sexta-feira, 24 de maio de 2013

Santarém veja como ter acesso a esses projetos .... agite !!!!

Acordo busca impulsionar produção de peixes no Brasil  

Fonte: Agrolink

O Brasil tem potencial para atingir, até 2030, uma produção anual de 20 milhões de toneladas de peixe, assumindo assim um papel importante no aproveitamento do pescado mundial. 

Atualmente, o país contabiliza 1, 3 milhão de toneladas por ano, dado que revela não só o potencial existente como também a necessidade de mais investimentos e atenção ao setor.Focados no potencial desse segmento, o Sebrae e o Ministério da Pesca e Aquicultura assinaram no dia 14 um acordo de cooperação para fomentar de forma sustentável a produção de peixes e dinamizar a aquicultura e a pesca no país. 

A proposta é implementar projetos e programas relacionados à produção do setor, priorizando os pequenos piscicultores, pescadores artesanais e de pesca amadora, entre os demais empreendedores.

Para o presidente do Sebrae, Luiz Barretto, a parceria entre a instituição e o governo federal possibilitará que a aquicultura consiga ativar os índices projetados e que a pesca esportiva possa ser trabalhada de forma sustentável, aumentando a renda de produtores por meio da pesca esportiva, amadora e a piscicultura ornamental sendo contemplados Plano Safra da Pesca e Aquicultura.

“O Sebrae vai orientar e capacitar os pequenos produtores para obterem com mais facilidade o licenciamento ambiental dos empreendimentos – um dos principais gargalos enfrentados hoje pelo setor. Vamos também apoiar a implementação de novas práticas de inovação e tecnologia e estimular a busca por certificação, o que agrega valor ao produto”, afirma Luiz Barretto.

O acordo de cooperação, que não envolve transferências de recursos, tem o prazo de 36 meses para execução e possibilitará ainda que novos projetos e parcerias sejam firmados com instituições ligadas ao setor.

A pesca é a produção do peixe em seu habitat natural, enquanto a aquicultura é a criação em cativeiros. 

Levantamento da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) aponta o Brasil como um dos países com maiores possibilidades para desenvolvimento da atividade aquícola no mundo graças às suas condições privilegiadas para o cultivo, como o clima favorável, a extensão de 8,4 mil quilômetros de costa e a concentração em seu território de 12% da água doce existente no planeta.

A lacuna existente entre a potencialidade da produção e o que se comercializa fora do país também é um dos entraves do setor. 
Atualmente, o pescado é responsável por apenas 0,3% de toda a produção agrícola brasileira exportada. 

Segundo o Intercâmbio Comercial do Agronegócio, publicação do Ministério da Pesca no ano passado, a atividade somou apenas US$ 222 milhões do total de US$ 81 bilhões movimentados pela exportação do agronegócio no Brasil em 2011.

E por aqui nossa saúde vai de vento em pôpa .... ...

Brasil vai dobrar contribuição para a OMS em 2014 

Estadão  

Apesar de viver uma falta de médicos e de ainda registrar dezenas de hospitais pelo País com sérias dificuldades para materiais básicos, o governo brasileiro irá quase dobrar suas contribuições financeiras para a Organização Mundial da Saúde a partir de 2014, numa nova divisão da conta da saúde mundial. 

Dados obtidos com exclusividade pelo Estado revelam que, já no ano que vem, o Brasil será obrigado a aumentar em 82% suas contribuiçõs à entidade que se ocupa da Saúde no mundo, destinando mais de US$ 26 milhões. Apesar do salto, o Brasil ainda contribui com apenas 10% do que o bilionário Bill Gates dá a cada ano para a OMS para programas de saúde pelo mundo. 

O novo orçamento foi aprovado ontem em Genebra, durante a Assembléia Mundial da Saúde, depois de meses de negociações. Passando por uma séria crise financeira, a OMS foi obrigada a promover uma reforma de suas contas. De um lado, cortou gastos e fixou um orçamento para 2014 e 2015 num valor de US$ 929 milhões e demitiu quase mil funcionários. 

Mas a reforma também envolveu uma intensa batalha interna em relação a quem pagaria a conta. Países ricos alertaram que, por conta da crise, não tinham mais como bancar sozinhos o orçamento. Já os emergentes vinham alertando que queriam um peso cada vez maior nas decisões da OMS. 

O resultado foi um acordo que eleva as contribuições de países emergentes e, de outro, reduz a dependência da OMS aos governos europeus. 

Até 2013, o Brasil contribuia com 1,6% do orçamento da entidade. A partir de 2014, essa taxa chega a 2,9%, uma elevação de 82%. Em termos absolutos isso significará o envio de US$ 26 milhões aos programas da OMS nos próimos dois anos e colocará o Brasil como o décimo maior contrbuinte do orçamento ordinário da organização, praticamente empatado com Espanha e Canadá. 

Técnicos da OMS explicaram ao Estado que o aumento segue o padrão estabelecido na ONU, calculando o volume de dinheiro com base no PIB do país e outros critérios sociais. “A nova divisão é um espelho do novo cenário internacional”, explicou um dos negociadores da entidade. 

O governo brasileiro já deixou claro que está disposto a contribuir mais pela saúde mundial. Mas deixa claro que irá também cobrar da OMS um posicionamento mais aberto aos países em desenvolvimento e uma redução da influência das grandes farmacéuticas mundiais. 

Outros países emergentes também tiveram de aumentar suas doações. A China ficará responsável por 5,1% do orçamento da OMS, um aumento de 61%. A Rússia terá uma elevação de 52% nos pagamentos, contra 25% no caso da Índia. 

Já os ricos reduziram seu peso. O Canadá cortará suas contribuições em 7%, contra uma redução de 9% da cota da França.A Alemanha reduzirá seu financiamento em 11%, contra um corte de 14% noJapão em 14% e 22% no caso do Reino Unido. 

O maior doador continuará sendo os EUA, arcando com 22% do orçamento da OMS. O Japão, com 10%, vem na segunda posição. A Alemanha responde por 7,14%. 

A NOVA DIVISÃO NA OMS 
EUA 22% 
Japão 10,83% 
Alemanha 7,14% 
França 5,59% 
Reino Unido 5,17% 
China 5,14% 
Italia 4,44% 
Canadá 2,98 
Espanha 2,97% 
Brasil 2,93% 

Fonte: OMS 

Herança apenas de R$ 1,5 bilhão de reais .... sem comentários ....

A briga pela herança de Quércia 

Revista Veja - SP  

O complexo onde fica o Novotel Jaraguá, no centro, com 415 quartos, 25 salas para eventos, dois restaurantes e um teatro: 100 milhões de reais. A sede do Octavio Café, construída em um terreno de 1 600 metros quadrados na Avenida Faria Lima: 50 milhões de reais. A torre do bloco A do condomínio comercial Millenium Office Park, na Vila Olímpia, com sete pisos de 650 metros quadrados cada um: 55 milhões de reais. O prédio de treze pavimentos e 5 600 metros quadrados de área útil na esquina da Avenida Paulista com a Rua Frei Caneca, alugado para a Universidade Anhembi Morumbi: 70 milhões de reais. A retransmissora da Record em Campinas: 60 milhões de reais. A afiliada da Band em Santos: 36 milhões de reais. Catorze fazendas em Pedregulho, no total de cerca de 3 000 hectares, com plantações de cafés especiais, cana-de-açúcar, soja e banana: 200 milhões de reais. Uma mansão na Chácara Flora com piscina e academia de ginástica em um terreno de 4 300 metros quadrados: 7,5 milhões de reais. Uma casa com seis suítes de frente para o mar no condomínio mais sofisticado da Praia da Baleia: 6 milhões de reais. Quatro shoppings e galerias da rede Jaraguá, com unidades em São Paulo, Campinas, Araraquara e Indaiatuba e um total de 32 348 metros quadrados de área bruta locável: ao menos 300 milhões de reais. 

Na lista acima, estão alguns dos principais bens de Orestes Quércia e quanto valem hoje, conforme estimativas de mercado. Ao morrer, em decorrência de câncer de próstata, na véspera do Natal de 2010, aos 72 anos, o paulista natural de Pedregulho (a 455 quilômetros da capital), que governou o estado de 1987 a 1991, deixou para trás uma fabulosa riqueza, hoje no centro de uma disputa entre herdeiros que parece longe de se encerrar. De um lado, estão a viúva, a médica oftalmologista Alaíde, de 55 anos, e os quatro filhos que teve com ele: Cristiane, 27, Andreia, 26, Rodrigo, 22, e Pedro, 20. De outro, figuramos irmãos Sidney, 47, e Fernando, 46, ambos frutos de relacionamentos com mulheres diferentes, vividos antes de seu casamento. 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Enquanto isso, em algum lugar ....

Blog do Noblat para O Globo - Charge Néo Correia

Eu odeio a classe média

Luís Augusto Fischer (*) 

Estava lendo um interessante artigo de Benedict Anderson para a Revista da Nova Esquerda (newleftreview.org) sobre a distribuição do prêmio Nobel de literatura pelo mundo afora, quando fui passear no facebook, este pátio escolar em que tudo pode acontecer. E então me deparei com uma chamada para vídeo com a conhecida filósofa Marilena Chauí. O título me convocou: "A maldição da classe média". Eu, classe média sem vergonha dessa circunstância, alguém que sabe que a classe média é peça central do mundo, inclusive o da literatura, lá me fui. 

A conhecida filósofa estende um interessante raciocínio: considera um equívoco conceber como classe média os trabalhadores que agora usufruem de certos direitos e que podem dispor de alguma escolha no consumo, até mesmo cultural. Estou acompanhando o raciocínio e considerando correto o rumo da coisa. 

Aí, aos 3 minutos e 35 segundos, ela profere uma frase perfeitamente imbecil: diz que está renegando essa denominação porque ela odeia a classe média. (Não preciso dizer que a plateia, por certo de classe média mas com as cangalhas do esquerdismo trivial, a aplaude com ganas.) 

Minha estupefação é grande. Penso em voltar ao artigo do Nobel, para oferecer aos meus escassos leitores um passeio pelos caminhos da geopolítica literária, mas não paro de pensar na filósofa que odeia toda uma classe, casualmente a minha. Mas por quê? Aliás, é possível odiar uma classe? O marxismo original preconizava o combate à burguesia, em favor do socialismo. Mas burguesia não é igual a classe média; será combate igual a ódio? 

Por certo há, na classe média, talvez mais do que acima e abaixo dela, muita gente trivial, que não pensa e não gosta de quem pensa; mas na classe média, igualmente, não nascem pessoas que valem a pena, inclusive para os melhores propósitos da esquerda democrática, como a luta pela distribuição de renda e pela igualdade de direitos? 

Que mundo. Ainda não parei de me espantar. Uma pessoa culta e articulada como ela sentir, pensar e declarar isso é tão patético e tão imbecil quanto um racista que odeia negros ou judeus ou alemães ou índios. 

(*) Escritor é colunista do jornal Zero Hora

Assembleia de SP aprova bolsa-hospedagem a deputados

Estadão 

Tal qual ratos de esgôto
A Assembleia aprovou a criação de um bolsa-hospedagem a deputados sem residência na Grande São Paulo. O benefício substitui o antigo auxílio-moradia, de R$ 2.250 pago a todos os 94 deputados da Casa, extinto por determinação judicial, na semana passada. A medida foi proposta na semana passada e aprovada pelos parlamentares nessa quarta-feira, 22. 

O novo auxílio será de R$ 2.850 mensais pago apenas a parlamentares que não residam na região metropolitana nem tenham imóvel na capital. O gasto agora terá de ser comprovado pelo deputado. Anteriormente, os R$ 2.250 reais eram incorporados ao salário e não era necessário apresentar comprovantes de como o recurso era usado. 

A decisão de acabar com o auxílio-moradia partiu de um pedido feito pelo Ministério Público, que argumentou ausência de amparo legal para o pagamento do benefício. Para os promotores paulistas, não havia critérios claros para definir quais deputados deveriam ou não receber o valor, nem regras para comprovação das despesas de aluguel ou estadia. 

Em março, o desembargador Luiz Sérgio Fernandes de Souza, da 7.ª Câmara de Direito Público do TJ, rejeitou recurso da Assembleia e manteve a ordem judicial de fevereiro, que suspendia o auxílio. A Casa argumenta que o benefício obedece a Constituição e é assegurado pela Lei 14.926/13 e invoca o Ato 104/88 da Câmara dos Deputados, que prevê o auxílio aos deputados federais. 

Para o Ministério Público, no entanto, a Casa descumpria artigos da lei que exigem a comprovação dos gastos para, só então, ser feito o reembolso do valor, além de limitar o pagamento a deputados que justificassem a necessidade do auxílio. 

E legal , mas é imoral

O surreal julgamento de Carlos Alberto. Com a filha do presidente da Federação Carioca como sua advogada. E Rubens Lopes, o próprio presidente da Ferj, na plateia do TJD. Legal, mas moral? 

Cosme Rímoli (*) 
 
É uma situação surreal. 
Carlos Alberto corria sério risco. 
Poderia até ser suspenso por dois anos. 
Na urina do jogador do Vasco foram encontradas duas substâncias proibidas. 

A hidrocloratiazida. 
Ela é um diurético que serve para controlar a pressão arterial. 
E o hormônio Carboxi-Tamoxifeno. 
Juntos eles podem servir para mascarar o uso de substâncias dopantes. 

A urina foi colhida após a vitória do Vasco sobre o Fluminense por 3 a 2. 
O jogo aconteceu no dia 2 de março. 
E logo vazou a informação sobre a alteração no exame antidoping do jogador. 
Carlos Alberto é um jogador problemático. 

Surgiu muito bem no futebol. 
Do Fluminense foi jogar no Porto, acabou campeão do mundo. 
Passou pelo Corinthians e daí por um período de decadência. 
Seu estado físico sempre foi questionado. 

A briga com a balança virou uma constante. 
Seu declínio técnico acentuado. 
Discutiu, brigou com vários dirigentes.
Se tornou sinônimo de decepção. 

Bar do Berinjela é o vencedor do concurso Comida di Buteco 2013

Folha de São Paulo 
Surpresa de Beringela


O Bar do Berinjela, com seu petisco "surpresa de berinjela" (bolinho de berinjela com calabresa e parmesão), é o campeão do concurso Comida di Buteco 2013. O anúncio foi feito em cerimônia realizada no final da manhã desta quinta-feira (23) no Mercado Municipal (centro). 

Em seguida ficaram as casas O Alemão (2o, com seu bolinho picante), Bar do Justo (3o, coxinha de costela), Nação Nordestina (4o, bolinho de baião de dois com "molho arretado") e Chopp do Alemão (5o, com a receita "matilde"). 

Foram, ao todo, 50 bares participantes. Todos "espontâneos", segundo a organização, ou seja: locais que não possuem filiais e nos quais o proprietário obrigatoriamente administra o negócio - atributos típicos de um legítimo botequim. 

Para chegar ao vencedor, foram levadas em consideração as notas dadas pelo público e corpo de jurados entre os dias 12/4 e 12/5, cada qual valendo metade do resultado final. Para além do quitute (70% do peso da avaliação), as cédulas também disponibilizavam campos de pontuação para a higiene e atendimento do estabelecimento, assim como a temperatura da bebida servida (30%). 

Neste ano a exigência foi que as casas participantes criassem receitas inéditas que incluíssem mandioca, linguiça ou ambos os ingredientes. 

Segue o endereço dos 5 primeiros colocados:
Bar do Berinjela 
- Praça 20 de janeiro, 67, Tatuapé, zona leste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/2671-2992. Ter. a sex.:16h às 23h. Sáb.: 11h às 19h. Dom.:11h às 16h. 

O Alemão 
- Av. Eng. Caetano Álvares, 5131, Parque Mandaqui, zona norte, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/2239-6173. Ter. a sex.:16h às 24h. Sáb.: 12h às 24h. Dom.: 12h às 22h. 

Bar do Justo 
- R. Alferes Magalhães, 25/29, Santana, zona norte, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/2979-7195. Seg. a dom.: 18h às 3h. 

Nação Nordestina 
- R. Kaneda, 886, Vila Maria, zona norte, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/2989-4129. Seg. a sáb.: 11h30 às 22h. 

Chopp do Alemão 
- R. Doutor José Paulo, 103, Vila Matilde, zona leste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/2651-2594. Seg. a sáb.:17h30 à 24h30. Dom.: 15h às 24h. 

A doce sensação de ir e vir

Bellini Tavares de Lima Neto (*) 

Estou para ver coisa melhor que metrô. Cada vez mais eu olho o metrô como uma espécie de materialização da liberdade. Sobretudo quando se pensa no trânsito de São Paulo, atravessar a cidade por baixo da terra e gastar aí uns 20 minutos de um extremo a outro é ou não é a própria liberdade em forma de ferros e mais uma porção de componentes? Eu não perco oportunidade de me utilizar desse recurso e, cada vez, fico mais entusiasmado. 

Hoje pela manhã, lá estava eu saindo do ABC Paulista até a Estação Sacomã e de lá, rumo ao Butantã. Quem conhece a cidade sabe do que estou falando. Isso é percurso para mais de hora e meia. Em mais ou menos 10 minutos eu já estava na Estação Consolação, pronto para fazer a baldeação pela Linha Amarela. Depois de um percurso auxiliado pela esteira e pelas escadas rolantes, eu já estava na plataforma, pronto para fazer o segundo trajeto. Perto de mim estava a mulher. 

Se fosse para arriscar um palpite, ela devia ter entre 35 a 40 anos. Mulher negra, jeito simples, ar um pouco tenso, ela falava ao celular. O barulho dos trens e das pessoas falando não permitia ouvir praticamente nada do que ela dizia. Nosso trem chegou, ela entrou e eu também. Aí era bem mais silencioso e a mulher falava relativamente alto: 

- “Arthurzinho, faz o que a mamãe falou. Pára de chorar, almoça e vai prá casa da Dona ... Não consegui entender o nome da dona. A prosa continuou: 
- “Eu sei, Arthurzinho, mas agora não tem como eu resolver isso. Faz o que a mamãe disse. Pára de chorar, almoça e vai prá la” - ......
- “Mas, meu amor, a mamãe falou que não pode fazer nada agora. O que ele fez? Eu te falei, Arthurzinho, ele não é amigo prá você. A mamãe sabe. ...
- “Ele quebrou só a sua ou a dos outros também? ....
- "Não faz mal, meu bem. Era a flor de plástico? Não faz mal, a noite a gente dá um jeito” .......
- "Mas pára de chorar Arthurzinho, a mamãe não pode te ajudar agora. Faz o que a mamãe falou. Almoça e vai prá lá."....
- “Eu sei, Arthurzinho, mas agora eu não posso fazer nada. E eu só vou chegar em casa depois das oito da noite. Qualquer coisa você me liga”. .. 
- “Eu sei, meu amor. A mamãe também tem ama. Mais tarde a gente conversa”. .. 
- “Um beijo prá você também”. ...........

A mulher desligou o celular e olhou em volta, meio sem graça, meio culpada, meio sei lá o que. Eu fiquei me perguntando quanto aquela mulher simples, negra, de idade indefinida, quanto aquela mulher pagaria para poder ir voando para casa pegar o seu Arthurzinho no colo, fazer uma porção de carinhos e deixar que ele chorasse o quanto desejasse chorar até molhar sua roupa simples e ficar com ele a tarde inteira em vez de ter que mandá-lo para a casa da tal dona cujo nome não consegui ouvir. 

Cheguei na minha estação com a rapidez fantástica que o metrô pode proporcionar, mas confesso que a sensação de liberdade, essa ficou meio assim, meio assim... 

(*) Advogado, avô, corintiano e morador em São Bernardo do Campo (SP)

Índios colhem 42,5 mil quilos de arroz em Nobres

Fonte: Agro Debate 

Os índios das aldeia Santana e Nova Canaã, localizadas no município de Nobres, a 151 km de Cuiabá, colheram 42.550 quilos de arroz da cultivar BRS Sertaneja. 

O produto será dividido entre 30 famílias e cada produtor terá que guardar dois quilos de sementes para o próximo plantio.
Num sistema de manejo diferenciado do que eles estavam acostumados, os índios orientados pelos técnicos da Empresas Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) estão aprendendo novas técnicas de cultivo que também irão utilizar com outras culturas. 

Na aldeia Santana foram semeados 17 hectares divididos em lotes de dois hectares que ficaram sob a responsabilidade de cinco famílias. 
Já na aldeia Nova Canãa foram plantados cinco hectares sob os cuidados de oito famílias. Ao todo, o plantio de arroz ocupou 22 hectares nas duas aldeias. 

O técnico da Empaer, Amarildo Sampaio, explica que o solo desta região não tem condições ideais para o cultivo.
"O projeto Ensinar o Pequeno Produtor a Tecnologia de Manejo de Solo vai ajudar a melhorar as condições de cultivo", explica. 

Amarildo diz que a produtividade é de cerca de 55 toneladas, ou seja, 2.500 quilos de arroz por hectare. 
O projeto teve início em março de 2012. 

Também há experimentos com feijão sequeiro, fruticultura, citrus e horta caseira. 
A aldeia Santana tem 96 famílias, enquanto que a Canaã outras 20. 

De acordo com o cacique da tribo Bakairi, Arnaldo da Silva, ainda nesta safra deve-se ampliar o cultivo de grãos, introduzindo na comunidade, por exemplo, o feijão de sequeiro.

Impasse do poder judiciário

Renato Gomes Nery (*) 

Um amigo me procurou para que ajuizasse uma ação contra uma construtora que atrasou a entrega de um apartamento que ele havia comprado. Custei muito para dissuadi-lo a desistir de tomar qualquer medida judicial e fazer um novo pacto de entrega do imóvel com a construtora, mesmo arcando com algum ônus. 

Que advogado sou eu que aconselho a não procurar o Poder Judiciário para resolver contendas? Mas é isto mesmo. Faça todo o possível para não enfrentar o moroso e tortuoso caminho judicial, principalmente se tratar de contendas de direito privado que a competência seja da Justiça Comum Estadual. Ressalte-se, também, que não se poupou nem os menos afortunados que quedaram vítimas dos excessos de demandas nos Juizados Especiais. 

O próprio Presidente do TJMT me afirmou, antes de tomar posse, os seus dissabores com andamento de ações pessoais que tinha na Primeira Instância da Justiça Estadual. Como se vê a questão é grave.... É gravíssima. E a greve dos funcionários da Justiça Comum Estadual deflagrada recentemente deixa o quadro ainda pior. 

O que temos nós advogados com tudo isso? São-nos atribuídas mais responsabilidade do que se imagina. As pessoas não têm a noção exata de como funciona a complexa máquina judiciária. Portanto, se a medida de urgência não vem ou se o processo não anda, culpam-se irresponsavelmente os advogados, ficando estes como “saco de pancadas” de um poder público que não atende satisfatoriamente as necessidades da população. Com reflexo na saúde, nas finanças, na família, nos negócios, no desenvolvimento do Estado e em tudo que passe pela apreciação judicial. 

Não cabe a nós cidadãos advogados apresentar soluções, a nossa função é pagar impostos e cobrar resultados e não ser anteparo de cobranças de demandas que devem ser resolvidas por quem de direito. Se não há funcionários nas escrivanias judiciais... Se não há juízes suficientes... Estas questões precisam ser resolvidas, pois se o problema for somente de dinheiro, ele existe e está sobrando para conceder isenções indiscriminadas de tributos por estimativas segmentadas e para empanturrar com incentivos fiscais questionáveis e prorrogáveis empresas gordas e sólidas, em detrimento da sociedade e das empresas médias e pequenas vítimas de uma implacável “derrama” da Secretaria de Fazenda do Estado. 

A renúncia fiscal naquelas e em outras modalidades é o pomo da questão que atinge a todos. Quando há renúncia de receita, há, portanto, diminuição de arrecadação. Quando isso acontece diminui-se a receita com efeitos danosos para a população (leia-se, por exemplo, saúde), com reflexos diretos nos repasses constitucionais (duodécimos) para órgãos e poderes que são mantidos com um percentual sobre arrecadação, como é o caso do Poder Judiciário. O Poder Judiciário, a nosso ver, não pode e não deve continuar a ser “bode expiatório” das iniqüidades oficiais e oficiosas da política secular. Impõe-se, “data vênia” – a um Poder que tudo pode - que faça valer os seus direitos constitucionais e republicanos para dotar-se de meios e formas de melhor servir o cidadão. 

(*) É advogado em Cuiabá. E-mail – rgnery@terra.com.br  

quarta-feira, 22 de maio de 2013

A liberdade, antes de tudo

Ruy Mesquita (*) 

( ARTIGO PUBLICADO EM 24/4/1998, NO CADERNO ‘1968 - DO SONHO AO PESADELO’)

Albert Camus acreditava no jornalismo como trincheira de combate político, não apenas uma correia de transmissão de notícias, muito embora esta também seja uma função nobre e importante para a vida numa sociedade democrática. Não foi à toa que ele participou da equipe de uma publicação que se tornou um ponto de referência da resistência francesa à invasão nazista, Combat. 

O grande escritor franco-argelino, justamente galardoado com o Prêmio Nobel de Literatura, não viveu o suficiente para ver como a era da comunicação de massas, que reina sobre a sociedade da informação, tem atrofiado, cada vez mais, o papel combatente da imprensa, dando mais relevo à natureza meramente noticiosa dos jornais. 

Neste panorama, comum em todo o planeta, o Brasil não é exceção à regra. Mas o jornal O Estado de S. Paulo é, sim, e se orgulha de sê-lo. Embora nunca tenha deixado de lado a obrigação social precípua de narrar os fatos do dia a seus leitores fiéis, este diário sempre se manteve, ele também, fiel a sua característica, adquirida desde a fundação, de arma política na luta pelo aperfeiçoamento das instituições democráticas. Fundado por abolicionistas e republicanos, desde seus tempos iniciais, quando ainda tinha no cabeçalho o título A Província de São Paulo, ele nunca abandonou a trincheira da guerra, sempre nobre, mas muitas vezes inglória, pelos princípios democráticos, que se baseiam no primado da liberdade de agir, empreender, trabalhar, se reunir e se manifestar. 

Essa diferença de um jornal, entendido como arma política, e não apenas divulgador de notícias, estabelecida pelo grupo de fundadores, combatentes republicanos em pleno 2° Império, foi entendida em toda sua extensão por meu avô, Julio Mesquita, e seus descendentes, que participaram do contexto histórico nacional. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

De Gutenberg à televisão

Mário Cesar Flores (*)  

São comuns, se não mais comuns na nossa TV os programas de padrão medíocre, influentes na formação do ânimo coletivo. É a qualidade condicionada pelas injunções do mercado de consumo de massa, estendido ao entretenimento, à informação e à propaganda - problema corrente no mundo onde a mídia é livre. 

No topo da desconstrução cultural temos os reality shows, que, valendo-se da licenciosidade permissiva do povo, espetacularizam a anormalidade, atribuindo-lhe uma falsa distinção que a faz até desejada. Em nível similar os programas de auditório, com matérias de gosto discutível, algumas supostamente cômicas beirando o grotesco, competições de umas poucas atraentes a em geral rocambolescas e entrevistas em que os entrevistados, mesmo quando deveriam estar constrangidos, aparentam satisfação por aparecerem na TV - hoje uma ânsia popular paranoica. 

Na música popular, o acústico sofrível (eventualmente bom...) associado ao visual espalhafatoso suplanta os programas de músicas bonitas, tocadas e cantadas sem aparência pessoal e coreografia exóticas; quanto à erudita, poucos programas, em emissoras de audiência limitada. 

Novelas e filmes apresentam por vezes conteúdo positivo - nas novelas, em geral refletindo mazelas da sociedade -, embora seja mais comum a banalidade que diverte e empolga a grande massa. E no esporte, o futebol, refúgio do fim de tarde nos domingos, é prejudicado por entrevistas e comentários vazios e pela tortura acústica dos gooooooooooools intermináveis. 

Acrescente-se a esse cenário a ênfase esfuziante atribuída ao que responde ao ânimo folgazão do brasileiro - ênfase compreensível, já que a TV precisa de audiência para viver. Carnaval, réveillon, praia ensolarada, feriadão e futebol são privilegiados com programas, imagens e comentários sedutores e frequentes. Anos-luz acima da atenção que merecem o trabalho e o estudo, o meio ambiente, a cultura e a arte, a ciência e a tecnologia, que inspiram programas até bem montados, mas, como não atraem a grande massa, são apresentados em horários de fraca audiência.

Gás de xisto, uma nova revolução energética?

José Goldemberg (*) 

A Revolução Industrial teve início no fim do século 18 e foi baseada no uso do carvão. A Inglaterra, com suas amplas reservas desse mineral, liderou a revolução. Com o correr do tempo, contudo, o petróleo começou a substituir o carvão por causa de suas características mais atraentes, como ser líquido e mais fácil de transportar. Finalmente, em meados do século 20, o gás natural, que é mais limpo, começou a dominar o cenário energético. 

O que vemos aqui é a confirmação do malicioso comentário atribuído ao secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de que "a Idade da Pedra não acabou por falta de pedras", mas pela descoberta de que metais eram melhores para fazer machados (ou lanças) do que pedras. 

Hoje, no mundo, o carvão representa 26% do consumo de energia; o petróleo, 32%; e o gás natural, 20%. O petróleo é ainda dominante, mas a produção mundial está se concentrando no Oriente Médio porque nos Estados Unidos (o maior consumidor mundial) e na maioria dos demais países ela está caindo. 

Os Estados Unidos importam do Oriente Médio metade do petróleo que consomem (cerca de 10 milhões de barris por dia), a um custo de mais de US$ 300 bilhões por ano, e não são poucos os que acreditam que as guerras naquela região do mundo (principalmente no Iraque) têm que ver com a necessidade de obter garantias de fornecimento por governos mais amistosos. 

Quibe com queijo branco

Tempo: 30min (+10min de descanso) 
Rendimento: 40 unidades 
Dificuldade: fácil 

Ingredientes 
125g de trigo para quibe 
2 xícaras (chá) de água gelada 
1 cebola 
100g de queijo de minas cortado em cubos 
2 xícaras (chá) de óleo 
250g de carne (patinho) moída duas vezes 
1/2 pimenta-malagueta moída 
1 colher (chá) de louro moído 
1 colher (sopa) de hortelã 
1/2 colher (chá) de noz-moscada moída 
1/2 colher (sopa) de sal 

Modo de preparo 
Coloque o trigo de molho na água gelada por 10 minutos, sem cobrir totalmente. 
Escorra, espremendo bem com as mãos para sair toda a água. 
Passe a cebola no processador. 
Reserve o queijo, o óleo e, em uma tigela, misture o trigo, a cebola e os ingredientes restantes. 
Amasse bem com as mãos até obter uma mistura homogênea.
Pegue 3 colheres (sopa) da massa e enrole, dando o formato de quibe. 
Com o dedo indicador, faça um furo no quibe e preencha com o queijo.
Feche o furo com a massa. 
Em uma frigideira, em fogo médio, aqueça o óleo e frite os quibes até ficarem dourados e crocantes.

Esse é o Brasil Cultural de hoje

Tiago Biagi (*) 

Bom dia 


Ontem estava escaldo para comandar o policiamento do palco principal Julio Prestes da "Virada Cultural" ( não sei porque tem esse nome, mas tudo bem). 

O que pude ver foi a total degradação de nossos valores, onde cultura foi um termo que 90% dos presentes jamais saberá o que significa. 
Em meio a palcos de Música eletrônica, funk e rap, se amontoavam pessoas, na sua maioria adolescentes, praticamente em coma, em meio a bebidas e drogas. 
Agiam como se não houvesse limites ou leis. Resultado disso foram os índices de violência do evento, que claro, a responsabilidade cairá sobre a polícia e jamais sobre os pais que não exercem qualquer controle sobre os filhos. 
As cenas que vi, eu duvido que qualquer pai que tivesse um filho lá, o deixaria participar se também o visse. 

Mas para encerrar, em meio a barbárie total, dentro do que foi humanamente possível, devido a imensa multidão que tomou o centro da cidade, garantimos as segurança dos pessoas de bem, e quando eu passei a acreditar que não pudesse encontra qualquer resquício de cultura no evento, me deparei com uma cena inusitada, essa pessoa da foto foi barrado pelos seguranças ao tentar entra com seus músicos na Sala São Paulo para a realização de um concerto. 

Enquanto os Racionais MCs cantavam musicas que como é poético ser ladrão vida louca, nosso nobre maestro, irreconhecível pela massa alienada, foi barrado na entrada por um segurança qualquer que balançava a cabeça ao som do rap que tocava ao fundo. 

Tive a honra e a gratidão de determinar a abertura do portão de acesso e atravessar de maneira segura entre a massa do show nosso Maestro e seus músicos até a entrada da Sala São Paulo. 

Como seria lindo ver a orquestra que tocou escondida, atras de um palco de rap ter tocado neste mesmo palco no coração de São Paulo, aí sim acho que teríamos uma Virada Cultural. 

No final consegui ver um mínimo de cultura nessa virada com João Carlos Martins 

 (*) Policial militar da PM de São Paulo

INSS para patrão de empregado doméstico fica em 12%

Folha de São Paulo  

O governo decidiu manter em 12% a contribuição paga ao INSS pelo empregador de trabalhadores domésticos e fixar em 40% do saldo do FGTS a multa devida em caso de demissão sem justa causa, mesmo valor pago às demais categorias. 

Essas eram as duas principais dúvidas no desenho da regulamentação da emenda constitucional que instituiu novos direitos para os trabalhadores domésticos, aprovada no Congresso em março. 

Segundo a Folha apurou, o Executivo manterá a contribuição de 12%, que cobrirá -além do INSS- auxílio contra acidente de trabalho, seguro-desemprego e salário-família -benefícios introduzidos pelas novas regras. 

Nas últimas semanas, o governo cogitou reduzir para 8% a alíquota patronal do INSS para compensar parte do aumento dos custos decorrentes dos novos direitos. 
A ideia acabou descartada para não afetar esses novos direitos dos trabalhadores. 

Por outro lado, a preocupação da Casa Civil, que toca as discussões, é não estimular o empregador a preferir o risco da informalidade. 
Com os desenho adotado pelo governo, a Previdência deverá ter de arcar com parte das despesas extras geradas pela nova lei. 
O argumento de que não se pode instituir uma espécie de subcategoria de empregado tem prevalecido no Palácio do Planalto. 

Mas há um entendimento de que é preciso permitir algumas flexibilizações de regras para trabalhos específicos, como babás e cuidadores de idosos. 
Segundo a posição do governo, é preciso permitir que patrão e trabalhador adotem horários mais flexíveis, inclusive em turnos alternados, já que esse tipo de profissional costuma dormir no serviço.

A previsão inicial é que o Planalto envie a regulamentação ao Congresso em forma de medida provisória, instrumento legal de validade imediata, mas que requer aprovação pelo Legislativo para manter sua vigência. 

PISO EM SÃO PAULO 
O piso salarial de R$ 900 para os empregados domésticos mensalistas é o principal item da pauta de reivindicações entregue pelo Sindoméstica-SP (Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos da Grande São Paulo) ao sindicato patronal. 

O valor supera o salário mínimo regional de São Paulo, de R$ 755. 
A entrega da pauta é o primeiro passo para definir a convenção coletiva, que determinará algumas regras de pagamentos e de benefícios dos domésticos. 

A assembleia dos empregadores para a avaliar o tema será no dia 27. 

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Tecladista Ray Manzarek, fundador do The Doors, morre aos 74 anos

UOL 

O tecladista Ray Manzarek, um dos fundadores do The Doors, morreu aos 74 anos na Alemanha após complicações por conta de um câncer no ducto biliar. 
A informação foi confirmada pelo perfil oficial da banda no Twitter e no Facebook nesta segunda-feira (20). 

Manzarek morreu às 12h31 no horário da Alemanha, na cidade de Rosenheim, onde estava internado. Na hora da morte, ele estava cercado pela mulher Dorothy Manzarek e pelos irmãos Rick and James Manczarek no centro médico RoMed. 
Não foram divulgadas informações sobre o velório e o enterro do músico. 

Além da mulher e dos irmãos, Manzarek deixa o filho Pablo. 

Carreira 
O artista fundou o The Doors em 1965, quando encontrou o poeta Jim Morrison em Venice Beach, na costa oeste dos Estados Unidos. Depois da morte do amigo e companheiro de banda, em 1971, Manzarek deu prosseguimento a sua carreira como autor bem sucedido e artista nomeado ao Grammy. Uma das marcas de Manzarek era a de conseguir substituir o baixo com suas melodias no teclado, já que a banda não continha um baixista. 

Em 2002, Manzarek voltou a tocar com Robby Krieger, guitarrista do The Doors e idealizador de "Light My Fire", em turnê para reviver o nome da banda, uma dos principais grupos da década de 1960. 

Ao comentar sobre a morte do companheiro de banda, Krieger afirmou estar arrasado.
"Eu sou grato por ter recebido a oportunidade de tocar as músicas do Doors com ele na última década", disse. "Ray era uma grande parte da minha vida e eu sempre sentirei sua falta. 

Para matar a saudades do The Doors : Riders on the Storm

http://www.youtube.com/watch?v=BLBV6ZwLKDU

Monteiro Lobato, racista empedernido

Mauricio Dias (*) 

A revista dados, publicação acadêmica editada pelo Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (Ipesp-Uerj), resgata na edição 56, a polêmica de 2010, em torno das obras infantis do escritor Monteiro Lobato. Artigo assinado pelos professores João Feres Júnior, Leonardo Fernandes Nascimento e Zena Winona Eisenberg não deixa dúvidas: os contos escritos por ele disseminam preconceito. 

Lobato, um influente autor brasileiro do século XX, era racista de perigosa influência nos bancos escolares, consumido com avidez pelas crianças. Porém... “Há evidências suficientes para afirmar que (...) Monteiro Lobato era de fato racista (...) foi membro da Sociedade Eugênica de São Paulo e amigo pessoal de expoentes da eugenia no Brasil, como os médicos Renato Kehl (1889-1974) e Arthur Neiva (1880-1943). Uma carta escrita por Lobato a Neiva, em 1928, desmancha dúvidas dos mais intransigentes. Eis um trecho dela, conforme o original: “Paiz de mestiços onde o branco não tem força para organizar uma Kux-Klan, é paiz perdido para altos destinos. André Siegfried resume numa phrase as duas attitudes. ‘Nós defendemos o front da raça branca – diz o Sul – e é graças a nós que os Estados Unidos não se tornaram um segundo Brazil’. Um dia se fará justiça ao Klux Klan (...) que mantem o negro no seu lugar”. 

O estudo não foi provocado pela passagem do 125º aniversário do 13 de maio e, sim, pela controvérsia de 2010, que envolveu diretamente o Ministério da Educação a partir, especificamente, do livro Caçadas de Pedrinho, que contém trechos como este: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou que nem uma macaca de carvão pelo mastro de São Pedro acima, com tal agilidade que parecia nunca ter feito outra coisa na vida...”; ou este outro: “Não vai escapar ninguém, nem tia Nastácia, que tem carne preta”. 

O MEC tem o livro no catálogo do Programa Nacional Biblioteca na Escola. Anotam os autores que, no livro Reinações de Narizinho, Nastácia é chamada “negra de estimação” e Lobato se refere a ela “56 vezes usando o termo a negra”. No confronto, a imprensa, segundo os autores, “assumiu uma postura normativa e militante” com uma forte tendência a “atribuir a responsabilidade” diretamente à “linha ideológica do PT”. 

O tema, como é comum no Brasil, acabou carnavalizado. Um tradicional bloco de foliões da zona sul carioca desfilou, inclusive, de camiseta ilustrada com desenho conciliador do cartunista mineiro Ziraldo. Reações inúteis. Lobato não poderia escrever sem o peso da crença no aprimoramento genético por meio de cruzamentos seletivos em que acreditava. 

Vetar a publicação? Nunca. Os pais têm o direito de comprar as obras do autor e, com elas, presentear os filhos. Pelo aniversário ou por qualquer outra razão. 

Mas o poder público não pode propagar a visão racista de Monteiro Lobato.

(*) Jornalista, editor especial e colunista de CartaCapital.
E-Mail:  mauriciodias@cartacapital.com.br

Blog também é cultura

Código de barras - De onde surgiu?

Google 

Código de barras é uma representação gráfica de dados numéricos ou alfanuméricos. A decodificação (leitura) dos dados é realizada por um tipo de scanner - o leitor de código de barras -, que emite um raio vermelho que percorre todas as barras. Onde a barra for escura, a luz é absorvida; onde a barra for clara (espaços), a luz é refletida novamente para o leitor. Os dados capturados nessa leitura óptica são compreendidos pelo computador, que por sua vez converte-os em letras ou números humano-legíveis. 

História 
Às 8:01 da manhã de 26 de junho de 1974, um cliente do supermercado Marsh's na cidade de Troy, no estado estadunidense de Ohio, fez a primeira compra de um produto com código de barras. Era um pacote com dez chicletes Wrigley's Juicy Fruit Gum. 

Isso deu início a uma nova era na venda a varejo, acelerando as caixas e dando às companhias um método mais eficiente para o controle do estoque. 

O pacote de chiclete ganhou seu lugar na história e está atualmente em exibição no Smithsonian Institute's National Museum of American History . Aquela compra histórica foi o ponto de partida para quase 30 anos de pesquisa e desenvolvimento do codigo de barras em 193 

O primeiro sistema para codificação automática de produtos foi patenteado por Bernard Silver e Norman Woodland, ambos estudantes graduados pelo Drexel Institute of Technology (Instituto de Tecnologia Drexel), atualmente (Drexel University). 

Eles usaram um padrão de tinta que brilhava debaixo de luz ultravioleta. Esse sistema era caro demais e a tinta não era muito estável. O sistema usado hoje foi descoberto pela IBM, em 1973, e usa leitores criados pela NCR.

O uso do código de barras - uma prática ligada à automação de processos nas empresas - levou cerca duas décadas para ser universalizado. 
Na Europa, segundo dados da EAN International, até 1981 poucos dos 21 países filiados à entidade utilizavam efetivamente o código.

Em 1985, cerca de 92% das lojas automatizadas em todo o mundo estavam concentradas em somente seis países. 

No Brasil, o Código Nacional de Produtos (código de barras) foi introduzido formalmente em 29 de novembro de 1984. 

Em Portugal, o código de barras surgiu em 1985, sendo utilizado até hoje. 
Muitas empresas e administradores usam do código de barras para que seu estoque e produção não fiquem vagos. Com este sistema de código o trabalho que antes demorado hoje é muito mais eficiente. 

Códigos numéricos e alfanuméricos 
Os códigos de barras dividem-se em dois grupos: os códigos de barras numéricos e os alfanuméricos (sendo os alfanuméricos capazes de representar números, letras e caracteres de função especial ao mesmo tempo). 

Os códigos de barras são diferenciados entre si pelas regras de simbologia. Cada simbologia trata como os dados serão codificados. 

Código 39 
Código 39 é uma simbologia de código de barras que codifica letras maiúsculas, dígitos, e alguns símbolos especiais como $. 
O maior problema do código 39 é sua baixa densidade de dados, ele requer mais espaços que outros códigos como o 128.

Essa brincadeira ainda vai dar merda!

Coreia do Norte lança míssil de curto alcance pelo 3º dia consecutivo 

Folha de São Paulo 

O regime norte-coreano lançou nesta segunda-feira pelo terceiro dia consecutivo um míssil de curto alcance nas águas do Mar do Leste (Mar do Japão) a partir de sua costa oriental, informou o Ministério da Defesa sul-coreano. 

O de hoje é o quinto míssil deste tipo que a Coreia do Norte dispara desde a partir da mesma área nos três últimos dias, depois que no sábado lançou três projéteis e outro ontem. 
Estas manobras foram consideradas como os primeiros gestos beligerantes por parte do regime de Pyongyang, após um período de várias semanas nas quais rebaixou notavelmente o tom de sua última campanha de ameaças bélicas contra Coreia do Sul, Japão e Estados Unidos. 

"A Coreia do Norte novamente lançou o que aparenta ser um míssil KN-02 de curto alcance", explicou um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano em declarações publicadas pela agência Yonhap. 

"Estamos vigiando de perto os movimentos do Exército norte-coreano em caso de acontecerem mais lançamentos", acrescentou o porta-voz de Defesa.

O KN-02 é um míssil balístico de curto alcance desenvolvido a partir de tecnologia da era soviética e com alcance de cerca de 150 quilômetros. 
O lançamento foi reportado imediatamente à presidente sul-coreana, Park Geun-hye, cujo escritório pediu ao Norte para não continuar agravando a atual situação com estes lançamentos. 

"Sejam lançamentos de teste ou uma demonstração de força, a Coreia do Norte não deveria realizar atos que aumentem a tensão", disse Kim Jang-soo, diretor do Escritório de Segurança Nacional, que depende diretamente da presidência sul-coreana. 

O Senado acovardou-se

Ricardo Noblat (*) 

Tarde da noite da última terça-feira, Renan Calheiros (PMDB-AL) conversava com amigos na residência oficial do presidente do Senado, no Lago Sul, em Brasília, e ainda atendia ou disparava telefonemas. 
Àquela altura parecia convencido em definitivo de que só lhe restava a opção de empurrar goela abaixo do Senado a Medida Provisória 595, que estabelece um novo marco regulatório para o setor portuário. 
Vez por outra, porém, interessado em sondar o estado de ânimo do seu interlocutor, comentava como se ainda hesitasse sobre o que fazer: "Se eu rasgar o acordo estarei expondo o Senado à desmoralização". 

Havia um acordo firmado em 2003 pelos líderes de todos os partidos sob as bênçãos do então presidente do Senado, José Sarney. Medida Provisória só seria aprovada ali depois de pelo menos duas sessões de discussão. 
Sem truques, duas sessões equivalem a dois dias. Não é o suficiente para que se examinem assuntos complexos e que envolvam variados e poderosos interesses. Mesmo assim é melhor do que votar no escuro. 

Medida Provisória é instrumento por meio do qual o presidente da República legisla e obriga o Congresso a agir com rapidez. Entra em vigor de imediato. Cabe ao Congresso referendá-la ou não. 
O acordo de 2003 fora quebrado uma semana antes para a aprovação de duas medidas que beneficiariam os inscritos no Bolsa Família. 

"A oposição não pode ficar contra os pobres", argumentou José Agripino Maia (DEM-RN).  (A oposição tem forte sentimento de culpa em relação aos pobres.) 

Os líderes de todos os partidos concordaram com Agripino. E os do PMDB e do governo se apressaram em repetir: "Isso jamais significará a abertura de precedente". 
O acordo só seria quebrado daquela vez. 

Sensação de bem estar é "fachada"

FT diz que sensação de bem-estar no Brasil é ‘fachada’ e critica estilo ‘mandão’ de Dilma 

Estadão 

O Brasil precisa correr para aproveitar o capital internacional existente, que atualmente é barato e abundante, para aumentar o investimento na economia. A sugestão é do jornal “Financial Times”. Em editorial publicado nesta segunda-feira, a publicação diz que a sensação de que tudo corre bem no Brasil é apenas uma “fachada” e diz que o estilo “mandão” de Dilma Rousseff é bom para evitar a corrupção, mas estaria atrasando a economia, especialmente o investimento. O texto critica ainda a escolha do governo: em vez de reformas amplas, apoia setores “mimados”, como as montadoras. 

O editorial diz que o Brasil “corre o risco, mais uma vez, de frustrar imensas expectativas”. “A aparente sensação de bem-estar do Brasil é uma fachada. O crescimento da economia no ano passado foi de menos de 1%, pouco melhor que a zona do euro. Este ano, o Brasil está crescendo menos que o Japão. A inflação está corroendo a confiança do consumidor e há uma sensação de mal-estar. A causa é o abrandamento do investimento, tendência que começou em meados de 2011 e continua. Mais investimento é exatamente o que o Brasil precisa para manter os empregos e tornar-se a potência global a que aspira ser.” 

O texto lembra que o investimento brasileiro equivale a 18% do Produto Interno Bruto (PIB), bem menos que os 24% destinados pelos vizinhos latino-americanos e os quase 30% dos países da Ásia. A culpa, diz o FT, é dos governantes e o problema não vem de hoje. “Brasília deve ter grande parte dessa culpa. A extravagância do modelo econômico impulsionado pelo consumo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se esgotou. O modelo Dilma, apesar dos primeiros sinais promissores, está provando (apenas) ser um pouco melhor”, diz o texto. 

“O estilo ‘mandão’ dela não é adequado para a persuasão colaborativa exigida pelo tipo particular de política de coalizão do Brasil. A tomada de decisão tem sido centralizada, o que evita a corrupção, mas retarda o processo. Dilma também tem evitado consistentemente as reformas orientadas para o mercado em favor do protecionismo de alguns setores preferidos e seus lobbies, como as mimadas montadoras”, critica o texto. 

Para o FT, outro exemplo dessa falta de foco do governo brasileiro está na infraestrutura. “O Brasil quer captar bilhões de dólares para a construção de novos portos, aeroportos, viadutos e estradas. Existe o interesse e o compromisso firme dos investidores. No entanto, surpreendentemente, o marco regulatório em vigor não é apropriado para permitir a construção dessa nova infraestrutura. O dinheiro está sendo deixado sobre a mesa desnecessariamente”, diz o texto. 

“O Brasil precisa desesperadamente de mais investimento. O baixo nível da poupança interna significa que grande parte desse financiamento deve vir do exterior. O capital está barato no momento, mas não será para sempre. O Brasil tem uma grande janela de oportunidade. Dilma Rousseff e seu governo precisam fazer as coisas acontecerem enquanto essa janela segue aberta”, diz o editorial.

domingo, 19 de maio de 2013

O grande passeio do milho pelo Brasil .. e Santarém nem faz força para produzir . ..

Ceará deve receber 30 mil toneladas de milho  

O Povo  

Trinta mil das 49,1 mil toneladas de milho prometidas pela presidente Dilma Roussef para combater os efeitos da seca no Ceará devem chegar ao Porto do Pecém até o dia 24 de junho. 

As informações são do secretário substituto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Edilson Guimarães. 
O milho será destinado ao socorro dos produtores rurais que dependem do cereal para alimentar o rebanho de bovinos, caprinos, ovinos do estado. 

No entanto, o transporte do grão depende do resultado do próximo leilão do milho que ocorre na próxima segunda-feira. 
Guimarães está otimista: “acreditamos que o leilão seja exitório e que todo milho chegue ao Ceará dentro do prazo estabelecido”. 

Segundo ele, serão ofertados no pregão 83 mil toneladas de milho para os estados do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. 
Perguntado sobre a quantidade disponível para o Ceará, Guimarães fala que o montante deve atender às necessidades dos produtores cearenses.

“Esse valor (30 mil t) foi definido através das reuniões com os representantes do Estado. Não foi decisão de Brasília”, declara. 

Prioridade 
Com o objetivo de facilitar as operações de remoção do milho, o Governo Federal publicou ontem a Portaria 59, que garante a prioridade de desembarque das toneladas do grão nos portos, bem como à logística de carga e descarga do cereal. 

A norma também determina que o processo é aplicável somente à aquisição do milho efetivada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para atender os produtores rurais situados nos municípios onde foi decretada a situação de emergência ou calamidade pública. 

Estoque 
Conforme divulgado pelo O POVO, apenas 10 mil toneladas do cereal chegaram aos armazéns cearenses. 
Esse percentual que veio ao estado foi transportado por caminhões. 

Entre as causas que contribuíram para baixo percentual de chegada do cereal foi a ausência de fornecedores interessados em transportar o produto por via marítima.
 
Por quê ? Entenda a notícia
Durante visita à Fortaleza, a presidente Dilma Rousseff prometeu disponibilizar 340 mil toneladas de milho para o Nordeste, nos meses de abril e maio. 

O Ceará , que recebeu apenas 10 mil t, espera por mais 30 mil t até junho. 

Nota do Blog: A falta de logistica nesse País é revoltante. O milho estocado no MT ou em Goias, desce de caminhão até o porto de Santos ou Paranagua e sobe de navio  para o Nordeste. Uma vergonha porque não temos ligações do Centro do País com o Nordeste. E Santarém onde a cultura mecanizada é pecado mortal, nem passa pela cabeça em produzir já que não tem problemas de seca e ser um grande abastecedor para o mercado de aves de Pernambuco e Ceará.... muito mais perto do que essa logistica que ano sim, ano não o governo federal faz .. para que plantar não é senhores administradores de Santarém ??? para que trabalhar em cima de uma politica agrícola com esse objetivo ? Isso dá trabalho ..

Pesquisas com pragas de grãos armazenados são premiadas

Agrolink 

Trabalhos científicos desenvolvidos por grupo de alunos no setor de pesquisa em insetos-praga de grãos armazenados, do Laboratório de Resistência de Plantas a Insetos e Plantas Inseticidas, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), conquistaram prêmios em congressos e simpósios no estado de São Paulo e outros. 

As pesquisas realizadas pelo grupo são focadas na seleção, isolamento e caracterização química de compostos secundários (aleloquímicos) produzidos por espécies da diversificada flora brasileira, bem como na avaliação do seu potencial de uso no manejo integrado de insetos-praga de grãos armazenados (MIP grãos). 

Esses compostos naturais são estudados tendo em vista a elaboração de novos bioinseticidas, como também na detecção de moléculas-modelo passíveis de utilização, futuramente, na síntese de inseticidas ambientalmente mais adequados e dotados de novos modos/mecanismos de ação, uma evidente carência dos sistemas de manejo de insetos-praga na armazenagem de grãos. 

A mais recente conquista do grupo se deu no último mês de abril, quando no VI Congresso Brasileiro de Defensivos Agrícolas naturais, ocorrido em João Pessoa (PB), o estudo “Pimenta pseudocaryophyllus (Myrtaceae) essential oil: insecticidal activity, chemical composition and interaction of their major compounds” foi escolhido o melhor trabalho da sessão ‘Entomologia’. 

Anteriormente, em setembro de 2012, o estudo “Chemical composition and fumigant insecticidal activity of essential oil of Pimenta pseudocaryophyllus (Myrtaceae) leaves against Mexican bean weevil” foi premiado como melhor trabalho da sessão ‘Plantas Inseticidas’, durante o XXIV Congresso Brasileiro de Entomologia, que aconteceu em Curitiba (PR). 

Logo após, o estudo “Lethal and sublethal effects of ethanolic extracts from Annona reticulata (Annonaceae) against Zabrotes subfasciatus (Boheman) (Coleoptera: Bruchidae)” recebeu menção honrosa no XX Simpósio Internacional de Iniciação Científica da USP, realizado em Pirassununga (SP), em outubro de 2012. 

Todos os estudos premiados foram realizados por meio da parceria com o Laboratório de Produtos Naturais do Departamento de Química da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), como parte das atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Controle Biorracional de Insetos Pragas. 

Na ESALQ, o grupo é constituído pelo mestrando Thiago Felipe Ansante e pelo bolsista de iniciação científica Gabriel Luis Padoan Gonçalves, sob coordenação do doutorando Leandro do Prado Ribeiro e sob orientação do professor José Djair Vendramim, do Departamento de Entomologia e Acarologia (LEA).

Indicador defasado 'esconde' 22 milhões de miseráveis do país

Folha de São Paulo 


O número de miseráveis reconhecidos em cadastro pelo governo subiria de zero para ao menos 22,3 milhões caso a renda usada oficialmente para definir a indigência fosse corrigida pela inflação. 

É o que revelam dados produzidos pelo Ministério do Desenvolvimento Social, a pedido da Folha, com base no Cadastro Único, que reúne informações de mais de 71 milhões de beneficiários de programas sociais. 

Desde ao menos junho de 2011 o governo usa o valor de R$ 70 como "linha de miséria" --ganho mensal per capita abaixo do qual a pessoa é considerada extremamente pobre. 

Ele foi estabelecido, com base em recomendação do Banco Mundial, como principal parâmetro da iniciativa de Dilma para cumprir sua maior promessa de campanha: erradicar a miséria no país até o ano que vem, quando tentará a reeleição. 

Mesmo criticada à época por ser baixa, a linha nunca foi reajustada, apesar do aumento da inflação. Desde o estabelecimento por Dilma da linha até março deste ano, os preços subiram em média 10,8% --2,5% só em 2013, de acordo com o índice de inflação oficial, o IPCA. 

Corrigidos, os R$ 70 de junho de 2011 equivalem a R$ 77,56 hoje. No Cadastro Único, 22,3 milhões de pessoas, mesmo somando seus ganhos pessoais e as transferências do Estado (como o Bolsa Família), têm menos do que esse valor à disposição a cada mês, calculou o governo após pedido da Folha por meio da Lei de Acesso à Informação. 

Esse número corresponde a mais de 10% da população brasileira e é praticamente a mesma quantidade de pessoas que tinham menos de R$ 70 mensais antes de Dilma se tornar presidente e que ela, com seis mudanças no Bolsa Família, fez com que ganhassem acima desse valor. 

Os dados possibilitam outras duas conclusões. Primeiro, que um reajuste da linha anularia todo o esforço feito pelo governo até aqui para cumprir sua promessa, do ponto de vista monetário. 

Segundo, que os "resgatados" da miséria que ganhavam no limiar de R$ 70 obtiveram, na quase totalidade, no máximo R$ 7,5 a mais por mês --e mesmo assim foram considerados fora da extrema pobreza. 

Além do problema do reajuste, o próprio governo estima haver cerca de 700 mil famílias vivendo abaixo da linha da miséria e que estão hoje fora dos cadastros oficiais. outro cenário. 

A reportagem pediu outra simulação ao governo, usando agosto de 2009 como o início do estabelecimento da linha de R$ 70. Nessa época, um decreto determinara o valor para definir miséria no Bolsa Família. 

Nesse outro cenário (inflação acumulada de 23,4%), o número de extremamente pobres seria ainda maior: 27,3 milhões de pessoas. A data marcou a adoção do valor no Bolsa Família, mas não em outros programas, diz o governo.