosme Rímoli (*) 

Só faltava essa. 
O homem de maior personalidade no Palmeiras inverteu a situação. 
Em vez de receber ameaça das organizadas, é ele quem resolveu ameaçar. 

Barcos acaba de prometer que se for agredido ou for jurado de morte ele irá embora. 
"Se for para andar de carro blindado e segurança, vou embora." 
Assim, direto. 
Era só o que faltava. 

O argentino era um dos grandes sustentáculos da diretoria. 
Exemplo de coragem, sangue frio diante da cada vez maior ameaça de rebaixamento. Conseguiu marcar 27 gols como havia prometido. 
E em um ano que, apesar da Copa do Brasil, está terrível para o Palmeiras. 

Barcos acompanhou o vexame que foi a conversa com o gerente César Sampaio. 
Ele foi confirmar com Maikon Leite, Artur, Juninho, Leandro e Maurício Ramos se eles receberam ameaças dos torcedores. 
E se estavam contratando seguranças particulares, com medo de serem agredidos nas ruas de São Paulo. 

Até carros blindados o quinteto estaria pensando em usar. 
Sampaio foi ávido. 
Esperava que tudo não passasse de especulação da imprensa. 
Mas viu que era verdade. 

Os jogadores estão apavorados. 
É até possível que os mais assustados não entrem em campo. 
Leandro Amaro, Mazinho, Daniel Carvalho e Betinho já sabem que não ficarão em 2013. 
E também foram ameaçados. 

Por que calar Marcos Valério?

José Nêumanne (*) 

jose_neumanne.jpg (394×176)O que Marcos Valério Fernandes de Souza tem a dizer sobre a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro Antônio Palocci no escândalo de corrupção do mensalão não pode ser ouvido como o verbo divino ou a voz do povo. Condenado a mais de 40 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por um rosário de crimes, o cidadão em questão não é propriamente o que minha avó (e talvez a dele próprio) chamaria de "flor que se cheire". Mas também não se pode por isso - e só por isso - considerar in limine que tudo o que ele tem a dizer seja mentiroso e desprezível. Desqualificar seu depoimento por esse motivo será o mesmo que negar a veracidade de tudo o têm dito, falam ou declararão outros réus do mesmo processo - José Dirceu e José Genoino entre eles. 

"Se eu fosse condenado a 40 anos de prisão, também estaria me mexendo", disse o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, apontado pelo operador do mensalão como o interlocutor dos petistas com ele. "Não temos nada a temer. Tudo o que ele poderia ter falado falou no processo", completou o loquaz e truculento presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Rui Falcão. "Tem que respeitar o desespero dessa pessoa", avisou o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que informou que não o processará. Embora óbvio, o primeiro argumento não autoriza a negar o direito do réu de falar, narrar e opinar. A condenação lhe tolhe a liberdade e evita seu convívio com a sociedade, não o impede de falar. Quanto ao segundo, quem não deve não teme. E ficam no ar perguntas que não querem calar: como Falcão ficou sabendo tudo o que Valério teria a dizer sobre o momentoso caso? Por que Carvalho anuncia desde já que não o processará? 

Só que o "homem-bomba enjaulado", na definição exata da coleguinha Eliane Cantanhêde, da Folha de S.Paulo, tem todas as razões para se defender. E, mais ainda, o dever, como cidadão, de contar o que sabe. Ninguém precisa acreditar nele, mas a cidadania brasileira tem direito de saber o que ele tem a dizer. 

Reeleição apertada

Em discurso, Obama diz que está mais "esperançoso" sobre o futuro dos EUA 

UOL 

barack_obama_thumb.jpeg (400×300)Em seu discurso de vitória, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, agradeceu o voto dos eleitores e declarou que está mais esperançoso hoje do que quando entrou no governo, há quatro anos. “Quero agradecer a todos os americanos que participam desta eleição. Nesta noite, vocês nos lembraram que, embora a estrada tenha sido difícil, fizemos nosso trabalho”, afirmou. 

“Nós lutamos e sabemos, em nossos corações, que, para os Estados Unidos, o melhor ainda está por vir. Eu nunca estive tão esperançoso quanto ao futuro do país.” O presidente reeleito disse ainda que volta à Casa Branca mais inspirado do que nunca. 

Obama também declarou que conversou com Mitt Romney, candidato derrotado, e o parabenizou pela “campanha acirrada”. “Nós batalhamos acirradamente, mas apenas porque amamos muito este país.” 

O presidente reeleito ainda acrescentou que, nas próximas semanas, quer se sentar com Romney e outras lideranças republicanas, “para ver como podemos trabalhar juntos para levar o país para frente”. 

Obama foi reeleito para um segundo mandato na noite desta terça (madrugada de quarta-feira no horário de Brasília). A festa da vitória foi realizada em Chicago, no Estado de Illinois, onde o democrata construiu a sua carreira política. O governante agradeceu a sua família – formada pela mulher, Michelle, e pelas duas filhas, Malia e Natasha -, o seu vice, Joe Biden, e a sua equipe de campanha. 

“Quero agradecer o melhor vice que qualquer um poderia ter, o Joe Biden. E eu não seria o homem que sou hoje sem a mulher que aceitou casar comigo há 21 anos. E, de vocês [as duas filhas], eu tenho muito orgulho”, disse Obama. “À melhor equipe de campanha da história da política”, continuou. 

domingo, 4 de novembro de 2012

Palmeiras, apenas colhendo o que plantou ...


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Antenor Pereira Giovannini (*) 

Não precisa ser entendido em agricultura para saber que um produtor para ter uma boa colheita precisa preparar bem sua terra usando adubagem correta e de boa procedência, afora plantar na hora correta e com sementes certificadas e também de boa origem. O tempo contribuindo com sua indústria a céu aberto pode ter a certeza de uma boa para excelente colheita. 

Se o produtor for relaxado não usar adubo ou usar um falsificado, plantar errado e na hora errada, não usar sementes adequadas, o risco de perda total por falta de produtividade de sua lavoura se tornam imensas. 

E é isso que ocorre com o Palmeiras. Hoje ele apenas está colhendo o que plantou. 
Há quanto tempo rabiscamos da mediocridade do time. A mediocridade de sua diretoria e principalmente dos jogadores que pertencem ao elenco. Uma vergonha. 

Usando esse tipo de adubo para administrar a equipe e principalmente plantando errado e com sementes, que são os jogadores, de baixíssima qualidade, não haveria outro resultado. Queda para segunda divisão. 

Há muitas safras atrás vem ocorrendo isso. Mudaram os administradores da fazenda mas, continuaram usando mesmo adubo e principalmente plantando com sementes fracas e de baixíssimo poder de germinação. 
Não se pode reclamar apenas da campanha desse ano. 

Isso é reflexo de má gestão de muitas temporadas e de novo vai amargar a 2a. divisão e com a minha torcida. 

O fim da CPI deles

Opinião do Estadão 

Acabou em farsa, como se esperava, a CPI do Cachoeira, criada "oficialmente" para apurar os negócios do bicheiro Carlos Augusto Ramos com políticos, autoridades e empresários. A maioria governista de deputados e senadores bloqueou a tentativa da oposição de prorrogar a investigação por seis meses para dar tempo à eventual aprovação de pelo menos 500 pedidos de convocação de depoentes e de quebras de sigilos bancário, telefônico e fiscal. A farsa está na decisão, referendada por mais de 250 parlamentares das duas Casas do Congresso, de prorrogar, sim, o inquérito, mas por ridículos 48 dias, até o início do recesso de verão, em 22 de dezembro. E só para que o deputado Odair Cunha, do PT de Minas Gerais, apresente o relatório final com as conclusões do inquérito iniciado em maio - o que ele pretende fazer até o próximo dia 20. A CPI não voltará a se reunir nem antes nem depois dessa data. 

A óbvia intenção dos governistas era impedir que se aprofundasse o exame das relações entre as empresas fantasmas do esquema do contraventor e a empreiteira Delta, do notório Fernando Cavendish, que certa vez proclamou que, "se botar 30 milhões na mão de um político", seria convidado "pra coisa pra...". 

Acredita-se que no mínimo 13 firmas de fachada, cujos sigilos a comissão manteve providencialmente intactos, mantinham lucrativas parcerias com a construtora. "As investigações indicam que o Cachoeira é parte da organização criminosa", aponta o senador Randolfe Rodrigues, do PSOL do Amapá, "e que o cabeça do esquema é a Delta." É o que parecem pensar os frustrados integrantes da CPI que verdadeiramente se empenharam em desemaranhar a teia de contatos do operoso bicheiro de Goiás. "Estamos jogando o lixo para debaixo do tapete, e o lixo está fedendo." resume em português claro o senador Pedro Taques, do PDT de Mato Grosso. 

Para os petistas que insistiram na abertura do inquérito, só interessava levar ao pelourinho o governador goiano Marconi Perillo, do PSDB. O ex-presidente Lula nunca o perdoou por ter revelado que certa vez o advertira dos rumores sobre o suborno de deputados federais que entraria para a história como mensalão. E, de fato, o tucano e membros do seu governo mantinham relações promíscuas com o contraventor - a quem Perillo, numa operação até agora mal contada, chegou a vender uma casa. Além disso, a CPI poderia servir de contraponto ao julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal se fosse possível, e se não fosse, conseguir o seu adiamento sabe-se lá para quando. Os companheiros começaram a ficar inquietos à medida que os fatos empurravam a Delta para o proscênio. Assim como Cachoeira antes dele, Cavendish entrou mudo e saiu calado da CPI, em fins de agosto. Mas o problema continuou do mesmo tamanho. 

Era imperativo, portanto, prevenir os possíveis danos para o Planalto da exposição da empreiteira recordista em contratos com o governo federal desde a ascensão de Lula e principal executora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Só no ano passado, a Delta faturou R$ 862,4 milhões por obras em 20 Estados. A massa de irregularidades identificadas nos respectivos contratos, no valor de R$ 632 milhões, levou a Controladoria-Geral da União a considerar a empresa "inidônea". Novos depoimentos e quebras de sigilo poderiam revelar falcatruas envolvendo autoridades. Pelo sim, pelo não, melhor não mexer no vespeiro. A operação-abafa convinha igualmente ao PMDB, que na campanha de 2010, aliás, compartilhou com o PT doações da Delta da ordem de R$ 2,3 milhões. Afinal, como é arquissabido, o governador peemedebista do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e Cavendish são unha e carne. Em cinco anos, a Delta fechou com o Estado contratos de aproximadamente R$ 1,5 bilhão. 

Nem o Congresso nem a Polícia Federal acharam algum indício de conduta ilícita de Cabral. Mas nada de facilitar. Em meados de maio, o deputado Cândido Vaccarezza, do PT paulista, foi flagrado numa sessão da CPI mandando pelo celular ao governador a memorável mensagem: "(...) Não se preocupe, você é nosso e nós somos teu". Na CPI deles, valeu o escrito.

Franquia de idiomas

Franquia de idiomas é boa opção para quem quer empreender 

Estadão 

franquia-escola-de-idiomas.jpg (408×257)O potencial de crescimento das franquias de escolas de idiomas vai além da realização dos grandes eventos esportivos no País. Por isso, as redes que atuam no setor arquitetam planos otimistas de expansão para os próximos cinco anos ancoradas principalmente em dois fatores: poucos brasileiros são fluentes em inglês e dominar outro idioma ainda é importante para o profissional alcançar melhores cargos. 

Só no ano passado, as escolas de idiomas faturaram R$ 3,1 bilhões, 11% a mais em relação aos R$ 2,8 bilhões registrados em 2010, segundo levantamento da Associação Brasileira de Franchising (ABF). 

O crescimento do segmento, porém, passa atualmente pelo desafio de encontrar bons locais para a abertura de novas unidades. “A grande concentração de escolas, principalmente na região Sudeste, torna a expansão mais difícil, mas não inviável”, afirma o gerente de expansão da Wizard, Marcos Andrino. 

A solução, então, está em buscar oportunidades no Norte, Nordeste e também Centro-Oeste, inclusive nas áreas periféricas das grandes cidades. 

“A realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil será marcante. Mas o que torna esse segmento mais interessante é o poder de compra das classes C e D. Com o aumento do consumo, do crédito e também da renda, essas pessoas vão gastar com educação para terem melhores condições de trabalho”, destaca o diretor da consultoria Francap, André Friedheim. 

Dessa forma, há boa perspectiva de ganhar dinheiro atualmente ensinando idiomas, mas isso não significa que basta ao candidato a empreendedor reunir suas economias e investir. Diante da concorrência cada vez maior no setor, talvez a tarefa mais delicada seja a escolha da franqueadora diante de uma variedade de 73 redes diferentes. 

Escolha. Depois de estudar, dar aulas e coordenar uma unidade Fisk, Luciano Cardoso Bernardes, 32 anos, resolveu partir para o negócio próprio. 

Optou por essa marca pois já a conhecia e abriu uma escola em Mairinque, no Estado de São Paulo, com investimento inicial de R$ 60 mil. Isso foi há dois anos. Recentemente, ele inaugurou a segunda unidade, em Sorocaba. “Trabalhar com uma grande rede dá segurança e as pessoas aceitam melhor”, avalia Bernardes. Expandir também está nos planos de Ashok Daruru, 33 anos, franqueado do CNA. Ele assumiu as unidades que a família tem nas cidades de São Caetano do Sul e Guarulhos depois de morar no exterior. 

No ano passado, abriu outra escola em Guarulhos e programa a inauguração da quarta unidade na mesma cidade para o início de 2013. Em média, cada local conta com mil alunos. “O que me atraiu para esse segmento é o mercado atual, a necessidade da população ter o segundo idioma para crescer profissionalmente”, diz Daruru. 

Falar inglês é desejável, mas não fundamental para quem pretende abrir uma escola. Em geral, as redes buscam investidores com visão empreendedora para crescer com a companhia. “Não queremos quantidade, queremos qualidade. O franqueado precisa entender que o resultado não é imediato. Avaliamos se o interessado está enquadrado no perfil da empresa”, afirma o CEO do Grupo Fisk, Bruno Caravati, com expectativa de crescer 20% este ano. 

O diretor de expansão, franquias e treinamento da Eurodata, Romério de Souza, também avalia o segmento como altamente promissor e rentável. Tanto que projeta triplicar as atuais 60 unidades da Extreme Idiomas nos próximos cinco anos.

Modernização da agropecuária 'luta' com baixa escolaridade

AgroOlhar 


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Colheitadeira com computador e GPS
A qualificação dos trabalhadores na agricultura não acompanha o avanço da tecnologia no campo. Esta é uma das constatações do Atlas do Espaço Rural Brasileiro, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) acaba de lançar. 

A publicação integra dados do Censo Agropecuário 2006 e das pesquisas populacionais, sociais, econômicas e ambientais do Instituto.Conforme o atlas, máquinas e insumos agrícolas marcaram a modernização da agricultura, mas na atual fase do processo destaca-se o consumo intensivo de capital intelectual (que congrega uma série de habilidades, competências, informações, conhecimentos, bancos de dados e técnicas). Mas este avanço não foi acompanhado pelos agricultores.

A publicação revela que, de um total de 5,2 milhões de estabelecimentos agropecuários espalhados pelo Brasil afora, 3,9 milhões (75,9%) eram geridos por proprietários, correspondendo a 69% da área total dos estabelecimentos. 
Desse contingente, 39% eram analfabetos ou sabiam ler e escrever sem terem frequentado escola e 43% não tinham completado o ensino fundamental. 

As mulheres, que respondiam por cerca de 13% dos estabelecimentos agropecuários, tinham a maior taxa de analfabetismo (45,7%), contra 38,1% dos homens. 
As maiores taxas de analfabetismo, tanto para os proprietários quanto para os ocupantes, se concentravam nos municípios das regiões Norte e Nordeste do país.

A concentração dos maiores percentuais de produtores proprietários com nível médio de instrução (regular e profissionalizante) ocorre nas áreas de maior dinamismo da produção agrícola, com destaque no Centro-Sul, especialmente na região de domínio do complexo agroindustrial da soja e de outras commodities de exportação, demonstrando a correlação entre o aprimoramento técnico da agricultura e o nível de instrução do produtor rural.

Além dos níveis de escolaridade, o Atlas também levanta questões sociais, como os acesso a bens, saneamento, políticas públicas e justiça nos estabelecimentos agropecuários. Também são mostradas séries históricas de relevantes produtos da agropecuária nacional. 

Ainda reúne informações sobre as relações rural-urbano, mostrando, por exemplo, como o processo de modernização da agropecuária passou de um momento de grande mecanização para um maior investimento em capital intelectual, na forma de técnicas de irrigação, uso de sementes certificadas e transgênicas, acesso a assistência técnica, plantio direto, transferência de embriões, confinamento e inseminação, entre outros.

Viu Santarém, até o Acre exporta ....

Melancia: uma fatia do Acre produtivo 

Agência de Notícias do Acre - Rio Branco

melancia top gun.jpg (562×389)Quinze toneladas de melancia foram colhidas na zona rural de Rio Branco. O produto será exportado. 

Esse volume é o excedente de uma plantação realizada em 12 hectares, na Fazenda Iquiry. A propriedade, que antes era uma área de capoeira e pasto, ou seja, um local degradado, agora está colhendo os seus frutos, inclusive no verão.

Esse cultivo está recebendo apoio do governo do Estado do Acre, por meio do financiamento do trator para a realização do trabalho e também recebe apoio para o transporte da produção. 

A Secretaria de Estado de Pequenos Negócios é outra parceira no intuito de fomentar o negócio no mercado local.“Este ano não foi tão seco, porque teve muita chuva, e isso ajuda na produção. O Acre é uma terra muito abençoada, então hoje eu estou colhendo 40 mil frutas. E cada uma estava pesando em média 14 quilos, que é acima da média nacional, de oito quilos”, conta o produtor José Petelin. 

A propriedade produz quatro variedades de melancia. 
A mais conhecida pelos consumidores é a Top Gun, comumente encontrada, além da variedade Georgia e Px.Deve-se salientar que o mercado consumidor leva em consideração o tamanho e formato do fruto, coloração da polpa, teor de sólidos solúveis, presença ou ausência de sementes. 

Então, nessa safra, o proprietário está investindo em uma nova semente híbrida e mais resistente, que é do tipo Top Seed. Visualmente ela se diferencia por ter um tom verde bem escuro na casca. “Esse é o lançamento, é uma melancia para concorrer com a Top Gun. A Top Seed é uma melancia maior e mais doce. A terra do Acre é formidável, é rica, e pouco se precisa fazer para produzir muito, então estamos apostando muito nessa nova safra”, disse.

A melancia (Citrullus lanatus) é nativa da África, mas é uma planta herbácea extremamente adaptável, e é, hoje, a segunda fruta mais produzida no planeta, depois da banana. Ela é uma planta com caule rasteiro, com ramificações que podem alcançar de três a cinco metros. 
O fruto possui excelentes propriedades diuréticas, e por isso é recomendada aos que têm problemas renais, nas dietas de emagrecimento, para pressão alta e reumatismo. O suco de melancia provoca eliminação de ácido úrico.

O ciclo, que vai do plantio à colheita, varia de 85 a 120 dias, por isso o produtor já está preparando novamente a terra na área onde foi feita a colheita e estima que mais duas colheitas este ano. 
O cultivo de melancia necessita de solos com boa drenagem de água, e como a estação é de muita chuva esse é o melhor momento para o cultivo, comenta o proprietário Lauro Fontana.

O profissionalismo do produtor acreano é demonstrado nos detalhes, porque, mesmo sendo uma produção em larga escala, é preciso ter um bom padrão de qualidade: “As melancias são embarcadas de mão em mão e colocadas uma a uma no caminhão com muita palha, para que elas não machuquem e estraguem”, explica o produtor.

O setor produtivo do estado tem se desenvolvido por empreendedores e pequenos produtores que na produção agrícola têm encontrado seu meio de sobrevivência e melhor qualidade de vida. 

Nota do Blog: Santarém com porto na porta mas, sem política agrícola, sem incentivo, sem qualquer interesse de gerar renda e empregos através da agricultura, não exporta nem um pepino .... É mais fácil ficar de pinico na mão pedindo esmolas estaduais e federais ... E isso numa cidade que possui dois secretários de agricultura ... Parece piada mas é verdade. 

Ovo: um alimento completo, forte aliado na alimentação do futuro

Agrolink 

ovos-pufa.png (220×144)Em um mundo onde há quase 7 bilhões de pessoas, a indústria alimentícia viverá um grande crescimento. Até o final de 2014, o setor deve faturar US$ 5,9 trilhões – um crescimento de 37,2% em relação a 2009.

Em uma pesquisa divulgada pela The Future Report Food, os dados apontam que o mercado global de alimentos funcionais deve faturar, em 2014, US$ 29,8 bilhões; um aumento de 22,8% em relação a 2010. 
A questão alimentar com certeza será uma das principais a conduzir o século 21.

O Japão – maior mercado consumidor de alimentos funcionais – deve faturar US$ 11,3 bilhões em 2014; nos Estados Unidos, as vendas devem crescer 20,7% no mesmo período, chegando a US$ 9,1 bilhões. 
No Brasil, esta tendência é sentida no aumento de consumidores preocupados com a saúde. 

Além de dietas com inclusão de alimentos funcionais e nutracêuticos, a alimentação saudável, enriquecida ou com alto teor de ingrediente que favorece a uma melhor qualidade de vida, já apresenta grande preferência.

Recentemente, a maior rede de supermercado do Brasil, segundo ranking Abras 2011, o Grupo Pão de Açúcar, divulgou um aumento de 20% no consumo dos ovos especiais entre os meses de janeiro e agosto deste ano. 

Os Ovos PUFA – com Alto Teor de ômega 3 e Vitamina E, fazem parte deste número.
De acordo com o Gerente Comercial do Grupo Pão de Açúcar, Renato Generoso, o consumidor busca cada vez mais alimentos com benefícios diferenciados à saúde e bem-estar. “Essa preocupação passou a ser refletida também no consumo de ovos”, explica Generoso. “Queremos contribuir com o aumento de consumo de ovos no Brasil, importante para melhorar a qualidade nutricional da população, além de ajudar parceiros e fornecedores da rede”, destaca Generoso. 

A companhia possui atualmente mais de 40 fornecedores de ovos (comuns/ especiais/ orgânicos). 

sábado, 3 de novembro de 2012

Apenas Lulu Santos



Um Certo Alguém 

Lulu Santos 
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Quis evitar teus olhos 
Mas não pude reagir 
Fico à vontade então 
Acho que é bobagem 
A mania de fingir 
Negando a intenção 

E quando um certo alguém 
Cruzou o teu caminho 
E te mudou a direção 

Chego a ficar sem jeito 
Mas não deixo de seguir 
A tua aparição 

E quando um certo alguém 
Desperta o sentimento 
É melhor não resistir 
E se entregar 

Me dê a mão 
Vem ser a minha estrela 
Complicação 
Tão fácil de entender 
Vamos dançar 
Luzir a madrugada Inspiração 
Pra tudo que eu viver 
Que eu viver, uoh, uoh 

 E quando um certo alguém 
Desperta o sentimento 
É melhor não resistir 
E se entregar

http://www.youtube.com/watch?v=yXP800V2kfI

Sem medo de mistificar

Opinião do Estadão 

É inacreditável a capacidade que o PT tem de mistificar quando a situação lhe é adversa, e de jogar abertamente com dois pesos e duas medidas quando se trata de defender seus próprios interesses. Nos últimos dias, os companheiros de Lula deram pelo menos dois magníficos exemplos de como não se encabulam de subestimar a inteligência do distinto público e fazer pouco do senso comum. O primeiro, ao avaliar o resultado das eleições municipais paulistanas. O segundo, ao afrontar mais uma vez a Suprema Corte a propósito do mensalão. 

A executiva estadual do PT, reunida para fazer uma avaliação do pleito, emitiu nota oficial em que afirma: "A sociedade falou em alto e bom tom que o PT não está e nunca esteve no banco dos réus", porque o resultado das urnas "abafou as vozes daqueles que tentaram fazer do julgamento do Supremo Tribunal Federal - STF - (mensalão) um instrumento de desgaste e de destruição da sigla". De fato, a Ação Penal 470 jamais colocou no banco dos réus o PT, mas apenas seus dirigentes máximos, pelo menos do número dois para baixo, durante o primeiro mandato presidencial de Lula. E condenou-os um colegiado constituído, na maior parte, de ministros nomeados por dois presidentes da República petistas. Esses juízes consideraram procedente a peça acusatória apresentada por dois chefes do Ministério Público Federal colocados no cargo por Lula: Antonio Fernando de Souza, que iniciou as investigações, e Roberto Gurgel, que formalizou a denúncia. 

Se, como quer o PT, sua vitória em São Paulo significa uma clara manifestação de desaprovação dos paulistanos às condenações do STF e um atestado de inocência conferido aos acusados petistas, isso quer dizer também, contrario sensu, que as derrotas do PT em Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, Manaus, Belém, Campinas e outras centenas de municípios significam apoio às decisões da Suprema Corte. Por esse critério, as coisas vão muito mal para o PT, que afinal venceu as eleições com candidato próprio em apenas 635 cidades, que equivalem a uma população de 58 milhões dos 190 milhões de brasileiros. Fica combinado, então, que mais de 130 milhões de brasileiros condenam José Dirceu & Cia. 

Por outro lado, o presidente nacional do PT, o iracundo Rui Falcão, anunciou que o partido divulgaria um manifesto contendo críticas ao que classifica de "politização" do julgamento do mensalão pelo Supremo, que, pressionado pela mídia "de direita", estaria ameaçando as liberdades individuais consagradas pela lei penal e pela Constituição. Os petistas estavam esperando apenas a realização do segundo turno do pleito municipal para saírem em defesa de seus dirigentes condenados por corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e outros delitos. E Falcão deixou claro, ao arrepio do Estatuto do PT, que os apenados não serão expulsos. Afinal, os petistas consideram Dirceu, Genoino, Delúbio e João Paulo Cunha "prisioneiros políticos" julgados por um "tribunal de exceção" - todos eles cidadãos que têm "serviços prestados ao País". 

Na verdade, é o PT quem está politizando o debate sobre o mensalão. Insistem os seguidores de Lula que os ministros da Suprema Corte estão julgando sob pressão da mídia e de uma opinião pública por ela manipulada. É quase um insulto à biografia dos ministros, a maioria dos quais passou pelo crivo do comando petista no processo de escolha para compor o STF. Além disso, o argumento tropeça em outra incongruência. Se a opinião pública está pressionando a favor da condenação do mensalão, por que teria colocado nas urnas, "em alto e bom tom", um voto de absolvição dos mensaleiros? 

Persistindo nas incongruências, afirmam os petistas que o mensalão é "uma farsa", ou seja, nunca existiu, mas asseguram que foi inventado, em Minas Gerais, em 1998, pelo mesmíssimo Marcos Valério, a serviço da campanha de reeleição do tucano Eduardo Azeredo. Esse escândalo já foi denunciado ao STF pelo Ministério Público e está entregue à relatoria do ministro Joaquim Barbosa. Só falta o PT - para manter-se coerente com sua incoerência - sair também em defesa dos mensaleiros tucanos, acusados das mesmas práticas criminosas que estão levando a cúpula petista à cadeia.

A busca do novo catolicismo

Padre Marcelo busca catolicismo de massas, mas menos atento às questões sociais 

Ricardo Mariano (*) 

377600_74943.jpg (800×600)A guinada conservadora católica, o acelerado declínio numérico da filial brasileira da Santa Sé e avalanche pentecostal acirraram a competição entre católicos e evangélicos a partir de 1980. Essa peleja deflagrou uma disputa religiosa pelo espaço público e uma desenfreada ocupação religiosa da mídia e da política partidária. 

Desde então tele-evangelistas, padres-celebridades e cantores gospel tornaram-se onipresentes na mídia eletrônica, emissoras de TV pentecostais e católicas brotaram como cogumelos, rebanhos religiosos viram-se tratados como currais eleitorais, igrejas passaram a formar bancadas parlamentares, a expandir seu poder nos legislativos e a controlar partidos, discursos moralistas reacionários de inspiração bíblica tomaram de assalto as eleições. 

Dia de Finados é transformado em festa em templo de padre Marcelo. 
Com 50 mil fiéis, padre Marcelo inaugura novo templo em São Paulo Padre Marcelo diz estar 'em falta' com Haddad, que não vai à abertura 

A ocupação religiosa do espaço público, sobretudo nas capitais e regiões metropolitanas, tornou-se ainda mais monumental, mais espetacular e mais triunfalista. Tudo para causar o maior impacto evangelístico, gerar a maior visibilidade pública e revestir seus líderes e suas organizações religiosas de maior poder, status e legitimidade. 

Foi por isso que católicos, liderados por carismáticos e suas comunidades, e neopentecostais, turbinados pela famigerada teologia da prosperidade, trataram de investir pesado em megaeventos, megasshows, megamarchas e megamissas e torrar fortunas na construção de imponentes santuários e catedrais. 

Não é à toa que a inauguração do maior templo católico da América Latina ocorra nesse contexto de vigoroso ativismo religioso e de midiatização da religião intensificado por uma concorrência inter-religiosa sem precedentes na história nacional. 

Autor do slogan "sou feliz porque sou católico" e líder religioso mais popular do país, padre Marcelo Rossi foi o idealizador do Santuário Theotokos "" Mãe de Deus. A fim de resgatar as ovelhas desgarradas do rebanho e de impedir o "avanço das seitas", o sacerdote multimídia, multitarefa e workaholic tem trabalhado, em ritmo toyotista anos a fio, como cantor, ator, escritor, radialista e tele-evangelista, militado no Twitter e no Facebook e, de quebra, acolhido romarias de políticos às missas em busca da bênção nas urnas. Em reconhecimento a seus feitos, o papa Bento 16 lhe deu o Prêmio Van Thuân, em 2010. 

No novo santuário, Marcelo Rossi ocupará um palco muito maior e mais reluzente para cantar seus louvores e baladas, coreografar a "aeróbica do Senhor", receber celebridades, agitar, entreter e emocionar as multidões de seguidores, benzer seus objetos pessoais e lançar-lhes baldes de água benta ao fim de cada show-missa. 

Assim ele vai contribuindo para configurar um catolicismo de massas alegre, corpóreo, sensorial, emotivo, mágico, midiático, terapêutico, taumatúrgico, moral e teologicamente conservador. Mais popular, mas menos intelectualizado e menos atento aos problemas socioeconômicos. 

(*) Professor da PUC-RS, é autor de "Neopentecostais: sociologia do novo pentecostalismo no Brasil" (Loyola)

Concursos Públicos

Órgão: Câmara Municipal de Belém 
Número de Vagas: 40 
Local: Pará 
Requisitos: Ensino Fundamental 
Salário: R$ 800,96 
Prazo de inscrição: até 31 de outubro 
Valor da inscrição: R$ 40 
Inscrição: http://www.cetapnet.com.b 

Órgão: Defensoria Pública do Estado de Tocantins 
Número de Vagas: 20 
Local: Tocantins 
Requisitos: Ensino Superior (Direito) 
Salário: R$ 20.677,85 
Prazo de inscrição: até 4 de dezembro 
Valor da inscrição: R$ 200 
Inscrição: http://www.cespe.unb.br/concursos/dpe_to_12_defensor/ 

Órgão: Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) 
Número de Vagas: 152 
Local: Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Manaus, Belo Horizonte e São Paulo Requisitos: Ensino Superior (Administração, Análise de Sistemas, Arquivologia, Ciências Contábeis, Jornalismo, Geologia, Geofísica, Ciências Econômicas, Engenharia, Biologia, Oceanografia) 
Salário: de R$ 9.623,20 a R$ 10.019,20 
Prazo de inscrição: até 19 de novembro 
Valor da inscrição: de R$ 80 a R$ 100 
Inscrição: http://www.cespe.unb.br/concursos/ANP_12/ 

Órgão: Policia Militar da Bahia
Número de Vagas: 2000 
Local: Bahia 
Requisitos: Ensino Médio 
Salário: R$ 1.878,59 
Prazo de inscrição: até 5 de novembro 
Valor da inscrição: R$ 70 
Inscrição: http://www.concursosfcc.com.br 

Órgão: Ibama 
Número de Vagas: 108 
Local: Brasília e Rio de Janeiro 
Requisitos: Ensino Superior (analista ambiental) 
Salário: R$ 5.441,24 
Prazo de inscrição: até 26 de novembro 
Valor da inscrição: R$ 75 
Inscrição: http://www.cespe.unb.br/concursos/ibama_12_analista_ambiental 

Órgão: Polícia Civil de Goiás 
Número de Vagas: 753 
Local: Goiás 
Requisitos: Ensino Superior (agentes, escrivães e delegados substitutos) 
Salário: De R$ 2.971,95 a R$ 9.586,93 
Prazo de inscrição: até 18 de dezembro 
Valor da inscrição: de R$ 128 a R$ 168 
Inscrição: http://www.nucleodeselecao.ueg.br/

Palmeiras atordoado

Antero Greco (*) 

ANTERO-GRECO-2.jpg (300×210)O Palmeiras é um enigma difícil de decifrar. No atual Brasileiro, em que se sustém por um fio tênue, teve gol legítimo anulado e se calou; sofreu pênalti inexistente e fechou o bico; não viu marcada penalidade escandalosa em seu favor e se fez de folha; ficou com jogador a menos, por expulsão injustificada, e fingiu que a história não era com ele. 

Enfim, acumulou um calhamaço de motivos para espernear por erros que ressaltaram a péssima campanha e ainda assim dormiu em berço esplêndido, à espera da reação que nunca veio. Na hora em que resolve agir, pois o laço no pescoço anda bem apertado e lhe falta ar, o faz de maneira que não condiz com a grandeza de sua quase história centenária. 

No desespero diante do abismo do descenso, briga para anular um jogo que perdeu sem que houvesse maracutaia do rival. Que, é bom ressaltar, ganhou com lisura, na bola e por competência. A alegação para cancelar os 2 a 1 em favor do Internacional é a de que ocorreu erro de direito. Concentra esforços de advogados para reclamar que interferência externa influiu no resultado, uma vez que o juiz Francisco Nascimento voltou atrás na decisão de confirmar gol de Barcos depois de ouvir o quarto árbitro e o delegado da partida. 

A discussão já seria bem polêmica por si só, daria muito pano pra manga, se o Palmeiras fosse vítima de mais um dos tantos equívocos de que se lamenta na Série A deste ano. Mas veste roupagem extravagante, fantasmagórica, constrangedora, porque se baseia na defesa de um gol marcado com a mão. Um soco acintoso do centroavante, com a intenção de levar vantagem sobre os adversários e de induzir a arbitragem ao engano. Para aliviar a dor na consciência, agora se alega que ele só meteu a munheca na bola porque sofreu carga de Índio! 

Não vou entrar na discussão jurídica, que isso é trabalho para os profissionais da área. Reservo-me o direito de manifestar-me como simples cidadão, como amante radical do futebol, como frequentador dos estádios desde os 9 anos de idade e como jornalista há quase 40. 

Vi recursos absurdos no esporte, para se chegar à vitória. Alguns deles ao vivo – como o gol de mão de Luis Fabiano no Mundial de 2010 -, e não aplaudi. Não sou dos que se encantaram com o gol da “mano de Dios” feito por Maradona contra os ingleses na Copa de 1986, nem com o gol de Túlio numa Copa América pra cima dos argentinos. Gol de mão é desonestidade, tão reprovável como o roubo. Futebol é picardia, astúcia, inteligência, criatividade, drible. Não gol de mão. 

O hino do Palmeiras fala em “transformar a lealdade em padrão” e o que se pretende, agora, é renegar também este símbolo do clube. Se quisesse de fato fazer um bem ao futebol, a diretoria deveria pedir ao tribunal que apurasse a eventual ajuda eletrônica que corrigiu a gafe do apitador. Constatado o procedimento não reconhecido pela Fifa, que Francisco Nascimento e colaboradores (todos) fossem punidos. Uma lição de moral e ponto final. 

Torcer pela remarcação do duelo é de virar o estômago do palmeirense puro-sangue, daquele que aprendeu a amar um dos maiores vencedores do futebol nacional, dos que sempre viram um Palmeiras altivo e valente e não compactuam com mesquinharias. É desonrar a memória dos nonnos que largaram a Itália e fincaram raízes aqui, na base de suor e lágrimas. E que fundaram o Palestra como emblema de sua perseverança. 

Se é pra cair, que o Palmeiras caia com dignidade e volte forte. Mas que não tente a sobrevida na Série A apegando-se a um infame gol de mão.

(*) Jornalista esportivo é colunista do jornal O Estado de São Paulo e comentarista da ESPN

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Enem 2012


Enem: 95 instituições devem usar nota para seleção de aluno

Terra

enem-2012-300x225.jpg (300×225)Noventa e cinco instituições de ensino superior no país, incluindo 38 institutos federais, aceitam, atualmente, a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério para o ingresso de alunos no ensino superior. O dado se refere ao primeiro semestre de 2012 e, para as vagas a serem preenchidas no próximo ano, pode mudar. 

Duas dessas instituições estão na mira do aluno do Colégio Militar de Brasília Pedro Henrique Beghelli. O estudante vai fazer a prova pela primeira vez e quer garantir, com os resultados do exame marcado para os dias 3 e 4 de novembro, uma vaga no curso de engenharia civil da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) ou da Universidade Federal de Goiás (UFG). 

"Tenho a sensação de estar preparado, mas sei que preciso continuar buscando mais. Desde a 5ª série eu comecei a construir um caminho aos poucos e sinto que tenho a base para ser aprovado pelo exame", disse. Pedro Henrique confessa que não se dedicou exclusivamente ao Enem, optando por estratégias de estudo que também pudessem ser aproveitadas em vestibulares como o da Universidade de Brasília (UnB), que considera a nota no exame apenas para preencher vagas remanescentes. 

"Eu me preparei sem pensar em uma prova específica, mas sei que cada uma tem um estilo. Acho que a redação do Enem, por exemplo, tem uma estrutura mais simples. Tento fazer uma ou duas redações por semana. É treino", explicou. 

O Enem foi criado em 1998 pelo Ministério da Educação (MEC) com o objetivo de avaliar o desempenho do estudante ao fim da escolaridade básica. Em 2009, o exame passou a ter mais importância, quando passou a substituir o vestibular em algumas universidades, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). 

Para 2013, as universidades e os institutos federais ainda vão divulgar o total de vagas ofertadas. Ainda existe a possibilidade de que outras instituições façam adesão ao Sisu e passem a usar a nota do Enem para selecionar estudantes. 

No primeiro semestre deste ano, por exemplo, o Sisu ofereceu mais de 108,5 mil vagas para 3.327 cursos de 95 instituições públicas de ensino superior. 

A nota do exame do ensino médio ainda pode para garantir bolsas de estudo parciais ou integrais por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) e é pré-requisito para quem quer participar de programas de financiamento e de acesso ao ensino superior, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Pudim de tapioca com doce de leite e gengibre

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Grau dificuldade: Médio 
Tempo de preparo: Até uma hora 
Rendimento: Oito porções 

Ingredientes  
470 ml Leite 
420 g Doce de leite 
3 Gemas 
3 Ovos 
70 g Tapioca granulada 
50 g Hortelã fresca para decorar (opcional) 
50 g Flores comestíveis para decorar (opcional) 

Modo de Preparo para o doce de leite com gengibre
300 g de doce de leite - 
½ xícara (chá) de gengibre 

Para o caramelo
300 g de açúcar - 
50 g de manteiga sem sal 

Preparo  
- Em banho-maria, cozinhe a tapioca, no leite misturado com o doce de leite, por aproximadamente 20 minutos 
- Uma vez cozida, esperar esfriar a mistura e então adicione os ovos e as gemas 
- Faça um caramelo escuro, levando a manteiga com açúcar ao fogo, e cubra o fundo das forminhas com o caramelo 
- Coloque a base do pudim e então asse no forno em banho-maria por 30 a 35 minutos - Resfrie e sirva com uma colherada de doce de leite, misturado com suco de gengibre, ao lado do pudim

Receita da chef Ana Luiza Trajano, do Brasil a Gosto, r. professor Azevedo do Amaral, 70, Jardim Paulistano, SP. tel. 0/xx/11/3086-3565.

A pilota sumiu

Eliane Cantanhêde (*) 

ECantanhede.jpg (319×320)Já que hoje é feriado, às vésperas das férias, do Natal e do Ano-Novo (mais Copa e Olimpíada), é bom lembrar que o momento é muito propício para novos caos aéreos à la governo Lula. 

A data-base dos aeronautas (tripulantes) e dos aeroviários (pessoal que trabalha em terra) é justamente dezembro. Significa que todo santo ano, nesta época, há pressões, ameaças de greve ou mesmo greves. Obviamente, um estresse num setor muitíssimo sensível. 

Famílias inteiras de malas prontas, pagando as passagens em nada suaves prestações mensais, com expectativas enormes de férias, e lá vem o banho de água fria com a possibilidade de o voo atrasar, ou simplesmente não decolar, e de ficar horas em aeroportos ultrapassados e desconfortáveis. Um inferno. 

As companhias pressionam para mudar a data-base salarial para abril, como forma de distensionar um momento que já é naturalmente tenso na operação da aviação civil. Mas os sindicatos e as associações nem querem ouvir falar nisso, para não perderem poder de pressão. Negociar com ameaça de avião em solo em novembro e dezembro é uma coisa, já em março e abril, outra completamente diferente. E as companhias pintam e bordam. 

Quem deveria mediar a questão, que envolve não apenas patrões e empregados, mas milhões de passageiros que cada vez mais voam por aí, deveriam ser os órgãos responsáveis. Mas a gente nunca sabe exatamente quais são, onde estão, o que fazem. Falta comando. 

Ao mesmo tempo em que faliram Varig, Transbrasil e Vasp, aumentou fantasticamente o número de usuários. Ou seja, diminuiu o número de companhias e aumentou a demanda. Logo, os problemas. 

O duopólio, na prática, e o rígido limite da presença estrangeira no setor talvez não sejam a melhor solução. É preciso mapear o setor, identificar gargalos, abusos, acertos e erros. Para poder planejar. 

(*) Jornalista, é colunista da Folha de São Paulo

Como iniciar um discurso inteligente ...

Um exemplo de oratória e habilidade política, ocorrido recentemente na ONU, fez sorrir toda a comunidade mundial ali presente. 

Falava o representante de Israel na ONU: 

- "Antes de começar o meu discurso, quero contar-lhes algo inédito sobre Moisés. ... (todos ficaram muito curiosos) ...
Quando Moisés golpeou a rocha com seu cajado e dela saiu água, pensou imediatamente": “Que boa oportunidade para tomar um banho!”. 
Tirou a roupa, deixou-a junto da pedra e entrou na água. 
Quando acabou de banhar-se e quis vestir-se, sua roupa tinha sumido! 
Os palestinos haviam-na roubado!!!" 

Um representante da Palestina de pronto levantou-se furioso e bradou: - 
"Que mentira boba e descabida! ...Nem havia palestinos naquela época!!!" 

O representante de Israel então sorriu e afirmou: - 
"Muito bem... Então, agora que ficou bem claro quem chegou primeiro a este território e quem foram os invasores!" "Posso enfim começar o meu discurso..." 

Se um discurso semelhante fosse aplicado ao Brasil, seria mais ou menos assim: 

Em 1.979, os Governos Militares, depois de salvar o Brasil do comunismo, e prepará-lo para um futuro brilhante, com uma grande infra-estrutura governamental, resolveram iniciar a abertura política e se retirar totalmente da área política, preparando inclusive uma Lei da Anistia, para perdoar até mesmo aos traidores da Pátria, entre eles muitos assassinos, sequestradores e assaltantes. 

Mas o PT roubou toda a minuta desses documentos!!! 

Aí, com certeza, uma voz de um petista, raivosa, diria: 

MAS EM 1.979 O PT NEM EXISTIA!!!!

O que a língua de Marcos Valério tem a dizer?

Blog do Josias para a Folha de São Paulo 

josias_de_souza.jpg (1600×707)A língua de Marcos Valério amolece na proporção direta da aproximação da cana dura. O operador do mensalão prestou depoimento à Procuradoria da República, informam os repórteres Ricardo Brito e Fausto Macedo. Deu-se em setembro, numa audiência com o procurador-geral da República Roberto Gurgel. 

Valério informou que tem o que dizer. Em troca de proteção, ele se dispõe a colaborar. Tomado pelos nomes que levou à mesa, o provedor das arcas do mensalão é portador de segredos insondáveis. Citou Lula e o ex-ministro Antonio Palocci, dois nomes que não constam do processo sob julgamento no STF. 

Contou que fez outras remessas de dinheiro ao exterior além daquelas que foram parar na conta de Duda Mendonça, o marqueteiro da campanha de Lula em 2002. Informou que foi ameaçado de morte. E insinuou que dispõe de informações sobre outro caso: o assassinato do ex-prefeito petista de Santo André, Celso Daniel, morto em 2002. 

Para prover os detalhes, Valério pede para ser incluído no programa de proteção a testemunhas. Algo que, no limite, poderia livrá-lo da cadeia. Após avistar-se com o procurador-geral, formalizou o pedido em fax enviado ao STF, algo já noticiado no início da semana. 

Destinatário do documento, o ministro Carlos Ayres Britto, presidente do Supremo, definiu-o como “hiperlacônico”. Disse ter remetido a peça ao relator do mensalão, Joaquim Barbosa. Determinou que fosse analisada sob sigilo. Por isso, absteve-se de dar detalhes. 

Um eventual depoimento de Valério já não teria o condão de alterar os rumos do julgamento do STF. Ele já foi conenado a mais de 40 anos de prisão. Porém, suas revelações poderiam ter serventia em processos que ainda aguardam julgamento no próprio STF e na primeira instância do Judiciário. São desdobramentos do inquérito do mensalão. Há, de resto, o caso do mensalão do PSDB de Minas Gerais –uma parte corre no STF e outra na Justiça Federal, em Belo Horizonte. 

Na hipótese de Valério ser levado a sério, ele seria incluído no programa de ‘assistência a vítimas e a testemunhas ameaçadas’. Previsto em lei, assegura proteção do Estado. O ex-parceiro de Delúbio Soares teria de ser enviado a um local desconhecido. Na prática, a proteção evitaria o cumprimento da pena de cadeia. 

Dependendo do que Valério disser, a troca pode ser justificável. Primeiro porque o degredo não deixa de ser um castigo. Depois, poque o país tem o direito de conhecer os detalhes de tudo o que se passou no assombroso período de 2002 a 2005. Também merece conhecer os meandros do caixa clandestino que besuntou a malograda campanha reeleitoral do tucano Eduardo Azeredo ao governo mineiro.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Os dois fechamentos do 'Jornal da Tarde'

Eugênio Bucci (*) 

Para quem ainda não admite que o sentido das palavras muda conforme a classe social do cidadão que a pronuncia, aí vai mais uma: o verbo fechar, ou, se você preferir, o substantivo fechamento. 

eugnenio.jpg (181×225)Se um jornalista diz que vai fechar o jornal, nada de novo sob o Sol. Após o fechamento (feito pelo jornalista), o diário vai para as rotativas e, depois de impresso, dobrado, refilado e encadernado, cairá, exemplar por exemplar, naqueles saquinhos plásticos alongados, dentro dos quais voarão por cima dos muros das casas dos assinantes, com notícias supostamente frescas. Quando o jornalista fecha, estamos em vida normal. E boa. Antigamente o fechamento era até comemorado, noite após noite. No tempo em que se fumava em cima da máquina de escrever, o pessoal fechava a edição e depois esticava a conversa em torno de um chope. 

Hoje, como antes, fechamentos fazem subir o estresse e têm aquele tom ameaçador da "vitória do caos sobre a vontade augusta de ordenar a criatura", mas, invariavelmente, terminam mais ou menos bem. Não se tem registro de um fechamento que não tenha, por assim dizer, fechado. O que faz a diferença, o que distingue um bom editor, é saber fechar bem. Saber fechar está para o profissional de imprensa assim como saber "finalizar" - no jargão do futebolismo pós-moderno - está para o artilheiro. Embora a qualidade editorial resida não no fim, mas no início do processo, com pautas bem concebidas e bem planejadas, os jornalistas vangloriam-se de ser grandes fechadores, mesmo quando não o são. O verbo fechar, enfim, é constitutivo da profissão, como um verbo positivo. 

Agora, se a gente se afasta da redação e se aproxima dos escritórios da chamada gestão empresarial, a pior coisa que pode existir é um patrão que gosta de fechar. Quando o dono anuncia que vai fechar um jornal, até as rotativas empalidecem. O sentido do verbo se inverte, mortalmente. Jornalista, quando fecha, faz o jornal viver, mas o empresário, ao fechar, mata. 

Como se isso fosse uma grande novidade ...

Outro motivo de vergonha para a Copa de 2014. Acordo feito em 2010 para a construção das arenas foi só para ganhar votos e apoio popular. Políticos brasileiros enganam até presidiários… 

Cosme Rimoli (*)
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Nada como não confiar em políticos. 
Principalmente quando eles querem a liberação de verbas. 
E quando eles fazem tudo para ficar bem com a opinião pública. 
Quando o assunto é futebol, Copa do Mundo, eles fazem uma conexão imediata. 

Cada torcedor é um eleitor. 
E capricham nas promessas. 
Principalmente envolvendo a construção das arenas para o Mundial de 2014. 
Muitas promessas, como prazos e principalmente gastos, foram esquecidas. 

Operários já tiveram de fazer greve denunciando comida podre. 
Atraso de pagamento e falta de banheiros. 
No Mineirão, por exemplo, eles faziam suas necessidades fisiológicas entre os entulhos do novo estádio. 
Tudo é muito bonito de longe. 

Como agora mais uma denúncia. 
Ela mostra mais do que o descaso, a falta de palavra de quem organiza a Copa. 

Em janeiro de 2010, para ganhar a opinião pública, foi criado o projeto Começar de Novo. Governadores, prefeitos, mais o Ministério do Esporte, o Conselho Nacional de Justiça e o Comitê Organizador Local se reuniram. 
E cheios de boa vontade criaram um projeto. 
Nome lindo, poético: 'Começar de Novo'. 

Brasil bate novo recorde de reciclagem de latinhas

Blog Seja Sustentável do Estadão 

latas.jpg (1024×683)Palmas para os catadores de latinha de alumínio. O Brasil bateu o recorde de reciclagem de latas em 2011. Foram 250 mil toneladas, o que corresponde a 98,3% do total produzido no Brasil naquele ano, de acordo com dados da Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade) e a Abal (Associação Brasileira do Alumínio).

O recorde anterior era de 2009, quando 98,2% das latas foram recicladas. Com isso, o Brasil continua na liderança mundial da reciclagem deste material. 

A reciclagem ajuda não só a tirar a lata dos aterros sanitários (estamos sem espaço para tanto lixo!), ele também ajuda na questão da mudança do clima. Ainda de acordo com o relatório divulgado pela Abralatas e a Abal, o processo de reciclagem libera apenas 5% das emissões de gás de efeito estufa, se comparado com a produção do alumínio primário. As entidades dizem ainda que para cada quilo de alumínio reciclado, cinco quilos de bauxita (minério que gera o alumínio) deixam de ser extraídas. Então já sabe, quando aquele tiozinho vir pedir a sua lata para reciclar, não negue se já estiver terminando. Dê o último gole com gosto, sabendo que o trabalho dele é um grande favor para todos

Alegria de pobre

Renato Gomes Nery (*) 

Renato Nery_RDNews.jpg (160×178)Existem duas categorias que se aproveitam de insólita distribuição de rendas. A primeira são as amantes que prestam um grande serviço a estabilidade dos casamentos que são beneficiadas com a “mais valia” dos insatisfeitos com a rotina dos casamentos. E segunda é dos cabos eleitorais e boa parte dos eleitores em época de eleições que são beneficiados com “as burras” abertas dos candidatos. Empresas não encontram mão de obra neste período, pois parte dela está comprometida com os candidatos. 

Estas eleições são particularmente pródigas por haver segundo turno e porque este está extremamente disputado. Este fato é um forte indício de que os bolsos dos candidatos irão despejar rios de dinheiro para ganhar as eleições. 

Os amantes das amantes continuarão a contribuir para a melhoria da redistribuição de renda no País. E as eleições a contribuir para a alegria do povo. 

Os casamentos continuarão a ser feitos, as eleições realizadas e os candidatos eleitos. E todos aqueles que fazem das amantes um alento e dos eleitores uma mercadoria continuarão no mesmo lugar. Se alguma coisa sobra das amantes é o prazer e das eleições é a satisfação esporádica de algumas carências crônicas dos menos favorecidos pela fortuna. 

No mais é um circo de promessas. As amantes continuarão alegres e infelizes. E o povo continuará iludido, sendo alimentado a pão e circo. De resto, “suba Chico ou Francisco”, o batedouro continuará o mesmo. 

Um dia será que muda? Temos esperança que sim, pois já esteve pior. E temos que acreditar que um tempo rei já começou. O Supremo Tribunal Federal está mostrando que há juízes no Brasil. E se há Juízes no Brasil, a República e o Regime Democrático de Direito estarão preservados. 

Os patifes e as patifarias que se cuidem. E a esperança não é mais um fogo fátuo ou uma promessa a realizar. 

Ela já é algo palpável. 

(*) Advogado em Cuiabá – 
E-mail – rgnery@terra.com.br