quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Brasil importou mais arroz este ano



Scot Consultoria 

364210-5154-1280.jpg (1280×960) De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Brasil importou 76,6 mil toneladas de arroz, base casca, em julho.

Este volume representa um incremento de 17,0% frente as 65,4 mil toneladas importadas em junho deste ano.
Em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram importadas 92,4 mil toneladas, houve recuo de 17,1%.

No acumulado do ano comercial em 2012 (março a julho), foram importadas 458,4 mil toneladas, alta de 54,0% em relação ao mesmo período no ano passado, quando foram importadas 297,6 mil toneladas.

O preço médio pago pela tonelada do produto de março a julho foi US$333,84, 4,9% mais que no mesmo período em 2011. 

Nota do Blog: Lendo a nota nos leva a um passado recente na região de Santarém quando a produção de arroz chegou a 2 milhões de sacas, um recorde para região, proporcionando além condições de exportação do produto para outros estados, a criação de empresas de beneficiamento e principalmente, condições de colocar o produto na prateleira na base de R$ 0,54 o kg. Algo inimaginável. Porém, como num passe de mágica tudo virou pó graças a ações de ambientalistas que fizeram com que a grande maioria dos produtores se frustrassem e abandonassem/vendessem suas terras e tudo em menos de 1 ano acabou. As beneficiadoras fecharam, o arroz passou a ser importado de novo e os preços obviamente acompanharam o fluxo por ser mercadoria importada. Situação similar nas demais regiões produtoras onde ano sim e ano não o País se vê obrigado a importar um produto que faz parte do dia a dia do brasileiro, por falta de uma política séria no controle de estoques e principalmente preços competitivos ano todo mantendo condições de manutenção de produção. 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

As águas que não se misturam

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Encontro das águas dos rios Amazonas (escuras) com Tapajós (claras) que ocorrem em frente a cidade de Santarém (PA)
Foto extraída do facebook do Dr Eric Jeenings

País sem memória


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Que somos o País do faz de contas não se trata de nenhuma novidade. 
Que somos o País da impunidade isso é mais do que sabido. 
Que somos o País do empurrar com a barriga isso também é de conhecimento de todos. 

Mas, o que também mais indigna é que somos um País sem memória. 
E um País sem memória é um País sem história. 

Pessoas que fizeram pouco ou muito pelo País são esquecidos de uma maneira sem igual dando a noção exata do pouco caso com a História. 
Sejam grandes mestres, grandes descobridores, grandes inventores, grandes artistas ou mesmo esportista, a coisa vai pelo vento e quiça pode ser lembrado apenas numa folha de um livro, de um jornal ou de uma publicação qualquer. 

O caso mais recente desse pouco caso foi com um jogador de futebol que alçou pelos méritos a condição de campeão do mundo pela seleção brasileira e foi lembrado tão somente pela família, vizinhos, alguns amigos, raríssimos ex-jogadores e algumas chamadas na mídia do dia. Apenas isso. 

Seu nome Félix. 
Goleiro campeão do mundo em 1970 atuando ao lado de Pelé, Gerson, Tostão, Carlos Alberto Torres e outros tantos. 

image.jpg (575×365)Pois bem , Felix faleceu na semana passada e apenas a bandeira do Brasil e da Portuguesa de Desportos cobriram seu caixão, certamente colocado por algum parente ou amigo, porque ninguém dos clubes que defendeu por anos a fio, ou mesmo da Confederação Brasileira de Desportos (CBF)compareceu ao velório, mesmo que fosse de forma demagógica. 

Acreditem ninguém. 

Nem mesmo seus ex-companheiros. 
Uma classe mais do que desunida quando na ativa e infinitamente maior quando na aposentadoria dos campos. 

Felix jogou na Portuguesa e no Fluminense e deste último nem mesmo uma bandeira foi deixada. 
Certamente a família ao velar o corpo do ente querido fica se perguntando se valeu tanto sacrifício, tanta dedicação, tanto esfôrço, para no final da vida não ter nenhum reconhecimento por aqueles que ele tanta se orgulhava de ter defendido. 

Pior do que tudo isso, no domingo em pleno estádio de Pacaembu onde ele tantas vezes jogou, o minuto de silêncio respeitado antes do jogo Corinthians e São Paulo, foi para um conselheiro de um dos clubes e seu nome sequer foi citado. 

Uma total falta de respeito. 
Um total esquecimento para quem foi enterrado no sábado. 

Uma demonstração mais do que clara de que realmente não existe memória e muito menos algum esfôrço para que seja preservada. 
Um simples esportista. Um simples jogador de futebol. porém alguém que na sua função deu glória e alegrias ao povo como um todo e por isso merece ser reconhecido e considerado como personalidades que o esporte concedeu. 

 Pobre País que não reconhece e valoriza seus ídolos. 

 Rabiscos do Antenor

Enquanto isso, em Brasília no STF,,,,


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Blog do Noblat para O Globo - Charge Chico Caruso 

A política anda por linhas tortas



Arnaldo Jabor (*) para O Estado de S.Paulo 

200px-Arnaldo_jabor_2.jpg (200×256)Já começou o circo da propaganda eleitoral, o desfile de horrores da política brasileira. Será um trem fantasma de caras e bocas e bochechas que traçam um quadro sinistro do Brasil, fragmentado em mil pedaços - o despreparo, a comédia das frases, dos gestos, da juras de amor ao povo, da ostentação de dignidades mancas. 

Os candidatos equilibram bolas no nariz como focas amestradas, dão "puns" de talco, dão cambalhotas no ar como babuínos de bunda vermelha, voando em trapézios para a macacada se impressionar e votar neles. Os candidatos têm de comer pastéis de vento, de carne, de palmito, buchada de bode e dizer que gostou, têm de beber cerveja com bicheiros e vagabundos, têm de abraçar gordos fedorentos e aguentar velhinhas sem dente, beijar criancinhas mijadas, têm de ostentar atenção forçada aos papos com idiotas, têm de gargalhar e dar passinhos de "rebolation" quando gostariam de chorar no meio-fio - palhaços de um teatrinho absurdo num país virtual, num grande pagode onde a verdade é mentira e vice versa. 

Ninguém quer o candidato real; querem o que ele não é. A política virou um parafuso espanado que não rola mais na porca da vida social, mas todos fingem que só pensam no povo e não em futuras maracutaias. 

O Brasil vive um momento de suspense, de duvidas, do "será?". Haverá condenados no mensalão? Dilma vai conseguir governar? Ninguém sabe o que vai acontecer. Só nos resta o mau ou bom agouro, o palpite, a orelha coçando, o cara ou coroa. 

Festival de condenações



Eliane Cantanhêde (*)

ECantanhede.jpg (319×320)Não houve surpresa em relação à coincidência de votos do ministro Dias Toffoli e do revisor Ricardo Lewandowski, mas os dos novatos Rosa Weber e Luiz Fux desenham um novo horizonte para o julgamento do mensalão pelo Supremo. A previsão passa a ser a de um festival de condenações. 

Toffoli e Lewandowski condenam Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, mas absolvem João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados. Os dois réus são acusados de praticamente a mesma coisa: favorecer os negócios do publicitário Marcos Valério e, simultaneamente, receber boladas de dinheiro não justificadas. 

Já Rosa Weber e Luiz Fux, tidos até ontem como incógnitas, condenam tanto Pizzolato quanto João Paulo - deputado federal do PT e único candidato às eleições de outubro entre os 38 réus-, induzindo à impressão de uma condenação generalizada. Os "neutros" pesaram para o lado da condenação na balança do Supremo. 

Cármen Lúcia também votou pela condenação, mas isso era previsível. Ela não era listada como "neutra" nem como "interrogação". Apesar de muito discreta, a ministra é considerada técnica, concisa e dura. Foi exatamente assim que ela votou ontem. 

Além de Cármen Lúcia, de Rosa Weber e de Luiz Fux, imagina-se, entre quem acompanha tudo de perto, que seguirão na mesma linha os ministros mais antigos, como Celso de Mello, Gilmar Mendes e Marco Aurélio, o presidente, Ayres Britto, e o seu antecessor, Cezar Peluso (que só vota até a próxima sexta-feira). 

Com Joaquim Barbosa, são 9 dos 11 votos, e a própria declaração do advogado Márcio Thomaz Bastos -de que prisões, se houver, só no próximo ano- já foi compreendida como reconhecimento prévio de derrota. 

A grande dúvida é se essa tendência será ou não mantida até o capítulo mais crucial: o julgamento do "núcleo político", que ficará por último. Pelas manifestações de ontem, ninguém ali vai escapar. 

(*) Jornalista, é colunista da Folha de São Paulo

Concursos - Oportunidade de empregos

Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região 
Número de Vagas: 28 
Local: Distrito Federal 
Requisitos: Ensino Médio (técnico judiciário) e Ensino Superior (analista judiciário) 
Salário: de R$ 4.052,96 a R$ 6.661,39 
Prazo de inscrição: até 28 de agosto 
Valor da inscrição: R$ 60 a R$ 98 
Inscrição: http://www.cespe.unb.br/concursos/trt10_12 

Órgão: Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE/ES) 
Número de Vagas: Uma e cadastro reserva 
Local: Espírito Santo 
Requisitos: Ensino Superior (Auditor) 
Salário: R$ 22.911,73 
Prazo de inscrição: até 6 de setembro 
Valor da inscrição: R$ 150 
Inscrição: http://www.cespe.unb.br/concursos/TCE_ES_12_Auditor


Orgão: Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região
Número de Vagas: 11 
Local: Goiás 
Requisitos: Ensino Superior (Juiz do Trabalho Substituto) - três anos de atividade jurídica exercida após a obtenção do grau de bacharel em Direito 
Salário: R$ 21.766,15 
Prazo de inscrição: até 30 de agosto 
Valor da inscrição: R$ 180 

Órgão: Ministério Público de Alagoas 
Número de Vagas: 28 
Local: Alagoas 
Requisitos: Ensino Superior - três anos de atividade jurídica exercida após a obtenção do grau de bacharel em Direito (Promotor de Justiça) 
Salário: R$ 17.581,75 
Prazo de inscrição: até 11 de setembro 
Valor da inscrição: R$ 240 
Inscrição: www.concursosfcc.com.br 

Órgão: Câmara dos Deputados 
Número de Vagas: 138 
Local: Brasília 
Requisitos: Ensino Médio (Técnico Legislativo) e Ensino Superior (Analista Legislativo) Salário: de R$ 7.438,62 a R$ 14.825,16 
Prazo de inscrição: até 28 de agosto 
Valor da inscrição: de R$ 70 a R$ 90 

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Produção de grãos chega a 165,9 milhões de toneladas



CONAB - (Companhia Nacional de Abastecimento) 

milho.jpg (1000×1504)A produção de grãos da safra 2011/2012 bate recorde e deve chegar a 165,9 milhões de toneladas ou o equivalente a 1,9% a mais que a obtida no período 2010/2011, quando atingiu 162,8 milhões de toneladas. 
O resultado representa um crescimento de 3,1 milhões de toneladas. 
A estimativa é do 11º levantamento, divulgado pela Conab no início de agosto.

O destaque para a grande produção é do milho segunda-safra, que teve condições favoráveis da cultura nas áreas de maior produção, com um aumento de 71,7% ou o equivalente a 16,10 milhões de toneladas sobre a última safra, alcançando 38,56 milhões de toneladas. No ano passado foram colhidas 22,46 milhões de toneladas.
Já a estimativa para as safras consolidadas (primeira e segunda safras) apresenta um crescimento de 26,8%, o que corresponde a 15,37 milhões de toneladas, totalizando 72,78 milhões de toneladas do cereal.

Por outro lado, houve grande queda da soja (- 8,9 milhões de t) e do arroz (- 2,01 milhões de t). A redução se deve mais às condições climáticas não favoráveis, principalmente nas fases de desenvolvimento das culturas, quando as mais prejudicadas foram as lavouras de milho e de soja nos estados da região Sul, parte do Sudeste e no sudoeste de Mato Grosso do Sul. A forte estiagem nos estados nordestinos que tiveram perda em todas as culturas também contribuíram para as perdas. 
A produção da safra nordestina caiu 22 % em relação à safra passada, ou seja, 3,53 milhões de toneladas de produtos.

Área - 
A estimativa total de área plantada é de 50,81 milhões de hectares, com um crescimento de 1,9% ou 935,8 mil hectares a mais que a da safra 2010/11, quando atingiu de 49,87 milhões de hectares. 

O milho segunda safra teve um crescimento da área cultivada de 22,9% ou de 1,41 milhão de hectares. 
Em seguida vem a soja, com aumento de 3,4% ou 822,1 mil hectares a mais. 
Já as culturas de arroz e feijão apresentaram redução na área devido a problemas na comercialização, dificuldades climáticas na região Nordeste, falta de água nos reservatórios e aumento no custo de produção.

A pesquisa de campo utilizou 52 técnicos que ouviram representantes de instituições ligadas ao meio agrícola, destacando-se profissionais de cooperativas, secretarias de agricultura e órgãos oficiais e privados de assistência e extensão rural das principais zonas de produção, no período de 22 a 28 de julho. 

A piada, os marcianos e as instituições



Denis Lerrer Rosenfield (*) 

Denis%20Rosenfield%5B1%5D.jpg (349×498)Certamente Delúbio Soares passará para a História republicana como um cínico e um frasista, pois algumas de suas tiradas tiveram grande repercussão. Assim, ao falar do mensalão, inventou a expressão "recursos não contabilizados", não sem expor um sorriso irônico em suas declarações. Nunca teve o menor pudor em utilizar a linguagem para encobrir todos os seus malfeitos, contando com a impunidade, no futuro. Entre os seus, foi até agraciado com o retorno ao partido, braço-mãe que o acolheu depois de uma encenação de expulsão, apenas retórica, com vista a apaziguar a opinião pública, aterrada, por assim dizer, com o abandono petista da ética na política. 

Entre outras considerações de Delúbio, uma encontrou eco bastante grande à época, a de que o "mensalão" em alguns anos viraria "piada de salão". Alguns anos já se passaram e o Supremo Tribunal defronta-se agora com os fatos geradores da "piada" e suas consequências. Seguro de suas posições e de seus apoios, o ex-tesoureiro do PT pretendeu colocar-se como "profeta", anunciando o futuro. Evidentemente, o personagem não tem a estatura dos profetas bíblicos, mas cada sociedade tem os anunciadores do futuro que merece. Mas será que sua profecia se vai realizar? 

A "piada" estava alicerçada na alegação - depois difundida por várias lideranças petistas - de que o mensalão não existiu, como se nossa Suprema Corte estivesse agora às voltas com o julgamento de algo inexistente. Como se poderia julgar o inexistente? Seria tal pergunta risível se não estivesse assentada em toda uma campanha de convencimento da opinião pública visando a tornar um fato de desvio de recursos públicos e aparelhamento partidário do Estado, em particular de uma de suas instituições, o Banco do Brasil, num não fato. Ou seja, o irreal seria o fundamento de uma certa concepção partidária, baseada no enfraquecimento sistemático das instituições republicanas e da moralidade pública. 

Quando o crime compensa

Opinião do Estadão 

O ex-senador Luiz Estevão, cujo mandato foi cassado em 2000 por seu envolvimento no escândalo do desvio de recursos das obras do prédio do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) e que pelo mesmo crime já foi condenado em várias instâncias da Justiça, está comemorando o acordo feito esta semana com a Advocacia-Geral da União (AGU) para devolver aos cofres públicos - com módica entrada de R$ 80 milhões e 96 suaves prestações mensais de R$ 4 milhões, com correção pela taxa Selic - uma parte do dinheiro no qual meteu a mão com a ajuda de alguns cúmplices, inclusive o famoso juiz Lalau - o único que está preso. 

No total, o Grupo OK, de Estevão, desembolsará R$ 468 milhões que, anunciados com estardalhaço pela AGU como o ressarcimento de "maior valor em casos de corrupção do Brasil e talvez do mundo", representam na verdade uma pechincha para o abonado investidor imobiliário do Distrito Federal, porque o desvio de R$ 169 milhões, consumado há cerca de 20 anos e investigado desde 1997, equivaleria hoje, monetariamente corrigido, a aproximadamente R$ 1 bilhão, o dobro do que Estevão, docemente constrangido, concordou em devolver ao Tesouro, em troca de ter seus bens desbloqueados pela Justiça. 

A AGU, por meio de seu site oficial, informou que, "no acordo, a União não abrirá mão de nenhum valor sobre o qual entende ter direito, mantendo garantias suficientes para o pagamento de toda a dívida". Para tanto manterá penhorados 1.255 imóveis de propriedade do ex-senador. 

Esse escândalo, que há pelo menos 15 anos alimenta o noticiário político-policial do País, é uma lamentável sucessão de episódios que escancaram, mais do que a frouxidão dos valores éticos na vida pública, a absoluta falta de pudor e a acintosa sem-cerimônia com que criminosos de colarinho-branco, mesmo quando apanhados com a boca na botija, ousam se comportar em público. São inesquecíveis as cenas patéticas do juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, desempenhando o papel de velhinho doente para finalmente obter a regalia do cumprimento em reclusão domiciliar da pena de 26 anos de prisão a que foi condenado. 

Luiz Estevão já fora condenado, em 2006, pelo Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF3), a 36 anos e meio de prisão pelos crimes de peculato, corrupção ativa, estelionato majorado, uso de documento falso e formação de quadrilha - tudo relacionado ao superfaturamento e desvio de verbas das obras do TRT paulista. Recorreu da decisão e o processo subiu para o Superior Tribunal de Justiça, cuja Sexta Turma confirmou por unanimidade, em junho último, a sentença da instância inferior, mantendo a condenação à prisão de Luiz Estevão e dos empresários José Eduardo Correa Teixeira de Ferraz e Fábio Monteiro de Barros Filho, ex-sócios da Construtora Incal, responsável pelas obras superfaturadas. 

Logo após o anúncio do acordo, o advogado de Luiz Estevão, Marcelo Bessa, exibiu-se diante das câmeras de televisão com assombroso despudor. Primeiro, gabou-se de que o acordo era muito bom para seu cliente, porque a quantia a ser desembolsada representava apenas uma parcela "ínfima" do patrimônio do senador cassado. Depois, classificou de "pragmático" o entendimento havido, porque permitirá ao Grupo OK "retomar suas atividades normais". Para quem sabe das "atividades normais" de Luis Estevão, soou como ameaça. 

E o magnata do mercado imobiliário da capital da República não perdeu a pose. Localizado na Inglaterra, permitiu-se fazer graça: "Por incrível que pareça, embora eu negue (o crime), é melhor pagar e tirar esse aprisionamento". E acrescentou: "Tem o 'devo, não nego e pago quando puder'. Eu sou o contrário: não devo, nego e pago sob coação". Segundo cálculo feito pela Folha de S.Paulo, a "coação" a que Estevão se diz submetido é altamente lucrativa. Aplicados em algum fundo de renda fixa, desde agosto de 1998, quando os bens do empresário foram bloqueados, os R$ 169 milhões roubados do TRT pela quadrilha valeriam hoje R$ 1,3 bilhão. 

Ou seja: mesmo com a devolução aos cofres públicos de R$ 468 milhões, ainda sobrariam R$ 866 milhões para regalo dos meliantes. É a comprovação insofismável de que, às vezes, o crime compensa.

Melhor pastel de feira de São Paulo



Pastel da Kyoto é eleito o melhor de São Paulo 

Estadão 
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O melhor pastel da cidade é o da pastelaria Kyoto. 
A iguaria recebeu nota 8,49 no concurso promovido pela Prefeitura de São Paulo nesta segunda-feira, 27, na Praça Charles Miller, no Pacaembu. 

Um dos proprietários da barraca, Roberto Matias, de 27 anos, afirmou que o segredo do melhor pastel de carne da cidade é o manjericão. "Achamos que estava faltando uma coisa. O manjericão fez a diferença", afirmou. 

O primeiro colocado no concurso ganhou um cheque de R$ 5 mil. Em segundo lugar, ficou a pastelaria Umitsu, que recebeu prêmio de R$ 2 mil, e em terceiro, a Nakama. Os primeiros colocados também poderão vender pastéis na Virada Cultural. 

Os pastéis foram julgados por 20 especialistas em culinária, incluindo a bicampeã do evento, Maria Yonaha. "Os pastéis estão evoluindo muito", disse, depois de provar dez deles para fazer a escolha.  

A briga de Kaká e o Real Madrid



Kaká comprou briga com gente poderosa demais. Mourinho e o maior empresário do mundo, Jorge Mendes. Seu império é de mais de R$ 1,3 bilhão… 

Cosme Rímoli (*)
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O El País é um dos jornais mais conceituados do mundo. 
Suas matérias têm credibilidade, peso, relevância. 
Foi chocante a matéria envolvendo Kaká e José Mourinho. 
Já era de conhecimento público que os dois apenas se toleram. 

Presos a contratos milionários, nenhum quer rasgar milhões de euros. 
Desde chegou a Madrid, o português tem a missão de desbancar o Barcelona. 
Não só do cenário nacional, mas do internacional. 
Com muito dinheiro, Mourinho teve a liberdade de montar seu time. 

Só que encontrou o caríssimo brasileiro. 
O técnico sabe que ele veio a peso de ouro do Milan. 
E ocupa uma posição fundamental no Real Madrid: a articulação do ataque. 
Também não é segredo para ninguém que depois da cirurgia que se submeteu no joelho esquerdo, em 2010, não é o mesmo. 

As arrancadas e os dribles em velocidade sumiram. 
Continua um jogador talentoso, mas marcável, previsível. 
Perdeu lugar na Seleção Brasileira de maneira natural. 
É um homem de caráter, pai de família, sem nada que o desabone. 

Mourinho quer a sua saída. 
Mas Kaká insiste em querer ficar. 
Sonha em dar a volta por cima. 
De acordo com o El Pais houve uma discussão definitiva sobre o caso. 

Envolvendo Mourinho, Kaká e seu pai. 
Ao ouvir o treinador dizer que o filho não jogaria no Real Madrid, Bosco Leite teria ido fundo na resposta. 
Acusou de Mourinho querer tirar Kaká para ficar jogadores do seu empresário, Jorge Mendes. 
A partir daí, a discussão teria ficado pesada demais. 

A acusação é gravíssima. 
Mas quem é Jorge Mendes, empresário de José Mourinho? 
Resposta simples: o maior do mundo. 
Administra a carreira de 83 jogadores e treinadores da elite do planeta. 

Cristiano Ronaldo, Pepe, Nani, Anderson, Falcao, Ricardo Carvalho e muitos outros.
Além de Mourinho, representa Luiz Felipe Scolari no Exterior. 
Foi ele quem o levou para a Seleção Portuguesa e depois para o Chelsea. 
A Gestifute, sua empresa, tem um patrimônio avaliado em 536 milhões de euros. 
Nada menos do que R$ 1,3 bilhão.

Ele tem ligações com o israelense Pini Zahavi, parceiro de Kia Joorabchian. 
A influência de Mendes em Portugal é de cair o queixo. 
Tem nada menos do que 17 jogadores entre os convocados para a Eurocopa. 
Dos que jogavam, apenas um não era 'seu'. O volante João Moutinho, empresariado por Pina. 

Sugestão de uso da cana-de-açucar



Cana-de-açúcar pode servir de alimento para cabras leiteiras 

Fonte: UNESP

SDC11464.JPG (1600×1200)Pesquisa de Botucatu propõe medida para baratear custo de produção. 
Um estudo da Unesp de Botucatu, com colaboração do Câmpus de Jaboticabal, demonstrou que o uso da cana-de-açúcar na alimentação de cabras pode ser tão eficaz quanto a adoção da tradicional silagem de milho. 
O resultado representa uma alternativa mais barata e ideal para pequenos produtores. 

Comumente, a dieta de cabras leiteiras é composta por volumoso e por concentrado, em relações diferentes de acordo com a categoria animal e com o tamanho da produção. 
A silagem de milho é quase sempre utilizada como volumoso para animais de elevada produção leiteira. O experimento da Unesp usou a cana-de-açúcar in natura picada como substituto da silagem de milho na alimentação de cabras.

Gil Ignácio Lara Canizares, autor da pesquisa, testou a dieta em animais da fazenda experimental de Botucatu e em diferentes proporções – 
100% silagem de milho no volumoso; 
33% de cana e 67% de silagem; 
67% de cana e 33% de silagem;
e 100% de cana-de-açúcar. 

Nos quatro casos não houve variações no volume de produção de leite e nem nos parâmetros de digestibilidade dos nutrientes ou mesmo no teor de proteínas, lactose, gorduras e sólidos totais do leite de cabras. 
Canizares fez o estudo durante seu doutorado defendido em 2011, sob a orientação de Heraldo César Gonçalves. 
O pesquisador é zootecnista formado pela USP de Pirassununga e, além do doutorado, fez mestrado em Nutrição de Pequenos Ruminantes na Unesp. Atualmente, é professor contratado na Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. 

Múltis brasileiras mais globais


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Estadão

Gurus da autoajuda empresarial gostam de citar o ex-presidente americano John Kennedy em momentos difíceis. Em 1959, ele fez uma declaração que, apesar de equivocada, popularizou uma máxima sobre "crises". Em chinês, disse o presidente, essa palavra é formada por dois caracteres - um representa "perigo" e o outro "oportunidade". 

Na prática, essa não é uma afirmação que vale para todos os casos em tempos de recessão. Mas, para as multinacionais brasileiras, até que é bem apropriada. Apesar das dificuldades, elas conseguiram se tornar mais globais, aproveitando o momento em que os empresários estrangeiros estavam com a corda no pescoço por causa da crise para acelerar as aquisições. 

De 2007 até junho deste ano, as multinacionais verde-amarelas investiram US$ 99 bilhões na compra (total ou parcial) de empresas no exterior. Esse valor é quase o dobro do que foi investido nas duas décadas que antecederam a crise. "Não podemos dizer que foi um período fácil para as empresas brasileiras. Não foi", diz Sherban Leonardo Cretoiu, coordenador do Núcleo de Negócios Internacionais da Fundação Dom Cabral. "Mas, apesar das incertezas do mercado externo, as companhias conseguiram manter a expansão iniciada em 2005 e se tornaram mais internacionalizadas." 

Um exemplo emblemático do que foram esses cinco anos para as múltis brasileiras é o da fabricante de equipamentos Romi, sediada em Santa Bárbara D'Oeste, a 140 km de São Paulo. Em agosto de 2007, ela já se preparava para fazer sua primeira aquisição no exterior quando veio o primeiro soluço da crise: o banco francês BNP Paribas congelou os resgates em três fundos de investimento baseados em títulos hipotecários - era o "subprime". "Nossa bola de cristal da época não mostrava que o mundo ia afundar", diz o presidente da Romi, Livaldo Aguiar. 

Mesmo assim, em maio de 2008, a companhia comprou a fabricante italiana de equipamentos Sandretto, por 5,5 milhões. "A Romi estava com ótimos resultados e a aquisição seria a porta de entrada para a Europa a um preço atraente", conta Aguiar. Mas a crise derrubou o volume de pedidos e o alto custo trabalhista fez com que a primeira fábrica da Romi no exterior desse prejuízo (as perdas ainda não foram calculadas). Apesar do revés, Aguiar não desistiu do plano de expansão internacional, que visava reduzir a dependência da empresa do mercado brasileiro, onde está 75% da receita atual. 

No fim de 2011, a Romi comprou também a alemã Burkhardt + Weber e já tem pedidos firmes para usar toda a capacidade da fábrica por um ano e meio. "Queríamos ter acesso a uma tecnologia mais avançada, e não apenas a um mercado", afirma Aguiar. Hoje, a Romi já faz planos de equipar a fábrica do Brasil com as máquinas feitas pela subsidiária da Alemanha. 

Solo contaminado


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Alvo imobiliário, porto do Rio tem solo contaminado 

Folha de São Paulo 

Uma das principais áreas de interesse imobiliário no Rio, a região portuária apresenta contaminação do solo. Os resíduos atingiram inclusive áreas nas quais serão erguidas instalações olímpicas. 

A contaminação foi constatada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e pelo Instituto Estadual do Ambiente em ao menos 13 terrenos na região, que passa por revitalização, com R$ 8 bilhões de investimentos. 

Suspeita-se que toda a área tenha resíduo de atividades portuárias ou industriais. 

Segundo a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto, o nível de contaminação na maioria dos pontos é baixo e pode ser remediado. O custo, afirma, fica a cargo do empreendedor. 

A Caixa Econômica Federal tem, por meio de fundo imobiliário, direito sobre quase todos os terrenos da região. O banco afirma que a contaminação pode ser remediada e foi analisada quando adquiriu os títulos imobiliários. 

Porto Olímpico
O uso de terrenos contaminados pode atrasar a conclusão e aumentar o custo das obras. Dois terrenos afetados serão usados para erguer o Porto Olímpico, onde ficarão vilas de mídia e árbitros. 

As unidades serão vendidas posteriormente para servidores municipais. 

A Solace, responsável pela obra, afirmou que ainda realiza estudos e irá "adotar medidas mitigadoras para resolver o passivo ambiental". 
Em um dos casos mais graves, porém, a remediação não foi possível. A construção de uma creche teve de ser suspensa em razão do alto grau de contaminação do terreno. 

De acordo com o estudo de impacto de vizinhança da região, feito em 2010, os resíduos foram gerados ao longo dos anos pela presença de indústrias com beneficiamento de produtos químicos, armazéns com estocagem pouco cuidadosa e de vazamento de óleo de embarcações. 

Hoje, grande parte dos galpões e indústrias está inativa. Mas resíduos permaneceram e, afirma o estudo, podem prejudicar a região. 
Segundo o documento, em locais onde o solo e águas subterrâneas estejam contaminados, a implantação de empreendimentos e a movimentação do solo podem futuramente afetar a saúde de trabalhadores nas obras e, posteriormente, dos futuros ocupantes dos imóveis. 

"Com a existência desses riscos, as licenças ambientais poderão não ser emitidas." 

O mesmo estudo, porém, aponta que há viabilidade econômica e ambiental para os futuros empreendimentos. 
"A valorização econômica da região tornará os processos de investigação confirmatória, remediação e monitoramento, quando cabíveis, viáveis para os empreendimentos, considerando o potencial econômico futuro do empreendimento a ser construído."

Um voto custe o que custar


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Candidatos esquecem custos de promessas 

Folha de São Paulo 

A menos de dois meses do primeiro turno das eleições municipais, os principais candidatos a prefeito de São Paulo fazem promessas genéricas e sem detalhamento de custos que demonstrem sua viabilidade. 

Celso Russomanno (PRB) e José Serra (PSDB) apresentaram, ao registrar suas candidaturas, programas com linhas gerais de atuação, sem propostas detalhadas. 
Os dois vêm, no entanto, divulgando projetos pontuais a conta-gotas, no horário político ou em compromissos públicos. Mas as propostas nem sempre vêm acompanhadas dos custos. 
Fernando Haddad (PT) apresentou um programa à parte do documento registrado na Justiça Eleitoral, mas os custos das propostas também não são especificados. 

Questionados pela Folha, Russomanno disse que os projetos estavam em fase de estudos e que teria seu plano de governo completo "até a posse". A campanha de Serra não encaminhou os detalhamentos, e a de Haddad afirmou que os dados públicos são os já apresentados pelo candidato. 

Parcerias
Mesmo sem detalhar as contas, os candidatos vêm dizendo que vão aproveitar parcerias com o Estado e com a União para ampliar os limites de investimento do Orçamento municipal e dar conta das promessas -a Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê cerca de R$ 4 bilhões anuais para investimento. 

Especialistas ouvidos pela Folha alertam para um ponto em relação às parcerias: elas ajudam a elevar os investimentos no município, mas não contribuem para manter as estruturas construídas. ;.;.;.; "Esse é um problema que muitas vezes é ignorado neste momento de campanha. Não existe investimento, sobretudo na área social, que não venha acompanhado de um gasto corrente", diz o economista Francisco Lopreato, da Unicamp. 

Para manter um hospital, por exemplo, especialistas estimam que a prefeitura tenha de gastar todo ano um valor igual ao usado para construí-lo. Em uma escola, os gastos anuais chegam a 70% do custo de construção. 

Peso da Máquina  
gasto com o custeio da máquina já compromete quase 60% do Orçamento de São Paulo. Somado ao pagamento de juros e de funcionários, a despesa chega a 87%, segundo dados da Secretaria de Finanças municipal. 

Além disso, as receitas correntes crescem a um ritmo menor que as despesas: subiram 6,3% com relação a 2011, ante 8,9% dos gastos. 
Secretário de Finanças na gestão Erundina, Amir Khair, coordenador da área do plano de governo de Haddad, diz que existe margem para remanejar o Orçamento de modo que seja possível investir e custear a máquina. 

Ele aponta como pontos a seguir tirar o melhor partido possível da arrecadação, rever contratos e renegociar a dívida do município com a União para que a prefeitura pague juros menores. 
Em compromissos públicos e no plano registrado na Justiça Eleitoral, Serra também vem falando em renegociar a forma de pagamento da dívida municipal. 

Além da renegociação, Russomanno pretende economizar cerca de R$ 600 milhões anuais, 
que, segundo ele, são gastos atualmente com consultorias. 

Nota do Blog: A reportagem foca as promessas dos candidatos em São Paulo, mas, serve para qualquer parte do País, qualquer município. Os abutres por um voto dizem qualquer coisa para atingir seu objetivo para obterem um voto e depois de eleitos vem com a historinha que não há verbas, que pegou a Prefeitura quebrada, que a coisa não é tão simples assim e daí por diante. Eleitor trouxa, idiota cai e vota num parasita desses e depois tem que aguentar 4 anos empurrando as coisas com a barriga. Escrevo por experiência própria de quem vota há 50 anos e ouve as mesmas ladainhas que nunca são cumpridas ... São Paulo tinha problemas com saúde, com a educação, com o transporte em 1966 e hoje em 2012 quais os principais problemas da cidade. Literalmente senhores candidatos sejam de qualquer sigla vão chupar prego até virar parafuso ... O raça que Deus pôs na terra... Políticos ... se colocarmos todos juntos no balaio sobram bem poucos com intenção de trabalho e respeito ao eleitor. O antigamente era um ideal hoje virou profissão e qualquer zé mané é candidato,mesmo que não tenha nenhum preparo.  

domingo, 26 de agosto de 2012

Jantar de confraternização

Um grupo de amigos de 50 anos de idade discutia para escolher o restauranteonde iriam jantar. 
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque as GARÇONETES eram gostosas e usavam mini-saias e blusas muito decotadas. 

Dez anos mais tarde, aos 60 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante. 
Decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque a comida era muito boa e havia uma excelente carta de vinhos. 

Dez anos mais tarde, aos 70 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante. 
Decidiram-se pelo Restaurante Tropical porque lá havia uma rampa para cadeiras de rodas e até um pequeno elevador.... 

Dez anos mais tarde, aos 80 anos, o grupo reuniu-se novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante. 
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical.
Todos acharam que era uma grande idéia porque nunca tinham ido lá antes...

 Tá rindo??!! 

 Tua vez vai chegar...hahahaha

O custoso Legislativo municipal


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Gaudêncio Torquato (*)

A democracia custa caro. A conhecida sentença, sempre pinçada para explicar o elevado e crescente custo das instituições democráticas, nunca foi tão procedente quanto neste ciclo eleitoral que estamos vivenciando. Os custos do espetáculo democrático, que entrou na fase da programação eleitoral na mídia, baterão um recorde, ultrapassando limites de gastos de campanhas anteriores, fato que se ampara na decisão dos comitês partidários de nivelar por cima as planilhas financeiras como artifício para estreitar os subterrâneos do chamado caixa 2. Pelas contas do Tribunal Superior Eleitoral, os gastos de 194 candidatos a prefeito nas 26 capitais chegarão a R$ 1,26 bilhão. 

Ao lado da expansão dos cofres eleitorais, vale destacar a forte participação de figurantes na disputa para a representação legislativa. O número de candidatos a vereador registra um aumento de 87 mil em relação a 2008, chegando aos 435,8 mil. Em razão de mudança constitucional, em 2009, o Congresso Nacional ampliou o número de cadeiras nas Câmaras Municipais e este ano serão eleitos mais 5.405 vereadores, o que explica em parte o incremento de candidaturas. 

A motivação para ingresso na política, convenhamos, é um fenômeno que deve ser comemorado. Afinal, o melhor oxigênio para renovar os pulmões da política é o que entra pelos poros dos Legislativos municipais, no entendimento de que a democracia representativa assenta neles a sua base. Mas o desejo cívico de representar parcelas da população explica, por si só, o aumento do número de candidatos a vereador? 

Copa: um quadro desolador

Opinião do Estadão 

Um levantamento da Controladoria-Geral da União sobre a reforma dos portos com vista à Copa do Mundo de 2014 expõe com clareza a incompetência do governo federal em relação aos investimentos de infraestrutura. Segundo o relatório, do orçamento de R$ 898,9 milhões previstos no "PAC da Copa", simplesmente nenhum pagamento foi efetuado. Além disso, como mostra o jornal Valor (23/8), apenas 25% dos recursos teriam sido contratados pelas empresas responsáveis pelos portos. Em meados de 2011, a Secretaria dos Portos imaginava que todas a obras da Copa estariam licitadas e contratadas até o final daquele ano. Estamos em agosto de 2012, a 22 meses da competição, e o quadro é desolador. 

A construção e a reforma de portos constam de documento no qual o governo se comprometeu a ampliar a infraestrutura do País para melhorar o serviço para os turistas que vierem assistir à Copa. Não se trata apenas de facilitar o trânsito dos torcedores, mas também de ter uma opção de acomodação, em navios de cruzeiro, nas cidades onde a rede hoteleira não for suficiente. No entanto, dos 40 portos inscritos para receber essas embarcações, menos da metade tem condições de fazê-lo. 

A Secretaria dos Portos informou que as obras estão em curso em quatro dos sete portos envolvidos no programa e que o dinheiro será liberado "de acordo com o andamento" dos trabalhos. Os três portos em que nada ainda foi feito são os de Santos, Rio e Manaus. O caso do Rio é exemplar: dos R$ 314 milhões previstos, apenas R$ 61 mil foram contratados e, mesmo assim, ainda não foram executados. O ministro da Secretaria dos Portos, Leônidas Cristino, garante que tudo estará pronto a tempo - quando assumiu o cargo, em janeiro de 2011, considerava inalcançável a meta para os portos do Rio e de Santos. De lá para cá nada de importante aconteceu que justifique o atual otimismo de Cristino. 

O vexame dos portos, contudo, não é isolado. Enquanto a construção e a reforma dos estádios parecem seguir o cronograma estabelecido, as obras de infraestrutura necessárias para a realização da Copa sofrem empecilhos variados, desde entraves jurídicos até demora na execução, como mostrou recente levantamento do Estado (19/8). Em São Paulo, por exemplo, as reformas para melhorar o sistema viário da região de Itaquera, onde está sendo erguido o estádio paulista da Copa, ainda não foram iniciadas, porque as intervenções haviam sido bloqueadas pela Justiça. Em Brasília, o projeto do VLT (veículo leve sobre trilhos) foi retirado do pacote do Mundial, porque não será concluído a tempo. Projeto semelhante enfrenta batalha jurídica em Cuiabá, por suspeita de fraude na licitação. 

Como se isso não bastasse, o abastecimento de água em três das sedes da Copa - Manaus, Cuiabá e Recife - não funciona 24 horas por dia, por deficiências de infraestrutura ignoradas no pacote de obras para o Mundial, e moradores são obrigados a fazer racionamento. Manaus e Recife garantem que a situação será normalizada até o início da competição. 

A situação dos aeroportos, por sua vez, é particularmente dramática. Um relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada mostra que, hoje, 17 dos 20 maiores aeroportos do Brasil não têm capacidade para enfrentar o fluxo de passageiros previsto para a Copa, e as melhorias necessárias para ampliá-los muito dificilmente ficarão prontas em tempo hábil para a competição. Mesmo o cenário atual é terrível: a estrutura dos aeroportos não acompanha o crescimento do número de passageiros - só entre 2010 e 2011, o salto foi de 15,8%. Segundo dados da Infraero, a espera dos passageiros por suas bagagens nas esteiras de Cumbica chega a duas horas nos voos internacionais. 

A empreitada da realização da Copa, feita de cambulhada, pode mesmo resultar em constrangimento, o que daria razão a quem se opôs à candidatura do Brasil desde o início. De fato está, mais uma vez, escancarada a incapacidade do governo de tirar do papel obras que são necessárias não apenas para grandes eventos esportivos, mas também para que a economia do País consiga ter autonomia de voo maior do que a de uma galinha.

Nova frente contra o câncer


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Bancos de tumores abrem nova frente no estudo do câncer 

Estadão 

O fragmento de um tumor retirado de um paciente com câncer, que seria descartado logo após a biópsia, pode se tornar material valioso para pesquisas de ponta, caso armazenado adequadamente em um banco de tumores. 

No País, 24 estruturas como essa têm possibilitado a busca por novas formas de combater o câncer. Só neste ano, três importantes instituições de São Paulo devem inaugurar seus biobancos. 

Uma delas é o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), já com estrutura para receber amostras, que deve entrar em funcionamento nos próximos meses. Para o oncologista Paulo Hoff, diretor clínico do Icesp, os bancos de tumores são de fundamental importância. "A oncologia e outras áreas da medicina dependem da compreensão dos mecanismos celulares associados à formação da doença. Não teremos avanços na oncologia sem a disponibilidade de material biológico." 

No mais antigo banco de tumores do Brasil, no Hospital A.C. Camargo, amostras de cerca de 16 mil doadores serviram como base para estudos sobre câncer de mama, tireoide, pulmão, etc. "As perguntas feitas pelas pesquisas podem ser várias. A utilidade do banco é ter o material biológico guardado da melhor forma para ajudar a responder a essas questões", diz o patologista Antônio Hugo Fróes, do A.C. Camargo. 

Um dos principais objetivos do uso dessa estrutura é a personalização do tratamento. O instrumento permite buscar grupos de pacientes com o mesmo câncer que respondam de maneira semelhante a determinada terapêutica. Ao observar o DNA desses pacientes, é possível identificar mutações genéticas. 

"Sabemos que o câncer não é uma única doença. É um conjunto de centenas de doenças muito parecidas, mas que podem ter causas diferentes. Para identificar isso, analisamos milhares de casos que formam padrões e indicam a existência de subgrupos", explica Hoff. Essas mutações específicas, no futuro, podem ser usadas como base para selecionar novos alvos de tratamento e escolher a estratégia mais adequada para cada caso. 

Outras iniciativas
Outro hospital que tem investido em um biobanco é o Sírio-Libanês. As primeiras amostras começaram a ser armazenadas em julho, em fase de testes. Lá, o banco faz parte de um projeto mais amplo de oncologia molecular, em parceria com o Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer. 

"Aprendemos muito sobre o processo de oncogênese em estudos com modelos animais. Com o banco, dá para validar esses achados em amostras de pacientes", diz o diretor de Pesquisa do Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa, Luiz Fernando Lima Reis. Ele observa que o grande valor dos bancos são os dados do paciente associados às amostras. Essas informações vão desde idade a sexo, passando pelo histórico clínico e hábitos como tabagismo e alimentação. 

No Hospital Israelita Albert Einstein, uma parceria com o Centro de Câncer MD Anderson tem orientado o desenvolvimento de um biobanco, que deve entrar em atividade experimental neste ano. Segundo o médico Nelson Hamerschlak, pesquisador do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa, o foco inicial serão os cânceres que atingem o sangue - como leucemia e linfoma -, além dos tumores de mama e próstata. Ainda neste ano, a meta é expandir a ação para os cânceres gastrointestinais, do tórax e do sistema nervoso central. 

Para Hamerschlak, é importante que os bancos "conversem". "Não adianta cada um ter seu banco guardado. O mais importante na ciência é a colaboração. Essa sempre foi a ideia da nossa instituição: procurar os outros bancos para ter o máximo de cooperação possível." 

Desde 2005, o Brasil conta com uma rede que integra os 24 bancos em funcionamento, liderada pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca). Além disso, segundo a coordenadora do Banco Nacional de Tumores (BNT) do Inca, a patologista Leila Chimelli, a instituição também contribui com o treinamento de profissionais e com auxílio financeiro a instituições que tenham a intenção de iniciar um biobanco.

Horário político obrigatório, nós merecemos com certeza


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Antenor Pereira Giovannini (*) 

Não tendo TV a cabo na casa de minha mãe aonde me encontro instalado de forma provisória, me vejo assistindo ao programa político obrigatório dos candidatos à prefeito e a vereador na cidade de São Paulo. 

Com certeza filme de horror é muito mais interessante do que aquilo que se assiste.
Uma coisa do outro mundo. Inimaginável como conseguem com tanto dinheiro para uma campanha política, produzirem algo tão deplorável. 

Isso focando apenas os programas, sem contar os candidatos que vociferam como abutres atrás de um pedaço de carne e nesse caso de um voto, inúmeras promessas e mais promessas que bastam votar e todos esses milagres prometidos serão realizados. 

Saúde, educação e transporte estão na ponta da língua como ações que serão realizadas num piscar de olhos e tudo se tornará lindo e maravilhoso para todos os paulistanos. Os que nunca fizeram juram que irão fazer e os que almejam continuar tentam justificar as não realizações, mas, que de agora em diante tudo será diferente.

Coincidência ou não, quando sufraguei meu primeiro voto há muitos anos atrás, recebi um conselho do meu falecido pai para que observasse com atenção os programas dos candidatos e suas intenções e assim poderia escolher o que melhor entendia ser o meu preferido. E, sendo assim, parti à escutar , ler, e as promessas da época falavam em educação, saúde e transporte público. Lá se vão 50 anos e passado todo esse tempo observa-se que a coisa não muda, o discurso é o mesmo e o que é pior, os problemas são os mesmos e muito maiores haja vista, o aumento da população. 

Somos realmente trouxas e idiotas. 

A princípio, pensei em ficar com pena do brasileiro que depois de um árduo dia de trabalho, retorna para sua casa enfrentando um trânsito caótico e desumano e que após o jantar gosta de relaxar e ficar à frente da TV para assistir algum programa ( mesmo essas barbaridades que a TV aberta apresenta) e se depara com uma atrocidade dessa que se chama programa político obrigatório, porém, pensando bem ele tem que se lascar, para não escrever um palavrão, porque ele é culpado de termos essa situação concedendo seu voto anos a fio para Tiriricas da vida que de há muito se fossem homens sérios, ilibados, e de moral acima de qualquer suspeita poderiam ter concedido aos eleitores ações concretas onde a cada 4 anos ele se interessasse em assistir a tal tipo de programa, consciente que teríamos renovações, teríamos novas idéias, teríamos foco, teríamos seriedade e nosso voto seria sério e de extremo valor. 

Porém, os anos foram se passando e a classe política eleita pouco ou quase nada fez para mudar o panorama das necessidades e fazendo com que esse tal programa eleitoral se tornasse um porre, um literal pé no saco e não passasse de um festival de caras, bocas e promessas das mais toscas às mais ridículas. 

Velhos candidatos e velhos discursos. Novos candidatos e a extrema necessidade de se apoiarem em alguém para quem sabe ganharem o reino do céu porque com as próprias pernas será impossível de atingir. 
O PT, por exemplo, descobriu um tal Haddad que com absoluta certeza deve pedir ao Lula e a presidente Dilma autorização para ir ao banheiro fazer xixi. Uma piada um cidadão se prestar a tudo que falar, tudo que prometer, tem que terminar a frase dizendo que Lula e Dilma o apoiam nesse ou naquele assunto. Não é capaz de traçar e defender seu programa sem apadrinhamento, mesmo que ele exista, mas, que demonstre que seu governo será independente e não simplesmente fazer o papel de uma marionete, aliás, um triste papel. Pior quem acredita num alguém que depende de terceiros para agir. 

Mas, o brasileiro merece o programa e principalmente o nível dos atores já que a grande maioria da massa nem sabe em quem votou na última eleição e muito menos em quem e porque irá votar naquele candidato agora.

E com isso, a tendência do aumento dos Tiriricas se torna em cada eleição maior. 

(*) Aposentado e agora morador em São Paulo

Morre o 1º homem a pisar na Lua


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Morre aos 82 anos Neil Armstrong, 1º homem a pisar na Lua 

Folha de São Paulo 

Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar a Lua, morreu ontem aos 82 anos num hospital em Columbus, Ohio (Estados Unidos). O astronauta estava internado desde o dia 7 de agosto, quando passara uma cirurgia para desobstruir artérias coronárias. Sua morte às 15h45 (hora de Brasília) ocorreu em razão de complicações surgidas na operação.

Armstrong foi o comandante da missão Apolo 11, que chegou a superfície da Lua em 20 de julho de 1969. Ao colocar os pés em solo lunar, cunhou a célebre frase: "É um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade". 

Ele nasceu em 5 de agosto de 1930 em Wapakoneta, no Estado de Ohio, Estados Unidos. 

Minutos após a família anunciar a morte em um comunicado público, a imprensa do país foi inundada por homenagens ao astronauta. Armstrong, que morava na periferia de Cincinnati, era um homem relativamente recluso e sempre aceitou com relutância o tratamento de celebridade que lhe era dado em todo lugar que ia. 

"Além de ser um dos maiores exploradores da América, Neil possuía uma graça e uma humildade que era um exemplo para todos nós", afirmou ontem em Washington o astronauta Charles Bolden, administrador da Nasa, a agência espacial dos EUA. "Quando o presidente John Kennedy desafiou a nação a mandar um homem para a Lua [em 1961], Neil Armstrong aceitou sem reservas."

O comunicado emitido ontem pela família de Neil Armstrong não trazia nenhuma informação sobre velório e enterro do astronauta. "Tanto quanto ele prezava sua privacidade, ele sempre apreciava a expressão de boa vontade por pessoas de todo o mundo e de qualquer status", afirmava o documento. "Neil Armstrong era um herói americano relutante, que sempre acreditou estar apenas fazendo seu trabalho." 

Edwin "Buzz" Aldrin, 82, companheiro de tripulação de Armstrong, disse que o considerava um grande "porta-voz" e um "líder" na defesa do programa espacial. "É, de fato, nós não poderemos mais estar juntos como tripulação no 50º aniversário [da Apolo 11], em 2019", disse Aldrin em depoimento à BBC. "Eu aguardava isso ansiosamente", afirmou o astronauta, que foi o segundo homem a pisar na Lua, após perder uma disputa interna na decisão de quem teria a glória de ser o primeiro.

Ficará mudo ou será outro PC Farias?


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Marcos Valério prometeu abrir o bico caso ficasse sozinho no barco condenado ao naufrágio . Tomara que cumpra a promessa 

Augusto Nunes (*)

Não há esperança de salvação para Marcos Valério: condenado por corrupção ativa até pelo ministro Ricardo Lewandowski, o diretor-executivo da quadrilha do mensalão já deve ter compreendido que foi escolhido para escalar o cadafalso com o apoio dos 11 juízes do Supremo Tribunal Federal. Para os brasileiros decentes, esse unanimidade parece sonho. Para os quadrilheiros e seus comparsas, tal goleada pode transformar-se na anunciação do pesadelo: e se o vigarista que se fantasiava de publicitário resolveu abrir o bico?

Ele sabe muito mais do que descobriram a CPI dos Correios, a Polícia Federal, o Ministério Público e a imprensa. Tem mais segredos a revelar do que qualquer outro comparsa. Completou sete anos de mudez por acreditar que só o silêncio poderia livrá-lo da ruína financeira e da gaiola. Como segue desfrutando da vida de ricaço, pode-se deduzir que a primeira parte do acerto foi cumprida. A segunda começou a ser revogada no momento em que Lewandowski o condenou pelas bandidagens promovidas em parceria com Henrique Pizzolato.
A ruptura do acordo autorizará Marcos Valério a negociar em outras frentes a preservação do direito de ir e vir, sempre usando como moeda de troca informações de altíssima periculosidade. As revelações de Roberto Jefferson abalaram as fundações do governo Lula e puseram abaixo o templo das vestais que camuflava o bordel das messalinas do PT. O teor explosivo das histórias que Valério tem para contar é infinitamente maior.
Depois da primeira prisão preventiva, ele avisou mais de uma vez que, se fosse abandonado no barco a caminho do naufrágio, afundaria atirando ─ e tinha balas na agulha tanto para mensaleiros juramentados quanto para Lula. Na quarta-feira, com um recado em código, o advogado Marcelo Leonardo reiterou as ameaças do cliente: “Quero ver o que o tribunal vai decidir sobre os políticos”, disse Leonardo depois da condenação de Valério pelas maracutaias envolvendo o Banco do Brasil. O primeiro político foi inocentado no dia seguinte.
Tomara que Valério reaja ao risco do naufrágio solitário com o cumprimento da promessa. Tomara que conte tudo, do mensalão mineiro à roubalheira imensa descoberta em 2005. Tomara que não poupe nenhuma das figuras com as quais contracenou, de Eduardo Azeredo a José Dirceu, de Clésio Andrade a Lula. O tumor da corrupção impune assumiu dimensões tão perturbadoras que talvez só possa ser lancetado por um corrupto de grosso calibre. Alguém como Marcos Valério.


(*) Jornalista e Ex-Diretor do Jornal do Brasil, do Jornal Gazeta Mercantil e Revista Forbes. Atualmente na Revista Veja 

sábado, 25 de agosto de 2012

E ainda tem gente que acredita .....

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Palmeiras, outra derrota


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Palmeiras perdeu outra vez. 
A 11ª derrota em 19 jogos apenas no Campeonato Brasileiro. 
Quarta feira perdeu para o Botafogo. 

E as desculpas vão se sucedendo. Hoje a desculpa foi que o time teve 11 desfalques. E assim o campeonato vai indo e deve acabar o turno na zona de rebaixamento. 
Que vergonha para quem há bem pouco tempo foi campeão da Copa do Brasil. 

O fato de ter 11 desfalques certamente influência a montagem de uma equipe ainda mais quando seu grupo é formado por jogadores medíocres e que atuam como titulares. 
Pode-se avaliar como é o nível na qualidade técnica dos substitutos. 

Tudo isso fruto de uma administração frágil, de há muito incompetente e que entra ano passa ano, mete os pés pelas mãos e não consegue montar um elenco com condições de participar de um campeonato em igualdade com a maioria dos participantes. 

A Copa do Brasil é um torneio de mata-mata que muitas vezes premia o menos capacitado e foi o que ocorreu. Palmeiras se livrou de tomar uma surra no primeiro jogo contra o Coritiba por pura displicência dos atletas curitibanos, caso contrário o time da capital paranaense estaria comemorando esse título. 

Por pura sorte venceu e assim maquiou essa situação vexatória que o time vem passando alguns anos. Já precisa conseguir pelo menos 2 vitórias seguidas no início do segundo turno para escapar da zona do rebaixamento e a cada semana isso vai ficando complicado. 

Mais um final do ano que os torcedores assistem os jogos com máquina de somar nas mãos fazendo contas para ver se o time escapa do rebaixamento, o que seria uma vergonha sem igual de ter o time na Libertadores em 2013 e disputando a 2ª divisão. 

Pobre torcida do Palmeiras.

Acorda porco antes que seja tarde demais.

Retornando de forma lenta

De forma ainda lenta os Rabiscos do Antenor está voltando. 
Quase um mês depois da última postagem estamos tentando retornar. 
Ainda estamos instalados (eu e a Giovana) de forma provisória na casa de minha mãe e para variar minha CPÚ deu pane e com um lap top emprestado estamos começando a tentar retornar. 
Agradeço todas as manifestações de apoio por essa mudança física para São Paulo em decorrência da saúde de minha mãe que aos poucos vai se recuperando. 
Vamos nos readaptando . 

Valeu amigos !

Rabiscos do Antenor