Gilberto Dimenstein (*)
Entidades como USP, Unicamp, Unifesp, além de hospitais como Santa Marcelina e Santa Catarina, todos acima de qualquer suspeita, conseguiram melhorar o atendimento médico em São Paulo. Elas formaram Organizações Sociais (OS) que administram hospitais públicos.
Pesquisas mostram que esse modelo gerou menos custo, maior eficiência --e mais satisfação do usuário. Por motivos ideológicos e interesses sindicais (e um pouco por ignorância) um grupo de pessoas sustenta que essa administração privatiza a saúde.
Apesar de todos os números positivos, as ações prosperaram na Justiça e esse modelo bem-sucedido pode, quem sabem ser banido por decisão do Supremo Tribunal Federal.
O que seria um crime contra a saúde pública --e uma vitória para a saúde de algumas corporações, mais voltadas a suas questões profissionais do que ao interesse público.
Afinal, numa OS é mais fácil demitir os incompetentes e relapsos
(*) Membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz.

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