Apagão nos portos causa prejuízos às exportações de couro
O Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil – CICB denuncia a ocorrência cada vez mais freqüente de cancelamentos de navios destinados aos principais portos brasileiros, causando enormes prejuízos às exportações de couro, alerta Wolfgang Goerlich, o presidente da entidade, que representa, há 53 anos, as 800 empresas de produção e processamento de couro. “Os armadores responsabilizam as condições precárias e a superlotação dos nossos portos pelo problema, apontando os altos custos e a demora nos portos que, muitas vezes, não oferecem mínimas condições para atender os navios nos prazos previstos, razão principal dos desvios das embarcações e os cancelamentos”, alerta o executivo.
Goerlich explica que as empresas de processamento e produção de couro associadas ao CICB vêm sofrendo prejuízos com esta situação, que é muito grave nos portos do Nordeste, com destaque para Salvador/BA, mas, também, em Santos/SP, Paranaguá/PR e Rio Grande/RS. “Os cancelamentos chegam a 20% das já escassas escalas e os prejuízos por falta de embarque nas datas estabelecidas nos contratos provocam prejuízos diretos estimados entre US$ 150 e 200 milhões, além das perdas de confiabilidade perante os nossos clientes no exterior”, salienta o presidente do CICB.
A indústria curtidora brasileira, responsável por cinqüenta mil empregos diretos, depende da exportação para escoar mais de 50% da sua produção e, apesar de todas as dificuldades, contribuiu significativos 11% para a balança comercial brasileira nos primeiros sete meses de 2010. “A nossa indústria mobilizou todos os recursos possíveis e desenvolve os maiores esforços para recuperar e aumentar as nossas exportações depois da crise de 2008/09, e, apesar da taxa de câmbio desfavorável e do alto ‘Custo Brasil’, tem alcançado resultados extraordinários”, explica o executivo.
Em sua opinião, constatar agora que grande parte do trabalho foi perdida pelas deficiências na hora do embarque causa profunda decepção.
Wolfgang Goerlich destaca que, caso o País dispusesse de uma infra-estrutura adequada, aliada a uma estrutura portuária moderna, “ao invés de exportarmos US$ 1,7 bilhão (previsão para 2010), poderíamos atingir US$ 1,9 bilhão, além de cobrarmos rigorosamente os serviços contratados dos armadores.
Diante da gravidade da caótica situação portuária, o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) encaminhou documento a todas as esferas governamentais para alertar sobre o problema, pedindo soluções urgentes, antes que o a indústria brasileira do couro e demais segmentos exportadores sofram mais prejuízos e percam a credibilidade no acirrado mercado internacional.
Nota do Blog : Realmente somos um País rico. Damos-nos ao luxo de jogar na lata do lixo US 200 milhões de dólares porque não temos portos para escoar nossas safras. Aliás, ter até temos, mas, alguns possuem em sua volta eco-chato e ambientalistas de plantão que não permitem seu fluxo e até insistem em suas demolições, transferências e coisas do gênero. Ao invés dos nossos governantes adaptarem a logística desafogando portos como Paranaguá e Santos, usando portos como Santarém no Norte, melhorando a logística para o Espírito Santo no Sudoeste e para isso, deveriam no nosso caso acelerarem ao máximo o término da BR 163, optam por ficar nesse chove não molha, aceitando ingerências de terceiros de todos os tipos, prorrogando ao máximo esse desenvolvimento e fazendo com que o País perca esse monte de dinheiro e que acabam afetando os trabalhadores desses segmentos.
Vai entender !!!

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