foto Notapajós
Ontem lamentavelmente tivemos um acidente no "portinho" da Praça Tiradentes anonde todos os barcos de passageiros e de cargam aportam. Para os que aqui não moram, não se trata de um porto de atracação onde em qualquer lugar onde exista rio ou mar seja absolutamente normal.
Aqui é onde a maré se encontra. Os barcos chegam o máximo que podem até a praia e alí atracam um ao lado do outro . Os passageiros saem da orla e vão em direção aos barcos que lhes interessam o mesmo quanto aos navios de cargas, onde os carregadores saem sol a pino com as cargas nas costas até atingir o barco a ser carregado.
Muitas vezes os barcos se amontoam obrigando um pula-pula para que se chegue até o barco que interesse ao passageiro ou a carga. Coisa de doido.
Uma cidade ribeirinha, que tem o rio como sua principal alternativa de logistica, com mais de 340 anos e não possue uma hidroviária.
Estão construindo uma hidroviária e que se imagina fique pronta para o proximo ano.
Ainda bem. Interessante que em recente entrevista o Secretário responsável pelo setor dizia que o novo porto ainda não tinha definição se seria somente de passageiros ou somente de cargas ou ambos. Os leitores certamente irão exclamar:
- Mas, que planejamento!!!.
Voltando ao acidente de ontem, um carregador identificado como André estava desembarcando uma carga quando foi imprensado entre dois caminhões. O pré- atendimento a vítima foi prestado ainda no local pelo SAMU. Sangrando o homem se queixava de muitas dores. Ele foi transferido para o Pronto Socorro Municipal.
Um dos responsáveis pela empresa da qual pertence o caminhão, esteve no local e informou que toda assistência a vítima será prestada.
Vamos aguardar novos capitulos rezando para que não tenhamos mais nenhum acidente, consciêntes que a medida que a vazante do rio ocorre mais e mais a distancia entre a margem e os barcos aumenta, obrigando aos carregadores e passageiros mais e mais sacrificios, além do que já fazem para sobreviver.
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