sábado, 5 de fevereiro de 2011

Câncer, esse inimigo

Câncer deve atingir neste ano 500 mil brasileiros
O Estado de S.Paulo

O Brasil deve registrar neste ano 500 mil novos casos de câncer, segundo estimativa divulgada ontem pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). O dado indica um leve aumento em relação à previsão feita no ano passado pela entidade, de 489 mil casos.

A aceleração da ocorrência de casos no País seria reflexo de uma tendência mundial, mas passou a ser registrada mais recentemente no Brasil por causa do envelhecimento da população e dos avanços no tratamento de doenças infecciosas, antigas causas mais frequentes de morte.

Segundo o Inca, os gastos do Ministério da Saúde com o atendimento de pacientes com câncer cresceu 20% entre 2000 e 2007, atingindo R$ 1,4 bilhão. São custos que cobrem a internação de 500 mil pessoas por ano, 235 mil sessões de quimioterapia e 100 mil de radioterapia por mês. "Estamos diante de um cenário provocado por progressos que permitiram o envelhecimento da população, mas que também proporcionaram hábitos como a alimentação inadequada e a falta de atividades físicas", alertou o diretor-geral do Inca, Luiz Antonio Santini.

Durante evento que marcou o Dia Mundial do Câncer na sede do Inca, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o novo governo pretende ampliar o acesso ao tratamento de câncer na rede pública e intensificar o controle de qualidade de exames preventivos, com o objetivo de impedir erros de diagnóstico.

Além do estabelecimento de convênios com a indústria farmacêutica para reduzir os preços de medicamentos, como alguns remédios indicados para o combate à leucemia, Padilha destacou que há um esforço para proporcionar a detecção precoce de alguns tipos da doença. Para evitar diagnósticos falhos, o ministério quer criar uma rede de monitoramento de 1,3 mil equipamentos usados para identificação do câncer de mama.

"Nós vamos criar um grande programa nacional de avaliação da qualidade dos exames de mamografia, para que as análises realizadas no Brasil tenham a qualidade necessária", afirmou.

Em parceria com o Inca, a pasta quer avaliar a qualidade de exames que detectam o câncer de colo uterino para ajudar municípios onde o índice de diagnósticos falhos chega a 50%, por causa de equipamentos degradados ou material inadequado.

Doenças crônicas. 
O Inca e o ministério lançaram um alerta para a necessidade de prevenir outras doenças crônicas, como diabete, doenças cardiovasculares e respiratórias. Um documento apresentado ontem aponta que, ao lado do câncer, elas consomem mais de 70% dos gastos com atendimento e tratamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e são responsáveis por 67% das mortes no País.

Em setembro, o governo deve apresentar na Assembleia Geral da ONU uma agenda estratégica de ações para reduzir o número de casos e o impacto do câncer e outras doenças crônicas no sistema público de saúde. O tema foi incluído na pauta do evento por decisão das Nações Unidas.

Amazônia e a seca

Amazônia teve a pior seca dos últimos cem anos
Folha de São Paulo

A seca de 2010 da Amazônia foi a pior dos últimos cem anos. E a quantidade de CO2 emitido pelas árvores mortas pode ser parecida com as emissões dos EUA.
As constatações são de estudiosos britânicos (da Universidade de Leeds) e de brasileiros do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). Eles publicaram um artigo na revista "Science".

O grupo de pesquisadores, liderado pelo britânico Simon Lewis, mostrou que a seca de 2010 foi mais intensa e afetou uma área maior que a estiagem de 2005 --até então considerada recorde em várias décadas.
No ano passado, uma área de 3 milhões quilômetros quadrados foi atingida pela estiagem, contra 1,9 milhão quilômetros quadrados em 2005. 

Os cientistas fizeram um cálculo do desvio da média de chuvas comuns nas estações secas da Amazônia (chamado de desvio padrão).
"A intensidade da seca foi maior em 2010 em relação à média", explica o biólogo Paulo Brando, do Ipam, um dos autores do trabalho.

A segunda parte do estudo, explica ele, verificou quais as consequências dessa seca do ponto de vista dos estoques de carbono. Aí vem a outra má notícia: com as secas, a floresta emitirá mais CO2 do que absorverá.
Os pesquisadores relacionaram os dados de seca de 2010 com o crescimento das árvores (a partir de dados de campo coletados em 2005).

A conclusão foi que a seca do ano passado pode emitir 5 bilhões de toneladas de CO2 para a atmosfera em 2010 e nos próximos anos. Isso não acontece de uma vez, já que a decomposição das árvores mortas é um processo lento.
Para se ter uma ideia do que isso significa: a emissão da queima de combustíveis fósseis dos EUA é de 5,4 bilhões de toneladas por ano. Em condições "normais", estima-se que a Amazônia absorva 1,5 bilhão de toneladas de CO2 da atmosfera.

"A seca de 2010 talvez tenha matado as árvores que já estavam vulneráveis por causa de 2005", explica Brando.
"Pode ser que a floresta se recupere, mas ainda não fomos para campo medir. Ainda temos muito trabalho de campo pela frente", diz.

Para o climatologista José Marengo, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), é preciso analisar os dados com cuidado.
"Reduzimos o desmatamento em cinco anos, mas um fenômeno natural deixou nossa absorção de CO2 na estaca zero. Se esses cálculos não forem bem interpretados, poderão ser usados a favor do desmatamento", diz.

Marengo e sua equipe já mostraram que a seca de 2010 reduziu mais os níveis dos rios amazônicos que a estiagem anterior, de 2005.

Vale a pena assistir !

Um Sorriso em São Paulo ....

A Brastemp patrocinou em São Paulo, para que 11 emissoras de rádio se unissem, e ao mesmo tempo , soltassem esta propaganda.

Vejam que mensagem alto astral, para começar o dia...

Cliquem abaixo

Vale = Novo terminal no Pará

Vale compra área para construção de novo terminal de minério no Pará
O Estado de São Paulo

A mineradora Vale comprou uma área de 3 mil hectares para a construção do Porto do Espadarte, em Curuçá (PA). O projeto encurtaria em 400 km a distância entre as minas de Carajás e os navios de exportação – hoje, o escoamento daVale é feito principalmente por Itaqui (MA). Ao arrematar por R$ 10 milhões que pertencia à RDP Empreendimentos, do holandês Hendrik van Scherpenzeel, a Vale desbancou concorrentes como o empresário Eike Batista e multinacionais chinesas e americanas.

Tanto interesse tem razão de ser: além de estar próxima a grandes concentrações de minério, estudos sobre a região mostram que ela seria ideal para receber navios de maior com capacidade para carregar até 500 mil toneladas, que exigem um calado (profundidade) maior na área de atracagem. Apesar da vantagem competitiva, o empreendimento enfrenta a resistência de entidades ambientais e sociais – o Ministério Público Federal já abriu investigação para apurar os impactos do projeto.

De acordo com Mauro Neves, diretor de planejamento da Vale, o Porto do Espadarte, ainda não pode ser considerado um projeto da empresa – por enquanto, diz o executivo, trata-se de uma "oportunidade estratégica" em estudo. O período de projetos preliminares de engenharia e de viabilidade ambiental deve durar pelo menos um ano. Passada essa fase, segundo Neves, é pouco provável que a construção seja iniciada antes de 2015.

De qualquer forma, Espadarte seria uma das poucas alternativas viáveis para a mineradora expandir a logística portuária no Pará. O porto de Vila do Conde, em Barcarena, a 37 km de Belém, não tem condições de absorver a produção da Vale, pois está comprometido com a demanda da hidrovia do Tocantins, inaugurada em dezembro, que prevê um volume de 70 milhões de toneladas de carga por ano.

Barbárie no Egito

Opinião do Estadão

A célebre expressão de Nelson Rodrigues - "arrancos de cachorro atropelado" - parece perfeita para descrever a ferocidade com que as forças de repressão egípcias tentaram aplastar não apenas o clamor popular pelo fim imediato da tirania de 30 anos de Hosni Mubarak, mas também a cobertura, pela imprensa estrangeira, desse movimento sem precedentes no país e de repercussões internacionais imprevisíveis. Os espasmos de agonia da ditadura deixaram uma profusão de mortos e feridos no centro do Cairo, quando policiais travestidos de manifestantes civis favoráveis a Mubarak e hordas de delinquentes por eles recrutados investiram contra as multidões que demandavam acerbamente, mas pacificamente, o advento da democracia.

Ao mesmo tempo, a selvageria dos "torturadores agindo nas ruas", nas palavras de um horrorizado militante egípcio dos direitos humanos, abateu-se sobre os jornalistas vindos de todas as partes para acompanhar o maior sismo já experimentado pelo mundo árabe-muçulmano desde os protestos que, ao cabo de oito meses, destronaram o xá do Irã em 1979. Com a diferença de que o abalo de agora, na esteira da recente revolta que derrubou o autocrata tunisino Zine El Abidine Ben Ali, não foi insuflado por qualquer organização política ou civil nem por um líder religioso no exílio, como o carismático aiatolá xiita Ruhollah Khomeini. O desespero do sistema de poder cevado por Mubarak levou os seus gorilas a destroçar até mesmo regras elementares de convivência diplomática, como a tolerância em relação à atividade das equipes de mídia admitidas no país.

Governos alarmados com as consequências desse trabalho - a sublevação no Egito se alastrou em ampla medida graças às imagens da rede Al Jazeera, do Catar, captadas no país e reproduzidas sem cessar na internet - fazem o de costume: tiram sinais do ar, fecham sucursais de emissoras e periódicos do exterior, confiscam equipamentos e cassam credenciais. Mas não espancam, sequestram e encapuzam jornalistas antes de expulsá-los sumariamente, como no caso da dupla de enviados especiais da EBC, de Brasília. Pior foi a sina de um desaparecido repórter da televisão sueca, afinal encontrado num hospital depois de ter sido esfaqueado. "Barbárie", resumiu com franqueza incomum no seu ramo o embaixador brasileiro no Cairo, Cesário Melantonio, há 40 anos na carreira.

Como a quase totalidade dos observadores, ele acredita que o regime de Mubarak "está moribundo". Antes ainda do "Dia da Partida" - ontem, quando expiraria o prazo estabelecido pela oposição para a renúncia do tirano -, analistas familiarizados com a política egípcia, como o libanês Fawaz Gerges, professor de relações internacionais na London School of Economics, davam como certo que o poder já passou de Mubarak para o seu mais próximo colaborador, Omar Suleiman, chefe dos serviços secretos egípcios e interlocutor habitual dos Estados Unidos. Nomeado dias atrás vice-presidente, na tardia reorganização do governo, o ex-general de 72 anos, treinado na antiga União Soviética (assim como o próprio Mubarak e a maioria da velha elite militar egípcia), é o nome preferido por Washington para chefiar um governo de transição no Cairo.

O New York Times revelou que altos funcionários americanos vêm negociando com autoridades egípcias um esquema para a saída imediata de Mubarak. O governo interino - na realidade um triunvirato encabeçado por Suleiman e integrado pelo ministro da Defesa, marechal Mohamed Tantawi, e o chefe das Forças Armadas, general Sami Enan - daria início a uma reforma constitucional, que desembocaria em eleições livres marcadas para setembro. O processo se faria mediante negociações com um amplo leque de forças oposicionistas, entre elas a banida (e temida) Irmandade Muçulmana. O movimento, que diz não querer um candidato presidencial próprio, mas uma figura de consenso, prega "um Estado civil democrático, baseado em princípios islâmicos".

Falta convencer o Exército a trocar sua tutela de 60 anos sobre o Estado autoritário pela tutela sobre o processo de democratização que se seguirá à queda de Mubarak, em cumprimento da vontade popular.

Quem sabe ?

Bellini Tavares de Lima Neto (*)

Lá pelos idos dos meus vinte e poucos anos, quando ainda sonhava em me tornar um compositor, escrevi uma canção à qual dei o nome de “Autovisão”. Falava de mim mesmo, das minhas incertezas, dos meus medos, coisa que, com o tempo, ganhou o nome de “nhem, nhem, nhem”, daquela juventude ranheta que vivia questionando a si mesma e a tudo. Resquícios daqueles tempos de existencialismo pós-guerra dos anos cinqüenta. E na canção eu usava um verso que dizia: “o futuro chegou de repente e talvez fosse cedo”. No meu contexto pessoal aquilo não era nada além da constatação que a fase leve e suave da adolescência já havia ficado para trás, eu já havia atravessado pelo menos metade da chamada juventude e aí começava a me bater o medo. A música, cotada para ser o título do disco que acabei gravando, foi alijada do cenário por conta da censura que a proibiu em todo o território nacional (falava em liberdade, quebrar correntes e outras coisas inadmissíveis para os tempinhos cinzentos). O disco saiu e morreu sem que lhe tomassem conhecimento e o sonho de virar compositor, eu tive que acordar dele se quisesse manter o hábito burguês de comer ao menos duas vezes ao dia. E o futuro chegou. Cedo ou tarde, sem dar a menor atenção a mim e aos meus versos.

Há pouco tempo circulou pela “internet” uma mensagem curiosa se referindo a um dos filmes da trilogia “De volta para o futuro”. Apenas para recapitular, tudo começa com o rapazinho de 1985 sendo remetido por mero acidente ao ano de 1955. Trinta anos antes. Lá estavam seus pais adolescentes vivendo os anos dourados norte-americanos. Depois de uma porção de trapalhadas e situações e sempre com a preocupação de não alterar nada que pudesse interferir no futuro, o personagem faz exatamente o que todo mundo esperava: modifica umas tantas coisas que vão melhorar sua situação quando nascido e adolescente. Terminada a primeira aventura, o jovem retorna ao seu tempo para, logo em seguida, ter que se meter no futuro. E esse futuro é cheio de coisas mirabolantes. Os veículos são todos aéreos, voam sem problemas de trânsito. Tudo é fantástico, inclusive uma roupa que, encharcada pela queda do jovem num lago, seca sozinha e em segundos. Isso tudo acontece no longínquo ano de 2015, embora, por esperteza, tenham circulado a observação que o ano era 2010. A diferença é pequena. Pois é. A menos que a evolução ande mais depressa que a velocidade da luz, dificilmente teremos tudo aquilo dentro dos próximos curtos anos. Esse é o tempo, que caminha ao seu próprio bel prazer, no seu ritmo e andamento, sem nos dar a menor atenção.

O tempo não chega nem antes nem depois de coisa alguma, pois não conhece o sentido das palavras “cedo” ou “tarde”. O tempo não comporta previsões ou projeções, pois é senhor de si mesmo e não segue ninguém ou nada. Por isso, é preciso ser tratado com respeito. Ele não aceita desaforos. Nem desperdícios. Mas, por outro ângulo, de nada adianta temê-lo ou tentar contorná-lo. Ele não vai ouvir nem se desviar por isso. O tempo é para ser aproveitado. Mas também convém refletir sobre o que significa esse “aproveitar”. Aquele que ilude, seja aos outros, seja a si mesmo, pode até criar a percepção de que está aproveitando o tempo, mas ela será sempre uma percepção falsa, uma espécie de castelo de areia que não resistirá à ação do próprio tempo. Valioso será, incondicionalmente, o tempo de quem é verdadeiro, de quem respeita a si mesmo e aos outros. Mesmo que não consiga atingir a todos os seus propósitos ou não seja tão bem sucedido quanto exigem os padrões externos.

Estamos iniciando um novo ano e, por estas bandas do hemisfério sul do planeta, também um novo período que tanto pode ser a cópia exclusiva do que se tem visto até agora, ou não. As repetidas tragédias de inicio de ano se repetiram de forma absolutamente previsível, mostrando claramente quanto tempo foi e continua a ser desperdiçado em decorrência do desrespeito ao verdadeiro. Os comportamentos também não sofreram qualquer mudança ou renovação. A desfaçatez parece ter atravessado a barreira do ano findo e se instalado no mesmo diapasão de tranqüilidade em que tem se mantido ao longo dos anos. E o tempo prossegue sua caminhada sem qualquer sobressalto ou desvio de roteiro.

O que será que vamos fazer com ele? Vamos assistir sua passagem para, em algum momento, sentar numa pedra da estrada e chorar sobre seu rastro? Vamos continuar a esbanjá-lo sem qualquer respeito para, um dia, perceber que dele só ficaram as lembranças? Vamos continuar a desconstruir a nossa história vivendo sob o signo do cinismo para, num futuro imprevisível, sermos lembrados como pertencentes a um tempo em que imperou o vácuo?

De qualquer forma, ainda que o imperador disso tudo, Sua Majestade, o Tempo, não tenha dividido a si mesmo em ciclos, nós os inventamos e ao fim de um e começo de outro meio que por milagre, parece que as esperanças renascem.

Quem sabe? Quem sabe?

(*) Advogado , avô recente e morador em S. Bernardo do Campo (SPO). Escreve para o site O Dia Nosso De Cada Dia - http: blcon.wordpress.com.


Quem é o palhaço? (2)

Deputado Romário falta a sessão na Câmara, e vai à praia
Jornal do Brasil

O flagrante aconteceu ontem, por volta das 17h, enquanto ocorria a primeira sessão legislativa na Câmara.

A foto está na capa da edição de hoje do jornal "Extra". Segundo a publicação, Romário esteve no Congresso ontem pela manhã, registrou sua presença às 10h17, e pegou o avião rumo ao Rio.

Como a sessão não era deliberativa e não havia ordem do dia, as ausências registradas não contaram para descontar os salários.

Na terça-feira, dia da posse, o ex-atacante da seleção ficou praticamente o tempo todo no fundo do plenário. De vez em quando atendia a pedidos de fotografias.

Ele chegou a se incomodar com o assédio, dizendo que queria ouvir o que estava sendo dito (a leitura do nome dos deputados eleitos).

Mas respondeu a algumas abordagens: "Com certeza é um golaço, um gol diferente", declarou a respeito de sua eleição.

Nota do Blog: Precisa escrever mais alguma coisa. Ainda se a praia fosse em Brasilia poderia até ser explicável. Mas, não é. O nobre "deputado" pegou um avião e foi para o  Rio de Janeiro. Certamente para quem é principiante na área , imagina-se que aprender o funcionamento da Casa, de se enturmar entre seus colegas de bancada, enfim , se preocupar com sua nova função e missão, é coisa de eleitor bobo e velho, além de palhaço, afinal, ser "deputado" é bico, é moleza ... esse é Pais que gasta uma fortuna com um "deputado" desse nível de interesse.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Que tal estudar em Harvard?

Estude em Harvard sem pagar nada. E no Brasil
Gilberto Dimenstein (*)

Você pode achar que o título dessa coluna é enganoso. Nada disso. Não apenas você pode estudar de graça em Harvard, no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), como em outras universidades de primeiríssima linha sem pagar nada. E sem sair do Brasil. Basta ter acesso a um computador (coloquei os endereços no www.catracalivre.com.br).

Esse é um bom exemplo do uso da tecnologia para a inclusão, graças a uma visão generosa do mundo acadêmico.

Um dos pioneiros desse tipo de iniciativa foi o MIT, vizinho a Harvard. Começaram a colocar suas aulas na internet, imaginando que, assim, chegariam a uma audiência maior. Depois Harvard seguiu o exemplo. Vieram outras, e a Apple, entre outras empresas de comunicação, decidiram ajudar a disseminação.

Note-se que, para estudar nesse tipo de faculdade, não é apenas obrigado passar por duros testes, mas pagar mensalidade altas, caso não se consiga uma bolsa.

Está aí uma ideia que não custaria muito para as universidades brasileiras tirarem do papel --aliás, existe no Brasil um projeto similar na FGV (Fundação Getúlio Vargas).

(*) Jornalista , membro do Conselho Editorial da Folha de São Paulo

Quem é o palhaço?

O grande parlamentar brasileiro TIRIRICA foi diplomado em 17/12/2010

Salário: R$ 26.700,00
Ajuda Custo: R$ 35.053,00
Auxilio Moradia: R$ 3.000,00
Auxilio Gabinete: R$ 60.000,00
Despesa Médica pessoal e familiar: ILIMITADA E
INTERNACIONAL (livre escolha de médicos e clinicas).
Telefone Celular: R$ ILIMITADO.
Ainda como bônus anual: R$ (+ 2 salários = 53.400,00)
Passagens e estadia: primeira classe ou executiva sempre
Reuniões no exterior: dois congressos ou equivalente todo ano.
Aposentadoria: total depois de oito anos e com pagamento integral.

Fonte de custeio: NOSSO BOLSO!!!!!!

Dá para chamá-lo de palhaço?
Pense em quem é o palhaço!!!
Não é preciso dizer.......

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Cachorro Velho!!!

Uma velha senhora foi para um safari na África e levou seu velho vira-lata com ela..

Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta de que estava perdido.
Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço .
O cachorro velho pensa:

-'Oh, oh! Estou mesmo enrrascado ! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador .
Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto: 
-Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí ?

Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores.
-Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho vira-lata quase me pega!

Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que vira: em troca de proteção para si, informaria ao predador que o vira-lata não havia comido leopardo algum...
E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa:
-Aí tem coisa!

O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo.
O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz: -'Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!'

Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa:
-E agora, o que é que eu posso fazer ?

Mas, em vez de correr ( sabe que suas pernas doídas não o levariam longe...) o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz:

-'Cadê o desgraçado daquele macaco? tô morrendo de fome! disse que ia trazer outro leopardo para mim e não chega nunca! '

Moral da história: não mexa com cachorro velho... idade e habilidade se sobrepõem à juventude e intriga. Sabedoria só vem com idade e experiência.


Vexame corintiano

Não vou ser hipócrita como palmeirense em dizer que não gostei da eliminação prematura da Libertadores do time do Corinthians.

Porém como um apreciador do esporte é sempre importante e gostoso ver times brasileiros nesse torneio disputando com os demais países da América do Sul, quem brilha mais.
Uma pena a saída prematura, porém, absolutamente merecedora.

Um time irreconhecível, sem fibra, sem brio, sem vontade, jogando de forma apática os dois jogos e ontem se o adversário fosse mais categorizado o time paulista iria para o vestiário com uma derrota por um placar elástico, haja vista, o time colombiano ter tido três oportunidades claras de gol no primeiro tempo que bastaria seus atletas possuírem uma condição técnica melhor.

Ronaldo é apenas um andarilho pelo campo o que demonstra a necessidade de repensar se deve continuar a praticar o esporte principalmente pela sua falta de condição física e atlética. Um grande jogador, um grande artilheiro, mas, que deveria saber a hora de parar sem entrar no campo do ridículo. O lateral esquerdo, que se destacou no Palmeiras no início de carreira, é um cidadão mascarado, arrogante e que joga com o nome. Outro que se parasse o time agradeceria.

Lamenta-se que não teremos mais um brasileiro nessa outra fase da Libertadores.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

E são os mesmos responsáveis pelas Olimpíadas

Blog do Juca Kfouri


Legados do Pan-2007…
No jornal “Valor Econômico” de hoje
Por Paola Moura | Do Rio


Legado do Pan-Americano de 2007 para a cidade do Rio de Janeiro e exemplo do que a cidade não quer que se repita nas Olimpíadas de 2016, a Vila do Pan terá 129 apartamentos leiloados hoje.

Os imóveis, que têm entre 60 e 100 metros quadrados e de um a quatro quartos, foram devolvidos pelos seus compradores.

Atualmente, 1.480 apartamentos, construídos em 17 prédios, menos de 50% estão habitados.

Quando foi lançado, em 2005, o condomínio fora considerado um recorde no mercado imobiliário nacional: na ocasião, 95% de seus 1.480 apartamentos foram vendidos em poucas horas.

No entanto, até hoje, a Agenco – responsável pela obras – e a Caixa Econômica Federal enfrentam uma série de processos de donos dos imóveis da Vila do Pan por problemas na finalização da obra.

O portal e um shopping center prometido na entrada do condomínio nunca foram construídos e parte do terreno chegou a afundar por se tratar de área arenosa, mas danificando apenas a área útil.

Cerca de 500 mutuários se negaram a receber as chaves e entraram na Justiça para tentar reaver a entrada já paga porque levaram um susto ao conhecer o saldo devedor na hora de ocupar seus imóveis.

Entre eles o ex-jogador Romário que adquiriu 11 apartamentos no empreendimento.

Os imóveis estão sendo leiloados com preços mínimos entre R$ 148 mil e R$ 486 mil.
Segundo o leiloeiro João Emília, os preços estão até 50% mais baratos que o mercado.

No entanto, numa rápida pesquisa nos sites de vendas de imóveis, há apartamentos com a mesma metragem, numa área próxima, Avenida Abelardo Bueno, onde está o Rio2, com preços inferiores ao do leilão.

Dia da posse

Blog do Ricardo Noblat para O Globo - Charge Izânio

Pós-graduação no Brasil cresce e melhora em qualidade

Folha de São Paulo

Cursos de mestrado (acadêmico e profissional) e de doutorado de todo o país receberam, em dezembro de 2010, suas notas finais após a quarta edição da avaliação trienal da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior).
O panorama foi positivo. Foram avaliados 2.718 programas --20% a mais do que na avaliação passada--, e a qualidade deles melhorou. A maior parte (33,9%) obteve nota 4 em uma escala que vai de 1 (pior) a 7 (melhor).

O crescimento dos considerados excelentes e com qualidade de nível internacional, que recebem nota 6 ou 7, foi de 35,4% (são 321 no total).
Também houve mais descredenciamentos (notas 1 e 2). Foram 61 programas, 2,2% do total. 
Na anterior, somavam 1,7%. A reprovação cresceu mais entre os mestrados profissionais --7% de 243 programas, contra os 3,8% da avaliação anterior.

"Os cursos com excelência estão em instituições consolidadas, que pesquisam e são reconhecidas há muito tempo", afirma Jorge Guimarães, presidente da Capes.
"Entre os descredenciados, há os que foram prematuramente credenciados, os que não receberam atenção devida e os que perderam parte dos docentes."

Para acompanhar o crescimento dos cursos e consolidar os abertos recentemente, o processo de análise deve mudar. Os que têm o conceito máximo em avaliações seguidas devem ser analisados em intervalos maiores.
Já os que tiram 3 seguidamente podem ter exames mais frequentes. "O acompanhamento deve ser menos gerencial e mais pedagógico, com visitas e aconselhamento estratégico para melhorar", explica Guimarães.

Do ''rouba, mas faz'' ao ''fala, mas não faz''

José Nêumanne para O Estado de S.Paulo

O depoimento do então secretário demissionário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério de Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Barreto de Castro, em audiência da Comissão Representativa do Congresso Nacional, em 20 de janeiro, é um dos documentos mais relevantes e reveladores da incúria administrativa e do cinismo político no Brasil. E da forma como esses vícios foram levados a extremos do descalabro nas gestões petistas de Luiz Inácio Lula da Silva. Infelizmente, esse testemunho não teve a repercussão merecida nos meios de comunicação nem provocou em nenhum dos Poderes da República (se é que funciona de fato aqui um sistema tripartite de governo) e na sociedade o debate que deveria ter provocado para que os absurdos por ele indicados sejam evitados.

O primeiro absurdo já havia sido noticiado antes de o técnico ter sido ouvido em vão pelos congressistas, a convite da senadora Marina Silva (PV-AC), que foi ministra do Meio Ambiente do governo em questão. Os brasileiros que não tiveram o privilégio de acompanhar esse depoimento ou mesmo a audiência já sabiam que em 2005, quando um tsunami devastou praias asiáticas, o ex-presidente Lula tinha firmado um compromisso com outros 167 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) para instalar, ao custo de R$ 115 milhões, um sistema de radares para prevenir desastres naturais. No entanto, não foi investido nenhum centavo e os cidadãos que pagam os impostos que bancam as despesas públicas só ficaram sabendo disso quando, em 17 de janeiro, a presidente Dilma Rousseff mostrou que não é tão loquaz como o antecessor, mas aprendeu muito bem alguns de seus mais caros truques de marketing, ao anunciar um tal Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais para o País. Seria uma piada de mau gosto se não fosse uma tragédia amarga. Pois ela anunciou para daqui a quatro anos a instalação do mesmo equipamento com cuja aquisição pelo Brasil seu antecessor e padrinho se havia comprometido em documento oficial internacional havia seis anos. A caradura do anúncio do governo foi tal que o prazo para o funcionamento, que era de dez anos, passou a ser de quatro, considerado insuficiente por quem conhece o assunto.

Big Brother (ou Bosta) Brasil (1)

"BBB", Toninho Cerezo e as bananas
Ivan Finotti (*)

Escrevo esse texto do alto da minha ignorância: nunca assisti a nenhum episódio de "BBB". O pessoal da Ilustrada achou isso curioso e me escalou para uma leve olhada na noite desta terça. Como se eu fosse um ET que acaba de aterrissar na Terra. Mais precisamente que acaba de aterrissar na frente de uma televisão sintonizada na Globo.

Começa às 22h16, o programa é pontual. O primeiro abacaxi aparece logo na apresentação, quando colocam dois participantes se dIgladiando como se estivessem em um videogame de luta. Efeitos especiais dignos dos filmes dos Trapalhões nos anos 70 imitam raios saindo das mãos dos infelizes. Sei que o programa elimina gente de vez em quando. Esses dois são as estrelas de hoje.

Percebo após cinco minutos de edição confusa, nervosa, rapidíssima, que estamos recapitulando a semana. Já já começa o verdadeiro programa.. Mas o que é aquilo, com o povo vestido de anjo e tirando palavras de uma piscina? Se a palavra for "ódio", algum deserdado é expulso da brincadeira. Mas quem inventa essas coisas ridículas?

Para não dizer que nada me chamou a atenção positivamente, o diretor Boninho escolheu de forma exemplar as mulheres desse programa. É uma mais bonita que a outra, parabéns, Boninho!

Para transformar a semana inteira em uma hora e pouco, a equipe de edição monta historinhas: o namoro de um casal, por exemplo, é mostrado através dos dias, sob música de Marvin Gaye (aliás, outro ponto positivo são as canções, de muito bom gosto --ops, mudei de ideia. Agora está tocando um forró sertanejo...)

Pedro Bial: ele chama o confinado de "meu rei", diz que "muita coisa se mostra nos olhos" e pergunta se "ver a família através das câmeras dá mais emoção que ao vivo", tudo metralhado por risadas e gargalhadas. Caramba, essa alegria dá vergonha alheia!

Bial informa agora que há dois grupos na disputa. Pensei que era cada um por si. Mas não, há duas gangues formadas. A cada frase de efeito dos concorrentes, a equipe do programa produz cartuns animados fazendo piada. São para deixar claro o que está acontecendo.

O programa de hoje não começa nunca. Já se passaram 45 minutos e ao vivo temos apenas as intervenções de Pedro Bial conversando com o povo no sofá. Faz perguntas sobre nada. Uma vez assisti à "Casa dos Artistas", há uns dez anos, quando Supla ficou em segundo lugar. Parecia mais interessante, ou será que era apenas a novidade do gênero reality show?

Na minha pré-apuração para fazer esse texto, conversei com a Eulina de Oliveira, a mulher que lava, passa, limpa e faz comida aqui em casa. Ela disse que não gosta do programa porque os concorrentes são pessoas que não precisam. Não precisam do quê?, perguntei. "Do dinheiro! Deveriam dar oportunidade para quem precisa do dinheiro, como aquela que tinha uma filha com problemas, no 'BBB4' ou '5'".

Discordo da Eulina. Não acho que o programa melhoraria se tivéssemos um desfile da miséria brasileira. Ao contrário, acho que se a produção escolhesse alguns intelectuais, tipo um critico de literatura bem inteligente, um cineasta bem sucedido, uma bela filósofa bonita e uma antropóloga bem gostosa, aí sim poderia ser divertido.

Seja como for, a Eulina, evangélica, se incomoda com o alto índice de insinuação sexual do "BBB". E me alertou: tem um transexual, filho de um jogador de futebol no programa. Como eu leio jornais, sei que ela se confundiu. O transexual filho do Toninho Cerezo está em outro circo, o da SPFW. Mas me pôs a pensar: não sou só eu, mas ninguém entende nada desse programa da Globo. Por que existe? Por que faz sucesso?

Aterrissei na frente de uma TV no Brasil do futuro. Não estamos em 2011, mas no ano de 3978. É a Terra do Planetas dos Macacos, dominada por primatas. Macacos dentro e, ouso dizer, na frente das telas de televisão. O "BBB" deveria dar 1 milhão de bananas aos seus concorrentes e vender as cascas aos telespectadores.

(*) Jornalista, é editor assistente do Caderno Ilustrada da Folha de São Paulo.


Enquanto isso ....

Aposentado por invalidez pode ter correção pela URV

A Justiça Federal determinou que o INSS recalcule benefícios de segurados que, afastados do serviço por doença, foram aposentados por invalidez entre março de 1994 e fevereiro de 1997. A correção da URV (Unidade Real de Valor), que vigorou nesse período, poderá garantir aos aposentados um aumento de até 39,67%, dependendo do mês e do ano da concessão da aposentadoria.

A decisão é do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (Brasília), que deu sentença favorável a três segurados do Instituto. Eles começaram a receber o auxílio-doença antes de março de 1994 e, depois dessa data, o benefício foi transformado em aposentadoria por invalidez.

Os juízes que analisaram os casos entenderam que, ao passar o auxílio-doença para aposentadoria por invalidez, a Previdência deveria refazer os cálculos e não apenas converter um benefício em outro. Celso Pacheco, assessor jurídico da Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas), explica que a decisão abre precedentes a aposentados por invalidez que se afastaram do serviço nesse mesmo período.

"Na verdade, os segurados entraram na Justiça para rever o auxílio-doença, que deixou de ser incorporado à aposentadoria por invalidez", explica.

Segundo ele, como nesse caso, o INSS já errou também em outras aposentadorias concedidas em 1994, lembrando a falha que envolveu a conversão de moedas, de cruzeiros para real. "Por isso, antes de pensar em se aposentar, o trabalhador deve procurar se informar. Entidades especializadas em previdência orientam sobre o cálculo e a documentação necessária para dar entrada no benefício. É fundamental ter em mãos todos os contracheques. Eles são documentos de prova na Justiça", afirma ele.

Para Pacheco, o erro no cálculo do benefício por invalidez deve ter ocorrido por falha da Dataprev. "O programa não tem como avaliar as origens do auxílio-doença. Deixou de considerar que o auxílio estava ativo e, assim, não se levou em consideração o período afastado", observa.

Nota do Blog: Enquanto essa corja de politicos recebe suas aposentadorias calculadas de forma nababescas, os demais mortais que trabalharam 30/40 anos de sol a sol ou pior, tiveram suas atividades profissionais interrompidas por invalidez, precisam entrar com ação na justiça , esperar anos a fio, sendo que a maioria morre sem receber seu benefício recalculado,  e fica tudo por isso mesmo. Uma vergonha mas que lamentavelmente, temos um povo pacifico e ordeiro por demais em aceitar todas essas canalhices politicas sem qualquer manifestação contrária.

Farra das aposentadorias estaduais

O país que presta exige a imediata devolução do dinheiro tungado por ex-governadores na farra das aposentadorias ilegais
Augusto Nunes (*)

Nem bacharéis filiados ao PCC conseguiriam encontrar argumentos em defesa dos 126 envolvidos na farra das aposentadorias dos ex-governadores. Desta vez, nem Lula ousou vestir o manto de Padroeiro dos Bandidos de Estimação para abençoar também os pais-da-pátria que andam embolsando em conjunto R$ 31 milhões por ano. Não há o que dizer em favor dos espertalhões.

Só tem direito a aposentadoria quem exerce uma profissão, cumpre um tempo mínimo de serviço e recolhe parte do que recebe a institutos de previdência ou fundos de pensão. Não existe a profissão de governador. O contracheque mensal que garante a vida confortável passa ao largo dos descontos do INSS. E o tempo de serviço, sempre curto, em alguns casos não passou de 10 dias de interinidade.

Aposentados comuns voltam para casa. Os aposentados dessa divisão especial seguem na ativa. Vão para o Congresso, para alguma estatal, para um ministério — até para a Presidência da República. Quando se instalou no Planalto, José Sarney somou o salário presidencial à bolada que recebia havia mais de 20 anos como governador aposentado do Maranhão. Aos 80 anos, é o decano do bando que junta gente do PT, do DEM, do PMDB e do PSDB, representado pelo paranaense Álvaro Dias, líder do partido no Senado. A ganância é suprapartidária.

Em 2007, o STF decidiu que nenhum ex-governador tem direito a tal obscenidade. A decisão segue tropeçando na insolência dos tribunais de justiça e das Assembleias Legislativas. É hora de acabar com a roubalheira. Só falta esclarecer se o caso é de apropriação indébita ou de estelionato. Definido o crime, cumpre ao Ministério Público e ao Judiciário cuidarem da imediata devolução do dinheiro tungado e da aplicação dos demais castigos previstos na legislação.

Se os aposentados de araque escaparem da punição merecidíssima, melhor propor ao Congresso que aprove, em regime de urgência, a descriminalização do assalto ao dinheiro público praticado por políticos em qualquer ponto do território nacional.

(*) Ex-Diretor do Jornal do Brasil, do Jornal Gazeta Mercantil e Revista Forbes. Atualmente na Revista Veja.

São Raimundo sem torcedores

Já expus minha opinião a respeito de futebol profissional em Santarém, porém, já que ele existe entende-se que deva ser levado a sério.
Doce ilusão.
Hoje o São Raimundo que participa do campeonato estadual joga no estádio da cidade, o Barbalhão, contra o time de Cametá.
Ocorre que o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado entre a Prefeitura da cidade e o MPE para regularizar irregularidades no estádio no ano passado, simplesmente não foi cumprido. E tendo dinheiro em caixa conforme exposto pela Secretária de Esportes da cidade.
Porque não foram realizadas as obras? Sabe-se lá o a razão.
Com isso, jogo será realizado com os portões fechados.
Para um clube profissional do interior do Pará cuja situação financeira já é difícil, pode-se imaginar ainda jogar sem público.
Demonstração da falta de interesse, irresponsabilidade e por aí vai.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Relembrando Bryan Adams


Please Forgive Me
Bryan Adams

It still feels like our first night together
It feels like the first kiss
And it's getting better, baby
No one can better this
I'm still holding on
You're still the one

The first time our eyes met
It's the same feeling I get
Only feels much stronger
I wanna love you longer
You still turn the fire on

So, if you're feeling lonely, don't!
You're the only one I'd ever want!
I only wanna make it go,
So, if I love you
A little more than I should

Mau gosto ao extremo

A CBF apresentou nesta terça-feira a nova camisa que a seleção brasileira usará, a começar no próximo dia 9, em amistoso com a França, em Paris.

A novidade é uma faixa um pouco abaixo do escudo da entidade e também o desenho de um canarinho, que fica no verso do escudo.

Na versão amarela, a faixa é verde, enquanto que na azul, a faixa é amarela. Ambas são com a tecnologia Dri-Fit e têm "zonas de ventilação" nas laterais, nas mangas e na parte interna da gola.

A gola é careca e ainda vem com a mensagem "Nascido para jogar futebol".

As camisas têm, segundo a empresa, "200 furos minúsculos cortados a laser, apoiados por um mecanismo que evita rasgos".

Segundo a Nike, o preço sugerido da original é de R$ 239,90. A réplica é de R$ 199,90. Como base de comparação, a de Ronaldinho, no Flamengo, custa R$ 159,90

Mano Menezes iria participar do lançamento da nova camisa, mas a CBF informou que o voo do técnico da seleção, que está no Peru, foi cancelado. O treinador acompanha de perto a preparação da equipe sub-20 no Sul-Americano da categoria, que dá vaga olimpica.

Nota do Blog: Desculpe se alguém gostou, mas eu achei horrorosa, principalmente essa faixinha que não diz nada com nada.



Os anos voam

Senado elege Sarney pela 4ª vez.
Tem gente que não aprende.
Quanto mais velho fica, menos sabe envelhecer.

Sérgio Siqueira para o Blog Sanatório de Noticias

Dia do Fico

Blog do Ricardo Noblat para o jornal O Globo

Energia eólica

Energia eólica no mundo cresce de vento em popa

A energia eólica está em ascensão no mundo inteiro. Os cata-ventos já giram em 82 países do planeta e a tendência é aumentar, e os países emergentes e em desenvolvimento dão seus primeiros passos no setor.

Para Dom Quixote, os moinhos de vento eram criaturas ameaçadoras, cheias de braços e nas quais não de podia confiar. Do século 17 para cá, a imagem dos cata-ventos melhorou muito, e hoje, mais do que moer farinha, eles fornecem quantidades generosas de energia limpa.

Segundo dados do Relatório Mundial de Energia Eólica, o vento gerou cerca de 340 terawatts-hora de energia no mundo em 2009, o suficiente para abastecer a Itália durante um ano.

A maioria das turbinas eólicas sempre se concentrou na Europa, onde desde cedo houve tecnologia e vontade política para investir em tecnologias limpas. Mas o potencial está se esvaindo. Atualmente, apenas 27% dos novos cata-ventos foram instalados na Europa, deixando o continente em terceiro lugar no ranking de energia eólica.

Produtos não transgênicos

Empresa financia cultivo de não-transgênicas

A maior processadora de soja não transgênica do país, Imcopa, é uma das empresas financiadoras do programa Soja Livre. Em parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso), Abrange (Associação de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados) e outras organizações, o projeto fomenta o desenvolvimento e cultivo de novas variedades de soja convencional, livre de organismos geneticamente modificados, para assegurar ao produtor o direito de escolha entre soja convencional ou transgênica.

"Queremos garantir que o consumidor final possa decidir se deseja ou não consumir o produto transgênico", afirmou José Enrique Marti Traver, diretor de operações da Imcopa. De acordo com ele, a necessidade de um projeto dessa natureza decorre de uma distorção na legislação Brasileira que regula o mercado de sementes.

"Por um lado as sementes de produtos convencionais são enquadrados na legislação de novas cultivares (sementes), enquanto que as sementes de produtos transgênicos são enquadrados na Lei de Propriedade Intelectual, o que permite a obtenção de patentes e cobrança de royalties por um período de 10 anos", esclareceu Traver.

Na regulamentação das cultivares convencionais essa proteção não existe, o que leva os sementeiros a desenvolver sementes transgênicas, que lhes garante a propriedade intelectual e o retorno dos investimentos.
"Cerca de 90% das novas variedades de semente de soja introduzidas no mercado a cada ano são transg ênicas, o que ameaça a continuidade do produto convencional.

A médio prazo isso implicaria na extinção dessas sementes", complementou o diretor da empresa.
As empresas e entidades que participam do programa Soja Livre se comprometem a financiar, desenvolver e produzir novas e competitivas variedades de soja que se adequem às necessidades de cada região produtora.

De acordo com a processadora, as empresas participantes do projeto garantem a compra da soja não transgênica com pagamento de prêmio ao produtor.
"A iniciativa vai ao encontro dos exportadores de soja convencional e seus derivados para o mercado europeu, onde a rejeição aos trânsgênicos é mais acentuada e crescente", comentou Traver. 

A volta do dragão

Ilan Goldfajn para O Estado de S.Paulo

Cidadãos do mundo, preparem seus bolsos. A inflação está voltando. Ela vem a reboque do tsunami de aumentos de preços de commodities globais em economias emergentes já aquecidas. Os antigos remédios para combatê-la - política monetária (juros) e flutuação cambial (deixar apreciar) - estão sob suspeita. Novos remédios experimentais - medidas "macroprudenciais" - estão em uso intenso, sem sabermos ao certo quão eficazes e quais seus efeitos colaterais. O risco de uma parada mais brusca na atividade futura para combater a inflação aumentou.

O fenômeno é global. Os preços das commodities subiram por várias razões. No começo, pelos juros baixos no mundo (EUA, Europa, Ásia) e pela depreciação do dólar, que induziram a compra de ativos "reais". Recentemente, os preços estão subindo pelo crescimento econômico e pelos problemas climáticos globais. Há poucos meses a preocupação era com a volta da recessão nos EUA, chamada de mergulho duplo (double dip). Não só a recessão foi evitada, como o crescimento nos EUA no último trimestre do ano foi muito forte. O mundo parece que estava despreparado para a volta do crescimento simultâneo das economias maduras (EUA, etc.) e das emergentes (que crescem fortemente e demandam mais commodities para a urbanização crescente da sua população).

A inflação, quando é global, costuma ser de ninguém. Não se identificam os responsáveis individuais pelo excesso de demanda global. Cada país percebe a inflação como um choque externo. O viés é deixar o outro combatê-la. No caso da inflação de commodities, esse comportamento é institucionalizado: faz parte das regras dos bancos centrais retirá-lo do índice de inflação e combater a inflação do que sobrou (o núcleo). Como se toda a inflação de commodities fosse temporária, resultante de choques de oferta.

Democracia brasileira é produto falsificado.

Padre Edilberto Sena (*)

Quem afirmar que no Brasil se vive numa democracia está enganado. Se disser que aqui se é livre para viver e que pode votar em quem quiser nas eleições e chamar isso de democracia, então que se iluda. O governo eleito democraticamente se comporta autoritário, numa ditadura disfarçada.
Um exemplo evidente é o programa de aceleração do crescimento, o PAC.
Um programa elaborado lá em Brasília cuja maior vítima é a Amazônia e seus povos.

Falam em avanço de infraestrutura, com rodovias, telecomunicações, dezenas de hidroelétricas, mineração e um pouquinho para saneamento básico.
No caso exemplar das hidroelétricas, a ditadura disfarçada, tem o projeto para 16 usinas na bacia do rio Tapajós e a bola da vez da usina Belo Monte sem que as populações vejam.

Neste caso de Belo Monte, o governo Federal tem violado leis constitucionais, tem demitido funcionários que não entram no jogo da sua ditadura, tem iludido populações e povos indígenas, utiliza a força do fato consumado, mente até para bispo.

Mais recente, a ditadura disfarçada deixou o rabo de fora.
Para apressar o início da construção da usina de Belo Monte, o Ministério das Minas e Energia forçou o presidente do Ibama a dar a licença de instalação pela metade, segundo esse pessoal, só para limpar a área de 240 hectares de floresta.
Como o presidente do IBAMA, sabendo da ilegalidade, recusou assinar a licença e foi demitido.

Já o presidente da Fundação Nacional do Índio, a Funai, sr. Marcio Meira, abuso do poder, mesmo seus técnicos recusando dar permissão porque viola a constituição brasileira, o sabujo assinou por conta e risco a permissão para a licença.
Agora restam duas opções, a justiça acatar o processo já aberto pelo Ministério Público Federal aliás, são 10 processos criminais; a outra opção é, as organizações
civis usarem a real democracia e impedir os crimes do governo federal.

Ver-se-á em breve qual justiça prevalecerá.

(*) Sacerdote e Diretor da Rádio Rural de Santarém (PA)

E o cidadão continua ...


Senadores elegem Sarney para mais dois anos à frente do Senado

Os senadores elegeram José Sarney (PMDB-AP) para mais dois anos de mandato, o quarto, na presidência do Senado. Sarney derrotou o senador Randolfe Rodrigues por 70 votos a 8. 
Houve um voto nulo e dois em branco. Na terceira reunião preparatória, prevista para a tarde de hoje, os senadores vão definir a Mesa Diretora. Em seu discurso após ser eleito, Sarney voltou a falar em sacrifício e disse que "só o amor pela vida pública me afasta de meu bem estar pessoal".

Os novos parlamentares tomaram posse na manhã desta terça-feira, 2, no Congresso. A posse na Câmara também aconteceu pela manhã, mas a eleição para a Presidência está prevista para as 18h. O favorito é o deputado Marco Maia (PT-RS). Concorre com ele o deputado Sandro Mabel (PR-GO).

Nota do Blog: O cidadão completa 81 anos em abril de 2011 e não larga o osso e ainda tem a cara de pau de dizer que somente o amor pela vida pública faz com que ele tenha esse enorme "sacrificio" !!! Vá chupar prego até virar tachinha. Cara de pau. É que a teta é muita boa isso sim. 

Abusa... abusa!!!

Casal estava na cama conversando quando a mulher diz bocejando pro marido:
- Vou dormir...boa noite
- E ele diz:
- Já vai dormir? Logo agora que eu iria abusar de você?
E ela entusiasmada diz:
- Então abusa vai, abusa.
E ele diz:
- Vai lá na cozinha pega uma cervejinha e algumas azeitonas pra mim.

Árabes incendeiam o mundo

Eliane Cantanhêde (*)

O embaixador brasileiro no Cairo, Cesário Melantonio, previu na quinta-feira e acertou em cheio: se os "imans" (sacerdotes muçulmanos) se rebelassem contra a censura prévia do governo e convocassem a população a aderir às manifestação na sexta-feira, dia nacional de preces, o Egito iria pegar fogo. Bingo!

As pessoas saíram das mesquitas e foram às ruas, e a rebelião deixou de ser restrita a jovens e à classe média com acesso à internet e tomou conta da capital e de todas às outras grandes cidades egípcias: Suez, Alexandria, Port Said, Ismailia, Assiut e Sohag.

O governo reagiu duramente, jogando militares e tanques nas ruas, mas não adiantou. "O governo perdeu o controle e a situação degringolou", descreveu o embaixador, que serviu antes na Turquia e na Tunísia e está há nove anos e meio nos três países.

Os manifestantes usavam principalmente duas armas: pedras e fogo. No cairo, incendiaram a sede do partido do ditador Hosni Mubarak, um prédio de cerca de dez andares, próximo à Embaixada do Brasil. Ardeu durante horas sem que os bombeiros chegassem e agissem.

O embaixador diz que o ataque ao prédio explica um dos motivos da rebelião: a falta de canais reais de participação popular. O partido de Mubarak, há 30 anos no poder, conquistou cerca de 95% do Congresso em eleições cuja lisura é sempre questionada.

"Não deixaram uma válvula de escape para o povo", disse Melantonio. Ou seja: não há nem mesmo canais institucionais para que a população extravase a irritação com o governo, contra os preços altos, a falta de empregos e serviços básicos públicos, a opressão política. Só sobrou a rebelião nas ruas.

Perto de 50% dos 80 milhões de egípcios vivem abaixo da linha da miséria, com salários de até US$ 30 por mês, e estima-se que 40% sejam analfabetos.

Segundo o embaixador Cesário, não há ameaça à pequena comunidade brasileira, "que não passa de uma centena de pessoas". São professores, engenheiros, executivos de multinacionais e técnicos ou jogadores de futebol, todos com boa renda e morando em bairros até agora seguros.

Os turistas brasileiros no Egito somam cerca de 15 mil ao ano, mas divididos ao longo de todos os meses. Na sexta-feira, o embaixador não tinha informações sobre quantos estão no país neste momento e acrescentou que não havia nenhum plano para a retirada emergencial de brasileiros.

O Brasil é o maior exportador de carne bovina, frango e açúcar para o Egito e, só com esses três itens da pauta comercial, atinge US$ 800 milhões por ano. Além disso, o Mercosul e o Egito acabam de fechar um acordo de livre comércio em outubro do ano passado e vem aí a cúpula da América do Sul com países árabes, no dia 16, em Lima.

Por tudo isso, o governo brasileiro reagiu com cautela no início dos protestos, na terça-feira passada, alegando nos bastidores que o Egito tem um regime forte, o Exército mais potente daquela região depois do israelense e bastaria cortar as comunicações por celular e internet para esmagar os manifestantes. Concluía, assim, que o movimento não teria vida longa. Enganou-se.

Na sexta-feira, o ditador Mubarak já era obrigado a fazer pronunciamento pela televisão e trocar todo o seu governo. Mais ou menos na linha: vão-se os aneis e o gabinete, ficam os dedos e o seu mandato.

Brasília o temor compartilha agora com Estados Unidos e Europa o temor de que a crise se alastre por todo o mundo árabe. Começou com a queda do ditador da Tunísia, invadiu o Egito, chegou ao Iêmen e já sacode a Jordânia.

A diferença é que, enquanto a Tunísia é um lindo país de 10 milhões de habitantes no norte da África, pertinho da Europa, o Egito é um país poderoso, militarizado, o líder árabe. Além disso, dos 22 países da Liga Árabe, só dois mantêm relações com o vizinho Israel: justamente o Egito e a Jordânia. E Israel é o principal aliado norte-americano no Oriente Médio.

Washington já perdeu o Irã (de origem persa) há tempos e não pode correr o risco de perder agora o apoio do Egito e da Jordânia, principalmente para regimes religiosos extremistas.

A conclusão é que, se o mundo árabe está em chamas, o mundo todo está quente. E inseguro.

(*) Jornalista e colunista da Folha de São Paulo desde 1997.