sábado, 3 de março de 2012

“Onde foi que nós erramos...”

Entre 1959 e 2011

Cenário 1:
Luiz, de sacanagem quebra o farol de um carro, no seu bairro.

Ano 1959:
Seu pai tira a cinta e lhe aplica umas sonoras bordoadas no traseiro. A Luiz nem lhe passa pela cabeça fazer outra nova "cagada", cresce normalmente, vai à universidade e se transforma num profissional de sucesso.

Ano 2011:
Prendem o pai de Luis por maus tratos. O condenam a 5 anos de reclusão e, por 15 anos deve abster-se de ver seu filho. Sem o guia de uma figura paterna, Luis se volta para a droga, delinqüe e fica preso num presídio especial para adolescentes.

Cenário 2:
José cai enquanto corria no pátio do colégio, machuca o joelho. Sua professora Maria, o encontra chorando e o abraça para confortá-lo...

Ano 1959: Rapidamente, João se sente melhor e continua brincando.

Ano 2011:
A professora Maria é acusada de não cuidar das crianças. José passa cinco anos em terapia pelo susto e seus pais processam o colégio por danos psicológicos e a professora por negligência, ganhando os dois juízos. Maria renuncia à docência, entra em aguda depressão e se suicida...

Cenário 3:
Disciplina escolar

Ano 1959:
Fazíamos bagunça na classe... O professor nos dava uma boa "mijada" e/ou encaminhava para a direção; chegando em casa, nosso velho nos castigava sem piedade e no resto da semana não incomodávamos mais ninguém.

Ano 2011:
Fazemos bagunça na classe. O professor nos pede desculpas por repreender-nos e fica com a culpa por fazê-lo. Nosso velho vai até o colégio dar queixa do professor e para consolá-lo compra uma moto para o filhinho.

Cenário 4:

Horário de Verão.

Ano 1959:
Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. Nada acontece.

Ano 2011:
Chega o dia de mudança de horário de inverno para horário de verão. A gente sofre transtornos de sono, depressão, falta de apetite, nas mulheres aparece até celulite.

Cenário 5:

Fim das férias.

Ano 1959:
Depois de passar férias com toda a família enfiados num Gordini ou Fusca, é hora de voltar após 15 dias de sol na praia. No dia seguinte se trabalha e tudo bem.

Ano 2011:
Depois de voltar de Cancun, numa viagem 'all inclusive', terminam as férias e a gente sofre da síndrome do abandono, "panic attack", seborréia, e ainda precisa de mais 15 dias de readaptação...

Cenário 6:

Saúde.

Ano 1959:
Quando ficávamos doentes, íamos ao INPS aguardávamos 2 horas para sermos atendidos, não pagávamos nada, tomávamos os remédios e melhorávamos.

Ano 2011:
Pagamos uma fortuna por plano de saúde. Quando fazemos uma distensão muscular, conseguimos uma consulta VIP para daqui a 3 meses, o médico ortopedista vê uma pintinha no nosso nariz, acha que é câncer, nos indica um amigo dermatologista que pede uma biópsia, e nos indica um amigo oftalmologista porque acha que temos uma deficiência visual. Fazemos quimioterapia, usamos óculos e depois de dois anos e mais 15 consultas, melhoramos da distensão muscular.

Cenário 7:

Trabalho.

Ano 1959:
O funcionário era "pego" fazendo cera (fazendo nada). Tomava uma regada do chefe, ficava com vergonha e ia trabalhar.

Ano 2011:
O funcionário pego "desestressando" é abordado gentilmente pelo chefe que pergunta se ele está passando bem. O funcionário acusa-o de bullying e assédio moral, processa a empresa que toma uma multa, o funcionário é indenizado e o chefe é demitido.

Cenário 8:

Assédio.

Ano 1959:
A colega gostosona recebe uma cantada de Ricardo. Ela reclama, faz charminho mas fica envaidecida, saem para jantar, namoram e se casam.

Ano 2011:
Ricardo admira as pernas da colega gostosona quando ela nem está olhando, ela o processa por assédio sexual, ele é condenado a prestar serviços comunitários. Ela recebe indenização, terapia e proteção paga pelo estado... e fica solteirona.

Cenário 9:

Comportamento.

Ano 1959:
Homem fumar era bonito, dar o rabo era feio.

Ano 2011:
Homem fumar é feio, dar o rabo é bonito.

Pergunta-se:
EM QUE MOMENTO FOI, ENTRE 1959 E 2011, QUE NOS TRANSFORMAMOS NESTE BANDO DE BOSTAS !

Motivos para 'odiar' Chico Buarque

Luiz Caversan (*)

Aviso inicial: não tenho nenhum motivo para odiar Chico Buarque de Holanda, muito ao contrário. O título desta crônica surgiu de brincadeira ao fim do show de estreia do cantor e compositor na última sexta-feira em São Paulo, para uma plateia que mesclava celebridades das mais diversas áreas (televisivas, musicais, políticas e empresariais) a fãs empedernidos, daqueles que brigaram para estar ali no primeiro dia.

"O cara é tão bom que até humilha", foi o meu comentário meio exagerado ao amigo dramaturgo e jornalista Mario Viana, que na mesa ao lado havia cantarolado praticamente as 30 canções apresentadas naquela noite.

Poucos, muito poucos artistas podem se dar a este luxo, ter tantas de suas canções mesmo as mais novas e desconhecidas na ponta da língua de tanta gente.

Com sua timidez de mentirinha, seu porte fantástico para os quase 70 anos muito bem vividos, com seus músicos de sempre (destaque para os fantásticos percussionistas Wilson das Neves e Chico Batera), Chico enfileirou, além das canções do seu CD lançado em meados do ano passado, uma belíssima seleção de seus sucessos --e como deve ser duro para ele selecionar o que vai apresentar dentre a verdadeira enciclopédia musical de que é constituído seu cinquentenário repertório...

Mais ou menos conhecidas, as canções apresentadas com aquele timbre tradicional, viajando pelos ritmos mais brasileiros raspando o rap e o rock deleitavam quem estava ali para se deleitar.

Para a maioria, Chico Buarque é um clássico e ponto.

Ah, as mulheres... Elas en-lou-que-cem e perdem as estribeiras com o Chico, é incrível isso, os anos passam e ele continua a abalar os corações das moças e das não tão moças. E de alguns marmanjos também, porque muitos dos gritos de "lindo!" e "gostoso!" ouvidos ao longo do show não eram provenientes apenas de vozes femininas, não.

Em entrevista recente, Chico riu da repórter que aludiu ao seu charme, alegando ser ridículo dizer que alguém é sexy depois dos sessenta.

Desculpe, mas não é não, basta ver o faniquito que o cara desperta apenas com seu riso contido ou com o brilho de seus famosos olhos claros ou apenas dizendo "chorei até ficar com dó de mim..."

Também recentemente, e o divertidíssimo vídeo pode ser visto a qualquer hora, Chico descobriu que é odiado por gente que o esculhamba violentamente na internet.

Sim, pode ser, afinal tem gosto e desgosto pra tudo. Ou seja, não devem ser muitos mas certamente há mesmo quem odeie um cidadão capaz de escrever tantas e tão belas palavras, frases, poemas, canções, aos quase 70 subir ao palco, desfiá-las sublimemente e ser ovacionado por isso.

De fato, dá inveja...

(*) Jornalista e consultor na área de comunicação corporativa da Folha de São Paulo

Paysandu alçando voos maiores

Paysandu fecha com Roberto Carlos para ser 'time da Amazônia' na Europa

UOL Esportes

O Paysandu quer internacionalizar a sua marca, e nada melhor que se unir a um pentacampeão mundial que fez sucesso na Europa. O clube paraense fechou acordo com a empresa do lateral esquerdo Roberto Carlos, a RC3, para fazer a gestão de sua marca. Com isso, quer ser conhecido como o time da Amazônia no continente europeu.

A diretoria do Paysandu quer associar sua imagem ao maior recurso natural do mundo para atrair investidores europeus com a ajuda de Roberto Carlos. O lateral vai usar sua imagem para fazer conversar com empresas europeias que tenham interesse na parceria.

De acordo com o diretor de marketing do clube Alan Rodrigues, estão sendo estudados projetos de responsabilidade social como a formação de uma equipe de base com crianças carentes da região.

“O clube tem um grande potencial a ser explorado porque tem uma torcida apaixonada e fica na região amazônica. Vamos fazer um amplo material de divulgação com o verde da Amazônia. Acreditamos que é um projeto muito promissor e pioneiro”, disse.

O acordo com a RC3 inclui um projeto de marketing e até um trabalho de consultoria sobre a aplicação dos recursos conquistados. Em contrapartida, a empresa receberá um percentual de toda a receita do clube.

A primeira iniciativa será o lançamento do primeiro de dez documentários que contam a história do clube. O número 1, com estreia prevista para abril deste ano, conta a história da partida em que o Paysandu venceu o Boca Juniors em plena La Bombonera, pela Libertadores de 2003.

De acordo com Rodrigues, Roberto Carlos está muito entusiasmado com o projeto e poderá até atuar como garoto-propaganda, apesar de ter suas responsabilidades no Anzhi-RUS como jogador e técnico.

Afinal é um estado rico ....

Deputados do Maranhão têm até 18 salários ao ano

Folha de São Paulo

Os 42 deputados estaduais do Maranhão têm direito a ganhar até 18 salários por ano, informa reportagem publicada na Folha de São Paulo deste sábado.

Além dos 12 subsídios mensais e do 13º, os deputados dispõem de "ajuda de custo", concedida no início e no fim de cada ano, que equivale a cinco vezes o valor do salário, de R$ 20 mil.

Ao todo, os deputados podem receber R$ 361 mil, cada um, ao ano.

A justificativa é compensar "despesas de transporte e outras imprescindíveis para o comparecimento à sessão legislativa ordinária".


Aplausos para agricultura de Dom Eliseu

Dom Eliseu (PA) amplia área de cultivo da goiaba

Agricultores familiares de Dom Eliseu, no nordeste paraense, maior produtor de goiaba do Pará, vão ampliar em 17% a área de plantio da fruta.
 
Cerca de 5.200 novas mudas de goiaba da variedade Paluma já estão sendo plantadas em diversas comunidades do município. As mudas clonadas foram compradas no estado de São Paulo e têm certificação no Ministério da Agricultura.

A compra faz parte de uma iniciativa própria dos produtores com a orientação técnica e acompanhamento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). A agricultura familiar em Dom Eliseu será agora responsável por 48 hectares de área plantada da cultura.

Um trabalho desenvolvido pela Emater, de incentivo e acompanhamento para a irrigação dos cultivos, possibilita a desconcentração da safra, o que garante colheita em vários meses do ano, com o manejo adequado de podas.

Sem o trabalho, a goiaba só poderia ser colhida uma vez por ano.
Dom Eliseu, que tem a maior área de plantio de goiaba contínua do mundo, tem expectativa de colheita da agricultura familiar, em torno de mil toneladas da fruta, 20% a mais que na última safra.
Parte da colheita já foi comercializada para agroindústrias de polpas e sucos, em Tomé-Açu, Castanhal e Marabá.

O quilo da fruta in natura foi vendido a R$ 0, 70, o que representa boa margem de lucro para o produtor.
A Emater busca meios para a certificação orgânica da goiaba, desenvolvendo um cultivo agroecológico.

Através de reuniões, dias de campo e seminários, o agricultor tem sido orientado para a redução de uso de agrotóxicos e utilização permanente de práticas ecologicamente corretas.

Hoje, Dom Eliseu tem 55 produtores familiares associados em cooperativa, a intenção é acrescentar novas famílias dentro do projeto, a partir da aquisição das novas mudas.
Segundo Oduvaldo Oliveira, engenheiro agrônomo da Emater, “em Dom Eliseu uma equipe técnica se especializou exclusivamente para atender os produtores de goiaba que já estão cadastrados dentro da chamada pública de fruticultura”.

A próxima colheita da goiaba em Dom Eliseu começa em maio, culminando com o festival da fruta que acontece anualmente no mês de junho. 

Nota do Blog: Enquanto alguns municípios geram renda, trabalho,desenvolvimento através da agricultura, pelos lados santarenos nem mesmo uma política agricola coerente com a região temos. Um abandono total.  Tal qual na agricultura se colhe aquilo que se planta .

Canola

Canola ainda carece de competitividade

Diário de Maringá 

Uma das apostas dos produtores das cidades da área de abrangência da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep) nos últimos anos foi a canola, leguminosa que produz óleo de cozinha leve e pode ser usada na produção de biodiesel.

A esperança de que o grão fosse cada vez mais explorado na região aumentou quando a BSBios instalou uma unidade industrial em Marialva (a vinte quilômetros de Maringá) com a promessa de comprar 100% da produção de canola.

Porém, a cultura não conseguiu ganhar espaço e nesta safra vai significar menos do que na safra de inverno passada.

O engenheiro agrônomo Marcelo Alexandre Detomasi foi um dos grandes incentivadores do plantio de canola.

No ano passado, por meio de uma parceria entre a empresa dele, a Campos Verdes, e a BSBios, foram cultivados 240 hectares em Maringá, Atalaia, Ivatuba e Marialva.

Os preços da canola acompanham os da soja e os compradores chegam a pagar até R$ 10 acima da soja, a venda é garantida e a produtividade média foi em torno de 55 sacas por alqueire.

Segundo Detomasi, apesar do resultado, tudo indica que quem experimentou plantar canola votará para o milho, que no momento é mais vantajoso. "Na safra passada fizemos o plantio muito tarde e acamos pegando geada", diz ele, que explica que a canola é muito mais resistente à geada do que o trigo e o milho, mas mesmo assim teve queda na produtividade.

Outro problema apontado pelo técnico foi a dificuldade na hora de colher, porque o grão é novidade na região e produtor ainda não dominou as técnicas de colheita.

A indústria de biodiesel BSBios, com sede na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, é considerada a principal empresa a cultivar canola do Brasil.

No ano passado, a indústria plantou 10 mil hectares do grão no Paraná.
Em 2012, a partir de parcerias com cooperativas e cerealistas, a expectativa é a de aumentar consideravelmente o fomento da cultura no Estado.

Para isso, a empresa conta com a experiência empregada na unidade do Rio Grande do Sul, Estado onde a área cultivada com canola passa de 50 mil hectares. 

sexta-feira, 2 de março de 2012

O milagre da subtração do lulismo

O Ministério da Pesca e Aquicultura representa, em proporções bíblicas, o milagre da subtração do lulismo

Celso Arnaldo Araújo (*)

Criada em 2003 como secretaria especial para “formulação de políticas e diretrizes para o desenvolvimento e fomento da produção pesqueira e aquícola”, nos sete primeiros anos a pasta esteve posta em marasmo ao nível dos lambaris, sob os cuidados de dois burocratas semi-invisíveis, José Freitsch e Altemir Gregolin, até receber de Lula, em 2009, o caniço, o samburá e a rede de arrastão dos ministérios “aparelhados” ─ instituídos exclusivamente para conchavos partidários, negociatas diversas e acomodação da vagabundagem companheira.

Ideli Salvatti, a primeira “ministra” dessa nova fase, tinha a seu dispor uma equipe de 67 funcionários ─ cuja importância, no conjunto da obra, pode ser medida por um exercício de hipótese: será que o extermínio sumário desse ministério de águas turvas afetaria o destino de uma única tilápia ou do mais carente dos caiçaras? Examine-se o quadro da pesca do Brasil antes e depois da farsa.

O sucessor de Ideli no falso ministério foi um sabujo chamado Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira, cuja mediocridade adaptou-se bem à insignificância funcional da pasta ─ leitor diário e inveterado dos principais jornais e portais do país, incluindo os obituários, não me recordo de ter lido qualquer menção a ele ou à “Aquicultura” brasileira nos oito meses em que essa sumidade teve status de ministro. Dizem ter sido demitido em férias, como é próprio dos sabujos, sem quê nem porquê.

O Ministério da Pesca e da Aquicultura agora pertence ao “bispo” senador ou senador “bispo” Marcelo Crivella ─ não importa a ordem, um termo desmerece o outro. Ingenuamente, analistas de bom calibre questionaram que a pasta tenha sido entregue a quem provavelmente só conhece peixe da travessa de bacalhau do Antiquarius. Menos mal, não apelaram para a passagem bíblica da multiplicação dos peixes a justificar a unção de Crivella como ministro ─ os “bispos” da Universal só conhecem e citam as passagens do Livro Sagrado que embasam ou estimulam, mesmo alegoricamente, o assalto pecuniário à fé dos fiéis.

Digo ingenuamente, para não dizer cinicamente, porque a última coisa que Dilma espera de seu novo ministro da Pesca é que entenda de pesca ─ como não entendiam Ideli e Luiz Sérgio. Este ficou no cargo durante o breve interregno em que caía um ministro ladrão atrás do outro ─ o material de manobra então era melhor e mais nobre para a gatunagem. Agora que a reforma que nunca começou foi encerrada, o Ministério da Pesca voltou a ser a única reserva técnica para os conchavos. A pasta foi criada não para entendidos em piscicultura, mas para experts na pior e mais indecente forma de fazer política que caracteriza até aqui os nove anos de lulismo.

No caso específico de Crivella, o Ministério serve de isca podre para as eleições municipais paulistanas, coisa de peixe graúdo, e para tapear os ferozes e insaciáveis barracudas da bancada evangélica ─ que reúne as figuras mais diabólicas do jogo político contemporâneo.

Mesmo sendo uma excrescência, o uso permanente do Ministério da Pesca e Aquicultura pela presidente Dilma como peão de sacrifício no xadrez imundo do tabuleiro da base aliada é uma ofensa às criaturas marinhas ─ e a todos que não respiram bem nesse mar de lama.

(*) Jornalista

Milho do Mato Grosso :O andarilho....

Pela primeira vez o porto de Manaus lidera os embarques de milho do MT

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), compilados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o porto de Manaus foi, pela primeira vez, a principal porta de saída do milho mato-grossense em janeiro deste ano. 

O porto de Manaus foi responsável pelo escoamento de 263,93 mil toneladas das exportações de milho do Mato Grosso, correspondente a 53,1% do embarques, ante 169,56 mil toneladas, ou 34,2%, do porto de Santos. 

Os demais portos que também escoam a produção de milho do estado, entre eles o de Paranaguá-PR, foram responsáveis por 12,6% dos embarques. 

Nota do Blog: Quem gosta de olhar mapas poderia dar uma olhada onde fica Mato Grosso e os portos do Brasil, seja de Manaus, Santos, Paranaguá. Quanto custa para levar esse milho até esses  portos? Alguém já imaginou o tamanho da conta somente de frete? Um verdadeiro andarilho que mesmo assim consegue ser em algum momento competitivo para conseguir ser exportado. Alguém observa algum interesse do governo federal em mudar essa situação e deixar de jogar todo esse numerário de frete na lata do lixo e buscar alternativas em novos portos e também em novas logísticas? Tal qual, o negocio desse bando de urubus é fazer é gastar dinheiro com estádios de futebol... Isso dá voto!!!!

Criatório de vespas

Empresa de Piracicaba que cria vespas está entre as mais inovadoras do mundo

UOL 

Criar vespas em larga escala. Esse é o negócio da Bug Agentes Biológicos, a brasileira melhor colocada no ranking das 50 empresas mais inovadoras do mundo, segundo listagem anual da revista norte-americana "Fast Company". O empreendimento sediado em uma estrada em Piracicaba, a 160 km de São Paulo, ficou com o 33º lugar na relação, ao lado das famosas empresas sediadas no Vale do Silício, como Apple, IBM e Facebook. E está à frente de gigantes como Petrobras, Embraer e Grupo EBX, do empresário Eike Batista.

A Boo-Box, que atua no mercado de publicidade online e foi criada por um empresário aos 20 anos, é a segunda brasileira com maior destaque em inovação.

Os insetos criados pela Bug têm a função de substituir o agrotóxico no combate de pragas destruidoras de lavouras. O chamado controle biológico é uma técnica que já existia em pequena escala há décadas. O trabalho da Bug foi aprimorar essa tecnologia para que pudesse ser aplicada em grandes plantações.

As vespas microscópicas do gênero Trichogramma são o carro-chefe da empresa. Elas são criadas na empresa e enviadas dentro de cápsulas de papelão às plantações, onde devem chegar em menos de 7 dias. No campo, elas se desenvolvem e impedem o crescimento das larvas nocivas à agricultura.

“A empresa leva os inimigos naturais de volta à plantação para reestabelecer o equilíbrio”, diz Heraldo Negri, diretor de produção. O maior uso da vespa ocorre em plantações de cana-de-açúcar, mas ela pode impedir o crescimento de pragas de 28 culturas diferentes.

Ao contrário do agrotóxico convencional, a vespa não deixa a praga mais resistente e só requer uma aplicação por safra. Outra diferença é que ela impede o desenvolvimento da praga ainda no ovo, zerando os danos à plantação.

A solução ainda é oferecida a um valor significativamente mais baixo em relação ao controle químico. Segundo a Bug, a técnica reduz de 30% a 40% o gasto original em agrotóxicos. Hoje, a empresa estima produzir cerca de 300 milhões de vespas por dia.

Empresa foi criada na universidade
Em comum com o Google e o Facebook, além de ser companheira de ranking, a Bug tem o fato de ter nascido dentro da universidade. Dos quatro sócios da empresa, três estudaram e um trabalhou no campus da USP (Universidade de São Paulo) de Piracicaba.

Diogo Carvalho, sócio-fundador da empresa e diretor comercial, começou a estudar o controle biológico de pragas ainda na graduação. Depois, fez mestrado na área e conseguiu o dinheiro para montar sua empresa com a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Ele captou R$ 75 mil reais com a fundação, que até hoje já cedeu R$ 1,2 milhão à Bug.

Os produtos de sucesso da Bug foram criados a partir das pesquisas de pequena escala em laboratórios na universidade. “A gente tirou uma tecnologia que existia dentro da universidade, que já era de multiplicação da vespa, e transformou isso num produto comercial. Essa é a nossa grande inovação”, diz Carvalho.

A Bug mantém a ligação com a universidade desde a sua criação, em 2002. A empresa também mantém contato com redes de pesquisa na França e em outros países da América Latina. Além disso, 12 dos cerca de 70 funcionários da empresa se dedicam à pesquisa.

Hoje o setor de pesquisa e desenvolvimento da empresa tem dois focos. Um é a melhoria constante nos produtos já desenvolvidos. O outro é a tentativa de transformar experimentos de combate a pragas já feitos em laboratório em produtos de larga escala comercialmente viáveis.

Previsão é aumentar faturamento em 10 vezes
A Bug tem previsão de aumentar seu faturamento em 10 vezes nos próximos 5 anos. Ela busca ampliar o mercado para inseticidas biológicos no Brasil e estima que o setor possa abocanhar uma fatia de 10% do setor de agrotóxicos, que atualmente movimenta R$ 8 bilhões por ano.

A empresa também quer oferecer pacotes completos para lavouras. Os inseticidas biológicos agem em pragas específicas e por isso são usados de forma conjunta com outros agentes de controle. A ideia da empresa é vender o pacote completo para o agricultor, sem que ele tenha de recorrer a outras empresas. Dessa forma, os sócios acreditam que será possível atuar em culturas como a soja e o tabaco.

Frase

Enquanto isso,no Planalto ....

Blog do Juca Kfouri - Charge Guedex

Mamonas Assassinas morriam há 16 anos

Foi no dia 2 de março de 1996 que o avião que levava os integrantes da banda Mamonas Assassinas se chocou contra a Serra da Cantareira, em SP e não deixou sobreviventes. A banda tinha lançado o disco homônimo em 1995 e vendido mais de 3 milhões de cópias. O sucesso de músicas como ‘Robocop Gay’, ‘Pelados em Santos’ e ‘Vira-Vira’ perdura até hoje.

O ‘Mamonas’ surgiu em Guarulhos (SP), quando Sérginho (baterista) conheceu Bento (guitarrista). Juntaram-se com Samuel (baixista), irmão de Sérgio e criaram o trio Utopia. Depois entraram no grupo Dinho, o vocalista, e o tecladista Júlio. Num show em Guarulhos, eles conheceram o produtor Rick Bonadio, que foi um dos principais responsáveis pelo sucesso estrondoso da banda. Bonadio conseguiu com que eles assinassem com a gravadora EMI.

Além de contar com o carisma do líder Dinho, que vestia fantasias e fazia coreografias, os Mamonas traziam arranjos inventivos para suas músicas, misturando forró, rock, brega e muito humor.

Reveja um dos maiores sucessos da banda : Pelados em Santos


Mania de Perseguição

Renato Gomes Nery (*)

Temos a impressão que os servidores do Fisco – ao menos os que remetem correspondências - são sádicos. Estrategicamente as correspondências são encaminhadas – ao menos as nossas – para chegarem às sextas-feiras ou aos sábados de manhã para estragarem o nosso final de semana. Recebemos, nestes dias, avisos ou correspondências de alguma suposta pendência no Fisco. Não se sabe exatamente o que se trata, pois para sabermos é preciso que se verifique, normalmente, lá no Fisco. O final de semana do sofrido deste contribuinte está normalmente estragado e perdido. Exaspera-se e sofre até segunda-feira para se saber qual é a pendência.

Quem procede desta forma certamente se diverte com o sofrimento alheio. Juramos, por sua santa mãezinha, que não vamos dizer o nome de quem faz isto, até porque não é do nosso feitio ser deselegante. Mas esta mania não é somente dos Órgão Públicos – que certamente não tem o monopólio da filhadaputice. Desculpem o palavrão, mas não achamos outra palavra mais apropriada.

Uma empresa de serviços privatizada pelo Estado é doutora na referida prática. Não é a primeira, nem a segunda e nem a terceira vez que o nosso final de semana é literalmente estragado com uma correspondência noticiando que devemos uma conta lá e caso não seja honrada o nosso nome vai ser encaminhado para “negativação” nos serviços de proteção ao crédito de abrangência nacional. O detalhe perverso: DE ABRANGÊNCIA NACIONAL. E esta ameaça vem acompanhada de um refrigério: “ caso já tenha recebido comunicado acerca do débito acima ou tenha regularizado, favor desconsiderar este aviso”.

Isto é maldade pura e simples para diversão de quem remete tal correspondência. Se a empresa não tem certeza da inadimplência, não deveria encaminhar correspondência nenhuma. Temos direito à privacidade garantida por lei, o que implica, também, em não sermos incomodados, em nossos finais de semana, por supostas dívidas. Quem o infringe deveria ser penalizado com a decepação das mãos, prisão perpétua ou pena de morte e por uma multa muito pesada da qual não se recuperasse mais.

Esta falta de organização e de cuidados, normalmente dos Órgãos Públicos, foram certamente privatizados junto com a empresa. Nós nunca deveríamos ser incomodados por isto, pois as nossas contas com a referida empresa, são pagas normalmente nas suas datas de vencimento. E mesmo que não fossem elas deveriam ser verificadas e, caso confirmado o não pagamento, cobradas normalmente antes de ser fazer ameaças veladas com um pedido de desculpas para o caso de engano. Para nos vermos livres da ameaça – o ônus da prova não deveria ser nosso – temos que provar que a conta noticiada foi paga, como se os aborrecimentos diários que todos temos já não bastassem.

O respeito é bom e todos gostam. Por favor, nos errem. Vão ver se estamos na esquina!!!

(*) É advogado em Cuiabá –

quinta-feira, 1 de março de 2012

Deputado do castelo livra-se de inquérito

Estadão

Conhecido como o "deputado do castelo", Edmar Moreira conseguiu se livrar de um inquérito no qual era suspeito de crime de apropriação indébita de contribuições previdenciárias.

De acordo com a acusação, ele e uma sócia da empresa F. Moreira Empresa de Segurança e Vigilância Ltda teriam deixado de recolher aos cofres da Previdência Social contribuições previdenciárias descontadas dos salários dos empregados.

Um filho, uma árvore e um livro

Pe. Sidney Canto (*)

Um antigo ditado diz que um homem se sente plenamente realizado quando: Educa um filho; planta uma árvore e escreve um livro.

Hoje é de se questionar: Quais são os pais que estão de fato educando seus filhos? Alguns afirmam que pai não é o que faz, mas o que cria. E criar, perpassa não somente alimentar, cuidar da saúde, mas também e principalmente educar. Daí a necessidade do intercâmbio permanente entre a Escola e a Família como base de qualquer sociedade.

Faz parte também da educação de hoje o cuidado com o meio ambiente. Desde pequenos deveríamos poder contar com uma convivência harmoniosa com a natureza. Plantar não somente uma, mas educar para o cultivo contínuo de novas árvores, que possam produzir sempre novas sementes e também um mundo onde o ar seja mais respirável...
Bem, mas o que pretendo mesmo é falar sobre os livros que devem ser escritos...

Como pesquisador da história, da vida e dos costumes do nosso povo, posso afirmar que escrever um livro até que não é uma tarefa assim tão difícil. Ter bons pais (que nos proporcionem bons momentos juntos) e uma boa Educação é um primeiro grande passo e incentivo para escrever. Ter bons professores então, ajuda muito mais... Plantar árvores também, pois o papel (até que se mude a fórmula) necessita de muitas árvores para existir...

O principal desafio está, creio eu, em alguns pontos que passo agora a destacar: o primeiro é adquirir o costume da leitura, o segundo é ter acesso a fontes que ajudem nas pesquisas necessárias, depois vem o de se poder contar com o apoio e incentivo necessário na hora certa e no lugar certo, principalmente o de contar com quem possa editar (fazer a obra se tornar física) e promover o maior alcance possível do conhecimento produzido.

Santarém, sendo uma cidade que conta com um bom número de Instituições de Ensino Superior, deveria também contar com boas e fartas publicações. Todos os anos temos vários acadêmicos se formando em diversos cursos. Cada um deles (ou alguns deles em duplas, como admitem algumas dessas instituições) tem conhecimento necessário para produzir um trabalho que configure a conclusão de seus estudos.

Mas o que se percebe é que alguns bons trabalhos não são publicados e outros não o merecem... Quais as causas? Inúmeras são as que aparecem... As financeiras sempre apontadas como maiores delas. Investir na publicação pelos meios digitais tem sido uma alternativa mais barata e cômoda para alguns. Mas isso não tem ajudado bastante, pelo contrário, recentemente tem recebido várias críticas por conta do famoso ato do “Ctrl C” e “Ctrl V” gerando o famoso “comércio de teses”.

Pode parecer que não valorizamos o que produzimos. Ou que somos incapazes de produzir algo. Mas isso não parece ser o caso de Santarém, que apesar de possuir tantos alunos em cursos superiores possui uma pouca difundida produção acadêmica, ficando a mesma restrita aos colegas, professores e, finalmente às bibliotecas dessas instituições.

A produção existe, com certeza! E, talvez com grandes obras, mas que não cumprem com o papel social de não somente gerar, mas levar o conhecimento ao maior número de pessoas possíveis. Será que não está na hora de mudar este quadro?

(*) É sacerdote santareno, Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Tapajós - IHGTap e membro da Academia de Letras e Artes de Santarém - ALAS.


O dinheiro voa

Eliane Cantanhêde (*)

Manchete de hoje da Folha: "Triplica apreensão de bagagens pela Receita em Cumbica".  
Por isso, repito aqui a coluna "O dinheiro voa", publicada só numa pequena parte das edições de Folha impressa no domingo passado, 26/02. Boa leitura!

Passa viagem, entra viagem, e continuo me surpreendendo com as bagagens dos brasileiros em voos internacionais, quase pesadas em toneladas, não mais em quilos ou libras. Pior: estou me assustando comigo mesma, comprando, comprando, porque tudo é mais barato, sobretudo nos EUA.

Começa na viagem em si, pois uma ida a Nova York, de repente, pode sair menos do que um pulo ali em Porto de Galinhas. E não para. Daí que as pessoas não se satisfazem mais em trazer eletroeletrônicos, o enxoval de casamento e depois dos bebês e se pegam comprando até agulhas, tesouras, clipes e meias, como se Miami e Nova York fossem uma infinita loja de 1,99.

Na volta, duas informações oficiais se cruzam. Uma, do Banco Central: os gastos dos brasileiros no exterior somaram US$ 1,99 bi em janeiro, o segundo maior valor desde 1947 (só menor que julho de 2011). Outra, da Receita Federal: a arrecadação de tributos federais atingiu R$ 102,58 bi em janeiro, ultrapassando pela primeira vez na história a casa dos R$ 100 bi num único mês.

Os dois dados comprovam o bom momento do Brasil, com empresas produzindo, trabalhadores empregados, renda circulando e tributos engordando, mas também servem para uma reflexão: será que um dos principais motivos para os preços brasileiros serem tão altos não é justamente a imensa carga tributária?

Pela lógica, se o governo reduzir taxas e tributos, vai sobrar mais dinheiro para as empresas investirem e para os trabalhadores comprarem, os preços certamente cairão e os brasileiros poderão comprar suas roupas, clipes e meias por aqui, aquecendo a economia e gerando emprego para... brasileiros.

Mas isso, claro, é elucubração de leigo que não entende nada, só sabe somar, diminuir e cuidar do próprio bolso. Por enquanto, pegando aviões e navios, gastando em dólar e carregando toneladas.

(*) Jornalista é colunista da Folha de São Paulo

A culpa deve ser do Pedro Alvares Cabral....

Mercadante: MEC não tem culpa de o Brasil ser grande

Estadão

Na primeira vez que esteve no Senado na condição de ministro da Educação, Aloizio Mercadante atribuiu ao tamanho do Brasil os problemas que marcaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As últimas edições do programa, que avalia a qualidade do ensino no país e garante aos estudantes que tirarem as melhores notas acesso às universidades públicas, foram marcadas por denúncias de irregularidades. "O MEC não tem culpa de o Brasil ser tão grande e tão diverso", disse Mercadante, durante audiência realizada hoje na Comissão de Educação e Cultura.

Mercadante afirmou que "não é fácil fazer um exame" para 5,4 milhões alunos inscritos na última prova, ano passado. Ela envolve um desafio logístico, acrescentou. São necessárias 400 mil pessoas trabalhando, com a utilização de 140 mil salas de aula, levando em conta ainda o tamanho do país e a dificuldade de acesso das regiões, disse. "Tem que ter sigilo absoluto do processo". Ele avalia que, apesar dessas peculiaridades do País, o Ministério tem avançado na logística para realizar a prova.

Na audiência, realizada em clima de confraternização dos senadores com o ex-senador, o ministro considerou como "problema" o banco de questões do Enem. Na edição do ano passado, o Ministério teve que cancelar as provas de alunos de uma escola em Fortaleza depois que ficou comprovado que eles tiverem acesso antecipado a questões do teste. O aumento do acervo seria uma medida para evitar futuras fraudes. "Quanto mais questões tivermos, maior será a segurança".

Nesta semana, a Pasta, em conjunto com 24 universidades federais, está trabalhando no aumento do acervo do banco de questões da prova. Mercadante, contudo, não quis revelar qual a meta de questões da prova que o MEC pretende alcançar. Outro ponto que o ministro quer aperfeiçoar é a correção das provas de redação do exame, outro alvo de questionamentos na Justiça. Sem revelar quais, ele disse que quer adotar critérios mais objetivos de correção nos próximos exames.

Para Mercadante, o programa é necessário porque se adota um critério "republicano" de acesso dos estudantes ao ensino superior. E também permite a alunos mais pobres a possibilidade de estudar em universidades públicas de ponta. Na saída do encontro, Mercadante não respondeu à pergunta da reportagem sobre se o Enem poderá se tornar uma "vidraça" para Fernando Haddad, seu antecessor na Pasta e pré-candidato petista à Prefeitura de São Paulo. "Fernando Haddad foi um dos melhores ministros da Educação que o Brasil já teve. Eu tenho certeza que a história vai reconhecer", limitou-se a dizer. "Não vou falar nada sobre política".

Durante a audiência, o ministro também defendeu o piso nacional dos professores, anunciado na segunda-feira. A Pasta definiu o valor de R$ 1.451 por mês, um aumento de 22,22% em relação ao ano passado. "Evidente que é um esforço muito grande para Estados e prefeituras (pagar o reajuste), não há que se negar", disse. Mas ele disse que o salário do professor tem que ser competitivo "em relação a outras profissões que ele possa aderir".

Um dia antes, uma romaria de 10 governadores e vários prefeitos desembarcou no Congresso para cobrar a mudança do índice de correção do piso. Eles pediram a utilização do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em vez do atual critério, adotado por uma lei de 2008, que leva em conta o gasto por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Escola Básica (Fundeb).

Pelas contas da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o impacto financeiro para as prefeituras com a elevação dos salários com os parâmetros atuais será de R$ 7 bilhões. A conta considera o gasto com os inativos. A entidade diz que, sem a ajuda da União, o piso provocará desequilíbrio das contas das prefeituras.

Para o ministro, apesar de reconhecer as dificuldades de governadores e prefeitos, a posição do MEC é adotar o atual piso. "Qualquer outra alternativa, do nosso ponto de vista, só se houver entendimento e negociação", afirmou. Mercadante sugeriu que o Congresso aprove uma lei que destine um terço dos recursos dos royalties do pré-sal ao longo de dez anos para a educação. "Por que não discutimos educação e pré-sal juntos?", questionou. A sugestão, que ele fez questão de dizer que era uma posição individual e não de governo, foi bem recebida por vários parlamentares.

Nota doBlog: O sr sem razão sr Mercadante ... aculpa é do Cabral que descobriu essa terra  tão grande para ser administrada e os senhores não tem culpa .. coitadinho dos senhores ..como épossivel administrar uma terra tão grande... quando o senhor assumiu osenhor nãosabia que essa terra era tão grande ... que coisa.... Cambada de incompententes, gente desclassificadas para assumirem cargos e jogarem a culpa em tudo menos na falta de capacidade dos senhores em conseguir gerir uma empresa chamada Brasil ... Gente medíocre, chula, sem preparo issosim e aculpa afinalédo povo que aumenta a cada dia e a Educação (que é um fator que a eles pouco importa em ser melhorada) não acompanha o rítmo do crescimento e por isso a culpa é do tamanho do País. 

Seleção sem goleiro

Mano Menezes se cansou da insegurança de Júlio César. A vaga para o gol do Brasil está vazia. Diego Alves terá a sua chance…

Cosme Rímoli (*)

Marcos era o goleiro de confiança de Felipão.
Dida, o de Parreira.
Júlio César, o de Dunga.

Mano Menezes não teve como ir contra o lobby da imprensa europeia.
E brasileira.
Mesmo depois da falha gritante no jogo contra a Holanda, que eliminou o Brasil da Copa da África...
Da péssima fase na Inter de Milão...
Mano não teve como virar as costas a Júlio César.

Além do instável titular da África, esses são goleiros que Mano convocou...
Diego Alves (Valencia), Fábio e Gabriel Vasconcelos (Cruzeiro), Gomes (Tottenham)
Jefferson (Botafogo), Neto (Fiorentina) e Rafael (Santos).
Oito nomes, nenhuma certeza.

A falha de Júlio César contra a Bósnia chega na pior hora.
O treinador ainda o via como opção para uma das vagas na Olimpíada.
Queria a sua liderança, com pitada de arrogância, prepotência.
Julgava ser necessária diante da pressão pela busca pela inédita medalha de ouro.
Tanto que não o chamou logo após a Copa da África.
Queria preservá-lo, fazer com que as pessoas esquecessem suas falhas.

Só que a estratégia não deu resultado.
Ele continua muito mal na Inter.
Parece que nunca mais se recuperou pscologicamente da Copa do Mundo.

Mano sentiu isso na pele na terça-feira.
A insegurança com que contaminou o time na partida contra a Bósnia foi terrível.
Talvez passe a nem mais convocá-lo, quanto mais abrir uma vaga para ele nas Olimpíadas.

Mano deixou claro não está no cenário nacional o goleiro que sonha.
Jefferson, Victor, Fábio não o estimulam.
Vê futuro em Rafael.
Futuro, não presente.
Sem grandes opções, o treinador voltará seus olhos para Diego Alves.
Discreto, seu trabalho é consistente na Europa.
Saiu como grande revelação do Atlético Mineiro.
Foi muito bem no Almeria.
E animou o Valencia a gastar três milhões de euros na sua contratação.
No ambiente da Seleção é ofuscado por Júlio César.
E aceita calado ficar no segundo plano.
Não é de fazer lobby ou mostrar arrogância.
Por não ter nascido em clubes paulistas ou cariocas, não tem proteção da mídia.
Foge das entrevistas, só quer fazer parte de vez do grupo de Mano.
A empolgação da mídia espanhola com suas atuações é a arma.
Seu conceito no Campeonato Espanhol cresce a cada dia.
No próximo amistoso do Brasil, contra a Dinamarca, Mano deu sinais que vai mudar a Seleção.
Há uma enorme chance desta primeira mudança seja no gol.
Não há mais plena confiança em Júlio César.
E Diego Alves terá uma chance de verdade.
Ele que aproveite.
Brasil precisa de um goleiro que não seja apenas pose...
Ou passado..
(*) Jornalista esportivo. Atuou por 21 anos no Jornal da Tarde de SãoPaulo

Realmente somos todos palhaços

Orçamento da Copa sobe R$ 1,7 bi e chega a R$ 25 bi

O Globo

Levantamento atualizado do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as obras da Copa de 2014 aponta que o custo global do evento subiu R$ 1,7 bilhão, em relação ao último balanço produzido em setembro, passando de R$ 23,35 bilhões para R$ 25,09 bilhões. O valor inclui obras em estádios, aeroportos, portos, além de investimentos em mobilidade urbana, como ônibus e metrôs. A avaliação mostrou ainda que o estádio do Castelão, em Fortaleza (CE), tem os trabalhos mais avançados, com execução de 50,9%, enquanto as obras do Beira-Rio, em Porto Alegre (RS), e da Arena da Amazônia, em Manaus (AM) ainda não começaram. 
Segundo o levantamento, 25,4% da obra do Maracanã, cujo orçamento atualizado é de R$ 859,4 milhões, já foram concluídos.

O TCU reforçou grave preocupação que já havia sido identificada no relatório anterior: quatro estádios milionários - Natal, Manaus, Cuiabá e Brasília - correm o risco de se transformarem em "elefantes brancos", após o término do evento esportivo. "Algumas sedes correm o risco de ter estádios que serão “elefantes brancos” após a Copa. Em 4 cidades-sede observou-se que o risco da rentabilidade gerada pela arena de não cobrir seus custos de manutenção era grande: Natal, Manaus, Cuiabá e Brasília. (...) Não foram identificadas ações no sentido de mitigar o risco de alguns estádios se tornarem elefantes brancos”, afirma o relatório atualizado, que repete a mesma preocupação já manifestada em setembro de 2011.

Somente a Arena Mané Garrincha, em Brasília, tem o orçamento atual estimado pelo governador Agnelo Queiroz em R$ 800 milhões, que serão pagos integralmente com recursos públicos. O levantamento ainda repete uma série de informações do relatório anterior e aponta irregularidades em alguns estádios, como é o caso de Manaus, que ainda tem o contrato sob avaliação da Controladoria Geral da União (CGU). Das obras que já começaram, a que está mais atrasada é a da Arena da Baixada (Paraná), com execução de 5,5%. O Itaquerão (SP) já tem 23% prontos.

No Rio de Janeiro, orçamento total da Copa está R$ 683 milhões mais caro do que o verificado no levantamento anterior, alcançando um custo global de R$ 3.89 bilhões em obras para a reforma do Maracanã, aeroportos, portos e mobilidade urbana. Os gastos da Infraero, por exemplo, saltaram de R$ 687,3 milhões para R$ 813,27 milhões. Os custos estimados para o governo do estado e para a prefeitura do Rio praticamente dobraram, na comparação com setembro de 2011. O estado do Rio deve bancar R$ 483, 5 milhões, contra uma previsão anterior de R$ 200 milhões. Já o custo para a prefeitura do Rio subiu de R$ 420 milhões para R$ 704 milhões.

Nota do Blog: Para que gastar em educação, em saúde, em pesquisas se podemos gastar com futebol. Pão e circo para o povo e poder para a matilha esfomeada que habita no Planalto Central .. 

A volta de Chico

Chico Buarque estreia turnê de "Chico" em São Paulo nesta quinta

UOL

A turnê marca o retorno de Chico Buarque após cinco anos afastado dos palcos. Além das músicas de seu recente disco "Chico", lançado em julho de 2011, os shows trazem clássicos do cantor como "Cálice" e "Geni e o Zepelim".

Nesta quinta-feira (1), Chico Buarque faz a primeira apresentação da turnê de seu novo disco, "Chico", em São Paulo, no HSBC Brasil. Também nesta quinta começam as vendas de ingressos para os seis shows extras anunciados na capital, de 30 de março a de 8 de abril.

No palco, Chico é acompanhado por Bia Paes Leme (teclados e vocais), Chico Batera (percussão), João Rebouças (piano), Jorge Helder (contrabaixo acústico), Marcelo Bernardes (flauta e sopros) e Wilson das Neves (bateria).

Governo vai elevar IOF para segurar câmbio

Folha de São Paulo

Além das intervenções do Banco Central no mercado de câmbio, o governo decidiu que vai elevar, mais uma vez, a alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre a entrada de moeda estrangeira no país para segurar a valorização do real, informa reportagem publicada na Folha desta quinta-feira.

A medida estava sendo finalizada ontem e deve ser baixada ainda hoje por meio de decreto presidencial.

Receita Federal prevê alta de 5% na arrecadação em 2012

Segundo a Folha apurou, a tendência é o governo taxar ainda mais as captações de empréstimos no exterior por empresas sediadas no país.

De acordo com um assessor presidencial, o governo decidiu recorrer novamente a seu "arsenal de IOF" devido à desvalorização do dólar nas últimas semanas e diante da tendência de novas quedas por conta do excesso de dinheiro no mundo.