terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sem barreiras

Bellini Tavares de Lima Neto (*) 

Sabe de uma coisa? Diga, mesmo, tudo o que você acha que tem que dizer ou, como se dizia antigamente, tudo o que lhe der na telha. Mais uma vez me valendo dos antigos, diga tudo na cara, na lata. E se alguém não gostar, que coma mesmo, tal como diziam esses mesmos antigos. Essa história de ficar com papas na língua não leva a coisa alguma. Dizem até que quem não solta o verbo acaba represando sentimentos e um dia isso pode virar doença. E ninguém vai querer ficar doente, ainda por cima por conta de tomar cuidado com o que diz. 

Muita gente por aí fica com temores e pudores para dizer o que pensa. Na maioria das vezes seu principal argumento é que se disser tudo o que pensa ou acha ou, então, se não escolher bem as palavras, poderá magoar as pessoas à sua volta. Ora, a vida não é para principiantes. E não poupa ninguém. De que adianta tanto cuidado se, no calor do dia a dia, ninguém terá esses pruridos com essas mesmas pessoas com quem se convive? Essas filigranas de nada resolvem, são quase uma hipocrisia, camuflam a verdade e as verdadeiras intenções. Se o que eu quero dizer tem uma conotação mais agressiva ou menos delicada, paciência. É o que eu quero dizer e pronto. 

Além de tudo isso, convenhamos que o tipo de gente que se melindra com palavras ou atitudes demonstra uma fraqueza que talvez não mereça lá muito respeito mesmo. A natureza tem regras. Há os predadores e os que são alvo dos predadores. Aí reside o equilíbrio da cadeia alimentar, por exemplo. Se o leão fosse se compadecer de sua presa, morreria de fome e colocaria toda a sua espécie em risco. Portanto, se a natureza nos fez a todos mais fortes e mais fracos, que cada um cumpra seu destino uma vez que se insurgir contra a natureza só leva ao prejuízo. 

Por tudo isso, não se constranja. Se tiver que dizer alguma coisa, diga-a exatamente como deseja, sem rodeios ou eufemismos. Seja contundente. Se alguém porventura se sentir tocado por isso, paciência. Da mesma forma que se melindrou, que trate de se desmelindrar. É o que se tem, é o que resta. 

E foi com essa lição, dita aos ventos bem da porta de sua caverna, que o ermitão deu uma última olhada para a floresta onde não vivia nenhuma outra alma e tratou de se recolher. Afinal, amanhã seria um ouro dia e a natureza dizia que ele precisava continuar. 

(*) Advogado, avô, corintiano e morador em São Bernardo do Campo (SP)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Outra carta de protesto

Loja Maçônica Acácia da Neves de São Joaquim divulga carta de Protesto contra o estado calamitoso da saúde pública 

Agência de Notícias São Joaquim Online.Com.Br - São Joaquim - Santa Catarina - 
 
CARTA DA LOJA MAÇÔNICA ACÁCIA DAS NEVES Nº 22 

ORIENTE DE SÃO JOAQUIM – FILIADA AO GOSC 

Vivemos um dos momentos mais difíceis de nossa história pátria. O povo está sendo mantido na ignorância e sustentado por um esquema que alimenta com migalhas a miséria gerada por essa mesma ignorância. 

A tirania mudou sua face. Já não encontramos os tiranos do passado, que com sua brutalidade aniquilavam as cabeças pensantes, cortando o pescoço. Os tiranos de hoje saqueiem a Pátria e degolam as cabeças de outra forma. A tirania se mostra pela corrupção que impera em todos os níveis. Encontramos mais viva do nunca as palavras do Imperador Romano Vespasiano que na construção do Grande Coliseu disse: “DAÍ PÃO E CIRCO PARA POVO”. 

Esse grande circo acontece todos os dias diante de nossos olhos, especialmente sob a influência da televisão, que dá ao povo essa fartura de “pão” e de “circo”. 

Quando pensamos que a fartura acaba, surgem mais opções. Agora vemos a Pátria sendo saqueada para a construção de monumentais estádios de futebol, atualmente chamados de arenas, nos moldes do que era o Coliseu, uma arena. Enquanto isso os hospitais estão falidos, arruinados, caindo aos pedaços. Brasileiros morrem nas filas e nos corredores desses hospitais; já, outros filhos da Pátria morrem pelas mãos de bandidos inescrupulosos que se sentem impunes diante de um Estado inoperoso, ineficiente e absolutamente corrompido. Saúde não existe, educação não há, segurança, muito menos. Porém, a construção dos “circos”, continua ! 

Mas o pão e o circo também vem dos “Big Brothers” das “Fazendas”, das novelas que de tudo mostram, menos verdadeiros valores e virtudes pessoais. Quanto mais circo, mais pão ao povo. E o mais triste é que o povo mantido na ignorância, é disso que mais gosta. Nas tardes, manhãs e noites, não faltam essas opções de “lazer”. O Coliseu está entre nós. O circo está entre nós. Já o pão, esse vem do bolsa isto, do bolsa aquilo, mantendo o povo dependente do esquema, subtraindo-lhe a dignidade e a capacidade de conquistar melhores condições de vida com base em suas qualidades, em seus méritos, em suas virtudes. 

Agora, o circo se arma em torno do absurdo que se coloca à população de que o problema de saúde é culpa dos médicos. Iludem e enganam o povo, pois fazem cair no esquecimento o fato de que o problema de saúde no Brasil é estrutural, pois o cidadão peregrina sem encontrar um lugar digno, nem mesmo parar morrer. 

Então, absurdamente, em desrespeito aos filhos da Pátria, são capazes de abrir as portas para profissionais estrangeiros, alguns poucos, não cubanos. Os tiranos tem a audácia de repassar R$ 40.000.000,00 mensais que são sangrados dos cofres públicos para sustentar um outro governo falido e também tirano, o cubano; um dinheiro sem controle e sem fiscalização. Os pobres profissionais que de lá vêm, não têm culpa. É um povo sem liberdade, sem direito de expressão, escravo da tirania. Esses médicos recebem migalhas daquele governo. Mal conseguem sustentar a si e a seus familiares. 

Os R$ 40.000.000,00 que serão mensalmente enviados para Cuba, solucionaria o problema de inúmeros de pequenos hospitais pelo interior deste País. Mas não é a isto que ele servirá. Nós estamos a financiar um trabalho explorado, escravizado, de profissionais que não tem asseguradas as mínimas condições de dignidade de pessoa humana, porque simplesmente não são homens livres. E nós brasileiros, devemos nos envergonhar de tudo isto, porque estamos sendo responsáveis e coniventes por sustentarmos todo esse esquema, todos esses vícios, comportando-nos de maneira absolutamente inerte. 

Esses governantes, que tanto criticam o trabalho escravo, também não esclarecem à população o fato de um médico brasileiro receber o mísero valor de R$ 2,00 por uma consulta pelo SUS. Do valor global anual que recebem, ainda é descontado o Imposto de Renda, através de uma escorchante tributação sobre o serviço prestado, que pode achegar ao percentual de 27,5%. Em atitude oposta, remuneram aqueles que não são filhos da Pátria, os estrangeiros, com o valor de R$ 10.000,00 mensais por cada profissional, cabos eleitorais desses governantes. Profissionais da saúde no Brasil, servidores públicos de carreira, à beira da aposentadoria, com dedicação de uma vida inteira, receberão quando da aposentadoria metade do valor pago ao estrangeiro. 

Não podemos aceitar a armação desse circo, em cujo picadeiro, povo brasileiro é o palhaço !! 

A Maçonaria foi a grande responsável por movimentos históricos e por gritos de liberdade em defesa da dignidade do homem. Foi por mãos de Maçons que se deu o grito de Independência do Brasil, da Proclamação da República, da Abolição da Escravatura. Foi pelas mãos de Maçons que se deu o brado da Revolução Farroupilha.

E o que está fazendo a Maçonaria de hoje ao ver o circo armado, com a distribuição de um pão arruinado pelo vício que sustenta essa miséria intelectual !! 

Não podemos ficar calados e inertes !! A Maçonaria, guardiã da liberdade, da igualdade e da fraternidade, valores que devem imperar entre todos os povos, precisa reagir, precisa revitalizar seu grito, seu brado para a libertação do povo. Esse é o nosso dever, pois do contrário não passaremos de semente estéril, jogada na terra apenas para apodrecer e não para germinar. 

A Loja Maçônica Acácia das Neves, incita a todos os IIrm.: para que desencadeemos um movimento de mudança, de inconformismo, fazendo ecoar de forma organizada a todas Lojas e Maçons desta Pátria, o nosso dever de cumprir e fazer cumprir a nossa missão de levantar Templos à virtude e de cavar masmorras aos vícios !! 

Loja Maçônica Acácia das Neves para a Agência de Notícias São Joaquim Online

A bola sete pedindo para cair ...

A bola sete parou à frente da caçapa. Haddad vacilou e caiu de quatro  

Antônio Vieira (*) 

Guerra, comércio e pirataria estão sempre juntos e interligados. A constatação não é minha, é de Goethe. Talvez seja muita sofisticação buscar no grande escritor fundamentos para se entender o comportamento dessa mescla de corsários e piratas vulgares. Os rapinantes da Somália, mulambentos que avassalam cargueiros na costa oriental africana, bem poderiam aprimorar seus métodos com um estágio em qualquer prefeitura petista. Sairiam fortalecidos e confiantes para o desempenho de seu mister. 

O caso atual da gatunagem na prefeitura de São Paulo, com os envolvidos circulando na ante sala do próprio prefeito, demonstra o quanto há de método, de comportamento recorrente, com essa gente de caráter deformado. Há, os fatos o demonstram, uma constante em tudo que o lulopetismo se envolve: a remição ao submundo, ao ilícito, ao ilegal, à fraude, à mentira e à enganação. O tal Donato, e outros certamente, como os mafiosos da Tattolândia, chegaram onde chegaram seguindo uma trajetória, verdadeiro processo de lenta, mas profícua aprendizagem. 

O afastado vereador Donato era o capitão do time do Haddad; uma espécie de Zé Dirceu municipal. Uma figura assim com tais habilidades não se torna um homem de poder por alguma graça circunstancial, discricionária, de alguém que diz num estalo. “Ah! tem o Donatão… É gente nossa, gente boa; vamos botá-lo ali para tomar conta daquele pedaço!” Não! Não é dessa maneira que as coisas acontecem. É uma carreira, uma trajetória dentro de um sistema, onde o desempenho pregresso e a confiança são fundamentais para explicar a distribuição política de cargos de governo. 

Arrivistas não têm chances com eles. Só os profissionais ─ e isso eles são. O petismo congrega uma organização na qual não seria difícil aplicar tipos extraídos do código penal. Os exemplos, inumeráveis, pipocam ano após ano nos noticiários. Um balanço das postagens da coluna de Augusto Nunes demonstraria a persistência, a amplitude e a coerência do modus operandi da turma. 

Não é necessário ser profeta para vislumbrar o que vem por aí. As oposições deveriam pedir a abertura de processo de cassação dos envolvidos, não só na Câmara Municipal de São Paulo como no Congresso (o tal Jilmar Tatto é deputado federal). Não seria absurdo incluir no pacote o próprio Haddad. 

Por muito menos, todos nos lembramos, mal terminara a apuração das eleições naquele já distante 1998, e os cães sarnentos petistas já rosnavam pedindo o “fora FHC”. Fotos da época mostram a proto-quadrilha em ação: Zé Dirceu, Genoíno, Tarso Genro, Palocci e outros fazendo coro no plenário do parlamento em Brasília, numa pole dance de patifes exibicionistas. 

Uma oposição de verdade não perderia uma oportunidade dessa de mostrar a turma com a bunda de fora. São Paulo é amostra para o Brasil. No mínimo, informaria a todo o país que o mensalão de Lula e Dilma pode condenar alguns gatos pingados, mas a turma substituta, a do Haddad, já está a postos e atuante. Vamos, oposição! Upa! a bola sete parou à frente da caçapa. Haddad vacilou e caiu de quatro. Encaçape-o! 

(*) Jornalista 

domingo, 17 de novembro de 2013

De punhos cerrados

Mary Zaidan (*) 

Vítimas da elite, ícones da luta democrática, guerreiros do povo, heróis injustiçados. Foi assim, com a mesma desfaçatez com que chamou o mensalão de caixa dois ou piada de salão, que a tríade petista José Dirceu-José Genoíno-Delúbio Soares se apresentou para iniciar o cumprimento das penas impostas pelo STF. Um tiro de risco, próximo da culatra, que atende parte da militância e esbofeteia todo o resto. 

Se os punhos cerrados e as estocadas na Suprema Corte agradam parcela dos petistas, inflam a indignação dos que passam longe dela. Pior: posam de democratas, mas agridem a Justiça, um dos pilares da democracia, considerando sua instância máxima tribunal de exceção. 

A reação do trio pareceu ensaiada. Na sexta-feira, logo após a expedição do mandato de prisão, Delúbio publicou vivas ao PT em artigo no site Brasil247. Genoino, por meio de nota, e Dirceu, em o que chamou de “carta aberta ao povo brasileiro”, se colocaram como presos políticos, como se o País vivesse dias de chumbo. 

E ambos jogaram farpas na mídia, culpando-a pelo resultado do julgamento, como se houvesse conluio entre o STF as elites, sabem-se lá quais. Não devem ser as mesmas que fizeram de Dirceu um dos consultores mais bem pagos do país, queridinho da nata empresarial. A carta aberta de Dirceu é um primor. Inverte-se a lógica, inventam-se argumentos, culpam-se outros, mente-se. Descaradamente. O ex-ministro diz que vai cumprir tudo que a Justiça e a Constituição determinam. Mas, muito além de lamentações admissíveis em um condenado que apela por inocência, faz acusações gravíssimas ao STF. Afirma que foi condenado “sem ato de oficio ou provas, num julgamento transmitido dia e noite pela TV, sob pressão da grande imprensa.” Que sua condenação teve como base a teoria do domínio do fato, “aplicada erroneamente pelo STF”. 

Chega ao absurdo de comparar a prisão de agora, fruto da condenação por malversação do dinheiro público e apropriação do Estado em favor de seu partido, com a da luta contra a ditadura. No caso dele, é bom lembrar, uma luta não em prol da democracia, mas por outra ditadura, a do proletariado. Ainda assim, pratica com destreza o ludibrio ao dizer que esta será a segunda vez na vida que pagará com a prisão por cumprir seu papel no “combate por uma sociedade mais justa e fraterna”. 

Em favor de Dirceu, diga-se, sua prisão contribui, sim, para uma sociedade mais justa, em que poderosos e não só pobres vão para a cadeia. 

Em um País que tarda e falha em honrar a balança e os olhos vendados da deusa Têmis, a prisão dos mensaleiros é colírio. 

(*) É jornalista.

Eleitor de Lula, Barbosa tornou-se algoz do PT

Josias de Souza para o Blog do Josias 

Joaquim Barbosa foi caprichoso na execução das penas do mensalão. Poderia ter aguardado até segunda-feira para mandar prender os condenados. Preferiu apressar o passo. Levou trabalho para casa, lapidou os mandados de prisão até tarde da noite, e mandou recolher os presos em pleno feriado. Um feriado simbólico: 15 de novembro, Dia da Proclamação da República. Foi como se o ministro desejasse, por assim dizer, reproclamar a República. 

Primeiro dos oito ministros indicados por Lula para o STF, Barbosa chegou ao tribunal graças à coloração de sua pele. Recém-empossado, em janeiro de 2003, Lula incumbiu o então ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos de encontrar um nome para o Supremo. Fez uma exigência: no melhor estilo 'nunca antes na história', queria nomear o primeiro ministro negro do STF. 

Thomaz Bastos garimpou um negro de mostruário. Primogênito de oito filhos de um pedreiro com uma dona de casa da cidade mineira de Paracatu, Barbosa formara-se e pós-graduara-se na Universidade de Brasília. Passara pela Sorbonne, fora professor visitante de Columbia e lecionava na Universidade da Califórnia. De quebra, votara em Lula. 

Indicado com “entusiasmo”, Barbosa tomou posse no STF em junho de 2003. Decorridos dez anos, frequenta o noticiário como uma espécie de coveiro do ex-PT. Lula procurava um negro. Achou um magistrado. Entre fazer média com o petismo e exercer o seu ofício, Barbosa optou pela lei. 

No penúltimo lance do processo, Barbosa levou ao plenário a tese do fatiamento das penas. Fez isso para antecipar a execução dos pedaços das sentenças insuscetíveis de recurso. Prevaleceu no plenário. E impediu que o STF virasse Papai Noel dos condenados que questionaram parte dos veredictos por meio dos famosos embargos infringentes, ainda pendentes de apreciação. 

Quarenta dias antes do Natal, em pleno Dia da Proclamação da República, Barbosa mandou para a cadeia uma dúzia de condenados graúdos –políticos, banqueiros, operadores de arcas eleitorais. Coisa nunca antes vista na história desse país, diria Lula se pudesse. 

O PT critica as condenações. Dirceu e Genoino declaram-se presos políticos. Devem a perseguição a Lula e Dilma. Passaram pelo julgamento do mensalão, além de Barbosa, outros sete ministros indicados por Lula e quatro escolhidos por Dilma Rousseff. 

Barbosa não foi a única autoridade brasiliense a celebrar o calendário. Dilma também anotou no Twitter: “Hoje comemoramos o 124º aniversário da Proclamação da República. A origem da palavra República nos ensina muito. A palavra República vem do latim e significa ‘coisa pública’.
 Ser a presidenta da República significa exatamente zelar e proteger a ‘coisa pública’, cuidar do bem comum, prevenir e combater a corrupção.”  

Embora não tivesse a intenção, foi como se Dilma batesse palmas para o STF e para Barbosa, o magistrado que Lula imaginou que fosse apenas negro. 

(*) Jornalista é responsável pelo Blog do Josias publicado na Folha de São Paulo

sábado, 16 de novembro de 2013

Não fez mais nada que a obrigação

Palmeiras é campeão da série B  

Antenor Pereira Giovannini (*) 

Não poderia se aceitar outra coisa senão que o Palmeiras fosse campeão do Campeonato da Série B. 

O nível técnico absurdamente fraco das demais equipes não permitiam que outro resultado ocorresse. 
Mesmo assim, o Palmeiras apresentou em algumas partidas um nível muito ruim, inclusive perdendo para equipes que devem ser rebaixadas para 3a. divisão, demonstrando também sua capacidade limitada. 

Seu time é muito fraco com jogadores de qualidade técnica bem duvidosa e que não merecem jogar num time da grandiosidade de um Palmeiras. Muito limitados e que não servem nem para compor elenco. 

Agora quanto ao futuro torna-se difícil imaginar diante de uma crise econômica advinda de antigas gestões e que certamente trarão dificuldades para que se monte uma equipe mais competitiva. 
Com certeza a continuar com esses mesmos elementos já se torna um candidato sério para série B em 2015. 

A mudança deveria ser iniciada junto a comissão técnica uma vez que o técnico é bem limitado e concedeu demonstrações ser um técnico para times menores e que não tem pegada para ser técnico de um clube grande e sempre pressionado numa série A e nos demais campeonatos que o clube deve disputar. 

Já o elenco é muito fraco como já dissemos e precisa ser revisto em quase todas as profissões . Num ano de Copa do Mundo, com a nova praça esportiva devendo ser inaugurada e principalmente o centenário do clube deveriam merecer uma atenção e um trabalho muito mais centrado do que se observa a diretoria estar procurando. 

 Não há euforia em gritar é campeão. 

 Ainda mais consciente que se sabe que o clube está ganhando o bicampeonato de uma série onde ele jamais poderia ter voltado. Esperamos ser o último. 

Com essa e com outras não há como não dizer que ganhou o menos pior de um campeonato de equipes bem fracas. 

Realmente não fez mais nada que a obrigação 

(*) Aposentado e morador em São Paulo

85 anos do Mickey

Mickey completa 85 anos com curta-metragem no cinema e desenhos na TV  

Folha de São Paulo 

Há 85 anos, um rato invadiu as salas de cinema. Em vez de sustos, provocou gargalhadas e aplausos nas pessoas que assistiam a suas travessuras a bordo de um barco a vapor. 

No desenho animado "Steamboat Willie", de 1928, foi apresentado ao grande público Mickey Mouse, recém-criado pelo cineasta norte-americano Walt Disney. 

Para comemorar o "aniversário", serão lançados no Disney Channel uma série de desenhos de curta-metragem. Neles, Mickey aparece com o visual e a personalidade travessa dos primeiros filmes. 

Em "Croissant do Triunfo", atravessa Paris de moto para levar os deliciosos pãezinhos para Minnie. Em "Sem Comida", ele e Donald tentam comprar almoço, mas não são atendidos por estarem sem camisa e sapatos. 

Já em "Tiroteio", Mickey precisa enfrentar uma avalanche nos Alpes suíços. 

Além desses três primeiros, que vão ao ar nesta segunda, outros dos 19 desenhos da série deverão chegar ao Brasil em breve. 

Nos cinemas, estreia em 3 de janeiro "Hora de Viajar". O curta, que abrirá as sessões do filme "Frozen", reproduz falas dos primeiros filmes do personagem, dirigidos por Walt Disney. O filme combina desenho moderno, feito por computadores, com animação tradicional em preto e branco.

Na história, Mickey, Minnie e os amigos Horácio e Clarabela fazem um passeio em uma carroça, até Bafo de Onça aparecer para tirá-los da estrada. 

Quem faz a voz do Mickey é o próprio Walt Disney, morto em 1966. A gravação original foi recuperada para o novo filme.

O santinho do pau oco

Perguntar não ofende : sobre o punho levantado de Dirceu, rumo à carceragem 

Ricardo Setti (*) 

Acho que quase todos vocês, leitores do blog, viram pela TV, agora há pouco: o ex-todo-poderoso ministro-chefe da Casa Civil de Lula, José Dirceu, nome certo na disputa pela sucessão do chefe depois de seus dois mandatos se não fosse o mensalão, finalmente se apresentou à carceragem da Polícia Federal, em São Paulo, para, dali, ser resolvido seu destino como presidiário no regime semi-aberto. 

Mais de oito anos depois da denúncia do escândalo do mensalão pelo então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), mais de sete anos depois do oferecimento da denúncia ao Supremo pelo procurador-geral da República, mais de seis anos após a aceitação da denúncia pelo Supremo, chegava, enfim, o momento da eminência parda do lulalato enfrentar a cadeia. 

Ainda resta a ser julgado um embargo infringente que pretende contestar um dos crimes pelos quais Dirceu foi condenado pelo Supremo, o de formação de quadrilha. Mesmo assim, por ordem do presidente do Supremo, ministro Joaquim Barbosa, ele, como outros mensaleiros, começará a cumprir sua pena. 

Dirceu chegou à PF de camisa esporte, sorridente, e, à entrada do edifício, dirigiu a um pequeno grupo de barulhentos partidários — vários dos quais perturbaram o trabalho de profissionais da imprensa — com a velha saudação comunista do punho erguido. Punho esquerdo, aliás. 

Perguntar não ofende: o que significou esse punho erguido? 

Vitória? 

Por mais maluco que seja, em caso afirmativo, que vitória, exatamente? 

A de ter em seu prontuário, para sempre, o carimbo de criminoso condenado?

Júbilo?

Por querer se transformar em “preso político” numa democracia como a brasileira, que, por sinal, concede benefícios inimagináveis aos infratores das leis penais? 

Sinal de que “a revolução” está em marcha? Qual “revolução” — uma de que fazem parte Renan Calheiros, Collor, Maluf, Jader Barbalho, Sarney, a bancada evangélica, os fisiológicos do PMDB? 

Fica a pergunta no ar. Como se sabe, perguntar não ofende. 

(*) Jornalista e colunista da Revista Veja

Onde está o Brasil nesses vários 'Brasis'?

Oliveiros S. Ferreira (*)  

Muitos terão esboçado um sorriso, poucos terão entendido o grito de dor de João Ubaldo Ribeiro em sua crônica de 3/11: "Não tem essa besteira de Brasil-Brasil-Brasil, isto é coisa para os iludidos de minha marca, que agora estão abrindo os olhos. Agora tem o Brasil das mulheres e o Brasil dos homens (...) o Brasil dos negros, o Brasil dos brancos (...) o Brasil dos evangélicos e o Brasil dos católicos (...) e nem sei quantas categorias, tudo é dividido direitinho e entremeado de animosidades, todo mundo agora dispõe de várias categorias para odiar. (...) esquece esse negócio de Brasil, não tem mais nada disso!". 

João Ubaldo está nos dizendo que aquilo chamávamos de sociedade brasileira deu lugar a tantas corporações quantos sejam os que, minimamente organizados, têm alguma influência sobre os que são tidos como formadores de opinião. Influência que se transforma em poder, para reclamar tratamento distinto do que recebem os milhões que compõem o corpo eleitoral - os cidadãos. 

Se é possível esquecer, hoje, "esse negócio de Brasil", é porque o ovo da serpente foi posto nas florestas, nos sertões e nas cidades há muito tempo, antes mesmo que cedêssemos à sedução do mercado e aceitássemos que "grana não tem nacionalidade" - a partir do momento em que não se cuidou de superar as servidões da infraestrutura e se permitiu que houvesse vários Brasis: o do Norte, o do Nordeste, o do Centro-Oeste, o do Sudeste e o do Sul. Eram Brasis distintos, e tão distintos continuam hoje que ilustre autoridade militar declarou, em entrevista, que o Norte é colonizado! 

Não se culpem, porém, apenas as infraestruturas pelo progressivo desaparecimento da ideia de Brasil. O descaso com as comunicações que permitiriam o contato frequente e duradouro entre as populações - umas influenciando outras, as mais adiantadas do ponto de vista da Civilization puxando as outras para a Kultur - tem raízes no isolamento, mas também no regionalismo. Boa parte dos que orgulhosamente pertencem ao escol culto tem sua cota de responsabilidades na destruição da ideia do Brasil, vale dizer do Estado brasileiro. 

Nossa História passou a não ter grandeza - grandeza alguma! Os que fundaram o Império são vistos até hoje como indivíduos não só estúpidos, como sem etiqueta alguma no trato social. Não importa que dom Pedro I tenha dado ao País uma Constituição que durou mais de 40 anos com uma única emenda, revogada quando ficou claro que a unidade do Estado estava em jogo. A Guerra do Paraguai não decorreu de uma invasão do território nacional - foi feita pelo Brasil a mando da Inglaterra! Outras tantas atitudes foram tomadas por pressão dos norte-americanos. 

Seria de estranhar que um País sem História, sem brasileiros, portanto, sem consciência de Brasil, fosse hoje não um Estado, mas a reunião de corporações? É de estranhar que não saiamos da crise, se todos nossos males são sempre dados como efeito da índole da raça e dos interesses externos? 

Não apenas a infraestrutura e a destruição da História nos conduziram ao grito de dor que João Ubaldo emitiu. É preciso ver que a serpente pôde vir ao mundo - ao nosso mundo político e social - quando deixamos de ser cidadãos e passamos a ser membros de uma categoria: metalúrgicos, bancários, comerciários, jornalistas, nem sei mais quê. Consagrou-se a corporação como a reunião de indivíduos com interesses distintos dos demais e sem coisa alguma que os unisse uns aos outros, a não ser o mero interesse imediato. 

Quando se criou o PT, nada mais se fez que seguir o caminho corporativo - basta ver a distinção semântica e política entre "Partido Trabalhista" e "Partido dos Trabalhadores" para entender o processo. E atentar para a divisão das bancadas no Congresso Nacional: os ruralistas, os evangélicos, os verdes, os que não se dão nomes, mas votam corporativamente. 

Ao nos identificarmos como membros de uma categoria, deixamos de ser cidadãos e passamos a ser apenas indivíduos ligados por laços de interesse curto, ainda que vil. Não nos projetamos, nem no tempo nem no espaço. 

Há mais! Um olhar, superficial que seja, a Mannheim permite compreender que a sociedade e o Estado corporativos - porque o Estado é hoje também uma corporação - mataram a Política, e não mais conseguimos ver-nos como cidadãos de um Estado nacional. Que diz Mannheim? Que a Política se faz naquele reino das condutas que não são reguladas administrativamente pelo poder de Estado. É um reino imenso. Sendo campo em que as ações são livres, é no confronto que os diferentes grupos darão asas à imaginação para criar condições que permitam resolver o conflito. Não é jogo de soma zero. É jogo cujas regras são feitas no seu desenrolar - com maior ou menor agressividade, mais ou menos astúcia, maior ou menor consciência dos fins, das alianças e dos compromissos a serem feitos e até da necessidade de parar a ação. Essa é a natureza e a razão de ser da Política! 

O Estado Novo, criando os sindicatos sustentados pelo Imposto Sindical e organizados em categorias, matou o jogo da Política nas relações de trabalho, já que as tornou regidas por atos administrativos, não políticos. O jogo é hoje de curto alcance porque os interesses a defender são estritamente imediatos e mediados pelo Estado. Essa relação medíocre foi levada aos partidos políticos, que se organizam como corporação e a agravam "resolvendo" problemas sociais com "bolsas" ou prebendas administrativas. 

As crises de junho mostraram a falência do Estado e que, não tendo os governos impedido a presença do crime organizado no território, a ideia do Brasil perece. Porque a ideia de Estado - que não é o mesmo que a ideia de corporação, a de algo relativo a uma "categoria" - morreu.

(*) É Professor da USP e da PUC-SP, é membro do Gabinete e Oficina de Livre Pensamento  Estratégico . SITE: WWW.OLIVEIROS.COM.BR

O pesadelo logístico

Opinião do Estadão 

Em pouco mais de duas décadas, a agricultura brasileira alcançou um nível de eficiência que a tornou uma das mais competitivas do mundo. Quando se trata de colocar o produto no mercado, porém, a situação se modifica completamente. Para boa parte dos agricultores brasileiros, que obtiveram ganhos notáveis de produtividade, não passa de sonho a possibilidade de utilizar, para sua produção crescente, um sistema de escoamento da safra tão eficiente e barato como o de que desfrutam, por exemplo, os produtores de grãos do Estado americano de Iowa. 

Meios eficazes e rápidos para o transporte da produção até a ferrovia mais próxima, e que, em geral, não dista mais de duas dezenas de quilômetros da propriedade; malha ferroviária que oferece ampla gama de serviços; e descarregamento nos armazéns de destino com o trem em movimento caracterizam o sistema de logística e transporte dos Estados Unidos descrito em reportagem de Alexa Salomão publicada pelo Estado (10/11). 

A realidade brasileira é muito diferente. Rodovias precárias, malha ferroviária insuficiente, hidrovias praticamente inexistentes, falta de armazéns, portos congestionados geraram uma espécie de paradoxo do campo: quanto melhor e mais eficiente a agricultura, maiores as dores de cabeça do produtor para escoar sua produção. Os resultados são alimento mais caro na mesa do brasileiro, ganhos menores para o produtor em razão dos aumentos dos custos e perda de competitividade do produto brasileiro. 

Por ter investido na capacidade de armazenagem na própria fazenda, o produtor americano pode escolher o momento mais adequado para vender sua produção. Como resultado desses investimentos privados, nos EUA, a capacidade de armazenamento dentro das propriedades equivale a 1,8 vez a safra, o que assegura ao produtor a possibilidade de comercializar sua safra quando as condições do mercado lhe forem mais favoráveis. Isso evita o congestionamento das rodovias, ferrovias e hidrovias na época da colheita. 

Aqui, no entanto, apenas 17% da produção pode ser armazenada nas propriedades e a capacidade total de armazenamento, dentro e fora das fazendas, não passa de 67% da safra. Por não terem investido em silos e armazéns, os produtores são forçados a negociar a safra e despachá-la tão logo seja colhida, o que leva ao congestionamento das rodovias e dos portos - e ao aumento do frete. 

Não é um problema novo nem seu agravamento é uma surpresa. Tudo o que está ocorrendo na logística do agronegócio - e na logística em geral do Brasil - era perfeitamente previsível há bastante tempo caso não fossem feitos vultosos investimentos nessa área, e na ocasião apropriada. Em 12 anos, a safra de grãos praticamente dobrou de tamanho, passando de cerca de 100 milhões de toneladas em 2001-2002 para os 185 milhões de toneladas colhidas em 2012-2013. Nesse período, a produtividade passou de 65 sacas por hectare para 105 sacas por hectare. 

Não houve, porém, aumento proporcional nos investimentos em infraestrutura. O resultado só poderia ser o caos logístico observado neste ano e que, pelo ritmo como avançam os investimentos, tende a se repetir. 

Embora disponha de um sistema muito mais precário do que o americano, o Brasil investe proporcionalmente bem menos em transporte do que os Estados Unidos. Aqui, os investimentos não alcançam 0,5% do PIB, enquanto nos EUA chegam a 4%. Além disso, enquanto os EUA investem pesadamente em ferrovias e hidrovias, aqui, até há pouco, os investimentos estavam concentrados em rodovias, cujo custo de operação é mais alto. Em agosto de 2012, o governo lançou o Programa de Investimentos em Logística, que prevê a aplicação de R$ 153 bilhões em rodovias e ferrovias em cinco anos. Até agora, porém, o programa mal saiu do papel. 

O problema não será resolvido no curto prazo. A superprodução do milho que terminou de ser colhido no início do semestre soma-se ao início da supersafra de soja, num momento em que os armazéns estão cheios. São componentes de um novo caos logístico, que em 2014 pode vir mais cedo - e pior.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Panquecas com recheio de carne

Receita de Edu Guedes (receitas.eduguedes.com.br)  

Ingredientes

Panqueca  

2 xícaras (chá) de leite 
1 xícara (chá) de farinha de trigo 
1 pitada de sal 
1 colher (sopa) de açúcar 
3 ovos 2 colheres (sopa) de manteiga derretida 

Recheio de carne moída  
2 colheres (sopa) de azeite 
500 g de carne moída 
1 dente de alho picado 
1 xícara (chá) de cebola picada 
1 xícara (chá) de molho de tomate 
½ xícara (chá) de azeitona picada 
2 colheres (sopa) de salsa picada 

Sal à gosto 

Modo de Preparar

Panqueca: 
Em uma tigela, misture o leite, depois a farinha, o sal, o açúcar, os ovos e por ultimo a manteiga derretida. 
Deixe descansar por 1 hora na geladeira. 
Usar uma frigideira tefal com manteiga pincelada para fazer a primeira panqueca, para as próximas, não é necessário untar. 
Faça as panquecas na espessura que preferir. 

Recheios de carne moída: 
Em uma panela, coloque o azeite e refogue bem a carne, até dourar. 
Acrescente o alho e a cebola e refogue por alguns minutos. 


Montagem: 
Colocar a panqueca aberta numa tábua e adicione o recheio de carne. 
Enrole ou faça triângulos ou coloque uma em cima da outra.
Coloque em uma assadeira 
Adicione o molho de tomate, a azeitona e pode levá-la ao forno para cozinhar um pouco mais e gratinar 
Finalize com queijo ralado de preferencia
 

Quem quer, que te compre !!!!

Após ordem de prisão, Dirceu publica 'carta aberta ao povo brasileiro'  

Estadão 

O ex-ministro José Dirceu, condenado a 10 anos e 10 meses de prisão por envolvimento no mensalão, divulgou nesta sexta-feira, 15, "carta aberta ao povo brasileiro". O texto foi divulgado após ser decretada nesta tarde a ordem de prisão contra o ex-ministro. 

Na carta, o petista afirma que o julgamento ignorou "provas categóricas". "Ainda que preso, permanecerei lutando para provar minha inocência", escreveu. 

Abaixo, a íntegra da carta: 

"O julgamento da AP 470 caminha para o fim como começou: inovando - e violando - garantias individuais asseguradas pela Constituição e pela Convenção Americana dos Direitos Humanos, da qual o Brasil é signatário. 

A Suprema Corte do meu país mandou fatiar o cumprimento das penas. O julgamento começou sob o signo da exceção e assim permanece. No início, não desmembraram o processo para a primeira instância, violando o direito ao duplo grau de jurisdição, garantia expressa no artigo 8 do Pacto de San José. Ficamos nós, os réus, com um suposto foro privilegiado, direito que eu não tinha, o que fez do caso um julgamento de exceção e político. 

Como sempre, vou cumprir o que manda a Constituição e a lei, mas não sem protestar e denunciar o caráter injusto da condenação que recebi. A pior das injustiças é aquela cometida pela própria Justiça. 

É público e consta dos autos que fui condenado sem provas. Sou inocente e fui apenado a 10 anos e 10 meses por corrupção ativa e formação de quadrilha - contra a qual ainda cabe recurso - com base na teoria do domínio do fato, aplicada erroneamente pelo STF. 

Fui condenado sem ato de oficio ou provas, num julgamento transmitido dia e noite pela TV, sob pressão da grande imprensa, que durante esses oito anos me submeteu a um pré-julgamento e linchamento. 

Ignoraram-se provas categóricas de que não houve qualquer desvio de dinheiro público. Provas que ratificavam que os pagamentos realizados pela Visanet, via Banco do Brasil, tiveram a devida contrapartida em serviços prestados por agência de publicidade contratada. 

Chancelou-se a acusação de que votos foram comprados em votações parlamentares sem quaisquer evidências concretas, estabelecendo essa interpretação para atos que guardam relação apenas com o pagamento de despesas ou acordos eleitorais. 

Durante o julgamento inédito que paralisou a Suprema Corte por mais de um ano, a cobertura da imprensa foi estimulada e estimulou votos e condenações, acobertou violações dos direitos e garantais individuais, do direito de defesa e das prerrogativas dos advogados - violadas mais uma vez na sessão de quarta-feira, quando lhes foi negado o contraditório ao pedido da Procuradoria-Geral da República. 

Não me condenaram pelos meus atos nos quase 50 anos de vida política dedicada integralmente ao Brasil, à democracia e ao povo brasileiro. Nunca fui sequer investigado em minha vida pública, como deputado, como militante social e dirigente político, como profissional e cidadão, como ministro de Estado do governo Lula. Minha condenação foi e é uma tentativa de julgar nossa luta e nossa história, da esquerda e do PT, nossos governos e nosso projeto político. 

Esta é a segunda vez em minha vida que pagarei com a prisão por cumprir meu papel no combate por uma sociedade mais justa e fraterna. Fui preso político durante a ditadura militar. Serei preso político de uma democracia sob pressão das elites. 

Mesmo nas piores circunstâncias, minha geração sempre demonstrou que não se verga e não se quebra. Peço aos amigos e companheiros que mantenham a serenidade e a firmeza. O povo brasileiro segue apoiando as mudanças iniciadas pelo presidente Lula e incrementadas pela presidente Dilma. 

Ainda que preso, permanecerei lutando para provar minha inocência e anular esta sentença espúria, através da revisão criminal e do apelo às cortes internacionais. Não importa que me tenham roubado a liberdade: continuarei a defender por todos os meios ao meu alcance as grandes causas da nossa gente, ao lado do povo brasileiro, combatendo por sua emancipação e soberania."

Uma ligeira mudança

Há 124 anos, a República começava com oito ministros; hoje são 39  

Folha de São Paulo 
Bandeira na época da proclamação


A República começou há 124 anos com o nome de Estados Unidos do Brasil e oito ministros, em vez dos 39 de hoje. 

De acordo com a biblioteca do Planalto, eram três ministérios: Guerra, Marinha e Fazenda. 

Havia ainda cinco secretarias ligadas à Presidência: Justiça, Negócios Estrangeiros, Interior, Agricultura (que também incluía Comércio e Obras Públicas) e Instrução Pública (que também incluía Correios e Telégrafos). 

Na época, os impostos tomavam 10% da renda do país; hoje são 35%. 

Nota do Blog: Na época não era esse cabidaço de emprego que é hoje. 

Este é o empresário exemplo para o Brasil, segundo a presidente

BNDES e Caixa são os maiores credores nacionais da OSX  

Valor Econômico 

Entre os mais de R$ 4,5 bilhões em dívidas declaradas pela OSX, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal (CEF) somam mais de R$ 1 bilhão. Em ambos os casos, a empresa apresentou garantias bancárias. No caso da CEF, a garantia é do Santander, com obrigação solidária da OSX Brasil. Já o BNDES recebeu como garantia carta-fiança do Banco Votorantim, também com garantia de ações, proventos e dividendos vinculados às empresas e operações do grupo. 

A informação consta do Quadro Geral de Credores anexado à petição que aguarda a decisão do juiz da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Os dois maiores credores, porém, são estrangeiros: bônus que somam R$ 1,1 bilhão e um leasing no valor de R$ 956 milhões. 

A Acciona, responsável pelas obras do Porto do Açu, é credora, de acordo com a empresa, em R$ 300 milhões. Constam ainda da lista, com créditos superiores a R$ 100 milhões, o Credit Suisse (R$ 193 milhões) e o BTG Pactual (R$ 198 milhões). 

O quadro apresentado pela OSX ainda será objeto de contestação dos credores, que poderão divergir dos valores e até inscrever novas dívidas. Antes, porém, o juiz precisa aceitar o pedido de recuperação judicial e nomear o administrador judicial. 

Neste momento, o processo da OSX está no Ministério Público.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Você se lembra do rato na Coca-Cola? É falso

Ygor Salles (*) 

Um dos grandes memes do ano na internet brasileira, como quase todos os grandes memes da internet brasileira, é falso: o rato não estava dentro da Coca-Cola. 

E não sou eu que estou dizendo, e sim dois laudos feitos após pedido do Ministério Público. 

A juíza Laura de Mattos Almeida, da 29ª Vara Cível do TJ-SP, julgou ontem improcedente a ação movida por Wilson Batista de Resende contra a Spal, engarrafadora da Coca-Cola no Brasil, por supostamente ter encontrado pedaços de rato dentro de uma garrafa do refrigerante. 

Os laudos foram feitos pelo Instituto de Criminalística e pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas). O primeiro, do IC, foi feito nas duas fábricas da Spal onde poderiam ter sido fabricadas as garrafas de Coca-Cola em questão, em Jundiaí e em Cosmópolis (ambas no interior de São Paulo). E a conclusão foi que seria impossível um pedaço de roedor ir parar dentro de uma garrafa do refrigerante durante o processo de fabricação. 

“Os peritos do Instituto de Criminalística concluíram que, no processo normal de enchimento e engarrafamento de embalagens de 2 litros do refrigerante Coca Cola, nas unidades de Cosmópolis e Jundiaí, considerando as condições físicas e de higiene das instalações, além das boas práticas de manufatura adotadas, não é possível o aparecimento de um corpo estranho do tipo observado visualmente na garrafa lacrada. Os experts afirmaram que a passagem do corpo estranho, no aspecto dimensional, não é compatível com o sistema de segurança existente nas unidades da ré, representado por barreiras, filtragens de linha e bicos de enchimento ao longo da linha produtiva”, diz a súmula da ação.

Já o laudo do IPT levantou a possibilidade de ter ocorrido fraude. “O engenheiro responsável pelas análises do IPT (…) consignou no laudo de (…) que ‘existe a possibilidade de que a tampa original tenha sido removida, com a adulteração do conteúdo, e a garrafa novamente fechada com uma tampa nova, retirada do processo de fabricação ou de outra garrafa, sem que tenha ocorrido ruptura do lacre’”. 

“Além da inexistência de prova segura de ter sido o produto fabricado pela ré e dos fortes indícios de fraude, não se pode deixar de considerar, ainda, que o autor não ingeriu a bebida acondicionada nas garrafas onde se encontravam a pata e a cabeça do roedor. A mera repulsa de visualizar o corpo estranho não constitui causa de alteração psicológica apta a ensejar a condenação do fabricante ao pagamento de indenização por danos morais”, disse a juíza em sua decisão. 

Relembrando a história: em meados de setembro, este caso, que já é antigo, voltou a circular com força nas redes sociais. O tal rato na Coca-Cola ficou nos trending topics do Brasil no Twitter por mais de uma semana. 

A repercussão foi tão grande que a Coca-Cola resolveu até fazer um vídeo para convidar as pessoas para conhecer a fábrica. 

http://www.youtube.com/watch?v=RAfcv3CW_Jo 

(*) É editor-adjunto de Mídias Sociais da Folha de São Paulo

Ecologia e ideologia

Xico Graziano (*) 

Importante tendência ideológica anda se esforçando para dominar o ambientalismo brasileiro. Sua mais recente tacada se materializou com o lançamento, pelo governo federal, do Plano Nacional de Agro Ecologia e Produção Orgânica (Planapo). 

Verdadeiro anticapitalismo no campo. Recheado de boas intenções, tal plano configura uma espécie de socioesquerdismo esverdeado. 

Não é fácil defini-lo. Sua articulação política envolve os chamados "povos oprimidos", em que se misturam índios, quilombolas, quebradoras de coco, comunidades ribeirinhas, pescadores artesanais, grupos em geral alinhados com o ideário do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). 

Na contramão da História, eles propugnam uma "via camponesa" em contraposição ao agronegócio empresarial. Naquela conferência mundial sobre sustentabilidade promovida em 2012 pela ONU no Brasil (Rio+20) já se podia perceber a força desse movimento, que, mais amplamente, pretende falar pelos "excluídos" da sociedade contemporânea. 

Lideranças de várias organizações não governamentais (ONGs) lutaram para derrubar o enunciado oficial sobre a "economia verde", argumentando que pouco lhes interessava esverdear o capitalismo. Defendiam uma sociedade pós-capitalista. Embora sem jamais explicar ao certo como funcionaria esse mundo alternativo, obtiveram sucesso ao emperrar as negociações da diplomacia internacional. 

Dezenas de causas, as mais inesperadas, progressivamente postas nas mesas de discussão, embaralharam os debates sobre a agenda do desenvolvimento sustentável. Resultado: tudo se confundiu e nada se decidiu na Conferência Rio+20. Nessa época, circulava um documento da Articulação Nacional de Agro ecologia propondo criar no Brasil uma política distinta para o desenvolvimento rural brasileiro. 

O texto expressava posição contrária aos empresários do campo e, até mesmo, criticava as políticas de apoio à agricultura familiar, acusando-as de induzirem à vinculação dos pequenos produtores aos setores do agronegócio. Algo como se fosse proibido progredir na roça. 

Zander Navarro já apontou, em artigo publicado aqui, no Estado (Fadas, duendes e agricultura, 30/10), a fraqueza teórica e prática desse suposto "modelo agroecológico" de produção campesina. Seus formuladores vivem da retórica, não comprovam viabilidade prática. Existem, sim, casos interessantes de agricultura alternativa. Mas seguem restritos, funcionam isolados, com baixa produtividade, incapazes de gerar excedentes alimentares para abastecer a massa da população. 

Há meio século, início do movimento ambientalista, alguns marxistas franceses tencionaram fazer da luta ecológica uma frente de batalha contra o capitalismo. A pregação não vingou plenamente. Uma das razões estava no fato de que os então países comunistas, União Soviética à frente, igualmente depredavam os recursos naturais do planeta. Nesse contexto se formaram inusitados partidos políticos na Europa: nem esquerda nem direita, mas verdes. 

Bem antes disso, na agricultura mundial haviam surgido algumas tendências se contrapondo às tecnologias intensivas, principalmente contestando a quimificação. Primeiro nasceu a linha dos alimentos orgânicos, a partir das observações de sir Albert Howard, no começo do século 20, acerca dos métodos indianos de produção rural. Seu princípio básico, um dogma, estabelece que a sanidade das plantas depende do húmus existente no solo. 

Outras vertentes se seguiram, cada qual liderada por renomados estudiosos. A biodinâmica iniciou-se na década de 1920, baseada nos princípios filosóficos do humanista alemão Rudolf Steiner, fundador da antroposofia. A agricultura biológica, por sua vez, surgiu entre a França e a Suíça, a partir dos trabalhos de Francis Dhaboussou, voltados para o controle natural de pragas e doenças. Mais recente, a permacultura, encabeçada na Austrália por Bill Mollison, baseia-se nas técnicas indígenas, que intercalam cultivos temporários com plantios florestais. 

De todas essas correntes, a que mais se avolumou foi a orgânica, destacando-se principalmente na Europa. Há uma explicação técnica. Acontece que nos países temperados o frio intenso limita a população dos patógenos que atacam as lavouras, facilitando a produção. Nas calorentas e úmidas regiões tropicais, porém, sem neve a hibernar a terra, a enorme proliferação das pragas e doenças torna tudo mais complexo na produção rural. Mesmo assim, no Brasil e na Argentina existem bons produtores orgânicos. 

Obrigatoriamente certificada, para comprovar que segue um rigoroso protocolo, a produção orgânica nada guarda de ideologia. Seu intuito é comercial, atendendo aos nichos de mercado constituídos por consumidores mais exigentes e mais ricos, capazes de pagar seu elevado preço. Essa característica advém dos modestos níveis de produtividade com que opera, resultado das tecnologias brandas que utiliza. Por essa razão, fora das quimeras, ninguém imagina que o cultivo orgânico seja capaz de alimentar a humanidade. Não no horizonte atual. 

Nisso derrapa o Planapo da presidente Dilma Rousseff. Seus propósitos, positivos no estímulo de formas mais amigáveis de produção no campo, se diluem em seu recheio ideológico, condenando-o ao fracasso. Agora, perigosa mesmo é uma mamata escondida em suas ações. Nele existe uma fabulosa quantia, de R$ 100 milhões, destinada até 2015 ao "fortalecimento de redes de agro ecologia, de agro extrativismo e de produção orgânica". Sabe-se lá o que significam essas "redes". Cheira a dinheiro público a ser liberado via convênios para entidades, algumas meio fantasmas, criadas para viverem à custa do erário. 

Velha esperteza disfarçada na causa ecológica. 

(*) É agrônomo, foi secretário de Agricultura e secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. E-mail: xicograziano@terra.com.br

Poder, ordem e violência na democracia

Mario Cesar Flores (*)  

Já é rotina o noticiário negativo sobre o Brasil político, econômico e social. O que o justifica? Não vivemos cataclismos naturais - terremotos, tsunamis e furacões. Temos território extenso e fértil, domínio da agropecuária tropical, clima predominantemente favorável, recursos naturais abundantes, base industrial razoável e nossa segurança não está ameaçada. Seria consequência do quadro internacional? Por que outros países sem nosso cenário positivo são menos afetados? 

Sobra uma culpa: a humana. Somos uma sociedade de desempenho medíocre em cenário magnífico! Nossa democracia capenga na incompetência e na corrupção, nos conluios arrivistas com vista ao poder, sem amparo em ideias, na aceitação festiva da ficção travestida de realidade pela propaganda ilusória. Em coerência com a política, a economia e o social vivem aos tropeços: PIB travado, déficit fiscal, inflação renitente, juros altos, infraestrutura deficiente, segurança pública e SUS caóticos, ensino medíocre, fundamental e superior (nenhuma universidade entre as 200 melhores no mundo)... Os limites da dimensão do artigo impedem citá-los todos. 

O resultado desse quadro transparece na disseminação de um clima difuso de decepção e inquietação, indutor de manifestações populares que desaguam comumente na desordem e na violência, reivindicativas ou de resistência (a sentença judicial de reintegração de posse, por exemplo), quando não de mera contestação do poder legal, visto como falho (é o caso do "fora Cabral" em protestos no Rio de Janeiro). 

Cabem aqui algumas dúvidas: seriam pacíficos os protestos por insatisfações de setores da sociedade em que minorias agridem o direito do povo com bloqueios de ruas, incêndios de ônibus e carros e invasões, em que algumas dezenas ou centenas, eventualmente uns poucos milhares de pessoas, clamam por direitos reais ou supostos, prejudicando direitos inquestionáveis de maiorias? Há racionalidade no "passe livre" a ser pago por todo o povo via imposto, na eleição geral para reitor de universidade? Racional ou não o pretendido, protestos com agressão a direitos alheios e violência não são pacíficos. A Europa veria como legítimo e pacífico o fechamento de Suez por egípcios descontentes com a deposição do presidente Mursi...? 

Novo capítulo da novela "O Mensalão"

Condenados no mensalão devem ser todos presos em Brasília, na próxima semana 

O Globo 

Os condenados no mensalão deverão ser todos presos e levados para Brasília. Só então o juiz da Vara de Execuções Penais da capital federal vai definir onde cada um vai cumprir pena. A previsão é de que os mandados de prisão não saiam nesta quinta-feira. E, por conta do feriado de sexta-feira, as ordens de prisão devem sair apenas na segunda-feira. No entanto, pode haver prisões ainda nesta semana, na hipótese de algum réu se entregar. 

Na tarde desta quinta-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, vai levar ao plenário da Corte uma sugestão de proclamação do julgamento de quarta-feira, com mais detalhes. Ele vai propor aos colegas que definam a lista de quem terá a pena executada imediatamente, e de quem ainda vai aguardar o momento. 

Depois do julgamento, o próprio Barbosa teria ficado com dúvida de quem seria mandado para a prisão. O STF decidiu punir imediatamente quem não entrou com embargos infringentes em todos os crimes nos quais foi condenado. Por esse critério, onze condenados seriam presos – entre eles, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o deputado José Genoino, que presidiu o PT. Outros cinco cumpririam pena alternativa de prestação de serviço comunitário. Nove não teriam suas penas executadas agora. 

Pela lei, a polícia só pode tentar prender os réus que estiverem em casa à luz do dia. A Constituição proíbe que a polícia faça buscas ou prenda acusações em áreas residenciais à noite. Eles também não podem ser presos nos feriados ou finais de semana.

O ministro Marco Aurélio Mello afirmou que acredita que os condenados irão se apresentar e não vão aguardar intimação da justiça. Para ele, as prisões já deviam ter sido executadas desde ontem. 

- As prisões deveriam acontecer já a partir de ontem, quando se bateu o martelo - disse o ministro, que avaliou que diante do perfil dos condenados, eles não aguardarão a intimação da justiça. 

- Eles não vão aguardar serem conduzidos debaixo de vara. A não ser que tenham colocado o pé na rua - completou. 

Ministro afirmou ainda que é legítima a ação dos advogados, de apresentar recursos e embargos a favor de seus clientes. 

- Condenável seria se eles não o fizessem. E o Direito não socorre aos que dormem. 

Marco Aurélio Mello falou ainda sobre o cumprimento de pena em regime semiaberto, que deveria ocorrer em colônias industriais ou agrícolas, mas que todas as vagas para essas unidades já estão preenchidas. 

Decisão provocou discussões entre ministros 
Os ministros decidiram, na sessão de quarta-feira, que não serão punidos neste momento os crimes que foram questionados por embargos infringentes, recurso que dá aos réus o direito a um novo julgamento. Apesar de o Regimento Interno estabelecer que só podem apresentar embargos infringentes os réus que tiveram ao menos quatro votos favoráveis, o benefício de não ser encarcerado imediatamente foi estendido até aos réus que ajuizaram o recurso mesmo sem ter direito. 

A maioria dos ministros aceitou a tese do ministro Teori Zavascki de que os réus que ingressaram com o recurso mesmo sem ter direito não poderiam ter as sentenças consideradas “transitadas em julgado” (sem mais possibilidade de recursos). A divergência de Zavascki provocou discussões ásperas entre os integrantes da corte. 

Barbosa, Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes criticaram duramente o que consideraram a aceitação de manobras para atrasar o fim do processo. O primeiro foi Barroso, que disse que os embargos infringentes que não cumpriam o requisito de quatro votos deveriam ser imediatamente rejeitados, para não incentivar “um carnaval de recursos”. 

Barbosa afirmou que se tratava de uma “chicana (termo usado no meio jurídico para designar medidas tomadas apenas para protelar a decisão) consentida”, ao que Zavascki reagiu, indicando que a palavra “chicana” é considerada ofensiva. 

- Uso a palavra que quiser, e assumo a responsabilidade. Sei muito bem o vernáculo - rebateu Barbosa. 

Mais inflamado, Gilmar Mendes chegou a dizer que o STF estava estabelecendo a “eternização do processo criminal”. 

- O processo não anda para frente, anda em círculos.

A hipocrisia da Globo

Diretor da Globo rebate críticas de Rogério Ceni: 'não faz sentido'  

UOL Esportes 

Rogério Ceni responsabilizou a Rede Globo, na quarta-feira, pelo calendário de jogos na temporada. O goleiro entende que o excesso de partidas em curto intervalo provocou extremo desgaste dos atletas, interferindo na qualidade das partidas do Brasileirão. As críticas de Ceni foram rebatidas pelo diretor da Globo Esportes, Marcelo Campos Pinto. 

O profissional da Rede Globo foi informado pelo UOL Esporte sobre o desabafo de Rogério Ceni. 

Afirmando não ter acompanhado a declaração de Ceni na íntegra, Campos Pinto evitou um comentário mais aprofundado sobre o assunto, sendo breve no comentário. 

"Muito estranho [o teor do comentário do Rogério Ceni]. Não faz sentido. Mas a Central Globo de Comunicações é quem pode dar um comunicado sobre esse assunto", disse Campos Pinto. 

A reportagem entrou em contato nesta manhã de quinta-feira com a Central Globo Comunicações, recebendo a informação de que ainda não há uma posição oficial da emissora em relação à crítica do goleiro. 

Após a vitória do São Paulo contra o Flamengo por 2 a 0, em Itu, Rogério Ceni reforçou o apoio ao movimento de atletas Bom Senso FC, apontando a Globo como um dos "adversários". 

A emissora detém os direitos dos principais torneios nacionais e sul-americanos de futebol. 

"Por que a Globo não pode ter jogo de segunda-feira? Futebol para o país, dá audiência todo dia. Os atletas se predispõem a ajudar, a jogar. Só não pode jogar quarta, domingo, quarta, domingo. Podemos desmembrar uma rodada no fim de semana. Campeonato Paulista não pode ter 23 rodadas. Isso não é encrenca, chama-se bom senso, que dá nome ao movimento. E não é nada político. Se tiver algo político nesse movimento um dia, eu sou o primeiro a ir embora", falou Ceni. 

O goleiro do São Paulo é favorável à reformulação nas fórmulas do Campeonato Paulista. Os atuais são desgastantes e prejudicam os clubes menores.

"Se tiver mais jogos de times menores, que ficam parados durante sete meses, vai ter mais jogadores, mais arbitragem. O que a gente defende é mais partidas, mais mão de obra para todos, para vocês da imprensa também. A gente não está aqui para brigar. Não queremos chegar ao ponto de fazer greve. Queremos que se possa fazer um campeonato estadual para 80 times paulistas. Por que não, no meio do ano, para times menores? Estado de São Paulo tem mais de 100 equipes de futebol, com jogadores que ganham dois ou três salários mínimos. Isso é como injetar dinheiro na economia". 

Nota do Blog: "Não faz sentido" alega o diretor ... Não faz sentido é ter jogo às quartas feiras que começam as 22,00 por causa da novela e terminam depois da meia noite e o torcedores tendo sérias dificuldades para voltar para casa de condução. Afora o perigo. Não faz sentido jogo a toda hora e as lesões ocorrendo e os times sendo prejudicados pela falta de atletas . Não faz sentido comprar torneios e não transmiti-los e não permitir que outra transmita, como é o caso da Libertadores onde passa somente quando acham que tem que passar. Isso não faz sentido, senhor diretor . O senhor não entra em campo, o senhor não pegue condução tarde da noite para ir para casa depois de um jogo de futebol . Isso senhor diretor é que não faz sentido.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cruzeiro - campeão brasileiro de 2013 com todos os méritos


Hino do Cruzeiro 

Skank  

Existe um grande clube na cidade, 
Que mora dentro do meu coração. 
E eu vivo cheio de vaidade, 
Pois na realidade é um grande campeão. 

Nos gramados de Minas Gerais, 
Temos páginas heroicas e imortais, 

Cruzeiro, Cruzeiro querido, tão combatido, jamais vencido. 

Existe um grande clube na cidade, 
Que mora dentro do meu coração. 
E eu vivo cheio de vaidade, 
Pois na realidade é um grande campeão. 

Nos gramados de Minas Gerais, 
Temos páginas heroicas e imortais, 

Cruzeiro, Cruzeiro querido, 
Tão combatido jamais vencido 

http://letras.mus.br/skank/664875/

Eike Batista em 10 palavrórios

Augusto Nunes (*) 

1. “Minha missão é ajudar o Rio e o Brasil”. 
 
2. “Criei uma sigla que resume um dos um mandamentos para gerir bem uma empresa. É o PPI, ou Projeto à Prova de Idiota. Toda empresa, em algum momento, será comandada por um idiota, nem que seja por pouco tempo. Sabendo disso, nós montamos empresas que possam sobreviver aos idiotas. Meus ativos são à prova de idiotas”. 

3. “Meu destino é lapidar diamantes brutos”.

4. “Por que só jogador de futebol e dupla sertaneja podem aparecer? Sou empresário transparente, tenho que me mostrar mesmo”. 

5. “Deus deixou o item ‘saber fazer dinheiro’ para o meu pote”. 

6. “Tenho que concorrer com o senhor Slim (Carlos Slim, bilionário mexicano). Não sei se vou passá-lo pela esquerda ou pela direita, mas vou ultrapassá-lo”. 

7. “Tenho um pacto com a Mãe Natureza. Eu perfuro e acho coisas”. 

8. “Uma companhia precisa de movimento. Calmaria é bom para quem não quer sair do lugar” . 

9. “Um sonho é um sonho até que se acorde”. 

10. “Eu, como brasileiro desta geração, digo com orgulho que o sucesso das minhas empresas não seria possível sem esse Brasil novo criado pelo presidente Lula”.

(*) Jornalista e colunista da revista VEJA