sábado, 9 de março de 2013

A violência como método

Opinião do Estadão 

Enfraquecido politicamente, pois não conta mais com a conivência e a tolerância ilimitadas do governo do PT, com um discurso ideológico cada vez mais vazio, mas mantendo algum grau de organização e, sobretudo, conservando seu aparentemente inesgotável vigor para praticar crimes, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) conseguiu realizar seu maior protesto contra o governo Dilma. Nos últimos dias, seus militantes, apoiados por organizações com características e objetivos assemelhados aos seus, invadiram fazendas, destruíram viveiros, sabotaram plantações, impediram o fluxo do tráfego em rodovias, depredaram patrimônio privado, invadiram prédios públicos, fizeram discursos, divulgaram documentos. Suas ações atingiram 22 Estados. 

Tudo isso seria apenas mais uma repetição daquilo que o brasileiro responsável, cumpridor das obrigações e preocupado com seu futuro e do País cansou de ver no ambiente rural nos últimos anos se, desta vez, as manifestações desses grupos que agem cada vez mais à margem da lei não fossem particularmente patéticas. Além de agirem de maneira ilegal, sem que, na maior parte dos casos, sua ação fosse, como deveria ter sido, contida com energia pelas autoridades policiais - umas empurraram a competência para outras -, os organizadores fizeram discursos e distribuíram documentos que mostram seu afastamento cada vez maior da realidade. 

Seu protesto, como ocorre há 15 anos, foi para lembrar o Dia Internacional da Mulher, e desta vez o alvo foi o agronegócio. Um dos principais atos do protesto foi a ocupação da Fazenda Aliança, no Tocantins, de propriedade da família da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) - mulher e representante do agronegócio. 

Cerca de 500 militantes ocuparam a propriedade, destruíram viveiros de mudas de eucalipto e mantiveram confinados trabalhadores e seguranças do local, que conseguiram evitar o conflito. "Eu, que sempre dormi sozinha na fazenda com meus filhos pequenos, sem nunca andar armada, agora não vou deixar meus filhos e meus funcionários correndo risco de vida", reagiu a senadora. "Imagine se resolvessem colocar fogo nas dezenas de máquinas que tenho lá." 

Por cegueira ideológica, o MST e as demais organizações que o apoiam e os militantes desses movimentos não conseguiram até hoje entender a extraordinária transformação por que passou a atividade agrícola no País nos últimos anos. Ela alcançou níveis de eficiência e de competitividade que a colocam entre as mais desenvolvidas do mundo, o que permitiu ao País sobreviver sem grandes consequências aos efeitos das crises que conturbaram a economia mundial. Isso não afasta do meio rural os pequenos e médios produtores nem implica - como supõem o MST e seus militantes - o predomínio da monocultura. Há oportunidades para todos e espaço para as diversas culturas. 

As desastrosas ações do MST no laboratório da Aracruz Celulose, em Barra do Ribeiro, no Rio Grande do Sul, em 2006, quando 2 mil mulheres destruíram anos de trabalho de pesquisa, revelaram uma das faces mais danosas para o País da violência dessas manifestações. Mas, por estreiteza política, o MST continua a recorrer à violência para, por meio dela, tentar defender suas bandeiras político-ideológicas, o que não consegue mais fazer com seu discurso. A cada ação desse tipo certamente corresponderá maior isolamento desses movimentos. 

Parece que, felizmente, vai se transformando em mero registro histórico o gesto do ex-presidente Lula de colocar na cabeça o chapéu do MST, simbolizando seu apoio irrestrito à organização. A redução do número de assentamentos promovidos pelo Incra é consequência da mudança da política agrária no governo Dilma. Por entender que as distribuições de nada adiantam para o assentado e para o País se as terras não se transformarem em fonte de renda, o governo quer que os assentamentos sejam produtivos. Para isso vem dando apoio técnico e material aos assentados - e distribuindo cada vez menos terras. 

A mudança pode ser fatal para o MST, cuja sobrevida depende justamente de aglutinar militantes com a promessa de distribuição de terra.

As chances da vida

Walcyr Carrasco (*) 

O barulho desta semana em torno da morte de Eliza Samudio me faz pensar. Antes do assassinato, Eliza já estava condenada. Eliza teve uma vida sórdida. Seu pai, Luiz Carlos Samudio, que a criou, está foragido nalgum país do Cone Sul, depois de ter sido condenado a oito anos por estupro. A vítima, no caso, foi a própria irmã de Eliza, por parte de pai, aos 10 anos de idade, em 2003. Segundo se comenta, atualmente ele montou um bordel no Paraguai. Também se falou muito, embora não tenha sido provado, que o próprio pai manteve relações sexuais com Eliza, ainda adolescente. E também a teria oferecido a amigos.

Mais tarde, Eliza veio para São Paulo. Fez programas. Atuou no cinema pornô, onde protagonizou Violação anal 4. O título já diz o suficiente. Pode parecer surpreendente, mas já tive contato com quem fez cinema pornô. Um amigo, autor de teatro infantil, a certa altura da vida, dedicou-se a dirigir filmes pornôs. Quando a pornochanchada – inocentíssima para os padrões de hoje em dia – entrou em decadência, vários diretores importantes fizeram filmes de sexo explícito. 

Recentemente, um amigo quis produzir um filme sobre a vida de um astro pornô, considerado o maior “garanhão” do Brasil. Só desistiu quando, ao fazer o roteiro, o rapaz tentou convencê-lo de que nunca fez programas e que só era um bom “profissional”. Só faltou dizer que ia à missa todos os dias. Ao longo de anos, tracei um perfil de quem atua em filme pornô. Algumas pessoas ainda acreditam – pasmem – que atuar em filmes de sexo explícito abrirá as portas de uma carreira na televisão. Outras contentam-se em ganhar a vida. Para os rapazes, pode ser até motivo de orgulho “trabalhar” dessa maneira. 
Contam para a família. Muitos pais ufanam-se com a “performance” dos filhos. Para as mulheres, é mais complicado. Fazer sexo explícito é pregar na testa um letreiro que diz: prostituta. É um mundo sombrio. 
A maioria dos profissionais do filme pornô afirma que é “uma profissão como outra qualquer”. Não acredito nisso. Simular amor e prazer mexe com os sentimentos e a personalidade. Ninguém sai ileso dessa experiência. Continue lendo...

Eliza usou a única arma que tinha para sobreviver: seu corpo. Quando conheceu Bruno, parecia a chance de sua vida. Teve Bruninho. Não vou negar: ela deve ter infernizado a vida do ex-goleiro do Flamengo com pedidos. Sei de casos, atualmente, em que as garotas de programa filmam, com o celular, o encontro com o executivo. Para depois fazer chantagem. Eis o que quero dizer: Eliza não era santa. Quis usar o filho. Atirou-se no que parecia a única oportunidade de deixar a vida que tinha. Deixo claro: em nenhum momento isso justifica o que aconteceu. Pelo contrário. Tenho duplamente pena de Eliza. Por sua morte, e pelo que viveu.

Mas, o que restava a Eliza? Se sofreu abuso sexual, como tudo indica, onde estavam seus professores, que não notaram diferença no comportamento da menina? 
O juiz, que deu a guarda ao pai? E a mãe, Sônia Moura, que se debulhou no julgamento? Como ex-mulher, dona Sônia deveria ter uma boa ideia de quem era o pai de sua filha. Mas Eliza mal via a mãe, quando viva. A quem essa moça podia apelar, onde se hospedar em São Paulo? Tantas moças e moços, como Eliza, só têm a si próprios. Não há uma casa de apoio onde possam morar. Um convento, como nos séculos passados, onde poderiam bater e pedir abrigo. Nada. Enfrentam o mundo sozinhos.
Hoje mesmo, vários jovens solitários no mundo estão sendo postos na rua. Crianças sem pai nem mãe têm direito a permanecer nos abrigos públicos até os 18 anos. Nessa idade, a não ser que haja um projeto específico de algum juiz de menores bem-intencionado, perdem o teto. O que alguém de 18 anos pode fazer? A não ser aceitar a primeira grana que aparece, seja como for? 

Há um batalhão de pequenas Elizas vivendo na miséria, abusadas, vendidas por pais e mães, dispostas a qualquer negócio para sobreviver. Desde já, estão condenadas a uma vida sórdida. E nós, onde estamos? O que a sociedade e o Estado brasileiro oferecem em termos de centros de recuperação, casas de apoio? Ou de um acompanhamento psicológico para crianças em escolas públicas, para detectar problemas? Somos todos omissos. Ficamos perplexos diante do escândalo do ex-goleiro Bruno. Eliza logo será esquecida. Mas todos nós, que estamos bem e felizes, temos a ver com a tragédia de sua vida e sua morte. 

(*) Escritor, dramaturgo e autor de telenovelas brasileiras. 

Isso porque contaram com os ovos antes da galinha

Inadimplência do Rio por conta dos royalties é ação "pirotécnica", diz especialista 

UOL 

A suspensão de todos os pagamentos do governo do Rio de Janeiro, anunciada nesta quinta-feira (7) após a derrubada no Congresso dos vetos presidenciais à lei que redistribui os royalties do petróleo, é uma ação "pirotécnica" e "pouco efetiva", na visão do professor de finanças públicas do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), Gilberto Braga. 

No primeiro dia do ato administrativo em vigor, o governo estadual deixou de pagar R$ 82 milhões. De acordo com a Secretaria de Fazenda, a previsão para o mês de março é de R$ 470 milhões, valor que não incorpora a folha de ativos e inativos (R$ 1,7 bilhão) e as transferências para municípios (R$ 922 milhões), a serem executados normalmente. 

"Essa estratégia é mais pirotécnica e pouco efetiva. Depois dessa discussão, se a suspensão for mantida, pode ser que a coisa fique feia. O governo está tentando fazer caixa nesse primeiro momento. Os valores que constam nos contratos com as empresas deixam de ser pagos, mas os funcionários terceirizados [cujos salários não são pagos diretamente pelo governo] continuam recebendo, inicialmente. Se a suspensão for confirmada de forma perene, o Estado vai ter que parar para reavaliar e refazer o seu orçamento", disse Braga. 

O especialista argumenta que a decisão do governo estadual funciona como um instrumento de pressão política, uma vez que o caso será avaliado em breve pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em breve. O professor da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas Francisco Vignoli tem a mesma linha de raciocínio: 

"Há significado político muito forte, tanto para a população do Rio como para o país. (...) Trata-se de uma forma de pressionar o Supremo para que seja tomada uma decisão rapidamente. Essa decisão é muito mais um instrumento de pressão política, pois quem votou pela derrubada dos vetos estará sendo responsável pela judicialização da política. Os deputados estão mexendo no passado, e isso é um absurdo", afirmou. 

O Congresso derrubou na íntegra o veto da presidente Dilma Rousseff, que mantinha a regra de distribuição de royalties do petróleo entre os Estados produtores (Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo) e municípios para os contratos já existentes. Dessa forma, haverá perda de receitas, uma vez que a lei original aprovada no final do ano passado reduz os ganhos com royalties dos Estados e municípios produtores, nas áreas já licitadas, e eleva a fatia dos Estados e municípios não-produtores. 

No STF, 26 parlamentares do Rio e do Espírito Santo tentam conseguir uma liminar para anular a sessão que aprovou a derrubada dos vetos. Eles argumentam que o Congresso deveria ter criado uma Comissão Mista para analisar o veto da presidente, que foi republicado no início dessa semana, antes de derrubá-lo. A exigência da comissão, que teria 20 dias para fazer um parecer sobre o assunto, está no regimento do Legislativo. 

Na semana que vem, após a publicação da lei no Diário Oficial da União, os governos do Rio, de São Paulo e do Espírito Santo vão protocolar uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) para anular a votação que definiu a aprovação da nova partilha. 

Ah! Se copiassemos certas atitudes ....

Egito condena morte por enforcamento a 21 torcedores após massacre campal 

UOL 

A Corte do Egito confirmou neste sábado pena de morte a 21 torcedores em razão da tragédia ocorrida no estádio em Port Said, no jogo entre Al-Ahly x Al-Masry, que vitimou 72 pessoas, no ano passado. O juiz Sobhi Abdelmeguid ordenou que os condenados sejam enforcados.Outras cinco pessoas foram condenadas a prisão perpétua e mais 19 torcedores condenados à reclusão por penas que variam de um a 15 anos. 

O julgamento foi apresentado ao vivo no Egito. Várias pessoas assistiram à decisão na Praça dos Mártires, no Egito, e choraram após o veredicto. A condenação de integrantes da torcida do Al-Masry foram celebradas por membros da “UltrasAhlawy”, como são conhecidos os torcedores mais perigosos do Al-Ahly. 

A decisão do Tribunal causou desordem nas ruas de Cairo. Revoltados, torcedores incendiaram a sede da polícia local. A sede da Federação de Futebol do Egito foi saqueada e queimada neste sábado. Cerca de 20 veículos do bombeiro seguiram ao local. 

A maioria das vítimas do massacre no campo torcia pelo ao Al-Ahly. A polícia aponta cunho político na confusão que resultou na morte de dezenas de torcedores.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Mel e seus benefícios

Mel é menos calórico que açúcar, combate o estresse e previne osteoporose  

Do Blog ITodas da UOL 

O mel é uma rica fonte de carboidratos, vitaminas do complexo B e sais minerais, cálcio, ferro, fósforo, potássio, proteínas e vitamina C. E além de todos esses benefícios, é menos calórico que o açúcar (possui cerca de 290 calorias/100g, enquanto o açúcar possui cerca de 394 calorias/100g). 
“O mel é mais indicado que o açúcar para adoçar alimentos. Ele pode ser consumido com frutas, com leite, iogurte ou até mesmo com pães e cereais integrais. Pode ser tomado puro também”, afirma o endocrinologista Alfredo Cury, diretor do SPA Posse do Corpo. 

Outros benefícios do mel é que ele desintoxica o organismo, favorece a digestão, neutraliza a ação de agentes tóxicos nocivos, combate o estresse e o cansaço, previne a osteoporose, aumentando a fixação de cálcio nos tecidos, e possui ação prebiótica, agindo beneficamente sobre a flora intestinal. 
“O mel contém uma substância chamada inibina, que age como um antibiótico natural. Tem ação anti-séptica, antiinflamatória, antioxidante, antimicrobiana. É imunoestimulante, sendo eficaz contra os sintomas de gripes e resfriados, e um bom coadjuvante no tratamento de problemas pulmonares e da garganta. Ele pode ser incluído também numa dieta para dar mais energia, com sucos de frutas, alimentos leves e saudáveis”, recomenda. 

Apesar de todos esses pontos positivos, o médico recomenda moderação no consumo. Afinal, como todo alimento que possui calorias, o mel pode engordar. “Uma pessoa que tem taxas de glicose altas ou que sofre de diabetes não deve consumir o mel sem orientação médica, apesar de 100% natural é rico em açúcares. Para pessoas que não tem nenhum tipo de problema, indico um consumo moderado para não obter aumento do peso. Consuma no máximo duas vezes ao dia, 2 colheres de sopa por dia. Uma dica é consumir com alimentos de baixa caloria”, orienta. 

Capital humano

Mario Cesar Flores (*) 

Há uma causa estrutural básica para o clima sociopolítico que castiga o Brasil: no século 20 sua população foi multiplicada por seis, sem que a dinâmica social correspondesse à da quantidade. Houve queda no padrão (a extensão acompanhou a população) da educação pública fundamental, alicerce da cidadania. Valores da religião, família e tradição, os costumes e a boa educação declinaram, muito na classe média. A vulgaridade permeia a cultura popular. E têm crescido as manifestações típicas das multidões amorfas, da identificação com o lúdico, exótico ou licencioso, ao descaso pelos assuntos públicos e pela política. O artigo desenvolve este final de parágrafo. 

O quadro demográfico-social em déficit de qualidade e a mudança da feição da população, de rural e esparsa para a predominantemente urbana e adensada, ensejaram a emersão do populismo messiânico, que, valendo-se da propaganda moderna, induz fantasias no imaginário popular e sujeita dezenas de milhões à vassalagem política com desdobramento eleitoral, à semelhança (no efeito, diferente no funcionamento) do passado de patriarcalismo rural. Afirma dar preferência - o que não significa atender - aos interesses da multidão, na verdade, criados ou ao menos modelados por sua retórica elusiva. E sua Nomenklatura se adaptou prazerosamente ao nosso patrimonialismo histórico: a posse do bem público iniciada com as capitanias e transparente hoje na posse dos cargos públicos - adaptação que reforça a resistência brasileira à modernização do Estado e à desestatização, que reduz o campo aberto ao patrimonialismo político, burocrático e agora também sindical. 

A Justiça, o Congresso e a mídia independentes não lhe são simpáticos porque a liberdade apoiada nessas instituições favorece o mérito e a qualidade e, sobretudo a mídia, dificulta o estelionato psicopolítico das ilusões - razão da tendência do peronismo/kirchnerismo, do chavismo e outros populismos latino-americanos ao controle delas, de que o Brasil não está imune, como sugere o aventado "controle social da mídia"... Na organização política, o bom funcionamento das democracias tradicionais ocorre com pequeno número de partidos, mas na nossa democracia mambembe a ausência de convicções conceituais e programáticas em nossas três dezenas de partidos (coerente com o déficit cultural do quadro demográfico-social) e a volúpia patrimonialista os tornam vulneráveis à sedução do poder - onde incide o butim dos cargos públicos, em que a competência é preterida pela escolha política de pessoas de discutível (benevolência semântica...) padrão ético e funcional. 

Romário inicia ofensiva por CPI da CBF

Folha de São Paulo 

O ex-jogador Romário (PSB-RJ) foi eleito na quarta-feira presidente da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados e lançou uma ofensiva para a instalação da CPI da CBF. 

No discurso de posse, o ex-jogador atacou José Maria Marin, que preside a entidade. 
Em dezembro, ele conseguiu o apoio de 184 deputados e protocolou o documento para a instalação da comissão. O órgão presidido por Romário é responsável por discutir na Câmara projetos ligados à Copa do Mundo e aos Jogos Olímpicos. 

"José Maria Marin é completamente nocivo à gestão esportiva. Tem um histórico de vida vergonhoso, desde um roubo de medalhas ao roubo de energia", afirmou Romário, que pretende negociar nos bastidores do Congresso Nacional a instalação da CPI. 

 Na próxima semana, ele vai se reunir com o presidente da Câmara, Eduardo Alves (PMDB-RN), para conseguir a instalação da comissão. A CPI proposta por Romário pretende devassar as contas da entidade. 

O contrato firmado entre a CBF e a TAM será o principal ponto da investigação da comissão. O caso foi revelado pela Folha em outubro. 
A reportagem mostrou que empresas de Wagner Abrahão, amigo de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF, recebiam o dinheiro do patrocínio. 

Na noite de terça-feira, Marin havia criticado o deputado num programa da "Rede TV!". "Excelente jogador, campeão do mundo, honrou a seleção. Como político... Política se faz construindo, não destruindo. Eu fui o pregador da conciliação. Quem prega a desintegração e a desagregação, dificilmente passará do cargo que ocupa", disse o dirigente. 

 "As palavras dirigidas a mim [pelo Marin] não deixam de ser um elogio, pois reafirmam que estamos lutando em trincheiras distintas. Aguardo ansiosamente pela instalação da CPI da CBF para poder convocar este senhor a prestar esclarecimentos sobre as inúmeras denúncias que chegam ao meu gabinete e atingem diretamente esta instituição", afirmou o deputado. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Brasil e Venezuela - FHC fez a ponte

Foi com FHC, e não com Lula, que o Brasil começou a se aproximar da Venezuela 

Eliane Cantanhêde (*) 

Diferentemente do que alardeiam petistas e tucanos, por motivos opostos, a aproximação do Brasil com a Venezuela de Hugo Chávez começou nos governos FHC, a quem Chávez chamava de "mi maestro", e apenas foi aprofundada nos anos Lula. 

Eleito, Chávez, ex-coronel golpista, ao dar as costas aos EUA e virar à América do Sul, despertou a cobiça de empresas brasileiras pelo enorme potencial venezuelano. 
O governo de FHC foi o canal. Seu embaixador em Caracas, Rui Nogueira (depois secretário-geral do Itamaraty até a semana passada), o operador. A embaixada virou ponto político e econômico nevrálgico. Tudo pelo pragmatismo. 

Desembarcar em Caracas, já no primeiro ano de Chávez, era se deparar com inúmeras placas com nomes de executivos da Petrobras, da Embraer, do BNDES e, claro, das grandes empreiteiras, como Odebrecht e Camargo Corrêa. 
Dependente do petróleo, a Venezuela carecia de uma planta industrial, era uma terra de infindáveis negócios a ser desbravada. Tinha dinheiro e não produzia nada. 

Os encontros de Chávez e FHC se multiplicaram. Eram regados a drinques, piadas, histórias. Duravam horas. 
Só nas eleições de 2002, Chávez se afastou de FHC e deu de ombros à prudência diplomática ao apoiar ostensivamente o candidato da oposição, Lula, com quem tinha mais afinidade ideológica. 

Essa posição rendeu uma troca pública de desaforos entre Chávez e o candidato do PSDB, José Serra. Só aí os tucanos "descobriram" o viés autoritário do projeto chavista, que veio a se intitular "socialismo do século 21". 
Os anos Lula foram de muita intimidade e negócios, com destaque para o projeto de uma refinaria conjunta no Brasil e a construção de uma ponte sobre o rio Orinoco. 

A proximidade causou estremecimentos entre Brasília e Washington, como quando os EUA não autorizaram a Embraer a vender aviões Super Tucano --com tecnologia norte-americana-- à Venezuela. Chávez então foi às compras militares na Rússia. 
Os dois países também criaram, em 2008, um mecanismo de consultas e de programas comuns que envolve reuniões presidenciais trimestrais. Dilma manteve a prática. O Brasil também foi decisivo para garantir, sob polêmica, a Venezuela no Mercosul. 

Apesar das relações estreitas, Lula e Chávez também disputavam liderança e estilo na América do Sul, entre o "lulismo" e o "chavismo". Aparentemente, venceu o primeiro. Os seguidores de Chávez e de seu projeto bolivariano são Equador e Bolívia. Os demais preferem a negociação e a boa convivência com os EUA, ainda a maior potência --e o maior mercado-- mundial. 

(*) Jornalista é colunista da Folha de São Paulo 
 

Rock brasileiro de luto - Morreu Chorão

Chorão, do Charlie Brown Jr, é encontrado morto em São Paulo 

UOL 

Chorão, vocalista da banda Charlie Brown Jr, foi encontrado morto no final da madrugada desta quarta-feira (6), no apartamento onde morava em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. 

 De acordo com um representante do 14º Distrito Policial de Pinheiros, o corpo foi achado às 4h30 pelo motorista do músico, que ligou para o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). 

As investigações foram repassadas para a Delegacia Geral de Polícia, que está com peritos no apartamento de Chorão. 

O delegado que cuida do caso disse à TV Globo que "ainda é muito cedo para falar o que aconteceu". 

 Batizado como Alexandre Magno Abrão, o cantor que completaria 43 anos em abril liderava a banda que foi formada na cidade de Santos, no litoral de São Paulo, na década de 1990. 

O histórico do Charlie Brown Jr. foi marcado por uma série de desavenças entre os integrantes. Ao longo de cerca de 20 anos de trajetória, o grupo vendeu mais de 5 milhões de discos.

O próximo show do Charlie Brown Jr seria no próximo dia 22 em Campo Grande, no Rio de Janeiro.

terça-feira, 5 de março de 2013

Ditador é morto pelo câncer

Morre o presidente venezuelano Hugo Chávez 

Estadão 

Morreu nesta terça-feira, 5, aos 58 anos, o presidente venezuelano Hugo Chávez. Ele estava internado em um hospital militar de Caracas após passar dois meses em Cuba tratando um câncer. A cerimônia do funeral do presidente será realizada na manhã de sexta-feira, dia 8. 

vice-presidente, Nicolás Maduro, anunciou que o líder bolivariano morreu 16h25 (horário de Caracas). Mais cedo, durante discurso feito após uma reunião com ministros, governadores e o alto comando militar no Palácio de Miraflores, Maduro afirmou que Chávez enfrentava o “momento mais difícil da luta contra o câncer”. 

Presente na vida política da Venezuela há pelo menos 20 anos, o tenente-coronel da reserva Hugo Rafael Chávez Frias atraiu ódio e amor da população na mesma medida. Seus partidários o viam como o líder que tirou milhões da miséria e reduziu a pobreza de 42% para 9,5%. Os detratores o descreviam como um caudilho populista que vergou ao limite as regras da democracia, eliminando a independência entre os poderes, manobrando programas sociais em troca de votos e perseguindo a imprensa. 

Dez anos e “trocentos” júris depois...

Jota Ninos (*) 

Num dia como hoje, há 10 anos, participei do primeiro júri de minha vida já na condição de servidor do Judiciário, recém-concursado e lotado como diretor de secretaria da 6ª Vara Penal de Ananindeua/PA, que era especializada nos crimes contra a vida (homicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio, nas formas tentada e consumada). 

Um ano e meio depois consegui minha transferência para Santarém, através de permuta, e depois de alguns meses lotado no Juizado da Infância e da Adolescência (7ª Vara Cível), acabei sendo relotado para a 6ª Vara Penal, por conta da experiência anterior. 
Voltei a fazer júris e ganhei a confiança de diversos magistrados, a ponto de ser indicado para organizar a recém-criada 10ª Vara Penal de Santarém (em setembro de 2009), especializada como aquela do início de carreira. Perdi a conta de júris em que atuei como secretário, auxiliando mais de uma dezena de magistrados, mas acredito que tenha sido um número próximo de 500 júris! Ainda estou tentando fechar esse levantamento... 

E este artigo foi escrito enquanto acompanhava mais uma sessão de júri em Santarém (que provavelmente se estenderá até altas horas da noite). 
À época do primeiro júri estava prestes a completar duas décadas como jornalista, sem nunca ter feito cobertura jornalística de nenhuma sessão de júri popular, apesar de ter trabalhado por vários anos como repórter policial. 

Cadê a BR 163 toda asfaltada, senhores presidentes????

Frete fica mais caro e já compromete 23% do preço da soja em MT  

Fonte: Agrodebate 

O frete rodoviário para alguns trechos em Mato Grosso, principal produtor brasileiro de grãos, ficou até 68% mais caro na última semana, na comparação com o montante desembolsado nos sete dias anteriores. 

Quem antes pagava R$ 80/ton para escoar a produção agrícola de Campo Verde ao terminal ferroviário de Alto Taquari agora precisa reservar R$ 135/ton. 
A variação sobre o custo do frete já compromete 23,3% do preço da soja em Mato Grosso. Em fevereiro de 2012 eram outros 20,3%. Enquanto a despesa com transporte tornou-se maior, o preço da oleaginosa desvalorizou. Entre primeiro de janeiro até a sexta-feira (22) foram 9,1%, saindo de R$ 51,50 para outros R$ 46,80. 

Segundo os especialistas, isto interfere diretamente na relação de ganhos pelo produtor. "Além da soja estar num movimento de queda nesse começo de ano até agora, um aumento no preço do frete começa a comprometer o preço da soja", avaliou Cleber Noronha, analista do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA). 
Mas conforme o mesmo instituto, em algumas praças do estado, a relação preço da soja versus frete atingiu os 27%. 

O panorama traduz o exemplo de Sorriso, na região médio norte. "Na sexta-feira a soja recebida no porto girava em torno de R$ 64,50. Eram R$ 17,40 só para custear o frete, ou seja, 27% de comprometimento", salientou ainda Noronha ao Agrodebate. 

Especialistas e o setor de transportes concordam que a alta nos preços dos combustíveis, a forte demanda (época de colheita e escoamento), frota insuficiente, condições de infraestrutura das estradas, por exemplo, contribuíram para as despesas maiores. 
"Há uma demanda muito alta e está faltando caminhão. Muitos estão migrando para o Sul do país, pois o frete está mais atrativo lá", considerou Cleber Noronha. No trajeto Rondonópolis a Santos o valor do frete passou de R$ 150 para R$ 200, alta de 33%. Já entre Sorriso a Paranaguá, chegou aos R$ 300. Na extensão Campo Novo do Parecis a Paranaguá (SP), variou de R$ 220 para R$ 285, segundo mensurou o Imea. 

O diretor-executivo do Sindicato das Empresas dos Transportes de Cargas em Mato Grosso (Sindmat), Gilvando Alves de Lima, diz que nos últimos oito anos o preço do frete apresentou variação especialmente em épocas de safra, quando a demanda por veículos cresce a medida que se realizam a colheita e o escoamento da produção agrícola. 

Mas em 2012 outra conjuntura impactou. 
Ela envolveu a nova lei de descanso para os motoristas, alta no preço do diesel, bem como as condições das rodovias estaduais e federais. O primeiro bimestre de 2013 ainda puxou os reflexos de um ano desfavorável, conforme o segmento. Mas, ao mesmo tempo, o diretor do Sindicado destaca que o crescimento do preço em patamares acima de 45% surpreende.

"Preocupa um índice superior a 45%, pois pode ser sinal até mesmo de uma anomalia", disse Lima. 

Em 2012/13 Mato Grosso deve colher acima de 24 milhões de toneladas, segundo projeção do Imea. 
Para os especialistas, a demanda por veículos deve manter os custos do transporte rodoviário elevados até o fim do escoamento. 

Nota do Blog : Cadê a BR 163 asfaltada até Santarém, senhores presidentes Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Roussef ... só posso chamá-los de mentirosos e enganadores... todo esse prejuizo que o frete causa e que acaba no bolso do consumidor é culpa dos senhores que há décadas vem com essa enrolação que esse ano sai, que esse ano sai ... isso começou lá atrás antes da virada do milênio. Entramos em 2000, e nada .. outro governo e mais promessas ... até 2005 ... passou 2005 e mais um governo .. até 2010 estará pronta e lá se foi outro governo federal ... a primeira mulher presidente garante que até 2012 o DNIT entregará a obra ... apenas cassou seus diretores por propinas e a obra continua em passo de tartaruga .. até quando.. até quando .;.??? e o frete rodoviário para unica saida logística aumenta a cada ano de forma a comer 23% do preço, algo absurdo e inconcebível ... mas não há outra rota e o governo não quer priorizar e fazer com que o País seja competitivo onde ele tem de melhor que é a agricultura ... os estados por sua vez não fazem pressão e os muncípios como Santarém, muito menos ... Uma vergonha!

segunda-feira, 4 de março de 2013

"E o vento levou" com Lula Gable e Rosemary Leigh

Faz 100 dias que Lula afronta o Brasil decente com o silêncio sobre o caso de polícia em que se meteu ao lado de Rose 

Augusto Nunes (*) 

Faz 100 dias que os brasileiros decentes foram afrontados pela descoberta do escândalo em que Lula se meteu ao lado de Rosemary Noronha. Faz 100 dias que o país que presta é afrontado pela mudez malandra do caçador de votos que promoveu uma gatuna de quinta categoria a chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo. Faz 100 dias que o ex-presidente foge de perguntas sobre o caso de polícia que protagonizou em companhia da Primeiríssima Amiga e dos bebês quadrilheiros de Rosemary. 

Surpreendido pela divulgação das maracutaias comprovadas por policiais federais engajados na Operação Porto Seguro, Lula fez o que sempre faz quando precisa costurar algum álibi menos cretino: perdeu a voz e sumiu. Passou a primeira semana enfurnado no Instituto Lula. Passou as duas seguintes longe do Brasil, driblando repórteres com escapadas pela porta dos fundos ou pela cozinha do restaurante. 

Recuperou a voz no começo do ano, mas ainda garimpa no porão das desculpas esfarrapadas alguma que o anime a enfrentar jornalistas armados apenas de perguntas sem resposta. Para impedir que a aproximação do perigo, tem recorrido a cordões de isolamento, cercadinhos, muralhas humanas e outras mesquinharias improvisadas para livrá-lo de gente interessada no enredo da pornochanchada financiada por cofres públicos que apresentou ao Brasil, entre outros espantos, os talentos ocultos de Rosemary Noronha. 

O silêncio que vai completando 2.500 horas, insista-se, só vale para o caso Rose. 
Entre 23 de novembro de 2012 e 3 de março de 2013, excluídos os poucos dias em que teve de desativar o serviço de som, o palanque ambulante continuou desempenhando simultaneamente os papeis de co-presidente da República, presidente honorário da base alugada, chefe supremo da seita, protetor dos pecadores companheiros, arquiteto do Brasil Maravilha e consultor-geral do mundo.

Abençoou catadores de lixo e metalúrgicos, leu mais de 300 livros, fingiu entender o que Sofia Loren disse em italiano, avisou que os EUA nunca mais elegerão um negro se Barack Obama fizer besteira, louvou bandidos de estimação, insultou a oposição, deliberou sobre a tragédia ocorrida no jogo do Corithians em Oruro, explicou aos governantes europeus como se transforma tsunami em marolinha, recomendou a FHC que pare de dizer o que pensa e descobriu que Abraham Lincoln reencarnou no Brasil com o nome de Luiz Inácio Lula da Silva. Fora o resto. 

Só não falou sobre o que importa, agarrado à esperança de sobreviver sem fraturas expostas ao primeiro escândalo que não pode terceirizar. Não houve intermediários entre Lula e Rose. 

Fabricante coreana de tratores investe US$ 30 mi no Brasil

Fonte Brasil Econômico 

Empresa pretende beneficiar-se dos programas governamentais para pequenos agricultores brasileiros, e produzirá exclusivamente tratores de baixa potência. 

A sul-coreana LS Mtron, fabricante de máquinas e equipamentos, está trazendo sua divisão de tratores para o Brasil, e focará em pequenos produtores para conquistar mercado. 
Por ter surgido em um país com pequena extensão territorial, a empresa especializou-se em tratores de baixa potência, com até 100 cavalos, focada em pequenas propriedades. Aqui, a ideia é seguir a mesma linha. 

Com investimento de US$ 30 milhões, a empresa está instalando uma fábrica em Santa Catarina, no município de Garuva. A unidade ficará pronta em julho, e terá capacidade de 5 mil unidades por ano.

"No Brasil, 70% do mercado de tratores é abaixo de 100 cavalos. Por isso é um país importante para nós", diz James Yoo, presidente da LS Mtron Brasil. 

No Brasil, as principais culturas, soja e milho, são concentradas em propriedades grandes. O foco da empresa será buscar produtores de frutas, café, arroz e verduras. 
Em pequenas propriedades, a empresa obtém um impulso das políticas do governo para agricultura familiar. 

O programa "Mais Alimentos", do Ministério de Desenvolvimento Agrícola (MDA), financia a compra de tratores de até 80 cavalos por pequenos agricultores, a juros reduzidos e prazos longos. 

O desafio para a empresa será, até a inauguração da fábrica, em julho, fabricar os tratores com um índice de nacionalização superior a 60%, de forma que as máquinas possam ser enquadradas no programa. 
O programa do governo está em vigor desde 2008, mas Yoo não acredita que o mercado esteja saturado.


"Muitos produtores familiares ainda não conseguiram contratar financiamento", diz Yoo, que acredita em uma expansão do programa. "Até o ano passado, o mercado estava se mantendo." 

Priorizando tratores menores, a companhia vê potencial para rápido crescimento. 
A LS Mtron se originou da LG Eletronics - hoje, as duas companhias não têm mais relação. Sua divisão de tratores, com faturamento anual em torno de US$ 264 milhões, só fabrica máquinas de menor potência, mas há projetos de fabricar unidades com capacidade superior.

Yoo garante que seus produtos serão bem recebidos.
"Temos tido boa resposta dos agricultores nos testes que realizamos. Os agricultores notam que, para tratores com a mesma especificação, os nossos têm uma tração melhor", diz. Segundo Yoo, o fato da empresa concentrar-se nesse segmento lhe dá vantagem comparativa. "As demais empresas guardam a melhor tecnologia para os tratores de maior porte. Nós colocamos todas as fichas nos pequenos", diz. 

A ideia, além disso, é abaixar o preço ao menos em um momento inicial. 
A previsão da empresa é de faturar US$ 20 milhões no Brasil neste ano, com a venda de 600 unidades - uma fatia pequena para um mercado cujas vendas ultrapassaram 69 mil tratores em 2012. 

Contudo, a empresa pretende chegar a 2017 com a quarta posição em participação de mercado. Com a nova fábrica operando em três turnos, a produção pode chegar a 15 mil tratores por ano. "Criamos uma rede de 12 concessionárias exclusivas, contratando pessoas com experiência de mercado", diz. 

As vendas serão concentradas nas regiões Sudeste e Sul, sobretudo no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e São Paulo. 

O custo dos estádios da Copa

Opinião do Estadão 

O Corinthians é o "time do povo", mas o preço de seu futuro estádio será mais alto que o das sofisticadas arenas dos países ricos. Um levantamento publicado pelo Portal 2014, site do Sindicato Nacional da Arquitetura e da Engenharia que acompanha as obras da Copa do Mundo no Brasil, indica que o custo por cadeira no "Itaquerão" será de R$ 17,1 mil, o mais salgado da história dos Mundiais. 

Não haveria nenhum problema se essa extravagância fosse bancada apenas pela iniciativa privada. Mas, embora o contrato tenha sido firmado entre entidades particulares, isto é, Corinthians e Odebrecht, sabe-se que a conta será parcialmente paga pelo contribuinte, na forma de generosas isenções fiscais e de crédito de bancos oficiais com juros de pai para filho. Logo, é lícito questionar por que razão o estádio corintiano será tão caro. 

É improvável que a explicação para o custo seja simplesmente a qualidade da obra. O Allianz Arena, estádio de Munique erguido para a Copa de 2006 e um dos mais modernos do mundo, saiu por R$ 13,9 mil cada lugar. Mesmo na África do Sul, onde os custos superaram em muitas vezes o previsto, cada cadeira do Soccer City, em Johannesburgo, saiu por R$ 8,9 mil. O custo do estádio corintiano é mais alto, proporcionalmente, mesmo na comparação com o monumental estádio olímpico Ninho de Pássaro, em Pequim, que saiu por R$ 10,9 mil o assento. 

O padrão do "Itaquerão" se repete nos demais estádios para a Copa. Inicialmente, o governo calculava que o custo total com essas arenas chegaria a R$ 2,3 bilhões. Hoje, estima-se que os 12 estádios irão consumir R$ 7,03 bilhões. Isso significa que o preço por cadeira chega a R$ 10,3 mil, contra R$ 5,5 mil nas Copas da África do Sul e da Alemanha. Do valor total do investimento no Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar ao menos 55%. Na Alemanha, o Estado bancou 38%. 

No caso específico do "Itaquerão", é a Odebrecht, por enquanto, que está arcando com os custos, porque o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ainda não liberou os US$ 400 milhões previstos para a obra. Como garantia para tomar o empréstimo, a Odebrecht ofereceu as receitas futuras com o estádio, mas o banco não aceitou e exigiu, em vez disso, que a construtora desse seus bens como garantia. A Odebrecht recusou, porque diz ser apenas a prestadora do serviço. O Corinthians, por sua vez, alega nada ter a ver com o assunto e não aceita ter a Odebrecht como sócia do estádio, como sugeriu o Banco do Brasil, que participa do negócio. 

As conversas prosseguem. Mesmo sem colocar um tostão na construção, o Corinthians não abre mão de ser o único gestor do estádio, descartando-se a hipótese de a Odebrecht assumir a arena. Já a empreiteira sabe que, mais cedo ou mais tarde, e seja de quem for, receberá de volta o dinheiro que investiu. 

Além disso, a Sociedade de Propósito Específico criada para ser a tomadora dos empréstimos terá participação em um Fundo de Investimento Imobiliário constituído para, em nome do "Itaquerão", receber Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs), títulos emitidos pela Prefeitura de São Paulo como forma de incentivo à construção de melhorias na zona leste da capital. 

O estádio do Corinthians foi enquadrado nessa categoria. Esses títulos darão aos investidores até 50% de desconto no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e no Imposto sobre Transmissão de Bens Imobiliários (ITBI) depois que a obra estiver terminada. Até lá, os CIDs podem ser vendidos livremente. De um modo geral, a Prefeitura calcula que essa compensação fiscal cubra até 60% das obras. No caso do estádio do Corinthians, o valor total desses títulos foi fixado em nada menos que R$ 420 milhões. 

Diante de tamanha generosidade pública, mesmo com eventuais dificuldades para financiar a obra do "Itaquerão" e de outros estádios, não é fora de propósito esperar que haja mais transparência no que diz respeito aos custos, pois não se pode esperar simplesmente que se aceite como jogo jogado o desperdício de dinheiro público. 

Quem disse que comprar terra não é um bom negócio?

Preço da terra agrícola subiu 227% em dez anos, quase o dobro da inflação 

Estadão 

Puxado pelo aumento das cotações da dobradinha soja/milho no mercado internacional, o preço médio de um hectare de terra destinado ao agronegócio mais que triplicou em dez anos no Brasil, superando de longe a inflação. Além disso, em cinco anos, entre 2008 e 2012, a terra se valorizou num ritmo mais acelerado que o dólar, aplicações em renda fixa, ações e até mesmo o ouro, o "queridinho" dos investidores em períodos de crise. 

Uma pesquisa sobre o mercado de terras feita pela consultoria Informa Economics/ FNP mostra que, entre o primeiro bimestre de 2003 e o último bimestre de 2012, o preço médio da terra no Brasil aumentou 227%. A cotação média do hectare, que engloba áreas para agricultura, pecuária e reflorestamento, saltou de R$ 2.280 para R$ 7.470. Nesse período, o preço da terra subiu 12,6% ao ano, quase o dobro da inflação média anual, de 6,4%, medida pelo Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI). 

Bimensalmente, os preços das terras são coletados com corretores e engenheiros agrônomos pela consultoria, que integra o maior grupo de informações sobre o agronegócio no mundo. As cotações da terras se referem a preços pedidos ou a negócios fechados no País em 133 regiões classificadas com o mesmo tipo de terra. 

A disparada das cotações das terras provocou uma certa paralisia nos negócios de compra e venda nos mercados com áreas mais valiosas do País, como em Cascavel, no Paraná, onde o hectare para grãos atingiu R$ 36 mil em dezembro último, ou em Rio Verde, em Goiás, com a terra para soja cotada a R$ 24 mil por hectare. "Aqui não tem terra para vender", conta o diretor do Sindicato Rural de Rio Verde, José Roberto Brucceli. Ele conta que, por sorte, dois anos atrás, conseguiu comprar cerca de 500 hectares na região. Pagou R$ 12,4 mil pelo hectare. Hoje essa terra vale R$ 20,6 mil. "O preço chegou no teto", afirma. 

A paralisia dos mercados se repete nas terras para cana-de-açúcar em Ribeirão Preto (SP), onde o hectare chegou a valer R$ 32 mil em dezembro, com alta de 138% em dez anos, segundo a consultoria. Em Piracicaba (SP), a cotação é ainda mais alta: R$ 41 mil o hectare da terra para cana, com elevação de 305% em dez anos. Esse resultado, segundo o diretor técnico da consultoria e responsável pela pesquisa, José Vicente Ferraz, foi influenciado pela ida da montadora sul-coreana Hyundai e de outras empresas para o município. 

Regiões. 
As regiões do Brasil com as terras que mais se valorizaram nos últimos dez anos foram a Nordeste e a Norte, aponta a pesquisa. No Nordeste, o preço do hectare subiu 13,5% ao ano e atingiu R$ 3.298 em dezembro de 2012; no Norte, a valorização anual foi de 13,3%, com o hectare valendo R$ 2.228 no fim do ano passado. 

Segundo Ferraz, a grande valorização das terras do Norte e do Nordeste está sendo puxada pela região do "Mapitoba", que engloba área para plantação de milho, soja e algodão de quatro Estados: Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. A área foi batizada com as sílabas iniciais dos Estados. "No Mapitoba, os preços estão explodindo", ressalta. 

É exatamente essa região que tem uma das terras agrícolas mais valorizadas do País. Em Uruçuí, no Piauí, o preço do hectare de alta produtividade subiu 15% ao ano desde 2003, ou um total de 321%. Segundo Ferraz, trata-se de uma região com relevo excepcional para o cultivo de soja e milho. Mas a infraestrutura é um problema. "Se não tivesse problema de infraestrutura, a valorização teria sido ainda maior", diz Ferraz. 

Além das boas condições de clima e de topografia, ele pondera que parte da grande valorização das terras do Norte e do Nordeste se deve ao fato de o preço nessas regiões ser ainda relativamente baixo. Isso explica, por exemplo, porque as terras da região Sul - as mais caras, cujo hectare vale, em média, R$ 15 mil - foram as que menos se valorizaram em dez anos no País (um aumento médio de 12,1% ao ano nos preços). 

Rock in Rio anuncia show de Bon Jovi

Folha de São Paulo

Rumores já davam conta de que a banda Bon Jovi seria uma das atrações do Rock in Rio 2013. 

 A organização do festival anunciou neste domingo (3), que a banda vai se apresentar na sexta-feira, dia 20 de setembro, no palco Mundo. 
Para o mesmo dia, estão confirmados o cantor Ben Harper e as bandas Nickelback e Matchbox Twenty. 

Formada por Jon Bon Jovi, Richie Sambora, Tico Torres e David Bryan, a banda já se apresentou nas edições de 2008 do Rock in Rio Lisboa e 2012 do Rock in Rio Madrid. 

Agora, vem ao seu primeiro Rock in Rio brasileiro com a turnê "Because We Can - The Tour", que inclui clássicos da banda e faixas do novo álbum, "What About Now", que será lançado em março. 

Nada melhor do que curtir um dos maiores sucessos dessa banda :

I'll be there for you

http://www.youtube.com/watch?v=-NMGlCG_hy0

O Brasil do nepotismo

Pará dá cargos a parentes de desembargadores 

Folha de São Paulo 

Parentes de desembargadores do Tribunal de Justiça do Pará têm sido nomeados para cargos na "assessoria especial" do governo paraense, comandado pelo tucano Simão Jatene. Além dos que ganharam o cargo no atual governo, há parentes de desembargadores que mantêm emprego na assessoria especial desde gestões anteriores. 

Por causa disso, em fevereiro de 2012, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendou a esses magistrados que não julgassem causas envolvendo o Estado. 
Também chegou a pedir, e, 2011, que o TJ-PA investigasse a questão. O tribunal respondeu não ter identificado nepotismo cruzado, e o procedimento foi arquivado. 

A Folha revelou ontem que parentes do governador, de sua mulher e de sua ex-mulher ocupam cargos comissionados em órgãos do Pará. 

O conselheiro do CNJ Silvio Rocha recomendou aos desembargadores "que se abstenham de julgar causas em que o Estado do Pará ou suas entidades sejam partes, com vistas a preservar a imparcialidade e a idoneidade da magistratura, enquanto os respectivos parentes ocuparem cargos comissionados na administração do Estado". 

A Folha identificou cinco desembargadores nessa situação: Cláudio Montalvão das Neves (mulher nomeada em 2011), Constantino Guerreiro (duas filhas nomeadas em 2011), João Maroja (filha nomeada em gestão anterior), Rômulo Nunes (mulher nomeada em gestão anterior) e Ricardo Nunes (mulher nomeada em gestão anterior). 

Ao menos dois deles continuam julgando casos ligados ao Estado porque dizem não ver problemas. Os assessores especiais estão formalmente ligados à Casa Civil, cúpula do governo, e podem atuar em qualquer área. 

OUTRO LADO  
O desembargador Cláudio Montalvão diz que, se não pode julgar contra o Estado por ter a mulher nomeada, os ministros dos tribunais superiores também não podem julgar contra a União porque são nomeados pela presidente. "Continuo julgando e até já julguei contra o Estado." 

Maroja diz que sua filha foi indicada para o cargo por um colega desembar gador e que não se vê impedido porque ela não trabalha diretamente com o governador. Ricardo Nunes diz não ver problemas, pois não emprega nenhum parente do governador em seu gabinete.

O desembargador Rômulo Nunes disse, por meio de seu gabinete, que os procedimentos que investigavam irregularidades na nomeação de parentes foram arquivados pelo CNJ, pelo Ministério Público do Pará e pelo TJ-PA. 

Constantino Guerreiro havia dito à Folha em 2011, quando a OAB do Pará fez uma denúncia sobre seu caso, que não há irregularidade na nomeação de suas filhas por terem recebido convite para trabalhar no Executivo, e não no Judiciário. 

O governo do Pará diz que reduziu o número de assessores especiais e que o critério para a escolha é técnico. 

Deputado Romário falou e disse ....


"O Brasil só vai deixar de ser um país tão atrasado quando a educação for valorizada. O professor é uma das classes que menos ganha e é a mais importante. O Brasil cria gerações de pessoas ignorantes porque não valoriza a Educação. E seus professores. Não há interesse de que a população brasileira deixe de ser ignorante. Há quem se beneficie disso. As pessoas que comandam o País precisam passar a enxergar isso..."


Romário - deputado federal em entrevista ao jornalista Cosme Rímoli

Os grãos de soja no buraco: as perdas após safra

Opinião Diário Indústria e Comércio 

Essa ninguém me contou. Não ouvi falar. Essa eu vi. 
O que fica de soja derramada nas estradas do Brasil é uma grandiosidade perigosa, triste. E olha que já faz tempo que esse problema acontece, mas não existem políticas públicas focadas em saná-lo. 

Em março de 2005, larguei a vida urbana para desbravar o agronegócio através do Canal do Boi. Meu primeiro compromisso na emissora foi um documentário sobre os “Caminhos da Produção”. Percorremos, eu e um cinegrafista, quase oito mil quilômetros em duas semanas para retratar os problemas encontrados pelos motoristas que carregam a nossa produção rodovias afora. E o que vi me assustou. 

Caminhões com arroz tombando à margem de uma rodovia sem acostamento, bem na minha frente. Eixos daqueles trucões pesados passando por buracos imensos e quebrando ruidosamente. Caminhoneiro chorando por não saber quando – e se – voltaria pra casa após entregar no porto a soja do patrão. Caminhão de aves desviando de buraco e capotando, esmagando os bichinhos. 

Fora isso, a parte econômica, foco do nosso texto aqui. 

Na época, saiu a notícia de que o Brasil estava emprestando para Bolívia e Paraguai o equivalente a US$ 1,4 bilhão para melhoria das estradas desses países vizinhos. 
E nós precisando de estrada para escoar com segurança safra recorde atrás de safra recorde. 

Lá se foram oito anos desde que partimos de Campo Grande/MS, subindo Cuiabá, Nova Mutum, Sorriso, voltando por Lucas do Rio Verde, Cuiabá, Rondonópolis, Primavera do Leste, tudo no MT, passando por Campo Grande e rodando até Paranaguá/PR, subindo de volta por Santos e Ribeirão Preto, em São Paulo, até retornar de novo a Campo Grande, sede da emissora. 

Nada mudou desde então. 
O Brasil está tirando agora do chão 186 milhões de toneladas de grãos. Dos quais 85 milhões apenas de soja, para ficarmos no grão mestre da nossa agricultura, o mais volumoso. 

Recentemente, encontro em Sinop/MT com produtores e associações revelou que entre 10% e 12% o Brasil perde no pós-colheita. São 10,2 milhões de toneladas de soja perdidas! A conta é do diretor executivo da Aprosoja-MT (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso), Marcelo Duarte Monteiro. 

Resultado de um projeto da entidade em parceria com a Universidade de Illinois, Estados Unidos, que estuda diversos gargalos, tanto aqui como na Índia. 
Problemas encontrados na colheita sem precisão, algumas sem a devida tecnologia, armazenamento precário, falta de controle de doenças e até classificação do produto a ser comercializado. 

Todos componentes da conta que, segundo o diretor da entidade, pode chegar a US$ 5 bilhões de prejuízo! 

Dia desses o gerente de planejamento da Aprosoja, Cid Sanches, me esclareceu que no Brasil ainda tem muita soja derramada nas rodovias por péssimo estado da grande maioria delas. Do total colhido, segundo o estudo, 1% fica perdido no chão. Derramamos nos buracos R$ 750 milhões da soja colhida no trajeto curto ou no mais longo, que precisa passar pelas mesmas rodovias que passamos no “Caminhos da Produção” de 2005. 

A soja do Mato Grosso, hoje, roda o Estado e 90% sai via férrea do Alto Araguaia para Santos. No asfalto, anda pouco e perde muito. 

A própria Confederação Nacional de Transportes calculou recentemente R$ 14 bilhões de prejuízo decorrente de estradas em más condições.

Números que envolvem acidentes de toda sorte e com todo tipo de veículo. 

No caso da soja, do milho, dos grãos, é a nossa economia que está nos buracos. 

Mas não precisava. Dá pra reduzir esse prejuízo. 

domingo, 3 de março de 2013

Cura da Aids ?

Cientistas anunciam possível cura do HIV em criança nos EUA 

Terra 

Cientistas do Centro da Criança Johns Hopkins, de Nova York, das universidades do Mississipi e de Massachusetts apresentaram neste domingo em uma conferência nos Estados Unidos o que chamaram do primeiro caso de uma "cura funcional" de uma criança infectada pelo HIV. O paciente de 2 anos foi tratado com drogas antivirais nos primeiros dias de vida e não tem mais níveis detectáveis do vírus nem sinais da doença.A criança não recebe mais tratamento contra aids há 10 meses. 

Segundo os pesquisadores, o paciente recebeu uma terapia antirretroviral nas primeiras 30 horas de vida. Os pesquisadores afirmam que a pronta administração dos medicamentos pode ter levado à cura do bebê por ter impedido a formação de "reservas" do vírus - células dormentes responsáveis por reiniciar uma infecção de HIV semanas após a interrupção da terapia tradicional com o coquetel. 

"A pronta terapia antirretroviral em recém-nascidos que começa nos primeiros dias de exposição (ao vírus) pode ajudar crianças a limpar o vírus e alcançar uma remissão de longo prazo, sem (a necessidade de) um tratamento por toda vida, ao prevenir a formação de tais esconderijos virais", diz Deborah Persaud, do Johns Hopkins, que participou do estudo. 

A criança que passou pelo tratamento recebeu o HIV da mãe. O tratamento nas primeiras horas de vida resultou em um decréscimo gradativo da presença do vírus no organismo do paciente. Com 29 dias, o bebê não tinha mais níveis detectáveis do micro-organismo no sangue. Com 18 meses, o tratamento foi interrompido e, 10 meses após a interrupção, novos testes não conseguiram detectar a presença do HIV. 

Atualmente, recém-nascidos de alto risco (cujas mães têm infecções pouco controladas ou cuja infecção foi descoberta próxima ao parto) recebem uma combinação de antivirais e em doses profiláticas para prevenir a infecção durante seis semanas e, se o vírus for detectado, começam o tratamento tradicional com o coquetel de drogas. O novo estudo pode mudar essa prática, já que mostra a cura potencial do tratamento nas primeiras horas de vida. 

O próximo passo, afirmam os cientistas, é descobrir se o caso é uma resposta muito incomum ou algo que possa ser replicado em demais pacientes. Os pesquisadores destacam que existe somente um caso de cura "esterilizadora" conhecido do HIV, de um paciente que recebeu um transplante de medula. 

Em nota, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês) afirmam que este é o primeiro caso bem documentado de uma criança que - aparentemente - foi "funcionalmente" curada de uma infecção de HIV, ou seja, sem níveis detectáveis do vírus e sem sinais da doença na falta de terapia contra o mal - ao contrário da cura "esterilizadora", na qual todos os traços do vírus são completamente erradicados do corpo, mesmo em testes ultrassensíveis. A instituição destaca, contudo, que são necessárias mais pesquisas para entender se o caso pode ser replicado em testes clínicos com outras crianças infectadas pelo HIV. 

"Apesar do fato que pesquisas nos deram as ferramentas para evitar a transmissão mãe-filho do HIV, muitas crianças infelizmente nascem infectadas. Neste caso, aparentemente nós temos não apenas um desenlace positivo para esta criança em particular, mas também uma pista promissora para pesquisa adicional para curar outras crianças", diz em nota Anthony S. Fauci, diretor do Instituto Nacional para Alergias e Doenças Infecciosas dos NIH.

Enquanto isso, no Vaticano .....

Blog do Noblat para O Globo - Charge do Nélio Correia

sábado, 2 de março de 2013

Demagogia insana

Renato Mauricio Prado para O Globo (*) 

Os clubes de futebol faturam autênticas fortunas, negociando jogadores, direitos de transmissão de TV, patrocínios em camisas, calções e placas de publicidade nos estádios. Comercializam também produtos dos mais variados, usando suas marcas e cores. E ganham ainda uma dinheirama, vendendo ingressos para os jogos, nas bilheterias e nos programas de sócio-torcedor. Para que se tenha uma ideia, os faturamentos dos principais agremiações esportivas do país, em 2012, oscilaram entre R$ 40 e 290 milhões/ano. Como não considerar isso um imenso e lucrativo negócio, capaz de enriquecer não somente jogadores e técnicos mas, como é público e notório, diversos dirigentes, empresários etc.?

Pois é. Mas, acredite se quiser, segundo reportagem publicada ontem no jornal Estado de S. Paulo, o Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, não somente quer anistiar as gigantescas dívidas fiscais dos nossos clubes de futebol como torná-los, a partir de agora, isentos de impostos, por considerá-los "associações sem fim lucrativo". 

Hein?!? É tão absurdo que só pode ser encarado como brincadeira de mau gosto. Pegadinha. Gozação com a cara do cidadão comum, que é obrigado a pagar — e como paga! — todo tipo possível e imaginário de tributo. Direto e indireto. 

Será que Aldo Rebelo viu na capa do caderno de esportes da Folha de S. Paulo, de anteontem, as mansões, o iate e os carrões do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, exilado em Miami?

Será que tem acompanhado as espantosas revelações feitas pela atual diretoria do Flamengo em relação aos diversos e absurdos casos de malversação de dinheiro cometidos pela gestão anterior? 

Será que sabe que o Corinthians, um dos grandes devedores de impostos, pagou esse ano, sem pestanejar, R$ 40 milhões para contratar um atacante (Alexandre Pato), embora tenha conquistado, no final do ano passado, o título mundial com um ótimo time e um elenco fortíssimo? 

E que, desde de 1984, as diretorias do Fluminense (outro que há anos gasta fortunas com seus craques) não pagavam rigorosamente nada, nem sequer um centavo de impostos? Pergunte ao atual presidente Peter Siemsen. 

O mais grave é que os exemplos supracitados estão longe de ser exceção. São praticamente regra no bilionário mundo dos nossos esportes, onde dois Refis e duas versões da Timemania já foram feitos sem sucesso, pois os calotes continuaram e não foram pagos nem os tributos posteriores ao financiamento das dívidas antigas. Um escárnio! 

É esse tipo de clubes e de dirigentes que o Ministro quer anistiar e isentar de impostos, sob patéticas alegações, como a de que ''o futebol integra o patrimônio cultural brasileiro, é considerado de elevado interesse social e reconhecido como elemento constituinte de nossa brasilidade"? 

Tal besteirol foi pinçado do parecer encomendado pelo Ministério do Esporte para sustentar o absurdo pleito junto à Procuradoria Geral da Fazenda Nacional. O documento tem várias outras pérolas dignas de figurar no Febeapá (o Festival de Besteira que assola o país, escrito por Sérgio Porto, o genial e saudoso Stanislaw Ponte Preta). 

Uma delas foi, inclusive, cunhada originalmente pelo ex-presidente Lula: 

"Quando a gente veste a camisa da nossa seleção, está representando os milhões de brasileiros e brasileiras".

Ora, se os representa, o mínimo que se espera é que faça exatamente como todo o povo: pague os impostos, não é excelentíssimo Ministro? 

Diante de tão escalfobética idéia, lembrei-me de meu amigo Antônio Nascimento, o “Toninho”, ex-editor de esportes do GLOBO e novo Secretário Nacional de Futebol e Direito do Torcedor. Eis aí o seu primeiro “moinho”, meu bravo Don Quixote! Monte o “Rocinante” e o encare. Eu avisei... 

(*) Jornalista esportivo e escritor

Isso é Santarém - Pará

Praia do Maguari - Santarém - Pará

sexta-feira, 1 de março de 2013

Outro trote imbecíl, idiota e preconceituoso

Alunos da USP ficam pelados em trote para hostilizar feministas em São Carlos  

UOL 

USP-São Carlos-SP
Um trote organizado por veteranos da USP (Universidade de São Paulo) em São Carlos terminou em baixaria na tarde da última terça-feira (26). Alguns alunos chegaram a ficar pelados e fizeram gestos obscenos para hostilizar um grupo de feministas que protestava contra o “Miss Bixete”, espécie de concurso de beleza a que as calouras são submetidas. 

As estudantes, membros da Frente Feminista de São Carlos, reclamam da forma como as novatas são tratadas. Segundo elas, os veteranos obrigam as calouras a desfilar e mostrar os seios. Haveria também uma prova em que as estudantes competem para ver quem chupa primeiro um picolé, simulando sexo oral. “É uma exposição absurda das meninas. Por mais que elas não sejam obrigadas fisicamente a participar, há uma grande pressão dos veteranos, e das veteranas também, para que elas façam aquelas coisas”, afirmou a estudante Loiane Vilefort, integrante do movimento, que tentou convencer as calouras a não participar do trote. 

Apesar de ocorrer dentro da sede do Caaso (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira), o evento é organizado por um grupo autônomo de alunos que se autodenomina GAP (Grupo de Apoio à Putaria), que realiza festas e outros eventos estudantis. 

O estudante Rafael Serres, presidente do Caaso, disse ao UOL que a direção do centro acadêmico não apoia o “Miss Bixete” por considera-lo um ato de “machismo e preconceito”. “Inclusive, desde o ano passado nós organizamos um trote paralelo, pacífico, justamente para que as pessoas não participem do Miss Bixete”, disse. 

Por meio de nota, a direção da USP São Carlos afirmou que é “veementemente contra qualquer ação que cause constrangimento” e que abrirá procedimento administrativo para identificar os envolvidos.

“As atividades em questão não fazem parte da programação da Semana de Recepção dos Calouros, promovida pelas unidades do campus da USP em São Carlos, cujo objetivo é promover a integração dos novos alunos ao ambiente universitário”, diz a nota da USP São Carlos, que disponibiliza um disque trote para coibir atividades abusivas. 

Nota do Blog: Tal qual as torcidas organizadas deveriam ser banidas no futebol, o trote deveria ser simplesmente extinto, proibido e quem o fizesse seria expulso da Faculdade sem pestanejar. Coisa de vândalos, idiotas e veteranos que tem apenas merda na cabeça. O Brasil passou por uma tragédia inesquecível onde mais de 250 jovens sendo a grande maioria universitários tiveram suas vidas precocemente tiradas , e esse monte de babacas ao invés de efetuar um trote em prol das vítimas, que poderiam ser acontecido com eles, algo que simbolizasse solidariedade, não , idiotas, partem para pornografia, sacanagem numa atitude estúpida, imbecil e principalmente preconceituosa e isso porque são alunos da USP. Bando de babacas .. Idiotas.Que não fique apenas no procedimento administrativo... que expulse os responsáveis .