A direção do Coritiba teme que o clube vire bode-expiatório para a insolúvel, por incompetência dos governos, do ministério do Esporte, do Ministério Público, da Polícia, questão da violência nos estádios.
E teme com razão, porque o clube paranaense não tem a força que têm os clubes do eixo Minas-Rio-São Paulo-Rio Grande do Sul.
Mas o fato é que alguém tem de ser o primeiro a ser dado como exemplo.
E a barbárie de domingo no Couto Pereira justifica que seja o clube mandante do jogo e responsável pelo estádio.
Até porque, só agora, a direção coxa anuncia que rompeu com os membros da torcida uniformizada que causou o inferno verde que lá se viu, a tal Império Alviverde, império do mal, da covardia.
E quem brinca com fogo sai chamuscado.
É verdade que praticamente todos os cartolas têm o mesmo comportamento, reféns da intimidação que esta gente é capaz de despertar.
Mas se a justiça esportiva pode penalizar o Coritiba com no máximo 10 jogos de Couto Pereira interditado, a CBF pode, administrativamente, punir o clube com o rebaixamento para a Série C do Brasileirão, por exemplo.
Seria didático, para dizer o mínimo.
Desde que fizesse o mesmo com um Corinthians, se se repetirem as cenas do Pacaembu quando o time foi eliminado da Libertadores pelo River Plate.
Ou com o Inter, se novamente banheiros químicos forem atirados da arquibancada do Beira-Rio.
E assim por diante.
Que o Coritiba seja o primeiro, jamais o único.
Se bem que se o ministro do Esporte tivesse vergonha na cara já teria, pelo menos, pedido demissão.
(*) Consagrado Jornalista Esportivo escreve para Folha de São Paulo, comenta na Rádio CBN, na TV ESPN e possue um dos blogs mais lidos no Brasil com milhões de acessos mensais.
Nota do Blog - Pretensão do rabiscador em dizer que essa mesma posição exposta pelo consagrado jornalista já foi inserida nos Rabiscos dias atrás.
Barbáries como essa cometida pela pseudo-torcida do Coritiba invadindo, agredindo, espancando, depredando como se tudo aquilo trouxesse de volta o clube à primeira divisão, deveriam ter punições muito mais severas do que simplesmente perda de mando em alguns jogos e tudo fica por isso, como um incidente lamentável.
Deveria sim o clube ser punido com novo rebaixamento e dessa forma a torcida real, aquela que extravasa , torce, xinga, vibra mas que acabando o jogo volta para casa aceitando o resultado como sendo uma questão do esporte, passe a cobrar dos dirigentes essa incoviniente e desnecessária presença das chamadas "Torcidas Uniformizadas" normalmente infiltrada por desqualificados e marginais que provocam exatamente isso que ocorreu no Couto Pereira.


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