Padre Edilberto Sena (*)
O governo sonha colocar o país no primeiro mundo rico, mas os latifundiários querem regressar ao tempo das capitanias hereditárias.
A bancada ruralista no Congresso Nacional, um eufemismo dado à turma dos latifundiários brasileiros e grileiros, também quer mudar a Constituição brasileira para satisfazer seus interesses de acumular terras, destruir florestas e enriquecer-se. Hoje vai ocorrer uma votação de lei no Congresso Nacional.
Os ruralistas querem propor quatro indecências:
a) Reduzir na Amazônia a reserva legal, que hoje é de 80% por lote, para 50%
b) Reduzir as áreas de proteção permanente, como os parques e florestas nacionais
c) Anistiar ou perdoar os criminosos ambientais que violaram as leis de proteção do meio ambiente;
d) Tirar o poder federal sobre fiscalização ambiental e legalização de terras e transferir esse cuidado aos Estados.
Em outras palavras, os latifundiários brasileiros querem continuar o Regime Feudal.
Não admitem que a terra é para quem nela trabalha; que a terra não é mercadoria e que todos os brasileiros do campo tem direitos iguais sobre seu uso.
O mais perverso dessas ideias é que os ruralistas são capazes de obter votos suficientes, de deputados e senadores, para mudar a constituição e ampliar seus latifúndios. No final das contas, quem aparece na televisão como criminosos são os camponeses do Movimento Sem Terra e os indígenas.
Os ruralistas querem legalizar os crimes de grilagem e do latifúndio. Observe o que vai acontecer hoje no Congresso Nacional.
(*) Sacerdote e Diretor da Rádio Rural de Santarém

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