domingo, 26 de junho de 2011

Desonestidade é cultura

João Ubaldo Ribeiro para O Estado de S.Paulo

Sempre se tem cuidado com generalizações, para não atingir os que não se enquadram nelas. Às vezes o sujeito odeia indiscriminadamente toda uma categoria, mas, ao falar nela e, principalmente, ao escrever, abre lugar para as exceções, os "não-são-todos" e ressalvas hipócritas sortidas. Outros recorrem a gracinhas, como na frase do antigamente famoso escritor Pitigrilli, segundo a qual "as únicas mulheres sérias são minha mãe e a mãe do leitor". No caso presente, decidi que as generalizações feitas hoje excluem todos os leitores, a não ser, evidentemente, os que desejem incluir-se - longe de mim contribuir para aumentar nossa tão falada legião de excluídos.

Antigamente, era muito comum ler ensaios e artigos escritos por brasileiros em que nós éramos tratados na terceira pessoa: o brasileiro é assim ou assado, gosta disso e não gosta daquilo. Em relação a maus hábitos então, a terceira pessoa era a única empregada. O autor do artigo escrevia como se ele mesmo não fizesse parte do povo cuja conduta lamentava. Até mesmo nas conversas de botequim, durante as habituais análises da conjuntura nacional, o comum era (ainda é um pouco, acho que o boteco é mais conservador que a academia) o brasileiro ser descrito como uma espécie de ser à parte, um fenômeno do qual éramos apenas espectadores ou vítimas. Eu não. Talvez, há muito tempo, eu tenha escrito dessa forma, mas devo ter logo compreendido sua falsidade e passei a me ver como parte da realidade criticada. Individualmente, posso não fazer muitas coisas que outros fazem, mas não serei arrogante ou pretensioso, vendo os brasileiros como "eles". Não são "eles", somos nós.

River Plate rebaixado

River perde pênalti, empata em casa e é rebaixado na Argentina

Pela primeira vez, o maior campeão da história do futebol argentino terá que disputar a segunda divisão do país. Neste sábado, mesmo jogando em casa, no estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, o outrora poderoso River Plate só empatou em 1 a 1 com o modesto Belgrano de Córdoba e não conseguiu "salvar" 110 anos de história. Foi degolado

O time precisava vencer por diferença de dois gols, já que havia perdido a ida do mata-mata do rebaixamento por 2 a 0. Chegou a abrir o placar logo aos 5min, com Pavone. Sofreu a igualdade aos 17min do segundo tempo, quando Ferrero tentou afastar, só que chutou em cima do companheiro Maidana e a bola sobrou para Farré balançar as redes.
Aos 24min, porém, o mesmo Pavone teve a chance de deixar o River novamente na frente. Mas cobrou penalidade máxima e o goleiro Olave defendeu.

Antes mesmo do apito final, a torcida tentou quebrar parte das arquibancadas para jogar no gramado. O goleiro Carrizo, desesperado, não poupava lágrimas. Com isso, apenas Boca Juniors e Independiente estão entre os grandes que jamais deixaram a elite.

Durante a semana, não houve outro assunto na Argentina. A Copa América, o aniversário de Messi, o Boca Juniors, os argentinos em Wimbledon, nada importou. A derrota em Córdoba, quarta-feira, teve invasão da torcida e ameaças a jogadores e dirigentes.

O rebaixamento na Argentina se dá pela média de pontos nos últimos três anos. Por isso, a responsabilidade pela situação é dividida entre a atual e a antiga diretoria.

As acusações recaem igualmente sobre o ex-presidente José Aguilar e o atual, Daniel Passarella, ex-capitão, ex-técnico e cada vez menos ídolo e mais vilão. O River já é alvo de todo tipo de piada no país vizinho.

A torcida do Boca, seu maior rival, tem um repertório infinito de trocadilhos e slogans pejorativos para desfrutar da crise do rival. Para piorar, há um time chamado Boca Unidos na Segundona, o que geraria um "superclássico genérico".

Que País é esse?

Antenor Pereira Giovannini (*)

O cantor , compositor e lider do conjunto Legião Urbana, Renato Russo que faleceu em 1996 , compôs em 1987 um música chamada “Que País é esse”. Isto ocorreu há 24 anos atrás.
Uma letra que fala em sujeiras para todo o lado desde as favelas até o senado e que ninguém respeita a constituição.. 24 anos atrás.

Se olharmos os dias de hoje o que assistimos:
- um ex-ministro suspeito de enriquecimento ilícito e que não conseguiu explicar de forma transparente como obteve um astronômico aumento em seu patrimônio em tão pouco tempo, sem mesmo se dar ao luxo de mencionar de quem ele recebeu pelos serviços prestados de assessoria, o que aliás, coloca mais pimenta na história, porque cabe a pergunta a quem pagou que tipo de assessoria receberam para desembolsarem tamanho valor? Pior ainda foi a blindagem realizada pelo próprio governo, como querendo literalmente jogar a sujeira para debaixo do tapete, quando deveria ser o primeiro a exigir transparência e lisura de seus servidores. A Receita Federal sempre tão preocupada com a falta de informação na declaração de um simples funcionário de uma empresa privada que tem seu desconto direto na fonte , mas que no caso de um político de cargo importente simplesmente , aceitou o seu instântaneo enriquecimento pelo fato dos impostos terem sido pagos.

- que ainda nesse mesmo assunto, em um País sério, seu cargo seria disponibilizado seja por vontade própria ou tomado pelo poder maior sem qualquer ressentimento, ao passo que por aqui , nossa comandante ainda precisou ouvir seu antecessor e que indicou tal Ministro, para uma tomada de decisão, numa demonstração mais do que flagrante que tal autonomia e poder de decisão que qualquer Chefe de Estado deveria ter, fraquejou.

- um contingente de policiais do Corpo de Bombeiros de um Estado que até bem pouco tempo foram galgados a condição de heróis pelos inumeros resgates que obtiveram numa tragédia desproporcional com a queda de barreiras soterrando cidades inteiras, para que meses depois sejam taxados de bandidos e miliantes pelo fato de reinvidicarem melhores salários haja visto seus soldos serem um dos menores do País , afora falta de equipamentos como mostrado em reportagem televisiva, em contradição ao exposto pelo governador bufão, que se preocupa em filosofar nas respostas à admitir sua incapacidade em gerenciar uma situação que se mostra clara necessidade de sobrevivência de uma tropa.

- um presidente do Senado ao reinaugurar uma ala com exposição dos fatos mais marcantes do País com a participação direta daquela casa, deliberadamente manda retirar da exposição fotos de um recente impeachement envolvendo um Presidente da República, numa demonstração de poder do povo ao retirá-lo sem violência., sob argumento que aquilo tinha sido “Um equívoco” chamando toda uma Nação de idiota por ter apoiado esse movimento. Mesmo reconsiderando e retornando com a exposição, muito mais pela pressão do que pela própria vontade, fica exposto o que esses politicos atuais pensam dos outros, principalmente quando as cadeiras são mudadas aos seus interesses pessoais. De inimigo vira amigo muito rápido.

- um Ministério que gasta R$ 3 milhões de reais numa cartilha propagando a homosexualidade entre os alunos como se isso fizesse parte de suas atribuições, quando há outros inúmeros problemas enraizados há anos na area educacional que não conseguem ser resolvidos a contento em suas melhorias, para que se gaste fortunas com algo totalmente ilegítimo e sem propósito.

- do mesmo Ministério observar que falar e escrever Português errado pode fazer parte do contexto desde que as pessoas entendam o real significado, para que não se caracterize o chamado “preconceito de linguística”.

- um ex-Presidente que assume sua incompetência no combate ao tráfico e por isso endossa a liberação da maconha como forma de cerceamento do tráfico tal qual a liberação em alguns países da Europa, como se tivessemos a mesma cultura e principalmente lastro financeiro . – “Cadê seu filho?!” pode perguntar alguém. “Está puxando um baseadinho na loja da esquina!!” . Talvez alguns anos atrás a maconha era o topo das drogas, mas nos dias atuais na escola da hieraquia ela é o jardim de infância para abertura de outros “cursos” mais pesados.

- que em coisas infinitamente menos importantes, porém que fazem parte do social do povo, que é futebol profissional , dirigentes incompetentes e desqualificados para os cargos que ocupam e que delapidam os cofres dos clubes com ações megalomaniacas causando rombos homéricos em seus balanços e que mesmo assim são privilegiados pelo governo federal com loterias, titulos de capitalização com objetivo de minimizar tais rombos sendo que a maioria deles são dívidas junto aos orgãos municipais, estaduais e federais. Chega-se ao ponto de isentarem impostos na casa de R$ 400 milhões de reais, para permitirem a construção de um estádio de futebol para Copa do mundo, como se esse dinheiro não fosse de extrema valia principalmente para saúde e educação .

- que em breve as leis penais sofrerão modificações em razão do alto número de detentos amontoados em prisões com capacidade limitada e dessa forma muitos poderão ganhar liberdade por estarem enquadrados em crimes ditos de penas leves: pequenos furtos, formação de quadrilha e por aí afora. Os apenados terão que conceder alguma forma de pagamento e assim ficarem livres da cadeia. Ou seja, pequenos crimes compensam porque não haverá detenções, talvez o castigo seja a doação de cestas básicas ....

- que a cada dia nossa mídia em geral aponta casos de corrupções pelo péssimo uso do dinheiro público em vários municipios do País , inclusive com prisões de secretários, vereadores, e até prefeitos, sem que haja qualquer nóticia de onde está o dinheiro desviado e de que forma ele retornará aos cofres públicos, demonstrando a possibilidade de ficar o dito pelo não dito, tornando evidente que dessa forma tudo pode virar uma grande e enorme pizza.

Em resumo, faltariam páginas para expor todas as safadezas que surgem a cada momento, fazendo com que esse povo que mesmo acompanhando e sofrendo na pele todas elas, ainda busca de forma tenaz e comprometida seus anseios e vontades , alheios a essa baderna e vergonha.

Renato Russo, apesar da sua “Que País é esse “ ter completado 24 anos , com certeza ela continua lider nas paradas e sendo lembrada diariamente às custas dos nossos administradores.

(*) Aposentado e agora comerciante morador em Santarém (PA) 

Limpe seus rins por menos de R$ 1,00

Os anos passam e nossos rins vão filtrando nosso sangue para remover o sal e outros intoxicantes que entram no organismo.
Com o tempo, o sal se acumula e precisamos de uma limpeza. Como fazer isso?

De um modo simples e barato: Pegue um maço de salsa e lave bem. Corte bem picadinho e ponha em uma vasilha com água limpa. Ferva por 10 minutos e deixe esfriar. Coe, ponha em uma jarra com tampa e guarde na geladeira. Beba um copo todos os dias, e você vai perceber que o sal e outros venenos acumulados nos rins saem na urina.

Você vai notar a diferença!

Há muitos anos a salsa é reconhecida como o melhor tratamento de limpeza dos rins.
E é um remédio natural!

A salsa é uma das ervas com propriedades terapêuticas menos reconhecidas. Ela contém mais vitamina C do que qualquer outro vegetal da nossa culinária (166mg por 100g).
Isso é três vezes mais que a laranja.

A salsa contém também ferro (5.5mg /100g), manganésio (2.7mg / 100g), cálcio (245mg / 100g) e potássio (1mg / 100g) .. Sendo recomendada para pedra nos rins, reumatismo e cólica menstrual.

Sua alta concentração de vitamina C ajuda na absorção de ferro.
O suco de salsa, sendo uma bebida natural, pode ser tomado misturado com outros sucos, 3 vezes ao dia.

As folhas podem ser mantidas no congelador, e seu uso é recomendo na culinária diária, pois além de saudáveis, dão ótimo sabor a qualquer receita.

Mas que moço bonzinho .....

Eike Batista dá R$ 139 mi para projetos de Sérgio Cabral no RJ

Além de bancar gastos de campanha do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), o empresário Eike Batista assumiu o papel de patrocinador de programas usados como vitrine eleitoral do Estado.

Nos últimos três anos, ele anunciou doações de R$ 139 milhões a projetos de interesse do peemedebista, do policiamento de favelas à despoluição de cartões-postais.

A oposição aponta conflito de interesses na relação entre o governador e o bilionário, que emprestou um jatinho para Cabral fazer uma viagem de lazer ao litoral da Bahia no último fim de semana.
O dono do grupo EBX recebeu R$ 75 milhões em isenções fiscais na gestão do peemedebista. Os dois dizem ser amigos e afirmam que os laços pessoais não beneficiam as empresas em negócios com o governo fluminense.

O maior patrocínio de Eike é destinado às UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora): R$ 80 milhões. O dinheiro será liberado em parcelas anuais de R$ 20 milhões até o fim do governo, em 2014.
O valor doado pelo bilionário supera os R$ 12,3 milhões que o Estado previa gastar com recursos próprios neste ano, segundo o projeto de Orçamento enviado à Assembleia Legislativa do Rio.

Os postos de policiamento em favelas foram o principal trunfo de Cabral em sua campanha à reeleição, em 2010.

Além do gasto em segurança, o empresário prometeu destinar outros R$ 13 milhões a ações sociais nas comunidades, incluindo a criação de um time de vôlei.

A candidatura do Rio a sede da Olimpíada de 2016 recebeu R$ 23 milhões. A assessoria do grupo EBX diz que a verba seguiu para o COB (Comitê Olímpico Brasileiro). Mas foi Cabral quem recolheu dividendos políticos com a escolha da cidade, amplamente explorada em sua propaganda eleitoral.

A despoluição da lagoa Rodrigo de Freitas, antiga promessa do governo do Rio, já ganhou R$ 15 milhões e deve obter mais R$ 3 milhões.

Outros R$ 5 milhões ajudarão a limpar a Marina da Glória, cuja concessão, outorgada pela Prefeitura do Rio, pertence ao bilionário.

No ano passado, Eike deu R$ 750 mil à campanha de Cabral e R$ 100 mil à do presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Melo (PMDB).
Na eleição anterior, repassou R$ 1 milhão à candidatura do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), que é afilhado político do governador.

Nota do Blog: Realmente é um moço muito bom. Se despoja com grande facilidades em pról da comunidade. Não há nenhum interesse pessoal. Longe disso.

O Fundo da Piscina

Um excelente nadador tinha o costume de correr até a água e de molhar somente o dedão do pé antes de qualquer mergulho. Alguém intrigado com aquele comportamento, lhe perguntou qual a razão daquele hábito.

O nadador sorriu respondeu: Há alguns anos eu era um professor de natação.

Eu os ensinava a nadar e a saltar do trampolim.
Certa noite, eu não conseguia dormir, e fui até a piscina para nadar um pouco.
Não acendi a luz, pois a lua brilhava através do teto de vidro do clube. Quando eu estava no trampolim, vi minha sombra na parede da frente.
Com os braços abertos, minha imagem formava uma magnífica cruz.

Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando minha imagem.
Nesse momento pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado. Eu não era um
cristão, mas quando criança aprendi que Jesus tinha morrido na cruz para nos
salvar pelo seu precioso sangue.

Naquele momento as palavras daquele ensinamento me vieram a mente e me fizeram recordar do que eu havia aprendido sobre a morte de Jesus.
Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos.

Finalmente desci do trampolim e fui até a escada para mergulhar na água.
Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina.
Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido.
Tremi todo, e senti um calafrio na espinha.
Se eu tivesse saltado seria meu último salto. Naquela noite a imagem da cruz na parede salvou a minha vida.

Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei na beira da piscina, confessei os meus pecados e me entreguei a Ele, consciente de que foi exatamente em uma cruz que
Jesus morreu para me salvar.

.Naquela noite fui salvo duas vezes e, para nunca mais me esquecer, sempre que vou até piscina molho o dedão do pé antes. Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar, ou retardar as coisas, pois, tudo acontecerá no seu devido tempo e esse tempo é o tempo

Dele e não o nosso... 

Fórmula 1 em Valência na Espanha

Novamente a televisão nos mostra a corrida de Fórmula 1 realizada no circuito de rua de Valência na Espanha.

O que chama atenção que o circuito é montado junto ao porto de Valencia. E o que se observa são tomadas onde aparecem navios, barcos, armazéns, shiploaders ( grande máquina usada para carregar materiais sólidos a granel ) hotéis e edifícios , ou seja uma perfeita harmonia e que ainda se torna um pólo turístico trazendo o circo da Fórmula 1 para Espanha.

Valência é a terceira maior cidade da Espanha com cerca de 1.800 mil habitantes e encontra-se na costa do Mar Mediterrâneo Anteriormente uma cidade industrial, Valência viu o rápido desenvolvimento que se iniciou em meados da década de 1990 ampliando suas possibilidades culturais e turísticas, que transformou em uma cidade vibrante, restaurando monumentos antigos, como as Torres antigas da cidade medieval (Serrano Torres e Quart Towers) , como os mosteiros de San Miguel de los Reyes, que passou a dispor de uma biblioteca especializada e a praia Malvarrosa todo.

Óbvio que não comparamos Santarém a Valência. Mas temos um porto e não damos a importância que eles lá em Valência dão, e que deveria ter,principalmente como fonte de renda e empregos. Muito ao contrário, por aqui há muito mais contestações para que nada se faça e até mesmo derrube o que está construindo sob a ótica de que atrapalha o pôr do sol. E nesse andar vamos fazer bosquinho.

Brincando de médico

Onde é que você estava? pergunta a mãe à filha de 6 anos.
- No quarto, brincando de médico com o Joãozinho, ele era o médico e eu a doente.
A mãe dá um grito e um salto da cadeira.
- De mééééédico !?!?!?!?!
- Calma mãe, era médico do SUS. Ele nem me atendeu. Remarcou para daqui a um ano.

sábado, 25 de junho de 2011

Laranja madura na beira da estrada.......

Sandra Cavalcanti para O Estado de S.Paulo

... tá bichada, Zé,
ou tem marimbondo no pé!

Que saudades do grande Ataulfo Alves! Sou da geração que, graças a Deus, viveu momentos belíssimos da música brasileira de verdade. Período de letras inteligentes, limpas, sábias, solidárias. Sustentando melodias realmente musicais. Período ainda livre das escravaturas eletrônicas, dos metais tonitruantes e dos alto-falantes poderosíssimos... Além disso, eram todas em português. Lembro-me bem de quando ele apresentou esse samba, numa roda entre amigos, tocando ele mesmo o seu violão.

Foi esse samba que me veio à memória quando li a mensagem que a presidente da República, Dilma Rousseff, enviou ao professor Fernando Henrique Cardoso, que está sendo muito festejado pelos seus provectos 80 anos de idade.

Embora tenha vindo para o Rio de Janeiro muito criancinha, gosto de pensar que nasci em Belém. Uma linda cidade onde, até hoje, a língua portuguesa é muito bem cuidada e respeitada. Os paraenses falam bem, escrevem certo e conservam muitas peculiaridades... Uma delas, que sempre achei divertida, é o uso maroto do termo "disque" (diz que...).

Todo paraense, mesmo os transplantados, como eu, tem o hábito de usar essa espécie de ressalva antes de narrar fatos ou dar informações que possam ser dignas de certa desconfiança. Normalmente dizemos assim: "Disque" Fulano deixou a Beltrana por conta da Sicrana... Ou então: "Disque" o prefeito vai pagar os precatórios. Ou ainda pior: "Disque" a situação financeira do País vai melhorar...".

O mais famoso de todos os "disques" ocorreu quando, numa entrevista em Paris, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não sabia de nada sobre o mensalão. Nem ele nem o José Dirceu, nem a Dilma Rousseff, nem o Gilberto Carvalho, enfim, ninguém sabia de nada. Na língua de Belém, a notícia correu assim: "Disque" Lula e o pessoal dele não sabiam de nada! Os deputados que recebiam a boladinha todo mês "disque" achavam que o dinheiro vinha do céu!

No episódio dos aloprados, outra vez a mesma coisa: "Disque" Lula e o pessoal dele não sabiam de nada. Em seguida, no primeiro escândalo das chamadas consultorias petistas, os que frequentavam aquela casa chique e lucrativa em Brasília não sabiam de coisa alguma. Só o caseiro Francenildo.

Este, quando perguntado, não usou o "disque". Foi direto e simples ao dizer: o Palocci também vem aqui. Afirmou e confirmou.

E falando em estádio do Corinthians ....

Charge Guedex

Lembram da "coincidência"


Lembram do moço que anda fazendo palestras pelo mundo custeado por alguém.
Olha a empresa aí , gente !!!!!
Tudo não passa de "coincidência"

Falta de interesse

“Em terra de cego quem tem olho é rei”, diz o ditado. Normalmente quando se tem interesse em atingir patamares, objetivos corre-se atrás como se fosse à última oportunidade. Assim nascem os vencedores.

Aqui na nossa região quanto mais alheios, quanto mais cegos às coisas que ocorrem ao redor é melhor. E principalmente quando se fala em agricultura. Existe um discurso generalizado a respeito de agricultura familiar. Defensores sob todos os pontos principalmente contrários à agricultura mecanizada que é vista como um câncer, algo pegajoso que precisa ser eliminado, extirpado a qualquer custo.

Porém, o que se nota é que nada ou quase nada fazem para melhoria da agricultura familiar. O abandono persiste e as perspectivas de melhora são utópicas.
O melhor exemplo é nossa diversidade de frutas e verduras. A mesmice impera seja no Mercado seja nos supermercados. Nada diferente. Nem alface lisa quase não se encontra que é um básico de uma horta. Imagine outras leguminosas. E as que se encontram a maioria são oriundas de São Paulo.

Através do blog temos apontado uma série de Congressos, Feiras, Simpósios sobre os mais variados tipos de produtos que poderiam ser explorados em nossa região e dessa forma, alçarem vôos maiores em termos de geração de renda e empregos.

Fica a pergunta: Alguém participa? Alguém responsável pela nossa Agricultura tem interesse em participar ou mesmo indicar alguém que possa quando muito aprender com conhecimentos através de experiências de outros locais, com outras pessoas?

Doce ilusão. Quanto menos trabalho tiver, melhor fica. O interesse é tão somente político. Ocorre que política não enche barriga, não gera renda (a não ser para os próprios) e muito menos empregos (a não ser para os próprios).

Apenas para relembrar recentemente tivemos:
- Congresso Mundial de Aqüicultura realizado em Natal
- Feira Internacional de Fruticultura em Mossoró
E teremos em breve
- Feira Brasileira de Mandioca em Maceió
- Simpósio Internacional sobre a banana em Salvador – Bahia

Dizer o que? Fazer o que? As oportunidades existem basta apenas ter interesse em participar, aprender e trazer para região resultados práticos para que muitos possam ser beneficiados.

Por isso, em muitas regiões infinitamente menores que Santarém, quem tem olho é rei. 

Rabiscos do Antenor/

Café Gourmet

Consumo de café gourmet cresce quase 22% segundo dados da ABIC

Associação Brasileira da Indústria do Café – acaba de divulgar sua pesquisa anual sobre as “Tendências de Consumo de Café”, que dentre outras informações aponta que o consumo de café gourmet cresceu 21,3% em 2010.

O estudo também revela que o consumo de café fora de casa cresceu 307%, passando de 14% em 2003 para 57% em 2010.

Outro dado importante é sobre a intenção dos brasileiros e pagar a mais por um bom café, 45% dos entrevistados disseram ter esta disponibilidade.
Para Rodrigo e Rafael Branco Peres, diretores do Café do Centro – maior torrefadora de grão gourmet e especiais do país – estes resultados demonstram que o café gourmet deixou de ser um produto relacionado apenas à alta gastronomia e cafeterias.

“Outros estabelecimentos como postos de gasolina, escritórios, consultórios e pequenos negócios vêm adquirindo o hábito de servir apenas café gourmet, além disso, o consumidor final está cada vez mais ávido por qualidade. Informações sobre a origem do café, como foi colhido, qual a variedade do grão, o sabor, o corpo e o nível de acidez, que antes eram pouco relevantes, se tornaram fundamentais para apoiar a decisão de compra”.

Outro fato relevante é a construção de um novo modo de consumir café gourmet em casa, comprado em estabelecimentos, diferentes dos tradicionais super e hipermercados ou empórios.

Começam a aparecer no país novos pontos de venda de gourmet, para serem levados para casa do consumidor, como relatam Rodrigo e Rafael Branco Peres. “Hoje já é possível levar para casa o excelente café gourmet tomado em bons restaurantes, bistrôs, lojas de conveniência e até postos de gasolina, diante dessas possibilidades percebemos que surgem novos pontos de venda, ainda mais próximos do dia a dia dos consumidores”.

Apesar da alta nos preços repassada ao consumidor, o público de café gourmet é fiel às marcas e sabe distinguir um produto diferenciado, cujo blend segue padrões de qualidade e não muda com a alta de preços.
Os Branco Peres, destacam que “essa noção vem sendo ampliada por conta do aumento do consumo fora de casa, que está em ascensão em todo o país. Hoje já vendemos gourmet em Natal, Amazonas e Recife, praças que há 2 anos não atendíamos”, afirmam os diretores.

O crescimento na venda de café gourmet da torrefadora comprova a ascensão, as vendas foram de 15% em 2006, para 40% do faturamento em 2010, o que representou um total de R$ 30 milhões de reais.

Para 2011 a expectativa é crescer 30% e reforçar a presença no interior de São Paulo, Paraná e Nordeste. Segundo a ABIC o segmento de cafés finos e diferenciados, embora representem ainda a menor parte do consumo geral da bebida, cresce de 15% a 20% ao ano, e está sendo impulsionado principalmente pelas cafeterias e casas de café.

Em 2010 o segmento gourmet correspondeu a algo em torno de 4% do mercado, ou 800 mil sacas, com uma participação entre 6% a 7% na receita, o que significa um volume de R$ 380 milhões. 

SIM pelo Estado do Tapajós




Sebastião Gil de Lalor Imbiriba


"Meu filho atingiu a maioridade.
Meu filho se formou.
Adeus filho amado.
Que Deus te acompanhe...
... Vote SIM pelo Tapajós".

Supersafra

Supersafra de soja faz dinheiro grosso rolar no interior do RS

Está rolando dinheiro grosso no interior gaúcho, em função das primeiras entradas de dólares decorrentes da venda da supersafra de soja deste ano. É coisa nunca vista. 
 
Os cálculos do editor são de que pelo menos US$ 1 bilhão já entrou no Estado depois de fechadas as vendas entre agosto a abril deste ano e pagas em maio.
Isto equivale a 2 milhões de toneladas, algo como pouco menos de 1/5 da safra, que a Conab já admite chegar a 11,6 milhões de toneladas, algo jamais visto antes no Estado. 

A previsão anterior da Conab era de 10,8 milhões de toneladas.
Se tudo der certo, os sojicultores gaúchos faturarão US$ 6 bilhões este ano. 

O editor conversou com o diretor da Brasoja, Antonio Sartori, depois de divulgadas as novas estimativas de produção de soja (75 milhões de toneladas para o Brasil), mas ele não quis falar em valores.
O diretor da Brasoja avisou que continua apostando numa safra de 12 milhões de toneladas de soja. 

No interior gaúcho, a saca de 60 kg está girando em torno de R$ 40,00/R$ 42,00, mas o preço já tinha emplacado R$ 52,00, ainda na presente safra. O custo de cada saca é de R$ 30,00, o que significa que o adicional conseguido representa lucro.

Nota do Blog: Com certeza os produtores e principalmente suas regiões estão horrorizadas com essa situação. Imaginem que isso gera renda, gera emprêgos, gera oportunidade de crescimento pessoal e profissional, gera melhorias nos municípios, porque esse dinheiro circula dentro dos municípios, enfim gera uma infinidade de benefícios. Mas, tem gente que não gosta disso. Gosta de ficar na mesmice, na inércia, no abandono. Gosta que a população continue no mesmo patamar porque faltam oportunidades, mas isso não importa. O negócio é combater essa maldita soja.. Oh soja maldita. Dá empregos, renda, crescimento, mas por favor em outros lugares. Aqui NÃÃÃOOOOOO ....  

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Um motivo de "orgulho" nacional

Brasil ainda tem mais de 13 mil escolas sem luz, segundo Censo Escolar

O Brasil tem pelo menos 13 mil escolas sem energia elétrica ou que funcionam com gerador. O número foi declarado pelas próprias unidades no Censo Escolar do ano passado, que é o mais recente disponível e utiliza dados coletados até março de 2010. O levantamento aponta 13.134 escolas nesta situação.

A maioria (178.779), no entanto, afirmou utilizar as redes públicas de eletricidade. Além disso, 99% das unidades "no escuro" são rurais. São, de acordo com o ministério, 429.805 alunos prejudicados.

Nota do Blog: Uma vergonha sem tamanho. Não estão falando de uma, duas, quem sabe tres escolas com problemas de falta de energia. Eles falam em 13 mil escolas. O raça de politicos que colocamos em cada  lugar. Não valem o que comem. 

Enquanto isso ....

Blog do Ricardo Noblat para O Globo - Charge Chico Caruso 

De pacto em pacto

Miriam Leitão (*)

O crime se infiltra na Amazônia, mesmo nas instituições criadas pra combatê-lo. Os elos se misturam e fortalecem a corrente que abate diariamente a floresta. A cada reportagem, um flagrante; a cada estudo, uma nova prova do velho problema: a mistura do legal com o ilegal na cadeia produtiva vai lavando os crimes. O Brasil avança no combate, mas é mais lento que o crime.

O Observatório Social divulgou esta semana outro estudo que começou num local emblemático: Nova Ipixuna, Pará. Lá, desembarcaram em março dois repórteres, Marques Casara e Sergio Vignes. Lá, em maio, foram assassinados dois ambientalistas, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo. Os jornalistas investigavam o crime de uso de carvão vegetal ilegal na cadeia produtiva do aço, encontraram fornos ilegais e constataram, pelo cruzamento de dados, que as siderúrgicas do Pólo de Carajás estão usando carvão ilegal. José Cláudio e Maria denunciavam o desmatamento ilegal e foram mortos depois de avisarem que estavam marcados para morrer.

O país avança; aos poucos. O progresso usa a estratégia de construir redes de constrangimento e pressão sobre os criminosos. Mas os elos da cadeia do crime têm sido persistentes e há momentos em que se pensa que eles vencerão no final.

No documento do Observatório Social, como em outros que já foram divulgados com o mesmo objetivo, há motivos para desânimo e alívio. A boa notícia é que outras investigações que mostravam a conexão entre grandes empresas e os crimes trabalhistas e ambientais acabaram provocando pactos que permitiram avanços no combate ao trabalho escravo e degradante e ao desmatamento ilegal. Foi com movimentos assim que empresários, ONGs, governos, OIT, Ministério Público assinaram o pacto contra o trabalho escravo em 2004. Ele diminuiu o número de casos; mas não acabou com o absurdo. Houve denúncia contra a soja brasileira; compradores internacionais pressionaram, foi assinada a moratória da soja. Através dela as grandes empresas do setor se comprometeram a não comprar soja de área de desmatamento recente. Houve denúncias de que os grandes frigoríficos compram rebanhos que pastam em áreas desmatadas ilegalmente. Os supermercados foram cobrados pelos consumidores. Alguns aderiram ao compromisso contra a carne de desmatamento; outros, não. O Ministério Público iniciou então a campanha da Carne Legal. Impactantes anúncios mostravam a ligação entre o prato do consumidor e a prática ilegal. Tudo isso vai empurrando o país para a legalidade, apesar de todas as forças que se unem para manter o atraso.

Há casos revoltantes de políticos impunes ou cúmplices; de atrasos inaceitáveis em julgamentos; de perseguição a funcionários do Ministério do Trabalho ou do Ibama que apenas querem que a lei seja cumprida; de denúncias do Ministério Público não levadas em conta; de empresas que fazem vista grossa porque assim reduzem o preço dos seus insumos. De vez em quando o Brasil avança.

Um desses passos à frente foi dado quando houve a primeira denúncia contra trabalho escravo e desmatamento ilegal na indústria siderúrgica brasileira. O centro do problema era em Carajás. Ainda é. Foi criado depois da denúncia sobre os “Escravos do Aço” o Instituto Carvão Cidadão. O objetivo do ICC é exigir que todas as siderúrgicas de Carajás se comprometam a não comprar carvão ilegal, e a verificar se seus fornecedores respeitam as leis trabalhistas, garantem equipamentos de proteção aos operários e usam madeira de extração legal. Houve avanços.

O Observatório Social voltou lá em março e constatou que o crime continua. Marques Casara me disse no programa Espaço Aberto, da Globonews, que algumas das siderúrgicas locais não cumprem o que elas mesmas prometeram e lavam o crime na sua produção. Como? Misturando carvão legal, cascas de babaçu e carvão produzido em fornos ilegais. Tudo misturado faz a liga do ferrogusa que depois é exportado: 90% dos produtos de siderúrgicas como a Sidepar e Cosipar são comprados por grandes consumidoras e traders de aço como a ThyssenKrupp, NMT e Nucor Corporation. Empresas que fornecem para as grandes montadoras de automóveis americanas.

A diretora de sustentabilidade do Instituto Aço Brasil, Cristina Yuan, me disse que as produtoras de ferro-gusa do Pólo de Carajás não fazem parte da associação, que reúne apenas as grandes indústrias siderúrgicas do país. Ela garante que todo o carvão usado pelas empresas do Instituto Aço Brasil vem de florestas plantadas ou de manejo. E de fato não são elas as acusadas neste estudo. Para se separar das empresas desse grupo é que o antigo Instituto Brasileiro de Siderurgia trocou o nome para Instituto Aço Brasil.

Segundo Casara, a Vale foi procurada antes da divulgação do estudo. Ela é a única fornecedora de minério de ferro para as guseiras do Pará. A empresa disse que vai investigar a denúncia. Em outros momentos a Vale assinou pactos e assumiu compromissos de só fornecer a guseiras que não usam carvão ilegal. Tomara que a Vale investigue logo. Pelos dados do relatório, como se viu na imprensa, se forem cruzados os montantes de ferro-gusa produzido com o total de carvão legal registrado fica claro que grande parte do carvão é ilegal. Só em Nova Ipixuna os dois repórteres encontraram 500 fornos ilegais.

Toda vez que uma investigação ilumina a cadeia produtiva lá encontra os elos da cadeia do crime trabalhista e ambiental. A cada empurrão o Brasil avança um pouco. Essa é a esperança.

(*) Jornalista é colunista do O Globo

Tudo "coincidência"!!!!!

Que ex-presidente Luiz Ignácio virou palestrante, todo mundo sabe.
Que ele já fez várias palestras também todo mundo sabe.
Talvez nem todos saibam que a próxima palestra será dia 1 de julho em Angola.
De tudo o mais interessante que a patrocinadora oficial da maioria dessas palestras tem sido a construtora Odebrecht, inclusive a próxima.

Coincidentemente a mesma construtora envolvida em várias obras do govêrno e que de forma até insistente está à frente da obra do estádio do Corinthians o Itaquerão, que por sinal , teve incentivo do ex-presidente como já demonstrado pela ata da Diretoria do clube quando da decisão pela construção do estádio.

Mas, como todo mundo sabe isso são apenas "coincidências", meras " coincidências"....
E segue o enterro, fazer o que!!!
Além da palestra dia 1 de julho agora em Angola, patrocinada pela Odebrecht, Lula estará na Guiné Equatorial, onde participará da Cúpula da União Africana.

O governo estadual em Santarém

Por alguns dias observamos a presença do governador do estado do Pará com sua comitiva em Santarém.

Afora o corre-corre dos carros e do bando de papagaios de pirata indo de um lado para outro, o que de efetivo essa visita realizou em nossa região?

Promessas certamente foram feitas, papéis de intenções certamente foram assinados e o que mais? O que de efetivo aconteceu para crescimento da região?

Outro oba-oba político sem qualquer objetivo a não ser o de se fazer média com a população.

Mas como diz o ditado: Cada povo tem o governo que merece!!!

Site do IBGE é invadido por hackers

Folha de São Paulo
 O site do IBGE foi invadido na madrugada desta sexta-feira e uma mensagem foi postada no endereço virtual. A página apresenta o título "IBGE Hackeado - Fail Shell" escrito no topo e uma foto de um olho humano com a legenda "Ordem e Progresso" inserida sobre a pupila.

O restante da mensagem diz "Este mês, o governo vivenciará o maior número de ataques de natureza virtual na sua história feito pelo Fail Shell. Entendam tais ataques como forma de protesto de um grupo nacionalista que deseja fazer do Brasil um país melhor. Tenha orgulho de ser brasileiro, ame o seu país, só assim poderemos crescer e evoluir!"

No pé da página do IBGE, ainda há outros dizeres como "Atacado por FIREH4CK3R", "Brasil, um país de todos!" e "Não há espaço para grupos sem qualquer ideologia como LulzSec ou Anonymous no Brasil". LulzSec e Anonymous são os dois maiores grupos de hackers do mundo. Hackers são pessoas que invadem computadores para protestar ou furtar informações.

O grupo que se apresenta como LulzSecBrazil atua como célula do LulzSec, que na semana passada atacou o site da CIA, a agência de espionagem americana. O LulzSecBrazil foi responsável por invadir a página do Senado, da Presidência e do Ministério dos Esportes nesta quinta-feira (24).

Os ativistas do LulzSecBrazil atuaram junto a um grupo chamado AnonBrazil, associado ao Anonymous, a quem é atribuído um ataque que há duas semanas derrubou o site do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Eles lançaram nesta semana a Operação AntiSec, declarando agir 'contra a censura' e com o objetivo de retaliar governos que tentam impor controles à internet.

O famigerado Joãozinho

Joãozinho, aos 70 anos, residindo em uma pequena e pacata cidade, abordou o padre na rua e segredou:
- Padre, eu nunca me confessei mas, como estou ficando velho, acho que chegou a hora !!! Só que eu gostaria de me confessar com um anjo... Tem jeito???
- Mas meu filho, com um anjo??? Isso é meio difícil!!! Olha, se minha presença o inibe, eu posso dar poderes ao sacristão para ouvir sua confissão!!!
- Não, seu padre, eu tenho dois pecados gravíssimos os quais só posso confessar a um anjo, tenho certeza!!!
- Bem, então, no domingo, vá a igreja e assista a missa. Após a missa, eu providenciarei um anjo para ouvir suas confissões.
Joãozinho, eufórico, exultou:
- Muito obrigado, seu padre, o senhor não pode nem imaginar a Paz que o senhor está me devolvendo !!!
E assim ...
Joãozinho, aos 70 anos, aliviado por ter resolvido o seu problema e o padre preocupado com o problema que acabara de arranjar.
Chegando a igreja, o padre chamou o sacristão, contou-lhe a estória e começaram a traçar o plano para levar um anjo ao confessionário.
- Faremos o seguinte, disse o padre: vou vesti-lo de anjo, amarro uma corda em volta do seu corpo, vou descendo-o sobre o confessionário e conforme for descendo você abana as asas. O que acha???
- Perfeito, disse o sacristão; O seu Joãozinho está velho, enxerga pouco, não vai notar nada !!!
Domingo, Joãozinho assistiu a missa inteira, aguardou que todos saíssem da igreja e o sacristão fechou a porta.
Levantou-se do banco e se encaminhou para o confessionário.
Passaram-se alguns minutos e lá veio o sacristão abanando as asas sobre o confessionário. Joãozinho se ajoelhou. E o 'anjo', com voz angelical, perguntou:
- Meu filho, por que você não quis se confessar nem com o padre e nem
com o sacristão?
- Sabe o que é, seu anjo, é que eu estou transando com a mãe do padre e a mulher do sacristão!!! Entendeu agora porque eu não queria me confessar com eles?
- Entendi, meu filho, disse o 'anjo'. - Então eu lhe dou como penitência, 200 Ave Marias pela mãe do padre e 2000 Pai Nossos pela mulher do sacristão. Está bem assim, meu filho???
- Justíssimo, seu anjo, respondeu Joãozinho. Por isso que eu queria me confessar com quem entende. 2000 Pai Nossos pela mulher do sacristão, contra 200 Ave Marias pela mãe do padre é mais que justo, pois a mulher do sacristão é 10 vezes mais gostosa que a mãe do padre.
- Muito obrigado seu anjo, já vou agora mesmo, lá pro altar, pagar a penitência !!!
O 'anjo' aguardou um instante, fez um sinal para o padre que o puxou de volta e, curioso, indagou:
- E aí, meu filho, como foi a experiência???
- Horrível seu padre... horrível!!!
Desci como anjo, subi como corno, puxado por um filho da puta!!!

Santarém - 350 anos (1)

Recebemos do assíduo leitor Chaguinha seu comentário a respeito do postado "Santarém - 350 anos".
Chaguinha obrigado pela audiência sempre constante.
Peço desculpas mas não tenho recebido seus comentários. Caso não consiga repassar por gentileza nos envie por email: antenor.p@uol.com.br que com certeza publicaremos.

Quanto a nossa querida Santarém há muito o que fazer para comemorar alguma coisa.
Essa questão da água observamos há dois dias atrás quando visitamos um pessoal no bairro de Nova República. Lá água é artigo de luxo. Muito sacrifício dos moradores daquele bairro em conseguir água. E me parece que o rio Tapajós é grande e tem água. Mas,ele passa muito longe do bairro de Nova República e de outros ...
Por isso, Chaguinha comemorar o que?

Anônimo disse...
MESTRE ANTENOR,
NÃO TENHO VISTO PUBLICADOS MEUS COMENTS. TÁ CUM RAIVA DEU? VEJA ESTA: ONTEM, FERIADO DE CORPUS CRHISTI, O MEU QUERIDO BAIRRO DO SANTÍSSIMO PASSOU QUASE O DIA TODO SEM ÁGUA NAS TORNEIRAS, PELO MENOS LÁ EM CASA FOI ASSIM.
FOI SÓ O CIRCO IR EMBORA E A TRISTEZA ACAMPOU NA " PÉROLA... ".
CHAGUINHA

Mandioca

Maceió sediará a I Feira Brasileira da Mandioca

Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) da Mandioca estarão fazendo parte da I Feira Brasileira da Mandioca, de 16 a 19 de novembro, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso.

O evento ocorre simultaneamente ao 14º Congresso Brasileiro da Mandioca, que será sediado pela primeira vez em Maceió.
 
A programação mescla gastronomia e tecnologia. Haverá exposições de produtos fabricados pelos APLs de todo o país, além de máquinas e equipamentos utilizados no cultivo e produção de derivados.

Serão ministradas oficinas práticas de utilização da mandioca na alimentação e um concurso de gastronomia utilizando a mandioca como matéria prima.

O evento é uma realização da Sociedade Brasileira da Mandioca (SBM) e conta com o apoio do Governo de Alagoas, através do Programa de Arranjos Produtivos Locais (PAPL) e do Sebrae. Durante a feira, o público vai poder visitar estandes das instituições que estão apoiando a realização da Feira. A Comissão organizadora da I Feira Brasileira da Mandioca está se reunindo semanalmente para definir estratégias para a realização do evento.

De acordo com Regis Jackson, coordenador geral, a realização da feira em paralelo ao congresso, proporcionará, além do conhecimento técnico, a possibilidade dos diversos segmentos envolvidos com a mandiocultura mostrarem seus produtos.
“Vamos apresentar através de uma feira diversificada, os produtos derivados da mandioca, as recentes pesquisas e tecnologias disponíveis no Brasil, os órgãos e instituições de fomento, desenvolvimento e associativos da cadeia produtiva, as indústrias diretamente ligadas ao setor e as diversas manifestações culturais oriundas da agricultura familiar”, adiantou Regis.

Mais informações sobre a I Feira Brasileira da Mandioca e o 14º Congresso Brasileiro da Mandioca através do site http://www.bccom.com.br/mandioca / 

Amendoim no Acre

Produtores do Acre vão colher 77 mil quilos de amendoim

Conhecido também como amendoim cavalo ou do Quinari, o produto gera renda e melhora as condições de vida de 37 agricultores familiares.

Com uma produção estimada em 77 mil quilos na colheita deste ano, o amendoim cavalo, mais conhecido como amendoim do Quinari, gera renda e melhora as condições de vida de 37 agricultores familiares de Senador Guiomard e oito de Plácido de Castro, no Acre.

Estes produtores vêm recebendo orientação e assistência técnica do Sebrae no Acre, por meio do projeto de Fortalecimento da Cadeia Produtiva do Amendoim do Quinari. Nele foi realizado um diagnóstico da produção e das potencialidades de mercado para este produto, que já ganha destaque nacional.

Para aproveitar esta oportunidade, a equipe do Sebrae vem melhorando a organização cooperativa dos produtores e suas técnicas de cultivo para aumentar a produtividade hoje avaliada entre 1,5 mil.a 2 mil quilos por hectare.

O cultivo comercial do amendoim cavalo foi iniciado nos anos 60 pelas famílias japonesas trazidas para o Acre para formar primeiro polo hortigranjeiro e acabou se transformando num dos produtos tradicionais do Estado pelo tamanho, sabor e qualidade dos grãos. 
“Estamos estimulando a melhoria da produtividade do amendoim cavalo através de uma parceria com pesquisadores da Embrapa de Campina Grande-PB, que vem desenvolvendo trabalhos com vários tipos de oleaginosas. Vamos realizar em agosto e setembro dois cursos para que os produtores aprendam técnicas de boas práticas no manejo de suas colheitas a fim de evitar o desenvolvimento do fungo Aspergillus, que quando aparece, acaba contaminando os grãos com a Aflatoxína.

Isso é fundamental para garantirmos a boa qualidade do produto vendido aos consumidores”, esclareceu Nilcilene Queiroz, gestora do projeto. 

Suco de laranja

Brasil lidera exportação de sucos e busca novos mercados

De cada cinco copos de suco de laranja consumidos no mundo, três são produzidos nas fábricas brasileiras. De acordo com dados da Associação Nacional de Exportadores de Sucos Cítricos – CitrusBR, o Brasil detém cerca de 50% da produção mundial de suco de laranja, exporta 98% do que produz e, com isso, alcança 85% de participação no mercado mundial.

Números que surpreendem, mas que também preocupam.

Após queda no consumo de suco cítrico nos principais países compradores, setor tenta recuperar mercados estagnados e buscar novos negócios.

Segundo o presidente da CitrusBR, Christian Lohbauer, os principais importadores de sucos cítricos brasileiros são a União Européia, com 70% do produto exportado, e Estados Unidos, com 18%, seguidos de China e Japão, com 3% do exportado cada um. Entretanto, há aproximadamente uma década o mercado europeu ficou estancado e os Estados Unidos tiveram queda de 25% no consumo da bebida. “Este é um quadro de estagnação para o Brasil como maior produtor e exportador. Espera-se que os grandes mercados aumentem o consumo e os emergentes comecem a consumir o produto”, afirma Lohbauer.

Com objetivo de conquistar novos mercados, empresas exportadores e a Associação trabalham com ações e projetos.

Há um mês a CitrusBR lançou a campanha I feel Orange (www.ifeelorange.com) em um portal próprio na internet e em diversas redes sociais.

A campanha visa promover o consumo do suco de laranja no mundo apresentando-o não apenas como um produto, mas uma atitude e um estilo de vida.

Já as empresas exportadoras planejam eventualmente instalar filiais na China, país que tem aumentado importação da bebida. Um dos motivos é que o suco brasileiros é exportado a granel, que é mais barato que em tambor, sistema utilizado por aquele país. “O mercado chinês na última década dobrou de tamanho, mas ainda é muito pequeno. A China tem muita fruta in natura, são os primeiros produtores de tangerina no mundo. Ela tem uma concorrência grande”, comenta Lohbauer.

Entretanto, o presidente ressalta que à medita em que a renda do chinês aumenta e que a população urbana vai comprando mais em supermercado e mudando seus hábitos de consumo, este pode se tornar um bom investimento a longo prazo.

Citricultura no Brasil -  
Com cerca de 165 milhões de árvores em 2010, a citricultura no Brasil envolve direta e indiretamente cerca de 230 mil empregos, gerando uma massa salarial de R$676 milhões. 

O PIB do setor é de U$6,5 bilhões (2009), dividido em U$4,39 bilhões no mercado interno e U$2,15 no mercado externo. 

Segundo a CitrusBR, a estimativa da safra de laranja de 2011-12 do Cinturão Citrícola de São Paulo e Triângulo Mineiro é de 387 milhões de caixas de laranja de 40,8 Kg.

Próximas Paradas

Bellini Tavares de Lima Neto (*)

É só reunir dois ou três desconhecidos, seja lá em que ambiente for e, pode prestar atenção: alguma coisa de sintomático, curioso ou interessante acaba acontecendo. Estamos em quatro na recepção do banco, cada um esperando a vez de ser atendido. A moça do cafezinho, muito simpática, já nos agradou a todos. Bem à nossa frente, uma tela de televisão das grandes, vai chamando a atenção do grupinho. Até que um deles, o mais idoso de nós quatro, com um jornal nas mãos, se depara com uma noticia e resolve protestar. Larga o jornal sobre a mesinha de centro e começa a descer a ripa no prefeito que está fazendo planos para sua gestão dentro de uns 10 anos. O homem fica muito irritado e declara que só espera não estar por aqui quando isso acontecer. Alguém, então, resolve se solidarizar com ele: “que é isso, amigo? Melhor é você estar por aqui e o político que não seja reeleito”. Proposta de solução bem mais pacífica, sem dúvida. Mas o homem não está para soluções diplomáticas. “Mas aqui eu não vou estar, não. Já devia ter ido para o litoral este ano e acabei adiando. Mas, ano que vem, sem falta, eu sumo daqui.” E aí, como é costume, veio uma saraivada de críticas à cidade, a começar da proliferação de prédios residenciais que, certamente, vão entupir o trânsito. “Ninguém mais vai conseguir andar por aqui”.

Agora, o tom da conversa já estava bem mais animado e o homem que iniciou isso tudo, o mais velho de nós, resolveu expandir sua crítica ao plano federal. Trouxe à tona, então, uma das questões mais descaradas dos últimos anos e que vive sendo repetida sem o menor constrangimento: a história da “herança maldita”. Apenas para registrar no tempo e espaço, esse tem sido um dos motes do governo Silva a respeito do seu antecessor. O nosso homem, o mais velho de nós, não poupou o verbo: “esse camarada passou o tempo todo falando dessa herança maldita. O próximo é que vai ver o que é herança maldita, no duro”. Nesse momento, o outro cidadão, sentado na salinha, um cidadão de origem étnica africana (que é para não criar problemas com leis e patrulhas) queimou no golpe, como si diz por aí. E saiu em defesa do governo Silva argumentando que tudo andava muito melhor agora e que, portanto, a herança deixada seria ótima. O homem que havia iniciado a contenda carregou um pouco mais nas tintas para desafiar o defensor do Silva e o questionou sobre o que, de fato, havia melhorado. E a resposta do nosso ilustre contendor foi das mais interessantes: “você, por exemplo, está dizendo que vai para o litoral. Eu já não posso fazer a mesma coisa”. Em outras palavras, trouxe a luta de classes para o pequeno recinto. O nosso provecto personagem imediatamente respondeu que, para isso, havia trabalhado a vida inteira, o que foi imediatamente rebatido pelo primeiro com um “eu também trabalho”. Estava armado o impasse.

Nessa hora, o primeiro debatedor, o nosso amigo mais senil, iniciou um raciocínio que, confesso, me fez temer pela nossa sorte geral: lançou uma premissa, embora disfarçada de pergunta: sobre se o defensor do governo Silva era “de cor”. Recebeu em troca um sorriso irônico seguido de um comentário com todo o jeito de resposta ensaiada: “você também tem uma cor, todos nós temos uma cor”. Mas o nosso circunstante mais idoso queria, na verdade, desenvolver um argumento que passava pela libertação dos escravos combinada com a falta de apoio do governo de então, seguida da abertura das fronteiras do país para os imigrantes e a falta de oportunidade para os recém libertos. E arrematou isso tudo com a intromissão da Igreja no contexto a ponto de alargar as diferenças sociais e por aí afora. Mas, nessa hora, chegou a vez de o homenzinho afro-descendente, o partidário do Silva, ser atendido e o nosso caro senhor prosseguiu com seu libelo acusatório à Igreja Católica dirigido a nós outros, remanescentes e que ainda esperávamos para ser atendidos. O outro homem ao seu lado pareceu gostar das críticas de natureza eclesiástica, pois endossou inteiramente o que tinha sido dito. Ficou no ar a impressão que este terceiro devia ser adepto de alguma outra religião, dessas que, combativas por excelência, vivem destruindo todas as demais.

Com a falta do contendor, a peleja foi esfriando até que chegou a minha hora de ir ao caixa. Fiz o que tinha que fazer e fui-me embora pensando em tudo aquilo que havia escutado. O senhor mais idoso manifestou toda a sua indignação, mas sua atitude seria simplesmente a de tratar de ir embora e lavar as mãos. O homem de cor se limitou a repetir motes ouvidos ao longo de processos eleitorais divulgados em flagrantes interesses distorcidos. Apóia a falácia de que tudo vai indo muito bem e, de quebra, nutre a improdutiva e perniciosa rivalidade que se instalou de norte a sul, ressuscita a estéril discussão sobre “você pode e eu não”, transferindo para fora de si a responsabilidade pelo seu próprio destino. O terceiro integrante da cena, calado até então, só se manifestou quando a conversa, aparentemente, lhe proporcionou a chance de emprestar energia às criticas religiosas que provavelmente lhe agradam porque pactua de outras seitas. E eu, ouvi tudo, não disse nada, esperei minha vez para ser atendido e fui embora. Estamos todos errados? Não sei. Só fiquei pensando e tentando entender onde vamos chegar, se é que vamos.

(*) Advogado , morador em S. Bernardo do Campo (SPO).
Escreve para o site O Dia Nosso De Cada Dia - http: blcon.wordpress.com

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Santos, campeão da Libertadores 2011

O Santos é tricampeão da Libertadores.
O Santos é loco por tri, América!

Promiscuidade E.C.

Juca Kfouri (*)

AUTORIDADES EM GERAL, cartolas em particular, faz tempo que deixaram de dar bola ao que pensa a opinião pública.

Não fosse assim e governadores não seriam ínti­mos de empreiteiros que vendem seus serviços aos governos e emprestam suas mordomias aos gover­nantes.

Nem ministros, aloprados ou não, viveriam para cima e para baixo com altas fortunas do país.

Nem muito menos cartolas seriam íntimos dos do­nos das agências de turismo que trabalham para as entidades que comandam e para os eventos que promovem, casos claros do Comitê Olímpico Brasi­leiro e a Tamoios e da Confederação Brasileira de Futebol com a Pallas.

(A coluna está sendo explícita em relação as as­ sociações esportivas, até mencionando seus nomes inteiros e não só as siglas, por estar no caderno de Esporte. Mas supõe ser desnecessário dizer a que governador se refere neste momento ou a que minis­tro aloprado, assim como parece redundante citar o nome de um certo ex-secretário de Esporte, Lazer eJuventude de São Paulo que acaba de se demitir por ser chegado demais ao lazer, ser mau exemplo para a juventude e, aparentemente, ser médico apenas por esporte).

Não fale para nenhum deles, e para outras altas patentes brasi­leiras, sobre a mulher de César porque é bem capaz de ouvir que eles não sabiam nem que César havia se casado.

Daí nossa única vingança ser a de saber de dis­cursos como o feito pelo deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) anteontem na Câmara Federal, quando, para mostrar os malefícios das licitações sigilosas, fez referência à “deputada FIFA” e ao “deputado COI”, que conseguiram aprovar “uma Copa flexível e uma Olimpíada heterodoxa”.

Como é confortador saber que uma pesquisa feita pela Sport+Markt, empresa alemã há 25 anos no mercado esportivo, revela que 63,7% dos brasileiros com opinião formada sobre investir dinheiro públi­co em estádios de futebol são contra a prática.

Nada, é claro, que modifique a ideia do ministro Orlando Lero, do PCdoB, o Partido Consumista do Brasil, de que Romário é apenas bem-humorado.

Sim, não tem graça nenhuma.

(*) Formado em Ciências Sociais pela USP. Desde 2005, é colunista da Folha de S.Paulo e do UOL.