quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Lições de casa para o Palmeiras não ser rebaixado ... de novo ...

Paz, torcida, pontaria e matemática: veja sete tarefas para o Palmeiras evitar o rebaixamento 

UOL 

palmeiras292_torcida_paulo_pinto_ae_24112010.jpg (292×300)Depois da derrota por a 3 a 0 para a Portuguesa, há duas rodadas, o torcedor palmeirense percebeu que o rebaixamento é uma ameaça real e não apenas provocação das torcidas adversárias. Dias depois, um empate sem gols com o Grêmio e a consolidação da equipe entre as quatro últimas colocadas da tabela do Brasil fizeram a torcida temer ainda mais a repetição de um pesadelo: há dez anos, o Palmeiras era rebaixado pela primeira vez em sua história. 

Para que o drama não passe de um susto, e o time consiga se manter na Série A, os jogadores precisarão mudar de postura, sair da zona e começar a somar pontos nas 17 rodadas que ainda restam no Brasileiro. O primeiro desafio é nesta quinta-feira, às 21h, contra o Sport no Pacaembu. 

Veja uma lista de tarefas que o Palmeiras precisa cumprir para evitar a queda à segunda divisão. 

1 - Vencer os confrontos diretos 
No 2º turno, o Palmeiras tem uma série de confrontos diretos e precisa vencê-los para não correr risco de cair. Perder para o líder do campeonato não trará tantos problemas quanto sair derrotado de um jogo contra o Sport, por exemplo. Por isso, vencer na quinta-feira, no Pacaembu lotado é fundamental. Depois, a equipe paulista precisa vencer o Figueirense, o Coritiba, o Bahia e o Atlético-GO, todos que ainda serão adversários no 2º turno. 

2 - Não deixar para a última hora 
O Palmeiras em 2002, antes de cair, teve várias chances de esquecer o risco ou ficar bem perto disso. O time acabou deixando para a última hora e não conseguiu resistir à pressão de vencer o Vitória no Barradão, na rodada derradeira. Desta vez, a última rodada é um clássico, mais uma vez fora de casa: o Santos, que, até lá, poderá estar brigando por uma vaga no G-4, última chance da equipe da Vila Belmiro ter uma vaga na Libertadores de 2013. 

3 - Deixar o ambiente tranquilo 
Desde a saída da Parmalat, a guerra política que existe dentro do Palmeiras afeta diretamente o futebol. Se durante a gestão da empresa de laticínios os problemas políticos não atingiam o departamento que estava blindado, atualmente qualquer faísca coloca fogo diretamente nos vestiários da Academia de Futebol. Até por isso, o pacto dos cardeais do Conselho pode ser um grande alívio para Luiz Felipe Scolari. 

4- Não depender de Valdivia e Marcos Assunção 
O Palmeiras não pode depender de Valdivia e de Marcos Assunção para ir bem. O chileno tem enfrentado muitos problemas de lesão, apesar de ter mostrado esforço de estar em campo. Agora, com a chegada de Tiago Real, há a esperança de que o setor de criação não fique só nos pés do camisa 10. Daniel Carvalho, que seria o substituto imediato, não consegue treinar há mais de duas semanas. Além disso, o time precisa conseguir encontrar um jeito de esquecer as bolas paradas de Assunção. Ele operou o joelho, deve voltar a bater bola em 15 dias, mas demorará a ter o pé direito calibrado mais uma vez. 

5 - Melhorar o ataque 
É óbvio, mas o Palmeiras precisa começar a fazer gols. O ataque da equipe é o segundo pior de todo o Brasileiro. Marcou apenas 18 vezes e só não é mais fraco do que o do Sport, adversário desta quinta-feira. O time precisará que Luan e Obina apurem o faro, já que pode perder o artilheiro Barcos por até três jogos devido a sua convocação à seleção argentina. O atacante foi responsável por quase metade das bolas na rede do Palmeiras no campeonato. Consciente do mau desempenho do ataque, Scolari faz trabalhos táticos específicos no setor. 

6 - Jogar perto da torcida 
Depois de uma temporada mandando jogos em Barueri, o Palmeiras voltou para perto da torcida. A tendência é que as próximas partidas em casa sejam todas no Pacaembu, onde o público é maior do que na arena da região metropolitana de São Paulo. O apoio dos torcedores pode ser fundamental na arrancada que a equipe precisa começar no segundo turno se quiser se ver livre do fantasma do rebaixamento. Um exemplo a ser seguido é o caso do Fluminense em 2009, que conseguiu fugir da degola com o apoio fundamental de seu torcedor. 

7 - Fazer contas e secar Se não conseguir se garantir em campo, só restará ao Palmeiras apelar à matemática e torcer contra os rivais diretos na zona do rebaixamento. De acordo com o histórico dos últimos campeonatos, 46 pontos são o suficiente para escapar de Série B com tranquilidade. Atualmente com 17, o time precisa vencer todos os seus jogos como mandante e ainda conseguir alguns pontos fora de casa. Se nada der certo, só restará torcer contra, coisa que o atacante Luan, por exemplo, admitiu já estar fazendo desde já

Santarém e região encontra em Doces e Festas Giovannini

Empresa vende 150 mil potes de algodão-doce e pipoca caramelada por mês 

Estadão 

2762012152205_gde.jpg (300×406)Se você só comia algodão-doce em festa de criança ou do "tio do algodão-doce" agora tem a chance de comer a guloseima em pote. A forma prática é comercializada pela Mavalério em potes de 35 gramas. A empresa ainda tem em seu portfólio a pipoca caramelada pronta para consumo. A empresa vende cerca de 150 mil potes dos doces por mês, com expectativa de dobrar o volume em 2013. 

O primeiro sabor do algodão-doce lançado foi o tutti-frutti na cor rosa. Mas a cor não agradava a todos. Como o doce também é oferecido como lembrancinha de aniversários, os consumidores começaram a ligar na empresa para falar que o filho queria o produto, mas o algodão rosa "era para menina". O problema foi resolvido com o lançamento do sabor uva na cor azul. A Mavalério estuda novos sabores com previsão de lançamento no ano que vem. 

"Brasileiro adora algodão-doce. Oferecer o produto no pote é uma forma inovadora. Ele é fabricado em um ambiente com temperatura controlada, em um processo sem contato manual, de forma higiênica", explica o gerente comercial da Mavalério, Daniel Bettin. 

A empresa foi fundada em 1969 com foco na industrialização e empacotamento de especiarias, como cravo e canela. Em 1979, a nova administração identificou que a equipe de vendas recebia muitos pedidos de confeitos para decoração. Foi o primeiro passo para a transformação da empresa, que passou a investir na produção de doces e confeitos. 

A Mavalério era mais conhecida nos setores de panificação, confeitaria, sorveteria e doceria devido a sua fabricação de confeitos. Com o lançamento do algodão-doce e da pipoca no pote, o consumidor final passou a identificar a marca. "O algodão-doce foi uma grata surpresa. Estamos satisfeitos com o retorno e a exposição da marca", diz o gerente comercial. 

A companhia é representante no Brasil da Gold Medal, fabricante americana de pipoqueiras e máquinas para fast food. As máquinas são instaladas em cinemas, circos e teatros, por exemplo. "Como temos contatos com esses locais, surgiu a ideia de vender a pipoca pronta para quem não tem estrutura para instalar uma máquina no local", conta Bettin.

E nossas autoridades, assistem ....

Brasil é o maior mercado consumidor de crack do mundo, aponta estudo 

Estadão 

NTCcrack__a_droga_mais_consumida_em_picos.jpg (500×353)O Brasil é o maior mercado mundial do crack e o segundo maior de cocaína, conforme resultado de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisa de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os dados do estudo - que ouviu 4,6 mil pessoas com mais de 14 anos em 149 municípios do país – foram apresentados nesta quarta-feira, 5, na capital paulista. 

Os resultados do estudo, que tem o nome de Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), apontam ainda que o Brasil representa 20% do consumo mundial do crack. A cocaína fumada (crack e oxi) já foi usada pelo menos uma vez por 2,6 milhões de brasileiros, representando 1,4% dos adultos. Os adolescentes que já experimentaram esse tipo da droga foram 150 mil, o equivalente a 1%. 

De acordo com o relatório, cerca de 4% da população adulta brasileira, 6 milhões de pessoas, já experimentaram cocaína alguma vez na vida. Entre os adolescentes, jovens de 14 a 18 anos, 44 mil admitiram já ter usado a droga, o equivalente a 3% desse público. Em 2011, 2,6 milhões de adultos e 244 mil adolescentes usaram cocaína. 

O levantamento do Inpad revelou também que a cocaína usada via intranasal (cheirada) é a mais comum. Aproximadamente 5,6 milhões de pessoas já a experimentaram na vida e, somente no último ano, 2,3 milhões fizeram uso. Entre os adolescentes, o uso é menor, 316 mil experimentaram durante a vida e 226 mil usaram no último ano. 

A pesquisa também comparou o consumo de cocaína nas regiões brasileiras em 2011. No Sudeste está concentrado o maior número de usuários, 46% deles. No Nordeste estão 27%, no Norte 10%, Centro-Oeste 10% e Sul 7%. Relatórios com resultado e metodologia estão na página do Inpad na internet.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Máquina de açaí


Rede de franquias lança máquina de açaí que ocupa um metro quadrado e custa R$ 73 mil 

Estadão 

acai.JPG (300×250) A rede de franquias Açaí no Ponto lançou um novo formato de comercialização do produto similar ao de máquinas de sorvete italiano. O totem ocupa o espaço de 1 metro quadrado e pode ser operado por apenas um funcionário. Com a opção, a rede espera aumentar o número de unidades no Brasil de 25 para 100 até o final do ano. 

A estrutura é composta por uma máquina de frozen para polpa de açaí, quatro dispensers para os acompanhamentos (castanhas, granola e cereais), quatro dispensers de líquidos e um freezer para comercialização de bebidas. "Nosso menor quiosque tem 4,5 metros quadrados. A ideia foi fazer um formato que trouxesse mais praticidade, com baixo custo operacional e pudesse ser instalada em um maior número de pontos", afirma o diretor da rede, Vander Areosa. 

Para comprar o totem, o investidor precisa desembolsar R$ 73 mil. O valor pode variar de acordo com a localização do ponto, já que inclui o valor do transporte. A máquina chega pronta para operar, com estoque de 500 litros de açaí. A ideia é instalar unidades em locais próximos de faculdades, supermercados e conveniências, por exemplo. 

O produto é servido em copos de 200 ml, 300 ml e 500 ml, com preços sugeridos de R$ 5, R$ 7 e R$ 9, respectivamente. A empresa foi criada no ano passado em Manaus, onde a fruta é cultivada, pelos sócios Vander Areosa e Caio Costa. "O objetivo é servir um produto natural com praticidade", relata Areosa. A rede ainda tem a opção do quiosque móvel para vender o produto em eventos. 

Informações sobre a franquia 
Capital para instalação R$ 73 mil a R$ 130 mil 
Taxa de franquia 
Totem: R$ 10 mil 
Quiosque indoor e móvel: R$ 20 mil 
Capital de giro 
Totem: R$ 13 mil 
Quiosque indoor e móvel: R$ 20 mil 
Investimento R$ 73 mil a a R$ 170 mil (taxa de franquia + capital para instalação + capital de giro) 
Retorno do investimento De 12 a 18 meses

São Paulo tem fome de cultura

Blog da Garoa para o Estadão 

São Paulo entrou para a lista das 12 principais cidades culturais do mundo. 
agenda-cultural-de-sao-paulo-1.jpg (446×371)Encomendado pela prefeitura de Londres, o relatório mundial das cidades culturais (World Cities Culture Report) avalia 60 indicativos nas áreas da literatura, cinema, artes visuais, espetáculos, além de locais para games – este último item uma inovação na pesquisa. 

E lá aparece a capital paulista, a única cidade sul-americana em destaque na lista que tem Nova York, Paris, Londres. 
É importante que a cidade entre nesses documentos internacionais. 

O País vive um ambiente de atração de muitos estrangeiros e de melhora nos indicadores de qualidade de vida dos nacionais. 
Havia muitos anos que o Brasil andava com a estima baixa, “olhando para o chão”, como disse o poeta Chico Buarque. 

Mas os tempos são outros. 
O País é atração e São Paulo puxa em muito essa posição já há bastante tempo. 

“A quantidade de eventos em grandes cidades é tal que os leitores, ouvintes e espectadores querem do jornalismo que os oriente, que os ajude a filtrar o que ver ou não ver”, escrevia em abril de 2009 o jornalista Daniel Piza, de saudosa memória, ao comentar o jornalismo cultural – que ele achava equivocado, “alinhado com a mentalidade publicitária, da “divulgação”. 

O estudo da britânica BOP Consulting mostra bem que há uma grande massa demandando cultura sem que a cidade tenha avançado nessa direção na mesma proporção. 
São Paulo tem 7 casas de shows, segundo o estudo, contra o dobro existente em Paris. 

Todos sabemos que por aqui tudo lota fácil. 
E que a exploração impera! 
Os shows custam os olhos da cara. Um espetáculo como o de André Rieu, no Ibirapuera, tem ingressos no valor de um salário mínimo! A meia entrada custa R$ 300! 

Ninguém hoje vai ao cinema acompanhado sem desembolsar coisa de R$ 100 no programa. Mesmo assim, São Paulo até que vai bem quando se olha o movimento dos ingressos de cinema: 50 milhões contra 58 milhões em Paris, por exemplo, segundo os dados do relatório. 

No que se refere a teatros e museus, a distância é grande. 
A cidade tem 116 teatros; Paris, 353. 

No item bibliotecas, SP tem 116; Paris, 830. 
E os visitantes de museus aqui são 2,1 milhões contra os 23,4 milhões da capital francesa. 

É claro que São Paulo não tem nem idade para fazer frente às gigantes de patrimônio histórico europeias. 
A vida nos últimos 100, 150 anos a fez um palimpsesto, na excelente definição do historiador Benedito Lima de Toledo, que constata a cidade se redesenhando sobre si mesma várias vezes, com todos os prejuízos de memória que essa prática promove. 

Mas é interessante destacar que o relatório constata a existência de um amplo espaço para crescimento nos negócios culturais na cidade. 

São Paulo, que já é referência da gastronomia mundial, tem de avançar forte sobre outra necessidade que grassa por aqui, a fome de cultura.

Agronegócio, o setor moderno

Opinião do Estadão 

Com o maior parque industrial da América Latina e um dos maiores do Hemisfério Sul, o Brasil tem no agronegócio o setor mais dinâmico de sua economia e o principal fator de segurança de suas contas externas. O vigor dessa atividade explica a liderança do Centro-Oeste no crescimento econômico nacional, com expansão de 5,9% nos 12 meses terminados em maio, de acordo com o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), calculado mensalmente. Mas convém examinar mais que um dado conjuntural para avaliar a importância dos negócios ligados à agropecuária, a principal fonte de prosperidade em amplas áreas do Brasil. 

O amplo conjunto formado pela agropecuária e pela agroindústria começou a destacar-se nos anos 80 - a década perdida. Dívida externa, inflação elevada e enormes desequilíbrios macroeconômicos tornaram aquele período um dos mais duros da história republicana. No meio da crise, no entanto, um setor manteve um notável padrão de crescimento e de transformação. A produção rural havia aumentado com regularidade, graças a alguns acertos e apesar de muitos erros cometidos pelo governo - os mais grotescos, sem dúvida, por meio do controle de preços no Plano Cruzado, em 1986-87. 

A crise prolongada interrompeu os programas de investimento e de modernização da indústria iniciados na década anterior, mas a agropecuária venceu os obstáculos, impulsionada pelas oportunidades abertas no Cerrado, pela mudança tecnológica favorecida pelo trabalho da Embrapa e de outras instituições de pesquisa e pelo empenho de empreendedores dispostos a buscar mercados no exterior. 

A transformação mais veloz foi a das produções destinadas à exportação, mas acabou contaminando os demais segmentos da agropecuária. Uma das consequências mais notáveis foi a alteração dos preços relativos, com o barateamento da comida. Já no começo dos anos 90 os técnicos responsáveis pelos principais índices de inflação mudaram a composição de seus cálculos, para reduzir o peso da alimentação no orçamento familiar. 

A maior parte da agropecuária estava preparada para competir em todos os mercados e, portanto, para enfrentar a abertura da economia no começo dos anos 90. A lavoura mais abalada foi a do algodão, até porque o mercado nacional foi inundado por produto subsidiado. Mas o segmento se recuperou e as lavouras foram modernizadas. 

Também a indústria se modernizou, com a adoção de novos processos produtivos, novas tecnologias e estratégias mais adequadas à competição global. Mas a produtividade geral do País continuou baixa. Completado o primeiro ciclo de reformas da era do real, no começo deste século, as inovações de grande alcance foram interrompidas. Milhões de consumidores entraram no mercado, mas pouco se fez para ampliar a capacidade de oferta da indústria, prejudicada por custos institucionais e outros fatores de ineficiência. 

O agronegócio, também afetado pelas más condições da infraestrutura e por outras desvantagens brasileiras, continuou competitivo graças a novos investimentos e à eficiência acumulada num longo período. Neste ano, até julho, o valor exportado pelo setor, US$ 53,7 bilhões, foi 4,1% maior que o de um ano antes, enquanto a receita comercial da maior parte da indústria diminuiu. Nesse período, as vendas da agroindústria garantiram 41,1% do total faturado no comércio exterior. O saldo comercial do setor, US$ 44,5 bilhões, foi mais que o quádruplo do superávit geral da balança de mercadorias, US$ 9,9 bilhões. 

O saldo comercial do agronegócio cresceu 574,1% entre 1992 e 2011 e continuou positivo mesmo entre 1995 e 2000, quando o conjunto do comércio foi deficitário. O total exportado aumentou 615,3% naquele período, mas com participação decrescente dos manufaturados nos últimos anos. A contribuição do agronegócio teria sido muito diferente se tivessem sido aplicadas as políticas pregadas pelo PT até há poucos anos. Haveria muito menos comida na mesa dos brasileiros e muito menos dólares no saldo comercial.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Logística, o problema que persiste

Indústria de fertilizante do Brasil teme gargalo logístico 

Reuters 

n_2308_101061483.jpg (316×376)A indústria brasileira conta com estoques para atender à forte demanda prevista por fertilizantes, mas o gargalo logístico requer a atenção do setor neste período de consumo mais intenso, em que os produtores se preparam para o plantio da safra de verão, disse o diretor executivo da associação que reúne as misturadoras nesta segunda-feira.

"Se diminui o estoque e a oferta (de nutrientes) não entra no país na mesma velocidade, pode ter um problema... Daqui para frente vamos ter que acompanhar com cuidado esta questão logística", disse Carlos Eduardo Florence, diretor-executivo da Ama-Brasil (Associação Brasileira dos Misturadores).

O Brasil importa a maior parte do fertilizante consumido no país, enquanto o consumo está estimado para atingir um recorde, com produtores tentando maximizar as produtividades, de olho nos preços recordes da soja e milho no mercado internacional.
Segundo ele, além da infraestrutura e logística deficitárias, o setor está preocupado com greves do funcionalismo público e o gargalo nos portos este ano.

Ele observa que parte da Receita Federal trabalha em esquema de operação padrão, o que acaba agravando um gargalo logístico que normalmente já é complicado quando se concentram as chegadas de navios carregados com nutrientes --nitrogênio, fósforo e potássio-- que serão usados na fabricação do fertilizante.

No porto de Paranaguá, principal ponto de entrada de nutrientes do país, dezenas de navios com o produto aguardam para atracar.
Tradicionalmente, a demanda por fertilizantes ganha força no segundo semestre no período mais próximo do plantio da safra de verão, entre setembro e outubro, com o início da temporada mais chuvosa.

Florence lembra que entre setembro e novembro o volume de entregas de fertilizantes --ou seja, as vendas ao produtor-- somam em média 3 milhões de toneladas por mês.
O consumo de fertilizantes é estimado em um recorde de 29 milhões a 30 milhões de toneladas, segundo consultorias do setor. 

A previsão é que a demanda supere a do ano passado, quando os produtores brasileiros consumiram 28,3 milhões de toneladas, uma máxima histórica.As vendas de fertilizantes no Brasil atingiram 14,3 milhões de toneladas entre janeiro e julho deste ano, crescendo 3,5 por cento ante igual período do ano passado, o qual já havia registrado forte demanda, segundo a indústria.

Apesar da crescente demanda brasileira, o país figura em quarto lugar no ranking de consumo de fertilizantes, com apenas 6 por cento, contra 33 por cento da China, 17 por cento da Índia e 12 por cento dos Estados Unidos, segundo dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda).

Futebol e Política - tudo a mesma sujeira

As 25 escolhas de Patricia Amorim para empregos públicos na Câmara Municipal do Rio. Tudo ‘gente bacana’. Ligada ao Flamengo por pura coincidência, lógico. Na lista, mãe, irmã e marido… 

Cosme Rímoli (*) 
a-historia-de-cosme-rimoli.jpg (191×135)
"Não preciso abrir mão do trabalho de uma pessoa bacana." 
É revoltante. 
Dessa maneira singela, Patricia Amorim explicou algo impensável. 

A presidente do Flamengo é também vereadora. 
Ou é vereadora e também presidente do Flamengo. 
As duas coisas estão mais misturadas do que todos poderiam imaginar. 
Do que deveriam estar. 

Ela teve a coragem de nomear 25 pessoas ligadas ao clube para o seu gabinete de vereadora. 
Com salários pagos pelo cidadão carioca. 
Durante anos ela vem fazendo isso. 
Essas nomeações são um escândalo. 

O conflito de interesses negado por Patricia é evidente. 
Todas as 25 nomeações, absurdas. 
A mais chocante é a do Capitão Léo. 

Ex-chefe de torcida organizada do Flamengo. 
Principal articulador da queda de Zico, ele é presidente do Conselho Fiscal do clube. 
A pessoa responsável por fiscalizar como Patricia usa o dinheiro do Flamengo. 
Ela o manteve no cargo de 2003 a 2007. 
Recebia até R$ 7.000,00. 

Quando saiu, indicou seu sócio na empresa Leson Auditoria e Contabilidade. 
Nelson Santos de Souza. 
O mais incrível na bizarra situação foi que a pessoa mais indignada foi Patricia. 

Ela não teve como negar a revelação. 
Foi obrigada a confirmar. 
Os documentos são públicos. 
Mas não admite questionamentos. 

Como se fosse normal a sua postura. 
Uma presidente distribuir cargos públicos a pessoas ligadas ao clube. 
A situação de Patricia no Flamengo já era péssima. 
Ficou pior, sem defesa. 

Perdeu rápido demais a aura com que assumiu a presidência. 
Todos se esqueceram que era a primeira mulher a assumir o clube mais popular do Brasil. Que ela havia vencido o machismo. 
Não era uma mera esposa assumindo o cargo em nome do marido, como Marlene Matheus, por exemplo. 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Os filhotes de Lula do STF

Data venia

Ricardo Noblat (*)

noticia42061.jpg (800×563) É com gosto de jiló no céu da boca, de mandioca-roxa e de beringela crua que passo a contar a história nada edificante de um prefeito do PT cassado pela Justiça Eleitoral do seu Estado. 
E de dois ministros do Supremo Tribunal Federal que por omissão, palavras e obras contribuíram até aqui para que o prefeito permanecesse no cargo, dando-se até ao luxo de concorrer a novo mandato em outubro próximo. 

O prefeito atende pelo nome de Francisco Antônio de Souza Filho, o Chico do PT. E a cidade que ele governa se chama Esperantina. 
Com menos de 40 mil habitantes, ela existe há 90 anos e fica no norte do Piauí, a 174 quilômetros de Teresina. Seu orçamento anual é de quase R$ 56 milhões, sendo que R$ 36,5 milhões são repassados pelo governo federal. 

Quando o atual senador Wellington Dias (PT) se reelegeu governador do Piauí em 2006, Chico foi nomeado Secretário de Articulação e Gestão. 
De longe era o secretário mais poderoso. Ambicionava governar Esperantina a partir de 2008. E para facilitar sua eleição, arrancou de Dias dinheiro e obras para a cidade. 

Esperantina ganhou pontes, poços artesianos e ruas asfaltadas. 
Os programas de assistência social do governo estadual foram ampliados ali para atender ao maior número possível de pessoas - de preferência eleitores. 

Chico derrotou meia dúzia de adversários - entre eles o prefeito da época, candidato à reeleição. 
A porta do inferno se abriu para Chico assim que ele tomou posse. 

O Ministério Público Eleitoral pediu sua cassação por "abuso do poder político" e de "prática de conduta vedada". As obras feitas às pressas na cidade configuraram "abuso de poder político". E o fato de Chico ter alardeado que era o pai das obras, "prática de conduta vedada". 

No dia 28 de fevereiro de 2011, por quatro votos contra três, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Piauí cassou os diplomas de Chico e do seu vice. 
Afastado do cargo de imediato, Chico entrou com ação cautelar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pediu a concessão de liminar para reocupar o cargo enquanto recorresse da decisão do TRE. 
A liminar foi concedida pela ministra Nancy Andrighi no dia 30 de junho daquele ano. Quase seis meses depois, o TSE começou a julgar o recurso especial impetrado por Chico contra a decisão do TRE. 

Nancy "proveu" o recurso. Em linguagem de leigo, acatou-o. Um a zero para Chico. O ministro Gilson Dipp, não. Um a um. O ministro Marcelo Ribeiro pediu vista do processo.  Em 28 de fevereiro deste ano, ao devolver o processo, Marcelo acatou o recurso. Os ministros Carmem Lúcia e Arnaldo Versiani, não. 
Placar no fim da sessão daquele dia: três votos contra a pretensão de Chico de reaver o mandato cassado um ano antes pelo TRE do Piauí; dois votos a favor. 

O caixa 2

Everardo Maciel (*) 

105831.jpg (286×320)Fiquei estarrecido quando tomei conhecimento, pela mídia, de que a mais alta autoridade da República, à época que eclodiu o denominado escândalo do mensalão, alegara tratar-se de um mero caixa 2. 

Uma autoridade fiscal chegaria ao limite da perplexidade ao ouvir de um contribuinte que praticara crime de sonegação por omissão de receita, por exemplo, a justificação de que fora tão somente um cândido exercício de caixa 2. Pois bem, esse mau contribuinte poderia acrescentar que se inspirara em discurso de autoridade. 

O advogado, no exercício de uma função essencial ao Estado Democrático de Direito, tem a obrigação de buscar a absolvição ou, ao menos, a redução das penas que, em tese, seriam aplicáveis a seus clientes. O que espanta, todavia, é ver políticos e advogados festejarem o crime do caixa 2, diante da possibilidade de prescrição. Bradam solenemente: Foi apenas caixa 2! É a banalização da indecência. 

Crime deve ser confessado de forma compungida e envergonhada, de cabeça baixa, com um mínimo sinal de arrependimento. Somente criminosos doentios se vangloriam de suas iniquidades. 

Essas condutas funcionam como uma espécie de cupins da frágil estrutura de valores da sociedade brasileira. Somadas a outras, que de tão pequenas às vezes não são percebidas, vão minando as convicções das pessoas e arruinando o processo civilizatório. 

Enquanto isso em Santarém, agronegócio é pecado !!!

Puxada pelo agronegócio, Centro-Oeste é a região que mais cresce no Brasil 

Estadão 

Riqueza-do-Agronegócio.jpg (258×283)O Centro-Oeste é a região que mais cresce no País. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás e o Distrito Federal estão sendo impulsionados pelo bom momento da agropecuária e, mais recentemente, pelo aumento da cotação dos grãos no mercado internacional. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central referente ao Centro-Oeste apontou um crescimento de 5,9% nos 12 meses encerrados em maio - na sequência, estão o Sul (4,4%) e o Nordeste (4,2%). 

Por trimestre, o crescimento do Centro-Oeste já é o maior do País há um ano, segundo o BC. No fim do ano passado, em novembro, o maior crescimento acumulado em 12 meses era da Região Norte (4,8%), seguida de perto pelo Nordeste (4,7%) e Centro-Oeste (4,7%). 

"Tivemos um ano com bons preços na agricultura e isso ajudou bastante a elevar o faturamento total da produção. Como a agricultura corresponde a 70% do PIB de Mato Grosso, todos os setores do Estado têm um bom resultado", diz Ricardo Tomczyk, vice-presidente da Associação dos Produtores de soja e milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja). 

Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, divulgados na semana passada, mostraram um crescimento maior da agricultura ante as demais atividades econômicas. Na comparação com os três primeiros meses do ano, a agricultura cresceu 4,9%. A indústria recuou 2,5%, enquanto o setor de serviços teve alta de 0,7%. 

A quebra de safra do milho e da soja nos Estados Unidos também serviu de impulso para a região. Os preços dos dois produtos aumentaram expressivamente no cenário internacional. Em Rondonópolis, Mato Grosso, o preço negociado da saca de soja passou R$ de 42, em agosto de 2011, para R$ 75,2 este ano. 

"Nos últimos 12 meses, passamos por uma situação conjuntural com forte influência. Os problemas climáticos afetaram os principais países produtores, o que não é comum", diz Fábio Trigueirinho, secretário-geral da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). 

O Centro-Oeste é o principal produtor de grãos do Brasil. Na safra de 2012, que deve ser recorde, o IBGE prevê que a região será responsável por 42,7% da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de todo o País - somente Mato Grosso produz 20 milhões de toneladas de soja, o que sozinho o torna o quarto maior produtor do mundo. 

Efeito geral. 
O crescimento do agronegócio estimula outros setores da economia, com impacto direto no emprego no Centro-Oeste. A evolução na contratação de trabalhadores com carteira assinada na região se mantém no mesmo patamar de 2011, segundo dados do Cadastro Geral Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged). O Centro-Oeste é a única região que conseguiu manter o mesmo ritmo do crescimento do emprego (leia quadro ao lado). 

"Há uma retomada da capacidade de investimento, em renovação de maquinário, o que dinamiza o restante da economia local. Ou seja, todos os provedores de insumos e serviços para os produtores acabam se beneficiando", diz André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult.

Nos últimos anos, o Centro-Oeste aumentou a sua participação no PIB nacional. De 2002 para 2009, segundo o IBGE, cresceu de 8,8% para 9,6%. O aumento de 0,8 ponto porcentual no período foi o maior entre todas as regiões. Esse crescimento, impulsionado pelo agronegócio, alterou a estrutura das classes sociais (leia quadro ao lado). 

"O dinheiro do agronegócio é como o crédito funciona para outras regiões do País. É um alavancador do consumo, o que faz com que toda a máquina cresça", diz Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular. A nova classe média - a chamada classe C - corresponde a um mercado consumidor de R$ 98,7 bilhões. 

Nota do Blog: " Cada cabeça uma sentença", diz o ditado. Enquanto em outros lugares a agricultura fomenta renda e principalmente empregos, em Santarém o assunto é tratado como maldito, pecaminoso e com desdém. E com isso, não se abre a possibilidade de crescimento, de progresso como nas demais regiões do País e com isso não há renda e não há empregos. A cidade para asfaltar uma rua precisa de dinheiro do estadual ou federal exatamente porque não consegue gerar renda. Mas, os administradores que sabem se focam um crescimento que é perfeitamente possível de ser ocorrer de forma sustentável ou Santarém fica na mesmice onde nada muda e não se consegue instalar uma indústria sequer.

As melhores universidades brasileiras

As 10 melhores universidades 

logo-usp.jpg (1269×501)Folha de São Paulo

1º USP SP 
2º UFMG MG 
3º UFRJ RJ 
4º UFRGS RS 
5º Unicamp SP 
6º Unesp SP 
7º UFPR PR 
8º UnB DF 
9º UFSC SC 
10º UFPE PE

Ao longo de oito meses, a Folha de São Paulo levantou dados de publicações acadêmicas e, com o Datafolha, ouviu centenas de cientistas e profissionais de Recursos Humanos para compor o RUF (Ranking Universitário Folha).

Nele estão representadas 191 universidades -que operam com pesquisa, ensino e extensão- mais 41 centros universitários ou faculdades, dedicados sobretudo ao ensino e onde há pouca pesquisa.


A USP figura em primeiro lugar, seguida pelas federais de Minas (UFMG) e do Rio (UFRJ). Entre as instituições não universitárias destacou-se a ESPM, com a melhor formação em publicidade, único curso que a USP não lidera, considerando-se os 20 maiores do país.

Até então, o Brasil dependia de classificações globais ou, no máximo, continentais, que citam poucas instituições brasileiras e desconsideram características nacionais.

A metodologia geral do RUF foi criada pelo grupo liderado pelo cienciometrista (ciência que estuda a produção científica) da USP Rogério Meneghini, em conjunto com a Redação da Folha.

DESTAQUES
Dos quatro aspectos analisados na lista geral do RUF (pesquisa, ensino, reputação no mercado de trabalho e inovação), a USP apenas não é primeira colocada em termos de inovação, indicador que a Unicamp lidera.

Outro resultado que chama a atenção é a boa avaliação das escolas privadas pelas empresas. Entre as 15 instituições mais citadas como melhores por profissionais responsáveis por contratação, seis são pagas. Os cientistas têm visão diferente: só citaram uma particular, a PUC-Rio, entre as melhores.

Entre as dez primeiras universidades na lista geral, cinco estão no Sudeste; três no Sul, uma no Centro-Oeste e uma no Nordeste. A melhor universidade do Norte, a federal do Pará, aparece na 24ª colocação do ranking.

Informações como essas são importantes para orientar políticas públicas, alunos, professores e empregadores, pois mostram as instituições de destaque no país e as que estão com defasagem.
Países como EUA, China, Alemanha, Bulgária, Cazaquistão e Vietnã já fazem rankings nacionais.
O Ministério da Educação brasileiro faz uma avaliação de instituições, chamada de IGC (Índice Geral de Cursos).
A metodologia, porém, não prevê um ranking de instituições de ensino superior, apenas as classifica em grupos. O levantamento do governo considera a nota dos estudantes em uma prova (o Enade); a proporção de docentes com doutorado e as notas dos programas de pós-graduação.

Não havia, até agora, um indicador que abrangesse a visão do mercado de trabalho e a produção científica das instituições.

As tais cotas raciais

Cotas raciais aqui e no Mississipi. Farinhas do mesmo saco 

Rui Daher (*) 

Rui-Daher.jpg (145×145)Ontem assisti a um documentário, produzido pela HBO e dirigido pelo canadense Paul Saltzman, que trata dos gargalos que ainda existem no processo de integração racial nos EUA. 

A história de “Baile de Formatura no Mississipi” se passa em Charleston, cidade de 3.000 habitantes, 35% da população abaixo da linha de pobreza e arraigados hábitos segregacionistas. Apesar de estabelecido em lei de 1954, somente a partir de 1970 brancos e negros passaram a frequentar as mesmas salas de aula da cidade. Uma proibição, no entanto, persistiu. Mesmo representando 70% dos alunos, aos negros não era permitido participarem do mesmo baile de formatura. Cada um no seu funk. 

Foi quando entrou no salão o ator Morgan Freeman, morador da cidade e pouco econômico em bons comportamentos políticos. Ofereceu bancar a festa de formatura, desde que integrada. A primeira tentativa, em 1997, foi recusada; a segunda, em 2008, deu certo. É o que mostra o documentário. 

Resistências familiares, depoimentos dos jovens, preparativos, a festa em si. Vale a pena ver. A certa altura, uma jovem negra lamenta ter tirado as notas mais altas e, ainda assim, ter sido preterida como oradora da turma em favor de uma aluna branca. 

É impossível não referenciar os aspectos sociais e depoimentos do filme à atual discussão sobre cotas educacionais no Brasil. Qualquer processo segregacionista, sequela de longos anos de escravidão, mostra pesada carga de crueldade. Pode-se, no entanto, dizer que o Irmão do Norte carregou muito mais nas tintas do que o Brasil. 
Lembrando que, no caso de Charleston, apesar de condições sociais díspares, brancos e negros estudavam na mesma escola e recebiam a mesma qualidade de ensino. 

No Brasil, diferente dos EUA, trata-se de corrigir a degradação a que se levou o ensino básico nas três esferas de governo, enquanto se mantinha a qualidade do ensino público nas universidades. Isto, num país em que a distribuição de renda é uma das piores do mundo traz excrescências profundas, sobretudo, se o aspecto racial entra em cena. Uma quase logística reversa. 

As classes de alto poder aquisitivo, durante a formação educacional de base pagam e recebem do bom e melhor, e habilitam-se ao bom e melhor das universidades públicas gratuitas. Os pobres, que não pagam e não recebem ensino qualificado na base, habilitam-se ao caro e precário ensino da maioria das universidades privadas. Daí as tentativas de reparar a injustiça através da política de cotas raciais e, agora, reservar parte das vagas a quem frequentou o ensino público. 

Diferente, mas semelhante, à formatura em Charleston, Mississipi. Tanto lá como aqui, procura-se acertar o ponto de um bolo em que se errou na quantidade dos leite, ovos e farinha. 

Nunca é tarde, certo? É. Nunca. 

(*) Administrador de Empresas,Consultor da Biocampo Desenvolvimento Agrícola e Produtor Rural

domingo, 2 de setembro de 2012

O suposto mensalão

João Paulo Cunha não consegue tirar Lula da Matrix 

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Blog do Trágico e Cômico para o Jornal da Tarde/SP
Na disputa eleitoral de Osasco, deu a lógica. 
João Paulo Cunha foi atropelado pelo STF no julgamento do mensalão e teve de pedir pra sair. 
Mesmo assim, Lula continua dentro da Matrix, acreditando que tudo não passou de uma abstração. 
Na visão do ex-presidente, o suposto STF supostamente condenou o suposto candidato petista pelo suposto mensalão a uma suposta pena em regime supostamente semi-aberto.

A vergonha de ser político





Jornal da Tarde/São Paulo

imagem_dia_1.jpg (410×265) Não sei se o problema é comigo ou com a política: mas eu fico constrangido quando tenho de me declarar candidato a alguém. Fico tão embaraçado que a coisa toda soa como se eu dissesse: “Meu nome é fulano de tal e eu sou o candidato que vai defender o extermínio dos animais de estimação – principalmente aqueles fofos que costumam fazer companhia às criancinhas órfãs. 

Mas antes de narrar uma passagem constrangedora da minha carreira, eu preciso entrar num assunto chato e burocrático: o CNPJ. 

Numa campanha, o número do Registro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) é um item indispensável. Sem ele, você não pode abrir sua conta eleitoral – que nada mais é do que uma conta bancária exclusiva para movimentações financeiras de campanha. 
Do ponto de vista legal, toda e qualquer doação deve ser registrada e depositada nesta conta – e cada apoiador (pessoa física) só pode doar até 10% do próprio rendimento bruto anual. 

Não é difícil encontrar espertalhões aconselhando candidatos de primeira viagem a usarem “laranjas” para burlar essa rígida regra da Justiça Eleitoral. 
De acordo com a história que eu ouvi, a coisa funciona assim: 
se você tem uma doação de R$ 10 mil que não pode ser registrada, você arruma dez CPFs – e põe R$ 1 mil em cada um. 

De posse do meu CNPJ, fui à agência de um banco estatal para abrir a conta. 
Lá, o gerente me alertou que não seria possível porque estaria faltando um documento: a ata partidária. 

Liguei para um representante do partido e soube que outros colegas de legenda estavam passando pelo mesmo perrengue. A promessa de solução não pareceu muito convicta. Desanimado, ouvi do atendente que, num banco privado, eles não estavam exigindo a tal da ata. Sem paciência para mais burocracia, me dirigi ao outro banco. 

Ali, odiei, verdadeiramente, ser candidato: uma gerente gata me atendeu. Embora tenha sido profissional e educada, ela não se deu ao trabalho de disfarçar o desprezo de estar diante de um reles candidato. 
“Você quer ser vereador?”, perguntou, sem tirar o sorrisinho irônico do rosto. 

Tudo o que eu queria era dar uma piscadinha cúmplice e esclarecer o mal-entendido. 
Nada disso. 
Engoli o orgulho xavequeiro e me apequenei na incômoda condição de candidato invisível à Câmara Municipal. 

E foi assim: ela abriu a minha conta; me deu seu cartão e riu por dentro (tenho certeza). 

Ser político é uma vergonha.

Massa de Pizza de Liquidificador

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Ingredientes 
1 xícara(s) (chá) de leite 
1 unidade(s) de ovo 
1 colher(es) (chá) de sal 
1 colher(es) (chá) de açúcar 
1 colher(es) (sopa) de manteiga 
1 1/2 xícara(s) (chá) de farinha de trigo 
1 colher(es) (sopa) de fermento químico em pó 

Modo de Preparo 
- Bata todos os ingredientes no liquidificador até borbulhar.  
- Despeje a mistura numa assadeira para pizza, untada. 
- Asse em forno previamente aquecido. 
- Coloque a cobertura de sua preferência. 
- E leve novamente para o forno e deixe alguns minutos. 
- Sirva a seguir

sábado, 1 de setembro de 2012

Uma grande verdade

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Enquanto isso no STF

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Blog do Ricardo Noblat para O Globo - Charge Amarildo

E os candidatos prometendo tudo ...(2)

Recebemos um comentário Anônimo a respeito da postagem " E os candidatos prometendo tudo ... 
Agradecemos a audiência. 

Anônimo1 disse .... 
Já há muito tempo que nenhum desses "candidatos" sabem ou têm alguma ideia acerca da situação de nossa cidade, do seu passado, presente ou futuro. A única coisa que almejam é o poder, se não o deles, de seus próximos e de seus partidos, também o de outros que estão por trás. Eu particularmente sinto vergonha quando tento assistir ao horário eleitoral (sim, eu já fiz isso ...) e vejo os tipos exóticos que aparecem com as mais inusitadas mensagens e propostas imbecis, o que é um verdadeiro atentado à nossa inteligência. Não há critério algum para a candidatura, o formato do horário eleitoral está ultapassadíssimo, e nós ainda temos que utilizar o nosso sagrado direito sem ter nenhuma contrapartida. Pior do que isso é perceber que dificilmente aparecerá alguém com coragem para mudar isso tudo ... Tem ficado mesmo difícil, cada vez mais difícil em saber em quem votar ... que Deus nos ajude a achar o que seja menos ruim !

Corrupção privada

Miguel Reale Júnior (*) para O Estado de S.Paulo 

FOTO_-miguel_reale_junior.jpg (220×186)O intenso noticiário sobre o mensalão em todos os meios de comunicação, e em especial na internet, tem induzido à perspectiva de a administração pública estar sob domínio da corrupção, em contraste com a correção da atividade desenvolvida no setor privado. Essa dicotomia é enganosa: há muitos agentes políticos e servidores públicos cujo comportamento é ditado pelo respeito à moralidade em busca do bem comum e há dirigentes e empregados de entidades particulares que traem seu dever de lealdade na busca de vantagem indevida, em prejuízo dos interesses do empregador. 

Em 1999 promulgou o Conselho da Europa a Convenção Penal sobre Corrupção, definindo corrupção passiva e ativa no setor privado como modelos penais a serem adotados pelos países-membros. Fundamentava-se a sugestão no entendimento de que a confiança e a lealdade eram necessárias para a existência de relações privadas e do próprio Estado de Direito. 

Em 2003 a Organização das Nações Unidas (ONU) promulgou a Convenção Internacional contra a Corrupção, documento importante na luta em prol da moralidade nos setores público e privado. No artigo 21 estatui-se ser corrupção passiva, nas atividades econômicas particulares, a solicitação ou aceitação, de forma direta ou indireta, por pessoa que dirija uma entidade do setor privado ou cumpra nela qualquer função, de um benefício indevido com o fim de atuar ou se abster de fazê-lo em afronta a dever inerente às suas funções. A corrupção ativa, por sua vez, vem definida como a promessa, o oferecimento ou a concessão, a administrador ou empregado de entidade privada, de um benefício indevido com o fim de que, faltando ao dever inerente às suas funções, atue ou se abstenha de atuar. 

Entrevista de Eliana Calmon para Folha



Corrupção no Judiciário só ficou mais exposta, diz Eliana Calmon

Folha de São Paulo 

Eliana_Calmon_2_Bocao_News(2).JPG (450×314)A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, diz que a corrupção no Poder Judiciário não diminuiu nos dois anos em que denunciou irregularidades. "A corrupção apenas ficou mais exposta", diz. 

Ela evita criticar seu sucessor, ministro Francisco Falcão, de quem é amigo. Não faz coro com os que preveem uma atuação menos incisiva na corregedoria do CNJ. 
Eliana pretende filiar-se a uma ONG contra a corrupção, quando se aposentar. 

Folha - A corrupção no Judiciário diminuiu ou ficou mais exposta? 
Eliana Calmon - Ficou mais exposta. Não senti que houve uma diminuição. 

Qual foi o episódio de corrupção mais grave? 
Um desfalque na Justiça do Trabalho em Rondônia, mais de R$ 2 bilhões. Há advogados envolvidos. Um desembargador foi afastado. 

A senhora teme retrocesso no combate à corrupção? 
Não. Acho que o ministro Francisco Falcão dará continuidade ao trabalho. Ele empregava a mulher, a filha e a irmã em seu gabinete, quando foi juiz federal. Na época, isso era comum no Judiciário. Não era ilegal. Era a mistura do público e do privado. Hoje o nepotismo é proibido. 

O atual corregedor do TJ-SP, José Renato Nalini, diz que a corregedoria paulista serviu de modelo para o CNJ. A corregedoria paulista é eficiente? 
Eu não posso dizer que seja de absoluta eficiência, porque São Paulo é muito grande. Mas a corregedoria paulista controla os seus juízes, coisa que não existe em muitas corregedorias. 

O que a inspeção do CNJ no TJ-SP descobriu? 
Encontramos algumas irregularidades na folha de pagamento. Uma servidora levava para casa o computador onde estavam os pagamentos aos desembargadores. Ela foi exonerada pela nova administração. Essa funcionária recebeu ordem de nos fornecer o material. Levou dois dias para cumprir. 

Quais são as corregedorias mais ineficientes? 
Mato Grosso do Sul, Piauí... 

Qual o tribunal mais eficiente? 
O melhor tribunal em nível geral é o Tribunal de Justiça de Sergipe. Tudo funciona muito bem lá. 

Qual é a sua expectativa em relação ao CNJ sob a presidência do ministro Joaquim Barbosa? 
Ele é rigoroso, muito ético. Em sessões que presidiu [substituindo Ayres Britto], vi que está antenado com o CNJ. Não tem conversa fiada. 

A senhora se arrepende de ter dito que há "bandidos de toga"? 
Absolutamente. Precisava ser dito, faria tudo outra vez. 

A senhora alimenta algum projeto político? 
Dizem que eu teria uma eleição ganha para senadora. Não tenho aptidão. 

E na advocacia? 
Não. Pela minha idade, acho muito penoso bater perna no fórum, fazer sustentação oral. Acho que não poderia fazer advocacia de lobby. Pelo meu perfil, ninguém iria me contratar (risos). Eu penso muito em me filiar, no futuro, a uma ONG na área de denúncias de corrupção.

O patético

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Pai de Deus em discurso "inflamado " ontem em Belo Horizonte.
Expressão mais do que patética

E os candidatos prometendo de tudo .....



Novo prefeito de SP herdará maior endividamento entre principais orçamentos 

Folha de São Paulo 

charge_divida_publica1a.jpg (400×334)O futuro prefeito de São Paulo herdará, a exemplo de seus últimos três antecessores, o caso mais grave de endividamento entre os maiores orçamentos do país. 

Desde a década passada, a dívida paulistana se mantém em patamar igual ou superior ao dobro da receita anual do município, muito acima do teto fixado pela legislação. 
Proibida pela Lei de Responsabilidade Fiscal de obter novos empréstimos, a prefeitura não consegue acompanhar o ritmo de expansão dos investimentos públicos dos últimos anos. 

A dívida soma R$ 58 bilhões, a maior parte dela com a União, que socorreu financeiramente a cidade em 2000, quando a dívida, na casa dos R$ 11 bilhões, era tida como impagável com os juros da época. Pelos limites legais, o valor não deveria ultrapassar R$ 35 bilhões, ou seja, 120% da receita de R$ 29 bilhões contabilizada em 2011. 

Nenhuma das demais grandes metrópoles do país se aproxima desses números. No Rio de Janeiro e em Salvador, as dívidas ficam em torno de metade da receita. Em Belo Horizonte, de um terço. 

A julgar pelo discurso dos candidatos, o futuro prefeito tentará, como seus antecessores fizeram sem sucesso, rever o contrato da dívida com a União --cujas condições, de início, eram muito mais favoráveis que as oferecidas pelo mercado. 
Proibida de tomar crédito, a Prefeitura de São Paulo não tem acesso aos recursos oferecidos por bancos públicos e instituições internacionais para financiar obras de urbanismo, transportes e projetos ligados, por exemplo, à Copa. 

O custo da dívida e o baixo nível de investimento prejudicam a gestão das contas de São Paulo, embora o município ostente bons resultados de arrecadação e controle dos gastos com pessoal. 
Do orçamento do ano passado, os investimentos paulistanos somaram pouco mais de R$ 3 bilhões, enquanto juros e amortização da dívida chegaram a R$ 3,5 bilhões. 

Cargill e o biodiesel

Cargill inicia atuação no mercado brasileiro de biodiesel 

Agrolink 

vagas-cargill.gif (600×268)Qualidade do produto, tecnologia e localização estratégica são as apostas da Cargill para entrada no segmento no país. 

A Cargill inicia neste mês a produção de biodiesel no Brasil e, com isso, garante sua presença em mais um segmento do mercado brasileiro de soja. 

A empresa já atua na comercialização do grão, além da produção de farelo, óleos, gorduras e óleos industriais e lubrificantes. 
Com instalações modernas e localização estratégica em Três Lagoas (MS), a empresa investiu cerca de R$130 milhões em uma unidade com capacidade produtiva de 200 mil toneladas/ano, que contará com matéria-prima adquirida também pelo Programa Cargill de Agricultura Familiar.

Além de considerar a atuação da empresa na comercialização de grãos, o investimento foi viabilizado com a construção de uma nova fábrica localizada ao lado de uma processadora de soja da empresa em Três Lagoas (MS). 

“A atividade trará para a unidade uma importante opção para o escoamento do óleo ali produzido, permitindo à Cargill sua entrada no segmento de biodiesel”, afirma Paulo Sousa, diretor da Unidade de Negócio Grãos e Processamento de Soja.

O município de Três Lagoas está localizado próximo à região de maior consumo de biodiesel no país, o que é uma vantagem competitiva para comercialização do produto. A nova fábrica da Cargill tem potencial para operar em diferentes modais logísticos (rodoviário, ferroviário e fluvial) e conta ainda com o conhecimento e a experiência internacionais da Cargill em produção de biodiesel. Atualmente, a companhia atua neste segmento nos Estados Unidos, Bélgica, Alemanha e Argentina. 

Semente de milho com maior produtividade

Produtividade surpreende produtores que optam por milho Coodetec 

Agrolink 
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CD 384Hx mostra, mais uma vez, potencial produtivo e garante resultados satisfatórios no Paraná e Rio Grande do Sul. 

A produção de milho no Brasil, por mais uma vez, está surpreendendo. Houve aumento de área e a produção apresentará mais um recorde. 

A Cooperativa Central de Pesquisa Agrícola – Coodetec, em mais uma safra, ajuda o produtor a colher bons resultados. 
Em Três Barras do Paraná/PR, o produtor Geraldo Tomazi, colheu 346 sacas por alqueire. 

“Nas duas vezes em que plantei o CD 384Hx colhi bem. Me surpreendi com a produtividade de agora, tendo em vista que é segunda safra.”O híbrido CD 384Hx é indicado para safra e safrinha, tem alto potencial produtivo, resistência ao acamamento, qualidade de grão e proteção contra lagartas. 
Conforme Tomazi, em lavouras vizinhas, o milho caiu. “Na minha propriedade, com o CD 384Hx, isso não ocorreu. Além de todas as outras características, o milho tem boa resistência ao acamamento. Já comprei semente para a próxima safra.”

A colheita da família Motoyama, de Ubiratã/PR, também passou das 300 sacas por alqueire na safrinha. “Aqui na região, o principal concorrente registrou cerca de 20% de grãos germinados. Com o CD 384Hx, não tivemos problemas e colhemos 326 sacas”, comentou Lúcio Mikio Motoyama. A excelente qualidade de grãos do híbrido CD também agradou os Motoyama.

No Rio Grande do Sul, o híbrido de milho da Coodetec também recebeu elogios, mesmo em longos períodos sem chuva. O médico veterinário, Evandro Augusto Bordignon, acompanhou a produção e colheita de uma área em Colorado/RS. “Apesar da estiagem as plantas se mantiveram verdes. Posso afirmar que o CD 384Hx tem excelente sanidade foliar e potencial produtivo expressivo. Eu não tinha visto, nesta safra, lavoura de milho com esse potencial. Esse milho é muito bom.”Outro híbrido da Coodetec, que vem na próxima safra com a tecnologia Herculex*I, é o CD 316. 

Este milho é superprecoce e possui alto potencial produtivo, além de excelente sanidade foliar e tolerância ao acamamento. Com a tecnologia Herculex*I, o híbrido terá proteção contra as principais lagartas da cultura (cartucho e broca da cana). Ainda estão em andamento estudos de controle para as seguintes pragas: lagarta elasmo, lagarta rosca e lagarta da espiga.

Os produtores de milho aguardam ansiosos pelo lançamento da semente no mercado. Edvaldo da Silva, de Juranda/PR, plantou a versão convencional do híbrido. 
Comparando com o resultado do principal concorrente, o rendimento foi de 20 sacas a mais por alqueire .“Colhi 270 sacas por alqueire. Excelente produtividade. Agora quero plantar a versão Hx e melhorar ainda mais essa produção, deixando a lavoura longe do ataque de lagartas.” 

Enquanto isso, no Banco

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Os que querem e os que podem



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Bellini Tavares de Lima Neto (*)

No tempo em que era moda falar mal dos norte-americanos a rapaziada gostava de contar uma historinha inventada que um texano típico (grandalhão, barulhento, de traseiro quadrado e cabeça ainda mais) foi a Paris e acabou caindo no Louvre. Impressionado com aquilo tudo, procura o diretor e pergunta, de forma direta, o que era preciso para construir um negócio igual àquele lá na terra dele. O francês, então, cheio de “savoir faire”, responde: “É simples. Só duas coisas: um monte de milhões de dólares, que vocês têm de sobra e mais 3.000 anos de civilização. Que vocês vão ter que esperar um pouquinho.” 

É claro que isso nunca aconteceu, mas foi alguma coisa parecida com isso que me veio à cabeça quando, finalmente e depois de mais de duas semanas, consegui ficar a sós com o objeto do meu assunto aqui presente. 
Nada acontece do nada. E tampouco se consegue alcançar as alturas por meio de atalhos. Os degraus são percorridos um a um. Com muito boa vontade pode ser que se vá de dois em dois. Mas aí é preciso ter ainda mais força e energia. Daí para frente é mentira, lenda, não vai acontecer, Portanto, ninguém vai se aproximar das altas esferas e fazer parte delas se não tiver bagagem, conteúdo, talento. E o mais interessante é que aparência, jogo de cena, é o que menos conta. 

Eu me lembro do aniversário de um velho amigo que resolveu contratar duas artistas para alegrar a festa. Fiquei desconfiado. O amigo não tem lá grande ligação com essa história de cantar e, preconceito meu, por se tratar de coisa do interior, fui preparado para topar com duas caipirinhas cantando “la.la, La, lá” de trancinha e sanfona. E a coisa ficou ainda mais esquisita quando vi que uma delas tinha uma barriga de uns 14 meses de gravidez. Não podia dar certo. Até que a pretensa acompanhante da grávida foi afinar o violão e, serenamente, começou a executar um “Samba do Avião”. 

Tinha alguma coisa errada. E depois, as duas começaram a função e eu fui me deixando cair de queixo e tudo, lamentando não ter prestado atenção no nome da grávida (já que a atrevida que afinava o instrumento tocando Baden Powell, eu não conhecia, mesmo). 
Essa mocinha grávida (que gostou tanto da brincadeira a ponto de repeti-la) é que me mandou o objeto do meu assunto aqui presente: um disquinho que atende pelo modesto título de “Elas cantam Menescal”. 
Bem, aqui eu já estraguei tudo, escancarei tudo, não tem mais como continuar o joguinho de gato e rato a que me propus. Essa mocinha se chama MARCIA TAUIL que, além de cantar como devem ser os amanheceres em algum paraíso, ainda se dá o direito de ser parceira desse indivíduo que se apresenta como Roberto Menescal. Como se alguém pudesse ser Roberto Menescal e tudo ficar por isso mesmo.