Comentário recebido do Papai Noel a respeito de " Politica, coisa suja demais". Mais uma vez agradecemos o comentário e audiência:
.... Meu caro Antenor
Se você me permite, eu tenho uns comentários.
Nessa nojeira toda que é a política e com ela seus políticos, alguém pode sugerir que se pegue em armas, ou então que se vote nulo.
Pegar em armas, sem dúvida, não é solução, especialmente nesta terra descoberta por Cabral. Só se for para, daqui a uns 20 anos, entrar na mamata da “bolsa-guerrilha” como essa corja está fazendo.
O voto nulo não deixa de ser uma opção desde que não se some a coisa alguma. O único problema que eu vejo é que a quadrilha nunca divulga essas coisas. Se nós tivéssemos uma esmagadora quantidade de votos nulos, seria, no mínimo, um alerta para uma parte da população. É claro que para a canalhada, isso não quer dizer coisa alguma.
O que cada vez mais me deixa convicto é que o que resta às pessoas de consciência é continuar com a consciência, apesar das dificuldades. Ser honesto anda fora de moda, eu não me surpreenderia se, em breve, deixasse até de ser politicamente correto.
Mas, o tempo vai dizer.
Eu continuo cada vez mais convicto de que o Brasil vive o que tem que viver: uma espécie de ápice da nossa própria inconsistência e do nosso conteúdo antiético.
Talvez seja preciso chegar até o fundo do poço para começar a subir. Mas subir com depuração, livrando-se de todas as mazelas, limpando-se dessa sujeira que nos acompanha há tanto tempo e da qual só nos temos orgulhado.
Se você prestar atenção nos temas dos sambas dos anos 30 e 40, a figura exaltada era a do malandro, um sujeito desocupado e que vivia de expediente. Lenço no pescoço, navalha no bolso, o malandro era um vagabundo que explorava as mulheres, vivia bebendo e cometendo pequenos delitos. Essa foi à figura exaltada na música brasileira por anos a fio.
Como é possível chegar a algum lugar com esse perfil. Nós falamos dos argentinos que têm como ídolo um sujeito desonesto e viciado em drogas, o tal Maradona. Esse se orgulha de ter feito um gol de mão e anda o chama de “a mão de Deus”. Que Deus é esse?
E nós, por acaso, não comemoramos um campeonato sul-americano com um gol de mão do Túlio? Por acaso somos diferentes deles? Nós nos orgulhamos do “jeitinho brasileiro”. O que é isso, afinal? Só uma porção de desonestidades.
É, meu amigo, acho que nós estamos no jardim da infância da civilização e ainda nos falta tudo. Quem sabe essa moléstia chamada lulo-petismo não tenha vindo exatamente para acelerar o nosso processo de redenção. Enquanto isso vamos continuar a ser honestos e não desistir. É tudo uma questão de tempo e o tempo é maior o que nós.
Também me sinto enojado.
Abraços
Papai Noel

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