Marina diz que Dilma não era escolha adequada para COP-15
A ex-ministra do Meio Ambiente do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pré-candidata à presidência da República, Marina Silva (PV), afirmou neste sábado em São Paulo que a escolha da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef (PT), para chefiar as negociações brasileiras durante a COP-15, em Copenhague, atendeu a uma lógica política da conjuntura brasileira.
Ainda que considere a escolha legítima, ela diz que foi inadequada.
"Não era uma negociação para amadores", disse durante discurso na convenção nacional de seu partido, na Assembléia Legislativa de São Paulo. Dilma é pré-candidata do PT à presidência da República para a sucessão de Lula.
"Eu me ressinto da ausência do ministro Celso Amorim (Relações Exteriores), e do ministro Carlos Minc (Meio-Ambiente). Quem vai politicamente representar o governo é uma decisão do governo. Isso não está em questão. O papel da ministra Dilma Roussef é legítimo. Mas o processo negocial não poderia ficar submetido a uma lógica política da cojuntura do nosso País. Porque o que estava em jogo era muito maior. Teríamos de chegar com um grupo de negociadores, não para fazer a campanha política de 2010, mas para fazer a diferença na discussão", diz.
Segundo ela, Minc e Amorim poderiam fazer a diferença. "Eles é quem poderiam entrar no mérito da negociação para que a gente pudesse de fato fazer a diferença. Eu acho que isso foi um prejuízo que a gente tem de avaliar no desdobrar do processo", disse.
Marina disse que o Brasil foi o país que fez a diferença em Copenhague mais pelo mal desempenho de seus pares do que por mérito próprio. "Em terra de cego, quem tem olho é rei".

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